Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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(Disponível em: www.pucrs.br/blog/autoestima-carreira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Uma pessoa com baixa autoestima pode sentir-se incapaz de enfrentar desafios na jornada profissional e aceitar oportunidades, o que pode impedir o desenvolvimento da carreira.
II. A Síndrome do Impostor, nominada pela Organização Mundial da Saúde, ocorre quando o indivíduo nutre um sentimento de perseguição, no ambiente acadêmico e profissional, de que todos estão contra ele.
III. Por temer o fracasso, um profissional com pouca autoestima pode não assumir responsabilidades no trabalho.
IV. Conforme Bruna Weirich, consultora em carreira e psicóloga, os assessorados pelo PUCRS Carreiras sabem como cultivar uma autoestima profissional forte.
Quais estão corretas?
I. Linguística.
II. Discursivos.
III. Cognitivos.
IV. Culturais.
V. Interacionais.
Quais estão corretos?
( ) Segundo Platão e Fiorin, a ligação, a relação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto chama-se coesão textual, sendo manifestada por elementos formais, que assinalam o vínculo entre os componentes do texto.
( ) O estudo da coerência textual elaborado por Koch identifica os mecanismos constitutivos do texto e, a partir deles, examina as classes de palavras e de sentenças, os conectivos, os processos de ordenação e de retomada do tema, os tempos verbais, entre outros fenômenos.
( ) Segundo Platão e Fiorin, a retomada de termos, expressões ou frases já ditos ou sua antecipação e o encadeamento de segmentos do texto são dois dos principais mecanismos para manutenção da coerência do texto.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
( ) Metáfora: translação de significado motivada pelo emprego em solidariedades, em que os termos implicados pertencem a classes diferentes, mas pela combinação se percebem também com assimilados. Por exemplo: cabelos de neve, doces sonhos.
( ) Metonímia: translação de significado pela proximidade de ideias. Por exemplo: a nação (isto é, os componentes da nação); comi dois pratos (isto é, a porção da comida que dois pratos continham).
( ) Tanto a metáfora quanto a metonímia são figuras de pensamento, ou seja, em ambas há um novo matiz semântico que pode produzir alteração de forma.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18
Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/
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Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/
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Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/
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Revista Veja, 4 de agosto de 2004, página 18
Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/observar/
“tomar decisões mais assertivas, oriundas da atitude de aceitar as consequências”.
Assinale a alternativa que indica uma possibilidade correta de reescrita do trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido original.
“Ao sentir-se culpado, o ser humano tende a justificar o ‘erro’” (l. 25).
I. Trata-se de um substantivo uniforme, uma vez que não apresenta flexão de gênero.
II. No trecho “Sentir-se culpado pode ser avassalador”, “avassalador” tem a função sintática de predicativo do sujeito.
III. A palavra “devastador” pode ser indicada como seu antônimo.
Quais estão corretas?
I. É imprescindível manter o equilíbrio psicológico a fim de que sentimentos como raiva e vergonha não sejam provocados pelo gerenciamento inadequado da culpa.
II. Quando somos irresponsáveis, acionamos a culpa e é ela que nos faz reconhecer que devemos responder pelos resultados do que fazemos.
III. Diálogo e comunicação com as pessoas que nos cercam podem nos ajudar com relação à criação de expectativas.
Quais estão corretas?
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.
Walcyr Carrasco
Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. А mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.
Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.
As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.
Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.
Esse trecho do texto exprime uma ideia de
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.
Walcyr Carrasco
Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. А mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.
Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.
As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.
Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.
A expressão sublinhada nessa frase é característica da linguagem:

