Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3694347 Português
Leia as alternativas com atenção e assinale aquela em que há um sinônimo e um antônimo do termo Simpático:
Alternativas
Q3694286 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
Em “Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas”, a figura de linguagem presente no trecho sublinhado é: 
Alternativas
Q3694283 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
Sobre o gênero a que o texto pertence, pode-se afirmar que tem por objetivo:
Alternativas
Q3694282 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. A respeito do texto, pode-se afirmar que sua função é: 
Alternativas
Q3694097 Português
O fenômeno que nos faz ver cores que não existem

Você já se perguntou por que não existem mamíferos verdes?

Afinal, seria muito conveniente para quem passa muito tempo escondido na vegetação poder se camuflar.

Uma explicação é que é muito difícil ser verde.

As plantas fazem isso usando a clorofila, mas na verdade não existem outros pigmentos verdes disponíveis na natureza.

Então, como os papagaios e sapos chegam a essa cor?

Pois bem, eles superam a escassez de pigmentos verdes usando um que é mais abundante: o amarelo.

Feito isso, "basta" misturar com o azul — mas aí mora um problema.

Na verdade, a dificuldade em conseguir o verde reside em grande parte na falta da cor que costumamos enxergar no céu e no mar.

Não existe um pigmento verdadeiramente azul na natureza, então tanto as plantas quanto os animais precisam realizar truques para parecerem azuis.

E um desses truques é a coloração estrutural, um fenômeno surpreendente que ocorre quando a luz interage com estruturas microscópicas nas superfícies e nos mostra cores, apesar da ausência de pigmentos.

No caso dos papagaios e dos sapos, essas microestruturas — nas penas ou na pele — apenas permitem refletir a luz azul que, quando combinada com o pigmento amarelo, faz com que pareçam verdes.

Você notou que dissemos "parece"?

Não devemos esquecer que "a cor é mais uma percepção do que uma propriedade física da luz", conforme explica o médico oftalmologista David A. Mackey, membro do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC) da Austrália.

Nossos olhos detectam apenas três cores: vermelho, verde e azul. Mas, com a combinação delas, podemos ver muitas mais. E a cor que vemos é a que o objeto reflete, depois de absorver todas as outras.

Entretanto, no mundo biológico, a grande maioria das cores é produzida por pigmentos — compostos produzidos por um organismo vivo que absorvem seletivamente certos comprimentos de onda de luz.

Na ausência de pigmentos, ocorre a magia da coloração estrutural, um jogo de luz que muitas vezes nos mostra cores deslumbrantes.

É também uma forma de coloração mais durável porque, ao contrário das cores criadas pela pigmentação, que se degradam quando o organismo morre, as microestruturas sobrevivem até se desintegrarem.

'Desestruturando'

Para entender melhor a coloração estrutural, vamos focar no o azul, aquela cor tão difícil de obter na natureza.

A razão pela qual ela ainda assim aparece é que a luz azul tem comprimentos de onda muito curtos — e, assim, é refletida mais facilmente do que outras cores com comprimentos de onda mais longos.

Isso foi compreendido pela primeira vez em 1869 pelo cientista John Tyndall, que observou que pequenas partículas na atmosfera dispersavam preferencialmente a luz azul, resultando no familiar céu azul de um dia claro de verão.

Pouco depois, John William Strutt demonstrou que as partículas de que Tyndall estava falando eram, na verdade, moléculas individuais de gás, especificamente nitrogênio e oxigênio.

O mesmo acontece com as penas de pássaros como as araras-azuis.

Se você olhar uma pena dessa arara em um microscópio poderoso, verá que a camada superficial de queratina parece leitosa devido à presença de pequenas cavidades de ar.

Essas pequenas cavidades de ar agem como pequenas partículas da atmosfera, enquanto os grânulos escuros de melanina absorvem comprimentos de onda de luz mais longos, o que privilegia a cor azul.

Se, em comparação, você olhar uma pena vermelha sob o mesmo microscópio, verá que a superfície é transparente, mas as estruturas subjacentes estão cheias de grânulos de pigmento vermelho.

Um fenômeno físico semelhante, mas não idêntico, produz cores iridescentes, como aquelas que vemos quando há uma fina película de óleo na água ou nas penas dos beija-flores, cujas estruturas microscópicas refletem a luz solar com uma forma natural de nanotecnologia.

A mais brilhante de todas

A coloração estrutural foi observada pela primeira vez pelos cientistas ingleses Robert Hooke e Isaac Newton em pavões; o polímata Thomas Young explicou seu princípio um século depois e chamou-o de interferência de ondas.

Young descreveu a iridescência como o resultado da interferência entre os reflexos de várias superfícies de camadas finas, combinada com a refração à medida que a luz entra e sai de tais camadas.

A geometria mostra que a luz refletida aparece em cores diferentes em ângulos diferentes.

Um caso exemplar é o do fruto da planta africana Pollia condensata, a matéria viva mais brilhante do mundo.

Ela foi estudada por uma equipe de pesquisadores do Jardim Botânico de Kew e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e do Museu Smithsonian de História Natural, nos Estados Unidos.

Os cientistas ficaram inicialmente intrigados com uma propriedade incomum: os pequenos frutos metálicos conhecidos como bagas de mármore mantêm uma cor azul vibrante por anos ou mesmo décadas após serem colhidos.

Ao examinar as bagas, eles perceberam que sob sua superfície lisa e refletiva havia múltiplas camadas de células especiais feitas de fibras de celulose, cada uma ligeiramente girada.

Quando a luz atinge a camada superior, parte dela é refletida e o restante é filtrado. A luz refletida por cada camada é excepcionalmente brilhante e produz cores fortes num efeito conhecido como reflexão de Bragg.

Os cientistas concluíram que o tecido do fruto tem uma cor mais intensa do que qualquer tecido biológico estudado anteriormente.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1r40qw9vego
Como os papagaios e sapos conseguem adquirir a cor verde?
Alternativas
Q3694039 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
Quanto à sua profissão, só é possível afirmar, com base no texto, que o narrador é: 
Alternativas
Q3694038 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
“abriu os olhinhos” (1º parágrafo)
“a patinha dela” (2º parágrafo)
“uma de suas filhinhas” (3º parágrafo)
“olhinhos cor de mel” (4º parágrafo)
“quietinha” (5º parágrafo)

Nos trechos retirados do texto, o grau diminutivo dos substantivos e adjetivo acrescenta uma ideia de: 
Alternativas
Q3694037 Português
Mila

CARLOS HEITOR CONY


         Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

       Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento? Amá-la – foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

         Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

         No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

         Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

       Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade. 


Disponível em: 
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6/04/opiniao/5.html 
Acesso em: 05/07/23
Após leitura atenta do texto, NÃO é possível inferir que Mila:
Alternativas
Q3693508 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Calor extremo aumentou em 85% as mortes de idosos desde 1990, diz estudo


A exposição ao calor excessivo pode prejudicar a saúde das pessoas e causar até morte. Segundo relatório publicado na revista científica The Lancet, nesta terça-feira (14), as mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos aumentaram 85% em 2020 em comparação com as registradas no período de 1990 e 2000.


 O estudo foi feito por uma colaboração internacional de mais de 114 cientistas e pesquisadores de 52 instituições do mundo e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ao redor do mundo.


 Segundo o estudo, o aumento é substancialmente maior do que o crescimento projetado de 38%.


Ao analisar os modelos que incorporam alterações demográficas e de temperatura, os pesquisadores conseguiram mapear as mortes de idosos causadas ou relacionadas a aumento de temperatura. Para chegar ao dado, os cientistas então simulam como seriam essas mortes se as temperaturas mantivessem os mesmos níveis. Seria, então, um crescimento de 38% em comparação com o período de 1990 a 2020.


O que gerou o aumento? De acordo com os pesquisadores, a causa é o aquecimento global, que, no caso, é gerada pelas mudanças climáticas que são potencializadas por atividades humanas.


Ainda segundo o estudo, a população nesta faixa etária e os bebês, são vulneráveis a riscos para a saúde, quando expostos ao calor.


A publicação alerta que as ondas de calor serão mais frequentes nos próximos anos e farão com que quase 525 milhões de pessoas sofram de insegurança alimentar entre 2041 e 2060, agravando o risco global de desnutrição. "O mundo está avançando na direção errada", afirmam os autores na publicação.


Com as mudanças climáticas, a população fica exposta a contrair doenças infecciosas e fatais, como a dengue, a malária e outras viroses.


 O estudo também levanta que a área afetada por seca extrema aumentou de 18% em 1951 para 47% em entre 2013 e 2022.


No Brasil, as altas temperaturas aumentaram 642% nos últimos 60 anos, conforme uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que busca entender como as mudanças climáticas impactam o país.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/calor-extremo-aumentou -em-85-as-mortes-de-idosos-desde-1990-diz-estudo/ 

O que o estudo aponta como causa do aumento nas mortes relacionadas ao calor em idosos?
Alternativas
Q3693507 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Calor extremo aumentou em 85% as mortes de idosos desde 1990, diz estudo


A exposição ao calor excessivo pode prejudicar a saúde das pessoas e causar até morte. Segundo relatório publicado na revista científica The Lancet, nesta terça-feira (14), as mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos aumentaram 85% em 2020 em comparação com as registradas no período de 1990 e 2000.


 O estudo foi feito por uma colaboração internacional de mais de 114 cientistas e pesquisadores de 52 instituições do mundo e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ao redor do mundo.


 Segundo o estudo, o aumento é substancialmente maior do que o crescimento projetado de 38%.


Ao analisar os modelos que incorporam alterações demográficas e de temperatura, os pesquisadores conseguiram mapear as mortes de idosos causadas ou relacionadas a aumento de temperatura. Para chegar ao dado, os cientistas então simulam como seriam essas mortes se as temperaturas mantivessem os mesmos níveis. Seria, então, um crescimento de 38% em comparação com o período de 1990 a 2020.


O que gerou o aumento? De acordo com os pesquisadores, a causa é o aquecimento global, que, no caso, é gerada pelas mudanças climáticas que são potencializadas por atividades humanas.


Ainda segundo o estudo, a população nesta faixa etária e os bebês, são vulneráveis a riscos para a saúde, quando expostos ao calor.


A publicação alerta que as ondas de calor serão mais frequentes nos próximos anos e farão com que quase 525 milhões de pessoas sofram de insegurança alimentar entre 2041 e 2060, agravando o risco global de desnutrição. "O mundo está avançando na direção errada", afirmam os autores na publicação.


Com as mudanças climáticas, a população fica exposta a contrair doenças infecciosas e fatais, como a dengue, a malária e outras viroses.


 O estudo também levanta que a área afetada por seca extrema aumentou de 18% em 1951 para 47% em entre 2013 e 2022.


No Brasil, as altas temperaturas aumentaram 642% nos últimos 60 anos, conforme uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que busca entender como as mudanças climáticas impactam o país.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/calor-extremo-aumentou -em-85-as-mortes-de-idosos-desde-1990-diz-estudo/ 

Qual foi o percentual de aumento nas mortes relacionadas ao calor de idosos de 65 anos em 2020, de acordo com o estudo mencionado? 
Alternativas
Q3693505 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dor de cabeça com vinho tinto? Cientistas encontram substância suspeita


Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que podem ter descoberto por que algumas pessoas têm dor de cabeça após apenas uma pequena taça de vinho tinto, mesmo que não sintam o mesmo efeito ao tomarem outros tipos de bebidas alcoólicas.


  A equipe da Universidade da Califórnia afirma, em um estudo, que isso se deve a um composto nas uvas vermelhas que interfere na forma como o corpo metaboliza o álcool.


O composto é um antioxidante ou flavonol chamado quercetina.


Eles afirmam que uvas do tipo cabernet, comuns no Vale de Napa, na Califórnia, contêm altos níveis da substância.


As uvas vermelhas produzem mais quercetina quando são expostas ao sol.


Isso significava que vinhos tintos mais caros, em vez de vinhos tintos baratos, seriam piores para pessoas propensas a dores de cabeça, disse o pesquisador professor Andrew Waterhouse à BBC News.


"As variedades de uvas mais baratas são cultivadas em videiras com copas muito grandes e muitas folhas, então elas não recebem tanto sol", disse ele.


"Enquanto as uvas de alta qualidade vêm de colheitas menores com menos folhas.


"A quantidade de sol é cuidadosamente gerenciada para melhorar a qualidade do vinho."


Mas há céticos que duvidam dessas conclusões.


O professor Roger Corder, especialista em terapêutica experimental da Universidade Queen Mary de Londres, disse à BBC News que evidências anedóticas sugerem que vinhos mais baratos são piores para dores de cabeça. Ele defende que seria mais importante pesquisar os aditivos usados na produção de vinhos tintos de mercado de massa de baixa qualidade.


Várias teorias foram propostas para explicar as dores de cabeça causadas pelo vinho tinto, que podem ocorrer dentro de 30 minutos de beber mesmo pequenas quantidades.


 Alguns sugeriram que o culpado poderia ser sulfitos — conservantes para prolongar a vida útil e manter o vinho fresco.


No entanto, geralmente, o teor de sulfito é maior em vinhos brancos doces do que em tintos.


 E embora algumas pessoas possam ser alérgicas a sulfitos e devam evitá-los, há poucas evidências de que sejam responsáveis por dores de cabeça.


 Outro possível culpado é a histamina — um ingrediente mais comum no vinho tinto do que no branco ou rosé.


A histamina pode dilatar os vasos sanguíneos no corpo, o que pode desencadear a dor de cabeça. No entanto, novamente, falta uma prova absoluta.


Os especialistas sabem que mais de um em cada três pessoas de origem asiática oriental é intolerante a qualquer tipo de álcool - cerveja, vinho e destilados - e terá rubor facial, dor de cabeça e náusea ao beber.


Isso ocorre devido a um gene que afeta a eficácia de uma enzima de metabolização de álcool chamada ALDH2 ou aldeído desidrogenase.


O álcool é decomposto no corpo em duas etapas - é convertido em um composto tóxico chamado acetaldeído, que a ALDH2 então transforma em acetato inofensivo, basicamente vinagre.


Se isso não puder acontecer, o acetaldeído prejudicial se acumula, causando os sintomas.


E os pesquisadores dizem que uma via semelhante está envolvida na dor de cabeça causada pelo vinho tinto.


Eles mostraram em laboratório que a quercetina pode bloquear indiretamente a ação da ALDH2, por meio de um de seus próprios metabólitos.


A quercetina só se torna problemática quando misturada com álcool, segundo os pesquisadores, que financiaram seu trabalho por meio de crowdfunding e agora publicaram os resultados na revista Scientific Reports.


A quercetina também é encontrada em muitas outras frutas e vegetais - e até está disponível como suplemento de saúde devido às suas benéficas propriedades anti-inflamatórias - e não parece causar dores de cabeça por si só.


Os pesquisadores ainda precisam comprovar sua teoria em pessoas e dizem que um experimento simples poderia ser dar um suplemento de quercetina ou uma pílula placebo a voluntários propensos a dores de cabeça causadas por vinho tinto, juntamente com uma dose padrão de vodka.


O professor Morris Levin, coautor e especialista em neurologia e diretor do Centro de Dor de Cabeça da Universidade da Califórnia, São Francisco, disse: 


"Finalmente estamos no caminho certo para explicar esse mistério milenar. O próximo passo é testá-lo cientificamente em pessoas que desenvolvem essas dores de cabeça, então fiquem ligados."


 Eles esperam começar esses estudos em alguns meses.


Mas o professor Corder, que estudou os possíveis benefícios à saúde do vinho, suspeita que outros ingredientes valem a pena explorar como desencadeadores de dores de cabeça:


As pectinases aceleram a liberação de antocianinas, o que acelera a produção de vinho liberando a cor, sem os processos lentos de maceração da produção tradicional de vinho, mas são metil-hidrolases e um subproduto de sua atividade é a produção de metanol.


 O dicarbonato de dimetilo é usado como conservante para vinhos mais baratos, especialmente aqueles enviados em grandes recipientes para engarrafamento no Reino Unido, mas também se decompõe para criar metanol.


Beber muito, rápido, ou beber para ficar bêbado pode ter sérias consequências para a saúde a curto e longo prazo.


Beber regularmente mais de 14 unidades por semana - cerca de seis copos (pints) de cerveja de teor médio ou 10 pequenos copos de vinho de baixo teor alcoólico, o tipo de álcool não importa - pode danificar o fígado e causar outros problemas de saúde, incluindo derrames e doenças cardíacas.


O consumo de álcool também está ligado a diferentes tipos de câncer.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2j2pjgxk87o


Por que algumas pessoas têm dor de cabeça após consumirem vinho tinto, segundo a pesquisa mencionada?
Alternativas
Q3693504 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dor de cabeça com vinho tinto? Cientistas encontram substância suspeita


Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que podem ter descoberto por que algumas pessoas têm dor de cabeça após apenas uma pequena taça de vinho tinto, mesmo que não sintam o mesmo efeito ao tomarem outros tipos de bebidas alcoólicas.


  A equipe da Universidade da Califórnia afirma, em um estudo, que isso se deve a um composto nas uvas vermelhas que interfere na forma como o corpo metaboliza o álcool.


O composto é um antioxidante ou flavonol chamado quercetina.


Eles afirmam que uvas do tipo cabernet, comuns no Vale de Napa, na Califórnia, contêm altos níveis da substância.


As uvas vermelhas produzem mais quercetina quando são expostas ao sol.


Isso significava que vinhos tintos mais caros, em vez de vinhos tintos baratos, seriam piores para pessoas propensas a dores de cabeça, disse o pesquisador professor Andrew Waterhouse à BBC News.


"As variedades de uvas mais baratas são cultivadas em videiras com copas muito grandes e muitas folhas, então elas não recebem tanto sol", disse ele.


"Enquanto as uvas de alta qualidade vêm de colheitas menores com menos folhas.


"A quantidade de sol é cuidadosamente gerenciada para melhorar a qualidade do vinho."


Mas há céticos que duvidam dessas conclusões.


O professor Roger Corder, especialista em terapêutica experimental da Universidade Queen Mary de Londres, disse à BBC News que evidências anedóticas sugerem que vinhos mais baratos são piores para dores de cabeça. Ele defende que seria mais importante pesquisar os aditivos usados na produção de vinhos tintos de mercado de massa de baixa qualidade.


Várias teorias foram propostas para explicar as dores de cabeça causadas pelo vinho tinto, que podem ocorrer dentro de 30 minutos de beber mesmo pequenas quantidades.


 Alguns sugeriram que o culpado poderia ser sulfitos — conservantes para prolongar a vida útil e manter o vinho fresco.


No entanto, geralmente, o teor de sulfito é maior em vinhos brancos doces do que em tintos.


 E embora algumas pessoas possam ser alérgicas a sulfitos e devam evitá-los, há poucas evidências de que sejam responsáveis por dores de cabeça.


 Outro possível culpado é a histamina — um ingrediente mais comum no vinho tinto do que no branco ou rosé.


A histamina pode dilatar os vasos sanguíneos no corpo, o que pode desencadear a dor de cabeça. No entanto, novamente, falta uma prova absoluta.


Os especialistas sabem que mais de um em cada três pessoas de origem asiática oriental é intolerante a qualquer tipo de álcool - cerveja, vinho e destilados - e terá rubor facial, dor de cabeça e náusea ao beber.


Isso ocorre devido a um gene que afeta a eficácia de uma enzima de metabolização de álcool chamada ALDH2 ou aldeído desidrogenase.


O álcool é decomposto no corpo em duas etapas - é convertido em um composto tóxico chamado acetaldeído, que a ALDH2 então transforma em acetato inofensivo, basicamente vinagre.


Se isso não puder acontecer, o acetaldeído prejudicial se acumula, causando os sintomas.


E os pesquisadores dizem que uma via semelhante está envolvida na dor de cabeça causada pelo vinho tinto.


Eles mostraram em laboratório que a quercetina pode bloquear indiretamente a ação da ALDH2, por meio de um de seus próprios metabólitos.


A quercetina só se torna problemática quando misturada com álcool, segundo os pesquisadores, que financiaram seu trabalho por meio de crowdfunding e agora publicaram os resultados na revista Scientific Reports.


A quercetina também é encontrada em muitas outras frutas e vegetais - e até está disponível como suplemento de saúde devido às suas benéficas propriedades anti-inflamatórias - e não parece causar dores de cabeça por si só.


Os pesquisadores ainda precisam comprovar sua teoria em pessoas e dizem que um experimento simples poderia ser dar um suplemento de quercetina ou uma pílula placebo a voluntários propensos a dores de cabeça causadas por vinho tinto, juntamente com uma dose padrão de vodka.


O professor Morris Levin, coautor e especialista em neurologia e diretor do Centro de Dor de Cabeça da Universidade da Califórnia, São Francisco, disse: 


"Finalmente estamos no caminho certo para explicar esse mistério milenar. O próximo passo é testá-lo cientificamente em pessoas que desenvolvem essas dores de cabeça, então fiquem ligados."


 Eles esperam começar esses estudos em alguns meses.


Mas o professor Corder, que estudou os possíveis benefícios à saúde do vinho, suspeita que outros ingredientes valem a pena explorar como desencadeadores de dores de cabeça:


As pectinases aceleram a liberação de antocianinas, o que acelera a produção de vinho liberando a cor, sem os processos lentos de maceração da produção tradicional de vinho, mas são metil-hidrolases e um subproduto de sua atividade é a produção de metanol.


 O dicarbonato de dimetilo é usado como conservante para vinhos mais baratos, especialmente aqueles enviados em grandes recipientes para engarrafamento no Reino Unido, mas também se decompõe para criar metanol.


Beber muito, rápido, ou beber para ficar bêbado pode ter sérias consequências para a saúde a curto e longo prazo.


Beber regularmente mais de 14 unidades por semana - cerca de seis copos (pints) de cerveja de teor médio ou 10 pequenos copos de vinho de baixo teor alcoólico, o tipo de álcool não importa - pode danificar o fígado e causar outros problemas de saúde, incluindo derrames e doenças cardíacas.


O consumo de álcool também está ligado a diferentes tipos de câncer.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2j2pjgxk87o


Por que os vinhos tintos mais caros podem ser piores para pessoas propensas a dores de cabeça?

Alternativas
Q3693465 Português

Analise o período a seguir retirado do Texto:


Além disso, a cada ano que passa, [...]” (linha 4).


Assinale a alternativa que substitui CORRETAMENTE a expressão destacada, no contexto em que está inserida.

Alternativas
Q3693464 Português

Sobre as informações apresentadas pelo Texto, analise:

I- A idade a partir da qual o risco é maior para homens terem filhos prematuros ou com autismo?

II- O que acontece com os espermatozoides no decorrer do tempo?

III- Existem tratamentos para a problemática apresentada pelo Texto?


Após análise, é CORRETO afirmar que o Texto é capaz de responder: 

Alternativas
Q3693425 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência Artificial: a inesperada demissão de Sam Altman, criador do ChatGPT


 O mundo da tecnologia está em choque.


Nesta sexta-feira (17/11), Sam Altman — uma das mentes mais brilhantes da emergente indústria da Inteligência Artificial e um homem que para muitos se tornou o porta-voz da AI — foi demitido sem cerimônia da empresa que cofundou.


A AI está em nossas vidas há muito tempo — organizando nossos feeds de redes sociais, recomendando filmes em plataformas de streaming de vídeo e ajudando no cálculo de nossos prêmios de seguro.


Mas foi a partir do lançamento do ChatGPT por Altman que a maioria das pessoas passou a falar sobre AI.


 A Inteligência Artificial é uma tecnologia incrivelmente poderosa e divide opiniões: alguns dizem que ela poderia salvar o mundo ou destruí-lo.


Sua demissão da OpenAI, empresa por trás do bot ChatGPT, foi tão repentina quanto dramática.


É justo dizer que meu telefone explodiu quando a notícia foi divulgada, enquanto a comunidade de tecnologia e os jornalistas se esforçavam para entender o que estava acontecendo.


 Num comunicado, o Conselho de Administração da empresa disse acreditar que Altman não tinha sido "consistentemente sincero nas comunicações" com eles e, como resultado, tinha "perdido a confiança" na sua liderança.


Nas entrelinhas, pode-se supor que havia algo que Altman lhes contou ou não — e de alguma forma ele foi pego de surpresa por isso. O texto do comunicado é tão poderoso que quase parece pessoal.


 Existem rumores, mas, até agora, nada mais veio à tona.


Não é incomum nas empresas de tecnologia que uma cultura de trabalho tóxica leve à queda do CEO — mas até agora nenhum caso do tipo apareceu envolvendo a OpenAI.


Em outubro, a empresa estava avaliada em US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) — ou seja, também não parece ter havido nenhum problema financeiro.


Será que o problema é com a própria tecnologia?


Há alguns dias, Altman escreveu sobre o ChatGPT tendo dificuldades para atender a um "aumento na demanda', o que fez com que as inscrições para seu serviço de assinatura paga fossem pausadas.


 Mas isso é suficiente para uma demissão?


Seu cofundador, Greg Brockman, que foi demitido do conselho poucos minutos depois de Altman, disse que os dois homens ficaram chocados com a rapidez com que tudo aconteceu.


Havia apenas seis pessoas nesse conselho, incluindo Brockman e Altman. Se eles foram realmente pegos de surpresa, isso significa que essa decisão foi tomada por apenas quatro membros.


 O que aconteceu para que este pequeno grupo agisse de forma tão decisiva e rápida?


Altman, agora ex-CEO da OpenAI, dirigiu-se a líderes mundiais em discussões sobre os riscos e benefícios representados pela poderosa tecnologia em que foi pioneiro.


Ele disse, de forma memorável, que a AI era "uma ferramenta e não uma criatura" e parecia honesto sobre seus temores de que um dia ela pudesse sair de controle.


Há apenas duas semanas, Altman esteve no Reino Unido, na primeira cúpula mundial de segurança de AI, como um dos cerca de 100 delegados globais. Ele fez um discurso na semana passada sobre o futuro de sua empresa e sua tecnologia.


Como repórter de tecnologia, considero seguro presumir que ele realmente não tinha ideia do que estava por vir.


 Até agora, os grandes nomes do Vale do Silício ofereceram apoio a Altman, incluindo o cofundador do Google, Eric Schmidt, que o descreveu como "meu herói"


O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse ter "confiança" na empresa. Não surpreende, uma vez que a Microsoft investiu bilhões na OpenAI, e a tecnologia por trás do ChatGPT agora está incorporada nos aplicativos do Office da Microsoft.


Um personagem que tem estado estranhamente quieto até agora é Elon Musk.


Ele e Altman criaram a OpenAI juntos, em parceria com outras pessoas, mas teriam se desentendido sobre a decisão dela deixar de ser uma organização sem fins lucrativos.


Há rumores de que é exatamente essa questão que mais uma vez dividiu opiniões dentro da empresa.


 O X (anteriormente conhecido como Twitter) de Musk, por sua vez, lançou um novo chatbot chamado Grok.


 Talvez Musk não esteja chateado com o fato de a OpenAI estar um pouco distraída por um drama que não é de hoje.


Enquanto isso, cabe à diretora de tecnologia da ChatGPT, Mira Murati, assumir interinamente o cargo de CEO.


 O mundo da tecnologia é pequeno — coincidentemente, ela já trabalhou na Tesla, empresa automobilística de Musk.


A grande pergunta é: Murat poderá conter tamanha instabilidade?



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1p37k7ddjo

O que motivou a demissão de Sam Altman da OpenAI, segundo o comunicado do Conselho de Administração?
Alternativas
Q3693277 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão.

  

texto4.png (857×343)

Considerando o parágrafo em que está inserido o trecho “Voltando ao meu tempo de rugby [...]” (linha 8), infere-se que

I. Rugby é um tipo de esporte praticado.
II. No passado, o escritor praticava rogby.
III. A quiet quitting era comum no rogby.
IV. A quiet quitting era bem-vinda no rogby.
V. O rugby foi usado como exemplificação.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3693276 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão.

  

texto4.png (857×343)

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias defendidas no texto.

I - As pessoas que assumem a atitude quiet quitting são as que estão certas, pois têm mais tempo para se dedicarem à vida pessoal.
II - As pessoas que não optam pela atitude quiet quitting são as que estão certas, pois têm mais sucesso em suas carreiras.
III - Aqueles que não optam pela quiet quitting têm algum tipo de consequência em sua carreira e em sua vida.
IV - Aqueles que optam pela quiet quitting têm algum tipo de consequência em sua carreira e em sua vida.
V - As pessoas que adotam a atitude quiet quitting é porque decididamente já desistiram de ter uma carreira.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3693275 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão.

  

texto4.png (857×343)

Ao explicar o significado da expressão quiet quitting, o escritor faz uso da função de linguagem denominada 
Alternativas
Q3693274 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 a seguir para responder à questão.


texto3.png (663×441)

Texto 2
Imagem associada para resolução da questão



Sobre o texto 03, é CORRETO afirmar que 
Alternativas
Q3693273 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 a seguir para responder à questão.


texto3.png (663×441)

Considere a frase do texto “Autismo: respeito para todo espectro”. No contexto em que foi empregada, infere-se que o termo “espectro” se relaciona a 
Alternativas
Respostas
36541: D
36542: B
36543: D
36544: C
36545: A
36546: A
36547: C
36548: D
36549: B
36550: C
36551: A
36552: B
36553: A
36554: A
36555: C
36556: B
36557: C
36558: A
36559: B
36560: D