Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3014510 Português

Alce.


O alce é um animal mamífero que pertence à família dos cervídeos, sendo a maior espécie dela. Esse animal é encontrado em regiões frias do Hemisfério Norte.


                                             


O alce (Alces alces) é um animal mamífero que se destaca por ser a maior espécie da família Cervidae. Apresenta pernas longas e finas, corpo maciço, cabeça grande, pescoço grosso, cauda pequena e orelhas longas, assim como seu focinho. Os machos têm grandes chifres, usados para lutar pela fêmea durante o período reprodutivo. A gestação dura, em média, 231 dias, e as fêmeas dão à luz, geralmente, um único filhote. Alces são animais herbívoros que e alimentam de galhos, caules, folhas e brotos. Ocorrem em regiões frias do Hemisfério Norte.


O alce se caracteriza como o maior cervídeo vivente, apresentando cerca de 2,3 m de altura e comprimento de 3 m. Os machos diferenciam-se das fêmeas por serem mais pesados. Enquanto eles podem pesar até 600 kg, elas atingem até 400 kg.


Os alces apresentam pernas longas e finas, um corpo maciço e uma cauda curta. Seu pescoço é curto e grosso, e sua cabeça é grande. Apresentam orelhas longas, assim como seu focinho, o qual é caído. Sob o pescoço deles, há uma aba de pele cheia de pelos, o sino. Essa aba de pele pode ou não estar presente nas fêmeas. Machos têm grandes chifres, que pesam até 35 kg. Eles crescem durante a primavera e caem no inverno. A pelagem do animal é normalmente escura, com pelos pretos a marrons ou marrons acinzentados. As pernas têm coloração mais clara. Os pelos dos alces são essenciais para a manutenção da temperatura, ajudando-os a se protegerem do frio.


Dentre os cervídeos, os alces são os menos sociais, sendo solitários. Comunicam-se por meio de vocalizações, odores e postura corporal. São bons nadadores e, apesar da aparência desajeitada, são capazes de correr até 56 km/h. São mais ativos durante o nascer e o pôr do Sol. Geralmente, os alces não vivem mais que 16 anos. São seus predadores os lobos, ursos e pumas. Coiotes e tigres também podem se alimentar deles.


Alces utilizam seus chifres na luta para se acasalarem.


Dois sistemas de acasalamento ocorrem entre os alces. Nos que vivem na Tundra do Alasca, observa-se a formação de haréns, com um macho dominante reunindo várias fêmeas. Esse macho defende as fêmeas de outros machos que queiram se acasalar com elas. Machos que apresentam tamanho similar ao do macho dominante podem desafiá-lo.


Durante as lutas pelas fêmeas, os machos tentam chifrar um ao outro. Essas feridas, geralmente, não são graves, entretanto, podem ocorrer perfurações e até mesmo lesões nas costelas. Além da formação de haréns, há os indivíduos que fazem ligações de pares transitórias. Nesse caso, os machos defendem apenas uma fêmea.


A gestação do alce dura 231 dias. Apesar de gêmeos serem comuns, em geral, há o nascimento de apenas um filhote. Algumas horas após o nascimento, os filhotes começam a mamar. A ingestão de outros alimentos é observada dias depois. Durante os primeiros cinco meses, os alces ganham muita massa, aumentando cerca de 10 vezes a sua massa de nascimento. Ao nascerem, esses animais pesam cerca de 16 kg. O vínculo entre a mãe e seu filhote permanece até cerca de um ano. (https://brasilescola.uol.com.br/animais/alce.htm).

De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3014470 Português

Leia o texto para responder a próxima  questão.


Mico-Leão-Dourado.


                                                             


Mico-Leão-Dourado é um mamífero que vive exclusivamente na Mata Atlântica. Animal ameaçado de extinção há muito tempo por causa da destruição do seu habitat, sua sobrevivência se deve aos projetos e unidades de conservação.


A principal causa da vulnerabilidade e do risco de extinção do mico-leão-dourado é a fragmentação do seu habitat. Historicamente a Mata Atlântica vem sendo explorada e destruída desde a época da colonização do Brasil.


É um símbolo da luta pela conservação da biodiversidade no mundo todo, os esforços pela espécie começaram nos anos 1970 quando sua situação era muito crítica.


Espécie Ameaçada de Extinção:


As atividades agropecuárias e extrativistas, juntamente com a ocupação e crescimento desordenado das zonas costeiras da Mata Atlântica, quase exterminaram esse mamífero de pelagem dourada. Além disso, o tráfico de animais também é considerado um dos fatores que contribuem com esta situação.


A maioria dos micos-leões-dourados são encontrados atualmente dentro de áreas de proteção ambiental. Estão presentes na Reserva Biológica (Rébio) de Poço das Antas, no Município de Silva Jardim, que foi criada em 1974 e na Rébio União, criada em 1998, no Município de Rio das Ostras, ambas no Rio de Janeiro.


Nos últimos trinta anos aumentou o número de animais na natureza, hoje há cerca de 1000 indivíduos distribuídos em fragmentos do seu habitat natural, mas ainda não o suficiente para retirá-lo da lista de animais ameaçados


Habitat: O mico-leão-dourado é endêmico da Mata Atlântica, ou seja, é encontrado exclusivamente nesse bioma. Originalmente distribuído do Rio de Janeiro até o Espírito Santo, hoje distribui-se por fragmentos florestais na Bacia do Rio São João, localizados em alguns Municípios do Rio de Janeiro.


Vive nas regiões de baixada costeira, ocorrendo até os 500 metros de altitude. Os micos-leões-dourados habitam tanto matas primárias (nativas) como matas secundárias (alteradas pela ação humana).


No entanto, o animal mesmo sendo pequeno ocupa grandes áreas da floresta, cada grupo (de quatro a oito indivíduos), precisa de cerca de 110 hectares para viver.


Isso significa que a fragmentação do habitat gera isolamento dos grupos o que é prejudicial do ponto de vista genético, aumentando a sua vulnerabilidade à extinção.


(https://www.todamateria.com.br/mico-leao-dourado/ - adaptado).

De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3014271 Português
O poema a seguir foi escrito por Patativa do Assaré e é denominado “O poeta da roça”:
Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio

O poema não utiliza a gramática normativa. Assim, assinale a alternativa que utilize um conceito da sociolinguística para explica a linguagem utilizada no poema.
Alternativas
Q3014267 Português
Leia o trecho a seguir, da escritora inglesa Virgnia Wolf:
É fácil dizer-se que não é um grande livro. Mas que qualidade lhe faltará? Talvez a de nada acrescentar à nossa visão de vida.

O que pode ser corretamente afirmado a partir dessa oração? 
Alternativas
Q3014265 Português
Para responder essa questão, leia o poema a seguir, do poeta modernista brasileiro Mario de Andrade:

Na rua Aurora eu nasci
na aurora de minha vida
E numa aurora cresci.
no largo do Paiçandu
Sonhei, foi luta renhida,
Fiquei pobre e me vi nu.
nesta rua Lopes Chaves
Envelheço, e envergonhado
nem sei quem foi Lopes Chaves.
Mamãe! me dá essa lua,
Ser esquecido e ignorado
Como esses nomes da rua.

Como a vida é descrita pelo poeta? 
Alternativas
Q3013774 Português
Sobre a correta grafia de senão / se não, marque a alternativa indevida.
Alternativas
Q3013773 Português


  Imagem associada para resolução da questão

(Fonte: https://br.pinterest.com/pin/734931232931343499/).


De acordo com o quadro, assinale a alternativa, onde não temos substantivo.

Alternativas
Q3013772 Português
Assinale a alternativa, onde temos um par de antônimos.
Alternativas
Q3013771 Português
Assinale a alternativa, onde temos um par de sinônimos.
Alternativas
Q3013769 Português
Marque a alternativa, onde temos uma frase exclamativa.
Alternativas
Q2808598 Português

TEXTO II


A casa que educa


71 ____ Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é

72 um navegador. Navega num barco a vela. Vela é

73 uma armadilha para pegar o vento. O vento tem

74 força. Os barcos a vela navegam movidos pela

75 força do vento. O vento vem, bate nas velas e

76 empurra o barco. Mas o que fazer quando o

77 navegador quer ir para o sul e o vento sopra para

78 o norte? Peça a um professor para lhe explicar

79 isto. Antes das velas era preciso remar para o

80 barco navegar. Dava muita canseira. Mas aí um

81 dos nossos antepassados descobriu que o vento

82 faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer

83 outras coisas…

84 ____ Toda a nossa história passada, desde os

85 tempos das cavernas, é a história dos homens

86 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por

87 eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o

88 arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

89 ____ O Amyr Klink disse que as crianças

90 aprendem “construindo” uma casa. Concordo.

91 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As

92 crianças da ilha Faroe aprendiam o que

93 precisavam saber para viver construindo uma

94 casa! Mas não será muito difícil construir uma

95 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode

“96 imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo

97 o que a gente faz começa na imaginação: um

98 quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-

99 Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica

100 cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… –

101 tudo começa na imaginação.

102 ____ Quando vou fazer um papagaio, a primeira

103 coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há

104 papagaios do tamanho de uma casa!), as suas

105 cores, as ferramentas de que vou precisar e os

106 materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra,

107 linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A

108 primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse

109 pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os

110 edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa

111 que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê

112 com os olhos da imaginação.

113 ____ Imagine a casa que você gostaria de

114 construir. Terá um ou dois andares? As telhas

115 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão?

116 Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma

117 lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado

118 estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do

119 sul? E do oeste? Onde nasce o sol? Onde se põe?

120 Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É

121 importante saber onde estão os pontos cardeais

122 por causa da luz do sol. Aí é preciso desenhar essa

123 casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros

124 saibam como a imaginei. O desenho torna a

125 imaginação visível. Quem faz esse desenho é o

126 arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos

127 materiais que você terá de usar para construir sua

128 casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e

129 sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do

130 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai

131 e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.


ALVES, Rubem. A casa que educa. In: Educação. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 27 fev. 2023.

O texto II, direcionado essencialmente para crianças, tem marcas enunciativas próprias da fala. Assinale a opção que apresenta uma expressão típica da fala que foi transposta para a escrita.

Alternativas
Q2808596 Português

TEXTO II


A casa que educa


71 ____ Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é

72 um navegador. Navega num barco a vela. Vela é

73 uma armadilha para pegar o vento. O vento tem

74 força. Os barcos a vela navegam movidos pela

75 força do vento. O vento vem, bate nas velas e

76 empurra o barco. Mas o que fazer quando o

77 navegador quer ir para o sul e o vento sopra para

78 o norte? Peça a um professor para lhe explicar

79 isto. Antes das velas era preciso remar para o

80 barco navegar. Dava muita canseira. Mas aí um

81 dos nossos antepassados descobriu que o vento

82 faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer

83 outras coisas…

84 ____ Toda a nossa história passada, desde os

85 tempos das cavernas, é a história dos homens

86 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por

87 eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o

88 arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

89 ____ O Amyr Klink disse que as crianças

90 aprendem “construindo” uma casa. Concordo.

91 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As

92 crianças da ilha Faroe aprendiam o que

93 precisavam saber para viver construindo uma

94 casa! Mas não será muito difícil construir uma

95 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode

“96 imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo

97 o que a gente faz começa na imaginação: um

98 quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-

99 Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica

100 cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… –

101 tudo começa na imaginação.

102 ____ Quando vou fazer um papagaio, a primeira

103 coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há

104 papagaios do tamanho de uma casa!), as suas

105 cores, as ferramentas de que vou precisar e os

106 materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra,

107 linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A

108 primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse

109 pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os

110 edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa

111 que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê

112 com os olhos da imaginação.

113 ____ Imagine a casa que você gostaria de

114 construir. Terá um ou dois andares? As telhas

115 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão?

116 Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma

117 lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado

118 estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do

119 sul? E do oeste? Onde nasce o sol? Onde se põe?

120 Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É

121 importante saber onde estão os pontos cardeais

122 por causa da luz do sol. Aí é preciso desenhar essa

123 casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros

124 saibam como a imaginei. O desenho torna a

125 imaginação visível. Quem faz esse desenho é o

126 arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos

127 materiais que você terá de usar para construir sua

128 casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e

129 sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do

130 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai

131 e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.


ALVES, Rubem. A casa que educa. In: Educação. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 27 fev. 2023.

Assinale a opção que apresenta corretamente a figura de linguagem presente no título do texto, com sua respectiva descrição.

Alternativas
Q2808595 Português

TEXTO II


A casa que educa


71 ____ Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é

72 um navegador. Navega num barco a vela. Vela é

73 uma armadilha para pegar o vento. O vento tem

74 força. Os barcos a vela navegam movidos pela

75 força do vento. O vento vem, bate nas velas e

76 empurra o barco. Mas o que fazer quando o

77 navegador quer ir para o sul e o vento sopra para

78 o norte? Peça a um professor para lhe explicar

79 isto. Antes das velas era preciso remar para o

80 barco navegar. Dava muita canseira. Mas aí um

81 dos nossos antepassados descobriu que o vento

82 faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer

83 outras coisas…

84 ____ Toda a nossa história passada, desde os

85 tempos das cavernas, é a história dos homens

86 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por

87 eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o

88 arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

89 ____ O Amyr Klink disse que as crianças

90 aprendem “construindo” uma casa. Concordo.

91 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As

92 crianças da ilha Faroe aprendiam o que

93 precisavam saber para viver construindo uma

94 casa! Mas não será muito difícil construir uma

95 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode

“96 imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo

97 o que a gente faz começa na imaginação: um

98 quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-

99 Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica

100 cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… –

101 tudo começa na imaginação.

102 ____ Quando vou fazer um papagaio, a primeira

103 coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há

104 papagaios do tamanho de uma casa!), as suas

105 cores, as ferramentas de que vou precisar e os

106 materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra,

107 linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A

108 primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse

109 pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os

110 edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa

111 que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê

112 com os olhos da imaginação.

113 ____ Imagine a casa que você gostaria de

114 construir. Terá um ou dois andares? As telhas

115 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão?

116 Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma

117 lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado

118 estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do

119 sul? E do oeste? Onde nasce o sol? Onde se põe?

120 Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É

121 importante saber onde estão os pontos cardeais

122 por causa da luz do sol. Aí é preciso desenhar essa

123 casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros

124 saibam como a imaginei. O desenho torna a

125 imaginação visível. Quem faz esse desenho é o

126 arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos

127 materiais que você terá de usar para construir sua

128 casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e

129 sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do

130 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai

131 e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.


ALVES, Rubem. A casa que educa. In: Educação. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 27 fev. 2023.

O texto II, embora apresente linguagem e construções discursivas características do universo infantil, pode suscitar importantes reflexões para a prática pedagógica, a partir de sua ideia principal, que é

Alternativas
Q2808594 Português

TEXTO I


Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades


01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias

02 digitais da informação e comunicação, também

03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas

04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de

05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido

06 incorporadas às práticas docentes como meio para

07 promover aprendizagens mais significativas, com o

08 objetivo de apoiar os professores na

09 implementação de metodologias de ensino ativas,

10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à

11 realidade dos estudantes e despertando maior

12 interesse e engajamento dos alunos em todas as

13 etapas da Educação Básica.

14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e

15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar

16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não

17 se esgotam aí. É necessário promover a

18 alfabetização e o letramento digital, tornando

19 acessíveis as tecnologias e as informações que

20 circulam nos meios digitais e oportunizando a

21 inclusão digital.

22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum

23 Curricular contempla o desenvolvimento de

24 competências e habilidades relacionadas ao uso

25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto

26 de forma transversal – presentes em todas as áreas

27 do conhecimento e destacadas em diversas

28 competências e habilidades com objetos de

29 aprendizagem variados – quanto de forma

30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento

31 de competências relacionadas ao próprio uso das

32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou

33 seja, para o desenvolvimento de competências de

34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas

35 práticas sociais.

[...]

36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que

37 incorporar as tecnologias digitais na educação não

38 se trata de utilizá-las somente como meio ou

39 suporte para promover aprendizagens ou despertar

40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os

41 alunos para que construam conhecimentos com e

42 sobre o uso dessas TDICs.

[...]

43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas

44 pedagógicas e no currículo como objeto de

45 aprendizagem requer atenção especial e não pode

46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É

47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o

48 olhar de utilização das tecnologias e recursos

49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e

50 suporte à implementação de metodologias ativas e

51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto

52 como um fim, promovendo a democratização ao

53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.

54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a

55 proposta pedagógica da escola e investir na

56 formação continuada de professores.

57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à

58 prática do ensino, como apresentações digitais,

59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento

60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das

61 TDICs para promover a criação de conteúdos

62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de

63 softwares para a elaboração de histórias em

64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na

65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.

66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os

67 alunos podem criar áudios e vídeos para

68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou

69 sequência didática. Que tal conhecer algumas

70 dessas possibilidades?


MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.

A partir da leitura do texto I, é correto dizer que ele

Alternativas
Q2808585 Português

TEXTO I


Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades


01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias

02 digitais da informação e comunicação, também

03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas

04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de

05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido

06 incorporadas às práticas docentes como meio para

07 promover aprendizagens mais significativas, com o

08 objetivo de apoiar os professores na

09 implementação de metodologias de ensino ativas,

10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à

11 realidade dos estudantes e despertando maior

12 interesse e engajamento dos alunos em todas as

13 etapas da Educação Básica.

14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e

15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar

16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não

17 se esgotam aí. É necessário promover a

18 alfabetização e o letramento digital, tornando

19 acessíveis as tecnologias e as informações que

20 circulam nos meios digitais e oportunizando a

21 inclusão digital.

22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum

23 Curricular contempla o desenvolvimento de

24 competências e habilidades relacionadas ao uso

25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto

26 de forma transversal – presentes em todas as áreas

27 do conhecimento e destacadas em diversas

28 competências e habilidades com objetos de

29 aprendizagem variados – quanto de forma

30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento

31 de competências relacionadas ao próprio uso das

32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou

33 seja, para o desenvolvimento de competências de

34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas

35 práticas sociais.

[...]

36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que

37 incorporar as tecnologias digitais na educação não

38 se trata de utilizá-las somente como meio ou

39 suporte para promover aprendizagens ou despertar

40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os

41 alunos para que construam conhecimentos com e

42 sobre o uso dessas TDICs.

[...]

43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas

44 pedagógicas e no currículo como objeto de

45 aprendizagem requer atenção especial e não pode

46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É

47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o

48 olhar de utilização das tecnologias e recursos

49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e

50 suporte à implementação de metodologias ativas e

51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto

52 como um fim, promovendo a democratização ao

53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.

54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a

55 proposta pedagógica da escola e investir na

56 formação continuada de professores.

57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à

58 prática do ensino, como apresentações digitais,

59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento

60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das

61 TDICs para promover a criação de conteúdos

62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de

63 softwares para a elaboração de histórias em

64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na

65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.

66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os

67 alunos podem criar áudios e vídeos para

68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou

69 sequência didática. Que tal conhecer algumas

70 dessas possibilidades?


MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.

Considerando o tipo do texto, é correto afirmar que é predominantemente

Alternativas
Q2807534 Português

TEXTO I


Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades


01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias

02 digitais da informação e comunicação, também

03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas

04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de

05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido

06 incorporadas às práticas docentes como meio para

07 promover aprendizagens mais significativas, com o

08 objetivo de apoiar os professores na

09 implementação de metodologias de ensino ativas,

10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à

11 realidade dos estudantes e despertando maior

12 interesse e engajamento dos alunos em todas as

13 etapas da Educação Básica.

14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e

15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar

16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não

17 se esgotam aí. É necessário promover a

18 alfabetização e o letramento digital, tornando

19 acessíveis as tecnologias e as informações que

20 circulam nos meios digitais e oportunizando a

21 inclusão digital.

22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum

23 Curricular contempla o desenvolvimento de

24 competências e habilidades relacionadas ao uso

25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto

26 de forma transversal – presentes em todas as áreas

27 do conhecimento e destacadas em diversas

28 competências e habilidades com objetos de

29 aprendizagem variados – quanto de forma

30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento

31 de competências relacionadas ao próprio uso das

32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou

33 seja, para o desenvolvimento de competências de

34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas

35 práticas sociais.

[...]

36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que

37 incorporar as tecnologias digitais na educação não

38 se trata de utilizá-las somente como meio ou

39 suporte para promover aprendizagens ou despertar

40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os

41 alunos para que construam conhecimentos com e

42 sobre o uso dessas TDICs.

[...]

43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas

44 pedagógicas e no currículo como objeto de

45 aprendizagem requer atenção especial e não pode

46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É

47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o

48 olhar de utilização das tecnologias e recursos

49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e

50 suporte à implementação de metodologias ativas e

51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto

52 como um fim, promovendo a democratização ao

53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.

54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a

55 proposta pedagógica da escola e investir na

56 formação continuada de professores.

57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à

58 prática do ensino, como apresentações digitais,

59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento

60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das

61 TDICs para promover a criação de conteúdos

62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de

63 softwares para a elaboração de histórias em

64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na

65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.

66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os

67 alunos podem criar áudios e vídeos para

68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou

69 sequência didática. Que tal conhecer algumas

70 dessas possibilidades?


MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.

O texto tem como objetivo

Alternativas
Q2762371 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)

- Viu o que você fez? - perguntou o seu Justinho [...] para o Alaor. (23º parágrafo)


Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:

Alternativas
Q2762368 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
Alternativas
Q2762366 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Observa-se a ocorrência da figura de linguagem conhecida como antítese no seguinte trecho:
Alternativas
Q2762365 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
A voz do personagem mescla-se à voz do narrador, configurando o chamado discurso indireto livre, no seguinte trecho:
Alternativas
Respostas
38201: D
38202: D
38203: D
38204: C
38205: B
38206: B
38207: E
38208: D
38209: A
38210: D
38211: A
38212: D
38213: B
38214: A
38215: A
38216: D
38217: D
38218: E
38219: B
38220: E