Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3310445 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Etarismo


     Etarismo é a discriminação devido à idade. Geralmente é direcionada a pessoas idosas, mas pode ser qualquer tipo de preconceito baseado na faixa etária, seja para crianças, jovens ou pessoas mais velhas.

    O etarismo prejudica a autoestima e o bem-estar emocional das vítimas, pode inclusive impedir que tenham acesso a oportunidades de trabalho, estudo, lazer, entre outros.

     Dizer que uma pessoa não tem idade para fazer determinada atividade ou mesmo dizer que alguém está muito bem para sua a idade são exemplos de etarismo.

    Excluir jovens ou pessoas mais velhas de ofertas de trabalho devido a sua idade também é um exemplo da discriminação. No Brasil, o etarismo é crime, segundo o artigo 96 do Estatuto do Idoso.

    O etarismo pode se manifestar de diferentes formas no Brasil e no mundo, porém, trata-se de um problema principalmente cultural. Os estereótipos relacionados com determinadas faixas etárias ajudam a construir e intensificar o problema.

    De modo geral, o chamado mundo ocidental valoriza a juventude e a vitalidade, diferente de outras sociedades que colocam os mais velhos em um lugar de sabedoria e valor.

     Na nossa sociedade se valoriza quem produz mais, quem aparenta estar saudável e belo. A juventude é fortemente ligada a ideia de beleza, o que faz com que a velhice seja associada a falta de saúde, fraqueza e feiura.

   Isso cria uma pressão social contra a ideia do envelhecimento, ao mesmo tempo que exclui pessoas mais velhas. O etarismo revela o medo geral do envelhecimento, a insegurança com relação às mudanças da vida e com a possível concorrência que pessoas idosas ativas e empoderadas poderiam gerar.


(“Etarismo”, Enciclopédia Significados. Texto adaptado. Disponível em: https://www.significados.com.br/etarismo/)
No contexto do texto, a palavra “faixa etária” pode ser substituída por:
Alternativas
Q3310444 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Etarismo


     Etarismo é a discriminação devido à idade. Geralmente é direcionada a pessoas idosas, mas pode ser qualquer tipo de preconceito baseado na faixa etária, seja para crianças, jovens ou pessoas mais velhas.

    O etarismo prejudica a autoestima e o bem-estar emocional das vítimas, pode inclusive impedir que tenham acesso a oportunidades de trabalho, estudo, lazer, entre outros.

     Dizer que uma pessoa não tem idade para fazer determinada atividade ou mesmo dizer que alguém está muito bem para sua a idade são exemplos de etarismo.

    Excluir jovens ou pessoas mais velhas de ofertas de trabalho devido a sua idade também é um exemplo da discriminação. No Brasil, o etarismo é crime, segundo o artigo 96 do Estatuto do Idoso.

    O etarismo pode se manifestar de diferentes formas no Brasil e no mundo, porém, trata-se de um problema principalmente cultural. Os estereótipos relacionados com determinadas faixas etárias ajudam a construir e intensificar o problema.

    De modo geral, o chamado mundo ocidental valoriza a juventude e a vitalidade, diferente de outras sociedades que colocam os mais velhos em um lugar de sabedoria e valor.

     Na nossa sociedade se valoriza quem produz mais, quem aparenta estar saudável e belo. A juventude é fortemente ligada a ideia de beleza, o que faz com que a velhice seja associada a falta de saúde, fraqueza e feiura.

   Isso cria uma pressão social contra a ideia do envelhecimento, ao mesmo tempo que exclui pessoas mais velhas. O etarismo revela o medo geral do envelhecimento, a insegurança com relação às mudanças da vida e com a possível concorrência que pessoas idosas ativas e empoderadas poderiam gerar.


(“Etarismo”, Enciclopédia Significados. Texto adaptado. Disponível em: https://www.significados.com.br/etarismo/)
Assinale a alternativa em que a palavra está CORRETAMENTE grafada.
Alternativas
Q3310443 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Etarismo


     Etarismo é a discriminação devido à idade. Geralmente é direcionada a pessoas idosas, mas pode ser qualquer tipo de preconceito baseado na faixa etária, seja para crianças, jovens ou pessoas mais velhas.

    O etarismo prejudica a autoestima e o bem-estar emocional das vítimas, pode inclusive impedir que tenham acesso a oportunidades de trabalho, estudo, lazer, entre outros.

     Dizer que uma pessoa não tem idade para fazer determinada atividade ou mesmo dizer que alguém está muito bem para sua a idade são exemplos de etarismo.

    Excluir jovens ou pessoas mais velhas de ofertas de trabalho devido a sua idade também é um exemplo da discriminação. No Brasil, o etarismo é crime, segundo o artigo 96 do Estatuto do Idoso.

    O etarismo pode se manifestar de diferentes formas no Brasil e no mundo, porém, trata-se de um problema principalmente cultural. Os estereótipos relacionados com determinadas faixas etárias ajudam a construir e intensificar o problema.

    De modo geral, o chamado mundo ocidental valoriza a juventude e a vitalidade, diferente de outras sociedades que colocam os mais velhos em um lugar de sabedoria e valor.

     Na nossa sociedade se valoriza quem produz mais, quem aparenta estar saudável e belo. A juventude é fortemente ligada a ideia de beleza, o que faz com que a velhice seja associada a falta de saúde, fraqueza e feiura.

   Isso cria uma pressão social contra a ideia do envelhecimento, ao mesmo tempo que exclui pessoas mais velhas. O etarismo revela o medo geral do envelhecimento, a insegurança com relação às mudanças da vida e com a possível concorrência que pessoas idosas ativas e empoderadas poderiam gerar.


(“Etarismo”, Enciclopédia Significados. Texto adaptado. Disponível em: https://www.significados.com.br/etarismo/)
O texto apresentado pode ser classificado como:
Alternativas
Q3310442 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Etarismo


     Etarismo é a discriminação devido à idade. Geralmente é direcionada a pessoas idosas, mas pode ser qualquer tipo de preconceito baseado na faixa etária, seja para crianças, jovens ou pessoas mais velhas.

    O etarismo prejudica a autoestima e o bem-estar emocional das vítimas, pode inclusive impedir que tenham acesso a oportunidades de trabalho, estudo, lazer, entre outros.

     Dizer que uma pessoa não tem idade para fazer determinada atividade ou mesmo dizer que alguém está muito bem para sua a idade são exemplos de etarismo.

    Excluir jovens ou pessoas mais velhas de ofertas de trabalho devido a sua idade também é um exemplo da discriminação. No Brasil, o etarismo é crime, segundo o artigo 96 do Estatuto do Idoso.

    O etarismo pode se manifestar de diferentes formas no Brasil e no mundo, porém, trata-se de um problema principalmente cultural. Os estereótipos relacionados com determinadas faixas etárias ajudam a construir e intensificar o problema.

    De modo geral, o chamado mundo ocidental valoriza a juventude e a vitalidade, diferente de outras sociedades que colocam os mais velhos em um lugar de sabedoria e valor.

     Na nossa sociedade se valoriza quem produz mais, quem aparenta estar saudável e belo. A juventude é fortemente ligada a ideia de beleza, o que faz com que a velhice seja associada a falta de saúde, fraqueza e feiura.

   Isso cria uma pressão social contra a ideia do envelhecimento, ao mesmo tempo que exclui pessoas mais velhas. O etarismo revela o medo geral do envelhecimento, a insegurança com relação às mudanças da vida e com a possível concorrência que pessoas idosas ativas e empoderadas poderiam gerar.


(“Etarismo”, Enciclopédia Significados. Texto adaptado. Disponível em: https://www.significados.com.br/etarismo/)
De acordo com o texto, quem é valorizado na nossa sociedade?
Alternativas
Q3310441 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Etarismo


     Etarismo é a discriminação devido à idade. Geralmente é direcionada a pessoas idosas, mas pode ser qualquer tipo de preconceito baseado na faixa etária, seja para crianças, jovens ou pessoas mais velhas.

    O etarismo prejudica a autoestima e o bem-estar emocional das vítimas, pode inclusive impedir que tenham acesso a oportunidades de trabalho, estudo, lazer, entre outros.

     Dizer que uma pessoa não tem idade para fazer determinada atividade ou mesmo dizer que alguém está muito bem para sua a idade são exemplos de etarismo.

    Excluir jovens ou pessoas mais velhas de ofertas de trabalho devido a sua idade também é um exemplo da discriminação. No Brasil, o etarismo é crime, segundo o artigo 96 do Estatuto do Idoso.

    O etarismo pode se manifestar de diferentes formas no Brasil e no mundo, porém, trata-se de um problema principalmente cultural. Os estereótipos relacionados com determinadas faixas etárias ajudam a construir e intensificar o problema.

    De modo geral, o chamado mundo ocidental valoriza a juventude e a vitalidade, diferente de outras sociedades que colocam os mais velhos em um lugar de sabedoria e valor.

     Na nossa sociedade se valoriza quem produz mais, quem aparenta estar saudável e belo. A juventude é fortemente ligada a ideia de beleza, o que faz com que a velhice seja associada a falta de saúde, fraqueza e feiura.

   Isso cria uma pressão social contra a ideia do envelhecimento, ao mesmo tempo que exclui pessoas mais velhas. O etarismo revela o medo geral do envelhecimento, a insegurança com relação às mudanças da vida e com a possível concorrência que pessoas idosas ativas e empoderadas poderiam gerar.


(“Etarismo”, Enciclopédia Significados. Texto adaptado. Disponível em: https://www.significados.com.br/etarismo/)
Segundo o texto, o etarismo:
Alternativas
Q3310321 Português
Pesquisadora norte-americana fala sobre como a vulnerabilidade é o berço da inovação, da criatividade e da mudança. Para atingirmos isso no trabalho, é preciso ser vulnerável e saber pedir ajuda quando necessário. Qual fala melhor demonstra a vontade de ser ajudado?
Alternativas
Q3310312 Português
Em 2024, a bicicleta superou o carro como meio de transporte mais utilizado em Paris. Apesar de não alcançar as mesmas velocidades, a bicicleta é muito vantajosa no que diz respeito ao impacto ambiental, uma vez que: 
Alternativas
Q3310235 Português
Analisar o texto abaixo:

A tartaruga e a lebre Uma tartaruga e uma lebre discutiam para saber quem era a mais veloz. Por isso, combinaram uma data para uma corrida e um local aonde deveriam chegar. No dia certo, partiram. A lebre, que contava com sua rapidez natural, não se preocupou com a corrida. Caiu à beira de uma estrada e adormeceu. Já a tartaruga, que sabia quão lenta era, não perdeu tempo e, deixando a lebre dorminhoca para trás, venceu a aposta.
(Fonte: Esopo — adaptado.)

De acordo com os gêneros textuais, esse texto é uma: 
Alternativas
Q3310136 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.Ela é uma leoa quando defende seus filhos.
II.Ele é forte como um touro.
III.O vento sussurrava segredos ao passar pelas árvores.
IV.A vida é um jogo de xadrez, onde cada movimento conta.

Em quais das afirmativas lidas há o emprego de uma metáfora?
Alternativas
Q3309906 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos


    O dia 1º de maio virou feriado no Brasil em 1924, por força de uma lei aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Arthur Bernardes. A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.

    Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data. 

    Até então, muitos sindicatos usavam o 1º de maio para organizar comícios e protestos contra a exploração no trabalho. Era uma época em que praticamente inexistiam direitos trabalhistas no Brasil.

    Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

    A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

    Os trabalhadores do começo do século 20, contudo, não se resignavam. As paralisações eram frequentes. A mais célebre delas foi a grande greve de 1917, que envolveu 50 mil operários da cidade de São Paulo e se estendeu por uma semana. O movimento foi violentamente sufocado pela polícia, teve 200 mortos, incluindo operários e policiais.

    A historiadora Isabel Bilhão acredita que a criminalização do movimento operário como política de Estado nas primeiras décadas da República tem reflexos ainda hoje no Brasil, o que explicaria o fato de uma parte da sociedade não ver com bons olhos o movimento sindical e as greves. A imagem negativa foi reforçada nas ditaduras do Estado Novo e militar, quando o sindicalismo esteve amordaçado e as tentativas de politizá-lo foram reprimidas.

    Na visão dela, é importante que o Brasil de hoje conheça a história do trabalho no país — incluindo a oficialização, há cem anos, do Dia do Trabalhador: “Quando conhecemos essa história, entendemos que, ao contrário do que diz o discurso oficial, os direitos trabalhistas não caíram do céu, não foram uma dádiva de Vargas. Vieram depois de uma longa luta, de muito esforço, à custa da prisão e da morte de muitas pessoas. São fruto de uma construção. Da mesma forma que foram construídos, podem também ser descontruídos. Quando ignoramos a história, não valorizamos os direitos trabalhistas e corremos o risco de perdê-los. Podemos acabar acreditando naquele velho discurso de que há direitos em excesso impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil”.


(“Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos”, de Ricardo Westin. Senado Federal, 3 maio 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/brasil-oficializou-dia-dotrabalhador-para-incentivar-festas-e-conter-protestos. Texto adaptado)
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a figura de linguagem presente na frase a seguir.

“Os trabalhadores esperaram uma eternidade por seus direitos”. 
Alternativas
Q3309903 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos


    O dia 1º de maio virou feriado no Brasil em 1924, por força de uma lei aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Arthur Bernardes. A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.

    Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data. 

    Até então, muitos sindicatos usavam o 1º de maio para organizar comícios e protestos contra a exploração no trabalho. Era uma época em que praticamente inexistiam direitos trabalhistas no Brasil.

    Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

    A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

    Os trabalhadores do começo do século 20, contudo, não se resignavam. As paralisações eram frequentes. A mais célebre delas foi a grande greve de 1917, que envolveu 50 mil operários da cidade de São Paulo e se estendeu por uma semana. O movimento foi violentamente sufocado pela polícia, teve 200 mortos, incluindo operários e policiais.

    A historiadora Isabel Bilhão acredita que a criminalização do movimento operário como política de Estado nas primeiras décadas da República tem reflexos ainda hoje no Brasil, o que explicaria o fato de uma parte da sociedade não ver com bons olhos o movimento sindical e as greves. A imagem negativa foi reforçada nas ditaduras do Estado Novo e militar, quando o sindicalismo esteve amordaçado e as tentativas de politizá-lo foram reprimidas.

    Na visão dela, é importante que o Brasil de hoje conheça a história do trabalho no país — incluindo a oficialização, há cem anos, do Dia do Trabalhador: “Quando conhecemos essa história, entendemos que, ao contrário do que diz o discurso oficial, os direitos trabalhistas não caíram do céu, não foram uma dádiva de Vargas. Vieram depois de uma longa luta, de muito esforço, à custa da prisão e da morte de muitas pessoas. São fruto de uma construção. Da mesma forma que foram construídos, podem também ser descontruídos. Quando ignoramos a história, não valorizamos os direitos trabalhistas e corremos o risco de perdê-los. Podemos acabar acreditando naquele velho discurso de que há direitos em excesso impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil”.


(“Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos”, de Ricardo Westin. Senado Federal, 3 maio 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/brasil-oficializou-dia-dotrabalhador-para-incentivar-festas-e-conter-protestos. Texto adaptado)
“A __________ destacou a importância dos __________ para a compreensão da história trabalhista”.

Assinale a alternativa que completa a frase acima com as palavras que se adequam CORRETAMENTE ao contexto e ao gênero.
Alternativas
Q3309899 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos


    O dia 1º de maio virou feriado no Brasil em 1924, por força de uma lei aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Arthur Bernardes. A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.

    Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data. 

    Até então, muitos sindicatos usavam o 1º de maio para organizar comícios e protestos contra a exploração no trabalho. Era uma época em que praticamente inexistiam direitos trabalhistas no Brasil.

    Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

    A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

    Os trabalhadores do começo do século 20, contudo, não se resignavam. As paralisações eram frequentes. A mais célebre delas foi a grande greve de 1917, que envolveu 50 mil operários da cidade de São Paulo e se estendeu por uma semana. O movimento foi violentamente sufocado pela polícia, teve 200 mortos, incluindo operários e policiais.

    A historiadora Isabel Bilhão acredita que a criminalização do movimento operário como política de Estado nas primeiras décadas da República tem reflexos ainda hoje no Brasil, o que explicaria o fato de uma parte da sociedade não ver com bons olhos o movimento sindical e as greves. A imagem negativa foi reforçada nas ditaduras do Estado Novo e militar, quando o sindicalismo esteve amordaçado e as tentativas de politizá-lo foram reprimidas.

    Na visão dela, é importante que o Brasil de hoje conheça a história do trabalho no país — incluindo a oficialização, há cem anos, do Dia do Trabalhador: “Quando conhecemos essa história, entendemos que, ao contrário do que diz o discurso oficial, os direitos trabalhistas não caíram do céu, não foram uma dádiva de Vargas. Vieram depois de uma longa luta, de muito esforço, à custa da prisão e da morte de muitas pessoas. São fruto de uma construção. Da mesma forma que foram construídos, podem também ser descontruídos. Quando ignoramos a história, não valorizamos os direitos trabalhistas e corremos o risco de perdê-los. Podemos acabar acreditando naquele velho discurso de que há direitos em excesso impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil”.


(“Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos”, de Ricardo Westin. Senado Federal, 3 maio 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/brasil-oficializou-dia-dotrabalhador-para-incentivar-festas-e-conter-protestos. Texto adaptado)
A partir da citação da historiadora Isabel Bilhão, assinale a alternativa CORRETA sobre a importância do conhecimento da história do trabalho no Brasil.
Alternativas
Q3309898 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos


    O dia 1º de maio virou feriado no Brasil em 1924, por força de uma lei aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Arthur Bernardes. A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.

    Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data. 

    Até então, muitos sindicatos usavam o 1º de maio para organizar comícios e protestos contra a exploração no trabalho. Era uma época em que praticamente inexistiam direitos trabalhistas no Brasil.

    Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

    A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

    Os trabalhadores do começo do século 20, contudo, não se resignavam. As paralisações eram frequentes. A mais célebre delas foi a grande greve de 1917, que envolveu 50 mil operários da cidade de São Paulo e se estendeu por uma semana. O movimento foi violentamente sufocado pela polícia, teve 200 mortos, incluindo operários e policiais.

    A historiadora Isabel Bilhão acredita que a criminalização do movimento operário como política de Estado nas primeiras décadas da República tem reflexos ainda hoje no Brasil, o que explicaria o fato de uma parte da sociedade não ver com bons olhos o movimento sindical e as greves. A imagem negativa foi reforçada nas ditaduras do Estado Novo e militar, quando o sindicalismo esteve amordaçado e as tentativas de politizá-lo foram reprimidas.

    Na visão dela, é importante que o Brasil de hoje conheça a história do trabalho no país — incluindo a oficialização, há cem anos, do Dia do Trabalhador: “Quando conhecemos essa história, entendemos que, ao contrário do que diz o discurso oficial, os direitos trabalhistas não caíram do céu, não foram uma dádiva de Vargas. Vieram depois de uma longa luta, de muito esforço, à custa da prisão e da morte de muitas pessoas. São fruto de uma construção. Da mesma forma que foram construídos, podem também ser descontruídos. Quando ignoramos a história, não valorizamos os direitos trabalhistas e corremos o risco de perdê-los. Podemos acabar acreditando naquele velho discurso de que há direitos em excesso impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil”.


(“Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos”, de Ricardo Westin. Senado Federal, 3 maio 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/brasil-oficializou-dia-dotrabalhador-para-incentivar-festas-e-conter-protestos. Texto adaptado)
De acordo com o texto, qual foi o impacto da grande greve de 1917 em São Paulo?
Alternativas
Q3309897 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos


    O dia 1º de maio virou feriado no Brasil em 1924, por força de uma lei aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Arthur Bernardes. A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.

    Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data. 

    Até então, muitos sindicatos usavam o 1º de maio para organizar comícios e protestos contra a exploração no trabalho. Era uma época em que praticamente inexistiam direitos trabalhistas no Brasil.

    Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

    A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

    Os trabalhadores do começo do século 20, contudo, não se resignavam. As paralisações eram frequentes. A mais célebre delas foi a grande greve de 1917, que envolveu 50 mil operários da cidade de São Paulo e se estendeu por uma semana. O movimento foi violentamente sufocado pela polícia, teve 200 mortos, incluindo operários e policiais.

    A historiadora Isabel Bilhão acredita que a criminalização do movimento operário como política de Estado nas primeiras décadas da República tem reflexos ainda hoje no Brasil, o que explicaria o fato de uma parte da sociedade não ver com bons olhos o movimento sindical e as greves. A imagem negativa foi reforçada nas ditaduras do Estado Novo e militar, quando o sindicalismo esteve amordaçado e as tentativas de politizá-lo foram reprimidas.

    Na visão dela, é importante que o Brasil de hoje conheça a história do trabalho no país — incluindo a oficialização, há cem anos, do Dia do Trabalhador: “Quando conhecemos essa história, entendemos que, ao contrário do que diz o discurso oficial, os direitos trabalhistas não caíram do céu, não foram uma dádiva de Vargas. Vieram depois de uma longa luta, de muito esforço, à custa da prisão e da morte de muitas pessoas. São fruto de uma construção. Da mesma forma que foram construídos, podem também ser descontruídos. Quando ignoramos a história, não valorizamos os direitos trabalhistas e corremos o risco de perdê-los. Podemos acabar acreditando naquele velho discurso de que há direitos em excesso impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil”.


(“Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos”, de Ricardo Westin. Senado Federal, 3 maio 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/brasil-oficializou-dia-dotrabalhador-para-incentivar-festas-e-conter-protestos. Texto adaptado)
Qual é o objetivo principal do texto sobre a oficialização do Dia do Trabalhador no Brasil?
Alternativas
Q3308786 Português
O surpreendente impacto do barulho na saúde do coração: 'Fator de risco mais subestimado'

Manter o barulho de ruas, avenidas e estradas abaixo dos 55 decibéis poderia salvar 110 mil vidas por ano, sugerem pesquisadores dinamarqueses.

O problema é que, só na Europa, quase 150 milhões de pessoas são submetidas a níveis de barulho que ultrapassa esse limiar pelo fato de elas morarem nas proximidades de aeroportos, linhas de trem ou vias para automóveis.

O surpreendente impacto do barulho na saúde do coração: 'Fator de risco mais subestimado'

Manter o barulho de ruas, avenidas e estradas abaixo dos 55 decibéis poderia salvar 110 mil vidas por ano, sugerem pesquisadores dinamarqueses.

O problema é que, só na Europa, quase 150 milhões de pessoas são submetidas a níveis de barulho que ultrapassa esse limiar pelo fato de elas morarem nas proximidades de aeroportos, linhas de trem ou vias para automóveis.

Aliás, a poluição sonora é reconhecida cada vez mais como um fator que prejudica o corpo e a mente: a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os ruídos como o "fator de risco ambiental mais subestimado".

Essas foram algumas das informações apresentadas pelo pesquisador Thomas Münzel, da Universidade de Mainz, na Alemanha, durante uma sessão científica realizada na sexta-feira (30/8) no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC 2024).

A edição deste ano do evento, que acontece em Londres, no Reino Unido, reúne mais de 30 mil médicos de várias partes do mundo e apresenta as principais novidades sobre a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

Durante a palestra, Münzel explicou que o barulho pode prejudicar o sistema cardiovascular por dois caminhos diferentes.

Em primeiro lugar, há uma conexão direta entre a exposição contínua aos ruídos e prejuízos à saúde. É o que acontece, por exemplo, no processo de perda auditiva.

Segundo, existe uma relação indireta entre as duas coisas. Münzel destacou que a poluição sonora pode, por exemplo, dificultar a comunicação entre as pessoas e afetar diretamente o sono de um indivíduo que mora num bairro muito barulhento.

Esses dois fatores, por sua vez, geram estresse, irritação e raiva. Com o passar do tempo, essas sensações se tornam crônicas e promovem a liberação de substâncias que machucam o endotélio, a camada que reveste a parede interna dos vasos sanguíneos.

Essas lesões podem ser a origem de problemas ainda mais graves e desembocar em infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

Essas foram algumas das informações apresentadas pelo pesquisador Thomas Münzel, da Universidade de Mainz, na Alemanha, durante uma sessão científica realizada na sexta-feira (30/8) no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC 2024).

A edição deste ano do evento, que acontece em Londres, no Reino Unido, reúne mais de 30 mil médicos de várias partes do mundo e apresenta as principais novidades sobre a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

Durante a palestra, Münzel explicou que o barulho pode prejudicar o sistema cardiovascular por dois caminhos diferentes.

Em primeiro lugar, há uma conexão direta entre a exposição contínua aos ruídos e prejuízos à saúde. É o que acontece, por exemplo, no processo de perda auditiva.

Segundo, existe uma relação indireta entre as duas coisas. Münzel destacou que a poluição sonora pode, por exemplo, dificultar a comunicação entre as pessoas e afetar diretamente o sono de um indivíduo que mora num bairro muito barulhento.

Esses dois fatores, por sua vez, geram estresse, irritação e raiva. Com o passar do tempo, essas sensações se tornam crônicas e promovem a liberação de substâncias que machucam o endotélio, a camada que reveste a parede interna dos vasos sanguíneos.

Essas lesões podem ser a origem de problemas ainda mais graves e desembocar em infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vx7ygkeqro fragmento adaptado 
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3308596 Português
Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes

Imperceptíveis, mas onipresentes, os gases nobres permeiam silenciosamente nosso cotidiano. Estão contidos no ar que respiramos, dão luz aos letreiros de néon que adornam nossas ruas e até mesmo preenchem os balões de festa que decoram ocasiões especiais. Devido à sua relutância em reagir com outros elementos químicos, ganharam fama de 'inertes'. Hoje em dia, compreendemos as condições nas quais gases nobres formam compostos moleculares e conhecemos diversos de seus derivados, tanto em ambientes terrestres quanto extraterrestres.

Na Grécia Antiga, uma visão proeminente afirmava que toda a existência derivava de quatro elementos fundamentais: água, terra, fogo e ar. Em contraste com essa visão, a compreensão moderna da matéria se baseia em uma lista muito mais ampla de elementos.

Atualmente, reconhecemos os átomos como as unidades básicas de matéria conhecida e identificamos ao menos 118 tipos distintos deles. Cada um corresponde a um elemento − seja o hidrogênio (H), cuja fusão ocorre no coração do Sol e de todas as estrelas, ou o carbono (C), presente em todas as formas de vida que conhecemos.

Tudo o que vemos, tocamos e experimentamos é resultado da combinação desses 118 elementos, classificados e meticulosamente organizados segundo suas propriedades químicas e físicas na célebre Tabela Periódica. 

Essa estrutura organizacional − indiscutivelmente, uma das maiores conquistas da humanidade − fornece um mapa valioso para navegar pela vasta diversidade e complexidade da matéria no universo.

Os gases nobres, encontrados no grupo 18 da Tabela Periódica, são tradicionalmente chamados 'inertes' ou 'raros', por causa da percepção inicial de suas incapacidades em formar compostos químicos. Ou seja, gases nobres pareciam não reagir com outros elementos.

Essa família de elementos inclui o hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn). Suas propriedades físicas notáveis incluem não só uma densidade baixa, mas também uma emissão luminosa bem característica como resposta à absorção de energia de uma fonte.

Cada um dos 118 tipos de átomos, ao absorverem energia e passarem a um estado denominado 'excitado', emite luz em 'cores' (frequências) muito específicas. O conjunto dessas emissões − caracterizado por linhas finas, coloridas e descontínuas entre si − é chamado espectro luminoso (ou eletrônico).

Essas linhas espectrais atuam como uma 'impressão digital', o que possibilita a identificação precisa do elemento que a está emitindo. A origem dessas linhas espectrais está baseada no fato de os elétrons de cada elemento químico responderem de modo muito particular à energia que eles absorvem.

De modo geral, os elétrons, ao ganharem energia extra, 'saltam' para níveis de energia mais elevados, ou seja, mais distantes do núcleo atômico. Em seguida, retornam ao seu estado original, liberando a energia absorvida na forma de luz. Esse processo é realizado de forma única por cada tipo de elemento.

No cotidiano, a emissão luminosa intensa dos gases nobres é observada nos letreiros de 'luz néon' − no caso, a energia extra vem de uma fonte elétrica. Encontramos também, no dia a dia, aplicações da baixa densidade desses gases: os balões de hélio, que flutuam, por serem mais 'leves' que o ar.

Retirado e adaptado de: ARAUJO, Lucas. FANTUZZI, Felipe.; CARDOZO, Thiago Messias. Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes. Ciência Hoje. https://cienciahoje.org.br/artigo/gases-nobres-a-quimica-oculta-dos-ele mentos-inertes/ 14 mar., 2024.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta o tipo textual e a função da linguagem predominantes no texto:
Alternativas
Q3308592 Português
Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes

Imperceptíveis, mas onipresentes, os gases nobres permeiam silenciosamente nosso cotidiano. Estão contidos no ar que respiramos, dão luz aos letreiros de néon que adornam nossas ruas e até mesmo preenchem os balões de festa que decoram ocasiões especiais. Devido à sua relutância em reagir com outros elementos químicos, ganharam fama de 'inertes'. Hoje em dia, compreendemos as condições nas quais gases nobres formam compostos moleculares e conhecemos diversos de seus derivados, tanto em ambientes terrestres quanto extraterrestres.

Na Grécia Antiga, uma visão proeminente afirmava que toda a existência derivava de quatro elementos fundamentais: água, terra, fogo e ar. Em contraste com essa visão, a compreensão moderna da matéria se baseia em uma lista muito mais ampla de elementos.

Atualmente, reconhecemos os átomos como as unidades básicas de matéria conhecida e identificamos ao menos 118 tipos distintos deles. Cada um corresponde a um elemento − seja o hidrogênio (H), cuja fusão ocorre no coração do Sol e de todas as estrelas, ou o carbono (C), presente em todas as formas de vida que conhecemos.

Tudo o que vemos, tocamos e experimentamos é resultado da combinação desses 118 elementos, classificados e meticulosamente organizados segundo suas propriedades químicas e físicas na célebre Tabela Periódica. 

Essa estrutura organizacional − indiscutivelmente, uma das maiores conquistas da humanidade − fornece um mapa valioso para navegar pela vasta diversidade e complexidade da matéria no universo.

Os gases nobres, encontrados no grupo 18 da Tabela Periódica, são tradicionalmente chamados 'inertes' ou 'raros', por causa da percepção inicial de suas incapacidades em formar compostos químicos. Ou seja, gases nobres pareciam não reagir com outros elementos.

Essa família de elementos inclui o hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn). Suas propriedades físicas notáveis incluem não só uma densidade baixa, mas também uma emissão luminosa bem característica como resposta à absorção de energia de uma fonte.

Cada um dos 118 tipos de átomos, ao absorverem energia e passarem a um estado denominado 'excitado', emite luz em 'cores' (frequências) muito específicas. O conjunto dessas emissões − caracterizado por linhas finas, coloridas e descontínuas entre si − é chamado espectro luminoso (ou eletrônico).

Essas linhas espectrais atuam como uma 'impressão digital', o que possibilita a identificação precisa do elemento que a está emitindo. A origem dessas linhas espectrais está baseada no fato de os elétrons de cada elemento químico responderem de modo muito particular à energia que eles absorvem.

De modo geral, os elétrons, ao ganharem energia extra, 'saltam' para níveis de energia mais elevados, ou seja, mais distantes do núcleo atômico. Em seguida, retornam ao seu estado original, liberando a energia absorvida na forma de luz. Esse processo é realizado de forma única por cada tipo de elemento.

No cotidiano, a emissão luminosa intensa dos gases nobres é observada nos letreiros de 'luz néon' − no caso, a energia extra vem de uma fonte elétrica. Encontramos também, no dia a dia, aplicações da baixa densidade desses gases: os balões de hélio, que flutuam, por serem mais 'leves' que o ar.

Retirado e adaptado de: ARAUJO, Lucas. FANTUZZI, Felipe.; CARDOZO, Thiago Messias. Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes. Ciência Hoje. https://cienciahoje.org.br/artigo/gases-nobres-a-quimica-oculta-dos-ele mentos-inertes/ 14 mar., 2024.
A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:
I. A lista de elementos, que antes era constituída por apenas quatro deles, hoje, sob novas perspectivas, já soma mais de uma centena de elementos.
II. Os elementos apresentados pela Grécia Antiga constituem tudo o que vemos, tocamos e experimentamos.
III. Gases nobres recebem esse nome justamente porque sua constituição é superior à dos outros, o que lhes dá esse título, como as famílias nobres entre os seres humanos.
IV. As linhas espectrais, que consistem na forma como os elementos reagem à luz, funcionam como "impressões digitais" dos gases.
V. Cada elemento reage de uma forma específica e característica à energia que absorve.

É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3308233 Português
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.

O fenômeno de aumento dos preços de produtos e serviços, _________, é baseado no índice de preços calculado pelo IBGE.
Alternativas
Q3308221 Português
Ler o trecho da música.
[...] Nesta caverna, o convite é sempre igual Oh! Telefonista, se a distância já morreu Independência ou morte Descansa em berço forte A paz na Terra, amém.
(Feira Moderna — Beto Guedes).
Sobre os elementos textuais da música e seu significado, analisar os itens.
I. O trecho todo é coerente e coeso.
II. O sentido da música não é claro devido a sua incoerência.
III. Em “Telefonista, se a distância já morreu / independência ou morte [...]” há conectivo coesivo de condição/hipótese.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3308079 Português
"Entendemos que o desfralde é uma etapa que cada criança tem o seu tempo. E, enquanto escola, devemos possibilitar momentos de estímulos para desenvolvimento e maturação das crianças. Paralelamente, orientamos as famílias na condução do desfralde para que tenhamos o mesmo discurso com a criança" (coordenadora Lucimar Lima).

Neste processo de desfralde, a fala de Lucimar denota a importância do/da:
Alternativas
Respostas
28541: C
28542: D
28543: C
28544: A
28545: B
28546: B
28547: D
28548: A
28549: C
28550: C
28551: D
28552: B
28553: C
28554: B
28555: D
28556: E
28557: C
28558: B
28559: C
28560: B