Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3727542 Português
TEXTO 1


A lenda de Itararé


Em tempos idos, a nação indígena que vivia às margens do Paranapanema resolveu abandonar a região, escapando assim às atrocidades praticadas pelos brancos invasores.

Uma noite, porém, já em viagem, quando despertaram, estavam os índios completamente cercados e só à força de tacape conseguiram abrir caminho por entre os adversários; mas, na fuga, uma das mulheres mais formosas da aldeia – Jaíra – caiu sob o poder do chefe do bando contrário, homem forte e valoroso.

Reuniram-se as nações indígenas convocadas, e durante uma lua inteira se prepararam para a guerra. Efetuaram a festa do preparo do curare, também chamado uirari. Era a mulher mais velha da aldeia quem tinha a honra de preparar o veneno; vestia-se com penas vermelhas, escutava o canto dos pajés e partia para o mato, de onde voltava carregada de ervas. Quando o curare ficava pronto, os vapores da panela subiam; ela os aspirava e caía morta. Assim se fez.

Depois de esfriado o curare, começou a dança em torno à panela, ervando todos os guerreiros as suas flechas. Antes de se iniciar a batalha, chegou um velho de muito longe e entrou a aconselhar, secretamente, os pajés: na guerra contra os brancos, que usavam armas de fogo, só deviam esperar a morte; eles eram muitos e sabiam defender-se; o que deviam fazer era o seguinte:

− Um dos nossos ocultará, perto do acampamento inimigo, filtros de amor que conhecemos, a fim de o chefe ficar apaixonado por Jaíra, e após deverá apresentar-se aos brancos como desertor da aldeia, para trabalhar com eles. Assim terá oportunidade de falar com ela e entregar-lhe drogas preparadas pela tribo. E um dia, quando todos estiverem adormecidos pelo ariru, servido no banquete, os guerreiros indígenas, em massa, atacarão subitamente os inimigos, de tacape em punho. Não escapará nenhum dos brancos, cujos cadáveres serão lançados aos corvos.

Tal plano foi aceito pelos pajés.

No dia seguinte partiu o guerreiro, levando os filtros de amor, mas os índios em vão esperaram (como estava combinado) pelo canto da saracuara, três vezes em noite de lua nova.

É que o chefe se apaixonara pela linda bugra, e Jaíra também se apaixonara pelo moço, de modo que o guerreiro enviado regressou sem nada haver conseguido.

O tenente Antônio de Sá (assim se chamava o chefe) era casado e residia em Santos, e quando sua esposa soube do amor que o ligava a Jaíra, fez que seu pai a conduzisse ao acampamento dos brancos, onde ela chegou, uma tarde, com muitos pajens e comitiva luzida.

Houve disputa entre os esposos, e, no dia seguinte, Jaíra, muito desgostosa, resolveu partir, dizendo ao tenente que ia esperá-lo à beira do rio Itararé, a fim de fugirem, à noite, pela floresta. E rematou:

− Quando a lua for descendo pelos morros azuis eu cantarei três vezes como a araponga branca, e, se você não comparecer ao lugar da espera, ligarei os pés com um cipó e me atirarei ao rio.

E pôs-se a caminho, deixando, em lágrimas, o moço. À noite, ouviu-se três vezes o canto da araponga branca, mas o chefe dos brancos não foi procurar Jaíra.

Medonha e súbita tempestade revolucionou, então, aquela região, caindo raios numerosos que vitimaram muitos bois, reduzindo bastante os animais do tenente Antônio de Sá.

Ao amanhecer, o chefe foi a cavalo, acompanhado por um pajem, à pedra indicada por Jaíra, mas só achou ali a roupa da infeliz criatura, com uma coroa de flores de maracujá do mato, em cima. O tenente soltou um grito de desespero, e ficou tão alucinado, que se lançou à corrente e não veio mais a terra.

A senhora branca soube do ocorrido, dirigiu-se a cavalo ao rio, onde só viu a roupa de Jaíra e o lugar em que sucumbira o esposo, e em pranto, a vociferar, amaldiçoou o rio em que cuspiu três vezes. Então as águas cavaram o solo e se esconderam no fundo da terra, os peixes ficaram cegos, a mata fanou-se e morreu!...

Contam que quem descia, de noite, à gruta de Itararé veria Jaíra, vestida de branco, com a grinalda de flores de maracujá, tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada, matava os viajantes, tirava-lhes o sangue e com ele ia ver se reanimava o seu morto querido.

Dizem, em época mais recente, que a penitência já se acabou; e um dia, quando menos se esperar, as águas do rio hão de abrir de novo as suas margens e hão de espalhar-se pela terra, para refletir, à noite, o fulgor de todas as estrelas.


CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. 9. ed. São Paulo: Global, 2005. p. 93-96.
Assinale a alternativa que expressa corretamente fatos do enredo do Texto 1.
Alternativas
Q3727541 Português
TEXTO 1


A lenda de Itararé


Em tempos idos, a nação indígena que vivia às margens do Paranapanema resolveu abandonar a região, escapando assim às atrocidades praticadas pelos brancos invasores.

Uma noite, porém, já em viagem, quando despertaram, estavam os índios completamente cercados e só à força de tacape conseguiram abrir caminho por entre os adversários; mas, na fuga, uma das mulheres mais formosas da aldeia – Jaíra – caiu sob o poder do chefe do bando contrário, homem forte e valoroso.

Reuniram-se as nações indígenas convocadas, e durante uma lua inteira se prepararam para a guerra. Efetuaram a festa do preparo do curare, também chamado uirari. Era a mulher mais velha da aldeia quem tinha a honra de preparar o veneno; vestia-se com penas vermelhas, escutava o canto dos pajés e partia para o mato, de onde voltava carregada de ervas. Quando o curare ficava pronto, os vapores da panela subiam; ela os aspirava e caía morta. Assim se fez.

Depois de esfriado o curare, começou a dança em torno à panela, ervando todos os guerreiros as suas flechas. Antes de se iniciar a batalha, chegou um velho de muito longe e entrou a aconselhar, secretamente, os pajés: na guerra contra os brancos, que usavam armas de fogo, só deviam esperar a morte; eles eram muitos e sabiam defender-se; o que deviam fazer era o seguinte:

− Um dos nossos ocultará, perto do acampamento inimigo, filtros de amor que conhecemos, a fim de o chefe ficar apaixonado por Jaíra, e após deverá apresentar-se aos brancos como desertor da aldeia, para trabalhar com eles. Assim terá oportunidade de falar com ela e entregar-lhe drogas preparadas pela tribo. E um dia, quando todos estiverem adormecidos pelo ariru, servido no banquete, os guerreiros indígenas, em massa, atacarão subitamente os inimigos, de tacape em punho. Não escapará nenhum dos brancos, cujos cadáveres serão lançados aos corvos.

Tal plano foi aceito pelos pajés.

No dia seguinte partiu o guerreiro, levando os filtros de amor, mas os índios em vão esperaram (como estava combinado) pelo canto da saracuara, três vezes em noite de lua nova.

É que o chefe se apaixonara pela linda bugra, e Jaíra também se apaixonara pelo moço, de modo que o guerreiro enviado regressou sem nada haver conseguido.

O tenente Antônio de Sá (assim se chamava o chefe) era casado e residia em Santos, e quando sua esposa soube do amor que o ligava a Jaíra, fez que seu pai a conduzisse ao acampamento dos brancos, onde ela chegou, uma tarde, com muitos pajens e comitiva luzida.

Houve disputa entre os esposos, e, no dia seguinte, Jaíra, muito desgostosa, resolveu partir, dizendo ao tenente que ia esperá-lo à beira do rio Itararé, a fim de fugirem, à noite, pela floresta. E rematou:

− Quando a lua for descendo pelos morros azuis eu cantarei três vezes como a araponga branca, e, se você não comparecer ao lugar da espera, ligarei os pés com um cipó e me atirarei ao rio.

E pôs-se a caminho, deixando, em lágrimas, o moço. À noite, ouviu-se três vezes o canto da araponga branca, mas o chefe dos brancos não foi procurar Jaíra.

Medonha e súbita tempestade revolucionou, então, aquela região, caindo raios numerosos que vitimaram muitos bois, reduzindo bastante os animais do tenente Antônio de Sá.

Ao amanhecer, o chefe foi a cavalo, acompanhado por um pajem, à pedra indicada por Jaíra, mas só achou ali a roupa da infeliz criatura, com uma coroa de flores de maracujá do mato, em cima. O tenente soltou um grito de desespero, e ficou tão alucinado, que se lançou à corrente e não veio mais a terra.

A senhora branca soube do ocorrido, dirigiu-se a cavalo ao rio, onde só viu a roupa de Jaíra e o lugar em que sucumbira o esposo, e em pranto, a vociferar, amaldiçoou o rio em que cuspiu três vezes. Então as águas cavaram o solo e se esconderam no fundo da terra, os peixes ficaram cegos, a mata fanou-se e morreu!...

Contam que quem descia, de noite, à gruta de Itararé veria Jaíra, vestida de branco, com a grinalda de flores de maracujá, tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada, matava os viajantes, tirava-lhes o sangue e com ele ia ver se reanimava o seu morto querido.

Dizem, em época mais recente, que a penitência já se acabou; e um dia, quando menos se esperar, as águas do rio hão de abrir de novo as suas margens e hão de espalhar-se pela terra, para refletir, à noite, o fulgor de todas as estrelas.


CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. 9. ed. São Paulo: Global, 2005. p. 93-96.
O Texto 1 é do gênero lenda e, por isso, apresenta determinadas características específicas que o determinam como tal. Assinale a alternativa que explica corretamente uma dessas características presentes no texto.
Alternativas
Q3679147 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. (L.46-48)


O trecho sublinhado no período acima, em relação ao segmento anterior, desempenha papel de

Alternativas
Q3679145 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

De acordo com a intenção do texto, somando-se os diversos discursos nele presentes, é correto afirmar que sua tipologia se classifica como texto
Alternativas
Q3679144 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho. (L.1- 2)


Em relação ao segmento acima, analise as afirmativas as seguir:


I. Há uma relação de causalidade entre os dois períodos.


II. A intenção de produção de sentido é construir uma ironia.


III. Como a relação de oposição se dá no âmbito da causalidade, o segmento é paradoxal.


Assinale 

Alternativas
Q3679143 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Em relação à leitura do texto e suas inferências, analise as afirmativas a seguir:


I. O aumento de idosos é positivo quando comprova o aumento da expectativa de vida, mas é negativo uma vez que provoca a existência de maiores desigualdades sociais.


II. No meio do século o percentual de idosos no Brasil superará a média mundial, o que demanda uma atenção maior hoje, em função da necessidade de se pensarem políticas públicas adequadas.


III. As mulheres apresentam expectativa de vida maior do que a dos homens, o que pode gerar problemas sociais, além de insegurança econômica.


Assinale 

Alternativas
Q3669466 Português
O termo em destaque na frase: “e agora o Dinho Ouro Preto/vai transformar sua cabeça em coreto” encerra qual dos significados abaixo?
Alternativas
Q3669465 Português
Assinale a alternativa em que o termo / expressão em destaque NÃO esteja empregado em seu sentido conotativo. 
Alternativas
Q3669463 Português
Vida e morte das agendas


Começamos por cancelar os mortos. Depois, os telefones fixos. E, por fim, a própria agenda.


Ruy Castro


Agendas de telefones precisam ser refeitas de anos em anos, de acordo com o número de pessoas que entram e saem de nossa vida. De repente não cabe mais ninguém. Nomes que, um dia, foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante passam para a categoria do “quem era mesmo?”. Tornam-se nomes sem rosto, tragados pela nossa desmemória. Mas o pior é o doloroso processo de suprimir os mortos. 


É incrível quantos amigos ou conhecidos têm o hábito de nos deixar a cada dez ou 15 anos. As agendas são um registro macabro dessa fatalidade. Conheço gente que desenha uma caveirinha (com as tíbias cruzadas) ao lado dos nomes das pessoas que morreram. Pode ser prático, mas é cruel e, ao mesmo tempo, cômico — aquela fila de caveirinhas na margem das páginas faz da agenda um gibi de terror. Imagine se essa agenda cai em mãos de um parente dos falecidos.


De algum tempo para cá, outro tipo de supressão ficou obrigatório: o dos telefones fixos. Se a agenda anterior contém o número do telefone fixo e do celular de cada pessoa, e você tenta ligar para um e para outro a fim de certificar-se de que continuam valendo, ficará espantado com quantos fixos, de repente, passaram a dar aquele sinal diferente de ocupado — característico dos telefones que foram desativados, não existem mais. É terrível constatar que até os seus companheiros de geração reduziram-se ao celular. 


Para completar, as próprias agendas de papel estão em xeque. Mesmo entre os coroas, quase ninguém mais as usa — os números de telefones são anotados diretamente no celular. Mas o que acontece quando, até por serem coroas, têm o celular roubado ou o esquecem em algum lugar, e já jogaram fora o velho caderno ensebado?


Talvez as agendas do futuro sejam gravadas diretamente no cérebro — no mísero cérebro humano, arcaico, analógico, que ainda é o nosso.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/11/vida-e-morte-das-agendas.shtml
Assinale a alternativa em que o trecho transcrito expresse uma relação de concessão.
Alternativas
Q3669462 Português
Vida e morte das agendas


Começamos por cancelar os mortos. Depois, os telefones fixos. E, por fim, a própria agenda.


Ruy Castro


Agendas de telefones precisam ser refeitas de anos em anos, de acordo com o número de pessoas que entram e saem de nossa vida. De repente não cabe mais ninguém. Nomes que, um dia, foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante passam para a categoria do “quem era mesmo?”. Tornam-se nomes sem rosto, tragados pela nossa desmemória. Mas o pior é o doloroso processo de suprimir os mortos. 


É incrível quantos amigos ou conhecidos têm o hábito de nos deixar a cada dez ou 15 anos. As agendas são um registro macabro dessa fatalidade. Conheço gente que desenha uma caveirinha (com as tíbias cruzadas) ao lado dos nomes das pessoas que morreram. Pode ser prático, mas é cruel e, ao mesmo tempo, cômico — aquela fila de caveirinhas na margem das páginas faz da agenda um gibi de terror. Imagine se essa agenda cai em mãos de um parente dos falecidos.


De algum tempo para cá, outro tipo de supressão ficou obrigatório: o dos telefones fixos. Se a agenda anterior contém o número do telefone fixo e do celular de cada pessoa, e você tenta ligar para um e para outro a fim de certificar-se de que continuam valendo, ficará espantado com quantos fixos, de repente, passaram a dar aquele sinal diferente de ocupado — característico dos telefones que foram desativados, não existem mais. É terrível constatar que até os seus companheiros de geração reduziram-se ao celular. 


Para completar, as próprias agendas de papel estão em xeque. Mesmo entre os coroas, quase ninguém mais as usa — os números de telefones são anotados diretamente no celular. Mas o que acontece quando, até por serem coroas, têm o celular roubado ou o esquecem em algum lugar, e já jogaram fora o velho caderno ensebado?


Talvez as agendas do futuro sejam gravadas diretamente no cérebro — no mísero cérebro humano, arcaico, analógico, que ainda é o nosso.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/11/vida-e-morte-das-agendas.shtml
Sobre o texto lido, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3661183 Português
Até que ponto o piloto automático de um avião é automático?


      De acordo com Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, o piloto automático não decide nada – apenas segue instruções. Se o piloto humano ordenar que o avião suba para 30 mil pés, por exemplo, o computador se encarrega de mudar a altitude, mantendo as outras variáveis constantes.

     Quando há turbulência, o piloto automático desliga por conta própria. Se o comandante não considerar prudente lidar com o tempo ruim no modo manual, ele pode dar ao avião instruções para que ele desvie das nuvens. De novo: o avião até topa ___________ o comando, mas vai só obedecer, sem decidir.

    Além de não gostar de ventanias e temporais, o piloto automático também é desligado por ____________ quando o humano comete um erro ao operá-lo.

    Decolagem e pouso também são delicados: a primeira é inteiramente responsabilidade do piloto humano. Já no pouso, o automático leva o avião até muito ___________ da pista, mas o controle volta para o manual imediatamente antes de o avião tocar o chão.

    É bom lembrar que o piloto automático é apenas um dos muitos sistemas que ajudam a guiar o avião. Ele faz parte do controle automático, que inclui também softwares estabilizadores e um sistema que “filtra” as ações do piloto, tornando-as mais suaves.


(Fonte: Abril - adaptado.)
No trecho “(...) um sistema que ‘filtra’ as ações do piloto, tornando-as mais suaves.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q3661182 Português
Até que ponto o piloto automático de um avião é automático?


      De acordo com Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, o piloto automático não decide nada – apenas segue instruções. Se o piloto humano ordenar que o avião suba para 30 mil pés, por exemplo, o computador se encarrega de mudar a altitude, mantendo as outras variáveis constantes.

     Quando há turbulência, o piloto automático desliga por conta própria. Se o comandante não considerar prudente lidar com o tempo ruim no modo manual, ele pode dar ao avião instruções para que ele desvie das nuvens. De novo: o avião até topa ___________ o comando, mas vai só obedecer, sem decidir.

    Além de não gostar de ventanias e temporais, o piloto automático também é desligado por ____________ quando o humano comete um erro ao operá-lo.

    Decolagem e pouso também são delicados: a primeira é inteiramente responsabilidade do piloto humano. Já no pouso, o automático leva o avião até muito ___________ da pista, mas o controle volta para o manual imediatamente antes de o avião tocar o chão.

    É bom lembrar que o piloto automático é apenas um dos muitos sistemas que ajudam a guiar o avião. Ele faz parte do controle automático, que inclui também softwares estabilizadores e um sistema que “filtra” as ações do piloto, tornando-as mais suaves.


(Fonte: Abril - adaptado.)
Em relação ao texto, analisar os itens abaixo:

I. O piloto automático nunca desliga por conta própria, nem quando há turbulência.
II. A decolagem é inteiramente responsabilidade do piloto humano.
III. O piloto automático tem autonomia para decidir, pois não segue instruções.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3381456 Português

Leia o fragmento seguinte para responder à questão.


“Um dia ela se move e tira o peito da nossa boca. Aí, a gente dá uma babada, olha em volta, reclama porque não está vendo o seio da mãe, não está vendo aquele organismo materno alimentando toda a nossa gana de vida,...” (linhas 25-28). 

O emprego das expressões sublinhadas “aí”, “a gente” exemplifica a variação linguística
Alternativas
Q3381454 Português

Leia o fragmento seguinte para responder à questão.


“Um dia ela se move e tira o peito da nossa boca. Aí, a gente dá uma babada, olha em volta, reclama porque não está vendo o seio da mãe, não está vendo aquele organismo materno alimentando toda a nossa gana de vida,...” (linhas 25-28). 

O trecho em destaque é uma
Alternativas
Q3381444 Português

Leia o fragmento seguinte para responder a questão.


“Esses dois componentes são modulados pelas culturas e pelas sociedades, mas não é sobre modulação cultural que irei discorrer: antes de mais nada, tentarei indicá-los.”(linhas 18-19)

Em “...antes de mais nada, tentarei indicá-los”, o vocábulo em destaque é uma forma pronominal coesiva
Alternativas
Q3367950 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
De acordo com o expresso no texto, podese inferir que ler um clássico significa, EXCETO: 
Alternativas
Q3367949 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
No excerto Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam” (2º parágrafo), o segmento destacado estabelece com o restante da frase a relação semântica de:
Alternativas
Q3367948 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
Quais figuras de linguagem encontram-se respectivamente apresentadas, nos segmentos textuais destacados do primeiro parágrafo, a seguir?


I - “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”

II - “ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta [...]” 
Alternativas
Q3367947 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
Considerando a estrutura e a construção da argumentação em “Por que ler os Clássicos”, é adequado o que se afirma em:
Alternativas
Q3367943 Português
Atente para as formas verbais grifadas no seguinte trecho de uma obra literária:

“A sanidade é um bem valioso; eu a amealho e guardo escondida como as pessoas antigamente amealhavam e escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente, quando chegar a hora.“

ATWOOD, Margaret. O Conto da Aia. Disponível em: https:// citacoes.in/obras/o-conto-da-aia-269/. Acesso em: 09 jul. 2022.

No texto, os termos grifados têm sentido correspondente ao de:
Alternativas
Respostas
36141: E
36142: D
36143: A
36144: D
36145: D
36146: C
36147: E
36148: C
36149: D
36150: D
36151: D
36152: B
36153: C
36154: D
36155: D
36156: E
36157: B
36158: D
36159: B
36160: A