Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Rei Charles será primeiro monarca britânico a rezar ao lado de um papa em 500 anos
O rei Charles III e o papa Leão XIV se tornarão o primeiro monarca britânico e o primeiro pontífice a rezarem juntos em uma celebração religiosa desde a Reforma do século XVI. O encontro histórico ocorrerá na Capela Sistina, no Vaticano, durante a visita de Estado que o rei Charles e a rainha Camila realizarão na próxima semana.
Sob o famoso teto pintado por Michelangelo, a cerimônia reunirá clérigos e corais tanto da Igreja Católica Romana quanto da Igreja da Inglaterra, da qual o rei é o governador supremo. A visita representa um importante gesto de reconciliação e marcará também o primeiro encontro entre o rei e o novo papa, nascido nos Estados Unidos.
Charles e Camila se reunirão com o papa e altos representantes do Vaticano em uma celebração ecumênica especial, na qual o rei e o pontífice rezarão juntos. A cerimônia na Capela Sistina terá como foco a preservação da natureza, tema que reflete o engajamento do rei em causas ambientais. O coral da Capela Sistina cantará ao lado dos corais da Capela de São Jorge e da Capela Real de Sua Majestade, simbolizando harmonia entre as tradições católica e anglicana.
O local, do século XV, é conhecido por abrigar o conclave de cardeais que elege o papa. Embora monarcas britânicos tenham se encontrado com pontífices anteriormente — incluindo a falecida rainha Elizabeth II —, esta será a primeira vez, desde a separação de Henrique VIII de Roma, que um monarca britânico e um papa rezarão juntos em uma celebração religiosa.
Fontes do Palácio de Buckingham e da Igreja da Inglaterra destacam a relevância histórica do ato, ressaltando o compromisso do rei com o diálogo inter-religioso e a promoção da paz espiritual entre diferentes crenças.
Outro momento de valor simbólico está previsto na Basílica de São Paulo Extramuros, onde o rei participará de uma cerimônia na abadia que abriga o túmulo do apóstolo Paulo. A igreja, ligada historicamente à monarquia inglesa desde os tempos medievais, exibe há séculos a insígnia da Ordem da Jarreteira, símbolo de união entre Roma e o Reino Unido.
Durante a visita, Charles III será nomeado irmão real da abadia, título honorífico e espiritual concedido em reconhecimento ao seu trabalho pela aproximação entre religiões.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20pdvzxxr5o.adaptado.
O texto aborda um evento histórico que simboliza aproximação entre duas importantes tradições religiosas.
De acordo com as informações apresentadas, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Rei Charles será primeiro monarca britânico a rezar ao lado de um papa em 500 anos
O rei Charles III e o papa Leão XIV se tornarão o primeiro monarca britânico e o primeiro pontífice a rezarem juntos em uma celebração religiosa desde a Reforma do século XVI. O encontro histórico ocorrerá na Capela Sistina, no Vaticano, durante a visita de Estado que o rei Charles e a rainha Camila realizarão na próxima semana.
Sob o famoso teto pintado por Michelangelo, a cerimônia reunirá clérigos e corais tanto da Igreja Católica Romana quanto da Igreja da Inglaterra, da qual o rei é o governador supremo. A visita representa um importante gesto de reconciliação e marcará também o primeiro encontro entre o rei e o novo papa, nascido nos Estados Unidos.
Charles e Camila se reunirão com o papa e altos representantes do Vaticano em uma celebração ecumênica especial, na qual o rei e o pontífice rezarão juntos. A cerimônia na Capela Sistina terá como foco a preservação da natureza, tema que reflete o engajamento do rei em causas ambientais. O coral da Capela Sistina cantará ao lado dos corais da Capela de São Jorge e da Capela Real de Sua Majestade, simbolizando harmonia entre as tradições católica e anglicana.
O local, do século XV, é conhecido por abrigar o conclave de cardeais que elege o papa. Embora monarcas britânicos tenham se encontrado com pontífices anteriormente — incluindo a falecida rainha Elizabeth II —, esta será a primeira vez, desde a separação de Henrique VIII de Roma, que um monarca britânico e um papa rezarão juntos em uma celebração religiosa.
Fontes do Palácio de Buckingham e da Igreja da Inglaterra destacam a relevância histórica do ato, ressaltando o compromisso do rei com o diálogo inter-religioso e a promoção da paz espiritual entre diferentes crenças.
Outro momento de valor simbólico está previsto na Basílica de São Paulo Extramuros, onde o rei participará de uma cerimônia na abadia que abriga o túmulo do apóstolo Paulo. A igreja, ligada historicamente à monarquia inglesa desde os tempos medievais, exibe há séculos a insígnia da Ordem da Jarreteira, símbolo de união entre Roma e o Reino Unido.
Durante a visita, Charles III será nomeado irmão real da abadia, título honorífico e espiritual concedido em reconhecimento ao seu trabalho pela aproximação entre religiões.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20pdvzxxr5o.adaptado.
O texto narra um acontecimento de grande relevância histórica e simbólica envolvendo o rei Charles III e o papa Leão XIV.
Com base nas informações apresentadas, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como roubo de Mona Lisa no Louvre fez dela a pintura mais famosa do mundo
O Museu do Louvre, em Paris, foi novamente palco de um roubo audacioso que chamou atenção mundial: joias da coroa francesa, de valor inestimável, foram levadas em uma ação que durou cerca de sete minutos.
O caso remete a outro furto célebre ocorrido no mesmo museu: o roubo da Mona Lisa, em 1911, um crime que acabou transformando a pintura de Leonardo da Vinci na mais famosa do mundo.
O roubo aconteceu em vinte e um de agosto de 1911, uma segunda-feira em que o Louvre estava fechado. O autor, Vincenzo Peruggia, entrou e saiu do museu com o quadro sem grande planejamento. A ausência da obra só foi percebida no dia seguinte, e o escândalo levou ao fechamento do museu por uma semana. A polícia investigou vários suspeitos, entre eles o poeta Guillaume Apollinaire e o pintor Pablo Picasso, ambos inocentes.
A Mona Lisa ficou desaparecida por mais de dois anos e foi recuperada em dez de dezembro de 1913, quando Peruggia foi preso ao tentar entregá-la a um comerciante de antiguidades em Florença. Segundo o historiador de arte Noah Charney, esse foi o primeiro crime artístico a ganhar repercussão internacional.
Na época, a pintura não era a mais famosa do mundo. Foi o roubo que a tornou célebre. A ampla cobertura da imprensa fez da obra um ícone cultural. Sua imagem passou a circular em jornais, postais e anúncios, e multidões visitavam o Louvre apenas para ver o espaço vazio onde o quadro costumava estar.
Antes do roubo, o museu já possuía obras consagradas, como Vênus de Milo e A Liberdade Guiando o Povo, mas nenhuma alcançou tamanha popularidade. Quando as notícias sobre o caso se esgotaram, jornais passaram a inventar histórias sobre o retrato, como a de que Da Vinci teria se apaixonado pela modelo.
O furto, porém, não exigiu um plano elaborado. O museu tinha pouca segurança, e Peruggia, que havia trabalhado lá, conhecia bem o local. Ele usou seu antigo uniforme e sabia como o quadro estava fixado. Após sua prisão, alegou agir por patriotismo, acreditando que a obra fora roubada da Itália. Na verdade, ela havia sido adquirida pelo rei francês Francisco I no século XVI.
As verdadeiras motivações do roubo permanecem incertas. Peruggia não era um especialista em arte e escolheu a Mona Lisa, ao que tudo indica, por seu pequeno tamanho, de fácil transporte. Desde sua recuperação, em 1913, o quadro se tornou um dos maiores símbolos da arte mundial. Milhões de pessoas visitam o Louvre para vê-lo, embora poucos o apreciem de fato.
O ladrão foi rapidamente esquecido, especialmente após início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Hoje, é lembrado como uma figura curiosa — um homem que se encantou por uma obra de arte e, apesar do crime, não a danificou.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced6lny4z3xo.adaptado.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como roubo de Mona Lisa no Louvre fez dela a pintura mais famosa do mundo
O Museu do Louvre, em Paris, foi novamente palco de um roubo audacioso que chamou atenção mundial: joias da coroa francesa, de valor inestimável, foram levadas em uma ação que durou cerca de sete minutos.
O caso remete a outro furto célebre ocorrido no mesmo museu: o roubo da Mona Lisa, em 1911, um crime que acabou transformando a pintura de Leonardo da Vinci na mais famosa do mundo.
O roubo aconteceu em vinte e um de agosto de 1911, uma segunda-feira em que o Louvre estava fechado. O autor, Vincenzo Peruggia, entrou e saiu do museu com o quadro sem grande planejamento. A ausência da obra só foi percebida no dia seguinte, e o escândalo levou ao fechamento do museu por uma semana. A polícia investigou vários suspeitos, entre eles o poeta Guillaume Apollinaire e o pintor Pablo Picasso, ambos inocentes.
A Mona Lisa ficou desaparecida por mais de dois anos e foi recuperada em dez de dezembro de 1913, quando Peruggia foi preso ao tentar entregá-la a um comerciante de antiguidades em Florença. Segundo o historiador de arte Noah Charney, esse foi o primeiro crime artístico a ganhar repercussão internacional.
Na época, a pintura não era a mais famosa do mundo. Foi o roubo que a tornou célebre. A ampla cobertura da imprensa fez da obra um ícone cultural. Sua imagem passou a circular em jornais, postais e anúncios, e multidões visitavam o Louvre apenas para ver o espaço vazio onde o quadro costumava estar.
Antes do roubo, o museu já possuía obras consagradas, como Vênus de Milo e A Liberdade Guiando o Povo, mas nenhuma alcançou tamanha popularidade. Quando as notícias sobre o caso se esgotaram, jornais passaram a inventar histórias sobre o retrato, como a de que Da Vinci teria se apaixonado pela modelo.
O furto, porém, não exigiu um plano elaborado. O museu tinha pouca segurança, e Peruggia, que havia trabalhado lá, conhecia bem o local. Ele usou seu antigo uniforme e sabia como o quadro estava fixado. Após sua prisão, alegou agir por patriotismo, acreditando que a obra fora roubada da Itália. Na verdade, ela havia sido adquirida pelo rei francês Francisco I no século XVI.
As verdadeiras motivações do roubo permanecem incertas. Peruggia não era um especialista em arte e escolheu a Mona Lisa, ao que tudo indica, por seu pequeno tamanho, de fácil transporte. Desde sua recuperação, em 1913, o quadro se tornou um dos maiores símbolos da arte mundial. Milhões de pessoas visitam o Louvre para vê-lo, embora poucos o apreciem de fato.
O ladrão foi rapidamente esquecido, especialmente após início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Hoje, é lembrado como uma figura curiosa — um homem que se encantou por uma obra de arte e, apesar do crime, não a danificou.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced6lny4z3xo.adaptado.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
"Era uma manhã comum quando o professor de matemática parou a aula para perguntar se alguém tocava algum instrumento. Eu, que tinha começado aulas de piano há pouco tempo, falei com orgulho: 'Eu toco piano!'."
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do tipo textual predominante e a justificativa adequada.
"Enquanto pegavam todas as coisas no porta-malas do Honda Fit, uma senhora se aproximou. De estatura baixa, com um sorriso no rosto, um boné e roupas típicas de quem quer se proteger do sol, Dona Bel se apresentou e disse: 'Cuido da rua por 20 reais'."
(__)O uso de "uma senhora" e, em seguida, de "Dona Bel" configura uma estratégia coesiva de progressão referencial por substituição, na qual há continuidade semântica entre dois referentes distintos, mas semanticamente correlatos.
(__)A expressão "enquanto pegavam..." atua como conector temporal, porém seu uso compromete a coerência lógica, pois impõe simultaneidade a ações que, na realidade do texto, ocorrem de forma sucessiva e não paralela.
(__)A omissão do sujeito na construção "De estatura baixa, com um sorriso no rosto..." é exemplo de elipse referencial, estratégia coesiva que depende da ativação inferencial do leitor para manter a continuidade temática.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo:
Texto para a questão.
Instruções para chorar
Deixando de lado os motivos, atenhamo‑nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.
Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.
Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para chorar. In: Histórias de cronópios
e de famas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013.
Assinale a opção em que o trecho do texto apresenta uma linguagem claramente próxima ao registro coloquial, do dia a dia.
Texto para a questão.
Instruções para chorar
Deixando de lado os motivos, atenhamo‑nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.
Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.
Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para chorar. In: Histórias de cronópios
e de famas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013.
Do segundo parágrafo em diante, predomina no texto um traço que foge às características de um texto narrativo comum. Assinale a opção que apresenta essa característica.
Observe o trecho a seguir, extraído de uma bula de medicamento:
Modo de usar:
Tome um comprimido pela manhã, preferencialmente em jejum.
Evite consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Não interrompa o uso do medicamento sem orientação médica.
Em caso de esquecimento, retome o uso normalmente no horário habitual, sem dobrar a dose.
Considerando as características linguísticas do texto acima, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta e completa sobre a linguagem empregada no trecho.
Texto
A questão é referente à fábula A formiga.
A Formiga
As formigas já foram homens e ganhavam a vida lavrando o solo. Mas, não contentes com os resultados de seu próprio trabalho, elas estavam sempre cobiçando as colheitas e os frutos de seus vizinhos, roubavam sempre que tinham oportunidade e acrescentavam ao seu próprio mantimento.
Por fim, a cobiça deles fez Júpiter ficar tão zangado que os transformou em formigas. Mas, embora suas formas tenham mudado, sua natureza permaneceu a mesma. Até hoje, andam por entre as plantações e recolhem os frutos do trabalho alheio e os armazenam para seu próprio uso.
Fábulas de Esopo
Na fábula A formiga, a moral da história é:
Afirmativa I - A função referencial ou denotativa, também chamada de função informativa, a tem como objetivo principal informar, referenciar algo. Voltada para o contexto da comunicação, esse tipo de texto é escrito na terceira pessoa (singular ou plural) enfatizando seu caráter impessoal.
Afirmativa II - Na função emotiva, também chamada de função expressiva, o emissor tem como objetivo principal transmitir suas emoções, sentimentos e subjetividades por meio da própria opinião. Esse tipo de texto, escrito em primeira e em terceira pessoa (singular ou plural).
Assinale a alternativa correta:
I.Ao revelar a descoberta tardia do sentido da canção da infância, o narrador expõe uma contradição entre experiência estética e compreensão racional, sugerindo que a linguagem musical transcende os limites do entendimento literal.
II.O vínculo entre a canção "Africa", do Toto, e a memória afetiva da infância permite inferir que a música opera como mecanismo de evocação emocional, ainda que seu conteúdo semântico seja desconhecido pelo sujeito.
III.A crítica velada às canções com "letras de abobrinha" denuncia uma visão elitista da produção musical popular, sugerindo que o apreço musical legítimo requer sofisticação lírica e maturidade interpretativa.
IV.A menção à canção "Como nossos pais", associada à dor compreendida apenas com o tempo, sugere que a profundidade poética de certos textos musicais exige a vivência do sofrimento para que se revele por completo.
É correto o que se afirma em:
Considerando a importância da oralidade no ensino de Língua Portuguesa em uma perspectiva contemporânea, identifique a alternativa incorreta.
Considerando o exposto, analise e julgue as proposições relacionadas à aprendizagem da língua inglesa.
I.O ensino de inglês deve priorizar exclusivamente os sotaques e padrões linguísticos dos países hegemônicos, como Estados Unidos e Inglaterra, pois são eles que garantem uma comunicação adequada e evitam a dispersão cultural provocada por variedades consideradas inferiores.
II.No ensino de Língua Estrangeira, como o inglês, o eixo da oralidade é ampliado, passando a incluir práticas de linguagem voltadas tanto à compreensão (escuta) quanto à produção oral (fala), realizadas com ou sem interação presencial.
III.Os conhecimentos linguísticos estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
IV.A BNCC estabelece que o ensino de leitura em língua inglesa deve promover a construção de significados por meio da compreensão e interpretação de diversos gêneros textuais que circulam socialmente, reforçando que o aprendizado ocorre em contato com usos reais da língua.
É correto o que se afirma em: