Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2762364 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Depreende-se da crônica que, em relação à burocracia, seu Justinho tinha um ponto de vista
Alternativas
Q2760851 Português
Blefes


        Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo. Numa mesa de pôquer o homem chega ao pior e ao melhor de si mesmo, e vai da euforia ao ódio numa rodada. Mas sempre como se nada estivesse acontecendo. Os americanos falam do poker face, a cara de quem consegue apostar tendo uma boa carta ou nada na mão com a mesma impassividade, embora a lava esteja turbilhonando lá dentro. Porque sabe que está rodeado de fingidos, o jogador de pôquer deve tentar distinguir quem tem jogo de quem não tem e está blefando por um tremor na pálpebra, por um tique na orelha. Ou ultrapassando a fachada e mergulhando na alma do outro.

       Não se trata de adivinhar seu caráter. Não é uma questão de caráter. O blefe é um lance tão legítimo quanto qualquer outro no pôquer. Os puros são até melhores blefadores, pois só quem não tem culpa pode sustentar um poker face perfeito sob o escrutínio hostil da mesa. Há quem diga que ganhar com um blefe supera ganhar com boas cartas e que é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar, e portanto de acaso, e se torna um jogo de talento. Já fora do pôquer o blefe perde sua respeitabilidade. É apenas sinônimo de engodo. Geralmente aplicado a pessoas que não eram o que pareciam ou fingiam ser.


(Adaptado de: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Às mentiras que os homens contam. São Paulo: Cia das Letras, 2015)

Os puros são até melhores blefadores.


O uso de “até” no trecho acima permite afirmar que

Alternativas
Q2760850 Português
Blefes


        Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo. Numa mesa de pôquer o homem chega ao pior e ao melhor de si mesmo, e vai da euforia ao ódio numa rodada. Mas sempre como se nada estivesse acontecendo. Os americanos falam do poker face, a cara de quem consegue apostar tendo uma boa carta ou nada na mão com a mesma impassividade, embora a lava esteja turbilhonando lá dentro. Porque sabe que está rodeado de fingidos, o jogador de pôquer deve tentar distinguir quem tem jogo de quem não tem e está blefando por um tremor na pálpebra, por um tique na orelha. Ou ultrapassando a fachada e mergulhando na alma do outro.

       Não se trata de adivinhar seu caráter. Não é uma questão de caráter. O blefe é um lance tão legítimo quanto qualquer outro no pôquer. Os puros são até melhores blefadores, pois só quem não tem culpa pode sustentar um poker face perfeito sob o escrutínio hostil da mesa. Há quem diga que ganhar com um blefe supera ganhar com boas cartas e que é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar, e portanto de acaso, e se torna um jogo de talento. Já fora do pôquer o blefe perde sua respeitabilidade. É apenas sinônimo de engodo. Geralmente aplicado a pessoas que não eram o que pareciam ou fingiam ser.


(Adaptado de: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Às mentiras que os homens contam. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
Porque sabe que está rodeado de fingidos, o jogador de pôquer deve tentar distinguir quem tem jogo de quem não tem e está blefando por um tremor na pálpebra, por um tique na orelha.

O trecho sublinhado acima estabelece, em relação ao resto do período, ideia de
Alternativas
Q2760848 Português
Blefes


        Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo. Numa mesa de pôquer o homem chega ao pior e ao melhor de si mesmo, e vai da euforia ao ódio numa rodada. Mas sempre como se nada estivesse acontecendo. Os americanos falam do poker face, a cara de quem consegue apostar tendo uma boa carta ou nada na mão com a mesma impassividade, embora a lava esteja turbilhonando lá dentro. Porque sabe que está rodeado de fingidos, o jogador de pôquer deve tentar distinguir quem tem jogo de quem não tem e está blefando por um tremor na pálpebra, por um tique na orelha. Ou ultrapassando a fachada e mergulhando na alma do outro.

       Não se trata de adivinhar seu caráter. Não é uma questão de caráter. O blefe é um lance tão legítimo quanto qualquer outro no pôquer. Os puros são até melhores blefadores, pois só quem não tem culpa pode sustentar um poker face perfeito sob o escrutínio hostil da mesa. Há quem diga que ganhar com um blefe supera ganhar com boas cartas e que é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar, e portanto de acaso, e se torna um jogo de talento. Já fora do pôquer o blefe perde sua respeitabilidade. É apenas sinônimo de engodo. Geralmente aplicado a pessoas que não eram o que pareciam ou fingiam ser.


(Adaptado de: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Às mentiras que os homens contam. São Paulo: Cia das Letras, 2015)

Já fora do pôquer o blefe perde sua respeitabilidade. É apenas sinônimo de engodo.


Mantendo-se o sentido original do texto, o termo sublinhado pode ser substituído por

Alternativas
Q2760847 Português
Blefes


        Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo. Numa mesa de pôquer o homem chega ao pior e ao melhor de si mesmo, e vai da euforia ao ódio numa rodada. Mas sempre como se nada estivesse acontecendo. Os americanos falam do poker face, a cara de quem consegue apostar tendo uma boa carta ou nada na mão com a mesma impassividade, embora a lava esteja turbilhonando lá dentro. Porque sabe que está rodeado de fingidos, o jogador de pôquer deve tentar distinguir quem tem jogo de quem não tem e está blefando por um tremor na pálpebra, por um tique na orelha. Ou ultrapassando a fachada e mergulhando na alma do outro.

       Não se trata de adivinhar seu caráter. Não é uma questão de caráter. O blefe é um lance tão legítimo quanto qualquer outro no pôquer. Os puros são até melhores blefadores, pois só quem não tem culpa pode sustentar um poker face perfeito sob o escrutínio hostil da mesa. Há quem diga que ganhar com um blefe supera ganhar com boas cartas e que é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar, e portanto de acaso, e se torna um jogo de talento. Já fora do pôquer o blefe perde sua respeitabilidade. É apenas sinônimo de engodo. Geralmente aplicado a pessoas que não eram o que pareciam ou fingiam ser.


(Adaptado de: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Às mentiras que os homens contam. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
Sobre o texto, considere:

I. Tendo em vista o paralelismo sintático do primeiro parágrafo, “pior” está para “euforia”, assim como “melhor”, para “ódio”.

II Mantendo o sentido, a palavra “impassividade” (primeiro parágrafo) pode ser substituída por “frieza”.

III. Mantendo a correção gramatical e as relações de sentido, uma redação alternativa para um segmento do texto é “Os puros são até melhores blefadores: só quem não tem culpa pode sustentar um poker face perfeito.”


Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q2760846 Português
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Meu pensamento é um devorador de imagens. Quando uma boa imagem me aparece, eu rio de felicidade, e o meu pensador se põe a brincar com ela como um menino brinca com uma bola. Se me disserem que esse hábito intelectual não é próprio de um filósofo, que filósofos devem se manter nos limites de uma dieta austera de conceitos puros e sem temperos, invoco em minha defesa Albert Camus, que dizia que só se pensa por meio de imagens. Amo as imagens, mas elas me amedrontam. Imagens são entidades incontroláveis, que frequentemente produzem associações que o autor não autorizou. Os conceitos, ao contrário, são bem-comportados, pássaros engaiolados. As imagens são pássaros em voo. Daí seu fascínio e seu perigo.


(Adaptado de: ALVES, Rubem. O canto do galo. Disponível: https://www1 folha uol.com.br. Acesso em: 10/09/2023)
Imagens são entidades incontroláveis, que frequentemente produzem associações que o autor não autorizou.

Reescrevendo o período acima no passado, todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: 
Alternativas
Q2760845 Português
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Meu pensamento é um devorador de imagens. Quando uma boa imagem me aparece, eu rio de felicidade, e o meu pensador se põe a brincar com ela como um menino brinca com uma bola. Se me disserem que esse hábito intelectual não é próprio de um filósofo, que filósofos devem se manter nos limites de uma dieta austera de conceitos puros e sem temperos, invoco em minha defesa Albert Camus, que dizia que só se pensa por meio de imagens. Amo as imagens, mas elas me amedrontam. Imagens são entidades incontroláveis, que frequentemente produzem associações que o autor não autorizou. Os conceitos, ao contrário, são bem-comportados, pássaros engaiolados. As imagens são pássaros em voo. Daí seu fascínio e seu perigo.


(Adaptado de: ALVES, Rubem. O canto do galo. Disponível: https://www1 folha uol.com.br. Acesso em: 10/09/2023)

As imagens são pássaros em voo. Daí seu fascínio e seu perigo.


O termo “Daí”, no trecho acima, indica

Alternativas
Q2760844 Português
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Meu pensamento é um devorador de imagens. Quando uma boa imagem me aparece, eu rio de felicidade, e o meu pensador se põe a brincar com ela como um menino brinca com uma bola. Se me disserem que esse hábito intelectual não é próprio de um filósofo, que filósofos devem se manter nos limites de uma dieta austera de conceitos puros e sem temperos, invoco em minha defesa Albert Camus, que dizia que só se pensa por meio de imagens. Amo as imagens, mas elas me amedrontam. Imagens são entidades incontroláveis, que frequentemente produzem associações que o autor não autorizou. Os conceitos, ao contrário, são bem-comportados, pássaros engaiolados. As imagens são pássaros em voo. Daí seu fascínio e seu perigo.


(Adaptado de: ALVES, Rubem. O canto do galo. Disponível: https://www1 folha uol.com.br. Acesso em: 10/09/2023)
Ser filósofo, para o narrador do texto, está relacionado a
Alternativas
Q2760843 Português
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Meu pensamento é um devorador de imagens. Quando uma boa imagem me aparece, eu rio de felicidade, e o meu pensador se põe a brincar com ela como um menino brinca com uma bola. Se me disserem que esse hábito intelectual não é próprio de um filósofo, que filósofos devem se manter nos limites de uma dieta austera de conceitos puros e sem temperos, invoco em minha defesa Albert Camus, que dizia que só se pensa por meio de imagens. Amo as imagens, mas elas me amedrontam. Imagens são entidades incontroláveis, que frequentemente produzem associações que o autor não autorizou. Os conceitos, ao contrário, são bem-comportados, pássaros engaiolados. As imagens são pássaros em voo. Daí seu fascínio e seu perigo.


(Adaptado de: ALVES, Rubem. O canto do galo. Disponível: https://www1 folha uol.com.br. Acesso em: 10/09/2023)

Meu pensamento é um devorador de imagens.


A figura de linguagem presente no trecho acima é

Alternativas
Q2723459 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.



     Meu pensamento é um devorador de imagens. Quando uma boa imagem me aparece, eu rio de felicidade, e o meu pensador se põe a brincar com ela como um menino brinca com uma bola. Se me disserem que esse hábito intelectual não é próprio de um filósofo, que filósofos devem se manter nos limites de uma dieta austera de conceitos puros e sem temperos, invoco em minha defesa Albert Camus, que dizia que só se pensa por meio de imagens. Amo as imagens, mas elas me amedrontam. Imagens são entidades incontroláveis, que frequentemente produzem associações que o autor não autorizou. Os conceitos, ao contrário, são bem-comportados, pássaros engaiolados. As imagens são pássaros em voo. Daí seu fascínio e seu perigo.



(Adaptado de: ALVES, Rubem. O canto do galo. Disponível: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10/09/2023)

De acordo com o texto, as imagens
Alternativas
Q2705674 Português
         De loucura meu pai entendia, assim diziam, porque ele mesmo já havia caído louco num período remoto de sua vida. Os curadores serviam para restituir a saúde do corpo e do espírito dos doentes, era o que sabíamos desde o nascimento. O que mais chegava à nossa porta eram as moléstias do espírito dividido, gente esquecida de suas histórias, memórias, apartada do próprio eu, sem se distinguir de uma fera perdida na mata. Diziam que talvez fosse por conta do passado minerador do povo que chegou à região, ensandecido pela sorte de encontrar um diamante, de percorrer seu brilho na noite, deixando um monte para adentrar noutro, deixando a terra para entrar no rio. Gente que perseguia a fortuna, que dormia e acordava desejando a ventura, mas que se frustrava depois de tempos prolongados de trabalho fatigante, quebrando rochas, lavando cascalho, sem que o brilho da pedra pudesse tocar de forma ínfima o seu horizonte. Quantos dos que encontravam a pedra estavam libertos dos delírios? Quantos tinham que proteger seu bambúrrio da cobiça alheia, passando dias sem dormir, com os diamantes debaixo do corpo, sem se banhar nas águas dos rios, atentos a qualquer gesto de trapaça que poderia vir de onde menos se esperava?


(VIEIRA Jr., Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. Edição eletrônica)
Mantendo a correção gramatical e as relações de sentido, o segmento sublinhado pode ser substituído pelo que se encontra entre parênteses em:
Alternativas
Q2705673 Português
         De loucura meu pai entendia, assim diziam, porque ele mesmo já havia caído louco num período remoto de sua vida. Os curadores serviam para restituir a saúde do corpo e do espírito dos doentes, era o que sabíamos desde o nascimento. O que mais chegava à nossa porta eram as moléstias do espírito dividido, gente esquecida de suas histórias, memórias, apartada do próprio eu, sem se distinguir de uma fera perdida na mata. Diziam que talvez fosse por conta do passado minerador do povo que chegou à região, ensandecido pela sorte de encontrar um diamante, de percorrer seu brilho na noite, deixando um monte para adentrar noutro, deixando a terra para entrar no rio. Gente que perseguia a fortuna, que dormia e acordava desejando a ventura, mas que se frustrava depois de tempos prolongados de trabalho fatigante, quebrando rochas, lavando cascalho, sem que o brilho da pedra pudesse tocar de forma ínfima o seu horizonte. Quantos dos que encontravam a pedra estavam libertos dos delírios? Quantos tinham que proteger seu bambúrrio da cobiça alheia, passando dias sem dormir, com os diamantes debaixo do corpo, sem se banhar nas águas dos rios, atentos a qualquer gesto de trapaça que poderia vir de onde menos se esperava?


(VIEIRA Jr., Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. Edição eletrônica)
Mantendo as relações de sentido estabelecidas pelo contexto, uma pontuação alternativa para um segmento do texto está em:
Alternativas
Q2705670 Português
     Ainda hoje, quando lanço o olhar ao mar, imagino a vida de meus avós como ilhas distantes, cercadas pela vastidão de um oceano de histórias (muitas delas guardadas na linha de um horizonte que não pode mais ser lido). No alto do Morro de São Sebastião, contemplo o sol nascente e me inspiro a iniciar estas linhas. Talvez elas não contenham toda a verdade, talvez haja imprecisões e deslizes históricos, mas foi assim que eu as recebi, pela boca dos que sobreviveram.

    leiri-san inspecionava as conversas dos navios que nasciam no estaleiro que dirigia com disciplina. Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan, tomada da China após a guerra sino-japonesa. Para lá a família leiri emigrou para prosperar. Chiyoko, filha do patriarca leiri, cresceu entre finas bonecas de porcelana, tendo os melhores instrutores, tornando-se de pianista a carateca. Sempre ávida por conhecimento, aprendeu com seu tio diversos procedimentos, tais como a realização de partos e, sobretudo, a quiropraxia. Chiyoko se transformou em uma mulher extraordinária, nadando em alto-mar e, apesar de sua compleição esguia, aventurando-se até a praticar sumô. Após aprender tantas coisas, não poderia ter se tomado outra coisa a não ser professora.

      Naquele dia, apesar da triste guerra, Chiyoko estava feliz. Era o dia do aniversário de seu pai. Não importava a ela que seu otosan estivesse em um leito de hospital nem que o medo rondasse cada esquina. Ela tinha conseguido, a grande custo, algumas iguarias que seu pai gostava de comer. Era para comemorar a data, para celebrar a vida. E seus passos eram alegres quando a sirene tocou. E era alegre o dia quando as bombas caíram.

     O hospital em que seu pai estava foi atingido. A vida naufragou. [...] Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra, que estava para ser perdida.



(Adaptado de: KONDO, André. Origens. Editora do Brasil, 2019. Edição Eletrônica)
O relato do narrador permite caracterizar Chiyoko como
Alternativas
Q2660099 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

No que se refere às relações de coesão e de sentido no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2660098 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

Assinale a alternativa em que a proposta de reescrita apresentada para o primeiro período do segundo parágrafo do texto é gramaticalmente correta, coesa e coerente com as ideias do texto.

Alternativas
Q2660096 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

Estariam mantidas a correção gramatical e os sentidos do texto caso se substituísse

Alternativas
Q2660095 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

No texto, o vocábulo “prevenção” (linha 4)

Alternativas
Q2660093 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

Depreende‑se da leitura do texto que

Alternativas
Q2660027 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

O objetivo principal do texto é

Alternativas
Q2660015 Português

O homem trocado


O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele

pergunta se foi tudo bem.

– Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.

– Eu estava com medo desta operação...

– Por quê? Não havia risco nenhum.

– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com seu nascimento.

Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam

o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua

verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

– E o meu nome? Outro engano.

– Seu nome não é Lírio?

– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e... Os enganos se sucediam.

Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na

universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil. – O

senhor não faz chamadas interurbanas?

– Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

– Por quê?

– Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca

alegria, quando ouvira o médico dizer:

– O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

– Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

– Apendicite? – perguntou, hesitante.

– É. A operação era para tirar o apêndice.

– Não era para trocar de sexo?


(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 Crônicas Escolhidas. p. 192/193. Porto Alegre: LP&M, 1996.)

Percebe-se um aspecto cômico por parte do autor do texto no trecho:

Alternativas
Respostas
38221: C
38222: A
38223: E
38224: E
38225: C
38226: B
38227: D
38228: A
38229: B
38230: E
38231: C
38232: A
38233: D
38234: A
38235: E
38236: B
38237: B
38238: A
38239: D
38240: A