Questões de Concurso
Sobre grafia e emprego de iniciais maiúsculas em português
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(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/23/economia/1548260634_440077.html - Texto adaptado
para esta prova)
I. A grafia do adjetivo seguinte está correta: apaixonado. II. No exemplo seguinte, houve o emprego adequado da vírgula: À tarde, vou ao curso de música. Marque a alternativa CORRETA:
I. O verbo “ter" está grafado corretamente no exemplo: "As mulheres, hoje, têm acesso a diversos setores da sociedade”. II. A grafia dos vocábulos seguintes está correta: absurdo, abnegado, aberto. Marque a alternativa CORRETA:
I. As palavras seguintes foram grafadas corretamente: antigiênico, antigeno, antigüidade, anti-sémita. II. Para Piaget, o aluno nunca deve questionar os saberes vigentes, as políticas, as regras e as condutas sociais. Marque a alternativa CORRETA:
I. Há muita discriminação contra pobres nesse país. II. Estou afim de ir ao cinema. III. Ela me explicou acerca da doença.
(---) O feminino de “cirurgião” é “cirurgiã”. (---) O feminino de “leitão” é “leitoa”. (---) O feminino de “ladrão” é “ladrona”.
I. Adoro sua compania. II. Conheci sua madastra no seu aniversário. III. Bazar beneficente destina renda a creche.
Está(ão) CORRETO(S):
I. Desde que trouxeram a porcelana chinesa, ele tem estado mais cauteloso para preparar nossa chávena do chá da tarde. II. Não é possível que encorajem coisa tão chula! Será necessário que a diretoria aja com muita severidade! III. Que viagem conosco, é uma surpresa desagradável. São pessoas buliçosas, sem nenhuma discrição. IV. Tamires vendeu as cartelas do bingo beneficiente para o dono da venda, que não parava de suar enquanto manipulava a mercadoria.
Assinale a alternativa correta:
TEXTO 1
Ao entrarmos em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas – os sentidos, as emoções e a própria mente. Por meio da música, a criança expressa emoções que não consegue materializar com palavras.
Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de ouvir. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do organismo) e reconhece a sua voz. É na fase fetal que se forma a memória sonora das crianças, responsável por preparar o vínculo entre mãe e filho depois do corte do cordão umbilical.
Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz), ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras.
A música possibilita o desenvolvimento intelectual e a interação do indivíduo no ambiente social, contribuindo diretamente para o desenvolvimento cognitivo, linguístico, psicomotor e socioafetivo do aluno, independente de sua faixa etária. Através dela é possível transmitir não somente palavras, mas também sentimentos, ideias e ideais que podem ganhar grandes repercussões didáticas se bem direcionados.
A E I O U… dabliú, dabliú, na cartilha da Juju”: quem já ouviu esse refrão na voz de Margareth Menezes nem suspeita que tais palavras foram extraídas da marchinha de carnaval composta em 1932 por Lamartine Babo e Noel Rosa, na música “A.E.I.O.U – A Cartilha da Juju”. De maneira bem-humorada, os autores mostram que, desde aquela época, havia uma preocupação com o sistema educacional no Brasil.
A ideia de representar o Brasil em música já era forte no projeto modernista de Mário de Andrade e Villa-Lobos, nas décadas de 1920-40, partindo do estudo do folclore para chegar a uma representação de brasilidade na música de concerto. Mas, a partir da década de 1950, quem assume a missão de representar o Brasil em música são os compositores populares, e o lugar que o folclore ocupava antes como depósito de autenticidade e originalidade passa a ser substituído pelo samba dos anos 20/30.
No ABC do Sertão, música composta por Luiz Gonzaga em 1953, o autor expressa o som autêntico do abecedário usado pelo povo nordestino. Foi a maneira que ele encontrou para homenagear e mostrar para o Sul que os seus conterrâneos tinham uma forma genuína – e não errada – de falar.
O Trenzinho do Caipira, uma composição de Heitor VillaLobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2, é uma obra emblemática. A música se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra. A melodia fez com que um dos nossos maiores poetas, o Acadêmico Ferreira Gullar, entrasse “em transe” (palavras dele), como se tivesse recebido um “choque mágico”, resultando na composição de um inspirado poema que se transformou na letra. Trata-se de um belo exemplo (e resumo) de como a linguagem da música, numa organização sistemática entre sons e silêncios, é capaz de comunicar sensações que ultrapassam nosso entendimento racional.
Arnaldo Niskier. Disponível em: http://www.academia.org.br/artigos/linguagem-da-musica. Acesso em 15/09/2019. Adaptado.