Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.155 questões

Q4026053 Português
O setor de turismo brasileiro registrou faturamento recorde, alcançando R$ 185 bilhões entre os meses de janeiro e outubro de 2025. Dados divulgados por entidades do setor indicaram crescimento em diversos segmentos, como transporte, alimentação e hospedagem, em comparação com o ano anterior. Esse resultado evidencia que o turismo:
Alternativas
Q4026038 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
Considerando o contexto em que são aplicadas, as palavras adquirem significado diverso. No texto, o significado da expressão destacada está corretamente indicado em: 
Alternativas
Q4026036 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
Assinale a alternativa que expressa ideia de oposição.
Alternativas
Q4026033 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
Sabe-se que em um texto algumas palavras podem ser empregadas para transmitir opinião, intencionalmente ou não. Assinale o trecho que NÃO apresenta a opinião do cronista. 
Alternativas
Q4026032 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
A crônica valoriza o olhar poético sobre a realidade, em que o “pé de milho” representa a vida pulsante e a possibilidade de um novo sentido para o dia a dia. Em relação às ideias apresentadas no texto, é correto afirmar que o narrador, EXCETO:
Alternativas
Q4026031 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
A crônica de Rubem Braga parte de um relato da germinação de um pé de milho e culmina em uma implicação pessoal consequente desse advento. Sobre as ideias textuais, é IMPRÓPRIO afirmar que: 
Alternativas
Q4026030 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
De acordo com as características textuais apresentadas, o texto tem como principal objetivo:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: CRC-PR Prova: FAFIPA - 2026 - CRC-PR - Advogado |
Q4025874 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout feminino: por que as mulheres adoecem mais no ambiente corporativo?


O aumento dos casos de burnout entre mulheres tem chamado a atenção de especialistas em saúde mental e gestão de pessoas. A síndrome, caracterizada por exaustão emocional, distanciamento psicológico do trabalho e redução da sensação de eficácia profissional, tem se tornado cada vez mais presente no ambiente corporativo, especialmente entre profissionais que lidam com múltiplas demandas dentro e fora do trabalho.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), burnout é considerado um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico mal administrado. A combinação entre jornada profissional intensa e responsabilidades domésticas, muitas vezes invisíveis, tem sido apontada como um dos principais fatores para o adoecimento emocional das mulheres.

Segundo Ylana Miller, especialista em liderança feminina, a questão está ligada a um conjunto de fatores que se acumulam no dia a dia das profissionais. "Mulheres são mais afetadas pela síndrome burnout por conta da combinação de fatores como dupla jornada de trabalho, acúmulo de funçõеs domésticas, familiares e profissionais, além de enfrentarem assédio, discriminação de gênero e falta de reconhecimento. No ambiente corporativo ainda existem barreiras para ocupar posições de liderança e desigualdade salarial", explica.

A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário. A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Renata Filardi, destaca que a desigualdade na divisão das tarefas domésticas continua sendo um fator determinante. "No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens, segundo dados do IBGE. Quando essa carga se soma a metas agressivas, pressão por performance e jornadas longas, o risco de esgotamento aumenta", afirma.

Esse fenômeno é frequentemente descrito como "dupla jornada", mas especialistas ressaltam que o impacto vai além do tempo dedicado às tarefas. De acordo com a psicóloga clínica Andréia Batista, existe também uma carga mental constante. "Mesmo após o expediente formal, muitas mulheres continuam responsáveis pela organização da rotina familiar e pelo cuidado com filhos ou familiares. Isso mantém o cérebro em estado constante de planejamento e vigilância. Sem períodos reais de pausa, o sistema nervoso permanece em alerta por longos períodos, favorecendo fadiga emocional e sensação de esgotamento", explica.

[...]
No trecho "Sem periodos reais de pausa, o sistema nervoso permanece em alerta por longos períodos, favorecendo fadiga emocional e sensação de esgotamento.", a palavra "fadiga", no contexto apresentado, significа:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: CRC-PR Prova: FAFIPA - 2026 - CRC-PR - Advogado |
Q4025872 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout feminino: por que as mulheres adoecem mais no ambiente corporativo?


O aumento dos casos de burnout entre mulheres tem chamado a atenção de especialistas em saúde mental e gestão de pessoas. A síndrome, caracterizada por exaustão emocional, distanciamento psicológico do trabalho e redução da sensação de eficácia profissional, tem se tornado cada vez mais presente no ambiente corporativo, especialmente entre profissionais que lidam com múltiplas demandas dentro e fora do trabalho.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), burnout é considerado um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico mal administrado. A combinação entre jornada profissional intensa e responsabilidades domésticas, muitas vezes invisíveis, tem sido apontada como um dos principais fatores para o adoecimento emocional das mulheres.

Segundo Ylana Miller, especialista em liderança feminina, a questão está ligada a um conjunto de fatores que se acumulam no dia a dia das profissionais. "Mulheres são mais afetadas pela síndrome burnout por conta da combinação de fatores como dupla jornada de trabalho, acúmulo de funçõеs domésticas, familiares e profissionais, além de enfrentarem assédio, discriminação de gênero e falta de reconhecimento. No ambiente corporativo ainda existem barreiras para ocupar posições de liderança e desigualdade salarial", explica.

A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário. A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Renata Filardi, destaca que a desigualdade na divisão das tarefas domésticas continua sendo um fator determinante. "No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens, segundo dados do IBGE. Quando essa carga se soma a metas agressivas, pressão por performance e jornadas longas, o risco de esgotamento aumenta", afirma.

Esse fenômeno é frequentemente descrito como "dupla jornada", mas especialistas ressaltam que o impacto vai além do tempo dedicado às tarefas. De acordo com a psicóloga clínica Andréia Batista, existe também uma carga mental constante. "Mesmo após o expediente formal, muitas mulheres continuam responsáveis pela organização da rotina familiar e pelo cuidado com filhos ou familiares. Isso mantém o cérebro em estado constante de planejamento e vigilância. Sem períodos reais de pausa, o sistema nervoso permanece em alerta por longos períodos, favorecendo fadiga emocional e sensação de esgotamento", explica.

[...]
Com base no trecho do texto, analise as assertivas a seguir.

I. No trecho "Esse fenômeno é frequentemente descrito como 'dupla jornada", o pronome demonstrativo "esse" retoma a ideia anteriormente mencionada de acúmulo de responsabilidades profissionais e domésticas.
II. No trecho "Quando essa carga se soma a metas agressivas... ", a expressão "essa carga" estabelece referência às horas dedicadas pelas mulheres às tarefas domésticas e de cuidado.
III.A conjunção "quando", no trecho citado anteriormente, estabelece relação semântica de causa entre as orações.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: CRC-PR Prova: FAFIPA - 2026 - CRC-PR - Advogado |
Q4025871 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout feminino: por que as mulheres adoecem mais no ambiente corporativo?


O aumento dos casos de burnout entre mulheres tem chamado a atenção de especialistas em saúde mental e gestão de pessoas. A síndrome, caracterizada por exaustão emocional, distanciamento psicológico do trabalho e redução da sensação de eficácia profissional, tem se tornado cada vez mais presente no ambiente corporativo, especialmente entre profissionais que lidam com múltiplas demandas dentro e fora do trabalho.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), burnout é considerado um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico mal administrado. A combinação entre jornada profissional intensa e responsabilidades domésticas, muitas vezes invisíveis, tem sido apontada como um dos principais fatores para o adoecimento emocional das mulheres.

Segundo Ylana Miller, especialista em liderança feminina, a questão está ligada a um conjunto de fatores que se acumulam no dia a dia das profissionais. "Mulheres são mais afetadas pela síndrome burnout por conta da combinação de fatores como dupla jornada de trabalho, acúmulo de funçõеs domésticas, familiares e profissionais, além de enfrentarem assédio, discriminação de gênero e falta de reconhecimento. No ambiente corporativo ainda existem barreiras para ocupar posições de liderança e desigualdade salarial", explica.

A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário. A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Renata Filardi, destaca que a desigualdade na divisão das tarefas domésticas continua sendo um fator determinante. "No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens, segundo dados do IBGE. Quando essa carga se soma a metas agressivas, pressão por performance e jornadas longas, o risco de esgotamento aumenta", afirma.

Esse fenômeno é frequentemente descrito como "dupla jornada", mas especialistas ressaltam que o impacto vai além do tempo dedicado às tarefas. De acordo com a psicóloga clínica Andréia Batista, existe também uma carga mental constante. "Mesmo após o expediente formal, muitas mulheres continuam responsáveis pela organização da rotina familiar e pelo cuidado com filhos ou familiares. Isso mantém o cérebro em estado constante de planejamento e vigilância. Sem períodos reais de pausa, o sistema nervoso permanece em alerta por longos períodos, favorecendo fadiga emocional e sensação de esgotamento", explica.

[...]
A partir das informações apresentadas no texto, é possível inferir que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: CRC-PR Prova: FAFIPA - 2026 - CRC-PR - Advogado |
Q4025870 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout feminino: por que as mulheres adoecem mais no ambiente corporativo?


O aumento dos casos de burnout entre mulheres tem chamado a atenção de especialistas em saúde mental e gestão de pessoas. A síndrome, caracterizada por exaustão emocional, distanciamento psicológico do trabalho e redução da sensação de eficácia profissional, tem se tornado cada vez mais presente no ambiente corporativo, especialmente entre profissionais que lidam com múltiplas demandas dentro e fora do trabalho.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), burnout é considerado um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico mal administrado. A combinação entre jornada profissional intensa e responsabilidades domésticas, muitas vezes invisíveis, tem sido apontada como um dos principais fatores para o adoecimento emocional das mulheres.

Segundo Ylana Miller, especialista em liderança feminina, a questão está ligada a um conjunto de fatores que se acumulam no dia a dia das profissionais. "Mulheres são mais afetadas pela síndrome burnout por conta da combinação de fatores como dupla jornada de trabalho, acúmulo de funçõеs domésticas, familiares e profissionais, além de enfrentarem assédio, discriminação de gênero e falta de reconhecimento. No ambiente corporativo ainda existem barreiras para ocupar posições de liderança e desigualdade salarial", explica.

A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário. A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Renata Filardi, destaca que a desigualdade na divisão das tarefas domésticas continua sendo um fator determinante. "No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens, segundo dados do IBGE. Quando essa carga se soma a metas agressivas, pressão por performance e jornadas longas, o risco de esgotamento aumenta", afirma.

Esse fenômeno é frequentemente descrito como "dupla jornada", mas especialistas ressaltam que o impacto vai além do tempo dedicado às tarefas. De acordo com a psicóloga clínica Andréia Batista, existe também uma carga mental constante. "Mesmo após o expediente formal, muitas mulheres continuam responsáveis pela organização da rotina familiar e pelo cuidado com filhos ou familiares. Isso mantém o cérebro em estado constante de planejamento e vigilância. Sem períodos reais de pausa, o sistema nervoso permanece em alerta por longos períodos, favorecendo fadiga emocional e sensação de esgotamento", explica.

[...]
Considerando as ideias desenvolvidas no texto, assinale a alternativa que melhor sintetiza a problemática central abordada pela reportagem.
Alternativas
Q4025834 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação incorreta das ideias do texto:  
Alternativas
Q4025833 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
No desenvolvimento do texto, o autor recorre inicialmente ao reconhecimento da gravidade das organizações criminosas para, em seguida, apresentar sua discordância quanto à classificação proposta. Esse recurso argumentativo caracteriza: 
Alternativas
Q4025832 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
Segundo o texto, um dos principais riscos da classificação das facções como organizações terroristas, no contexto jurídico norte-americano, consiste:  
Alternativas
Q4025831 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
A metáfora “aplicar a ferramenta errada no parafuso errado” sugere, no contexto do texto, que: 
Alternativas
Q4025830 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
Assinale a alternativa que melhor expressa a tese central defendida no texto:  
Alternativas
Q4025762 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memórias do galo


        Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. 


        Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro!


        Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time.


        No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança.


        Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas.


        Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz.


CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>. . 

O ponto de vista da apresentação do texto “Memórias do galo” se dá a partir do(s):
Alternativas
Q4025761 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memórias do galo


        Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. 


        Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro!


        Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time.


        No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança.


        Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas.


        Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz.


CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>. . 

“Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas.”
A expressão destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q4025760 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memórias do galo


        Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. 


        Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro!


        Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time.


        No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança.


        Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas.


        Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz.


CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>. . 

O texto “Memórias do galo” é predominantemente:
Alternativas
Q4025573 Português

Com base exclusivamente no texto da Base Nacional Comum Curricular - BNCC (Ciências Humanas − Geografia), analise as proposições:



I. A competência 2 destaca conexões entre temas e reconhece a importância dos objetos técnicos para compreender usos dos recursos naturais ao longo da história.


II. A competência 3 explicita o raciocínio geográfico e seus princípios: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.


III. A competência 4 restringe-se à leitura de mapas impressos, excluindo geotecnologias e resolução de problemas com informações geográficas.


IV. A competência 7 envolve agir pessoal e coletivamente e propor ações sobre questões socioambientais com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.



Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS: 

Alternativas
Respostas
3621: D
3622: B
3623: A
3624: C
3625: A
3626: C
3627: B
3628: A
3629: D
3630: D
3631: D
3632: C
3633: A
3634: C
3635: B
3636: D
3637: D
3638: E
3639: A
3640: D