Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3952928 Português

Ele tem 22 anos e uma missão: varrer o lixo espacial da órbita da Terra


Quem quiser conversar com Leonidas Askianakis precisa primeiro encontrar um horário em sua agenda. Seus compromissos são marcados de forma meticulosa, em intervalos de 30 minutos, das 5h às 23h. Reuniões? Apenas online e sempre sobre um único tema: o espaço. Um jovem com uma missão que não o deixa em paz nem mesmo à noite. Ele fica acordado, lendo as notícias mais recentes da China sobre detritos em órbita e mais perigo para os astronautas. Logo no início de novembro, uma tripulação chinesa teve que estender sua estadia no espaço devido ao receio de que sua espaçonave pudesse ser atingida por lixo espacial durante a volta à Terra.


Aliás, lixo espacial é meio que uma especialidade de Askianakis. Milhares de toneladas deles orbitam a Terra, como satélites desativados, pedaços de foguetes e detritos. É por esse motivo que a órbita terrestre é monitorada 24 horas por dia. Mas, quanto menores os fragmentos, mais difícil é encontrá-los. “Com nossos sistemas de radar terrestres, normalmente detectamos objetos do tamanho de uma bola de tênis, cerca de dez centímetros. Qualquer coisa menor que isso é invisível”, diz Siminski. “Isso significa que sempre há um certo risco.”


É exatamente esse risco que preocupa Askianakis desde o primeiro ano do curso de engenharia aeroespacial na Universidade Técnica de Munique. “Como o lixo espacial pode permanecer em órbita por 200 anos e ninguém faz nada a respeito?”. Com um satélite equipado com radar de alta sensibilidade, algoritmos e padrões de varredura, ele pretende tornar visíveis detritos que variam de um a dez centímetros, possibilitando, pela primeira vez, o monitoramento completo da órbita. Posteriormente, sondas com braços robóticos removerão os fragmentos maiores.


Uma conversa com representantes da Airbus reforçou sua determinação. “Eles estavam cientes do problema e ficaram satisfeitos por alguém estar tentando resolvê-lo. Foi aí que me ocorreu: eu realmente preciso abrir minha própria empresa”. Ele fundou a Project-S. Como que por intervenção divina, pouco depois de sua fundação, a nova lei espacial da União Europeia (UE) entrou em vigor obrigando os operadores de satélites a removerem seus detritos espaciais.



Adaptado de: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2025/11/26/empresa-alema-quer-criarservico-de-coleta-de-lixo-espacial.htm Acesso em: 27 nov. 2025. 

Considerado a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta para o excerto se manteve fiel aos sentidos produzidos a partir do texto original.
Alternativas
Q3952917 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos. 

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.  

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional?

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025. 
A última frase do texto, em relação às que a antecedem no parágrafo, expressa sentido de: 
Alternativas
Q3952915 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos. 

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.  

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional?

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025. 
No 4º parágrafo, ao classificar “melhor idade” como eufemismo, o autor expressa um ponto de vista em relação ao uso de tal expressão.
A partir do texto, tal ponto de vista pode ser caracterizado como uma forma de:  
Alternativas
Q3952911 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos. 

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.  

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional?

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025. 
E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos. (2º parágrafo)
De acordo com a frase citada, entre “palavras” e “fatos” há uma relação de:  
Alternativas
Q3952873 Português
Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. (3º parágrafo)
Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. (6º parágrafo)  
Ainda no contexto, a palavra “universo” mantém com a palavra “cosmos” relação semântica de:
Alternativas
Q3952872 Português
Com base nas frases a seguir, responda à questão.
Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. (3º parágrafo) Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. (6º parágrafo)
No contexto, a palavra “silêncio” expressa a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q3952871 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
No texto, a autora, uma cientista brasileira graduada em Física, emprega várias vezes a primeira pessoa do plural. Pode-se considerar que esse emprego tem o objetivo de englobar, principalmente, a autora e a comunidade científica em:
Alternativas
Q3952870 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. (1º parágrafo)
Considerando a expressão que a inicia, a frase citada, em relação à que a antecede, expressa sentido de: 
Alternativas
Q3952869 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? (1º parágrafo)
Na frase acima, há predominância da função conativa da linguagem pela ênfase no seguinte elemento:
Alternativas
Q3952868 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Em relação às perguntas apresentadas no título, pode-se dizer que o texto se caracteriza por: 
Alternativas
Q3952758 Português
TEXTO BASE PARA A QUESTÃO.


Banco Central lança Agenda de Pesquisa para o ciclo 2026–2029


Duas áreas estratégicas orientam a Agenda: Macroeconomia e Finanças, e Sistema Financeiro Nacional. A Agenda 2026–2029 incentiva a colaboração externa, fomentando projetos e compartilhamento de conhecimento. A nova Agenda dá continuidade ao ciclo 2021–2024, quando o BC consolidou sua estrutura de pesquisa e obteve resultados relevantes.


Publicado 26/12/2025 às 18:50 Atualizado 29/12 às 08:33


O Banco Central (BC) apresentou a Agenda de Pesquisa 2026–2029, documento que estabelece os temas prioritários e estratégicos que orientarão a produção científica da Instituição nos próximos quatro anos. A iniciativa reafirma o compromisso do BC com a excelência técnica, a inovação metodológica e a transparência, consolidando a pesquisa como instrumento essencial para a formulação e o aprimoramento das políticas públicas sob sua responsabilidade.

[...]

Disponível em: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20987/noticia. Acesso em: 29 de dezembro de 2025.
Conforme as informações apresentadas no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2026 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3952498 Português
Educação no sistema socioeducativo ainda é um desafio no Brasil

A história brasileira mostra que crianças e adolescentes apenas passaram a ser considerados sujeitos de direito em 1990, com a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECRIAD). Assim como o ECRIAD, a Constituição Federal de 1988 também foi um importante instrumento de garantia de direitos, trazendo artigo que torna a educação um direito universal e obrigatório.

Esse direito, porém, ainda é um grande desafio quando observado no sistema socioeducativo brasileiro, uma vez que, para cada estado, as medidas socioeducativas são gestionadas por diferentes órgãos. Desse modo, os modelos de financiamento, estruturação do sistema e seus resultados passam a depender da instituição gestora onde as medidas são promovidas.

Com o intuito de transformar esse cenário, foi promulgado em 2012 a lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que nasceu a partir das premissas do ECRIAD, com o objetivo de regulamentar as medidas socioeducativas em todo o território nacional.

"O sistema socioeducativo criado pelo ECRIAD tem como objetivo promover uma forma desse jovem reconstruir o seu processo de vida, que foi marcado por um rompimento. Reorganizar a vida desses adolescentes é o grande desafio das unidades", aponta o coordenador geral do Sinase, Claudio Vieira.

A lei prevê um sistema de articulação entre diversas secretarias, como a de Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte, Justiça, com o intuito de promover o desenvolvimento integral desse sujeito, preparando-o para seu retorno à sociedade.

Assim, a interdisciplinaridade dos conteúdos escolares com os artísticos, culturais e ocupacionais aparece como uma das premissas para alcançar resultados positivos, com a possibilidade, inclusive, de que a unidade socioeducativa abrigue também uma escola.

Mas essa articulação ainda não é uma realidade em todo o país. De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público, Um olhar atento às unidades de internação e semiliberdade para adolescentes, divulgado em agosto deste ano, ainda existem unidades de internação com salas de aula inadequadas, com baixa qualidade de iluminação e espaço e acervo para biblioteca.

"Os melhores resultados foram encontrados no Sudeste, onde, em 82,9% das unidades visitadas, as salas de aula foram consideradas adequadas, e no Norte, cujo índice é de 72,5%. Nas demais regiões brasileiras, Centro-Oeste, Nordeste e Sul, esse percentual gravitou entre 52% e 56%", aponta o estudo.

Para além disso, são cada vez mais comuns as denúncias de maus-tratos, violência e abuso de poder dos agentes educativos contra os adolescentes, inviabilizando o processo e as relações de ensino-aprendizagem. Na maior parte das unidades, mesmo com a presença de escolas, a efetivação da política desconsidera os adolescentes como sujeitos de direitos.

Segundo Vieira, o sistema socioeducativo atual ainda traz marcas do Código de Menores do passado, que garantia aos institutos a função de coerção e reclusão dos adolescentes. "Nós estamos passando por um período de transformação desse atendimento. E nesse processo contamos muito com propostas pedagógicas adequadas, que são um fator central para o desenvolvimento do jovem", afirma.

https://educacaointegral.org.br/reportagens/educacao-no-sistema-socio educativo-ainda-e-um-desafio-no-brasil/adaptado
"O sistema socioeducativo criado pelo ECRIAD tem como objetivo promover uma forma desse jovem reconstruir o seu processo de vida, que foi marcado por um rompimento." Considerando os significados das palavras no contexto em que são utilizadas, julgue as afirmativas:
I.O vocábulo 'rompimento' foi empregado em sentido conotativo, pois não indica uma ruptura física, mas a uma quebra simbólica no percurso de vida do adolescente.
II.O vocábulo 'processo' pode ser substituído por 'procedimento', sem alteração de sentido, já que são parônimos, pois apresentam grafia distinta, mas significado idêntico.
III.O vocábulo 'criado' é homônimo de uma forma verbal e de um adjetivo, podendo designar tanto o particípio do verbo 'criar' quanto o adjetivo que se refere a quem foi amamentado ou aleitado.
IV.O vocábulo 'rompimento', considerando o contexto, tem como antônimo 'restabelecimento', pois 'rompimento' indica a quebra de um vínculo ou processo que pode ser reconstruído, enquanto 'restabelecimento' pode denotar reconstrução/retomada desse vínculo.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3952453 Português

Como alcançar relações mais leves com ajustes sutis


Ao reconhecer como certos comportamentos são percebidos, muitas pessoas descobrem que a imagem de autoridade excessiva ou frieza não corresponde ao que desejam transmitir. A combinação de contato visual mais fluido, comunicação direta com empatia e abertura para mostrar um pouco de vulnerabilidade costuma reduzir significativamente a intimidação social no dia a dia.


Esses ajustes não exigem mudanças bruscas de personalidade, apenas atenção contínua ao efeito das próprias atitudes. Quando o ambiente se torna mais acolhedor, colegas, amigos e familiares tendem a se expressar com mais clareza, e características como confiança, independência e altos padrões deixam de ser barreiras e passam a atuar como alicerces para relações mais estáveis e colaborativas.


CARVALHO, Larissa. Comportamentos que fazem você intimidar os outros sem perceber, segundo a psicologia. Correio Braziliense, [s.d.]. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-intimidar-os-outros-sem-perceber-segundo-a-psicologia/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando as informações explícitas e implícitas do texto, qual alternativa identifica corretamente sua ideia principal, levando em conta a organização argumentativa e a progressão temática apresentada?
Alternativas
Q3952452 Português

Como alcançar relações mais leves com ajustes sutis


Ao reconhecer como certos comportamentos são percebidos, muitas pessoas descobrem que a imagem de autoridade excessiva ou frieza não corresponde ao que desejam transmitir. A combinação de contato visual mais fluido, comunicação direta com empatia e abertura para mostrar um pouco de vulnerabilidade costuma reduzir significativamente a intimidação social no dia a dia.


Esses ajustes não exigem mudanças bruscas de personalidade, apenas atenção contínua ao efeito das próprias atitudes. Quando o ambiente se torna mais acolhedor, colegas, amigos e familiares tendem a se expressar com mais clareza, e características como confiança, independência e altos padrões deixam de ser barreiras e passam a atuar como alicerces para relações mais estáveis e colaborativas.


CARVALHO, Larissa. Comportamentos que fazem você intimidar os outros sem perceber, segundo a psicologia. Correio Braziliense, [s.d.]. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-intimidar-os-outros-sem-perceber-segundo-a-psicologia/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando exclusivamente as informações expressamente apresentadas no texto, assinale a alternativa que apresenta conteúdo explicitamente afirmado pelo autor.
Alternativas
Q3952450 Português

Como alcançar relações mais leves com ajustes sutis


Ao reconhecer como certos comportamentos são percebidos, muitas pessoas descobrem que a imagem de autoridade excessiva ou frieza não corresponde ao que desejam transmitir. A combinação de contato visual mais fluido, comunicação direta com empatia e abertura para mostrar um pouco de vulnerabilidade costuma reduzir significativamente a intimidação social no dia a dia.


Esses ajustes não exigem mudanças bruscas de personalidade, apenas atenção contínua ao efeito das próprias atitudes. Quando o ambiente se torna mais acolhedor, colegas, amigos e familiares tendem a se expressar com mais clareza, e características como confiança, independência e altos padrões deixam de ser barreiras e passam a atuar como alicerces para relações mais estáveis e colaborativas.


CARVALHO, Larissa. Comportamentos que fazem você intimidar os outros sem perceber, segundo a psicologia. Correio Braziliense, [s.d.]. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-intimidar-os-outros-sem-perceber-segundo-a-psicologia/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando os princípios de clareza e coesão textual, assinale a alternativa que reescreve adequadamente o último período do texto, preservando o sentido original e a articulação lógica das ideias.
Alternativas
Q3952338 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3952311 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, observe a forma como as ideias são articuladas, a progressão lógica estabelecida entre as partes e o modo como os conectores organizam o encadeamento argumentativo, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952120 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. (2º parágrafo)
A declaração feita na frase acima esclarece a seguinte expressão usada anteriormente no 2º parágrafo:
Alternativas
Q3952118 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
No texto, o autor aborda um processo social que envolve a relação entre idade e comportamento. No que diz respeito ao tempo cronológico, tal processo pode ser explicado como uma forma de: 
Alternativas
Q3951987 Português
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


O texto enquadra‑se predominantemente no gênero dissertativo‑argumentativo, pois apresenta tese explícita e busca convencer o leitor por meio de argumentos avaliativos acerca do envelhecimento da voz, além de apresentar verbos na terceira pessoa.

Alternativas
Respostas
3521: A
3522: B
3523: A
3524: D
3525: A
3526: B
3527: B
3528: D
3529: D
3530: C
3531: D
3532: C
3533: D
3534: A
3535: B
3536: B
3537: D
3538: D
3539: C
3540: E