Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3699968 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
Considerando as ideias do texto, analise as assertivas:
I. O texto defende que a busca por aceitação social pode afastar o indivíduo de sua verdadeira identidade.
II. O processo de autoconhecimento é retratado como doloroso, mas também libertador, pois conduz à autenticidade.
III. O autor critica o desejo humano de evoluir e sonhar, propondo o conformismo como caminho para a paz interior.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3699742 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão


Andorinha
(Manuel Bandeira)


Andorinha lá fora está dizendo:

— "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!

Passei a vida à toa, à toa...
Sobre o poema, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3699740 Português
A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma omissão histórica:

• A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.
• A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.
• O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.

O segmento em destaque após os dois pontos no excerto acima, cumpre a função de:
Alternativas
Q3699739 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão


Agricultores quilombolas: a ferida da marginalização histórica

Por Afonso Peche Filho


    A história dos agricultores quilombolas é inseparável da escravidão. Durante séculos, seus ancestrais foram explorados como mão de obra fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Após a abolição formal, não houve entrega de terras, reparação financeira ou políticas efetivas de reintegração. O vazio deixado pelo Estado perpetuou um ciclo de exclusão, empurrando comunidades inteiras para territórios disputados, quase sempre invisíveis no debate público.

    Essa herança pesa até hoje: os descendentes daqueles que construíram materialmente a base econômica e cultural da nação continuam enfrentando a falta de acesso a recursos, direitos territoriais e reconhecimento social.

    A marginalização aparece na forma de preconceito racial, desvalorização cultural e ausência de políticas públicas adequadas. Agricultores quilombolas, frequentemente, são retratados como “atrasados” ou como “ocupantes ilegítimos” de terras, quando, na verdade, são guardiões de um patrimônio ancestral de manejo da terra e de organização comunitária.

O Estado, ao invés de garantir proteção, muitas vezes atua de forma ambígua, favorecendo interesses de grandes proprietários, mineradoras ou grileiros. Essa situação transforma os quilombolas em “estranhos” dentro de seu próprio território, como se não fossem parte legítima do país que ajudaram a construir.

O peso do conhecimento e da tradição

    O conhecimento agrícola quilombola nasceu da necessidade de sobrevivência em condições adversas. Trata-se de um saber construído coletivamente, que alia práticas de cultivo à preservação ambiental, muitas vezes alinhadas às premissas contemporâneas da agroecologia e da agricultura regenerativa.

    É preciso reconhecer que a hoje tão badalada técnica dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) tem sua origem prática e cultural nas experiências quilombolas e indígenas, que há séculos combinam cultivos agrícolas com espécies arbóreas de forma integrada e sustentável. Essa herança, porém, foi em grande medida apropriada por setores acadêmicos e técnicos majoritariamente brancos, que sistematizaram conceitos, transformaram práticas em manuais e passaram a difundi-las sem o devido reconhecimento de suas raízes históricas.

     Esse processo representa uma traição ética: a apropriação de um conhecimento que não nasceu nos centros de pesquisa, mas na luta cotidiana de comunidades que resistiram à escravidão e ao abandono. A deslealdade está não apenas em negar a autoria quilombola, mas também em lucrar e ganhar prestígio em cima de saberes desenvolvidos no contexto da resistência cultural e produtiva.

    A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma omissão histórica:

    • A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.

    • A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.

     • O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.

    Esses agricultores, mesmo diante de tantas barreiras, continuam produzindo, preservando a biodiversidade, mantendo tradições e oferecendo contribuições fundamentais para a segurança alimentar do país.

    A marginalização dos agricultores quilombolas é uma ferida aberta no tecido social brasileiro. São descendentes de pessoas escravizadas que, em vez de reparação histórica, seguem enfrentando preconceito, violência e negação de direitos.

    A sociedade brasileira precisa reconhecer que não se trata apenas de uma questão de terras ou de agricultura, mas de justiça social, de reparação histórica e de valorização cultural. Manter essas comunidades à margem significa perpetuar a contradição de um país que foi erguido pelo trabalho de seus antepassados, mas insiste em negar a seus descendentes dignidade e pertencimento.

    O futuro exige mais do que discursos: requer políticas públicas firmes, reconhecimento da diversidade cultural e social e, sobretudo, a coragem de reparar erros históricos. Entre esses reparos, está o reconhecimento explícito de que práticas hoje valorizadas como inovadoras, como os SAFs, têm raízes quilombolas e que o apagamento dessa origem constitui uma atitude desleal. Somente com esse resgate ético será possível construir uma agricultura verdadeiramente justa, sustentável e inclusiva.

Afonso Peche Filho é pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas. Disponível em:

https://www.brasildefato.com.br/2025/09/17/agricultoresquilombolas-a-ferida-da-marginalizacao-historica/. Acesso em 17/09/2025. (adaptado)
Na organização do texto, assinale a alternativa que representa a sequência linguística predominante.
Alternativas
Q3699738 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão


Agricultores quilombolas: a ferida da marginalização histórica

Por Afonso Peche Filho


    A história dos agricultores quilombolas é inseparável da escravidão. Durante séculos, seus ancestrais foram explorados como mão de obra fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Após a abolição formal, não houve entrega de terras, reparação financeira ou políticas efetivas de reintegração. O vazio deixado pelo Estado perpetuou um ciclo de exclusão, empurrando comunidades inteiras para territórios disputados, quase sempre invisíveis no debate público.

    Essa herança pesa até hoje: os descendentes daqueles que construíram materialmente a base econômica e cultural da nação continuam enfrentando a falta de acesso a recursos, direitos territoriais e reconhecimento social.

    A marginalização aparece na forma de preconceito racial, desvalorização cultural e ausência de políticas públicas adequadas. Agricultores quilombolas, frequentemente, são retratados como “atrasados” ou como “ocupantes ilegítimos” de terras, quando, na verdade, são guardiões de um patrimônio ancestral de manejo da terra e de organização comunitária.

O Estado, ao invés de garantir proteção, muitas vezes atua de forma ambígua, favorecendo interesses de grandes proprietários, mineradoras ou grileiros. Essa situação transforma os quilombolas em “estranhos” dentro de seu próprio território, como se não fossem parte legítima do país que ajudaram a construir.

O peso do conhecimento e da tradição

    O conhecimento agrícola quilombola nasceu da necessidade de sobrevivência em condições adversas. Trata-se de um saber construído coletivamente, que alia práticas de cultivo à preservação ambiental, muitas vezes alinhadas às premissas contemporâneas da agroecologia e da agricultura regenerativa.

    É preciso reconhecer que a hoje tão badalada técnica dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) tem sua origem prática e cultural nas experiências quilombolas e indígenas, que há séculos combinam cultivos agrícolas com espécies arbóreas de forma integrada e sustentável. Essa herança, porém, foi em grande medida apropriada por setores acadêmicos e técnicos majoritariamente brancos, que sistematizaram conceitos, transformaram práticas em manuais e passaram a difundi-las sem o devido reconhecimento de suas raízes históricas.

     Esse processo representa uma traição ética: a apropriação de um conhecimento que não nasceu nos centros de pesquisa, mas na luta cotidiana de comunidades que resistiram à escravidão e ao abandono. A deslealdade está não apenas em negar a autoria quilombola, mas também em lucrar e ganhar prestígio em cima de saberes desenvolvidos no contexto da resistência cultural e produtiva.

    A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma omissão histórica:

    • A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.

    • A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.

     • O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.

    Esses agricultores, mesmo diante de tantas barreiras, continuam produzindo, preservando a biodiversidade, mantendo tradições e oferecendo contribuições fundamentais para a segurança alimentar do país.

    A marginalização dos agricultores quilombolas é uma ferida aberta no tecido social brasileiro. São descendentes de pessoas escravizadas que, em vez de reparação histórica, seguem enfrentando preconceito, violência e negação de direitos.

    A sociedade brasileira precisa reconhecer que não se trata apenas de uma questão de terras ou de agricultura, mas de justiça social, de reparação histórica e de valorização cultural. Manter essas comunidades à margem significa perpetuar a contradição de um país que foi erguido pelo trabalho de seus antepassados, mas insiste em negar a seus descendentes dignidade e pertencimento.

    O futuro exige mais do que discursos: requer políticas públicas firmes, reconhecimento da diversidade cultural e social e, sobretudo, a coragem de reparar erros históricos. Entre esses reparos, está o reconhecimento explícito de que práticas hoje valorizadas como inovadoras, como os SAFs, têm raízes quilombolas e que o apagamento dessa origem constitui uma atitude desleal. Somente com esse resgate ético será possível construir uma agricultura verdadeiramente justa, sustentável e inclusiva.

Afonso Peche Filho é pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas. Disponível em:

https://www.brasildefato.com.br/2025/09/17/agricultoresquilombolas-a-ferida-da-marginalizacao-historica/. Acesso em 17/09/2025. (adaptado)
Todas as alternativas expressam o argumento do autor do texto, exceto: 
Alternativas
Q3699694 Português
Morfologicamente, uma palavra “tem significação própria e existência isolada”. A depender do contexto, assume significados variados como, por exemplo, o substantivo “pressa”, que no trecho da canção de Belchior “Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão/O meu som e a minha fúria/E esta pressa de viver/E este jeito de deixar sempre de lado a certeza/E arriscar tudo de novo com paixão”, alude a
Alternativas
Q3699691 Português
Considere o Texto 2 para responder a questão


(Gilberto Gil/João Donato)

A paz invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais


A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino, a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz


Eu pensei em mim, eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição, só a guerra faz
Nosso amor em paz


Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ais


A paz invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais


A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino, a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz


Eu pensei em mim, eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição, só a guerra faz
Nosso amor em paz


Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ais
Sobre o texto apresentado:
Alternativas
Q3699690 Português

Leia o texto 1 para responder a questão


O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro (trecho)


    “O Brasil e os brasileiros, sua gestação como povo, é o que trataremos de reconstituir e compreender nos capítulos seguintes. Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos.


     Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo (Ribeiro, 1970), num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como uma gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos existam.


      Povo novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização socioeconômica, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros. 


     Velho, porém, porque se viabiliza como um proletariado externo. Quer dizer, como um implante ultramarino da expansão europeia que não existe para si mesmo, mas para gerar lucros exportáveis pelo exercício da função de provedor colonial de bens para o mercado mundial, através do desgaste da população que recruta no país ou importa.


     A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória europeia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. O Brasil emerge, assim, como um renovo mutante, remarcado de características próprias, mas atado genesicamente à matriz portuguesa, cujas potencialidades insuspeitadas de ser e de crescer só aqui se realizariam plenamente.


      A confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário, uma vez que, apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes de autonomia frente à nação.”


Considerando os aspectos coesivos do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3699688 Português

Leia o texto 1 para responder a questão


O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro (trecho)


    “O Brasil e os brasileiros, sua gestação como povo, é o que trataremos de reconstituir e compreender nos capítulos seguintes. Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos.


     Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo (Ribeiro, 1970), num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como uma gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos existam.


      Povo novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização socioeconômica, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros. 


     Velho, porém, porque se viabiliza como um proletariado externo. Quer dizer, como um implante ultramarino da expansão europeia que não existe para si mesmo, mas para gerar lucros exportáveis pelo exercício da função de provedor colonial de bens para o mercado mundial, através do desgaste da população que recruta no país ou importa.


     A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória europeia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. O Brasil emerge, assim, como um renovo mutante, remarcado de características próprias, mas atado genesicamente à matriz portuguesa, cujas potencialidades insuspeitadas de ser e de crescer só aqui se realizariam plenamente.


      A confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário, uma vez que, apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes de autonomia frente à nação.”


O texto discorre sobre:
Alternativas
Q3699594 Português

Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.


João sempre provoca Carla no recreio, em um canto do pátio. Maria, merendeira da escola, reparou recentemente nesse comportamento, quando passou ali por acaso. Ela resolveu observar, nos dias seguintes, viu que aquilo acontecia muitas vezes e ficou preocupada. Na segunda-feira passada, Maria escutou João dizer aos amigos que gosta de deixar Carla nervosa, porque “ela fica vermelha de raiva. É muito engraçado!”. Maria se admirou ao perceber que os amigos frequentemente veem o que João faz com Carla, mas nunca participam diretamente. Como a escola de Maria tem um programa de combate ao bullying, ela levou o caso para a reunião da equipe.

De acordo com as ideias apresentadas por Camargo (2009), os amigos de João são
Alternativas
Q3699593 Português

Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.


João sempre provoca Carla no recreio, em um canto do pátio. Maria, merendeira da escola, reparou recentemente nesse comportamento, quando passou ali por acaso. Ela resolveu observar, nos dias seguintes, viu que aquilo acontecia muitas vezes e ficou preocupada. Na segunda-feira passada, Maria escutou João dizer aos amigos que gosta de deixar Carla nervosa, porque “ela fica vermelha de raiva. É muito engraçado!”. Maria se admirou ao perceber que os amigos frequentemente veem o que João faz com Carla, mas nunca participam diretamente. Como a escola de Maria tem um programa de combate ao bullying, ela levou o caso para a reunião da equipe.

Maria percebeu que João acuava Carla até o canto do pátio, onde geralmente os adultos não estão. De acordo com Camargo (2009), isso mostra que, geralmente, o bullying ocorre
Alternativas
Q3699592 Português

Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão.


João sempre provoca Carla no recreio, em um canto do pátio. Maria, merendeira da escola, reparou recentemente nesse comportamento, quando passou ali por acaso. Ela resolveu observar, nos dias seguintes, viu que aquilo acontecia muitas vezes e ficou preocupada. Na segunda-feira passada, Maria escutou João dizer aos amigos que gosta de deixar Carla nervosa, porque “ela fica vermelha de raiva. É muito engraçado!”. Maria se admirou ao perceber que os amigos frequentemente veem o que João faz com Carla, mas nunca participam diretamente. Como a escola de Maria tem um programa de combate ao bullying, ela levou o caso para a reunião da equipe.

De acordo com Camargo (2009), quando João fala para seus amigos por que gosta de provocar Carla, ele com prova que o bullying é
Alternativas
Q3699590 Português
Leia o texto, retirado de Camargo (2009), a respeito de como a escola deve enfrentar o bullying:
(...) com a justiça restaurativa, escolas aprendem que, em vez de ____________, é melhor ___________ para resolver os conflitos. 
Assinale a alternativa que preenche, correta a respectiva mente, as lacunas.
Alternativas
Q3699580 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



 Inezita Barroso: voz da nossa terra


    No dia em que o programa musical Viola, Minha Viola, da TV Cultura, comemorava 30 anos no ar, em 2010, Inezita Barroso (1925- 2015), internada num hospital, anunciou: “pode contar comigo, porque eu estarei lá”. O recado foi dado ao roteirista e produtor Aloísio Milani. Ninguém acreditava que a apresentadora, mesmo hospitalizada, pudesse conduzir o programa. Contudo, contrariar dona Inezita era tarefa impossível. “Se alguém ainda tinha dúvidas da força dessa mulher, mais uma vez ela dava seu recado. Inezita Barroso fugiu do hospital, passou em casa, colocou vestido e batom vermelhos, subiu ao palco e apresentou o programa com o sorriso e a simpatia que eram sua marca registrada”, relembra Milani.


    Essa é apenas uma das muitas histórias que compõem a vida de Ignez Magdalena Aranha de Lima, a menina nascida em 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, na capital paulista. “Era Carnaval, e no instante em que ela chegou ao mundo, passava na rua de sua casa o bloco que depois viria a se transformar na escola de samba Camisa Verde e Branco. Inezita dizia que esse foi o primeiro som que ela escutou e, a partir daí, nasceu também a sua paixão pela música”, conta Paulo Freire, violeiro, compositor e escritor.


    O talento musical de Inezita se manifestou desde cedo, durante as férias nas fazendas dos tios, no interior de São Paulo. A paixão pela viola caipira foi à primeira vista – embora precisasse ser escondida, pois a família considerava “feio ser artista”. “Ela inventava que ia ver ‘a vaca nova que chegou’, quando, na verdade, corria para se meter na roda de viola entoada pelos matutos da roça”, conta Milani. Nas fazendas, a menina absorvia diversas manifestações populares e, ao retornar à capital, tocava em festas e reuniões. “Passei a mão na viola e comecei a tocar, ignorando os comentários que diziam ‘mulher não toca viola’. Ah, toca, sim!, e eu provei”, disse, em entrevista para o documentário Inezita (2018), de Helio Goldsztejn.


(Lígia Scalise. Revista E. Março de 2025. Adaptado).

Com base na leitura, é possível concluir que o título do texto, “Inezita Barroso: voz da nossa terra”, faz referência ao fato de que a artista
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Q3699579 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



 Inezita Barroso: voz da nossa terra


    No dia em que o programa musical Viola, Minha Viola, da TV Cultura, comemorava 30 anos no ar, em 2010, Inezita Barroso (1925- 2015), internada num hospital, anunciou: “pode contar comigo, porque eu estarei lá”. O recado foi dado ao roteirista e produtor Aloísio Milani. Ninguém acreditava que a apresentadora, mesmo hospitalizada, pudesse conduzir o programa. Contudo, contrariar dona Inezita era tarefa impossível. “Se alguém ainda tinha dúvidas da força dessa mulher, mais uma vez ela dava seu recado. Inezita Barroso fugiu do hospital, passou em casa, colocou vestido e batom vermelhos, subiu ao palco e apresentou o programa com o sorriso e a simpatia que eram sua marca registrada”, relembra Milani.


    Essa é apenas uma das muitas histórias que compõem a vida de Ignez Magdalena Aranha de Lima, a menina nascida em 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, na capital paulista. “Era Carnaval, e no instante em que ela chegou ao mundo, passava na rua de sua casa o bloco que depois viria a se transformar na escola de samba Camisa Verde e Branco. Inezita dizia que esse foi o primeiro som que ela escutou e, a partir daí, nasceu também a sua paixão pela música”, conta Paulo Freire, violeiro, compositor e escritor.


    O talento musical de Inezita se manifestou desde cedo, durante as férias nas fazendas dos tios, no interior de São Paulo. A paixão pela viola caipira foi à primeira vista – embora precisasse ser escondida, pois a família considerava “feio ser artista”. “Ela inventava que ia ver ‘a vaca nova que chegou’, quando, na verdade, corria para se meter na roda de viola entoada pelos matutos da roça”, conta Milani. Nas fazendas, a menina absorvia diversas manifestações populares e, ao retornar à capital, tocava em festas e reuniões. “Passei a mão na viola e comecei a tocar, ignorando os comentários que diziam ‘mulher não toca viola’. Ah, toca, sim!, e eu provei”, disse, em entrevista para o documentário Inezita (2018), de Helio Goldsztejn.


(Lígia Scalise. Revista E. Março de 2025. Adaptado).

A partir da leitura, é correto afirmar que o texto sobre Inezita Barroso apresenta
Alternativas
Q3699578 Português

Leia o poema a seguir:


Para escrever um poema

que não seja político

devo escutar os pássaros

Mas para escutar os pássaros

é preciso que cesse o bombardeio.


 (Marwan Makhoul. Disponível em: https://guatafoz.com.br/poema-do-poeta-palestino-marwan-makhoul/)


A partir da leitura, é correto afirmar que o poema

Alternativas
Q3699575 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Autorretrato


    A produção de autorretratos acompanha uma parcela considerável da história da arte. Não são poucas as veze s em que os artistas projetam suas próprias imagens no papel ou na tela, em trabalhos que trazem a marca da autorreflexão e, por isso, tocam o gênero autobiográfico. Nesses retratos – em que os artistas se veem e se deixam ver pelo espectador –, de modo geral, o foco está sobre o rosto, quase sempre em primeiro plano.


    O semblante do retratista/retratado raramente se apresenta em momento de relaxamento ou felicidade. Em geral, a visão do artista sobre si próprio é sombria, angustiada e até mesmo cruel, quando se evidenciam defeitos físicos ou mutilações. O exemplo mais célebre nessa direção é o Autorretrato com Orelha Enfaixada, pintado por Vincent van Gogh (1853-1890), em 1888, após uma crise que o levou a cortar o lóbulo da orelha esquerda. Difícil localizar nos autorretratos algum tom edificante, heroico ou celebrativo. Ao contrário, essas imagens traduzem, pelo registro da expressão, momentos de angústia e introspecção.


(Enciclopédia Itaú Cultural. Autorretrato, https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termos/79980-autorretrato. Adaptado)

No que se refere às representações dos semblantes dos artistas, é correto afirmar que o texto
Alternativas
Q3699574 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Autorretrato


    A produção de autorretratos acompanha uma parcela considerável da história da arte. Não são poucas as veze s em que os artistas projetam suas próprias imagens no papel ou na tela, em trabalhos que trazem a marca da autorreflexão e, por isso, tocam o gênero autobiográfico. Nesses retratos – em que os artistas se veem e se deixam ver pelo espectador –, de modo geral, o foco está sobre o rosto, quase sempre em primeiro plano.


    O semblante do retratista/retratado raramente se apresenta em momento de relaxamento ou felicidade. Em geral, a visão do artista sobre si próprio é sombria, angustiada e até mesmo cruel, quando se evidenciam defeitos físicos ou mutilações. O exemplo mais célebre nessa direção é o Autorretrato com Orelha Enfaixada, pintado por Vincent van Gogh (1853-1890), em 1888, após uma crise que o levou a cortar o lóbulo da orelha esquerda. Difícil localizar nos autorretratos algum tom edificante, heroico ou celebrativo. Ao contrário, essas imagens traduzem, pelo registro da expressão, momentos de angústia e introspecção.


(Enciclopédia Itaú Cultural. Autorretrato, https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termos/79980-autorretrato. Adaptado)

Em relação à produção de autorretratos, é correto afirmar, de acordo com o texto, que
Alternativas
Q3699572 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Nise da Silveira


    Nise da Silveira nasceu em 1905 em Maceió, Estado de Alagoas. Formada pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1926, dedicou-se à psiquiatria sem nunca aceitar as formas agressivas de tratamento da época, tais como a internação, os eletrochoques, a insulinoterapia e a lobotomia.


    Pioneira no processo libertário da Reforma Psiquiátrica no Brasil, criou a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, subúrbio do Rio de Janeiro.


    Nos ateliês, os pacientes poderiam desenvolver trabalhos manuais e atividades artísticas como música, pintura, modelagem e teatro. Com meios precários, cercada de incompreensões e preconceitos, fundou no hospital o Museu de Imagens do Inconsciente, com o acervo produzido pelos frequentadores dos ateliês – um patrimônio científico e cultural reconhecido mundialmente.


    O acervo, hoje com mais de 350 mil obras e documentos históricos, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e está disponível a pesquisado res de todas as áreas do conhecimento.


 (Centro Cultural do Ministério da Saúde. Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/nisedasilveira/)

Em relação ao Museu de Imagens do Inconsciente, é correto afirmar, a partir do texto, que ele
Alternativas
Q3699571 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Nise da Silveira


    Nise da Silveira nasceu em 1905 em Maceió, Estado de Alagoas. Formada pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1926, dedicou-se à psiquiatria sem nunca aceitar as formas agressivas de tratamento da época, tais como a internação, os eletrochoques, a insulinoterapia e a lobotomia.


    Pioneira no processo libertário da Reforma Psiquiátrica no Brasil, criou a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, subúrbio do Rio de Janeiro.


    Nos ateliês, os pacientes poderiam desenvolver trabalhos manuais e atividades artísticas como música, pintura, modelagem e teatro. Com meios precários, cercada de incompreensões e preconceitos, fundou no hospital o Museu de Imagens do Inconsciente, com o acervo produzido pelos frequentadores dos ateliês – um patrimônio científico e cultural reconhecido mundialmente.


    O acervo, hoje com mais de 350 mil obras e documentos históricos, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e está disponível a pesquisado res de todas as áreas do conhecimento.


 (Centro Cultural do Ministério da Saúde. Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/nisedasilveira/)

Com base na leitura do texto, é correto afirmar que Nise da Silveira
Alternativas
Respostas
10201: B
10202: C
10203: D
10204: E
10205: C
10206: C
10207: E
10208: C
10209: D
10210: B
10211: E
10212: A
10213: C
10214: D
10215: E
10216: B
10217: A
10218: C
10219: A
10220: D