Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2545925 Português


(Disponível em: www.pucrs.br/blog/autoestima-carreira/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

De acordo com o que é expresso no texto, analise as assertivas abaixo:

I. Uma pessoa com baixa autoestima pode sentir-se incapaz de enfrentar desafios na jornada profissional e aceitar oportunidades, o que pode impedir o desenvolvimento da carreira.
II. A Síndrome do Impostor, nominada pela Organização Mundial da Saúde, ocorre quando o indivíduo nutre um sentimento de perseguição, no ambiente acadêmico e profissional, de que todos estão contra ele.
III. Por temer o fracasso, um profissional com pouca autoestima pode não assumir responsabilidades no trabalho.
IV. Conforme Bruna Weirich, consultora em carreira e psicóloga, os assessorados pelo PUCRS Carreiras sabem como cultivar uma autoestima profissional forte.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2545916 Português
Conforme nos ensinam Koch e Travaglia, em sua obra “A Coerência Textual”, a construção da coerência decorre de uma multiplicidade de fatores das mais diversas ordens, quais sejam:
I. Linguística.
II. Discursivos.
III. Cognitivos.
IV. Culturais.
V. Interacionais.
Quais estão corretos?
Alternativas
Q2545915 Português
Sobre coesão e coerência textuais, conforme ensina Platão, Fiorin e Koch, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Segundo Platão e Fiorin, a ligação, a relação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto chama-se coesão textual, sendo manifestada por elementos formais, que assinalam o vínculo entre os componentes do texto.
( ) O estudo da coerência textual elaborado por Koch identifica os mecanismos constitutivos do texto e, a partir deles, examina as classes de palavras e de sentenças, os conectivos, os processos de ordenação e de retomada do tema, os tempos verbais, entre outros fenômenos.
( ) Segundo Platão e Fiorin, a retomada de termos, expressões ou frases já ditos ou sua antecipação e o encadeamento de segmentos do texto são dois dos principais mecanismos para manutenção da coerência do texto.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2545904 Português
Conforme Bechara, no decorrer da história nem sempre a palavra mantém seu significado etimológico, isto é, originário. Por inúmeros motivos, o vocábulo assume valores novos. Nesse sentido, analise as definições e exemplos a seguir apresentados a respeito de metáfora e metonímia, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Metáfora: translação de significado motivada pelo emprego em solidariedades, em que os termos implicados pertencem a classes diferentes, mas pela combinação se percebem também com assimilados. Por exemplo: cabelos de neve, doces sonhos.
( ) Metonímia: translação de significado pela proximidade de ideias. Por exemplo: a nação (isto é, os componentes da nação); comi dois pratos (isto é, a porção da comida que dois pratos continham).
( ) Tanto a metáfora quanto a metonímia são figuras de pensamento, ou seja, em ambas há um novo matiz semântico que pode produzir alteração de forma.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2545543 Português
Bauman: Para que a utopia renasça é preciso confiar no potencial humano

Dennis de Oliveira


    Zygmunt Bauman é um dos pensadores contemporâneos que mais têm produzido obras que refletem os tempos contemporâneos. Nascido na Polônia em 1925, o sociólogo tem um histórico de vida que passa pela ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, pela ativa militância em prol da construção do socialismo no seu país sob a direta influência da extinta União Soviética e pela crise e desmoronamento do regime socialista. Atualmente, vive na Inglaterra, em tempo de grande mobilidade de populações na Europa. Professor emérito de sociologia da Universidade de Leeds, Bauman propõe o conceito de “modernidade líquida” para definir o presente, em vez do já batido termo “pós-modernidade”, que, segundo ele, virou mais um qualificativo ideológico.

    Bauman define modernidade líquida como um momento em que a sociabilidade humana experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputa e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento a longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política. A seguir, a íntegra da entrevista concedida pelo sociólogo à revista CULT.

CULT – Na obra Tempos líquidos, o senhor afirma que o poder está fora da esfera da política e há uma decadência da atividade do planejamento a longo prazo. Entendo isso como produto da crise das grandes narrativas, particularmente após a queda dos regimes do Leste Europeu. Diante disso, é possível pensar ainda em um resgate da utopia?

Zygmunt Bauman – Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação (ainda que difusa e inarticulada) de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que “nós, seres humanos, podemos fazê-lo”, crença esta articulada com a racionalidade capaz de perceber o que está errado com o mundo, saber o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los. Em suma, potencializar a força do mundo para o atendimento das necessidades humanas existentes ou que possam vir a existir.


Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/entrevistazygmunt-bauman/>.
[Questão Inédita] A respeito do emprego da forma verbal em destaque no trecho “Professor emérito de sociologia da Universidade de Leeds, Bauman propõe o conceito de ‘modernidade líquida’ para definir o presente, em vez do já batido termo ‘pós-modernidade’, que, segundo ele, virou mais um qualificativo ideológico.”, se for substituída por “tinha virado”, essa forma.
Alternativas
Q2545539 Português
Bauman: Para que a utopia renasça é preciso confiar no potencial humano

Dennis de Oliveira


    Zygmunt Bauman é um dos pensadores contemporâneos que mais têm produzido obras que refletem os tempos contemporâneos. Nascido na Polônia em 1925, o sociólogo tem um histórico de vida que passa pela ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, pela ativa militância em prol da construção do socialismo no seu país sob a direta influência da extinta União Soviética e pela crise e desmoronamento do regime socialista. Atualmente, vive na Inglaterra, em tempo de grande mobilidade de populações na Europa. Professor emérito de sociologia da Universidade de Leeds, Bauman propõe o conceito de “modernidade líquida” para definir o presente, em vez do já batido termo “pós-modernidade”, que, segundo ele, virou mais um qualificativo ideológico.

    Bauman define modernidade líquida como um momento em que a sociabilidade humana experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputa e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento a longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política. A seguir, a íntegra da entrevista concedida pelo sociólogo à revista CULT.

CULT – Na obra Tempos líquidos, o senhor afirma que o poder está fora da esfera da política e há uma decadência da atividade do planejamento a longo prazo. Entendo isso como produto da crise das grandes narrativas, particularmente após a queda dos regimes do Leste Europeu. Diante disso, é possível pensar ainda em um resgate da utopia?

Zygmunt Bauman – Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação (ainda que difusa e inarticulada) de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que “nós, seres humanos, podemos fazê-lo”, crença esta articulada com a racionalidade capaz de perceber o que está errado com o mundo, saber o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los. Em suma, potencializar a força do mundo para o atendimento das necessidades humanas existentes ou que possam vir a existir.


Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/entrevistazygmunt-bauman/>.
[Questão Inédita] Sobre o conceito de “modernidade líquida”, é correto afirmar que ele.
Alternativas
Q2545507 Português

Aprenda a Observar


Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18

Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/

Em “[...] mas da simples observação, auxiliada talvez por novos instrumentos...” (13° parágrafo) o som do X da palavra destacada é o mesmo da opção: 
Alternativas
Q2545505 Português

Aprenda a Observar


Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18

Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/

Há um notável exagero retórico por parte do autor na passagem: 
Alternativas
Q2545502 Português

Aprenda a Observar


Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18

Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/

Para o autor a principal tarefa da educação deveria ser:
Alternativas
Q2545501 Português

Aprenda a Observar


Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18

Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/

A principal crítica explícita que o autor faz à escola é:
Alternativas
Q2545500 Português

Aprenda a Observar


Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18

Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/

Segundo o texto, uma hipótese para explicar a dificuldade de raciocínio é: 
Alternativas
Q2545499 Português

Aprenda a Observar


Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18

Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/

De acordo com o autor quase metade das grandes descobertas científicas: 
Alternativas
Q2545058 Português
Assinale a alternativa que indica a correta reescrita do trecho a seguir, retirado do texto, sem que haja alterações significativas ao seu sentido original.

“tomar decisões mais assertivas, oriundas da atitude de aceitar as consequências”. 
Alternativas
Q2545055 Português
Assinale a alternativa que indica palavra ou expressão que possa substituir adequadamente o vocábulo “bancar” (l. 12) sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ele ocorre.
Alternativas
Q2545054 Português

Assinale a alternativa que indica uma possibilidade correta de reescrita do trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido original.



“Ao sentir-se culpado, o ser humano tende a justificar o ‘erro’” (l. 25). 

Alternativas
Q2545053 Português
Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “avassalador” (l. 17):

I. Trata-se de um substantivo uniforme, uma vez que não apresenta flexão de gênero.
II. No trecho “Sentir-se culpado pode ser avassalador”, “avassalador” tem a função sintática de predicativo do sujeito.
III. A palavra “devastador” pode ser indicada como seu antônimo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2545050 Português
Leia a charge a seguir e assinale a alternativa correta a respeito do tema tratado por ela e pelo texto base desta prova.
   Imagem associada para resolução da questão 
Alternativas
Q2545049 Português
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. É imprescindível manter o equilíbrio psicológico a fim de que sentimentos como raiva e vergonha não sejam provocados pelo gerenciamento inadequado da culpa.
II. Quando somos irresponsáveis, acionamos a culpa e é ela que nos faz reconhecer que devemos responder pelos resultados do que fazemos.
III. Diálogo e comunicação com as pessoas que nos cercam podem nos ajudar com relação à criação de expectativas.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2544541 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco



    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. А mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.


    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.


   As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

"Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda." 2°§

Esse trecho do texto exprime uma ideia de
Alternativas
Q2544540 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco



    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. А mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.


    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.


   As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

"As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro." 3°§

A expressão sublinhada nessa frase é característica da linguagem:
Alternativas
Respostas
30021: A
30022: E
30023: D
30024: A
30025: E
30026: C
30027: X
30028: B
30029: E
30030: D
30031: A
30032: C
30033: B
30034: C
30035: A
30036: B
30037: B
30038: D
30039: B
30040: D