Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3406867 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As Viagens de Marco Polo: a verdadeira história do livro do século XIV

É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?
Esta e outras questões igualmente válidas lançam dúvidas sobre a confiabilidade dos relatos de Marco Polo (1254-1324), desde que o livro As Viagens de Marco Polo se tornou um best-seller, no século XIV.
A obra foi traduzida para dezenas de idiomas, copiada à mão em incontáveis manuscritos e era disponível em qualquer local sofisticado da Europa.
O livro de Marco Polo é o primeiro relato europeu sobre a Rota da Seda. Suas histórias são repletas de maravilhas, especiarias, ouro e pedras preciosas.
Elas também descrevem hábitos extravagantes e fascinantes estratégias de guerra. Tudo isso faz com que a leitura do relato de viagem seja um verdadeiro prazer — mas também, em parte, algo "difícil de acreditar", como observou um copista particularmente escrupuloso ao lado da sua cópia.
Mas não é preciso ser tão cético. Atualmente, setecentos anos após a morte de Marco Polo, no dia 8 de janeiro de 1324, podemos dizer com bastante certeza de que o famoso comerciante, explorador, escritor e antropólogo autodidata veneziano, de fato, viu um unicórnio — ou, pelo menos, não teria mentido a respeito.
"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.
A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.
O pai de Marco Polo, Niccolò, e seu tio, Matteo, tinham um palácio muito próximo onde hoje fica o apartamento de Zorzi no Grande Canal de Veneza.
Eles também mantinham escritórios em Istambul, na Turquia, mas sua perspicácia os levou a fechá-los pouco antes que os gregos tomassem a cidade e expulsassem os venezianos.
Niccolò e Matteo Polo venderam tudo na hora certa e saíram para o Oriente, em busca de novos mercados. Eles comercializaram seda, especiarias, pedras preciosas e a cobiçada glândula de um pequeno animal, o veado-almiscareiro, usada no preparo de perfumes.
Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade.
Segundo o relato de Marco Polo, eles viajaram por três anos ao longo da Rota da Seda, a partir de Israel. Eles cruzaram o Oriente Médio e boa parte da Ásia Central, até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan, em Pequim, na China.
Os viajantes passaram cerca de vinte anos na China, negociando e trabalhando como uma espécie de embaixadores do governo local.
A família Polo voltou à Europa via Sumatra e ilhas Andaman, no Oceano Índico. Eles contornaram a Índia pelo mar até chegar ao Iêmen, Istambul e, finalmente, Veneza.
Quando os três comerciantes chegaram, Marco Polo estava na casa dos quarenta anos. A lenda conta que, quando eles bateram à porta do seu palácio, o servo perguntou quem era e eles responderam: os donos.
Mas, um ano depois, Marco Polo foi preso. Ele foi capturado pelos genoveses em uma das batalhas entre as cidades marítimas rivais de Veneza e Gênova.
Na prisão, ele teve a sorte de conhecer o escritor e editor Rustichello de Pisa, que percebeu o potencial literário do relato de Marco Polo sobre um mundo que, na época, era bastante desconhecido dos europeus. Eles, então, escreveram a história.
O livro foi um sucesso. O texto era tão envolvente que foi copiado inúmeras vezes e traduzido para diversos idiomas.
E quanto ao unicórnio?
Marco Polo explicou que seu chifre é grosso e preto. Sua cabeça parece a de um javali selvagem, ele está sempre olhando para baixo e adora a lama.
"Ele é muito feio e não se parece em nada com o que imaginamos, nem com uma criatura que pudesse ser embalada por uma mulher virgem, pelo contrário", escreveu ele.
Marco Polo realmente viu esse animal. Era o que hoje chamamos de rinoceronte.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8v2zrnqpe4o. Adaptado

É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?
Diante das informações apresentadas sobre Marco Polo e suas viagens, avalie as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3406775 Português
A solução dos problemas humanos terá que contar com a literatura, a música, a pintura, enfim com as artes. O homem necessita de beleza como necessita de pão e de liberdade. As artes existirão enquanto o homem existir sobre a face da terra. A literatura será sempre uma arma do homem em sua caminhada pela terra, em sua busca de felicidade."
Jorge Amado

Qual é a visão de Jorge Amado sobre o papel das artes, especialmente da literatura, na vida humana?
Alternativas
Q3406774 Português
"Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome."
Clarice Lispector

Qual é o significado implícito na frase acima de Clarice Lispector, em relação à busca pessoal e à identidade? 
Alternativas
Q3406773 Português
Texto para a questão

“Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
"Trouxeste a chave?"

Carlos Drummond de Andrade
Qual é o efeito do uso da palavra "contempla" no poema?
Alternativas
Q3406772 Português
Texto para a questão

“Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
"Trouxeste a chave?"

Carlos Drummond de Andrade
Qual é o sentido figurado da expressão "reino das palavras"?
Alternativas
Q3406771 Português
“Durante a cerimônia de inauguração do parque, os visitantes puderam explorar trilhas ecológicas, participar de oficinas de educação ambiental e desfrutar de áreas de lazer para toda a família.”

De acordo com o citado acima, o que os visitantes puderam fazer durante a cerimônia de inauguração?
Alternativas
Q3406770 Português
"Inauguração do Parque Ecológico 'Verde Vida' é um Sucesso"

No último final de semana, a comunidade local celebrou a inauguração do Parque Ecológico "Verde Vida" com entusiasmo e alegria. O evento, que contou com a presença de autoridades municipais, moradores e diversas famílias, marcou o início de uma nova era para a preservação ambiental na região.
(autor desconhecido)

Qual foi o nome do parque inaugurado?
Alternativas
Q3406769 Português
Texto para a questão

Um sopro de vida

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar. (…)

Clarice Lispector
Qual é o sentimento expresso pelo eu lírico em relação ao vazio, de acordo com o texto?
Alternativas
Q3406768 Português
Texto para a questão

Um sopro de vida

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar. (…)

Clarice Lispector
O que o eu lírico deseja ao falar sobre "solidão", de acordo com o texto?
Alternativas
Q3406767 Português
Texto para a questão

Um sopro de vida

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar. (…)

Clarice Lispector
Qual é o antônimo mais adequado para "pleno" no contexto do texto?
Alternativas
Q3406766 Português
Texto para a questão

Um sopro de vida

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar. (…)

Clarice Lispector
De acordo com o texto, qual é o principal pedido feito pelo eu lírico a Deus?
Alternativas
Q3405712 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à qustão.


Texto 01 

A solidão amiga 

Rubem Alves

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida [...].


 

Disponível em: https://www.pensador.com/rubemalvestextos/. Acesso em: 14 abr. 2024. Adaptado. 


Analise as afirmativas, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto.


I- É um engano pensar que a tristeza advém do fato de se estar sozinho em casa.


II- A tristeza de quem está só advém da ideia de que os outros estão se divertindo.


III- Há pessoas que se divertem e fazem aquilo de que gostam mesmo estando sós.


IV- É necessário vencer a solidão buscando sair, encontrar os amigos e ir às festas.


V- A tristeza pode ser causada pelo que se imagina ser e não pelo que, de fato, é.


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3405663 Português
Como as bicicletas transformaram o mundo

        Se a história não se repete, ela certamente rima. O coronavírus provocou um boom no transporte sobre duas rodas em muitas partes do mundo. Mas essa não é a primeira vez que as bicicletas são as máquinas protagonistas do mercado: o advento da bicicleta no final do século 19 transformou as sociedades em todo o mundo.
        Foi uma tecnologia extremamente revolucionária, facilmente equivalente ao smartphone de hoje. Por alguns anos inebriantes na década de 1890, a bicicleta era o que havia de mais moderno — um transporte rápido, acessível e elegante, que podia levá-lo a qualquer lugar que você quisesse ir, a qualquer hora que quisesse, de graça.
        Quase todo mundo podia aprender a andar de bicicleta, e quase todo mundo aprendia. O sultão de Zanzibar começou a andar de bicicleta. O mesmo aconteceu com o czar da Rússia. O emir de Cabul comprou bicicletas para todo o seu harém. Mas foram as classes média e trabalhadora de todo o mundo que realmente se apropriaram da bicicleta.
        Pela primeira vez na história, as massas tinham mobilidade, podendo ir e vir quando quisessem. Não havia mais necessidade de cavalos e carruagens caras. O “cavalo do povo”, como era conhecida a bicicleta, não era apenas leve, econômica e de fácil manutenção, mas também era rápida nas estradas.
        Com isso, a sociedade foi transformada. As mulheres ficaram especialmente entusiasmadas, descartando suas incômodas saias vitorianas, adotando roupas mais leves e pegando a estrada em massa. Com uma bicicleta, tudo parecia possível, e pessoas comuns partiam em jornadas extraordinárias.

(Fonte: National Geographic — Adaptado.)
O texto destaca que o advento da bicicleta no final do século 19 teve um impacto significativo na sociedade. Quanto à principal ideia abordada nessa passagem do texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) A popularização da bicicleta foi efêmera e com impacto desastroso.
( ) A preferência por bicicletas está diminuindo globalmente devido ao surgimento dos smartphones.
( ) No final do século 19, o surgimento da bicicleta já havia transformado sociedades em todo o mundo. 
Alternativas
Q3405498 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As Viagens de Marco Polo: a verdadeira história do livro do século XIV



É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?


Esta e outras questões igualmente válidas lançam dúvidas sobre a confiabilidade dos relatos de Marco Polo (1254-1324), desde que o livro As Viagens de Marco Polo se tornou um best-seller, no século XIV.


A obra foi traduzida para dezenas de idiomas, copiada à mão em incontáveis manuscritos e era disponível em qualquer local sofisticado da Europa.


O livro de Marco Polo é o primeiro relato europeu sobre a Rota da Seda. Suas histórias são repletas de maravilhas, especiarias, ouro e pedras preciosas.


Elas também descrevem hábitos extravagantes e fascinantes estratégias de guerra. Tudo isso faz com que a leitura do relato de viagem seja um verdadeiro prazer — mas também, em parte, algo "difícil de acreditar", como observou um copista particularmente escrupuloso ao lado da sua cópia.


Mas não é preciso ser tão cético. Atualmente, setecentos anos após a morte de Marco Polo, no dia 8 de janeiro de 1324, podemos dizer com bastante certeza de que o famoso comerciante, explorador, escritor e antropólogo autodidata veneziano, de fato, viu um unicórnio — ou, pelo menos, não teria mentido a respeito.


"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.


A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.


O pai de Marco Polo, Niccolò, e seu tio, Matteo, tinham um palácio muito próximo onde hoje fica o apartamento de Zorzi no Grande Canal de Veneza.


Eles também mantinham escritórios em Istambul, na Turquia, mas sua perspicácia os levou a fechá-los pouco antes que os gregos tomassem a cidade e expulsassem os venezianos.


Niccolò e Matteo Polo venderam tudo na hora certa e saíram para o Oriente, em busca de novos mercados. Eles comercializaram seda, especiarias, pedras preciosas e a cobiçada glândula de um pequeno animal, o veado-almiscareiro, usada no preparo de perfumes.


Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade.


Segundo o relato de Marco Polo, eles viajaram por três anos ao longo da Rota da Seda, a partir de Israel. Eles cruzaram o Oriente Médio e boa parte da Ásia Central, até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan, em Pequim, na China.


Os viajantes passaram cerca de vinte anos na China, negociando e trabalhando como uma espécie de embaixadores do governo local.


A família Polo voltou à Europa via Sumatra e ilhas Andaman, no Oceano Índico. Eles contornaram a Índia pelo mar até chegar ao Iêmen, Istambul e, finalmente, Veneza.


Quando os três comerciantes chegaram, Marco Polo estava na casa dos quarenta anos. A lenda conta que, quando eles bateram à porta do seu palácio, o servo perguntou quem era e eles responderam: os donos.


Mas, um ano depois, Marco Polo foi preso. Ele foi capturado pelos genoveses em uma das batalhas entre as cidades marítimas rivais de Veneza e Gênova.


Na prisão, ele teve a sorte de conhecer o escritor e editor Rustichello de Pisa, que percebeu o potencial literário do relato de Marco Polo sobre um mundo que, na época, era bastante desconhecido dos europeus. Eles, então, escreveram a história.


O livro foi um sucesso. O texto era tão envolvente que foi copiado inúmeras vezes e traduzido para diversos idiomas.


E quanto ao unicórnio?


Marco Polo explicou que seu chifre é grosso e preto. Sua cabeça parece a de um javali selvagem, ele está sempre olhando para baixo e adora a lama.


"Ele é muito feio e não se parece em nada com o que imaginamos, nem com uma criatura que pudesse ser embalada por uma mulher virgem, pelo contrário", escreveu ele.


Marco Polo realmente viu esse animal. Era o que hoje chamamos de rinoceronte.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8v2zrnqpe4o. Adaptado.

A linguagem constitui um meio de comunicação empregado para transmitir mensagens entre interlocutores, apresentando diversas formas e modalidades.
O texto base sobre As Viagens de Marco Polo caracteriza-se por ser linguagem:
Alternativas
Q3405495 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As Viagens de Marco Polo: a verdadeira história do livro do século XIV



É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?


Esta e outras questões igualmente válidas lançam dúvidas sobre a confiabilidade dos relatos de Marco Polo (1254-1324), desde que o livro As Viagens de Marco Polo se tornou um best-seller, no século XIV.


A obra foi traduzida para dezenas de idiomas, copiada à mão em incontáveis manuscritos e era disponível em qualquer local sofisticado da Europa.


O livro de Marco Polo é o primeiro relato europeu sobre a Rota da Seda. Suas histórias são repletas de maravilhas, especiarias, ouro e pedras preciosas.


Elas também descrevem hábitos extravagantes e fascinantes estratégias de guerra. Tudo isso faz com que a leitura do relato de viagem seja um verdadeiro prazer — mas também, em parte, algo "difícil de acreditar", como observou um copista particularmente escrupuloso ao lado da sua cópia.


Mas não é preciso ser tão cético. Atualmente, setecentos anos após a morte de Marco Polo, no dia 8 de janeiro de 1324, podemos dizer com bastante certeza de que o famoso comerciante, explorador, escritor e antropólogo autodidata veneziano, de fato, viu um unicórnio — ou, pelo menos, não teria mentido a respeito.


"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.


A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.


O pai de Marco Polo, Niccolò, e seu tio, Matteo, tinham um palácio muito próximo onde hoje fica o apartamento de Zorzi no Grande Canal de Veneza.


Eles também mantinham escritórios em Istambul, na Turquia, mas sua perspicácia os levou a fechá-los pouco antes que os gregos tomassem a cidade e expulsassem os venezianos.


Niccolò e Matteo Polo venderam tudo na hora certa e saíram para o Oriente, em busca de novos mercados. Eles comercializaram seda, especiarias, pedras preciosas e a cobiçada glândula de um pequeno animal, o veado-almiscareiro, usada no preparo de perfumes.


Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade.


Segundo o relato de Marco Polo, eles viajaram por três anos ao longo da Rota da Seda, a partir de Israel. Eles cruzaram o Oriente Médio e boa parte da Ásia Central, até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan, em Pequim, na China.


Os viajantes passaram cerca de vinte anos na China, negociando e trabalhando como uma espécie de embaixadores do governo local.


A família Polo voltou à Europa via Sumatra e ilhas Andaman, no Oceano Índico. Eles contornaram a Índia pelo mar até chegar ao Iêmen, Istambul e, finalmente, Veneza.


Quando os três comerciantes chegaram, Marco Polo estava na casa dos quarenta anos. A lenda conta que, quando eles bateram à porta do seu palácio, o servo perguntou quem era e eles responderam: os donos.


Mas, um ano depois, Marco Polo foi preso. Ele foi capturado pelos genoveses em uma das batalhas entre as cidades marítimas rivais de Veneza e Gênova.


Na prisão, ele teve a sorte de conhecer o escritor e editor Rustichello de Pisa, que percebeu o potencial literário do relato de Marco Polo sobre um mundo que, na época, era bastante desconhecido dos europeus. Eles, então, escreveram a história.


O livro foi um sucesso. O texto era tão envolvente que foi copiado inúmeras vezes e traduzido para diversos idiomas.


E quanto ao unicórnio?


Marco Polo explicou que seu chifre é grosso e preto. Sua cabeça parece a de um javali selvagem, ele está sempre olhando para baixo e adora a lama.


"Ele é muito feio e não se parece em nada com o que imaginamos, nem com uma criatura que pudesse ser embalada por uma mulher virgem, pelo contrário", escreveu ele.


Marco Polo realmente viu esse animal. Era o que hoje chamamos de rinoceronte.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8v2zrnqpe4o. Adaptado.

"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3405353 Português
Há uma certa descrença da população acerca da possibilidade de sua participação na escola pública. Essa descrença aliada a concepção limitada à dimensão executiva, resulta na escassez de eventos escolares que promovam tal envolvimento. A ausência de mecanismos institucionais na escola impede a condução efetiva da participação coletiva, fechando oportunidades para a implementação de uma colaboração entre comunidade e escola. Além disso, há condicionantes socioeconômicos, culturais e institucionais que determinam esta participação.
Adaptado de PARO, V. H. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Cortez, 2017.

A respeito destas condicionantes, analise as afirmações abaixo:

I. Há dificuldade em encontrar tempo, local e espaço para reuniões e discussões sobre questões escolares.
II. A falta de participação pode refletir uma visão cultural que prioriza a qualidade do ensino oferecido e não a falta de escolas.
III. A direção não parece preocupada em oferecer alternativas de participação, podendo afetar a integração da comunidade na escola.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3405250 Português
Rodovia polêmica


A BR-319 foi construída nos anos 1970, durante a ditadura militar, mas foi abandonada por sucessivas administrações posteriormente.

Ela tem 880 quilômetros e corta a região localizada entre os rios Purus e Madeira.

Cientistas avaliam que a rodovia se localiza em uma das regiões mais ricas em biodiversidade de toda a Amazônia e alertam que a região do seu entorno já vem sendo alvo de pressão por conta do avanço do desmatamento ilegal e do agronegócio.

Atualmente, apenas os trechos próximos a Porto Velho e Manaus são trafegáveis durante a maior parte do ano.

O chamado "trecho do meio", com mais de 400 quilômetros, não é asfaltado e fica intrafegável durante a maior parte do ano devido à temporada de chuvas. No início de 2023, a obra foi incluída pelo governo Lula na lista de projetos prioritários.

Em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia concedido a licença-prévia da obra de asfaltamento do "trecho do meio".

A licença não autorizou o início das obras, mas é interpretada legalmente como uma espécie de atestado da viabilidade econômica e ambiental da obra.

Apesar disso, os trabalhos de asfaltamento não começaram porque ainda dependem de outras duas licenças: a de instalação e de operação.

O processo ainda está em curso no Ibama. O órgão pediu estudos complementares ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação, que, na prática, autorizaria o início das obras.

Procurado, o Ministério dos Transportes mencionou que o relatório do grupo de trabalho concluiu que haveria viabilidade para as obras na rodovia, mas não respondeu sobre o andamento do processo de licenciamento.

Um dos exemplos usados por parlamentares da bancada da região Norte para defender a conclusão da rodovia é o caos no abastecimento de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de Covid-19, em 2021.

Na época, em meio a uma onda da doença, hospitais ficaram sem oxigênio hospitalar durante praticamente um dia, o que teria levado à morte de pacientes graves. Sem ligação terrestre com o restante do país, o Estado dependeu do envio de oxigênio hospitalar por avião e barcos.

Outro argumento usado por eles é de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento a uma região historicamente menos favorecida por políticas públicas como a região Norte.

A tese de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento aparece no relatório do Ministério dos Transportes divulgado na terça-feira.

"Ficou claro durante as atividades do Grupo de Trabalho que a pavimentação da BR-319 é uma demanda dos cidadãos da região, que anseiam por mobilidade terrestre adequada, que conecte Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil. A rodovia pavimentada garantirá o provimento de serviços básicos, necessários ao desenvolvimento social e econômico da região", diz um trecho do relatório ao qual a BBC News Brasil teve acesso.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clkk12xnmj2o fragmento)
Interpretar vai além do texto, ou seja, são as conclusões as quais chegamos por meio da conexão de ideias. Com base nessa informação, identifique a alternativa que está INCORRETA em relação ao texto. 
Alternativas
Q3405240 Português

Vygotsky foi um dos pioneiros a defender a ideia de que a aprendizagem pode ocorrer por meio da interação com os outros. Por exemplo, uma criança não precisa necessariamente tocar na chama de uma vela para compreender seus efeitos; esse conhecimento pode ser adquirido através do conselho materno. Quando a criança associa a imagem mental da vela ao perigo de queimadura, ocorre um processo de internalização do conhecimento, e ela não mais depende das advertências maternas para evitar acidentes.


Vygotsky ressalta que a interação direta entre indivíduos desempenha um papel crucial no processo de internalização. No ambiente escolar, argumentava que a aquisição de conhecimento não se limita à relação entre alunos e educadores. Ele defendia que a aprendizagem é uma atividade colaborativa e que as interações entre os próprios alunos devem ser valorizadas e incentivadas nas salas de aula.


Fonte: (https://www.inteligenciadevida.com.br/pt/conteudo/pensadores-que-inspiram-vygotsky-e-o-desenvolvimentodas-criancas/.adaptado.)


Com base no texto fornecido sobre as ideias de Vygotsky em relação à aprendizagem e interação social, qual é seu papel crucial para interação entre os indivíduos no processo de conhecimento? 

Alternativas
Q3405239 Português
No começo dos anos 80, o que víamos na América Latina eram índices de evasão escolar absurdos. Esse quadro catastrófico impulsionará Emília a se debruçar sobre como as crianças aprendem, e não sobre como ensinamos − que era toda a discussão de qual o melhor método de alfabetização. Naquela época, acreditávamos que as crianças entravam na escola sem saber nada, eram como um papel em branco.
O construtivismo entende o sujeito como um ser que constrói ativamente os seus conhecimentos, protagonista de sua aprendizagem. Emília Ferreiro trouxe essas ideias construtivistas para entender como a criança entende essa relação com a escrita − área que o próprio Piaget não tinha explorado muito.
Fonte: (https://www.cenpec.org.br/noticias/como-emiliaferreiro-revolucionou-a-alfabetizacao.adaptado.)
Com base no texto fornecido sobre a abordagem construtivista de Emília Ferreiro, qual é o principal ponto destacado em relação à aprendizagem das crianças?
Alternativas
Q3405234 Português
Leia o resumo de um artigo e responda à pergunta que se segue:
O artigo é resultado de uma pesquisa bibliográfica que trata do ensino da literatura na escola em suas relações com a arte e a cultura, no contexto de uma abordagem transdisciplinar da poesia Retrato de Família de Carlos Drummond de Andrade e da pintura Os Retirantes de Cândido Portinari. Em relação aos fundamentos metodológicos, trata-se de uma pesquisa qualitativa que trabalha com significados, possibilitando a atribuição de sentidos aos signos verbais e aos signos pictóricos. Apoia-se teoricamente em autores como Arendt, Barthes, Benjamim, Chartier, Lajolo e outros. Os resultados da análise mostraram que a abordagem transdisciplinar pode favorecer o ensino da literatura de maneira a possibilitar a interpretação do texto verbal e do texto-imagem para além da aparência, de maneira a desvelar a realidade sociocultural materializada nesses objetos artísticos. Conclui-se que o trabalho pedagógico na perspectiva transdisciplinar pode partir da leitura verbal das imagens e da leitura imagística da poesia, de forma a intercruzar essas linguagens no ensino da literatura em diálogo com a arte e a cultura, pondo em evidência a significação do texto e/ou da imagem para além de sua imediaticidade, na realidade em que se materializa.
Fonte: (https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/cadernos/article/view/1840.adaptado.)
Com base no texto, qual é a principal contribuição da abordagem transdisciplinar para o ensino da literatura, de acordo com os resultados da análise? 
Alternativas
Respostas
26741: D
26742: B
26743: D
26744: A
26745: B
26746: C
26747: C
26748: D
26749: C
26750: A
26751: C
26752: C
26753: B
26754: E
26755: E
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26758: D
26759: C
26760: D