Questões de Concurso
Sobre gêneros textuais em português
Foram encontradas 2.575 questões
( ) A classificação dos gêneros textuais ocorre com base em seu conteúdo, enquanto os tipos textuais são classificados de acordo com a forma. Desse modo, os gêneros textuais são classificações existentes dentro dos modelos predefinidos de tipos textuais. Os gêneros possuem estruturas e conteúdos temáticos que facilitam sua definição. Portanto, em cada tipo de texto existe gêneros específicos.
( ) Existem muitos gêneros textuais, eles são flexíveis e passíveis de mudança. Quando se trata de tipos textuais, as classificações são fixas. Elas definem e diferenciam o texto a partir da estrutura e dos aspectos linguísticos.
( ) São exemplos de gêneros: romance, conto, fábula, lenda, notícia, carta, bula de medicamento, lista de compras, cardápio de restaurante, entre outros.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

(Gêneros Textuais - Toda Matéria (todamateria.com.br)).
Marque a alternativa que identifica corretamente o tipo de texto apresentado a seguir:
"Um grupo de professores da rede pública tem unido forças a fim de questionar as formas de ensino, consideradas tradicionais e ultrapassadas frente ao mundo contemporâneo. A iniciativa visa a construir conjuntamente alternativas para despertar novamente o interesse dos alunos na escola. Uma das possibilidades levantadas é aliar o uso das novas tecnologias do cotidiano (celulares, videogames etc) como ponto de partida para as aulas".
(Texto dissertativo: tipos, exemplos, como fazer - Mundo Educação (uol.com.br)).- Mundo Educação (uol.com.br)).
Texto para responder às questões 1 e 2.
A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo
1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi
projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e
que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade
4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em
Vitória.
Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,
7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o
CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado
em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de
10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto
semelhante para o Vasco.
A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um
13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje
reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço
de ponta para os atletas?
16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de
arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no
Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório
19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos
convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse
momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o
22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o
CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então
diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e
25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,
conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT
recém-inaugurado.
28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se
Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.
Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma
31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.
Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito
bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa
34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da
Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,
uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e
37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de
manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da
Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,
40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um
monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos
arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,
43 à noite, também, viva, muito bacana.
Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.
Quanto aos tipos e gêneros textuais, assinale a alternativa que indica a classificação do texto apresentado.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Texto 1:
Disponível em: e-vvralzzacmmm--raseclasscca-doraccaneegr/anha-de-doacao-de-sangue-viraliza-com-frase-classica-do-raca-negra/ Acesso em: 12 maio, 2023.
Texto 2:
Fonte: Alexandre Beck. Disponível em: /666033338673344956?type=33 rasarmandinho/photos/a.488361671209144/660336867344956/?type=3 Acesso em: 12 maio, 2023.
Assinale a alternativa que corretamente apresenta o gênero textual do Texto 1:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Texto 1:
Disponível em: e-vvralzzacmmm--raseclasscca-doraccaneegr/anha-de-doacao-de-sangue-viraliza-com-frase-classica-do-raca-negra/ Acesso em: 12 maio, 2023.
Texto 2:
Fonte: Alexandre Beck. Disponível em: /666033338673344956?type=33 rasarmandinho/photos/a.488361671209144/660336867344956/?type=3 Acesso em: 12 maio, 2023.
Assinale a alternativa que corretamente apresenta o gênero textual do Texto 2:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
Lei estadual garante suspensão de contrato de
fidelização por má prestação de serviço
O Procon de João Pessoa divulgou, neste sábado (9), o alerta de que a Lei Estadual 11.879/2021 garante ao consumidor paraibano a inclusão de cláusulas liberando a fidelização contratual junto às empresas de telefonia em suas várias modalidades (fixa, móvel e de banda larga), sem nenhum ônus ao cliente, caso fique constatada a má qualidade do serviço nos contratos de adesão a esses serviços.
O assunto costuma gerar dúvidas entre os clientes, conforme aponta o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra. Segundo ele, o Procon-JP é acionado com frequência para tratar da execução da lei.
“A lei prevê que o cliente pode questionar o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária, inclusive com a liberação da fidelização”, crava.
De acordo com a legislação, o atendimento insatisfatório ficará caracterizado quando houver o expresso descumprimento de quaisquer das cláusulas contratuais ou de regras estabelecidas pela agência reguladora competente, no caso a Anatel, para esse tipo de serviço.
A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização’. A Lei também prevê que caberá às prestadoras de serviços o ônus da prova pelo não descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato ou pela não frustração das legítimas expectativas do contratante quanto à qualidade de prestação do serviço.
Rougger Guerra explica que, apesar da legislação federal considerar que a fidelização por desistência por parte do consumidor é legal e que pode até gerar multa para o cliente caso esteja previsto no contrato, a legislação estadual de 2021 regula que, se houver a constatação de má prestação do serviço, o cliente pode requerer o fim do contrato sem arcar com nenhum ônus.
A legislação estadual também regula as penalidades para a empresa que descumprir o contrato junto ao cliente, indicando o que está previsto na lei 8.078/1999 (Código de Defesa do Consumidor – CDC), pode ir de multas à suspensão temporária dos serviços.
https://portalcorreio.com.br. Em 09/09/2023.
De acordo com os estudos sobre gênero textual, podemos afirmar que https://portalcorreio.com.br é denominado de
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
Lei estadual garante suspensão de contrato de
fidelização por má prestação de serviço
O Procon de João Pessoa divulgou, neste sábado (9), o alerta de que a Lei Estadual 11.879/2021 garante ao consumidor paraibano a inclusão de cláusulas liberando a fidelização contratual junto às empresas de telefonia em suas várias modalidades (fixa, móvel e de banda larga), sem nenhum ônus ao cliente, caso fique constatada a má qualidade do serviço nos contratos de adesão a esses serviços.
O assunto costuma gerar dúvidas entre os clientes, conforme aponta o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra. Segundo ele, o Procon-JP é acionado com frequência para tratar da execução da lei.
“A lei prevê que o cliente pode questionar o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária, inclusive com a liberação da fidelização”, crava.
De acordo com a legislação, o atendimento insatisfatório ficará caracterizado quando houver o expresso descumprimento de quaisquer das cláusulas contratuais ou de regras estabelecidas pela agência reguladora competente, no caso a Anatel, para esse tipo de serviço.
A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização’. A Lei também prevê que caberá às prestadoras de serviços o ônus da prova pelo não descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato ou pela não frustração das legítimas expectativas do contratante quanto à qualidade de prestação do serviço.
Rougger Guerra explica que, apesar da legislação federal considerar que a fidelização por desistência por parte do consumidor é legal e que pode até gerar multa para o cliente caso esteja previsto no contrato, a legislação estadual de 2021 regula que, se houver a constatação de má prestação do serviço, o cliente pode requerer o fim do contrato sem arcar com nenhum ônus.
A legislação estadual também regula as penalidades para a empresa que descumprir o contrato junto ao cliente, indicando o que está previsto na lei 8.078/1999 (Código de Defesa do Consumidor – CDC), pode ir de multas à suspensão temporária dos serviços.
https://portalcorreio.com.br. Em 09/09/2023.
Sobre o gênero textual, podemos afirmar que é um texto
O Texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 15.
Texto 1:
Crise nos programas de licenciatura
Uma medida paliativa vem ocorrendo com frequência cada vez maior em escolas públicas e privadas de todo o país. Muitos estudantes estão finalizando o ano letivo de 2023 sem ter tido aulas de física ou sociologia com professores habilitados para ministrar essas disciplinas. Diante da ausência de candidatos para ocupar as docências, as escolas improvisam e colocam profissionais formados em outras áreas para suprir lacunas no ensino fundamental II e no ensino médio. A medida tem se repetido em diferentes estados e municípios brasileiros, como mostram dados de estudo inédito realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep): em Pernambuco, por exemplo, apenas 32,4% das docências em física no ensino médio são ministradas por licenciados na disciplina, enquanto no Tocantins o valor equivalente para a área de sociologia é de 5,4%. Indicativo da falta de interesse dos jovens em seguir carreira no magistério, o número de concluintes de licenciaturas em áreas específicas passou de 123 mil em 2010 para 111 mil em 2021. Esse conjunto de dados indica que o país vivencia um quadro de apagão de professores. Para reverter esse cenário, pesquisadores fazem apelo e defendem a urgência da criação de políticas de valorização da carreira docente e a adoção de reformulações curriculares.
“O apagão das licenciaturas é uma realidade que nos preocupa”, afirma Marcia Serra Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora de Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As licenciaturas em áreas específicas são cursos superiores que habilitam os concluintes a dar aulas nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio na área do conhecimento em que se formaram. Dados do último Censo da Educação Superior do Inep, autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), divulgados no ano passado, mostram que desde 2014 a quantidade de ingressantes em licenciaturas presenciais está caindo, assim como ocorre em cursos a distância desde 2021. “As áreas mais preocupantes são as de ciências sociais, música, filosofia e artes, que apresentaram as menores quantidades de matrículas em 2021, e as de física, matemática e química, que registraram as maiores taxas de desistência acumulada na última década”, assinala Ferreira.
Dados do Inep disponíveis no Painel de Monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) indicam que, em 2022, cerca de 59,9% das docências do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e de 67,6% daquelas oferecidas no ensino médio eram ministradas por professores qualificados na área do conhecimento. Ao analisar os números, o pedagogo e professor de educação física Marcos Neira, pró-reitor adjunto de Graduação da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a situação é diferente em cada área do conhecimento. “Por um lado, a média nacional mostra que 85% dos docentes de educação física são licenciados na disciplina, enquanto os percentuais equivalentes para sociologia e línguas estrangeiras são de 40% e 46%, respectivamente. Ou seja, os problemas podem ser maiores ou menores, conforme a área do conhecimento e também são diferentes em cada estado”, destaca Neira, que atualmente desenvolve pesquisa com financiamento da FAPESP sobre reorientações curriculares na disciplina de educação física.
A falta de formação adequada do professor pode causar impactos no processo de aprendizagem dos alunos, conforme identificou Matheus Monteiro Nascimento, físico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em pesquisa realizada em 2018. De acordo com o pesquisador, na ausência de docentes licenciados em física, quem acaba oferecendo a disciplina nas escolas, geralmente, são profissionais da área de matemática. “Com isso, observamos que a abordagem da disciplina tende a privilegiar o formalismo matemático”, comenta. Ou seja, no lugar de tratar de conhecimentos de mecânica, eletricidade e magnetismo por meio de abordagens fenomenológicas, conceituais e experimentais, os professores acabam trabalhando os assuntos em sala de aula apenas por meio de operações matemáticas e equações sem relação direta com a realidade do aluno. “O formalismo matemático é, justamente, o elemento da disciplina de física que mais prejudica o interesse de estudantes por essa área do conhecimento”, considera Nascimento.
Preocupados em mensurar se as defasagens poderiam ser sanadas com a contratação de profissionais graduados em licenciaturas no Brasil nos últimos anos, pesquisadores do Inep realizaram, em setembro, estudo no qual olharam para as carências de escolas públicas e privadas nos anos finais do ensino fundamental e médio. “Se todos os licenciados de 2010 a 2021 ministrassem aulas na disciplina em que se formaram nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio em 2022, ainda assim o país teria dificuldades para suprir a demanda por docentes de artes em 15 estados, física em cinco, sociologia em três, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira e geografia em um”, contabiliza Alvana Bof, uma das autoras da pesquisa. Além disso, o estudo avaliou se a quantidade de licenciados de 2019 a 2021 seria suficiente para suprir todas as docências que, em 2022, estavam sendo oferecidas por professores sem formação adequada. Foi constatado que faltariam docentes de artes em 18 estados, física em 16 estados, língua estrangeira em 15, filosofia e sociologia em 11, matemática em 10, biologia, ciências e geografia em 8, língua portuguesa em 5, história e química em 2 e educação física em um estado. “Os resultados indicam que já vivemos um apagão de professores em diferentes estados e disciplinas”, reitera Bof, licenciada em letras e com doutorado em educação.
Outro autor do trabalho, o sociólogo do Inep Luiz Carlos Zalaf Caseiro, esclarece que o cenário de falta de professores não está relacionado com falta de vagas em cursos de licenciaturas. “Em 2021, o país teve 2,8 milhões de vagas disponíveis, das quais somente 300 mil foram preenchidas. Isso significa que 2,5 milhões de vagas ficaram ociosas, sendo grande parte no setor privado e na modalidade de ensino a distância”, relata. Licenciaturas 2 oferecidas no ensino público, na modalidade presencial, também tiveram quantidade significativa de vagas ociosas. “De 2014 a 2019, a taxa de ociosidade de licenciaturas em instituições públicas foi de cerca de 20%, enquanto em 2021 esse percentual subiu para 33%”, informa. Cursos como o de matemática apresentaram situação ainda mais inquietante. “Licenciaturas de matemática em instituições públicas no formato presencial registraram 38% de vagas ociosas em 2021”, destaca Caseiro, comentando que muitas vagas, mesmo quando preenchidas, logo são abandonadas. Além disso, segundo o sociólogo, somente um terço dos estudantes que finalizam as licenciaturas vai atuar na docência; o restante opta por outros caminhos profissionais. O estudo foi desenvolvido a partir do cruzamento de dados relativos a docentes presentes no Censo da Educação Básica e referentes a ingressantes e concluintes em licenciaturas captados pelo Censo da Educação Superior. Ambas as pesquisas são realizadas anualmente pelo Inep para analisar a situação de instituições, alunos e docentes da educação básica e do ensino superior.
Retirado e adaptado de: QUEIRÓS, Christina. Crise nos programas de licenciatura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/crise-nos-programas-de-licenciatura/ Acesso em: 02 nov., 2023.
Texto 02
(o primeiro índice é sempre o de maior percentual e o segundo, de menor):
Fonte: BOF, A. M et al. Cadernos de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais. 2023, no prelo. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/crise-nos-programas-de-licenciatura/ Acesso em: 02.nov., 2023. Ensino fundamental II Ensino médio 3
A respeito dos gêneros textuais dos Textos 1 e 2, analise as proposições a seguir e a relação proposta entre elas:
I. No que diz respeito ao gênero, o primeiro texto se constitui como uma notícia a respeito da atual condição de ingresso e permanência nos cursos de graduação em licenciatura.
PORÉM
II. O segundo texto se constitui como um infográfico que apresenta as porcentagens de professores licenciados atuando em cada disciplina nas diferentes unidades federativas brasileiras.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
https://coredacao.com/temas-de-redacao/impactos-da-inteligenciaartificial-na-sociedade-contemporanea/
Em relação ao Texto 03, analise as propositivas a seguir:
I- O gênero textual em evidência retrata acontecimentos contemporâneos, além de se destacar pelo fator de efemeridade, uma vez que os assuntos que relaciona estão sempre atualizados; II- O texto pode ser caracterizado, em geral, pelo fator irônico e pela intertemporalidade, cabendo ao leitor o importante papel da inferência. III- A temática discorre positivamente sobre os desafios entre Inteligência Artifical (IA) e educação, ao utilizar a presença do robô no papel de discente. IV- A imagem, aliada ao balão, invoca a ideia de que a tecnologia, tendo em vista suas aplicações práticas, traz possíveis riscos para a reprodução de desigualdades.
Dos itens acima:
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa.
Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.
JESUS, Carolina Maria de (2007). Quarto de despejo: diário de uma favelada. 9. ed. São Paulo: Ática, p. 45-46.
O trecho apresentado faz referência `a obra "Quarto de despejo: diário de uma favelada”, um livro da autora mineira Carolina Maria de Jesus. Nesse diário, uma mulher negra, pobre, com dois anos de estudo formal, relata fatos ocorridos na favela do Canindé, em São Paulo, entre os anos de 1955 e 1959. A escritora faz reflexões sobre os acontecimentos e mostra a realidade social do Brasil de meados do século XX." Tendo em vista a obra e o contexto em que ela é apresentada, analise as proposições:
I. O gênero textual utilizado para a escrita da autora é um gênero que consiste no registro frequente de relatos íntimos de uma pessoa sobre as suas impressões e vivências cotidianas. II. O nome “Quarto de despejo” é uma metáfora criada pela autora ao longo de seus escritos no livro em que despejo é o local onde lixos são jogados. No caso da favela, o lixo se refere às pessoas, aos pobres, que não cabem na cidade e são depositados na favela, como lixos. III. No trecho referido, é possível inferir que a narradora-personagem passou fome, cujo significado é de um Brasil, construído em meio às desigualdades e isso é, nitidamente, notado ao observarmos como se dá a má distribuição de recursos e as possibilidades de acesso à alimentação e o direito à vida em geral.
Em relação aos itens apresentados, é CORRETO o que se afirma em
https://blogdoaftm.com.br/charge-guerra-na-ucrania/
Considerando-se a finalidade comunicativa comum do gênero apresentado e o contexto específico que ele representa, é CORRETO afirmar que
TEXTO 01
Leia o texto a seguir:
Fadiga, depressão, irritabilidade, os dissabores da síndrome pré-menstrual
TEXTO 02
Para que ninguém a quisesse
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda.
À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
(COLASANTI, M. Um espinho de marfim. Porto Alegre: L&PM, 1999. p. 88-89)