Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4024713 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
No quarto parágrafo, ao afirmar que “ela [a Lua] está nos chamando”, Lori Glaze utiliza um recurso expressivo cujo objetivo principal é: 
Alternativas
Q4024711 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
Considerando o texto em sua totalidade, especialmente o primeiro e o segundo parágrafos, predomina a função da linguagem cuja característica principal é:
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Q4024709 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
O texto tem foco em um acontecimento recente. Trata de um fato de modo relevante e conciso. Essas características observadas no texto são típicas do gênero:
Alternativas
Q4024708 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
No terceiro e no quarto parágrafos do texto, a fala de Lori Glaze revela uma postura que conjuga: 
Alternativas
Q4024707 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
No trecho “[...] eu sinto que ela está nos chamando [...]” (4º parágrafo), o pronome destacado refere-se ao termo:  
Alternativas
Q4024706 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
De acordo com o primeiro parágrafo do texto, a definição da data de 6 de março para o lançamento da missão Artemis 2 é:
Alternativas
Q4024705 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
O objetivo central do texto é:  
Alternativas
Q4024638 Português
Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
 O texto apresenta um processo de transformação funcional de um edifício tradicional, articulando dados quantitativos, memórias institucionais e percepções de moradores para construir uma leitura não linear sobre o avanço da hospedagem de curta duração.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4024636 Português
Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto examina a transformação do Copan com base em dados históricos, informações administrativas e posições divergentes de moradores e gestores. Ao longo da exposição, são empregados mecanismos de coesão responsáveis por articular argumentos, retomar referentes e organizar a progressão temática.
De acordo com os mecanismos de coesão empregados no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4024599 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta



Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma reflexão sobre as reações humanas diante de opiniões divergentes, relacionando aspectos do funcionamento cerebral, processos cognitivos e comportamentos observados em situações de discordância.

De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4024596 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta



Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.

Considerando os sentidos produzidos pelos termos no contexto do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4024553 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.


A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.


Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.


Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.


Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.


Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto desenvolve uma explicação científica articulando conceitos, hipóteses e evidências por meio de recursos linguísticos que asseguram continuidade referencial e progressão argumentativa.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4024549 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.


A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.


Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.


Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.


Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.


Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto apresenta explicações científicas sobre a origem da Lua a partir de diferentes hipóteses construídas ao longo do tempo, com destaque para evidências que relacionam eventos físicos iniciais a efeitos de longa duração sobre a Terra.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4024545 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.


A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.


Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.


Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.


Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.


Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
 O texto aborda aspectos explicativos e interpretativos sobre a formação da Lua, destacando tanto as evidências científicas disponíveis quanto os limites atuais do conhecimento sobre esse processo.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4024460 Português
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna do texto.
"Quando pensamos em participação na gestão pública, estamos tratando de formas que os cidadãos dispõem para contribuir _________________ para os resultados da ação estatal."
Alternativas
Q4024420 Português
Imagem associada para resolução da questão
Na charge acima, a mudança de “deve” para “devia”, no último quadrinho, sugere que a ação de “ter um bom fundamento”: 
Alternativas
Q4024418 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada está sendo empregada em sentido figurado. 
Alternativas
Q4024417 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nascer, crescer e evoluir...

    Muita gente diz que conviver com adultos é tarefa bem difícil!
   Estar entre bichos e crianças é como se dar ao luxo de viver, por pouco tempo que seja, em um mundo paralelo e utópico.
   Os animais de estimação, como gatos e cachorros, são dependentes de seus donos, o que nos deixa em uma posição superior e confortável.
    Mas não tiramos vantagem disso; ao contrário, somos loucos por eles, capazes de realizar caprichos e mimos diários.
     E eles não se submetem a esta nossa suposta superioridade. Não é raro vê-los aprontando travessuras, estragando móveis e meias, sujando a casa. E enfim, somos nós os vulneráveis, encantados e gratos a cada ato de companheirismo e carinho.
    As crianças já são um desafio maior, mas são elas que nos dão o melhor da sinceridade, da crítica e da simplicidade de argumentos e sentimentos.
   E ainda mais, estão sempre prontas para aprender, quando na verdade são elas que nos ensinam, basta que estejamos atentos à sabedoria desses pequeninos.
   Nascemos, crescemos e progredimos. Esta seria a linha de evolução ideal. Mas será que todos evoluímos? E será que sabemos aproveitar as vantagens da racionalidade humana? (...)
    As responsabilidades e a complexidade da vida adulta nos distanciam da infância e da honestidade da vida animal.
    Mas podemos guardar estes valores, infantis e animais, em um cofre seguro para que possamos utilizá-los sempre que possível. E, acreditem, haverá muitas ocasiões para isso.
     A maturidade não exclui estes valores, só muda o contexto, que virá com maiores doses de responsabilidade, respeito e cidadania, um aprendizado obrigatório para a convivência adulta.

CLICKIDEIA. Nascer, crescer e evoluir... Disponível em .
“(...) somos loucos por eles, capazes de realizar caprichos e mimos diários.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de: 
Alternativas
Q4024415 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nascer, crescer e evoluir...

    Muita gente diz que conviver com adultos é tarefa bem difícil!
   Estar entre bichos e crianças é como se dar ao luxo de viver, por pouco tempo que seja, em um mundo paralelo e utópico.
   Os animais de estimação, como gatos e cachorros, são dependentes de seus donos, o que nos deixa em uma posição superior e confortável.
    Mas não tiramos vantagem disso; ao contrário, somos loucos por eles, capazes de realizar caprichos e mimos diários.
     E eles não se submetem a esta nossa suposta superioridade. Não é raro vê-los aprontando travessuras, estragando móveis e meias, sujando a casa. E enfim, somos nós os vulneráveis, encantados e gratos a cada ato de companheirismo e carinho.
    As crianças já são um desafio maior, mas são elas que nos dão o melhor da sinceridade, da crítica e da simplicidade de argumentos e sentimentos.
   E ainda mais, estão sempre prontas para aprender, quando na verdade são elas que nos ensinam, basta que estejamos atentos à sabedoria desses pequeninos.
   Nascemos, crescemos e progredimos. Esta seria a linha de evolução ideal. Mas será que todos evoluímos? E será que sabemos aproveitar as vantagens da racionalidade humana? (...)
    As responsabilidades e a complexidade da vida adulta nos distanciam da infância e da honestidade da vida animal.
    Mas podemos guardar estes valores, infantis e animais, em um cofre seguro para que possamos utilizá-los sempre que possível. E, acreditem, haverá muitas ocasiões para isso.
     A maturidade não exclui estes valores, só muda o contexto, que virá com maiores doses de responsabilidade, respeito e cidadania, um aprendizado obrigatório para a convivência adulta.

CLICKIDEIA. Nascer, crescer e evoluir... Disponível em .
O texto “Nascer, crescer e evoluir...” é predominantemente:
Alternativas
Q4024338 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada está sendo empregada em sentido figurado.
Alternativas
Respostas
3701: D
3702: D
3703: A
3704: C
3705: A
3706: C
3707: B
3708: C
3709: D
3710: A
3711: B
3712: C
3713: A
3714: A
3715: C
3716: E
3717: D
3718: E
3719: B
3720: B