Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 130.652 questões

Q4258874 Português
Por que os óculos inteligentes são um risco à privacidade


Lucas Zacari


     Filadélfia proibiu o uso do acessório em tribunais, seguindo decisões de outras cidades e estados americanos. Parceria entre Meta e Essilor Luxottica vendeu mais de sete milhões de pares em 2025

      Os tribunais da Filadélfia, na Pensilvânia, proibiram o uso de óculos inteligentes ou com inteligência artificial.

      A partir desta segunda-feira (30/3/2026), a entrada de acessórios capazes de gravar áudios, fotos ou vídeos nas sessões da cidade americana é considerada desacato e pode acarretar em prisão. A pena é semelhante à utilização de câmeras ou celulares durante as audiências judiciais. A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos inteligentes, como os do Havaí e de distritos de Wisconsin.

      A Meta, dona do Facebook, é a principal representante do setor: somente em 2025, a parceria da empresa com a Essilor Luxottica, dona das marcas Ray-Ban e Oakley, resultou na venda de sete milhões de pares, mais do que o dobro do somatório dos dois anos anteriores. O uso do acessório levanta questionamentos sobre a proteção à privacidade da sociedade.


https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/03/30/oculos-inteligente-com-ia-funciona-smartglas
ses-risco-a-privacidade

Com base nas funções da linguagem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4258873 Português
Por que os óculos inteligentes são um risco à privacidade


Lucas Zacari


     Filadélfia proibiu o uso do acessório em tribunais, seguindo decisões de outras cidades e estados americanos. Parceria entre Meta e Essilor Luxottica vendeu mais de sete milhões de pares em 2025

      Os tribunais da Filadélfia, na Pensilvânia, proibiram o uso de óculos inteligentes ou com inteligência artificial.

      A partir desta segunda-feira (30/3/2026), a entrada de acessórios capazes de gravar áudios, fotos ou vídeos nas sessões da cidade americana é considerada desacato e pode acarretar em prisão. A pena é semelhante à utilização de câmeras ou celulares durante as audiências judiciais. A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos inteligentes, como os do Havaí e de distritos de Wisconsin.

      A Meta, dona do Facebook, é a principal representante do setor: somente em 2025, a parceria da empresa com a Essilor Luxottica, dona das marcas Ray-Ban e Oakley, resultou na venda de sete milhões de pares, mais do que o dobro do somatório dos dois anos anteriores. O uso do acessório levanta questionamentos sobre a proteção à privacidade da sociedade.


https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/03/30/oculos-inteligente-com-ia-funciona-smartglas
ses-risco-a-privacidade

No trecho: “A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos inteligentes”, a expressão “A decisão” estabelece relação de coesão ao retomar
Alternativas
Q4258872 Português
Por que os óculos inteligentes são um risco à privacidade


Lucas Zacari


     Filadélfia proibiu o uso do acessório em tribunais, seguindo decisões de outras cidades e estados americanos. Parceria entre Meta e Essilor Luxottica vendeu mais de sete milhões de pares em 2025

      Os tribunais da Filadélfia, na Pensilvânia, proibiram o uso de óculos inteligentes ou com inteligência artificial.

      A partir desta segunda-feira (30/3/2026), a entrada de acessórios capazes de gravar áudios, fotos ou vídeos nas sessões da cidade americana é considerada desacato e pode acarretar em prisão. A pena é semelhante à utilização de câmeras ou celulares durante as audiências judiciais. A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos inteligentes, como os do Havaí e de distritos de Wisconsin.

      A Meta, dona do Facebook, é a principal representante do setor: somente em 2025, a parceria da empresa com a Essilor Luxottica, dona das marcas Ray-Ban e Oakley, resultou na venda de sete milhões de pares, mais do que o dobro do somatório dos dois anos anteriores. O uso do acessório levanta questionamentos sobre a proteção à privacidade da sociedade.


https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/03/30/oculos-inteligente-com-ia-funciona-smartglas
ses-risco-a-privacidade

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4258728 Português
Leia o texto para responder à questão.

IA é usada por técnicos, equipe médica e gestores de times de futebol

        As decisões estratégicas dentro das quatro linhas do campo de futebol sempre foram baseadas em observação direta, experiência acumulada e intuição do treinador. O avanço da ciência da computação nos últimos anos vem alterando esse quadro. Novas pesquisas na área da inteligência artificial (IA) têm disponibilizado ferramentas que podem ampliar o repertório dos técnicos, munindo esses profissionais com sistemas capazes de analisar milhares de dados por partida, identificar padrões coletivos de jogo e apoiar decisões técnicas e gerenciais.
    
        A análise dos dados de jogadores nos jogos – movimentação, capacidade de explosão, roubos de bola e outras características importantes – é uma das grandes vantagens da integração da IA no futebol, segundo um artigo de revisão elaborado por um grupo de pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido, que analisou 32 estudos feitos na área.
  
        “A revisão mostra que os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores. Tudo de maneira muito rápida”, contou à Pesquisa FAPESP o cientista do esporte Luís Branquinho, do Instituto Politécnico de Portalegre, em Portugal, um dos autores do estudo. As informações fornecidas pelos modelos de IA, ele explica, indicam a posição dos jogadores e da bola em cada milissegundo da partida, indo muito além do que o auxiliar técnico pode perceber, anotar e analisar depois, mesmo com o apoio de outros membros da comissão técnica.
    
        A IA também pode beneficiar os departamentos médicos dos times de futebol – e, em última instância, o setor financeiro do clube – com a prevenção de lesões nos jogadores. “As novas técnicas não impedem uma lesão súbita, mas permitem acompanhar a evolução de possíveis danos no corpo do atleta”, conta Branquinho.

(Enrico Di Gregorio. https://revistapesquisa.fapesp.br/, maio de 2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q4258727 Português
Leia o texto para responder à questão.

IA é usada por técnicos, equipe médica e gestores de times de futebol

        As decisões estratégicas dentro das quatro linhas do campo de futebol sempre foram baseadas em observação direta, experiência acumulada e intuição do treinador. O avanço da ciência da computação nos últimos anos vem alterando esse quadro. Novas pesquisas na área da inteligência artificial (IA) têm disponibilizado ferramentas que podem ampliar o repertório dos técnicos, munindo esses profissionais com sistemas capazes de analisar milhares de dados por partida, identificar padrões coletivos de jogo e apoiar decisões técnicas e gerenciais.
    
        A análise dos dados de jogadores nos jogos – movimentação, capacidade de explosão, roubos de bola e outras características importantes – é uma das grandes vantagens da integração da IA no futebol, segundo um artigo de revisão elaborado por um grupo de pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido, que analisou 32 estudos feitos na área.
  
        “A revisão mostra que os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores. Tudo de maneira muito rápida”, contou à Pesquisa FAPESP o cientista do esporte Luís Branquinho, do Instituto Politécnico de Portalegre, em Portugal, um dos autores do estudo. As informações fornecidas pelos modelos de IA, ele explica, indicam a posição dos jogadores e da bola em cada milissegundo da partida, indo muito além do que o auxiliar técnico pode perceber, anotar e analisar depois, mesmo com o apoio de outros membros da comissão técnica.
    
        A IA também pode beneficiar os departamentos médicos dos times de futebol – e, em última instância, o setor financeiro do clube – com a prevenção de lesões nos jogadores. “As novas técnicas não impedem uma lesão súbita, mas permitem acompanhar a evolução de possíveis danos no corpo do atleta”, conta Branquinho.

(Enrico Di Gregorio. https://revistapesquisa.fapesp.br/, maio de 2026. Adaptado)
As informações apresentadas no texto permitem concluir corretamente que a Inteligência Artificial, quando utilizada no futebol, revela-se
Alternativas
Q4258724 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
Considere as passagens:
•  ... mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. (1º parágrafo)
•  ... qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto... (1º parágrafo)
•  Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias... (2º parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4258723 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
Considere a passagem do 1º parágrafo: “Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina...”
As expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q4258722 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
A relação de sentido entre os termos destacados na expressão “lâminas convergentes, lâminas divergentes” (1º parágrafo) também ocorre com os termos destacados em:
Alternativas
Q4258721 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
O narrador deixa claro que os técnicos de futebol
Alternativas
Q4258720 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
De acordo com o narrador, os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear, porque é comum a eles a
Alternativas
Q4258718 Português

Leia a tira para responder à questão.

(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 26.04.2026. Adaptado)

Considerando-se os elementos verbais e não verbais, conclui-se, corretamente, que a fala da mulher deve ser entendida como uma
Alternativas
Q4258485 Português

Analise a imagem abaixo:



Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.facebook.com/ raphaellademartinipsicologa/posts/o-vazio-existencial-%C3%A9- uma-espiral-sem-sentido-uma-sensa%C3%A7%C3%A3o-dolorosade-que-o-sen/1513367678819902/. Acesso em: 25 jun. 2026.



Assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem usada no texto da imagem.

Alternativas
Q4258432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. "Ainda assim", observa que elas lembram abordagens contemporâneas.

Sobre a relação estabelecida no termo destacado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258406 Português
Os tipos textuais correspondem a formas predominantes de organização do discurso e podem coexistir em um mesmo gênero textual, embora um deles costume prevalecer na construção dos sentidos (MARCUSCHI, 2008).

Em relação aos tipos textuais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258404 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
O texto apresenta situações em que descobertas científicas surgiram de investigações sem aplicação prática imediata, evidenciando que os resultados alcançados nem sempre correspondem aos objetivos iniciais das pesquisas.

A partir das informações do texto, infere-se que a criação do Prêmio Ganso de Ouro buscou: 
Alternativas
Q4258399 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
O texto organiza informações, exemplos e explicações de forma progressiva para sustentar a defesa da pesquisa básica, estabelecendo relações lógicas entre as ideias por meio de diferentes mecanismos de coesão e coerência.

A progressão temática do texto é construída, principalmente, por meio da:
Alternativas
Q4258397 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
O texto apresenta diferentes pesquisas científicas inicialmente vistas como improváveis ou pouco promissoras, mostrando que a produção do conhecimento nem sempre segue objetivos práticos imediatos e que descobertas relevantes podem surgir de investigações motivadas pela curiosidade científica.

A leitura do texto permite concluir que a utilização sucessiva de exemplos de áreas distintas da ciência tem a finalidade de:
Alternativas
Q4258206 Português
O valor da cooperação na segurança pública


    A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
    Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança. Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
       No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.


LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
A maleabilidade da linguagem permite ao autor transitar entre a literalidade referencial e a projeção metafórica para adensar o debate sociopolítico. A partir da análise dos eixos denotativos e conotativos que estruturam o texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4258205 Português
O valor da cooperação na segurança pública


    A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
    Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança. Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
       No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.


LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
As relações lexicais constituem mecanismos fundamentais para a construção da precisão semântica nos textos, envolvendo fenômenos como sinonímia, antonímia e paronímia. Considerando os vocábulos empregados no texto e as análises propostas nas alternativas, indique a opção que apresenta uma análise lexical correta e compatível com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4258197 Português
O valor da cooperação na segurança pública


    A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
    Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança. Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
       No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.


LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
Com base nas ideias expressas no texto, a eficiência das ações contemporâneas de segurança pública está diretamente vinculada à(ao):
Alternativas
Respostas
2801: D
2802: C
2803: B
2804: C
2805: D
2806: D
2807: B
2808: E
2809: B
2810: C
2811: E
2812: B
2813: D
2814: B
2815: C
2816: A
2817: B
2818: B
2819: A
2820: D