Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4184316 Português

TEXTO 1


Texto-base para a questão 



UNIVERSIDADES BRASILEIRAS


DISCUTEM REGRAS DE USO DE


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Diante de incertezas por parte de estudantes e pesquisadores, instituições debatem quais seriam os limites éticos do uso dessas ferramentas na escrita e na pesquisa científica.


Sarah Schmidt, Revista Pesquisa FAPESP | 11 set 2024 - Edição 342.


Instituições científicas e de ensino superior do Brasil começam a formular recomendações para o uso de inteligência artificial (IA), especialmente a generativa, no ensino, na pesquisa e na extensão. A popularização de softwares como o ChatGPT, capazes de gerar texto, imagens e dados, tem levantado dúvidas sobre limites éticos no uso dessas tecnologias, principalmente na escrita acadêmica. Professores têm procurado novas formas de avaliar trabalhos de alunos, tentando contornar os riscos de uso indevido de IA. De maneira geral, as orientações pedem que seu uso seja transparente e alertam para o perigo de ferir direitos autorais, praticar plágio, gerar desinformação e replicar vieses discriminatórios que essas ferramentas podem reproduzir.


Em fevereiro, o centro universitário Senai Cimatec, na Bahia, publicou um guia para orientar sua comunidade acadêmica quanto à IA generativa. Ele segue três princípios: transparência; “centralidade na pessoa humana”, ou seja, que o controle humano seja preservado sobre as informações geradas por IA, já que ela deve ser usada de forma benéfica à sociedade; e atenção à privacidade de dados, sobretudo em atividades que envolvam contratos com empresas por meio de parcerias para desenvolvimento e transferência de tecnologias. Ocorre que as informações compartilhadas em plataformas de IA podem ser armazenadas pela ferramenta, quebrando o sigilo de dados. “Não podemos nos esquecer de que, se nós aprendemos com essas ferramentas, elas também aprendem com a gente”, ressalta a engenheira civil Tatiana Ferraz, pró-reitora administrativo-financeira do Senai Cimatec e coordenadora do guia. Uma atualização do regulamento disciplinar da instituição passou a prever punições para estudantes que quebrarem as regras.


O guia autoriza professores a usarem softwares de detecção de plágio quando julgarem necessário, embora não sejam 100% precisos ao indicar conteúdo produzido por IA. As ferramentas não podem ser citadas como coautoras de trabalhos acadêmicos, mas sua aplicação para auxiliar processos de pesquisa e ajustes de escrita acadêmica é permitida. Para isso, todos os comandos utilizados – as perguntas e direcionamentos dados à ferramenta, também chamados de prompts– e as informações originais geradas por IA devem ser descritos na metodologia do trabalho e anexados como material suplementar.


Outras instituições brasileiras seguem por esse caminho. “A universidade não deve proibir, mas criar orientações para utilização responsável dessas ferramentas”, observa o cientista da computação Virgílio Almeida, coordenador de uma comissão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que propôs recomendações para o uso de tecnologias de IA na instituição, apresentadas à comunidade acadêmica em maio. As sugestões devem servir de base para a criação de uma política institucional com regras e normas e de um comitê de governança permanente.


Elas passam pelas áreas de ensino, pesquisa, extensão e administração e têm como princípios a transparência no uso dessas ferramentas, atenção à proteção e privacidade de dados, à desinformação e aos vieses discriminatórios que essas tecnologias podem reproduzir. “Uma das propostas é que a universidade invista em cursos de letramento em IA para professores, pesquisadores, funcionários e alunos”, explica Almeida. No ensino, uma das indicações é que as ementas das disciplinas de graduação e de pósgraduação da UFMG devem informar o que é permitido fazer com essas tecnologias. Na pesquisa, a ênfase está na transparência: é preciso detalhar como a IA foi usada no processo científico e quais vieses pode trazer a ele. A análise cuidadosa dos resultados gerados por IA, para que se evitem dados falsos, é outro ponto recomendado. A Universidade de São Paulo (USP) publicou um dossiê da Revista USP sobre inteligência artificial na pesquisa científica em maio e tem realizado encontros e debates sobre o assunto. “A sugestão geral é estudar como incorporar esse uso no ensino e na pesquisa e verificar quais seriam suas limitações éticas e seus potenciais”, observa a advogada Cristina Godoy, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP-USP), integrante de um grupo de pesquisadores que elaborou propostas para a universidade, como a necessidade de criar guias de orientação na graduação e pós-graduação. Há alertas para o cuidado com a privacidade de dados sensíveis ou inéditos de pesquisa, como teses e dissertações, e para a necessidade de buscar novas maneiras de avaliar os trabalhos em sala de aula. As recomendações foram feitas durante um evento em março de 2023 e estão sob análise de um grupo de trabalho.


O uso de IA na pesquisa não é novo. Ferramentas de aprendizado de máquina e de processamento de linguagem natural já são usadas para analisar padrões em meio a grandes volumes de dados. Mas, com o avanço das plataformas que usam IA generativa, diversas universidades dos Estados Unidos e da Europa criaram instruções sobre o assunto, que serviram de inspiração para instituições brasileiras. No Senai Cimatec, os guias das universidades de Utah, nos Estados Unidos, de julho de 2023, e de Toronto, no Canadá, ainda preliminar, serviram de norte para o grupo de trabalho, assim como o guia rápido ChatGPT e a inteligência artificial na educação superior da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de abril de 2023.


Nesse cenário, há casos de professores que passaram a pedir aos alunos que fizessem apresentações orais, trabalhos dentro da sala de aula ou mesmo feitos à mão, no papel. Godoy, da USP, que costumava pedir trabalhos escritos sobre artigos estudados, passou a exigir que os alunos apresentassem esquemas com mapas mentais que mostrem as conexões entre os textos estudados em aula.


Em 2024, ela desenvolveu uma atividade de pesquisa no âmbito do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, apoiado por IBM e FAPESP, com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado em computação, ciência política e direito em que eles precisaram desenvolver prompts no ChatGPT para realizar a análise de sentimentos – técnica que classifica opiniões como positivas, negativas ou neutras – de usuários do X (ex-Twitter) sobre IA. Os dados vão integrar um artigo em processo de escrita. Parte do trabalho será detalhar a metodologia e os prompts usados. Por não ser preciso criar um algoritmo específico para a atividade, a ferramenta acelerou o processo de análise dos dados – segundo Godoy, caso precisassem fazer tudo do zero, o trabalho levaria oito meses, mas com o ChatGPT levou dois meses.



Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/universidadesbrasileiras-discutem-regras-de-uso-de-inteligencia-artificial/. Acesso em 18/05/2026.


Observe excerto abaixo:

“Não podemos nos esquecer de que, se nós aprendemos com essas ferramentas, elas também aprendem com a gente”, ressalta a engenheira civil Tatiana Ferraz, pró-reitora administrativo-financeira do Senai Cimatec e coordenadora do guia”.

No trecho em destaque, identifica-se qual figura de linguagem? 
Alternativas
Q4184314 Português

TEXTO 1


Texto-base para a questão 



UNIVERSIDADES BRASILEIRAS


DISCUTEM REGRAS DE USO DE


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Diante de incertezas por parte de estudantes e pesquisadores, instituições debatem quais seriam os limites éticos do uso dessas ferramentas na escrita e na pesquisa científica.


Sarah Schmidt, Revista Pesquisa FAPESP | 11 set 2024 - Edição 342.


Instituições científicas e de ensino superior do Brasil começam a formular recomendações para o uso de inteligência artificial (IA), especialmente a generativa, no ensino, na pesquisa e na extensão. A popularização de softwares como o ChatGPT, capazes de gerar texto, imagens e dados, tem levantado dúvidas sobre limites éticos no uso dessas tecnologias, principalmente na escrita acadêmica. Professores têm procurado novas formas de avaliar trabalhos de alunos, tentando contornar os riscos de uso indevido de IA. De maneira geral, as orientações pedem que seu uso seja transparente e alertam para o perigo de ferir direitos autorais, praticar plágio, gerar desinformação e replicar vieses discriminatórios que essas ferramentas podem reproduzir.


Em fevereiro, o centro universitário Senai Cimatec, na Bahia, publicou um guia para orientar sua comunidade acadêmica quanto à IA generativa. Ele segue três princípios: transparência; “centralidade na pessoa humana”, ou seja, que o controle humano seja preservado sobre as informações geradas por IA, já que ela deve ser usada de forma benéfica à sociedade; e atenção à privacidade de dados, sobretudo em atividades que envolvam contratos com empresas por meio de parcerias para desenvolvimento e transferência de tecnologias. Ocorre que as informações compartilhadas em plataformas de IA podem ser armazenadas pela ferramenta, quebrando o sigilo de dados. “Não podemos nos esquecer de que, se nós aprendemos com essas ferramentas, elas também aprendem com a gente”, ressalta a engenheira civil Tatiana Ferraz, pró-reitora administrativo-financeira do Senai Cimatec e coordenadora do guia. Uma atualização do regulamento disciplinar da instituição passou a prever punições para estudantes que quebrarem as regras.


O guia autoriza professores a usarem softwares de detecção de plágio quando julgarem necessário, embora não sejam 100% precisos ao indicar conteúdo produzido por IA. As ferramentas não podem ser citadas como coautoras de trabalhos acadêmicos, mas sua aplicação para auxiliar processos de pesquisa e ajustes de escrita acadêmica é permitida. Para isso, todos os comandos utilizados – as perguntas e direcionamentos dados à ferramenta, também chamados de prompts– e as informações originais geradas por IA devem ser descritos na metodologia do trabalho e anexados como material suplementar.


Outras instituições brasileiras seguem por esse caminho. “A universidade não deve proibir, mas criar orientações para utilização responsável dessas ferramentas”, observa o cientista da computação Virgílio Almeida, coordenador de uma comissão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que propôs recomendações para o uso de tecnologias de IA na instituição, apresentadas à comunidade acadêmica em maio. As sugestões devem servir de base para a criação de uma política institucional com regras e normas e de um comitê de governança permanente.


Elas passam pelas áreas de ensino, pesquisa, extensão e administração e têm como princípios a transparência no uso dessas ferramentas, atenção à proteção e privacidade de dados, à desinformação e aos vieses discriminatórios que essas tecnologias podem reproduzir. “Uma das propostas é que a universidade invista em cursos de letramento em IA para professores, pesquisadores, funcionários e alunos”, explica Almeida. No ensino, uma das indicações é que as ementas das disciplinas de graduação e de pósgraduação da UFMG devem informar o que é permitido fazer com essas tecnologias. Na pesquisa, a ênfase está na transparência: é preciso detalhar como a IA foi usada no processo científico e quais vieses pode trazer a ele. A análise cuidadosa dos resultados gerados por IA, para que se evitem dados falsos, é outro ponto recomendado. A Universidade de São Paulo (USP) publicou um dossiê da Revista USP sobre inteligência artificial na pesquisa científica em maio e tem realizado encontros e debates sobre o assunto. “A sugestão geral é estudar como incorporar esse uso no ensino e na pesquisa e verificar quais seriam suas limitações éticas e seus potenciais”, observa a advogada Cristina Godoy, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP-USP), integrante de um grupo de pesquisadores que elaborou propostas para a universidade, como a necessidade de criar guias de orientação na graduação e pós-graduação. Há alertas para o cuidado com a privacidade de dados sensíveis ou inéditos de pesquisa, como teses e dissertações, e para a necessidade de buscar novas maneiras de avaliar os trabalhos em sala de aula. As recomendações foram feitas durante um evento em março de 2023 e estão sob análise de um grupo de trabalho.


O uso de IA na pesquisa não é novo. Ferramentas de aprendizado de máquina e de processamento de linguagem natural já são usadas para analisar padrões em meio a grandes volumes de dados. Mas, com o avanço das plataformas que usam IA generativa, diversas universidades dos Estados Unidos e da Europa criaram instruções sobre o assunto, que serviram de inspiração para instituições brasileiras. No Senai Cimatec, os guias das universidades de Utah, nos Estados Unidos, de julho de 2023, e de Toronto, no Canadá, ainda preliminar, serviram de norte para o grupo de trabalho, assim como o guia rápido ChatGPT e a inteligência artificial na educação superior da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de abril de 2023.


Nesse cenário, há casos de professores que passaram a pedir aos alunos que fizessem apresentações orais, trabalhos dentro da sala de aula ou mesmo feitos à mão, no papel. Godoy, da USP, que costumava pedir trabalhos escritos sobre artigos estudados, passou a exigir que os alunos apresentassem esquemas com mapas mentais que mostrem as conexões entre os textos estudados em aula.


Em 2024, ela desenvolveu uma atividade de pesquisa no âmbito do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, apoiado por IBM e FAPESP, com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado em computação, ciência política e direito em que eles precisaram desenvolver prompts no ChatGPT para realizar a análise de sentimentos – técnica que classifica opiniões como positivas, negativas ou neutras – de usuários do X (ex-Twitter) sobre IA. Os dados vão integrar um artigo em processo de escrita. Parte do trabalho será detalhar a metodologia e os prompts usados. Por não ser preciso criar um algoritmo específico para a atividade, a ferramenta acelerou o processo de análise dos dados – segundo Godoy, caso precisassem fazer tudo do zero, o trabalho levaria oito meses, mas com o ChatGPT levou dois meses.



Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/universidadesbrasileiras-discutem-regras-de-uso-de-inteligencia-artificial/. Acesso em 18/05/2026.


Com base no Texto 1, julgue as assertivas a seguir e assinale a(s) correta(s):

I. Trata-se de um artigo científico que apresenta orientações e discussões a respeito do combate às práticas de plágio em textos acadêmicos, com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial.
II. O texto pode ser classificado como editorial, pois explica do ponto de vista argumentativo, os benefícios da inteligência artificial para a produção acadêmica.
III. Trata-se de uma notícia que informa sobre a seguinte temática: inteligência artificial e racismo algorítmico.
IV. Trata-se de uma reportagem que informa sobre ações que instituições de ensino superior e centros de pesquisa desenvolveram para orientar alunos e pesquisadores sobre o uso de inteligência artificial em produções acadêmicas.
Alternativas
Q4184127 Português
Uso do celular no dia a dia

    O celular se tornou um dos objetos mais presentes na vida das pessoas. Ele é usado para conversar, estudar, trabalhar e se divertir.

    Com apenas alguns toques, é possível falar com alguém do outro lado do mundo. Além disso, muitos utilizam o aparelho para acessar redes sociais.

    Por outro lado, o uso excessivo pode causar distração e queda de produtividade. Em sala de aula, por exemplo, o celular pode atrapalhar a concentração. Também é comum que as pessoas deixem de conversar pessoalmente para mexer no aparelho.

    Apesar disso, quando usado com equilíbrio, ele traz muitos benefícios. Aplicativos de estudo, notícias e mapas facilitam bastante a rotina. O mais importante é saber usar a tecnologia com responsabilidade. 
A finalidade do texto é principalmente: 
Alternativas
Q4184126 Português
Uso do celular no dia a dia

    O celular se tornou um dos objetos mais presentes na vida das pessoas. Ele é usado para conversar, estudar, trabalhar e se divertir.

    Com apenas alguns toques, é possível falar com alguém do outro lado do mundo. Além disso, muitos utilizam o aparelho para acessar redes sociais.

    Por outro lado, o uso excessivo pode causar distração e queda de produtividade. Em sala de aula, por exemplo, o celular pode atrapalhar a concentração. Também é comum que as pessoas deixem de conversar pessoalmente para mexer no aparelho.

    Apesar disso, quando usado com equilíbrio, ele traz muitos benefícios. Aplicativos de estudo, notícias e mapas facilitam bastante a rotina. O mais importante é saber usar a tecnologia com responsabilidade. 
O texto apresenta uma visão:
Alternativas
Q4184125 Português
Uso do celular no dia a dia

    O celular se tornou um dos objetos mais presentes na vida das pessoas. Ele é usado para conversar, estudar, trabalhar e se divertir.

    Com apenas alguns toques, é possível falar com alguém do outro lado do mundo. Além disso, muitos utilizam o aparelho para acessar redes sociais.

    Por outro lado, o uso excessivo pode causar distração e queda de produtividade. Em sala de aula, por exemplo, o celular pode atrapalhar a concentração. Também é comum que as pessoas deixem de conversar pessoalmente para mexer no aparelho.

    Apesar disso, quando usado com equilíbrio, ele traz muitos benefícios. Aplicativos de estudo, notícias e mapas facilitam bastante a rotina. O mais importante é saber usar a tecnologia com responsabilidade. 
Quando usado com equilíbrio, o celular:
Alternativas
Q4184124 Português
Uso do celular no dia a dia

    O celular se tornou um dos objetos mais presentes na vida das pessoas. Ele é usado para conversar, estudar, trabalhar e se divertir.

    Com apenas alguns toques, é possível falar com alguém do outro lado do mundo. Além disso, muitos utilizam o aparelho para acessar redes sociais.

    Por outro lado, o uso excessivo pode causar distração e queda de produtividade. Em sala de aula, por exemplo, o celular pode atrapalhar a concentração. Também é comum que as pessoas deixem de conversar pessoalmente para mexer no aparelho.

    Apesar disso, quando usado com equilíbrio, ele traz muitos benefícios. Aplicativos de estudo, notícias e mapas facilitam bastante a rotina. O mais importante é saber usar a tecnologia com responsabilidade. 
O que o autor aponta como ponto negativo do celular? 
Alternativas
Q4184123 Português
Uso do celular no dia a dia

    O celular se tornou um dos objetos mais presentes na vida das pessoas. Ele é usado para conversar, estudar, trabalhar e se divertir.

    Com apenas alguns toques, é possível falar com alguém do outro lado do mundo. Além disso, muitos utilizam o aparelho para acessar redes sociais.

    Por outro lado, o uso excessivo pode causar distração e queda de produtividade. Em sala de aula, por exemplo, o celular pode atrapalhar a concentração. Também é comum que as pessoas deixem de conversar pessoalmente para mexer no aparelho.

    Apesar disso, quando usado com equilíbrio, ele traz muitos benefícios. Aplicativos de estudo, notícias e mapas facilitam bastante a rotina. O mais importante é saber usar a tecnologia com responsabilidade. 
 Qual é o tema principal do texto? 
Alternativas
Q4183742 Português

Maior Sorte


O médico me olhou achando graça.


"Parece até que você está indo ao cinema" comentou sobre meu relaxamento.


Tentei falar que talvez tivesse algo a ver com a epidural, mas as palavras não saíram, e só consegui esboçar um sorriso indeciso. As paredes brancas eram tão claras que me cegavam como se fosse um quarto escuro feito breu, e logo caí num sono profundo. A próxima coisa que me lembro foram os gritos.


Eu os ouvia através de um véu, que tornava o som oco e distante, ainda que me perfurassem. Sua dor, eu acredito, doía mais em mim do que em você.


De repente, como que por mágica, o silêncio reinou.


Olho para baixo e lá está você, com a cabecinha mole que tanto me aterrorizou nos meses seguintes, encostada no meu peito. Você era uma paz que eu nunca soube ter. Apesar do parto tranquilo, você estava virada. O médico não te retirou, como é de praxe, pela cabeça, mas pela sua bundinha de neném. Ele brincou que você nasceu com o bumbum virado pra lua, mas eu sabia que isso não era brincadeira nenhuma. A sua primeira sorte foi ter vindo de mim. O que são casualidades e probabilidades se não esse conceito místico e até vulgar que chamamos de boa ou má sorte? Eu gostaria de entender, mas vou deixar essa para os filósofos. Só sei que a calmaria do seu nascimento foi um presságio de todos os trevos de quatro folhas que você encontraria ao longo da vida. A sua segunda sorte deve ter sido como nunca te deixei cair de maneira fatal, como você sempre atravessou a rua de forma segura, mesmo que soltasse as minhas mãos, que nunca deixaram de buscar as suas, e que por sua vez só buscavam independência. Para ficar vivo, necessita-se de uma baita sorte. E, por te ter comigo, ganhei na loteria.


MAGALHÃES, Lívia Batista. Maior sorte. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir: número 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 14 abr. 2026.

Considere o seguinte trecho:


"mesmo que soltasse as minhas mãos, que nunca deixaram de buscar as suas, e que por sua vez só buscavam independência."


O conectivo "mesmo que" introduz uma concessão — isto é, admite um fato que poderia contradizer o que vem antes, mas não contradiz. Sobre o papel desse recurso na coesão e na coerência do trecho, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4183739 Português

Maior Sorte


O médico me olhou achando graça.


"Parece até que você está indo ao cinema" comentou sobre meu relaxamento.


Tentei falar que talvez tivesse algo a ver com a epidural, mas as palavras não saíram, e só consegui esboçar um sorriso indeciso. As paredes brancas eram tão claras que me cegavam como se fosse um quarto escuro feito breu, e logo caí num sono profundo. A próxima coisa que me lembro foram os gritos.


Eu os ouvia através de um véu, que tornava o som oco e distante, ainda que me perfurassem. Sua dor, eu acredito, doía mais em mim do que em você.


De repente, como que por mágica, o silêncio reinou.


Olho para baixo e lá está você, com a cabecinha mole que tanto me aterrorizou nos meses seguintes, encostada no meu peito. Você era uma paz que eu nunca soube ter. Apesar do parto tranquilo, você estava virada. O médico não te retirou, como é de praxe, pela cabeça, mas pela sua bundinha de neném. Ele brincou que você nasceu com o bumbum virado pra lua, mas eu sabia que isso não era brincadeira nenhuma. A sua primeira sorte foi ter vindo de mim. O que são casualidades e probabilidades se não esse conceito místico e até vulgar que chamamos de boa ou má sorte? Eu gostaria de entender, mas vou deixar essa para os filósofos. Só sei que a calmaria do seu nascimento foi um presságio de todos os trevos de quatro folhas que você encontraria ao longo da vida. A sua segunda sorte deve ter sido como nunca te deixei cair de maneira fatal, como você sempre atravessou a rua de forma segura, mesmo que soltasse as minhas mãos, que nunca deixaram de buscar as suas, e que por sua vez só buscavam independência. Para ficar vivo, necessita-se de uma baita sorte. E, por te ter comigo, ganhei na loteria.


MAGALHÃES, Lívia Batista. Maior sorte. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir: número 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 14 abr. 2026.

No final do texto, a narradora afirma: "E, por te ter comigo, ganhei na loteria." Levando em conta o modo como a ideia de "sorte" é construída ao longo de todo o texto, essa frase final representa uma virada importante: quem, até então, era apresentado como o ser sortudo passa a ser a própria narradora. Sobre essa mudança e o que ela revela, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q4183738 Português

Maior Sorte


O médico me olhou achando graça.


"Parece até que você está indo ao cinema" comentou sobre meu relaxamento.


Tentei falar que talvez tivesse algo a ver com a epidural, mas as palavras não saíram, e só consegui esboçar um sorriso indeciso. As paredes brancas eram tão claras que me cegavam como se fosse um quarto escuro feito breu, e logo caí num sono profundo. A próxima coisa que me lembro foram os gritos.


Eu os ouvia através de um véu, que tornava o som oco e distante, ainda que me perfurassem. Sua dor, eu acredito, doía mais em mim do que em você.


De repente, como que por mágica, o silêncio reinou.


Olho para baixo e lá está você, com a cabecinha mole que tanto me aterrorizou nos meses seguintes, encostada no meu peito. Você era uma paz que eu nunca soube ter. Apesar do parto tranquilo, você estava virada. O médico não te retirou, como é de praxe, pela cabeça, mas pela sua bundinha de neném. Ele brincou que você nasceu com o bumbum virado pra lua, mas eu sabia que isso não era brincadeira nenhuma. A sua primeira sorte foi ter vindo de mim. O que são casualidades e probabilidades se não esse conceito místico e até vulgar que chamamos de boa ou má sorte? Eu gostaria de entender, mas vou deixar essa para os filósofos. Só sei que a calmaria do seu nascimento foi um presságio de todos os trevos de quatro folhas que você encontraria ao longo da vida. A sua segunda sorte deve ter sido como nunca te deixei cair de maneira fatal, como você sempre atravessou a rua de forma segura, mesmo que soltasse as minhas mãos, que nunca deixaram de buscar as suas, e que por sua vez só buscavam independência. Para ficar vivo, necessita-se de uma baita sorte. E, por te ter comigo, ganhei na loteria.


MAGALHÃES, Lívia Batista. Maior sorte. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir: número 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 14 abr. 2026.

O texto combina diferentes tipos textuais ao longo de sua construção. Sobre a predominância e a combinação de tipos textuais presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4183734 Português

Maior Sorte


O médico me olhou achando graça.


"Parece até que você está indo ao cinema" comentou sobre meu relaxamento.


Tentei falar que talvez tivesse algo a ver com a epidural, mas as palavras não saíram, e só consegui esboçar um sorriso indeciso. As paredes brancas eram tão claras que me cegavam como se fosse um quarto escuro feito breu, e logo caí num sono profundo. A próxima coisa que me lembro foram os gritos.


Eu os ouvia através de um véu, que tornava o som oco e distante, ainda que me perfurassem. Sua dor, eu acredito, doía mais em mim do que em você.


De repente, como que por mágica, o silêncio reinou.


Olho para baixo e lá está você, com a cabecinha mole que tanto me aterrorizou nos meses seguintes, encostada no meu peito. Você era uma paz que eu nunca soube ter. Apesar do parto tranquilo, você estava virada. O médico não te retirou, como é de praxe, pela cabeça, mas pela sua bundinha de neném. Ele brincou que você nasceu com o bumbum virado pra lua, mas eu sabia que isso não era brincadeira nenhuma. A sua primeira sorte foi ter vindo de mim. O que são casualidades e probabilidades se não esse conceito místico e até vulgar que chamamos de boa ou má sorte? Eu gostaria de entender, mas vou deixar essa para os filósofos. Só sei que a calmaria do seu nascimento foi um presságio de todos os trevos de quatro folhas que você encontraria ao longo da vida. A sua segunda sorte deve ter sido como nunca te deixei cair de maneira fatal, como você sempre atravessou a rua de forma segura, mesmo que soltasse as minhas mãos, que nunca deixaram de buscar as suas, e que por sua vez só buscavam independência. Para ficar vivo, necessita-se de uma baita sorte. E, por te ter comigo, ganhei na loteria.


MAGALHÃES, Lívia Batista. Maior sorte. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir: número 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 14 abr. 2026.

O texto articula ideias em diferentes camadas: o que é dito diretamente, o que serve de apoio narrativo e o que o leitor precisa inferir.

Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:


I.A ideia central do texto é uma reflexão sobre a sorte como força que perpassa a vida da filha desde o nascimento, manifestando-se em episódios concretos narrados pela mãe.

PORQUE

II.Os episódios do parto pélvico, das mãos que buscam as da filha e da travessia segura da rua não são o foco principal da narrativa, mas funcionam como argumentos secundários que sustentam e ilustram a tese central da narradora.


A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA: 

Alternativas
Q4183733 Português

Maior Sorte


O médico me olhou achando graça.


"Parece até que você está indo ao cinema" comentou sobre meu relaxamento.


Tentei falar que talvez tivesse algo a ver com a epidural, mas as palavras não saíram, e só consegui esboçar um sorriso indeciso. As paredes brancas eram tão claras que me cegavam como se fosse um quarto escuro feito breu, e logo caí num sono profundo. A próxima coisa que me lembro foram os gritos.


Eu os ouvia através de um véu, que tornava o som oco e distante, ainda que me perfurassem. Sua dor, eu acredito, doía mais em mim do que em você.


De repente, como que por mágica, o silêncio reinou.


Olho para baixo e lá está você, com a cabecinha mole que tanto me aterrorizou nos meses seguintes, encostada no meu peito. Você era uma paz que eu nunca soube ter. Apesar do parto tranquilo, você estava virada. O médico não te retirou, como é de praxe, pela cabeça, mas pela sua bundinha de neném. Ele brincou que você nasceu com o bumbum virado pra lua, mas eu sabia que isso não era brincadeira nenhuma. A sua primeira sorte foi ter vindo de mim. O que são casualidades e probabilidades se não esse conceito místico e até vulgar que chamamos de boa ou má sorte? Eu gostaria de entender, mas vou deixar essa para os filósofos. Só sei que a calmaria do seu nascimento foi um presságio de todos os trevos de quatro folhas que você encontraria ao longo da vida. A sua segunda sorte deve ter sido como nunca te deixei cair de maneira fatal, como você sempre atravessou a rua de forma segura, mesmo que soltasse as minhas mãos, que nunca deixaram de buscar as suas, e que por sua vez só buscavam independência. Para ficar vivo, necessita-se de uma baita sorte. E, por te ter comigo, ganhei na loteria.


MAGALHÃES, Lívia Batista. Maior sorte. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir: número 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 14 abr. 2026.

Um estudante, ao reescrever trechos do texto com o objetivo de praticá-los em outros contextos, produziu as frases abaixo. Considere as afirmativas sobre os vícios de linguagem presentes nessas reescritas:


I.Na frase "A narradora subiu acima para ver o bebê", o emprego de subiu acima constitui pleonasmo vicioso, pois a ideia de direção ascendente já está contida no próprio verbo subir, tornando acima semanticamente redundante.

II.Na frase "Vi a mãe segurar a filha com os seus olhos marejados", há ambiguidade estrutural, pois a locução com os seus olhos marejados pode ser interpretada como adjunto da mãe ou como adjunto da filha, sem que o contexto resolva a dúvida.

III.Na frase "O nascimento dela foi lindo, lindo, lindo", a repetição de lindo configura eco, vício que ocorre quando há repetição de sons ou palavras em sequência sem intenção estilística reconhecível.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4183646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chegada do El Niño amplia monitoramento e ações de preparação


O planejamento de ações de preparação para possíveis desastres naturais devido à atuação do El Niño foi tema do Bate-Papo com a Defesa Civil nesta quinta-feira (28). O encontro virtual também abordou as características do fenômeno e as previsões climáticas para os próximos meses.

Mediador do evento, o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Tiago Schnorr, iniciou o bate-papo destacando a necessidade de fortalecimento dos órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil diante do cenário, priorizando a proteção da população. "Fazemos uma reunião diária com representantes desses órgãos para debater informações atualizadas sobre as previsões climáticas no País. Com muita frequência, também abordamos todas as questões relacionadas ao El Niño e seus impactos. O monitoramento da situação é constante", afirmou.

No encontro desta quinta, especialistas trouxeram uma explicação técnica sobre o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), um dos principais fenômenos com influência no clima global. Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases.

"É um fenômeno natural, percebido há mais de cem anos. De maneira geral, quando há o aumento da temperatura média do Pacífico Tropical persistente por alguns meses, cinco ou seis, o El Niño está configurado. É necessário que tenhamos, pelo menos, meio grau acima da média em toda a região central do Pacífico", completou o coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mozar Salvador.

O meteorologista do Grupo de Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fábio Rocha, alertou para o cenário atual. "Já estamos presenciando o aquecimento gradativo das águas do Pacífico Tropical, mas o fenômeno ainda não está estabelecido", esclareceu Fábio, ressaltando o grande impacto nas condições climáticas do planeta.

No Brasil, um dos lugares mais impactados pela atuação do ENOS é o Rio Grande do Sul. O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações. "Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste", acrescentou o meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem substituto do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Giovanni Dolif.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Coronel Luciano Chaves Boeira, compartilhou o que tem sido feito no estado para aumentar a proteção das pessoas. "A pauta do El Niño traz uma angústia enorme ao povo gaúcho. O Rio Grande do Sul tem se preparado para possíveis desastres a partir do fortalecimento e ampliação das estruturas, com a criação de novos cargos e a chegada de especialistas. São profissionais da engenharia, arquitetura, hidrologia, meteorologia, geologia, geoprocessamento, entre outros. Isso vai aumentar nossa capacidade de preparação, resposta e suporte aos municípios", concluiu.


https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/chegada-do-el-nino-amplia-monito ramento-e-acoes-de-preparacao
A respeito dos mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, julgue as afirmativas a seguir:
I.Em 'Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico', o pronome 'ele' retoma anaforicamente o referente 'El Niño-Oscilação Sul (ENOS)', garantindo a progressão temática sem repetição do termo.
II.Em 'Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste', a expressão 'por outro lado' estabelece relação de adição entre os efeitos do fenômeno descritos no parágrafo, acrescentando nova informação ao que foi anteriormente afirmado.
III.Em 'sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases', o texto avança por detalhamento progressivo, enumerando as partes constitutivas do fenômeno apresentado na oração anterior.
IV.Em 'O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado', a expressão 'o fenômeno' retoma cataforicamente o referente 'ENOS', antecipando informações que serão desenvolvidas no período seguinte.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4183642 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chegada do El Niño amplia monitoramento e ações de preparação


O planejamento de ações de preparação para possíveis desastres naturais devido à atuação do El Niño foi tema do Bate-Papo com a Defesa Civil nesta quinta-feira (28). O encontro virtual também abordou as características do fenômeno e as previsões climáticas para os próximos meses.

Mediador do evento, o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Tiago Schnorr, iniciou o bate-papo destacando a necessidade de fortalecimento dos órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil diante do cenário, priorizando a proteção da população. "Fazemos uma reunião diária com representantes desses órgãos para debater informações atualizadas sobre as previsões climáticas no País. Com muita frequência, também abordamos todas as questões relacionadas ao El Niño e seus impactos. O monitoramento da situação é constante", afirmou.

No encontro desta quinta, especialistas trouxeram uma explicação técnica sobre o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), um dos principais fenômenos com influência no clima global. Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases.

"É um fenômeno natural, percebido há mais de cem anos. De maneira geral, quando há o aumento da temperatura média do Pacífico Tropical persistente por alguns meses, cinco ou seis, o El Niño está configurado. É necessário que tenhamos, pelo menos, meio grau acima da média em toda a região central do Pacífico", completou o coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mozar Salvador.

O meteorologista do Grupo de Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fábio Rocha, alertou para o cenário atual. "Já estamos presenciando o aquecimento gradativo das águas do Pacífico Tropical, mas o fenômeno ainda não está estabelecido", esclareceu Fábio, ressaltando o grande impacto nas condições climáticas do planeta.

No Brasil, um dos lugares mais impactados pela atuação do ENOS é o Rio Grande do Sul. O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações. "Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste", acrescentou o meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem substituto do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Giovanni Dolif.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Coronel Luciano Chaves Boeira, compartilhou o que tem sido feito no estado para aumentar a proteção das pessoas. "A pauta do El Niño traz uma angústia enorme ao povo gaúcho. O Rio Grande do Sul tem se preparado para possíveis desastres a partir do fortalecimento e ampliação das estruturas, com a criação de novos cargos e a chegada de especialistas. São profissionais da engenharia, arquitetura, hidrologia, meteorologia, geologia, geoprocessamento, entre outros. Isso vai aumentar nossa capacidade de preparação, resposta e suporte aos municípios", concluiu.


https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/chegada-do-el-nino-amplia-monito ramento-e-acoes-de-preparacao
O texto traz informações sobre o fenômeno El Niño e as medidas de preparação adotadas pelos órgãos de proteção civil no Brasil. Com base nas informações apresentadas, analise as afirmativas:
I.A atuação do El Niño produz efeitos climáticos opostos no território brasileiro, intensificando a ocorrência de sistemas de baixa pressão e eventos de precipitação extrema no Sul do país, ao mesmo tempo em que reduz a disponibilidade hídrica nas regiões Norte e Nordeste.
II.O fenômeno ENOS é composto pelas fases El Niño e La Niña, sendo a neutralidade uma condição de transição sem reconhecimento técnico formal.
III.O Rio Grande do Sul é uma das regiões mais vulneráveis aos impactos do El Niño, especialmente no que se refere a tempestades e inundações.
IV.O fortalecimento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul decorreu diretamente da ocorrência de desastres registrados nos meses anteriores ao evento descrito no texto.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4183403 Português
Leia o texto para responder a questão:

     “A pujança agrícola de Junqueirópolis, embora consolidada pela cultura da acerola, não exime a municipalidade de enfrentar os gargalos logísticos inerentes ao escoamento da safra. A convergência entre tecnologia no campo e infraestrutura viária é o fiel da balança para a manutenção da competitividade regional.”
No texto, a expressão “fiel da balança” é utilizada metaforicamente para indicar:
Alternativas
Q4183351 Português
Analise o seguinte fragmento:

‘‘O trabalho remoto amplia a produtividade dos profissionais, pois reduz o tempo gasto em deslocamentos e permite maior flexibilidade na organização das atividades. Entretanto, há quem sustente que a ausência do contato presencial compromete a criatividade coletiva e enfraquece a cultura organizacional. Todavia, estudos recentes demonstram que equipes que utilizam ferramentas colaborativas adequadas conseguem manter elevados níveis de interação e desempenho, conciliando autonomia e cooperação.’’

A organização argumentativa do texto segue o modelo tese – antítese – síntese. Nesse caso, a síntese corresponde ao trecho:
Alternativas
Q4183347 Português
No trecho de Carlos Drummond de Andrade, “Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público.” os termos ouro, gado e fazendas são empregados para representar diferentes formas de riqueza e influência social. Nessa perspectiva, a figura de linguagem predominante é a: 
Alternativas
Q4183346 Português
O texto a seguir servirá de base para a próxima questão. Leia-o atentamente.

     Em tempos difíceis e complexos, em que somos surpreendidos por situações que não conhecemos muito bem, é necessário humildade. Eu lembro sempre que humildade não é subserviência. A subserviência é um acovardamento, uma diminuição da capacidade. A humildade é a percepção de que nós temos muitas capacidades, mas não somos tudo.
    Nós temos muita potência como indivíduos e como comunidade, mas não temos toda a força para a ação. E somos surpreendidos, em grande medida, quando nos imaginamos invulneráveis. E não é assim. Cada pessoa precisa não só ser humilde em relação a isso, mas agir para permanecer, mesmo que numa memória, numa obra que marque o seu tempo de passagem.
    O pensador francês La Bruyère (1645-1696), em seu livro “Os caracteres” escreveu: “Quem pode, mesmo possuindo os talentos mais raros e o mérito mais excelso, não se convencer de sua inutilidade, quando considera que, ao morrer, deixa um mundo que não se ressente de sua perda, em que há tanta gente para substituí-lo?”. A advertência de La Bruyère nos leva a refletir sobre o quanto é preciso ter a percepção da humildade.

    * Mais reflexões sobre humildade podem ser lidas em “Qual é a tua obra?”, (Vozes, 144 pág.)

(Mario Sergio Cortella)
No trecho ‘‘mesmo possuindo os talentos mais raros e o mérito mais excelso’’, a palavra ‘‘excelso’’ foi empregada com o sentido de: 
Alternativas
Q4183345 Português
O texto a seguir servirá de base para a próxima questão. Leia-o atentamente.

     Em tempos difíceis e complexos, em que somos surpreendidos por situações que não conhecemos muito bem, é necessário humildade. Eu lembro sempre que humildade não é subserviência. A subserviência é um acovardamento, uma diminuição da capacidade. A humildade é a percepção de que nós temos muitas capacidades, mas não somos tudo.
    Nós temos muita potência como indivíduos e como comunidade, mas não temos toda a força para a ação. E somos surpreendidos, em grande medida, quando nos imaginamos invulneráveis. E não é assim. Cada pessoa precisa não só ser humilde em relação a isso, mas agir para permanecer, mesmo que numa memória, numa obra que marque o seu tempo de passagem.
    O pensador francês La Bruyère (1645-1696), em seu livro “Os caracteres” escreveu: “Quem pode, mesmo possuindo os talentos mais raros e o mérito mais excelso, não se convencer de sua inutilidade, quando considera que, ao morrer, deixa um mundo que não se ressente de sua perda, em que há tanta gente para substituí-lo?”. A advertência de La Bruyère nos leva a refletir sobre o quanto é preciso ter a percepção da humildade.

    * Mais reflexões sobre humildade podem ser lidas em “Qual é a tua obra?”, (Vozes, 144 pág.)

(Mario Sergio Cortella)
No trecho ‘‘A subserviência é um acovardamento, uma diminuição da capacidade’’, o autor estabelece uma distinção entre humildade e submissão excessiva. Considerando essa perspectiva, assinale a frase que melhor se coaduna com a ideia defendida no texto. 
Alternativas
Q4183343 Português
O texto a seguir servirá de base para a próxima questão. Leia-o atentamente.

     Em tempos difíceis e complexos, em que somos surpreendidos por situações que não conhecemos muito bem, é necessário humildade. Eu lembro sempre que humildade não é subserviência. A subserviência é um acovardamento, uma diminuição da capacidade. A humildade é a percepção de que nós temos muitas capacidades, mas não somos tudo.
    Nós temos muita potência como indivíduos e como comunidade, mas não temos toda a força para a ação. E somos surpreendidos, em grande medida, quando nos imaginamos invulneráveis. E não é assim. Cada pessoa precisa não só ser humilde em relação a isso, mas agir para permanecer, mesmo que numa memória, numa obra que marque o seu tempo de passagem.
    O pensador francês La Bruyère (1645-1696), em seu livro “Os caracteres” escreveu: “Quem pode, mesmo possuindo os talentos mais raros e o mérito mais excelso, não se convencer de sua inutilidade, quando considera que, ao morrer, deixa um mundo que não se ressente de sua perda, em que há tanta gente para substituí-lo?”. A advertência de La Bruyère nos leva a refletir sobre o quanto é preciso ter a percepção da humildade.

    * Mais reflexões sobre humildade podem ser lidas em “Qual é a tua obra?”, (Vozes, 144 pág.)

(Mario Sergio Cortella)
A pergunta retórica formulada por La Bruyère — “Quem pode (...) não se convencer de sua inutilidade...?” — é incorporada ao texto com a finalidade argumentativa de:
Alternativas
Respostas
641: C
642: E
643: C
644: C
645: C
646: C
647: C
648: C
649: B
650: A
651: A
652: B
653: C
654: C
655: B
656: C
657: D
658: B
659: B
660: C