Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4053147 Português
Cidades históricas brasileiras preservam construções que representam períodos importantes de sua formação social e cultural. Em municípios do interior nordestino, igrejas, casarões antigos e prédios públicos tradicionais constituem referências arquitetônicas que ajudam a compreender a evolução urbana e a organização da sociedade ao longo do tempo. Em Pão de Açúcar, algumas dessas edificações tornaram-se símbolos locais. Nesse contexto, encontre entre as opções abaixo a principal função do patrimônio arquitetônico histórico para uma comunidade e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4053144 Português
Conhecido como um dos principais rios brasileiros, o Rio São Francisco atravessa diferentes regiões do país e exerce papel relevante na história econômica e social do Nordeste. Cidades ribeirinhas desenvolveram-se ao longo de suas margens, beneficiando-se de atividades como transporte fluvial, pesca e agricultura irrigada. O município de Pão de Açúcar encontra-se inserido nesse contexto histórico e geográfico. Considerando a importância desse rio para diversas localidades nordestinas, analise as assertivas abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).
(__) A presença do rio não possui qualquer influência na economia das cidades ribeirinhas.
(__) O Rio São Francisco contribuiu historicamente para o transporte e o comércio regional.
(__) O rio possui importância para o abastecimento de água em diversas localidades.
(__) Atividades pesqueiras podem ocorrer em áreas influenciadas pelo rio.
(__) A navegação fluvial não teve relevância histórica para o interior nordestino.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4053140 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.


Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.

Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos, explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.

Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou se seria possível produzir também tecido a partir do material.

Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de roupas tem crescido de forma tão exacerbada.

O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e com poucos recursos", afirmou.

Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do planeta", completou.

Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização, a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.

Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de 80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é feita a clarificação do material com água oxigenada.

O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa. "Fica como se fosse ummini algodão. Então, a gente faz o processo de fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais. Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou Gabrielle.

Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço. Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por safra.

De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica) nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos, como, por exemplo, ração animal.

Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".


https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-eprofessora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucarem-goias.ghtml

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-e-professora-cri am-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucar-em-goias.ghtml
Considerando o texto sobre o projeto desenvolvido por uma professora e um aluno da rede pública de Goiás, que transformou o bagaço da cana-de-açúcar em tecido com potencial para produção têxtil, identifique a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4053053 Português
Segundo Bechara, no decorrer de sua história, nem sempre a palavra preserva seu significado etimológico, isto é, originário. Por motivos variados, ela ultrapassa os limites de sua esfera semântica primitiva e passa a assumir diferentes valores, surgindo assim as figuras de linguagem.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir sobre as figuras de linguagem e identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4053047 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.


Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — retomou o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.


O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro da rede de revendas de insumos em Mato Grosso.


Segundo o CEO da empresa, Daniel Barbosa, o avanço da colheita de grãos amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro é uma oportunidade para que o país avance na geração de alternativas, como os biocombustíveis.


"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva", afirma.


Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja, principal cultura agrícola do país, colhida.


O executivo se demonstra otimista ao defender que a expansão da produção agrícola reforça a disponibilidade de insumos para diferentes rotas energéticas. "O país colhe grãos, mas também amplia a oferta de matéria-prima para etanol, biodiesel, biometano e novas alternativas energéticas. Poucos países possuem um programa de biocombustíveis tão avançado quanto o brasileiro, o que aumenta a resiliência diante de choques externos", ressalta.


A discussão ganha relevância no momento em que o setor de biocombustíveis apresenta propostas para acelerar a transição energética no país, após a COP30, evento que culminou no documento "Fósseis", com etapas de transição até 2040.


O documento sugere ampliar o uso de etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano, produzido a partir de resíduos agropecuários, especialmente em regiões produtoras, e hidrogênio de baixa emissão de carbono.


Para a Fex Agro, a atual conjuntura internacional tende a reforçar a relevância desse modelo energético. "Quando petróleo, frete e segurança logística voltam ao centro debate global, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico. O Brasil já tem essa estrutura e ainda possui espaço para expandi-la", afirma o executivo.


Barbosa também defende maior visibilidade internacional para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Segundo ele, a legislação ambiental e o modelo de preservação adotado pelos produtores ainda são pouco reconhecidos fora do país.


O etanol brasileiro permanece como um dos pilares da transição. Além da produção tradicional a partir da cana-de-açúcar, cresce o modelo baseado no milho, no qual a fabricação do biocombustível ocorre junto à geração de DDG, insumo proteico utilizado na nutrição animal.


"O milho sintetiza bem esse novo entendimento sobre as energias renováveis: da mesma matéria-prima saem energia, proteína e valor industrial. É uma cadeia que responde simultaneamente a três demandas globais — energia, alimento e eficiência produtiva", afirma Barbosa.


https://www.cnnbrasil.com.br/agro/producao-agricola-maior-deve-fortalecer-geracao-de-bioenergia/        

O texto aponta que o crescimento da produção agrícola no Brasil contribui para o fortalecimento da geração de bioenergia e para o aumento da resiliência econômica do país diante de choques externos.
Com base nas informações apresentadas, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.
(__) A produção de milho para biocombustíveis possibilita, ao mesmo tempo, atender à demanda energética e alimentar, promovendo maior eficiência na cadeia produtiva.
(__) A consolidação da base energética renovável no Brasil e a capacidade industrial de agregar valor proporcionam ao país uma vantagem estratégica diante de cenários de instabilidade no mercado global de petróleo.
(__) A expansão agrícola brasileira reduz automaticamente a volatilidade dos preços internacionais do petróleo, tornando o país independente de combustíveis fósseis.
(__) O modelo brasileiro de biocombustíveis reforça a sustentabilidade reconhecida internacionalmente, pois a legislação ambiental e as práticas de preservação locais são amplamente valorizadas no exterior.
Após análise, identifique a alternativa com sequência CORRETA.
Alternativas
Q4052713 Português
A expansão da inteligência artificial enfrenta um limite estrutural: os modelos de linguagem foram treinados em grandes volumes de conteúdo digital − livros, artigos, códigos e conversas −, mas essa fonte está saturada. Parte do problema é que a própria IA passou a gerar conteúdo que polui o treinamento de novas IAs, dificultando separar o que é sinal do que é ruído. Para alcançar o próximo patamar de utilidade e de lucro, a inteligência artificial precisa de algo que a internet raramente entrega de forma íntegra: o contexto da vida real − onde o usuário está, o que está tentando fazer, com quem, em que momento e com quais restrições. Capturar esses dados em tempo real, por meio de dispositivos vestíveis equipados com câmeras, microfones e localizadores, tornou-se o novo campo de disputa das grandes empresas de tecnologia. O sucesso desses dispositivos, porém, não depende da sofisticação tecnológica, mas da chamada "permissão social": a capacidade de integrar-se naturalmente aos hábitos do usuário de forma elegante e funcional, sem gerar desconforto. A aceitação não virá de uma única decisão definitiva, mas de pequenas concessões cotidianas, gradualmente normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial − transformando vigilância em conveniência e novidade em hábito. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O sucesso dos dispositivos vestíveis inteligentes depende fundamentalmente da superioridade técnica do hardware, sendo a aceitação social uma variável secundária, já que a utilidade prática é suficiente para garantir a adoção massiva independentemente do design ou da integração aos hábitos cotidianos.
(__)O principal obstáculo ao próximo avanço da inteligência artificial não é a capacidade de processamento, mas a saturação das fontes de dados digitais e a dificuldade de acessar o contexto da vida real − onde o usuário está, o que faz, com quem e em que circunstâncias −, dado que a internet raramente entrega essas informações de forma íntegra.
(__)A adoção de dispositivos vestíveis capazes de capturar dados contextuais tende a ocorrer de forma gradual, por meio de pequenas concessões cotidianas normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial, o que implica cessão progressiva de dados cada vez mais íntimos sem que haja necessariamente uma decisão consciente e definitiva por parte do usuário.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052695 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A respeito da reflexão que a autora propõe sobre o ensino à distância, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Essa modalidade de ensino, de acordo com os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil, apresentou um crescimento de grande importância, ao ponto de acender um alerta.
(__)O número de matrículas no ensino à distância foi maior que o total de matrículas no ensino superior presencial, impulsionado pelo marco regulatório do EAD.
(__)Dois pontos merecem atenção: a permanência do estudante matriculado no EAD e a vivência universitária, problematizando o fato de que não basta viabilizar a entrada no ensino superior via EAD.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052694 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A partir da leitura atenciosa do texto, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)No primeiro parágrafo, no trecho "Um simples olhar para os resultados aponta", pode-se inferir que os problemas relacionados ao sistema educacional brasileiro, assim como os desafios, são evidentes e visíveis na realidade da sociedade brasileira.
(__)No trecho "Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária", a palavra destacada possibilita ao leitor compreender, na leitura do texto, que há um atraso na atuação das instituições de ensino superior no Brasil a respeito de transformações que esse ensino demanda.
(__)Os dados do Censo 2024 possibilitam levantar inúmeros cenários da educação superior no Brasil, inclusive do ensino à distância, que apresentou grande crescimento na oferta, possibilitando que mais pessoas tenham acesso à formação superior e qualifiquem-se para o mercado de trabalho. Isso é reflexo, por si só e suficientemente, do caráter democrático da Educação no Brasil.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052661 Português
A expansão da inteligência artificial enfrenta um limite estrutural: os modelos de linguagem foram treinados em grandes volumes de conteúdo digital − livros, artigos, códigos e conversas −, mas essa fonte está saturada. Parte do problema é que a própria IA passou a gerar conteúdo que polui o treinamento de novas IAs, dificultando separar o que é sinal do que é ruído. Para alcançar o próximo patamar de utilidade e de lucro, a inteligência artificial precisa de algo que a internet raramente entrega de forma íntegra: o contexto da vida real − onde o usuário está, o que está tentando fazer, com quem, em que momento e com quais restrições. Capturar esses dados em tempo real, por meio de dispositivos vestíveis equipados com câmeras, microfones e localizadores, tornou-se o novo campo de disputa das grandes empresas de tecnologia. O sucesso desses dispositivos, porém, não depende da sofisticação tecnológica, mas da chamada "permissão social": a capacidade de integrar-se naturalmente aos hábitos do usuário de forma elegante e funcional, sem gerar desconforto. A aceitação não virá de uma única decisão definitiva, mas de pequenas concessões cotidianas, gradualmente normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial − transformando vigilância em conveniência e novidade em hábito. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O sucesso dos dispositivos vestíveis inteligentes depende fundamentalmente da superioridade técnica do hardware, sendo a aceitação social uma variável secundária, já que a utilidade prática é suficiente para garantir a adoção massiva independentemente do design ou da integração aos hábitos cotidianos.
(__)O principal obstáculo ao próximo avanço da inteligência artificial não é a capacidade de processamento, mas a saturação das fontes de dados digitais e a dificuldade de acessar o contexto da vida real − onde o usuário está, o que faz, com quem e em que circunstâncias −, dado que a internet raramente entrega essas informações de forma íntegra.
(__)A adoção de dispositivos vestíveis capazes de capturar dados contextuais tende a ocorrer de forma gradual, por meio de pequenas concessões cotidianas normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial, o que implica cessão progressiva de dados cada vez mais íntimos sem que haja necessariamente uma decisão consciente e definitiva por parte do usuário.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052660 Português
O Brasil conta atualmente com 113 parques tecnológicos distribuídos nas cinco regiões, reunindo cerca de 2,7 mil empresas, faturamento anual superior a R$ 15 bilhões e aproximadamente 75 mil empregos diretos, resultado de três décadas de políticas públicas e cerca de R$ 7 bilhões investidos. Apesar dessa infraestrutura instalada, os investimentos permanecem concentrados nas regiões metropolitanas, e o discurso público sobre inovação segue circunscrito a poucos endereços. Organismos internacionais destacam que sistemas de inovação distribuídos regionalmente aumentam a resiliência econômica, e experiências de países como Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos demonstram que polos tecnológicos fora das principais metrópoles são viáveis e estratégicos.
Analise as afirmativas a seguir sobre inovação, desenvolvimento territorial e políticas públicas no Brasil:
I.Entre 2017 e 2023, pedidos de patentes vinculados a empresas instaladas em parques tecnológicos cresceram mais de 100%, dado que, embora não altere a estrutura concentrada da economia, indica um movimento de interiorização da inovação.
II.A inovação produzida em municípios médios, por estar distante das cadeias produtivas consolidadas, não gera efeitos relevantes sobre emprego, arrecadação ou diversificação produtiva local.
III.A ausência de territorialização nas propostas sobre reindustrialização, economia verde e inteligência artificial tende a manter o modelo concentrador, uma vez que propostas genéricas não especificam onde as agendas de inovação serão efetivamente implementadas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052646 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A partir da leitura atenciosa do texto, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)No primeiro parágrafo, no trecho "Um simples olhar para os resultados aponta", pode-se inferir que os problemas relacionados ao sistema educacional brasileiro, assim como os desafios, são evidentes e visíveis na realidade da sociedade brasileira.
(__)No trecho "Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária", a palavra destacada possibilita ao leitor compreender, na leitura do texto, que há um atraso na atuação das instituições de ensino superior no Brasil a respeito de transformações que esse ensino demanda.
(__)Os dados do Censo 2024 possibilitam levantar inúmeros cenários da educação superior no Brasil, inclusive do ensino à distância, que apresentou grande crescimento na oferta, possibilitando que mais pessoas tenham acesso à formação superior e qualifiquem-se para o mercado de trabalho. Isso é reflexo, por si só e suficientemente, do caráter democrático da Educação no Brasil.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052644 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A respeito da reflexão que a autora propõe sobre o ensino à distância, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Essa modalidade de ensino, de acordo com os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil, apresentou um crescimento de grande importância, ao ponto de acender um alerta.
(__)O número de matrículas no ensino à distância foi maior que o total de matrículas no ensino superior presencial, impulsionado pelo marco regulatório do EAD.
(__)Dois pontos merecem atenção: a permanência do estudante matriculado no EAD e a vivência universitária, problematizando o fato de que não basta viabilizar a entrada no ensino superior via EAD.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052612 Português
A expansão da inteligência artificial enfrenta um limite estrutural: os modelos de linguagem foram treinados em grandes volumes de conteúdo digital − livros, artigos, códigos e conversas −, mas essa fonte está saturada. Parte do problema é que a própria IA passou a gerar conteúdo que polui o treinamento de novas IAs, dificultando separar o que é sinal do que é ruído. Para alcançar o próximo patamar de utilidade e de lucro, a inteligência artificial precisa de algo que a internet raramente entrega de forma íntegra: o contexto da vida real − onde o usuário está, o que está tentando fazer, com quem, em que momento e com quais restrições. Capturar esses dados em tempo real, por meio de dispositivos vestíveis equipados com câmeras, microfones e localizadores, tornou-se o novo campo de disputa das grandes empresas de tecnologia. O sucesso desses dispositivos, porém, não depende da sofisticação tecnológica, mas da chamada "permissão social": a capacidade de integrar-se naturalmente aos hábitos do usuário de forma elegante e funcional, sem gerar desconforto. A aceitação não virá de uma única decisão definitiva, mas de pequenas concessões cotidianas, gradualmente normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial − transformando vigilância em conveniência e novidade em hábito. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O sucesso dos dispositivos vestíveis inteligentes depende fundamentalmente da superioridade técnica do hardware, sendo a aceitação social uma variável secundária, já que a utilidade prática é suficiente para garantir a adoção massiva independentemente do design ou da integração aos hábitos cotidianos.
(__)O principal obstáculo ao próximo avanço da inteligência artificial não é a capacidade de processamento, mas a saturação das fontes de dados digitais e a dificuldade de acessar o contexto da vida real − onde o usuário está, o que faz, com quem e em que circunstâncias −, dado que a internet raramente entrega essas informações de forma íntegra. 
(__)A adoção de dispositivos vestíveis capazes de capturar dados contextuais tende a ocorrer de forma gradual, por meio de pequenas concessões cotidianas normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial, o que implica cessão progressiva de dados cada vez mais íntimos sem que haja necessariamente uma decisão consciente e definitiva por parte do usuário.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052598 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior."
O pronome relativo que , no contexto em que ele aparece, tem uma função sintática clara: ser sujeito da oração que o segue − expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior . Nesse caso, por se tratar de um período composto, o pronome substitui o verdadeiro sujeito, evitando sua repetição desnecessária. Analise todo o contexto e assinale a alternativa que indica corretamente o sujeito do verbo "expulsar", o qual é substituído pelo pronome relativo que:
Alternativas
Q4052595 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A partir da leitura atenciosa do texto, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)No primeiro parágrafo, no trecho "Um simples olhar para os resultados aponta", pode-se inferir que os problemas relacionados ao sistema educacional brasileiro, assim como os desafios, são evidentes e visíveis na realidade da sociedade brasileira.
(__)No trecho "Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária", a palavra destacada possibilita ao leitor compreender, na leitura do texto, que há um atraso na atuação das instituições de ensino superior no Brasil a respeito de transformações que esse ensino demanda.
(__)Os dados do Censo 2024 possibilitam levantar inúmeros cenários da educação superior no Brasil, inclusive do ensino à distância, que apresentou grande crescimento na oferta, possibilitando que mais pessoas tenham acesso à formação superior e qualifiquem-se para o mercado de trabalho. Isso é reflexo, por si só e suficientemente, do caráter democrático da Educação no Brasil.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4052594 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A respeito da reflexão que a autora propõe sobre o ensino à distância, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Essa modalidade de ensino, de acordo com os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil, apresentou um crescimento de grande importância, ao ponto de acender um alerta.
(__)O número de matrículas no ensino à distância foi maior que o total de matrículas no ensino superior presencial, impulsionado pelo marco regulatório do EAD.
(__)Dois pontos merecem atenção: a permanência do estudante matriculado no EAD e a vivência universitária, problematizando o fato de que não basta viabilizar a entrada no ensino superior via EAD.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052562 Português
A expansão da inteligência artificial enfrenta um limite estrutural: os modelos de linguagem foram treinados em grandes volumes de conteúdo digital − livros, artigos, códigos e conversas −, mas essa fonte está saturada. Parte do problema é que a própria IA passou a gerar conteúdo que polui o treinamento de novas IAs, dificultando separar o que é sinal do que é ruído. Para alcançar o próximo patamar de utilidade e de lucro, a inteligência artificial precisa de algo que a internet raramente entrega de forma íntegra: o contexto da vida real − onde o usuário está, o que está tentando fazer, com quem, em que momento e com quais restrições. Capturar esses dados em tempo real, por meio de dispositivos vestíveis equipados com câmeras, microfones e localizadores, tornou-se o novo campo de disputa das grandes empresas de tecnologia. O sucesso desses dispositivos, porém, não depende da sofisticação tecnológica, mas da chamada "permissão social": a capacidade de integrar-se naturalmente aos hábitos do usuário de forma elegante e funcional, sem gerar desconforto. A aceitação não virá de uma única decisão definitiva, mas de pequenas concessões cotidianas, gradualmente normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial − transformando vigilância em conveniência e novidade em hábito. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O sucesso dos dispositivos vestíveis inteligentes depende fundamentalmente da superioridade técnica do hardware, sendo a aceitação social uma variável secundária, já que a utilidade prática é suficiente para garantir a adoção massiva independentemente do design ou da integração aos hábitos cotidianos.
(__)O principal obstáculo ao próximo avanço da inteligência artificial não é a capacidade de processamento, mas a saturação das fontes de dados digitais e a dificuldade de acessar o contexto da vida real − onde o usuário está, o que faz, com quem e em que circunstâncias −, dado que a internet raramente entrega essas informações de forma íntegra.
(__)A adoção de dispositivos vestíveis capazes de capturar dados contextuais tende a ocorrer de forma gradual, por meio de pequenas concessões cotidianas normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial, o que implica cessão progressiva de dados cada vez mais íntimos sem que haja necessariamente uma decisão consciente e definitiva por parte do usuário.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052561 Português
O Brasil conta atualmente com 113 parques tecnológicos distribuídos nas cinco regiões, reunindo cerca de 2,7 mil empresas, faturamento anual superior a R$ 15 bilhões e aproximadamente 75 mil empregos diretos, resultado de três décadas de políticas públicas e cerca de R$ 7 bilhões investidos. Apesar dessa infraestrutura instalada, os investimentos permanecem concentrados nas regiões metropolitanas, e o discurso público sobre inovação segue circunscrito a poucos endereços. Organismos internacionais destacam que sistemas de inovação distribuídos regionalmente aumentam a resiliência econômica, e experiências de países como Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos demonstram que polos tecnológicos fora das principais metrópoles são viáveis e estratégicos.
Analise as afirmativas a seguir sobre inovação, desenvolvimento territorial e políticas públicas no Brasil:
I.Entre 2017 e 2023, pedidos de patentes vinculados a empresas instaladas em parques tecnológicos cresceram mais de 100%, dado que, embora não altere a estrutura concentrada da economia, indica um movimento de interiorização da inovação.
II.A inovação produzida em municípios médios, por estar distante das cadeias produtivas consolidadas, não gera efeitos relevantes sobre emprego, arrecadação ou diversificação produtiva local.
III.A ausência de territorialização nas propostas sobre reindustrialização, economia verde e inteligência artificial tende a manter o modelo concentrador, uma vez que propostas genéricas não especificam onde as agendas de inovação serão efetivamente implementadas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052560 Português
Debates sobre modernização do Estado frequentemente opõem eficiência e efetividade como se fossem conceitos equivalentes. A distinção, porém, é relevante: um Estado mais eficiente desloca a análise para a otimização de recursos e processos, enquanto um Estado mais efetivo tem como foco a entrega de resultados em termos de soluções públicas de qualidade que melhorem a vida da população. Nessa perspectiva, a gestão pública deve migrar da lógica de "quanto gastamos" para "que impacto isso está gerando, para quem e com qual qualidade". A qualidade dos serviços públicos depende da valorização e de boas práticas de gestão em relação a quem atua no serviço público − especialmente aqueles em posição de liderança. Pesquisa conduzida em 2025, indicou que 92% dos brasileiros acreditam que os servidores poderiam oferecer mais à população se os órgãos públicos dessem mais condições para isso, e que 89% confiariam mais no Estado se houvesse processos de pré-seleção para lideranças com base em habilidades e competências, para além da indicação política. Pesquisas internacionais compiladas pela OCDE indicam que a qualidade da liderança no setor público impacta a performance organizacional, a eficiência e a produtividade da gestão, podendo ainda reduzir riscos de corrupção e aumentar a confiança no setor público. No que se refere aos chamados supersalários, apenas 0,06% de todo o funcionalismo público recebe remuneração superior ao teto constitucional, mas o custo desse grupo para os cofres públicos supera R$ 11,1 bilhões por ano − valor equivalente ao atendimento anual de 1,36 milhão de famílias em programas sociais de transferência de renda. Com base no contexto apresentado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4052547 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A partir da leitura atenciosa do texto, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)No primeiro parágrafo, no trecho "Um simples olhar para os resultados aponta", pode-se inferir que os problemas relacionados ao sistema educacional brasileiro, assim como os desafios, são evidentes e visíveis na realidade da sociedade brasileira.
(__)No trecho "Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária", a palavra destacada possibilita ao leitor compreender, na leitura do texto, que há um atraso na atuação das instituições de ensino superior no Brasil a respeito de transformações que esse ensino demanda.
(__)Os dados do Censo 2024 possibilitam levantar inúmeros cenários da educação superior no Brasil, inclusive do ensino à distância, que apresentou grande crescimento na oferta, possibilitando que mais pessoas tenham acesso à formação superior e qualifiquem-se para o mercado de trabalho. Isso é reflexo, por si só e suficientemente, do caráter democrático da Educação no Brasil.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
2901: E
2902: A
2903: E
2904: C
2905: E
2906: E
2907: D
2908: D
2909: A
2910: D
2911: C
2912: D
2913: E
2914: C
2915: C
2916: E
2917: B
2918: B
2919: D
2920: D