Questões de Concurso Sobre gêneros textuais em português

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Q1835859 Português

Leia o texto para responder a questão.


Exposed nos eSports: os casos de violência sexual, machismo e outros abusos

Efeito MiT: onda de denúncias de comportamentos abusivos choca esporte eletrônico brasileiro


Por Juliano Correa, para o GE


    Após a tatuadora Daniela Li ter acusado Gabriel "MiT" de agressão sexual por meio de prints postados no Twitter, uma onda de denúncias nos eSports incluindo violência sexual, abusos, machismo e até pedofilia tomou conta das redes sociais. Os "exposed" agitaram comunidades como League of Legends (LoL) e Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), por envolverem pró-players e até casters e criadores de conteúdo bastante conhecidos.

    Exemplos não faltaram. Além de MiT, o pró-player de CS:GO Fillipe "panccs" foi exposto com prints mostrando-o flertando com uma menina de 15 anos e perseguindo a também atleta Bruna Sobieszczk. Thiago "tinowns", eleito Melhor Atleta do LoL em 2020, recebeu graves acusações de ter um relacionamento abusivo e até ter agredido sua ex-namorada.

    Confira alguns casos de exposed nos eSports nesta semana:

    Gabriel "MiT" (LoL)

    A tatuadora Daniela Li postou um texto no Twitter relatando uma ocasião em que o caster e ex-técnico de LoL Gabriel "MiT" tentou forçá-la a fazer sexo oral nele há seis ou sete anos. A paulistana também afirmou que outras mulheres comentaram ocasiões parecidas envolvendo MiT, como a cosplayer Débora Fuzeti, que respondeu a postagem de Daniela na rede social. Em nota oficial, MiT se desculpou por erros no passado de forma generalizada. A Riot Games afirmou que o caster não fará parte das transmissões do CBLoL 2021.

    Filipe "pancc" (CS:GO)

    O ex-atleta da Sharks Esports aparece em prints com uma garota de 15 anos, sete anos mais nova que ele, sugerindo relações sexuais entre os dois e inclusive admitindo o quão problemático isso seria. Em outra série de prints, aparece insistindo e perseguindo outra garota, para quem ele teria inventado uma mentira em que teria transado com ela. O pró-player confirmou as acusações e pediu desculpas veementemente em nota oficial, afirmando que se arrependeu. A Sharks declarou que abriu processo interno para apurar os relatos envolvendo o jogador de CS:GO.

    [...]


Disponível em https://globoesporte.globo.com/esports/noticia/exposed-nos-esports-os-casos-de-violencia-sexual-machismo-e-outros-abusos.ghtml

É correto afirmar que o gênero textual é
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Q1835787 Português

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Dicas para cuidar da saúde mental no trabalho

Como ter uma rotina mais leve e equilibrada mesmo em trabalhos corridos e intensos.

por Camila Silva  


    A saúde mental no trabalho está diretamente relacionada com a qualidade de vida das pessoas. Engana-se quem acredita que é possível separar profissional do pessoal, afinal, somos um ser por inteiro, que não se divide em partes.

    Por isso, criar uma atmosfera de bem-estar no trabalho é primordial para ter uma vida mais leve e feliz em todos os âmbitos. E por isso trouxemos dicas super práticas para você começar a mudar a sua forma de trabalhar. Acompanhe.

    5 dicas para cuidar da saúde mental no trabalho

    A saúde mental no trabalho pode e precisa começar a ser trabalhada a partir da sua visão de mundo. O autoconhecimento é, sem dúvidas, um ingrediente importantíssimo para garantir o bem-estar. Para tanto, veja as dicas que trouxemos:

    1- Reconheça os seus limites e respeite-os 

    O primeiro passo para garantir o bem-estar no trabalho é justamente reconhecer os seus limites. Muitas pessoas acreditam que conhecer os limites é necessário para fazer de tudo para ultrapassá-los, mas esta ideia pode ser prejudicial para a saúde mental. Afinal, você estará a todo momento criando uma visão de que nunca é o suficiente, e que todos os limites precisam ser o tempo todo ultrapassados. E quando ultrapassados, criarão outros. E isso tudo pode levar ao que chamamos de esgotamento psicológico. É claro que não queremos dizer que você deve simplesmente parar de se desenvolver, mas sim, que você deve respeitar a si mesmo. Não queira, para ontem, evoluções que necessitam de tempo. Além disso, não se compare com outras pessoas que conseguiram mais rápido. Pois cada pessoa possui um tempo e habilidades diferentes, e isso deverá sempre ser levado em conta.

    2- As tarefas devem ser listadas de uma forma inteligente

    Não adianta cair no erro de simplesmente listar tudo o que precisa ser feito sem nenhum tipo de critério. Isso apenas criará uma atmosfera de “muita coisa pra fazer” e é possível que a procrastinação surja. Portanto, a melhor maneira de vencer uma lista de tarefas é criando algo mais inteligente, onde você separa as suas atividades por prioridade, por exemplo. Intercale tarefas exaustivas com leves, para criar um fluxo de trabalho que não leve a exaustão. Além disso, conheça profundamente os seus prazos e trabalhe considerando-os.

    3- Saúde mental no trabalho: Saiba dizer não

    Um dos grandes erros cometidos por muitas pessoas é o de não saber dizer “não”. Assim, vão aceitando demandas em cima de demandas, sem se darem conta de que podem estar se sobrecarregando cada vez mais. Sendo assim, sempre que você se deparar com uma atividade que você sabe que ultrapassa limites (lembra deles?), negue. Não tenha medo de negar! Negar uma atividade que sabemos que não daremos conta é muito mais ético do que aceitar e entregar algo mal feito. Pense nisso. 

    4- Saiba falar sobre o que lhe incomoda

    Muitas pessoas possuem o hábito de guardar tudo para si, sejam frustrações ou vitórias. No caso das frustrações, isso pode ser muito prejudicial e atrapalhar a saúde mental no trabalho. Por conta disso, procure sempre falar abertamente sobre o que houve de errado e o que precisa ser melhorado. Não guarde para si as suas dores, e converse de maneira respeitosa sobre novas alternativas. Isso aliviará o seu peso mental e proporcionará bem-estar no trabalho.

    5- Entenda a importância da construção em equipe para o bem-estar no trabalho

    O bem-estar no trabalho pode ser trabalhado com o auxílio de uma boa equipe. Entenda a importância de delegar funções e usufruir dos pontos fortes de cada um, antes de simplesmente querer “abraçar o mundo”. Ninguém é capaz de fazer tudo sozinho. Saiba respeitar seus limites e use o trabalho em equipe como um meio de fortalecer os resultados. Assim, todos crescem e se desenvolvem juntos.


Disponível em https://noticiasconcursos.com.br/saude/saude-mental-no-trabalho/

Assinale a alternativa que apresenta o gênero textual. 
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Q1835722 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

Ser munduruku é ser Amazônia
Bheka Munduruku*
Na Amazônia vivem 300 mil indígenas. Nós, da etnia munduruku, somos 13 mil, divididos em 120 aldeias. Eu tenho 16 anos, nasci e moro até hoje na Terra Indígena Sawré Muybu. Ela é o meu mundo. Temos nossas brincadeiras. Alguns gostam de se pintar, mas outros de cantar as canções que foram ensinadas por nossos pais. 
Tiramos tudo o que precisamos da nossa terra: pescamos e caçamos (apenas o suficiente para a nossa subsistência), além de plantarmos mandioca, banana, batata, cana-de-açúcar, cará, abacaxi, pimenta, sem destruir a floresta. A natureza é nossa mãe. Ela nos dá tudo o que precisamos e, em troca, tratamos dela com carinho. Gosto da vida que levo, mas não pretendo obrigar ninguém a viver como vivo. Com que direito, então, querem nos impor costumes e valores estranhos à nossa cultura? 
Os mais jovens aprendem quase tudo com os mais velhos. Assim, sabemos como nossa cultura é rica e antiga, e de nosso lugar no mundo. Nossos pais e avós contam que Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem à humanidade: um branco, um negro, um indígena e um munduruku. Os pariwat, como chamamos os estrangeiros, foram povoar o mundo. Nossos ancestrais ficaram.  
Ainda estamos aqui. Não apenas sobrevivemos do que tiramos de nossa terra – cuidar dela é a própria razão de nossa existência. Nós a protegemos há mais de 4.000 anos, mas a história pariwat registra que nos encontramos pela primeira vez em 1768. Desde então fomos obrigados a acrescentar a resistência entre nossos hábitos. 
Sabe-se hoje que a floresta em pé ajuda a conter as mudanças climáticas. Nós mesmos já sentimos os seus efeitos: teve ano que choveu em março, em vez de novembro. Mas o desmatamento não é a única ameaça que ronda a Amazônia. E não temos mais como protegê-la sozinhos. Como qualquer cultura, a nossa assimilou novos costumes e evoluiu. Cultivamos nossas tradições, mas não paramos no tempo, não vivemos na pré-história.
Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora, preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.
Não precisamos de ouro, mas não podemos mais nadar no Tapajós, pois ele adoeceu: suas águas estão contaminadas pelo mercúrio do garimpo ilegal. O Tapajós é o último afluente da margem direita do rio Amazonas a correr livre. Barrar um rio é matar tudo o que nele vive.
 Munduruku significa “formigas vermelhas”. Nos deram esse nome porque lutávamos lado a lado. Junte-se ao nosso formigueiro e nos ajude a defender a Amazônia.

* Guerreira indígena da etnia munduruku.
Folha de São Paulo, Tendências/Debates, 16 jan. 2020, p. A3. Adaptado.
Leia os textos a seguir.
Texto I “Simboliza uma realidade; tenta fornecer uma explicação para o mistério do mundo, possui vida própria, situa-se a meio caminho entre a razão e a fé.”  Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_port_pdp_elisangela_pereira.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2020.
Texto II “... Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem à humanidade: um branco, um negro, um indígena e um munduruku. Os pariwat [...] foram povoar o mundo. Nossos ancestrais ficaram.” (3º §).
Com base no conceito mencionado no Texto I, é correto afirmar que o Texto II, entre outros aspectos, por utilizar a simbologia e apresentar o sobrenatural misturado a fatos fictícios e/ou reais, expõe características próprias do gênero textual denominado
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Q1835116 Português

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Especialista esclarece mitos e verdades sobre

a alimentação saudável

Da Redação, com Melhor da Tarde

Levar uma vida saudável é o dilema para muitos brasileiros.

Uma alimentação saudável ajuda na melhora do sistema imunológico,

na qualidade do sono, humor, na perda de peso e até na capacidade de concentração.


    Por estes motivos, o Melhor Da Tarde entrevistou nesta quinta-feira, 3, o especialista Cláudio Mutti, nutrólogo que esclareceu dúvidas, mitos e verdades sobre os alimentos que são bons e aqueles que são uma verdadeira bomba-relógio para o nosso corpo. Veja a seguir:

     Tomar leite faz bem para a saúde?

    Mito. Segundo Mutti, o leite faz bem para saúde do bezerro. O leite para o ser humano é inflamatório e não faz bem pois ele é a secreção da vaca. Ele esclarece que o leite tem a caseína, que chega a ser pior que a lactose. O nutrólogo recomenda dar leite a criança até os 8 anos, após isso não mais. Ele recomenda os derivados que também são ruins, mas não tanto quanto o leite.

    O adoçante é melhor que o açúcar?

    Mito. Ambos são ruins, porém o adoçante é péssimo pois cada vez que consumimos o adoçante aumentamos a insulina do nosso corpo, a insulina é o hormônio mais inflamatório que temos e doenças como infarto, derrame, Alzheimer e Parkinson são causadas por inflamação. Então, ambos são ruins para a saúde. O aconselhável é diminuir a quantidade até o corpo se acostumar a ficar sem.

       O ovo é o vilão do colesterol alto?

    Mito, pois o próprio corpo produz o próprio colesterol. Mutti deixa claro que obviamente tudo que consumimos em grande quantidade é muito ruim. Quando se tem um aumento do colesterol no corpo, significa que seus hormônios não estão funcionando bem. Segundo o nutrólogo, o colesterol não é o vilão da história e o ovo também não. O ovo é considerado o segundo melhor alimento do mundo e o consumo dele sem exageros é aceitável.

    Consumir ou não consumir legumes por causa dos agrotóxicos?

    Segundo o nutrólogo, se você tiver condições de consumir os legumes orgânicos, consuma, mas caso não seja possível é melhor consumir legumes que usam agrotóxicos do que consumir alimentos industrializados. Ele aconselha a fazer “mais feira” e “menos mercado”.

    Suco de fruta faz bem?

    Segundo ele, suco é ruim. As frutas tem de ser consumidas com a casca para obtermos as fibras. O suco natural de laranja irá se transformar em frutose e depois irá se tornar gordura, então o suco nunca é bom. Caso tenha que beber, escolha o natural. Ao invés de mandar suco de caixinha para escola com seu filho substitua por água de coco.

    Melhor gordura de porco ou óleo de soja?

    Óleo de soja jamais, utilize óleo de coco. A gordura de porco é boa, mas é preciso saber a procedência dessa gordura e desse porco. A gordura boa é daquele porco que é criado sem o consumo de hormônios, então por via das dúvidas utilize o óleo de coco.

    Alimentos integrais são realmente mais nutritivos que os considerados “normais”? 

    Os integrais são bem melhores, pois têm mais fibras e ajudam o nosso intestino. Os produtos com poucas fibras são mais inflamatórios.

    Manteiga ou margarina? Qual melhor opção?

    A margarina, segundo o nutrólogo, é um veneno para o nosso corpo e aumenta chances de desenvolver doenças. A manteiga é boa para flora intestinal, então ela é a melhor opção.

    Leite de soja gera disfunção sexual nos homens?

    Isso é uma verdade. Segundo Mutti, o leite de soja não deve ser consumido por homens, principalmente os meninos. O leite diminui a velocidade do desenvolvimento dos homens e para as meninas também podem ter uma menstruação precoce. A soja não é boa pois é um alimento transgênico, mudou a genética da soja então foi contra a natureza. Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.


Disponível em https://www.band.uol.com.br/entretenimento/especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-alimentacao-saudavel-16318002 

É correto afirmar que o gênero textual é
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Q1834815 Português
A crônica apresentada é uma narrativa sobre acontecimentos cotidianos. O narrador desse texto fala, predominantemente, em 
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Q1833725 Português
Texto para a questão.

Homens armados com fuzil assaltam ônibus
de turismo na BR-376, em Tijucas do Sul
De acordo com a PRF, três passageiros foram feridos com coronhadas durante o roubo. Carro usado no assalto foi encontrado incendiado.

Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
O texto é um exemplo de 
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Q1831858 Português
No que se refere à tipologia, ao gênero e aos sentidos do texto, assinale a alternativa correta. 
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Q1831059 Português

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Google lança página para defender suas iniciativas contra a desinformação

Empresa tenta responder a cinco "mitos" relacionados com as fake news nas buscas on-line e anúncios digitais.

Por G1


    O Google colocou no ar nesta quinta-feira (7) uma página sobre como sua plataforma de buscas e anúncios digitais lidam com a desinformação. O material é parecido com uma iniciativa do YouTube, publicada em outubro passado.

    O site possui "5 mitos e fatos" e tenta responder a questões como "o algoritmo da busca favorece sites que disseminam fake news" ou "as plataformas do Google não são transparentes".

    A empresa defende que os resultados da busca são determinados por uma série de algoritmos que analisam fatores como os termos da pesquisa, relevância e usabilidade das páginas, localização, entre outros. 

    Ao fim de cada "mito", a página tem um link para um "saiba mais", que amplia a resposta e leva os leitores a mais links sobre suas políticas. 

Identificação de conteúdo falso

    O primeiro deles responde a uma questão que diz que "o Google pode identificar e remover toda a desinformação da internet". 

    A empresa diz que "a desinformação é um desafio complexo para o qual não existe uma resposta simples e única". Na versão estendida, a companhia afirma que "não está em posição de avaliar, de modo objetivo e em grande escala, a veracidade de um conteúdo ou a intenção dos criadores". 

    Há ainda trechos que dizem que a companhia toma "outras medidas para aprimorar a qualidade dos nossos resultados para contextos e tópicos" e que fornece aos usuários "ferramentas para acessar o contexto e a diversidade de perspectivas de que precisam para formar as próprias opiniões", sem detalhar nos tópicos quais medidas e ferramentas são essas. Publicidade digital

    Outro "mito", segundo o Google, seria que a "publicidade digital financia disseminadores de desinformação".

    A defesa da empresa é que existem políticas que "estabelecem regras claras para limitar o conteúdo permitido nos anúncios em nossas plataformas ou nos sites que recebem publicidade por meio delas".

    A empresa diz ainda que em 2019 encerrou 1,2 milhão de contas, removeu anúncios de mais de 21 milhões de páginas da web por violar essas políticas e que os anunciantes podem escolher barrar determinados sites ou tópicos.

Relação com veículos jornalísticos

    O Google também se defende da crítica que diz que suas plataformas usam o conteúdo de veículos jornalísticos sem que eles ganhem algo com isso.

    A empresa diz que são direcionados 24 bilhões de cliques por mês para sites de notícia em todo o mundo e que muitos deles utilizam suas ferramentas de publicidade digital para arrecadar receita. 

    O fato de o Google direcionar tráfego para sites que utilizam suas próprias ferramentas de publicidade digital faz parte das acusações de condutas anticompetitivas em processos nos Estados Unidos. 

    Na ação liderada pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, a atuação da empresa é comparada à de todos os jogadores de uma partida de beisebol. Segundo o procurador, o Google faz uso de informações privilegiadas para negociar anúncios porque atua em todas as posições, arremessando e recebendo a bola, por exemplo.

    A relação entre a companhia e os veículos jornalísticos é alvo de discussão regulatória em alguns países como França e Austrália.

    Em outubro passado, a Justiça francesa ordenou que o Google negociasse com editoras o pagamento pelo uso do conteúdo em seus produtos – um mês depois, a empresa assinou acordos de direitos autorais com seis jornais e revistas do país.

    A Austrália anunciou em julho que empresas como Google e Facebook terão que pagar aos meios de comunicação pelo uso de seu conteúdo, mas o buscador se colocou contra a medida. 


Disponível em https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2021/01/07/google-lanca-pagina-para-defender-suas-iniciativas-contra-a-desinformacao.ghtml

Assinale a alternativa correta com relação ao gênero textual.
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Q1830103 Português

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

(LUFT, Lya. In www.pensador.com/lya_luft_textos/. Acesso em 20/06/2021.)

A respeito do texto, assinale a afirmativa em que a característica dada é própria do gênero textual ao qual o texto pertence.

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Q1820818 Português

TEXTO 01

Pudor

Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. "Sílfide", por exemplo. É dizer "Sílfide" e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta. Não tem nada a ver com o que a palavra significa. "Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. Mas experimente dizer "silfo". Não voou, certo? Ao contrário da sua mulher, "silfo" não voa. Tem o alcance máximo de uma cuspida. "Silfo", zupt, plof. A própria palavra "borboleta" não voa, ou voa mal. Bate as asas, tenta se manter aérea, mas choca-se contra a parede. Sempre achei que a palavra mais bonita da língua portuguesa é "sobrancelha”. Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol. Já a terrível palavra "seborreia" escorre pelos cantos da boca e pinga no tapete.

"Trilhão" era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra "trilhão", ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O "trilhão" ficava um pouco antes do infinito. Dizia-se "trilhão" em vez de dizer "incalculável" ou "sei lá". Certa vez (autobiografia) tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. Naquele tempo a pior coisa do mundo era ser chamado a responder qualquer coisa no colégio. De pé, na frente dos outros e - o pior de tudo - em voz alta. Depois descobri que existem coisas piores, como a miséria, a morte e a comida inglesa. Mas naquela época o pior era aquilo. "Senhor Veríssimo!" Era eu. Era irremediavelmente eu. "Responda, qual é a população da China?" Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito eu poderia dizer: "A senhora quer dizer neste exato momento?", dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. "Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?" E eu respondi:

- Numerosa.

Ganhei zero, claro. Mas "trilhão", entende, era sinônimo de "numeroso". Não era um número, era uma generalização. Você dizia "trilhão" e a palavra subia como um balão desamarrado, não dava tempo nem para ver a sua cor. E hoje não passa dia em que não se ouve falar em trilhões. O "trilhão" vai, aos poucos, se tornando nosso íntimo. É o mais novo personagem da nossa aflição. Quantos zeros tem um trilhão? Doze, acertei? Se os zeros fossem pneus, o trilhão seria uma jamanta daquelas de carregar gerador para usina atômica parada. Felizmente vem aí uma reforma e outra moeda, com menos zeros e mais respeito. Senão chegaríamos à desmoralização completa.

- E o troco do meu tri? - Serve uma bala?

Desconfio que o que apressará a reforma é a iminência do quatrilhão. "Quatrilhão" é pior que "seborréia". Depois de dizer "quatrilhão", você tem que pular para trás, senão ele esmaga os seus pés. E "quatrilhão" não é como, por exemplo, "otorrino", que cai no chão e corre para um canto.

"Quatrilhão" cai, pesadamente, no chão e fica. Você tenta juntar a palavra do chão e ela quebra. Tenta remontá-la – fica "trãoliqua" e sobra o agá. A mente humana, ou pelo menos a mente brasileira, não está preparada para o "quatrilhão". As futuras gerações precisam ser protegidas do "quatrilhão". As reformas monetárias, quando vêm, são sempre para acomodar as máquinas calculadoras e o nosso senso do ridículo, já que caem os zeros, mas nada, realmente, muda. A próxima reforma seria a primeira motivada, também, por um pudor linguístico. No momento em que o "quatrilhão" se instalasse no nosso vocabulário cotidiano, mesmo que fosse só para descrever a dívida interna, alguma coisa se romperia na alma brasileira. Seria o caos.

E "caos", você sabe. É uma palavra chicle-balão. Pode explodir na nossa cara.

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler

na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, 97-99). 

O TEXTO 01 “Pudor” é classificado, no tocante ao gênero e à tipologia textuais, como uma crônica, uma vez que:
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Q1820059 Português
TEXTO 04
Do direito de não informar
RIO DE JANEIRO – Evidente, é o progresso. Os meios de comunicação, com os recursos tecnológicos de hoje, colocam os personagens da comédia humana em exposição quase total. Acompanhamos o cotidiano, invadimos a privacidade alheia com as câmeras, os vídeos, as escutas telefônicas, as tomografias computadorizadas dos doentes, o estado terminal dos moribundos.
Desde o pé enfaixado do presidente, as tíbias esquálidas do delegado suspeito de mutretas graves, o aparelho urinário do governador que estava morrendo de câncer generalizado, tudo fica escancarado na TV, nas revistas e nos jornais em nome do sagrado direito que tem o povo de estar informado.
Pessoalmente, não considero sagrado esse direito, duvido até mesmo de que tenhamos o direito de saber tudo de todos. Trabalhei durante anos com um repórter - dos melhores que conheci - que foi entrevistar um deputado recém-eleito, na faixa da meia-idade, e quis saber se ele tomava Viagra. Certa vez, o fotógrafo de uma revista foi à minha casa e queria fotografar os meus sapatos. O pauteiro da matéria garantira que eu possuía uma esplêndida coleção de sapatos italianos, eu seria uma espécie de Imelda Marcos, a mulher do ditador filipino, que tinha mais de mil pares de sapatos.
Quem estaria interessado nos meus tênis esmolambados, nas vias urinárias do governador já morto, em quem toma ou não toma viagra? Vi, na semana passada, a foto do pé enfaixado de Lula. Recebi uma informação que não me interessava. Como vingança, darei uma informação que não deve interessar a ninguém: estarei fora do país por uma semana. Pessoas mal informadas, em Paris e em Lyon, querem saber como vai a literatura brasileira. Talvez aproveite a oportunidade e fale sobre a coleção de sapatos italianos que não tenho.
(CONY, Carlos Heitor. In: Folha de S. Paulo, 23 de novembro de 2003, p. 2.)

TEXTO 05

Uma maior depuração entre o que se pode entender por literal, por figurado e por antífrase, na perspectiva constitutiva do discurso irônico, parece revelar que a ironia é produzida, como estratégia significante, no nível do discurso, devendo ser descrita e analisada da perspectiva da enunciação e, mais diretamente, do edifício retórico instaurado por uma enunciação. Isso significa que o discurso irônico joga essencialmente com a ambiguidade, convidando o receptor a, no mínimo, uma dupla decodificação, isto é, linguística e discursiva.
(BRAIT, Beth. Ironia em perspectiva polifônica. Campinas: UNICAMP. 1996, p.96.)
Sabe-se que a crônica se caracteriza, dentre outros aspectos, por lançar um olhar sobre o cotidiano, em geral, com o uso do humor e criticidade. Tendo por base a noção de ironia relevada no Texto 05, assinale a alternativa em que esteja presente o tom irônico no Texto 04, do colunista Carlos Heitor Cony:
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Q1820057 Português
TEXTO 02

A metamorfose
Luis Fernando Verissimo

Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.
Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A metamorfose. in Ed Morte e outras histórias. Porto Alegre. L&PM Editores, 1979.)
A diferenciação entre tipos textuais e gêneros textuais se apresenta em diversos níveis. O texto apresentado (A Metamorfose) se insere na tipologia (i) _____________________________. Embora essa seja a tipologia predominante; segundo Luiz Antônio Marcuschi (Produção Textual, Análise de Gêneros e Compreensão), há certa heterogeneidade tipológica nos textos em geral, como no trecho a seguir “Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade”, no qual se evidencia a tipologia (ii)_________________________ , posto que há a emissão de uma ideia genérica a respeito do comportamento feminino. Já sua classificação em gênero se dá como (iii) _____________________; um gênero que evoluiu com o passar do tempo, saindo da esfera (iv) ______________________ e passando ao universo literário propriamente dito.
As palavras que completam, respectiva e corretamente, os espaços do texto anterior são:
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Q1816388 Português

Sob o feitiço dos livros


    Nietzsche estava certo: “De manhã cedo, quando o dia nasce, quando tudo está nascendo — ler um livro é simplesmente algo depravado”. É o que sinto ao andar pelas manhãs pelos maravilhosos caminhos da fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas. Procuro esquecer-me de tudo que li nos livros. É preciso que a cabeça esteja vazia de pensamentos para que os olhos possam ver. Aprendi isso lendo Alberto Caeiro, especialista inigualável na difícil arte de ver. Dizia ele que “pensar é estar doente dos olhos”.

    Mas meus esforços são frustrados. As coisas que vejo são como o beijo do príncipe: elas vão acordando os poemas que aprendi de cor e que agora estão adormecidos na minha memória. Assim, ao não pensar da visão, une-se o não-pensar da poesia. E penso que o meu mundo seria muito pobre se em mim não estivessem os livros que li e amei. Pois, se não sabem, somente as coisas amadas são guardadas na memória poética, lugar da beleza.

    “Aquilo que a memória amou fica eterno”, tal como o disse a Adélia Prado, amiga querida. Os livros que amo não me deixam. Caminham comigo. Há os livros que moram na cabeça e vão se desgastando com o tempo. Esses, eu deixo em casa. Mas há os livros que moram no corpo. Esses são eternamente jovens. Como no amor, uma vez não chega. De novo, de novo, de novo...

    Um amigo me telefonou. Tinha uma casa em Cabo Frio. Convidou-me. Gostei. Mas meu sorriso entortou quando disse: “Vão também cinco adolescentes...”. Adolescentes podem ser uma alegria. Mas podem ser também uma perturbação para o espírito. Assim, resolvi tomar minhas providências. Comprei uma arma de amansar adolescentes. Um livro. Uma versão condensada da “Odisseia”, de Homero, as fantásticas viagens de Ulisses de volta à casa, por mares traiçoeiros...

    Primeiro dia: praia; almoço; sono. Lá pelas cinco, os dorminhocos acordaram, sem ter o que fazer. E antes que tivessem ideias próprias eu tomei a iniciativa. Com voz autoritária, dirigi-me a eles, ainda sob o efeito do torpor: “Ei, vocês... Venham cá na sala. Quero lhes mostrar uma coisa”. Não consultei as bases. Teria sido terrível. Uma decisão democrática das bases optaria por ligar a televisão. Claro. Como poderiam decidir por uma coisa que ignoravam? Peguei o livro e comecei a leitura. Ao espanto inicial seguiu-se silêncio e atenção. Vi, pelos seus olhos, que já estavam sob o domínio do encantamento. Daí para frente foi uma coisa só. Não me deixavam. Por onde quer que eu fosse, lá vinham eles com a “Odisseia” na mão, pedindo que eu lesse mais. Nem na praia me deram descanso.

    Essa experiência me fez pensar que deve haver algo errado na afirmação que sempre se repete de que os adolescentes não gostam da leitura. Sei que, como regra, não gostam de ler. O que não é a mesma coisa que não gostar da leitura. Lembro-me da escola primária que frequentei. Havia uma aula de leitura. Era a aula que mais amávamos. A professora lia para que nós ouvíssemos. Leu todo o Monteiro Lobato. E leu aqueles livros que se liam naqueles tempos: “Heidi”, “Poliana”, “A Ilha do Tesouro”.

    Quando a aula terminava, era a tristeza. Mas o bom mesmo é que não havia provas ou avaliações. Era prazer puro. E estava certo. Porque esse é o objetivo da literatura: prazer. O que os exames vestibulares tentam fazer é transformar a literatura em informações que podem ser armazenadas na cabeça. Mas o lugar da literatura não é a cabeça: é o coração. A literatura é feita com as palavras que desejam morar no corpo. Somente assim ela provoca as transformações alquímicas que deseja realizar. Se não concordam, que leiam João Guimarães Rosa, que dizia que literatura é feitiçaria que se faz com o sangue do coração humano.

(ALVES, Rubem. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ folha/sinapse/ult1063u727.shtml.)

De acordo com as características do gênero textual, pode-se dizer que o texto apresentado se trata de um(uma):
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Q1815904 Português
O sentido maior
   Quando eu era jovem, um padre dava aulas sobre Tomás de Aquino (1225-1274), doutor da igreja e teólogo global. O tema eram as cinco provas da existência de Deus. Após a exposição, o jesuíta contou, como arremate de uma boa aula, um caso sobre o doutor angélico. Disse que, após o italiano ter escrito coisas profundas e enormes sobre a divindade, teve um êxtase místico e, segundo a narrativa, uma compreensão de Deus além da Razão, além da Escolástica, além de Aristóteles e de toda a gramática possível de um cérebro humano. Ao sair da “divina possessão”, ele emudeceu e resistiu a continuar escrevendo sua já famosa obra. Motivo? Para ele, após o contato com Deus na forma direta que os místicos vivem, o que ele escrevera sob o rigor acadêmico e com base erudita, parecia-lhe superficial, fraco, pífio, irrelevante e tão distante do que experimentara que ficou abatido. Bem, antes de partir precocemente do mundo, Tomás terminou ditando comentários ao Cântico dos Cânticos, o poema amoroso salomônico que possui dezenas de interpretações. Curioso que a última obra do grande intelectual católico seja sobre o amor.
   A história narrada traz uma questão que sempre me assombrou. Em todos os campos, inúmeras pessoas ao meu redor falam de uma densidade maior atrás do simples discurso ou do sentimento imediato. Sim, você pode ler os mais refinados teólogos, porém, sempre serão pálida sombra do objeto sagrado em si. O mesmo valeria para as emoções humanas como o amor. Romeu indica várias vezes a Julieta (e é correspondido) que as palavras são irrelevantes, que o que eles sentem está além da expressão delas. Já vi discursos semelhantes sobre arte e até sexo. Haveria uma densidade, uma complexidade, algo tão imenso que tudo o que eu possa expressar seria incompleto.
   Sempre desconfiei um pouco da afirmação sobre a densidade extraordinária que tornaria as coisas indizíveis. Por vezes acho que devo ter uma capacidade melhor de expressão ou uma capacidade menor de sentir. Um dos itens explica o fato de eu achar que as coisas são no limite do que consigo expressar e que não possuem uma película que esconde o “mais além” de uma metafísica absoluta.
   A leitura de boas obras sempre me pareceu muito prazerosa, muito, exatamente porque as ideias, a estética da escrita, o encadeamento de personagens ou de fatos e as soluções dos bons autores me seduzem. Uma taça boa de vinho ou uma noite amorosa são extraordinárias pelo que são em si, pelo prazer ali contido, pelas papilas gustativas agraciadas, pelos hormônios atiçados, pelos disparos de adrenalina e outras coisas. Não perco a consciência, não letivo, não transfiguro, não tenho êxtase: apenas gosto e sinto o motivo de eu gostar, alguns surpreendentes. Seria bom em descrever ou ruim em sentir de forma mais densa? Faltaria metafísica ou abundaria consciência? A descrição que alguns fazem de suas experiências sempre me pareceu fascinante e sedutora e profundamente distante do plano no qual eu sinto. Idiossincrasia? Couraça racional? Seria lucidez ou secura? Nunca saberei de fato, mas o vinho sempre pareceu bom, o texto fascinante, o sexo envolvente, o afeto belo, a boa música avassaladora e a paisagem produtora de paz interna. Já chorei de alegria diante de experiências lindas como um quadro que eu desejava conhecer ou quando desci ao Grand Canyon nos Estados Unidos. Eram lágrimas provocadas pela emoção de beleza, uma invasão positiva de muitos bons sentimentos que antigas expectativas estimularam. Era emoção, não transcendência que me derrubasse ao solo impactado pelo eterno. Vários filósofos chamaram isso de maravilhar-se, uma suspensão momentânea da racionalidade junto de incapacidade de narrar o experienciado. Mas, passado alguns instantes, recuperamos a lógica narrativa. Eu estava feliz porque era bom estar ali, porque eu desejara estar ali, porque eu me preparara para estar ali e porque, enfim estando, se fechava um ciclo de ansiedadedesejo-prazer produzindo o momento único e... lacrimoso. Foi muito bom, excelente até, todavia foi aquilo e eu posso descrever o início, o meio e o fim daquele instante. Por vezes lembro-me da experiência de um “banho xamânico” em Oaxaca, no México. A guia da experiência dizia que aspirássemos as plantas naquela sauna e que imaginássemos a luz lilás sobre nós. Aluno fiel, eu aspirava a planta acre que ela jogara às brasas e imaginava a luz lilás. Ao final de meia hora de exercício imaginativo, ela me perguntou o que eu tinha sentido e eu disse: “Um cheiro forte dessa planta”. Ela insistia: “E?”. “Só”, eu respondia à desolada senhora. Eu sentira o cheiro e imaginara a luz. Foi minha experiência xamânica. Na verdade, é minha experiência de vida. As coisas são no limite do que existem, sem energias ou algo muito mais denso escondido pelo véu do discurso. Onde alguns descrevem alguém de “energia pesada”, eu vejo um chato agressivo. Não há uma “aura”, apenas frases desagradáveis ou reclamações incessantes. Onde identificam “vampiros de energia” eu vejo alguém irritante. Seria a mesma coisa? Volto ao que eu sinto (sem fazer disso uma definição de valor universal): as coisas são no limite do que existem. Dou a elas sentido, simbolismo, signos aleatórios e que dependem da minha imaginação, sem “energia”. Essa é imensa solidão da consciência, ou, ao menos, da minha consciência. Uma boa semana para todos.
(KARNAL, Leandro. Sentido maior. O Estado de São Paulo, São Paulo,
19/01/2020. Caderno 2, p. C2.)
Muitos gêneros textuais circulam na esfera jornalística. Esse texto, que foi publicado no Caderno 2 do jornal “O Estado de São Paulo”, é um exemplo do gênero:
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Q1813402 Português
Texto para responder à questão.

Eu, meu melhor amigo
   Os manuais de autoajuda se incorporaram à vida moderna tanto quanto os telefones celulares ou a internet. Cada vez mais gente encontra inspiração em seus conselhos para perseguir uma vida melhor […], os títulos de maior sucesso ensinam a ficar rico em pouco tempo, a atrair a sorte para si próprio e a galgar degraus no trabalho rapidamente. Se todos os títulos fossem colocados em uma centrífuga, o conselho fundamental que daí resultaria seria: goste de você, tenha confiança em si mesmo, acredite em sua capacidade. Em resumo: preserve sua autoestima. Os psicólogos são unânimes em afirmar que a autoestima é a principal ferramenta com que o ser humano conta para enfrentar os desafios do cotidiano, uma espécie de sistema imunológico emocional. […] Resume o historiador inglês Peter Burke: “A autoestima é o conceito mais estudado na psicologia social, e há um bom motivo para isso. Ela é a chave para a convivência harmoniosa no mundo civilizado”.
   A autoestima é vital não apenas para as pessoas, mas também para as famílias, os grupos, as empresas, as equipes esportivas e os países. Sem ela, não há terreno fértil para as grandes descobertas nem para o surgimento de líderes. Quem não acredita em si mesmo acha que não vale a pena dizer o que pensa. Desde o início da civilização, o mundo é movido a pessoas que confiam de tal forma nas próprias ideias que se sentem estimuladas a dividi-las com os outros.
[…]
(ZAKABI, Rosana. Veja. São Paulo, Abril, ano 40, nº 26, 4 jul. 2007.)
Tendo em vista características do gênero discursivo apresentado, pode-se afirmar em relação ao trecho destacado a seguir “Resume o historiador inglês Peter Burke: ‘A autoestima é o conceito mais estudado na psicologia social, e há um bom motivo para isso. Ela é a chave para a convivência harmoniosa no mundo civilizado’.” (1º§) que:
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Q1812983 Português
Leia o texto para responder à questão.
Cuia
Lindaura, a recepcionista do analista― segundo
ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem
sempre uma chaleira com água quente pronta para
o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a
seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a
cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou
um paciente novo no consultório.
― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se
abanque no más.
O moço deitou no divã coberto com um pelego e o
analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva
nova. O moço observou:
― Cuia mais linda.
― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro
paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de
Lavras.
― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando
a bomba.
― Pues tava variando, pensando que era metade
homem e metade cavalo. Curei o animal.
― Oigalê.
― Ele até que não se importava, pues poupava
montaria...
― A la putcha.
O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia
com mais cuidado.
― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que
pronome oblíquo em conversa de professor.
― Oigatê.
E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O
analista perguntou:
― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?
― É esta mania que eu tenho, doutor.
― Pos desembuche.
― Gosto de roubar as coisas.
― Sim.
Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas
o analista não ouvia mais.
Estava de olho na sua cuia.
― Passa ― disse o analista.
― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.
― Passa a cuia.
― O senhor pode me curar, doutor?
― Primeiro devolve a cuia.
O moço devolveu. Daí para diante, só o analista
tomou chimarrão. E cada vez que o paciente
estendia o braço para receber a cuia de volta,
ganhava um tapa na mão.
Adaptado de: VERÍSSIMO, Luís Fernando.
Disponível em:
https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas
de-luis-fernando-verissimo-comentadas/. Acesso
em: 10 ago. 2021.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao gênero do texto.
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Q1812977 Português
Leia o texto para responder à questão.

Após virar alvo de inquérito sobre fake news, Bolsonaro ameaça atuar fora 'das 4 linhas da Constituição'
Após prometer e não apresentá-las, presidente volta a afirmar ter provas de que houve fraude nas eleições de 2018
O presidente Jair Bolsonaro reagiu à decisão de Alexandre de Moraes de incluí-lo na investigação do inquérito das fake news e acusou o ministro do STF de atuar fora das "quatro linhas da Constituição". A determinação ocorreu após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, ter enviado à Corte uma notícia-crime relatando as declarações feitas por Bolsonaro em uma transmissão ao vivo, na semana passada.
—O ministro Alexandre de Moraes abriu um inquérito de mentira, me acusando de mentiroso. É uma acusação gravíssima. Ainda mais num inquérito sem qualquer embasamento jurídico. Não pode começar por ele. Ele abre, apura e pune? Sem comentários. Isso está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está. Então o antídoto não está dentro das quatro linhas da Constituição. Ninguém é mais macho que ninguém — afirmou Bolsonaro, em entrevista ao programa "Os Pingos Nos Is", na rádio Jovem Pan.
O presidente não explicou o que seria jogar fora das "quatro linhas" e repetiu algumas vezes esse argumento durante a entrevista, de mais de duas horas. Segundo ele, a investigação é precipitada.
— Estão se precipitando. Um presidente da República pode ser investigado? Pode. Num inquérito que comece no Ministério Público e não diretamente de alguém interessado. Esse alguém vai abrir o inquérito, como abriu? Vai começar a catar provas e essa mesma pessoa vai julgar? Olha, eu jogo dentro das quatro linhas da Constituição. E jogo, se preciso for, com as armas do outro lado. Nós queremos paz, queremos tranquilidade. O que estamos fazendo aqui é fazer com que tenhamos eleições tranquilas ano que vem — afirmou.
Adaptado de: ÉBOLI, Evandro: O GLOBO, 2021.
Disponível em:
https://oglobo.globo.com/brasil/apos-virar-alvo-de
inquerito-sobre-fake-news-bolsonaro-ameaca-atuar
fora-das-4-linhas-da-constituicao-1-25141267.
Acesso em: 05 ago. 2021. 
Levando em consideração gênero do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1812973 Português
Leia o texto para responder à questão.

Quelemém é quem diz – se a gente torna a encarnar renovado, eu cismo até que inimigo de morte pode vir como filho do inimigo. Mire veja: se me digo, tem um sujeito Pedro Pindó, vizinho daqui mais seis léguas, homem de bem por tudo em tudo, ele e a mulher dele, sempre sidos bons, de bem. Eles têm um filho duns dez anos, chamado Valtei – nome moderno, é o que o povo daqui agora apreceia, o senhor sabe. Pois essezinho, essezim, desde que algum entendimento alumiou nele, feito mostrou o que é: pedido madrasto, azedo queimador, gostoso de ruim de dentro do fundo das espécies de sua natureza. Em qual que judia, ao devagar, de todo bicho ou criaçãozinha pequena que pega; uma vez, encontrou uma crioula bentabêbada dormindo, arranjou um caco de garrafa, lanhou em três pontos a popa da perna dela. O que esse menino babeja vendo, é sangrarem galinha ou esfaquear porco.
Adaptado de: ROSA, Guimarães. Grande Sertão:
Veredas. São Paulo: Nova Aguilar, 1994.
Assinale a afirmação CORRETA conforme o texto.
Alternativas
Q1811786 Português
Tomando por base a gramática normativa e a necessidade de clareza e de exatidão em certos gêneros textuais, assinale a alternativa em que não há ambiguidade:
Alternativas
Q1806050 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.

TEXTO I

Por que a bolha da maconha legal do Canadá estourou

Quando o Canadá legalizou a maconha, cerca de um ano atrás, a disputa para entrar no recém-criado mercado, que envolveu investidores como o rapper Snoop Dogg e um ex-chefe da polícia de Toronto, foi apelidada pela imprensa de “corrida verde”.
Mas, assim como na corrida pelo ouro nos anos 1850, o brilho desvaneceu, e investidores acabaram comendo poeira. Para completar, a despeito da legalização, muitos canadenses ainda compram maconha no mercado negro.
“Não era preciso ser um especialista para reconhecer que essas transações (financeiras envolvendo a maconha) estavam baseadas em fantasia”, diz Jonathan Rubin, CEO da New Leaf Data Services.
Com décadas de experiência no mercado de commodities de energia, Rubin viu a legalização da Cannabis em Estados como Colorado e Califórnia, nos EUA, e depois no Canadá, como oportunidade única para estrear em uma nova commodity.
“Tive uma epifania de que essa iria ser uma commodity como qualquer outra”, ele disse à BBC. Ou seja: para ele, o preço da Cannabis no atacado flutuaria como o valor do trigo ou do porco.
Por isso, em vez de investir no produto em si, Rubin começou a New Leaf para rastrear o preço da Cannabis nos Estados onde era legal. Investidores e outras pessoas do setor pagam pelo acesso a esses dados.
Esse modelo de negócios deu a Rubin um ponto de vista interessante de como o mercado se desenvolveu. No Canadá, diz, ele decepcionou.
“Não houve o crescimento em vendas e os ganhos imaginados”, afirmou ele. “Não quero dizer que é um fracasso, mas definitivamente houve decepções.”
Os preços no atacado caíram cerca de 17% desde que a New Leaf começou a rastrear os dados, o que manteve as margens de lucro apertadas para os produtores.
As vendas também desaceleraram, de acordo com o Statistics Canada. 
Isso causou uma montanha-russa nos preços das ações de empresas de capital aberto no mercado de Cannabis.
Em maio de 2018, a produtora canadense Canopy Growth ganhou as manchetes quando se tornou a primeira empresa de maconha a ser listada na Bolsa de Valores de Nova York.
Seis meses depois, o preço de suas ações havia dobrado, atingindo US$ 52,03.
Agora, os papéis voltaram ao patamar original — e os concorrentes da Canopy sofreram perdas igualmente drásticas.

Problemas de crescimento

Os sinais de problemas surgiram logo no início. Quando a maconha foi legalizada, em 17 de outubro de 2018, não havia oferta suficiente para atender a demanda.
Longas filas e pedidos atrasados atormentavam os consumidores. Os produtores não tinham certeza de quais tipos seriam mais populares em que lugares, e os problemas na cadeia de distribuição ainda estavam sendo resolvidos.
“Tentamos entender quais tipos deveríamos cultivar, em quais formatos e quantidades [...]. Fizemos um ótimo trabalho, mas não acertamos em tudo”, diz Rade Kovacevic, presidente da Canopy.
Uma colcha de retalhos de leis locais canadenses também tornou o acesso dos consumidores aos produtos mais difícil. Embora seja fácil comprar maconha em algumas regiões, em outras as lojas físicas são escassas e distantes entre si.
Isso acontece especialmente em Ontário, a província mais populosa do Canadá. A burocracia e o limite no número de pontos de venda de maconha tornaram a implementação lenta. Apenas 24 licenças de varejo e todas foram concedidas (por loteria) para atender a uma população de 14,5 milhões.
E, onde antes havia escassez, agora há muito produto disponível, em parte por causa da falta de pontos de venda.
Em setembro de 2019, os canadenses compraram 11.707 kg de Cannabis seca no Canadá. Mas os produtores tinham um total de cerca de 165.000 kg de produtos acabados e inacabados prontos para venda — mais que o suficiente para atender a demanda por um ano inteiro.
Kovacevic atribui muitos dos problemas de sua empresa a dificuldades no varejo em Ontário.
“Acho que a falta de continuidade dos pontos de venda em todo o país atrasou a transição do mercado negro para o mercado legal”, afirma. “Foi um desafio.” 

Mercado negro prosperando

Quando o governo anunciou a decisão de legalizar a maconha, uma de suas principais motivações era reduzir o mercado negro.
Mas o Statistics Canada, que mede as estatísticas do país, estima que cerca de 75% dos usuários de maconha ainda usam Cannabis ilegal.
“Há uma resistência muito forte a lojas legais porque a) são mais caras e b) não há suficientes. As lojas não estão perto das pessoas, que então decidem continuar comprando com o seu ‘cara’ de sempre”, diz Robin Ellis, cofundador da varejista de Toronto The Friendly Stranger e ativista da legalização da maconha.
Havia apenas cinco lojas de varejo abertas em Toronto em 2019, e todas estavam concentradas no centro da cidade, o que significava que muitas pessoas tinham que dirigir quilômetros se quisessem comprar maconha legal.
Além disso, a maconha legal também é muito mais cara.
O preço de varejo da Cannabis legal aumentou, de 9,82 dólares canadenses por grama em outubro de 2018 para 10,65 dólares canadenses por grama em julho, segundo o Statistics Canada.
Enquanto isso, o preço do grama ilegal caiu de 6,51 para 5,93 dólares canadenses.

Legalizar a maconha

Talvez uma das razões pelas quais as vendas tenham sido fracas para os produtores seja que, ao contrário do que alguns especialistas em saúde temiam, a legalização da maconha não transformou todos em maconheiros.
No ano passado, a porcentagem de canadenses que consumiam maconha cresceu de 14% para 17%.
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/
internacional-50935153>. Acesso em: 5 jan. 2020
(Adaptação).

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.

TEXTO II

Venda de Cannabis no Canadá em quilos

Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/
internacional-50935153>. Acesso em: 5 jan. 2020.
Analise as afirmativas a seguir.
I. O texto I faz uso de dados estatísticos, argumento de autoridade e discurso direto. II. O texto II utiliza linguagem verbal, multimodalidade e concisão nas informações. III. Os textos I e II são de gêneros textuais (notícia e infográfico) pertencentes ao universo jornalístico, sendo utilizados apenas nesse ambiente.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Respostas
1381: B
1382: B
1383: A
1384: A
1385: C
1386: C
1387: A
1388: D
1389: B
1390: A
1391: A
1392: C
1393: B
1394: D
1395: A
1396: D
1397: B
1398: C
1399: D
1400: A