Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3760321 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés”, a expressão “mar de lama” pode ser considerada uma:
Alternativas
Q3760320 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “não tento fazer a apologia do suicídio”, marque a alternativa que indica um possível sinônimo para “apologia”.
Alternativas
Q3760319 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
Em relação à figura de Getúlio Vargas, e com base na interpretação da autora do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3760316 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
Com base na interpretação do texto, marque a alternativa que NÃO indica um ditador, segundo a avaliação da autora.
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Q3760123 Português
Tem alguém aí?


Publicado em 13/10/2023
Paulo Pestana
Crônica


   Cheguei para uma reunião de trabalho um pouco antes do horário combinado e a secretária da autoridade pôs uma caixinha de madeira sobre a mesa, e avisou: é para deixar o telefone quando entrar. Na hora não entendi, mas um companheiro mais escolado me socorreu. “É para evitar grampo”, disse. “Medo de ser gravado”.

   Eu sempre penso em mim como um sujeito de confiança. É uma das minhas raras virtudes, acho eu. Só falo mal de pessoas que merecem espinafração. Mas na antessala daquele gabinete, a autoridade deixava claro que não confiava em mim; mas antes que eu começasse a ficar amuado, fui me lembrando que na verdade eu sou suspeito.

   Afinal, só um suspeito é vigiado 24 horas por dia, sete dias por semana, como acontece comigo. Não ____ um lugar em que eu vá que não tenha uma câmera acompanhando meus movimentos e agora sei como se sentia Ubaldo, o Paranoico, personagem das tirinhas do Henfil1 , que tinha certeza de que estava sendo vigiado.

   Encerrado o assunto com a autoridade, não resisti ____ um chiste quando ele perguntou se eu havia entendido a nossa conversa. “Está tudo gravado”, eu disse. Antes que ele tivesse um sobressalto, apontei para a cabeça. “Aqui”. Deixei escapar um sorriso, mas ele não pareceu entender. Depois me caiu a ficha: eu não havia gravado nada, mas não tinha tanta certeza de não ter sido gravado por alguma câmera escondida.

   Saindo dali fui ____ farmácia depois de ter passado por uns três pardais de trânsito; lá dentro havia o cartaz – “Sorria, você está sendo filmado”. Embora o cartaz estivesse escondido atrás de uma estante, pelo menos era um aviso. No supermercado não vi aviso, mas tinha câmera; até ajeitei a camisa dentro da calça.

   O fato é que dá saudade dos tempos em que as únicas câmeras escondidas eram as dos programas de televisão que mostram pegadinhas, para flagrar incautos em situações constrangedoras. Hoje todo mundo é um potencial espião – e ao mesmo tempo está sendo vigiado – como aquele velho quadrinho da revista Mad: Spy vs. Spy2 .

   Na Feira do Paraguai3 , tem botão de camisa que grava até duas horas de vídeo de boa qualidade[,] microfone disfarçado de brochinho e ligado a um gravador fica nas costas ou no bolso[,] captadores de som do tamanho de uma unha que pode ser deixado num canto da sala e transmitir para um gravador colocado fora do ambiente[,] relógio que filma sem atrasar as horas e mais um bocado de tralha para vigiar a vida alheia.

   No mundo virtual é pior. Consultar ou comprar pelo computador equivale a entregar um pouquinho da nossa alma. Comprei o livro Trinta Segundos Sem Pensar no Medo, de Pedro Pacífico, e no mesmo momento em que fechava a conta, me ofereceram cinco outros livros que “poderiam interessar” ____ mim. Estou fichado. No fim, resta um consolo: pode ser que eu não me conheça direito, mas o computador da Amazon4 sabe exatamente quem sou e o que quero. É o meu analista.


1 Henrique de Souza Filho (Ribeirão das Neves MG 1944 - Rio de Janeiro RJ 1988). Cartunista, jornalista, escritor. (Fonte: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5430/henfil)

2 Série de quadrinhos publicada na revista de humor Mad. Criada por Antonio Prohias, sua primeira aparição foi em 1961. Satiriza a espionagem da Guerra Fria e depois os filmes e séries do gênero, populares a partir da década de 1960. (Fonte: https://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/papel-de-parede-spy-vs-spy/)

3 Conhecida oficialmente como Feira dos Importados de Brasília. (Fonte: https://www.feirabrasilia.com.br/feira-dos-importados/)

4 Sítio eletrônico de comércio varejista online com atuação mundial. (Fonte: https://www.amazon.com/)


(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/tem-alguem-ai/. Adaptado.)
Ao discorrer sobre a constante vigilância sob a qual as pessoas se encontram atualmente, nota-se que o cronista se mostra: 
Alternativas
Q3737122 Português
Texto

NOMOFOBIA: O QUE É, SINTOMAS E COMO EVITAR

Manuel Reis


    A nomofobia é um termo que descreve o medo de ficar sem contato com o celular, sendo uma palavra derivada da expressão inglesa "no mobile phone phobia". Este termo não é reconhecido pela comunidade médica, mas tem sido utilizado e estudado desde 2008 para descrever o comportamento de dependência e os sentimentos de angústia e ansiedade que algumas pessoas demonstram quando não têm o celular por perto.

    Normalmente a nomofobia é identificada principalmente em pré-adolescentes e adolescentes, já que são os que mais consomem esse tipo de tecnologia e permanecem mais tempo nas redes sociais.

    Por ser uma fobia, nem sempre é possível identificar a causa que leva a pessoa a sentir ansiedade por estar longe do celular, mas, em alguns casos, esses sentimentos são justificados com o medo de não conseguir saber o que está acontecendo no mundo ou de necessitar de assistência médica e não ter como pedir ajuda.

Principais sintomas

Alguns sinais que podem ajudar a identificar que se tem nomofobia incluem: 


  • Sentir ansiedade quando se fica muito tempo sem usar o celular;
  • Necessitar fazer várias pausas no trabalho para utilizar o celular;
  • Nunca desligar o celular, mesmo para dormir;
  • Acordar no meio da noite para ir ao celular;
  • Carregar frequentemente o celular para garantir que se tem sempre bateria;
  • Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa;
  • Verificar o telefone frequentemente para ver se tem notificações;
  • Ansiedade quando está em um ambiente sem sinal de internet;
  • Levar o carregador de telefone para todos os lugares por medo de a bateria acabar.

    Além disso, outros sintomas físicos que parecem estar associados aos sinais nomofobia são os de vício, como aumento do batimento cardíaco, sensação de transpiração excessiva, agitação e respiração rápida.

    Uma vez que a nomofobia ainda está sendo estudada e não é reconhecida como um transtorno psicológico, ainda não existe uma lista fixa de sintomas, existindo apenas vários formulários diversos que ajudam a pessoa a entender se pode ter algum nível de dependência para com o celular. (...)


Como evitar a dependência

Para tentar combater a nomofobia há algumas orientações que podem ser seguidas todos os dias:


  • Ter vários momentos durante o dia em que não se está com o celular e se dá preferência para conversas frente a frente;
  • Diminuir progressivamente o uso do celular;
  • Não utilizar o celular nos primeiros 30 minutos após acordar e nos últimos 30 minutos antes de dormir;
  • Colocar o celular para carregar numa superfície longe da cama;
  • Desligar o celular durante a noite.


    Quando já existe algum grau de dependência, pode ser necessário consultar um psicólogo para iniciar terapia, que pode incluir vários tipos de técnicas para tentar lidar com a ansiedade gerada pela falta do celular, como ioga, meditação guiada ou visualização positiva.
(Fonte: https://www.tuasaude.com/nomofobia/ - Adaptado)
Leia os quadrinhos abaixo atentamente. A seguir, assinale a afirmativa CORRETA considerando também o texto “Nomofobia: o que é, sintomas e como evitar”.
Imagem associada para resolução da questão (Fonte: http:/www.arionaurocartuns.com.br/2016/09/charge-viciocelular-intemet html)
Alternativas
Q3736579 Português

Leia o excerto da notícia publicada em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/como-tecnologia-esta-ajudando-a-ucrania-a-resistir-ao-avancorusso/.



Como tecnologia está ajudando a Ucrânia a resistir ao avanço russo.



Imagem associada para resolução da questão



Em uma sala no leste da Ucrânia, jovens se sentam em uma longa mesa repleta de laptops, com os olhos grudados na televisão, a um braço de distância.


Eles observam figuras escuras no topo de uma colina, que parecem entrar em pânico e, então, correr. É um vídeo ao vivo de um pequeno ___________ ucraniano a vários quilômetros de distância – um dispositivo usado para auxiliar equipes de artilharia e acertar soldados russos em suas trincheiras.


A alternativa que completa corretamente a lacuna é:

Alternativas
Q3736565 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.



“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.


A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.


A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...


Tudo bem!


O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...


é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.


Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos”.


(Chico Xavier).

De acordo com o texto, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3736554 Português

Realize a leitura da notícia publicada pela CNN Brasil.



Três brasileiros entram para lista dos 200 melhores cantores da história; saiba quem:


[...]


“Mestre da sutileza cosmopolita” foi como a revista chamou um dos fundadores da Bossa Nova.


[...]


“Como uma luminosa rainha, a diva baiana, transformava em ouro tudo, o que tocava [...]”.


[...]



A revista o colocou como o Bob Dylan do Brasil, “um roqueiro revolucionário com uma forte inclinação literária”. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/tres-brasileiros-entram-para-a-lista-dos-200- melhores-cantores-da-historia-saiba-quem/ - Divulgada em: 03/01/2023.



Os nomes dos artistas da referida notícia são:

Alternativas
Q3736549 Português

Quando comunicamos com alguém, transmitimos ao nosso interlocutor uma determinada mensagem que, sob a forma de um código é levada até ele por meio de um canal, ou veículo de comunicação.


Veja, por exemplo, esta ilustração:



Oi, Daniela.


As atividades, estão quase prontas; eu as mandarei ainda hoje.


Beijos.


Pedro.



Sendo assim, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa devida.


Coluna I.


A- Emissor.


B- Receptor.


C- Mensagem.


D- Código.


E- Canal.



Coluna II.


1- As questões do concurso, estão quase prontas; eu as mandarei ainda hoje. Beijos.


2- Computador / internet.


3- Daniela.


4- Língua Portuguesa.


5- Pedro. 

Alternativas
Q3736548 Português

m se tratando de figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa devida.



Coluna I.



A- Hipérbole.


B- Eufemismo. 


C- Ironia.


D- Gradação.


E- Elipse.



Coluna II.



1- É uma forma de expressão que possibilita ao ouvinte (ou leitor) perceber, no enunciado, a intenção do falante de criticar, censurar, ou ridicularizar alguém, ou alguma coisa.


2- Consiste na omissão de uma palavra (ou expressão) que o contexto permite ao leitor/ouvinte identificar com certa facilidade.


3- É a figura por meio da qual o falante se refere a determinados fatos desagradáveis, utilizando palavras e expressões suaves e polidas, em substituição a outras, constrangedoras, dolorosas, chocantes.


4- É uma série de palavras, ou expressões, em que o sentido vai se intensificando, ou atenuando, (enfraquecendo) continuamente.


5- Consiste no exagero intencional, com a finalidade de intensificar a expressividade e, assim, impressionar o ouvinte (ou leitor).

Alternativas
Q3736540 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.



Aonde quer que eu vá. (Paralamas do Sucesso).


Olhos fechados

Pra te encontrar

Não estou ao seu lado

Mas posso sonhar



Aonde quer que eu vá

Levo você no olhar

Aonde quer que eu vá

Aonde quer que eu vá



Não sei bem certo

Se é só ilusão

Se é você já perto

Se é intuição



Aonde quer que eu vá

Levo você no olhar

Aonde quer que eu vá

Aonde quer que eu vá



Longe daqui

Longe de tudo

Meus sonhos vão te buscar

Volta pra mim

Vem pro meu mundo

Eu sempre vou te esperar



La-ra-ra

La-ra-ra-ra



Não sei bem certo

Se é só ilusão

Se é você já perto

Se é intuição



E aonde quer que eu vá

Levo você no olhar

Aonde quer que eu vá

Aonde quer que eu vá



La-la-ra-ra

La-ra-ra

De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3736503 Português
No trecho "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria" de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, qual é a ideia principal transmitida por Brás Cubas nessa frase?
Alternativas
Q3736502 Português
Leia o excerto a seguir e responda à questão.

"De repente, teve vontade de chorar. Há quanto tempo não chorava? Tinha esquecido o que era isso, e agora, sem motivo, de repente, começavam a descer-lhe as lágrimas pelo rosto. Ela ficou sentada, pensando. 'É bom chorar de vez em quando,' pensou. 'Cansa menos do que sorrir.'"

Clarice Lispector, "A Hora da Estrela"

Com base na passagem, qual é o sentimento expresso pela personagem no momento em questão?
Alternativas
Q3736500 Português
A aleatoriedade do universo é um tema que tem intrigado filósofos e cientistas ao longo dos séculos. A ideia de que eventos aparentemente desconexos podem ser regidos por princípios universais é um conceito complexo. O filósofo Sagan argumenta que, embora possamos considerar muitos eventos como aleatórios, a verdade é que nosso entendimento atual do universo ainda não é completo o suficiente para discernir completamente a imprevisibilidade. Para ele, a complexidade e a interconexão de todas as coisas muitas vezes resultam em aparências aleatórias, mas que podem, em última análise, ser compreendidas por meio do aprofundamento da pesquisa científica.

No contexto do texto, qual é o conceito discutido pelo filósofo Sagan relacionado à aleatoriedade que ele considera ser resultado da complexidade e interconexão de todas as coisas? 
Alternativas
Q3736498 Português
Em uma sociedade cada vez mais digitalizada, a privacidade tornou-se uma preocupação central. A disseminação de informações pessoais online levanta questões sobre quem tem acesso a esses dados e como eles são usados. No entanto, é importante notar que a privacidade não é apenas uma questão de segurança de dados. Ela também se relaciona com o direito das pessoas de controlar o que é compartilhado sobre suas vidas e como elas podem manter seus segredos ou informações sensíveis protegidos.

De acordo com o texto, qual é um aspecto fundamental da privacidade na sociedade digitalizada?
Alternativas
Q3736496 Português
Naquela tarde de verão, o céu estava sereno e a brisa era suave. As folhas das árvores balançavam preguiçosamente, criando uma atmosfera de tranquilidade no parque. As crianças, entretanto, estavam cheias de energia, correndo e rindo, aproveitando o último dia das férias de verão. Aqueles momentos de diversão e alegria eram um contraste perfeito com o ambiente sereno ao seu redor.

Qual é o antônimo da palavra "sereno" no contexto do texto?
Alternativas
Q3736494 Português
Nos recônditos das profundezas oceânicas, onde a luz do sol não alcança, a vida marinha assume uma aparência surpreendente e peculiar. Nessas regiões escuras e misteriosas, encontra-se uma das criaturas mais fascinantes do reino marinho: o peixe-ogro, também conhecido como Melanocetus johnsonii.
O peixe-ogro é uma espécie adaptada à vida nas profundezas abissais, onde a pressão é esmagadora e a comida escassa. Ele possui uma estrutura mandibular extraordinária, caracterizada por uma grande boca e dentes afiados, que se assemelha à aparência de um ogro mitológico. No entanto, sua fisionomia singular serve a um propósito notável. O peixe-ogro possui uma bioluminescência especial que atrai presas na escuridão. Ele aguarda pacientemente, balançando uma isca bioluminescente na ponta de um apêndice, atraindo pequenos peixes e crustáceos que, ao se aproximarem, tornam-se suas presas.
Esse ciclo de vida peculiar destaca a incrível capacidade de adaptação das criaturas marinhas às condições extremas do ambiente abissal. Além disso, revela a diversidade surpreendente da vida na Terra, muitas vezes escondida nas profundezas inexploradas do oceano.

Com base no texto acima, qual é a principal adaptação do peixe-ogro (Melanocetus johnsonii) ao seu ambiente nas profundezas abissais?
Alternativas
Q3736493 Português
Leia o seguinte texto e responda à pergunta: Os sinônimos são palavras que possuem significados semelhantes, mas nem sempre são intercambiáveis em todas as situações. Essas palavras podem diferir em nuances, uso contextual e intensidade. A habilidade de escolher o sinônimo adequado depende do contexto da comunicação, buscando uma expressão mais precisa ou elegante.
Considere a frase: “Ela estava extremamente feliz com a notícia.” Neste contexto, qual das alternativas a seguir é o sinônimo mais apropriado para 'feliz' que mantém a mesma intensidade de emoção?
Alternativas
Q3736491 Português
Leia o texto para responder à questão.


Ostra feliz não faz pérola


    As ostras, seres macios e saborosos, têm uma habilidade notável: a capacidade de construir conchas duras para se protegerem. Em um recife marinho, vivia uma colônia de ostras que irradiava felicidade. No entanto, havia uma ostra solitária que emitia um canto triste. O motivo? Um pequeno grão de areia estava preso em sua carne, causando dor constante. Mas essa ostra sofredora não se entregou ao desespero; seu corpo sabia como se livrar da dor. Enquanto continuava a cantar sua melodia triste, ela secretamente cobria o grão de areia com camadas de uma substância lisa, brilhante e redonda. Um dia, um pescador capturou toda a colônia de ostras, incluindo a ostra sofredora. Em casa, ao saborear uma deliciosa sopa de ostras, o pescador deparou com um objeto duro em uma das ostras. Era uma pérola deslumbrante. Surpreendentemente, apenas a ostra que havia sofrido tinha produzido uma pérola. Ele a presenteou a sua esposa.

     Essa história das ostras também se aplica aos seres humanos. Nietzsche, em seu ensaio sobre o nascimento da tragédia grega, notou que os gregos abraçaram a tragédia de forma séria, sem a promessa de transformá-la em comédia no além, como os cristãos. A diferença crucial era que os gregos, assim como a ostra que cria uma pérola, transformavam a tragédia em beleza. A beleza não apagava a tragédia, mas tornava-a suportável. O sofrimento pode ser a fonte de criação da beleza, e aqueles que passam por angústias são frequentemente os artistas que produzem obras extraordinárias. Beethoven, apesar de surdo, compôs uma música celebrando a alegria. Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa... todos transformaram sua dor em arte.


Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. [Texto adaptado]. 
Com base no excerto da crônica de Rubem Alves, qual é a lição que podemos tirar da história das ostras e como ela se relaciona com a perspectiva de Nietzsche sobre a tragédia grega e a criatividade humana?
Alternativas
Respostas
27021: D
27022: C
27023: B
27024: B
27025: C
27026: B
27027: C
27028: B
27029: C
27030: A
27031: C
27032: A
27033: C
27034: D
27035: D
27036: D
27037: D
27038: C
27039: D
27040: B