Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 96.092 questões

Q4374454 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.


(No Meio do Caminho, Carlos Drummond de Andrade)
“Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra”. Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída sem perder o sentido do poema:
Alternativas
Q4374453 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.


(No Meio do Caminho, Carlos Drummond de Andrade)
Com base no poema de Carlos Drummond de Andrade e nos seus conhecimentos, analise as alternativas a seguir e assinale a única correta:
Alternativas
Q4373264 Português
TEXTO PARA AS QUESTÃO


As epidemias e as pandemias foram os fatores fundamentais para a construção de instituições de Saúde Pública nos territórios do mundo todo. Com a pandemia da Peste Negra, no século XIV, houve a implantação do primeiro regulamento sanitário entre os povos, que foi a notificação compulsória, o isolamento social e a quarentena.

Deste momento em diante, foi crescente a necessidade de uma maior articulação técnica e política com institucionalização da assistência nos territórios, com a finalidade de atender a questão da prevenção das doenças e da proteção dos povos, sobretudo do comércio que se tornava instável e mesmo decadente quando as populações eram afetadas ou dizimadas por epidemias ou pandemias e os territórios precisavam ficar isolados.

No século XIX, os desdobramentos associados à Revolução Industrial causaram, por um lado, condições urbanas crescentemente precárias nos países envolvidos neste processo e, por outro, ocasionaram grandes ondas migratórias. Esses fatores fizeram aumentar a velocidade e a frequência dos surtos de doenças infecciosas e gerou várias epidemias e permanentes riscos de pandemias. A partir de 1841, uma série de conferências internacionais foi realizada para proteção do mercado internacional cujos trabalhadores e mesmos os escravos precisavam estar sãos e, como consequência, para a defesa da sociedade frente às doenças.

O campo da Saúde Internacional foi estruturado institucional e mundialmente somente após a II Guerra Mundial com a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é uma das instituições que compõe a Organização das Nações Unidas (ONU).

Não seria simples falar de pandemias na história sem acompanhar a trajetória da construção do campo de Saúde Internacional para, ao final, se compreender o processo histórico-estrutural que acompanha a construção dos sistemas nacionais de saúde e, assim chegarmos ao Sistema Único de Saúde (SUS) frente à Pandemia de Covid-19.

A Saúde Internacional é um recorte do campo das Relações Internacionais que se articula com a Saúde Pública e tem por objetivo, além de prevenir a transmissão de doenças, melhorar a saúde e as condições de vida das populações dentro dos limites determinados pelos interesses nacionais dos Estados envolvidos. Sua operacionalização se dá através do intercâmbio de conhecimentos, informações, financiamentos, investimentos, tecnologias, influências políticas e constitui um conjunto de interações sanitárias que ocorre em escala global.


Fonte: http://cebes.org.br/2020/12/as-pandemias-na-historia-e-o-desafio-da-covid-19-texto-introdutorio-deuma-serie-sobre-saude-publica-escrita-pelo-nucleo-chapeco-do-cebes/. Acesso: 2021.
No trecho, “no século XIV, houve a implantação do primeiro regulamento sanitário entre os povos, que foi a notificação compulsória, o isolamento social e a quarentena”, assinale a alternativa em que a palavra destacada pode ser substituída sem perder o sentido do texto: 
Alternativas
Q4373262 Português
TEXTO PARA AS QUESTÃO


As epidemias e as pandemias foram os fatores fundamentais para a construção de instituições de Saúde Pública nos territórios do mundo todo. Com a pandemia da Peste Negra, no século XIV, houve a implantação do primeiro regulamento sanitário entre os povos, que foi a notificação compulsória, o isolamento social e a quarentena.

Deste momento em diante, foi crescente a necessidade de uma maior articulação técnica e política com institucionalização da assistência nos territórios, com a finalidade de atender a questão da prevenção das doenças e da proteção dos povos, sobretudo do comércio que se tornava instável e mesmo decadente quando as populações eram afetadas ou dizimadas por epidemias ou pandemias e os territórios precisavam ficar isolados.

No século XIX, os desdobramentos associados à Revolução Industrial causaram, por um lado, condições urbanas crescentemente precárias nos países envolvidos neste processo e, por outro, ocasionaram grandes ondas migratórias. Esses fatores fizeram aumentar a velocidade e a frequência dos surtos de doenças infecciosas e gerou várias epidemias e permanentes riscos de pandemias. A partir de 1841, uma série de conferências internacionais foi realizada para proteção do mercado internacional cujos trabalhadores e mesmos os escravos precisavam estar sãos e, como consequência, para a defesa da sociedade frente às doenças.

O campo da Saúde Internacional foi estruturado institucional e mundialmente somente após a II Guerra Mundial com a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é uma das instituições que compõe a Organização das Nações Unidas (ONU).

Não seria simples falar de pandemias na história sem acompanhar a trajetória da construção do campo de Saúde Internacional para, ao final, se compreender o processo histórico-estrutural que acompanha a construção dos sistemas nacionais de saúde e, assim chegarmos ao Sistema Único de Saúde (SUS) frente à Pandemia de Covid-19.

A Saúde Internacional é um recorte do campo das Relações Internacionais que se articula com a Saúde Pública e tem por objetivo, além de prevenir a transmissão de doenças, melhorar a saúde e as condições de vida das populações dentro dos limites determinados pelos interesses nacionais dos Estados envolvidos. Sua operacionalização se dá através do intercâmbio de conhecimentos, informações, financiamentos, investimentos, tecnologias, influências políticas e constitui um conjunto de interações sanitárias que ocorre em escala global.


Fonte: http://cebes.org.br/2020/12/as-pandemias-na-historia-e-o-desafio-da-covid-19-texto-introdutorio-deuma-serie-sobre-saude-publica-escrita-pelo-nucleo-chapeco-do-cebes/. Acesso: 2021.
Após a leitura do texto e com base nos seus conhecimentos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4372622 Português
TEXTO PARA QUESTÃO


Existem diferenças conceituais entre os termos racismo e preconceito. O preconceito, na raiz da palavra, é a formulação de um conceito sobre algo sem antes o conhecer. O preconceito, por exemplo, pode ser julgar que um alimento é ruim por seu aspecto físico. Trazendo para as relações sociais, o preconceito consiste no prejulgamento de algo sem, de fato, conhecê-lo.

Nas relações sociais, o preconceito pode acontecer por conta da sexualidade (prejulgar uma pessoa homossexual); do gênero (julgar uma mulher como inferior a um homem, ou uma pessoa transgênero); da condição física (julgar uma pessoa deficiente ou de baixa estatura, por exemplo, como incapaz); e da raça (cor da pele).

Quando o preconceito é motivado pela cor da pele de uma pessoa, chamamo-lo de racismo. O racismo é, portanto, uma forma de preconceito cruel que ainda atinge uma grande parcela da população mundial. É importante frisar que não existem grandes diferenças genéticas entre pessoas de etnias diferentes, e, mesmo que essa diferença existisse, isso não seria motivo suficiente para justificar o preconceito racial. 

Nas formas mais agudas, o preconceito racial pode servir de pretexto para motivar agressões físicas ou verbais, além de causar dano moral e até perseguições e prisões injustas de pessoas, principalmente de negros.


Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/o-que-e-sociologia/o-que-e-racismo.htm. Acesso: 2021.
Com base na leitura do texto e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4372327 Português
Ministério publica normas de qualidade para frutas e verduras 

        O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou normas de qualidade visual para 17 produtos hortícolas, entre eles, as frutas mais comuns na dieta brasileira: maçã, banana, manga, uva e morangos. De acordo com nota divulgada pelo ministério, a medida visa “orientar o consumidor na identificação de produtos próprios para consumo”. Os padrões estão de acordo com uma portaria publicada pelo ministério em 2018 e que apenas agora serão aplicados. O texto exige que os produtos estejam inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. Produtos que apresentarem odores estranhos, sinais de deterioração ou danos profundos não poderão ser comercializados e, em caso de fiscalização, deverão ser destruídos ou descartados pelo comerciante, no ato.

        De acordo com a comerciante Maria de Lurdes Pereira, que vende frutas e hortaliças há 20 anos, a medida é subjetiva e impossível de aplicar. “O olho do consumidor é que determina o que ele precisa. A banana da terra, por exemplo, só serve madura. Se comprar verde, não presta. Aí você me diz que o governo vai colocar uma norma em cima disso. Como vai fiscalizar? Eu não posso vender tomate maduro, que serve para fazer molho, para os meus clientes?”, questiona. Já para Cleiton Augusto dos Santos, funcionário de um posto de distribuição de hortaliças, a medida deve encarecer o custo da feira para os consumidores. “O agricultor pequeno não tem como controlar essas coisas. Como vão controlar a qualidade num nível assim? Vão vender menos, perder muitos produtos e colocar o peso nas costas do consumidor, que vai pagar mais caro”, disse.

        De acordo com o ministério, as novas normas já vigoram na comercialização internacional dos produtos e o governo está apenas replicando procedimentos que já são exigidos na entrada e na saída das alfândegas brasileiras. O Brasil segue normas de exportação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e aderiu ao padrão do Programa de Frutas e Hortaliças em 2017. Segundo o coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”.

        Os padrões já estão em vigor e valem, também, para produtos vendidos na época do Natal, em especial os importados. Auditores fiscais agropecuários poderão abrir caixas e inspecionar produtos disponíveis em pontos que trabalhem com produtos de origem estrangeira.

Fonte:https://www.portalzerohora.com.br/2019/11/ministerio-publica-normas-de-qualidade.htmlhttps://www.portalzerohora.com.br/2019/11/ministeriopublica-normas-dequalidade.html Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Assinale a alternativa que apresente um termo adequado para substituir a expressão em destaque no período, mantendo o sentido original: “De acordo com o ministério, as novas normas já vigoram na comercialização internacional dos produtos e o governo está apenas replicando procedimentos que já são exigidos na entrada e na saída das alfândegas brasileiras”.
Alternativas
Q4372324 Português
Ministério publica normas de qualidade para frutas e verduras 

        O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou normas de qualidade visual para 17 produtos hortícolas, entre eles, as frutas mais comuns na dieta brasileira: maçã, banana, manga, uva e morangos. De acordo com nota divulgada pelo ministério, a medida visa “orientar o consumidor na identificação de produtos próprios para consumo”. Os padrões estão de acordo com uma portaria publicada pelo ministério em 2018 e que apenas agora serão aplicados. O texto exige que os produtos estejam inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. Produtos que apresentarem odores estranhos, sinais de deterioração ou danos profundos não poderão ser comercializados e, em caso de fiscalização, deverão ser destruídos ou descartados pelo comerciante, no ato.

        De acordo com a comerciante Maria de Lurdes Pereira, que vende frutas e hortaliças há 20 anos, a medida é subjetiva e impossível de aplicar. “O olho do consumidor é que determina o que ele precisa. A banana da terra, por exemplo, só serve madura. Se comprar verde, não presta. Aí você me diz que o governo vai colocar uma norma em cima disso. Como vai fiscalizar? Eu não posso vender tomate maduro, que serve para fazer molho, para os meus clientes?”, questiona. Já para Cleiton Augusto dos Santos, funcionário de um posto de distribuição de hortaliças, a medida deve encarecer o custo da feira para os consumidores. “O agricultor pequeno não tem como controlar essas coisas. Como vão controlar a qualidade num nível assim? Vão vender menos, perder muitos produtos e colocar o peso nas costas do consumidor, que vai pagar mais caro”, disse.

        De acordo com o ministério, as novas normas já vigoram na comercialização internacional dos produtos e o governo está apenas replicando procedimentos que já são exigidos na entrada e na saída das alfândegas brasileiras. O Brasil segue normas de exportação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e aderiu ao padrão do Programa de Frutas e Hortaliças em 2017. Segundo o coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”.

        Os padrões já estão em vigor e valem, também, para produtos vendidos na época do Natal, em especial os importados. Auditores fiscais agropecuários poderão abrir caixas e inspecionar produtos disponíveis em pontos que trabalhem com produtos de origem estrangeira.

Fonte:https://www.portalzerohora.com.br/2019/11/ministerio-publica-normas-de-qualidade.htmlhttps://www.portalzerohora.com.br/2019/11/ministeriopublica-normas-dequalidade.html Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4368709 Português
Em relação a compreensão e interpretação de palavra, EFÊMERO significa: 
Alternativas
Q4368707 Português

No sentido da praia, os motoristas encontravam MOROSIDADE em todo o caminho.


Sem acarretar prejuízo a frase, a palavra destacada pode ser substituída por, exceto:

Alternativas
Q4368425 Português
Por que este texto pode mudar seu cérebro — as descobertas da neurociência sobre a leitura

    O título deste texto pode parecer pretensioso, mas ele reafirma um fato científico: a leitura muda a química, a física, o funcionamento e a anatomia do nosso cérebro. A questão é o quanto o ato de ler consegue transformá-lo. Para o neurobiólogo espanhol Francisco Mora, isso depende do texto conseguir despertar nossa curiosidade e, sobretudo, as emoções. "Você só pode aprender o que ama", afirmou Mora em seu livro Neuroeducación, publicado há 8 anos. Este ensaio sobre como a ciência do cérebro pode melhorar o ensino e o aprendizado já vendeu mais de 48 mil cópias e acaba de chegar à sua terceira edição.
    No ano passado, o autor, que também é professor universitário, publicou Neuroeducación y lectura (Neuroeducação e leitura), buscando se aprofundar no que considera "a verdadeira grande revolução humana": a capacidade de ler. Antes de sua palestra no evento Hay Festival Arequipa, no Peru, Mora conversou com a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre o cérebro, a educação e a leitura. Resumimos a conversa aqui em quatro pontos principais.
1. Ler é um processo artificial e recente
    "Conquistamos a capacidade de falar por meio de processos de mutação genética com o Homo habilis, há cerca de 2 a 3 milhões de anos", diz Mora. Desde então, nós nascemos com circuitos neurais da linguagem — embora seja importante lembrar que só aprendemos a falar mediante o contato com os outros. "Pode-se dizer que nascemos com um disco cerebral no qual podemos gravar, mas que ficará vazio se nada for gravado nele", escreveu Mora em Neuroeducación y lectura. A leitura nasceu há cerca de 6 mil anos com a necessidade de se comunicar além das tribos e vilarejos, onde imperava o curto alcance do boca a boca. Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural.
    "Ler é um processo que, por não ser geneticamente codificado (e, portanto, não transmitido de pais para filhos), se repete arduamente em cada ser humano e exige um trabalho duro de aprendizado e memória" que leva anos, quando não a vida inteira, explica no livro. Mas "árduo" não significa "sofrido", diz Mora, que aos 4 anos começou a ser submetido ao "castigo da leitura no colégio" pelo desconhecimento de seus educadores sobre como funciona o cérebro.
2. Aprender a ler muito cedo não torna alguém mais inteligente
    As crianças são "verdadeiras máquinas de aprendizagem" desde o útero, escreve o pesquisador. Na verdade, "o ser humano precisa aprender quase tudo". Ler é um dos grandes marcos no desenvolvimento infantil, algo que enche os pais de orgulho... ou de preocupação. "Quando uma mãe percebe que seu filho de 5 anos ainda tem dificuldade para aprender a ler e que a criança vizinha de 4 anos do outro lado da rua já lê com fluência, ela pode se perguntar: o meu filho é mais desajustado?", exemplifica o autor.
    Acontece que a neurociência tem mostrado que, para aprender a ler, certas partes do cérebro devem ter amadurecido antes. Isso pode acontecer já aos 3 anos de idade, mas em geral se consolida quando as crianças têm 6 ou 7 anos. Por isso, Mora defende que a leitura comece a ser ensinada formalmente aos 7 anos, "uma idade em que, quase certamente, as áreas cerebrais básicas para a leitura estão suficientemente desenvolvidas e maduras em todas as crianças".
    "Esta é precisamente a idade em que se começa a aprender a ler em um país tão avançado na educação quanto é a Finlândia." Esse é um dos exemplos que o pesquisador mais gosta de usar para explicar a importância da neuroeducação, ou seja, uma educação baseada no funcionamento do cérebro. Além do risco de gerar sofrimento e frustração ao colocar uma criança para aprender a ler prematuramente, isso é ineficaz quanto a resultados futuros.
    Em outras palavras, esse início precoce não gera uma vantagem acadêmica nem torna alguém mais inteligente. Por outro lado, há algo a ser feito para ajudar no amadurecimento do cérebro, que tem um componente genético, mas também cultural: crescer com pais que leem traz "uma dimensão emocional que facilita muito o aprendizado da leitura". 3. A internet está gerando um problema de atenção
    "Ninguém duvida que a internet foi uma revolução cultural, criando uma 'era digital' em que a leitura não só é feita mais rapidamente, mas também de uma forma diferente", escreve Mora em Neuroeducación y lectura. Diversos estudos sobre os efeitos da internet nos cérebros de crianças e adolescentes têm mostrado efeitos negativos, desde a diminuição da empatia ao enfraquecimento da capacidade de tomar decisões. 
   Conforme explica o autor em Neuroeducación, para ler precisamos inibir temporariamente "99% de tudo o que normalmente pensamos ou que entra no nosso cérebro e prestarmos atenção em apenas 1% disso". Além disso, ler exige tempo. Já navegar na internet "requer um foco de atenção muito curto e que está em constante mudança". Isso, diz o espanhol, está debilitando um dos muitos tipos de atenção que existem: a atenção executiva. "É aquela que você precisa quando está fazendo um plano de trabalho, aquela que precisa para estudar", explica, acrescentando que se trata de uma atenção "sustentada" e "repousada". Há até quem fale de uma nova forma de atenção, a digital.
    Mora reconhece que hoje não faz sentido memorizar a data de nascimento de uma personalidade histórica, quando o Google pode responder isso rápida e corretamente — mas isso não significa que a memória deixou de ser importante na sala de aula. "É preciso memorizar, e muito, porque suas memórias são o que você é", diz ele. "Não é bom lembrar alguma poesia ou o trecho de algum livro que vá embelezar sua fala?" "Essa é uma dimensão importante da sua individualidade, daquilo que o torna diferente."
4. Ler muda o cérebro (e você)
    Embora o cérebro não seja geneticamente projetado para ler, esse órgão tem uma propriedade fundamental para isso: a plasticidade. A palavra vem do grego "plastikós", que significa "mudança" ou "modelagem". Aprender a ler altera principalmente uma parte do cérebro que tem a função também de identificar formas e detectar rostos — na mesma medida, com a leitura, começamos a processar e construir palavras. "O que (o professor) ensina tem a capacidade de mudar o cérebro das crianças em sua física e química, em sua anatomia e fisiologia, fazendo aumentar algumas sinapses, eliminando outras, formando circuitos neurais cujas funções se expressam no comportamento", escreve Mora em Neuroeducación.
    Mas as transformações não acontecem apenas no nível fisiológico: como diz o autor em seu outro livro, Neuroeducación y lectura, "uma pessoa muda não só com o vivido, mas também com o lido". "Ler não é um ato passivo de absorção do que está escrito em determinado documento ou livro, mas um processo ativo, ou até recreativo ('criar novamente'), em relação ao descrito ali." Como escreveu o filósofo italiano Umberto Eco, em uma citação que Mora adora lembrar: "Quem não lê, aos 70 anos terá vivido apenas uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. Ler é uma imortalidade retroativa."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59129496 Acesso em 13 de novembro de 2021.
Assinale a alternativa correta quanto ao sentido estabelecido com a parte precedente no terceiro parágrafo pelo termo em destaque no período: “Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural”. 
Alternativas
Q4368424 Português
Por que este texto pode mudar seu cérebro — as descobertas da neurociência sobre a leitura

    O título deste texto pode parecer pretensioso, mas ele reafirma um fato científico: a leitura muda a química, a física, o funcionamento e a anatomia do nosso cérebro. A questão é o quanto o ato de ler consegue transformá-lo. Para o neurobiólogo espanhol Francisco Mora, isso depende do texto conseguir despertar nossa curiosidade e, sobretudo, as emoções. "Você só pode aprender o que ama", afirmou Mora em seu livro Neuroeducación, publicado há 8 anos. Este ensaio sobre como a ciência do cérebro pode melhorar o ensino e o aprendizado já vendeu mais de 48 mil cópias e acaba de chegar à sua terceira edição.
    No ano passado, o autor, que também é professor universitário, publicou Neuroeducación y lectura (Neuroeducação e leitura), buscando se aprofundar no que considera "a verdadeira grande revolução humana": a capacidade de ler. Antes de sua palestra no evento Hay Festival Arequipa, no Peru, Mora conversou com a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre o cérebro, a educação e a leitura. Resumimos a conversa aqui em quatro pontos principais.
1. Ler é um processo artificial e recente
    "Conquistamos a capacidade de falar por meio de processos de mutação genética com o Homo habilis, há cerca de 2 a 3 milhões de anos", diz Mora. Desde então, nós nascemos com circuitos neurais da linguagem — embora seja importante lembrar que só aprendemos a falar mediante o contato com os outros. "Pode-se dizer que nascemos com um disco cerebral no qual podemos gravar, mas que ficará vazio se nada for gravado nele", escreveu Mora em Neuroeducación y lectura. A leitura nasceu há cerca de 6 mil anos com a necessidade de se comunicar além das tribos e vilarejos, onde imperava o curto alcance do boca a boca. Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural.
    "Ler é um processo que, por não ser geneticamente codificado (e, portanto, não transmitido de pais para filhos), se repete arduamente em cada ser humano e exige um trabalho duro de aprendizado e memória" que leva anos, quando não a vida inteira, explica no livro. Mas "árduo" não significa "sofrido", diz Mora, que aos 4 anos começou a ser submetido ao "castigo da leitura no colégio" pelo desconhecimento de seus educadores sobre como funciona o cérebro.
2. Aprender a ler muito cedo não torna alguém mais inteligente
    As crianças são "verdadeiras máquinas de aprendizagem" desde o útero, escreve o pesquisador. Na verdade, "o ser humano precisa aprender quase tudo". Ler é um dos grandes marcos no desenvolvimento infantil, algo que enche os pais de orgulho... ou de preocupação. "Quando uma mãe percebe que seu filho de 5 anos ainda tem dificuldade para aprender a ler e que a criança vizinha de 4 anos do outro lado da rua já lê com fluência, ela pode se perguntar: o meu filho é mais desajustado?", exemplifica o autor.
    Acontece que a neurociência tem mostrado que, para aprender a ler, certas partes do cérebro devem ter amadurecido antes. Isso pode acontecer já aos 3 anos de idade, mas em geral se consolida quando as crianças têm 6 ou 7 anos. Por isso, Mora defende que a leitura comece a ser ensinada formalmente aos 7 anos, "uma idade em que, quase certamente, as áreas cerebrais básicas para a leitura estão suficientemente desenvolvidas e maduras em todas as crianças".
    "Esta é precisamente a idade em que se começa a aprender a ler em um país tão avançado na educação quanto é a Finlândia." Esse é um dos exemplos que o pesquisador mais gosta de usar para explicar a importância da neuroeducação, ou seja, uma educação baseada no funcionamento do cérebro. Além do risco de gerar sofrimento e frustração ao colocar uma criança para aprender a ler prematuramente, isso é ineficaz quanto a resultados futuros.
    Em outras palavras, esse início precoce não gera uma vantagem acadêmica nem torna alguém mais inteligente. Por outro lado, há algo a ser feito para ajudar no amadurecimento do cérebro, que tem um componente genético, mas também cultural: crescer com pais que leem traz "uma dimensão emocional que facilita muito o aprendizado da leitura". 3. A internet está gerando um problema de atenção
    "Ninguém duvida que a internet foi uma revolução cultural, criando uma 'era digital' em que a leitura não só é feita mais rapidamente, mas também de uma forma diferente", escreve Mora em Neuroeducación y lectura. Diversos estudos sobre os efeitos da internet nos cérebros de crianças e adolescentes têm mostrado efeitos negativos, desde a diminuição da empatia ao enfraquecimento da capacidade de tomar decisões. 
   Conforme explica o autor em Neuroeducación, para ler precisamos inibir temporariamente "99% de tudo o que normalmente pensamos ou que entra no nosso cérebro e prestarmos atenção em apenas 1% disso". Além disso, ler exige tempo. Já navegar na internet "requer um foco de atenção muito curto e que está em constante mudança". Isso, diz o espanhol, está debilitando um dos muitos tipos de atenção que existem: a atenção executiva. "É aquela que você precisa quando está fazendo um plano de trabalho, aquela que precisa para estudar", explica, acrescentando que se trata de uma atenção "sustentada" e "repousada". Há até quem fale de uma nova forma de atenção, a digital.
    Mora reconhece que hoje não faz sentido memorizar a data de nascimento de uma personalidade histórica, quando o Google pode responder isso rápida e corretamente — mas isso não significa que a memória deixou de ser importante na sala de aula. "É preciso memorizar, e muito, porque suas memórias são o que você é", diz ele. "Não é bom lembrar alguma poesia ou o trecho de algum livro que vá embelezar sua fala?" "Essa é uma dimensão importante da sua individualidade, daquilo que o torna diferente."
4. Ler muda o cérebro (e você)
    Embora o cérebro não seja geneticamente projetado para ler, esse órgão tem uma propriedade fundamental para isso: a plasticidade. A palavra vem do grego "plastikós", que significa "mudança" ou "modelagem". Aprender a ler altera principalmente uma parte do cérebro que tem a função também de identificar formas e detectar rostos — na mesma medida, com a leitura, começamos a processar e construir palavras. "O que (o professor) ensina tem a capacidade de mudar o cérebro das crianças em sua física e química, em sua anatomia e fisiologia, fazendo aumentar algumas sinapses, eliminando outras, formando circuitos neurais cujas funções se expressam no comportamento", escreve Mora em Neuroeducación.
    Mas as transformações não acontecem apenas no nível fisiológico: como diz o autor em seu outro livro, Neuroeducación y lectura, "uma pessoa muda não só com o vivido, mas também com o lido". "Ler não é um ato passivo de absorção do que está escrito em determinado documento ou livro, mas um processo ativo, ou até recreativo ('criar novamente'), em relação ao descrito ali." Como escreveu o filósofo italiano Umberto Eco, em uma citação que Mora adora lembrar: "Quem não lê, aos 70 anos terá vivido apenas uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. Ler é uma imortalidade retroativa."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59129496 Acesso em 13 de novembro de 2021.
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4365829 Português
“Time Out” escolhe os bairros “mais legais do mundo” em 2021

        Um centro gastronômico na capital dinamarquesa com novos negócios que prosperaram mesmo no auge da pandemia foi considerado o bairro mais legal do mundo pela revista “Time Out”. Nørrebro, em Copenhague, liderou a lista de 2021 da publicação global. A seleção foi compilada usando uma pesquisa com cerca de 27 mil pessoas que vivem em cidades em todo o mundo, analisada pela equipe global de editores da “Time Out”.

        Para a publicação, o espírito comunitário desempenhou um papel importante na seleção dos melhores distritos na esteira da Covid-19. “A pandemia foi bastante devastadora para as cidades e para as empresas de cultura e hospitalidade”, opinou Caroline McGinn, editorachefe global da “Time Out”, ao CNN Travel. “Mas cada um desses lugares tem sua própria história para contar sobre como as pessoas se uniram para apoiar umas às outras – e como inventaram uma nova cultura ao longo dessa trajetória”.

        Andersonville, em Chicago, conhecido por sua cena LGBTQIA+ próspera e pelos espaços verdes, ficou em segundo lugar na lista. Já o histórico bairro de Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, ficou em terceiro lugar. O quarto lugar ficou com o bairro de Leith, em Edimburgo, uma antiga área industrial da cidade que tem uma cena criativa emergente e uma lista crescente de restaurantes bem cotados. Completando os cinco primeiros está o artístico Station District de Vilnius, na Lituânia, elogiado pela “Time Out” por sua street art e a cena de bares. 

        O bairro número um, Nørrebro, foi recomendado pela “Time Out” não apenas por causa de seu comércio movimentado, com endereços antigos e novos, mas também por suas recentes iniciativas comunitárias, incluindo o programa de domingo sem carros e uma exposição de arte interativa chamada Usynglige Stier (“Caminhos invisíveis”). 

        Copenhague também foi recentemente reconhecida como a cidade “mais segura” do mundo pelo Índice de Cidades Seguras (SCI, na sigla em inglês) da Economist Intelligence Unit. Nesta semana, o restaurante Noma, um marco contemporâneo de Copenhague, também foi eleito o melhor do mundo.
        
        “As classificações da pesquisa não são o único ponto que importa, também pensamos na „vibe‟, na atmosfera do bairro”, disse McGinn, explicando que os editores aprimoraram a lista aplicando uma perspectiva localizada. “Os bairros das grandes cidades são dinâmicos, mudam rapidamente. E isso traz uma coisa muito boa: olhar para algumas das ideias interessantes que viraram realidade de forma muito veloz durante a Covid-19”.

        A “Time Out” também diz que a sustentabilidade está na vanguarda de decisão: o segundo bairro mais legal, Andersonville, Chicago, foi celebrado por seu programa de compostagem ecologicamente correto, chamado Clark Free Composts, enquanto Sai Kung, em Hong Kong, nono na lista, foi elogiado por suas lojas com zero resíduos e o grupo ambientalista Friends of Sai Kung.

        McGinn disse que a pesquisa destacou como as cidades foram afetadas pela pandemia de forma diferente, mas um fator unificador foi “uma grande mudança em direção ao localismo e hiperlocalismo, que veio para ficar”.

        “As pessoas frequentavam seus bairros, dependiam deles para seu sustento, para a vida da comunidade e social e, em muitos casos, se apaixonavam por eles”, disse a editora-chefe.

        A publicação também destacou empresas e pontos de referência obrigatórios para cada bairro – entre eles locais de música ao vivo como o Corner Hotel em Richmond, Melbourne (número 10) e a cafeteria Graine D‟Or em Ngor, Dakar (número oito).

        Para a editora-chefe, os pontos de referência são a “alma de nossas cidades”. “Quando a „Time Out‟ faz a curadoria do melhor das cidades, nossos editores buscam surpresas alegres: os novos pontos fora do radar que não têm um departamento de marketing habilidoso, mas são maravilhosos. Procuramos todas as coisas óbvias – sabor, autenticidade, excelência – mas também o ingrediente secreto, locais onde a vibração e a experiência realmente mexem com o ambiente e parecem definitivas para este lugar e época”.

Fonte: https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/cultura/time-out-escolheos-bairros-mais-legais-do-mundo-em-2021/ Acesso em 08 de outubro de 2021. 
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4365800 Português
Brasil registra alta de 50% em internações por Covid em crianças de até 9 anos

    Em seis meses, o Brasil registrou um aumento de 50% em internações de crianças menores de 9 anos com quadro de Covid-19. Os dados do Ministério da Saúde mostram o total de 15.483 casos de janeiro a julho de 2021. De abril a dezembro de 2020, foram registrados 10.352 atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
    Para especialistas, crianças continuam sendo menos afetadas com a doença, mas a situação acende um alerta para o reforço dos cuidados nessa faixa etária, diante das flexibilizações, cada vez mais aceleradas.
   O pediatra infectologista Márcio Nehab, médico do Instituto Fernandes de Figueira (IFF), da Fiocruz, explica que um dos principais fatores, provavelmente, é que as crianças voltaram às atividades normais. “As crianças voltaram a ir para as escolas. E aí, obviamente, com maior quantidade de crianças circulando, frequentando clubes, parques, praças e jardins, a infecção viral, que sempre ocorreu entre eles, voltou a acontecer. Então essa é uma possibilidade.”, conta Nehab.
  Já para o presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, o calendário da vacinação adulta é extremamente importante para o controle dessa transmissibilidade. “As crianças e os adolescentes representam menos de 1,5% do total de internações e 0,34% do total de óbitos. Continuam sendo afetadas desproporcionalmente em relação aos adultos. Daí a importância de primeiro vacinarmos os adultos para iniciarmos depois a vacinação dos adolescentes, onde a doença também não é negligenciável. Apesar de proporcionalmente o número ser menor, o número de casos justifica a vacinação com imunizantes seguros e aprovados.”
    Kfouri completou que o comportamento da Covid-19 continua o mesmo nas crianças e adolescentes. Segundo o médico, este ano, registramos muito mais casos, hospitalizações e óbitos do que em 2020, em todas as faixas etárias.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/brasil-registra-alta-de-50-eminternacoes-por-covid-em-criancas-de-ate-9-anos/ Acesso em 08 de outubro de 2021 
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado, considerando o contexto do texto, para o termo em destaque no período: “Para especialistas, crianças continuam sendo menos afetadas com a doença, mas a situação acende um alerta para o reforço dos cuidados nessa faixa etária, diante das flexibilizações, cada vez mais aceleradas”. 
Alternativas
Q4365799 Português
Brasil registra alta de 50% em internações por Covid em crianças de até 9 anos

    Em seis meses, o Brasil registrou um aumento de 50% em internações de crianças menores de 9 anos com quadro de Covid-19. Os dados do Ministério da Saúde mostram o total de 15.483 casos de janeiro a julho de 2021. De abril a dezembro de 2020, foram registrados 10.352 atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
    Para especialistas, crianças continuam sendo menos afetadas com a doença, mas a situação acende um alerta para o reforço dos cuidados nessa faixa etária, diante das flexibilizações, cada vez mais aceleradas.
   O pediatra infectologista Márcio Nehab, médico do Instituto Fernandes de Figueira (IFF), da Fiocruz, explica que um dos principais fatores, provavelmente, é que as crianças voltaram às atividades normais. “As crianças voltaram a ir para as escolas. E aí, obviamente, com maior quantidade de crianças circulando, frequentando clubes, parques, praças e jardins, a infecção viral, que sempre ocorreu entre eles, voltou a acontecer. Então essa é uma possibilidade.”, conta Nehab.
  Já para o presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, o calendário da vacinação adulta é extremamente importante para o controle dessa transmissibilidade. “As crianças e os adolescentes representam menos de 1,5% do total de internações e 0,34% do total de óbitos. Continuam sendo afetadas desproporcionalmente em relação aos adultos. Daí a importância de primeiro vacinarmos os adultos para iniciarmos depois a vacinação dos adolescentes, onde a doença também não é negligenciável. Apesar de proporcionalmente o número ser menor, o número de casos justifica a vacinação com imunizantes seguros e aprovados.”
    Kfouri completou que o comportamento da Covid-19 continua o mesmo nas crianças e adolescentes. Segundo o médico, este ano, registramos muito mais casos, hospitalizações e óbitos do que em 2020, em todas as faixas etárias.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/brasil-registra-alta-de-50-eminternacoes-por-covid-em-criancas-de-ate-9-anos/ Acesso em 08 de outubro de 2021 
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4365684 Português
Paul McCartney diz que foi John Lennon quem causou rompimento dos Beatles

    Quando a maior banda da história musical britânica, “The Beatles“, se separou em 1970, os fãs apontaram o dedo para o vocalista e baixista Paul McCartney. Agora, mais de meio século depois, McCartney revelou que foi, de fato, John Lennon quem instigou a separação da banda.
    Em uma entrevista à BBC Radio 4 ainda a ser divulgada, McCartney contou ao jornalista John Wilson: “John entrou na sala um dia e disse: „Estou saindo dos Beatles‟. E ele disse: „É muito emocionante. É um pouco como um divórcio‟. E então ficamos para colher os pedaços”, afirmou McCartney em uma prévia que foi ao ar no programa “Today Monday”.
   Enquanto Wilson destacou que McCartney foi quem processou seus companheiros de banda para acabar com a parceria comercial, ele também disse que a condição de culpado pela separação da banda teria “frustrado McCartney por meio século”. McCartney disse que a decisão de Lennon de deixar a banda foi impulsionada por sua busca pela justiça social, incluindo movimentos como o “bagism”, em que Lennon e sua esposa, Yoko Ono, usavam sacolas de pano para incitar as pessoas a não julgar os outros baseado em sua aparência. Lennon e Ono também fizeram a campanha “bed-ins” pela paz em Amsterdã e Montreal em 1969, quando ambos se deitaram em quartos de hotel por uma semana em protesto contra conflitos, particularmente a Guerra do Vietnã.
    “O ponto é que John realmente estava vivendo uma nova vida com a Yoko. Ele queria entrar em uma sacola e ficar deitado na cama por uma semana, em Amsterdã, pela paz”, disse McCartney. “Não se discutia contra isso”. McCartney descreveu a separação como o “período mais difícil” de sua vida e disse imaginar que os Beatles continuariam por mais tempo se Lennon não tivesse instigado a separação. “Os Beatles estavam se separando e esta era minha banda, este era meu trabalho, esta era minha vida”, disse ele. “Eu queria que continuasse, achava que estávamos fazendo coisas muito boas – „Abbey Road‟, „Let It Be,‟ nada mal”.
    McCartney lançará um livro de comentários sobre suas composições no próximo mês, que será editado pelo poeta irlandês Paul Muldoon e incluirá canções escritas para os Beatles. Ele também disse a Wilson que ele e Lennon tinham escrito uma peça de quatro páginas no gênero “kitchen sink” antes de começarem a banda.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/paul-mccartney-diz-quefoi-john-lennon-quem-causou-rompimento-dos-beatles/ Acesso em 08 de outubro de 2021.
Assinale a alternativa correta quanto ao tipo textual predominante no texto: 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: SES-PB Prova: VUNESP - 2021 - SES-PB - Assessor de Imprensa |
Q4363812 Português
Assinale a alternativa que contém o título construído com eufemismo.
Alternativas
Q4363271 Português

Leia o texto, para responder à questão.



    O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.


    Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler. 


    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.


    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.


    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.


    Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de per da e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:

Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)

No tocante à experiência vivida com seu pai na descoberta da leitura, o narrador conclui que tal passagem
Alternativas
Q4363270 Português

Leia o texto, para responder à questão.



    O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.


    Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler. 


    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.


    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.


    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.


    Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de per da e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:

Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)

A surpresa do narrador diante da solicitação do pai para que lhe trouxesse um livro deveu-se
Alternativas
Q4362251 Português

Leia o texto, para responder à questão.



    O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.

    Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler.

    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.

    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

    Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.



(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:

Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)

A seguinte frase do texto caracteriza-se pelo emprego de palavras ou expressões em sentido figurado:
Alternativas
Q4362250 Português

Leia o texto, para responder à questão.



    O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.

    Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler.

    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.

    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

    Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.



(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:

Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)

O termo destacado na frase “… peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala.” forma uma expressão indicativa de
Alternativas
Respostas
45221: A
45222: A
45223: A
45224: C
45225: B
45226: A
45227: C
45228: E
45229: C
45230: D
45231: E
45232: B
45233: B
45234: A
45235: B
45236: D
45237: D
45238: C
45239: E
45240: B