Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Com base na imagem apresentada, assinale a alternativa que corresponde ao tipo textual nela predominante e o seu objetivo principal.
Texto para responder à questão.
A
ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas
pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as
normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho
toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho
real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a
compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos
trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é
tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e
singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada
somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Disponível
em: <https://revistas.usp.br/cpst/pt_BR/article/view/212627/218169>. Acesso
em 17 mar. 2026, com adaptações.
Texto para responder à questão.
A
ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas
pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as
normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho
toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho
real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a
compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos
trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é
tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e
singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada
somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Disponível
em: <https://revistas.usp.br/cpst/pt_BR/article/view/212627/218169>. Acesso
em 17 mar. 2026, com adaptações.
Texto para responder à questão.
A
ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas
pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as
normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho
toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho
real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a
compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos
trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é
tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e
singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada
somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Disponível
em: <https://revistas.usp.br/cpst/pt_BR/article/view/212627/218169>. Acesso
em 17 mar. 2026, com adaptações.
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)



As fake news são informações falsas ou enganosas divulgadas como se fossem verdadeiras, especialmente nas redes sociais. Esse fenômeno pode causar confusão, prejudicar pessoas e influenciar decisões sociais e políticas. Com base nesse tema, assinale a alternativa correta sobre o combate à desinformação.
Observe a tirinha a seguir para responder à questão.

Observe a tirinha a seguir para responder à questão.

Leia o texto e responda a questão.
Filho do Dono
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora, viola, nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência
Aumenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa
Porque sou filho do dono
[...]
por flávio josé
disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/
Leia o trecho a seguir: “Não sou profeta/ Nem tão pouco visionário/ Mas o diário desse mundo tá na cara/ Um viajante/ Na boléia do destino/Sou mais um fio da tesoura e da navalha”.
A partir da leitura, analise as proposições a seguir.
I. O termo tá é considerado um registro informal da língua portuguesa.
II. Os termos, profeta e visionário, tem a mesma ideia de prever o futuro.
III. O termo não é um advérbio segundo a gramatica normativa.
Após análise, conclui-se que:
Leia o texto e responda a questão.
Filho do Dono
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora, viola, nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência
Aumenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa
Porque sou filho do dono
[...]
por flávio josé
disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/
Leia o texto e responda a questão.
Filho do Dono
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora, viola, nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência
Aumenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa
Porque sou filho do dono
[...]
por flávio josé
disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/
Leia o texto e responda a questão.
Filho do Dono
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora, viola, nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência
Aumenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa
Porque sou filho do dono
[...]
por flávio josé
disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/
Leia o texto e responda a questão.
Paraíba registra mais de 2,3 mil casos de dengue em 2026
Boletim da Saúde aponta 2.398 casos prováveis de dengue em 2026, que concentram mais de 96% das arboviroses notificadas no estado.
A Paraíba registrou 2.398 casos prováveis de dengue em 2026. Também foi confirmada uma morte pela doença. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (12) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB).
No total, o estado contabilizou 2.489 casos prováveis de arboviroses neste ano. Além da dengue, foram registrados 88 casos de chikungunya e três de zika.
As maiores incidências se concentram na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, que abrangem municípios como João Pessoa, Mamanguape, Itaporanga, Princesa Isabel, Tavares e Juru.
Segundo a SES, a morte confirmada por dengue é de um homem adulto jovem, com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e evoluiu para óbito. Além desse caso, outros oito óbitos seguem em investigação para a doença no estado.
A responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, explicou que, mesmo em um cenário de menor sazonalidade, a dengue continua concentrando a maior parte das notificações.
Para conter o avanço das arboviroses, o estado tem adotado medidas como uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitação para aplicação de larvicidas, implantação de ovitrampas e fortalecimento da vigilância entomológica em parceria com os municípios.
A SES reforça que a principal forma de prevenção segue sendo a eliminação de água parada, com ações simples que ajudam a reduzir os focos do mosquito transmissor.
Por g1 PB - 13/05/2026 Disponível em: g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/05/13/paraibaregistra-mais-de-23-mil-casos-de-dengue-em-2026.ghtml