Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

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Q3631997 Português
De quem é a inteligência artificial?

Por Bruna Lombardi

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(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra “se”, sublinhada, introduz uma ideia de condição. 
Alternativas
Q3628134 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

     O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

   “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo.

(___) A partícula “se” em “onde se registravam as entradas” é uma conjunção integrante.

(___) A partícula “se” em: “Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes” e em “é assim que cada verso se inicia” exercem a mesma função morfossintática.

(___) Na oração “Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta!” o termo em destaque exerce a função de pronome relativo.

(___) Em “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia” o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “poder”, que exige preposição, e pela presença de artigo definido feminino.

(___) Em “Os poetas são seres muito estranhos” encontramos uma oração coordenada assindética. O tipo de sujeito da oração é denominado de sujeito simples. Desse modo, os vocábulos “poetas” e “são” são termos essenciais da oração.

(___) A partícula “que” em “dinheiro que não era mais seu” e em “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” possuem a mesma função.

(___) A substituição do vocábulo “têm” em “Os outros têm de aprender” por “tem” prejudicaria a correção gramatical do texto.

(___) Em “Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem” a partícula “que” é pronome relativo e exerce, na oração, função anafórica.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3626719 Português

Considere o texto a seguir, de autoria de Paulo Mendes Campos, para responder a questão. 


“Um bar legal precisa apresentar cinco qualidades fundamentais: boa circulação de ar, bom proprietário, bons garçons, bons fregueses e boa bebida. Isto é raríssimo de acontecer. Quando o garçom é uma flor de sujeito, o dono do bar costuma ser uma besta; se os fregueses são alcoólicos esclarecidos, o ambiente às vezes é quente e abafado; vai ver um excelente e confortável bar refrigerado, e boa percentagem de uísque é fabricada no Engenho de Dentro. Para dizer toda a verdade, o bar perfeito não existe. O barman, de fato, é um dos segredos do bar. Cada freguês deve sentir a ilusão de que o barman tem uma predileção especial por ele, e em nome disso será capaz de resolver qualquer problema. O incompreensível é que resolvem mesmo. O homem que chega a uma grande metrópole desconhecida é como um avião voando em solidão por dentro de um espesso nevoeiro. Mas se este homem pertence à comunidade internacional dos frequentadores de bar, cada barman é uma torre com a qual ele poderá entrar em contato a fim de orientar-se. Os únicos estranhos aos quais eu falo sem timidez, com perfeita familiaridade, são os barmen e estes igualmente reconhecem logo em mim o freguês escolado, curtido em todos os amargos, navegador de longo curso. Todo frequentador de bar tem o direito eventual de embriagar-se inconvenientemente uma vez por outra. Quem vende bebida deve ser linchado quando exige de seus fregueses um comportamento de casa de chá. Aclarados neste ponto, podemos afirmar que o maior inimigo do bar e do alcoolismo é o mau bebedor contumaz, o bebedor que bebe anos a fio e não aprende a beber, o bebedor diariamente chato, incapaz de entender o tácito acordo de amabilidade e contenção que existe entre todos os bons bebedores do mundo. Eu os conheço todos e os abomino. Conheço toda a imensa variedade da espécie (agressivos, prolixos, confidenciais, pedantes, questionadores, inoportunos, monocórdios, ressentidos etc. etc.). Ah, se um dia eu pendurar o meu copo numa prateleira e passar a beber em casa, podereis estar certos, contemporâneos, que foram os maus bebedores que me levaram a este extremo!"


(Por que bebemos tanto assim?, por Paulo Mendes Campos, com adaptações.)

No trecho “Todo frequentador de bar tem o direito eventual de embriagar-se”, a partícula “-se”, no verbo “embriagar-se”, pode ser classificada como:

Alternativas
Q3595804 Português

A parceria intersetorial pode ser entendida como uma integração intensa, de longo prazo, deliberada e contínua entre dois ou mais setores que se unem voluntariamente na forma de arranjos de trabalho, formados por organizações com e sem fins lucrativos. Essas organizações identificam interesses e preocupações mútuos e trocam, compartilham ou desenvolvem em conjunto produtos, tecnologias e serviços que visam responder a demandas econômicas, sociais e ambientais ainda não atendidas pela agenda de políticas públicas. Entre seus benefícios estão medidas sociais avançadas relacionadas ao desenvolvimento econômico, à educação, à segurança, ao saneamento, à saúde, à redução da pobreza, à infraestrutura e à sustentabilidade ambiental. Ainda, existem os esforços para alcançar benefícios comunitários, removendo barreiras à inclusão social e mitigando os efeitos nocivos decorrentes de atividades e comportamentos socioeconômicos e socioambientais indesejáveis.


Duas características de gestão aumentam o potencial da parceria intersetorial para promover a transformação social. A primeira é a colaboração, que permite configurar e otimizar recursos e habilidades de todos os parceiros, levando a resultados mais eficientes. A segunda é o desenvolvimento de inovações que possam impactar a vida das pessoas de maneira sustentável. As parcerias intersetoriais reposicionam responsabilidades sistêmicas antes isoladas no mercado, no Estado ou na sociedade civil. Elas integram a expertise estratégica de agentes sociais comprometidos com projetos dessa natureza, superam barreiras inerentes à colaboração não gerenciada e oferecem um caminho alternativo para o desenvolvimento comunitário.


 As intenções de parcerias intersetoriais e sua natureza unem instituições formais e grupos sociopolíticos informais. A estrutura de tais parcerias depende de seus integrantes e de como são selecionados, de sua motivação para o trabalho em conjunto, de seu foco principal nos processos decisórios relacionados às atividades compartilhadas (ambientais, de desenvolvimento, geográficas e jurisdicionais), dos setores representados na parceria (público, privado e sociedade civil), dos objetivos e funções dela, entre outros aspectos.


Inicialmente qualificadas como “o paradigma colaborativo do século XXI”, as parcerias intersetoriais são fortemente debatidas nos meios envolvidos na coordenação da vida social: governo, Estado, setor público, empresariado, setor privado, organizações não governamentais e sociedade civil, entre outros. A princípio, eles correspondiam a três segmentos institucionais presentes na sociedade: o institucional exclusivamente público representado pelo governo, o Estado e o setor público; o aspecto institucional exclusivamente privado representado pelo empresariado e pelo setor privado; e o aspecto institucional exclusivamente civil no setor da sociedade civil e das organizações não governamentais.


A evolução desse contexto resultou na hibridização organizacional, particularmente em virtude do número de organizações, com fins lucrativos ou não, pertencentes a membros direta e simultaneamente ligados a organizações públicas, privadas e da sociedade civil. Como resultado dessa miscigenação, a maioria dos debates contemporâneos analisa as parcerias intersetoriais com base nos ideais e objetivos dos parceiros envolvidos.


(Fonte: BORIM-DE-SOUZA, Rafael. 2023. — adaptado.)

Em “A parceria intersetorial pode ser entendida como uma integração intensa, de longo prazo, deliberada e contínua entre dois ou mais setores que se unem voluntariamente na forma de arranjos de trabalho [...]”, o termo sublinhado:
Alternativas
Q3586920 Português
Com base na função morfológica das palavras, analise o termo destacado abaixo e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.

“Queixa-se de todos os patrões.”
Alternativas
Q3584358 Português
Leia o texto a seguir:


Em sua primeira vez no Brasil, Rei de Angola fala sobre a importância da reparação histórica para os povos negros


Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa


Em sua primeira vez no Brasil, o Rei de Angola, Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º, participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, sobre a importância da reparação histórica para os povos negros do Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (7), a convite da Secretaria Municipal de Cultura via DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.


A conversa com o tema "Futuro ancestral - História, reparação e avanço" foi mediada pela jornalista Louise Freire e pelo professor doutor babalaô Ivanir dos Santos.


"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais", disse o rei, na língua umbundu, a segunda mais falada em seu país, depois da portuguesa. Tchongolola foi recebido no palco sem aplausos - uma questão protocolar - saudado por Louise Freire, que abriu a bateria de perguntas a ele sobre os efeitos da escravidão em seu povo.


"Aos 7 anos, já ouvia sobre os povos ancestrais. Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem. Quando chegou a primeira fase da colonização, foi o momento mais difícil. O colonizador não respeitou nossa tradição, cultura, o poder tradicional. Isso fez com que muitos reis africanos fracassassem, levando o colonizador a entrar em todo o continente africano", comentou Ekuikui.


O Rei de Angola pontuou mais dois momentos cruciais que marcaram a história de seu país: a guerra civil iniciada em 1975 (o ano da "independência") e os tempos atuais com a globalização.


"Nossa foco agora é reencontrar e reestabelecer nossa identidade cultural. A globalização destrói tudo aquilo que é nosso. Identidade cultural, língua, monumentos etc". Em sua fala, Tchongolola Tchongonga Ekuikui também desmistificou narrativas históricas e falou em resgate.


"Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos. Eu vim cumprir uma profecia e reencontrar a vontade dos nossos ancestrais, que sempre souberam que precisávamos lutar com a sabedoria para alcançar a via mais segura para chegar ao triunfo. Enquanto houver misticismo, essa amizade não vai acontecer de fato. Precisamos de uma mudança muito rápida. Somos mal interpretados, se eu deixar meu cajado aqui ele fica por anos", destacou.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737529-em-sua-primeira-vezno-brasil-rei-de-angola-fala-sobre-a-importancia-da-reparacao-historica-para-os-povos-negros.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos” (7º parágrafo). Nesse trecho, a palavra destacada tem valor semântico de:
Alternativas
Q3558936 Português
Após a leitura do Texto 01, responda à questão.


Q1_7.png (573×392)
No enunciado “[...] se Tétis desposasse um deus” [...] (linha 3), o termo em destaque “SE”
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CPCON Órgão: UEPB Provas: CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Desenvolvimento e Ensaios de Medicamentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Patologia Oral e Biologia Molecular - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Cromatografia Líquida, Iônica e Gasosa - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química e Fertilidade do Solo - CAMPUS II e IV) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Análise das Águas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico de Prótese Dentária - CAMPUS I | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises Clínicas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises de Peçonhas e Toxinas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Esterelização - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório (Fitopatologia - CAMPUS II) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Física - CAMPUS VII e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Agropecuária - Produção de Mudas - CAMPUS II | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Informática - CAMPUS VI | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Geotecnia - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Manutenção de Equipamentos Odontológicos - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Radiologia - CAMPUS I e VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Atendente de Consultório Dentário - CAMPUS VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Hidráulica - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Microbiologia de Alimentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Morfofisiologia - CAMPUS VIII) |
Q3557631 Português
Leia o texto a seguir, que discorre sobre os desastres ambientais ocorridos em Minas Gerais, em 2019, e responda a questão:


TRAGÉDIA AMBIENTALDE MARIANAE BRUMADINHO


É lugar-comum no meio acadêmico que a Geografia somente é dividida em Humana e Física. Na prática, a Geografia mistura elementos teórico-metodológicos de seus dois ramos para investigar mais precisamente a relação do meio ambiente e vice-versa.

Essa ressalva é necessária porque eventos como os desastres ambientais em Minas só se entendem adequadamente quando se compreende a relação entre a sociedade humana e a natureza que a envolve. Se os homens pretendem dominar a natureza para aproveitá-la em seu favor, então é esperado que a ação humana produza consequências ambientais. Para evitar que tais consequências sejam trágicas, é necessário que as empresas de mineração, públicas ou privadas, tomem os devidos cuidados técnicos.

Em 2015, a mineradora Saramago, controlada parcialmente pela Vale, não se precaveu o suficiente e teve uma de suas barragens rompidas, no município mineiro de Mariana; em 2019, outra barragem sob a responsabilidade da Vale se rompeu em Brumadinho, também em Minas Gerais. A soma dos dois desastres ambientais resultou em contaminação dos rios, destruição de regiões inteiras, soterramento de casas, além de mortes.

O curto intervalo entre os dois desastres evidencia o despreparo da Vale no que se refere à prevenção de acidentes dessa natureza. No caso do desastre de Brumadinho, engenheiros e técnicos responsáveis por avaliar as condições de segurança das barragens chegaram a ser presos, mas foram liberados pouco tempo depois. [...]

Os danos ecológicos são significativos. Nos dois desastres, a contaminação dos rios provocou a morte de peixes e organismos, impedindo a prática de pesca; trabalhadores rurais que se abasteciam com a água dos rios também perderam uma importante fonte de vida. Em Mariana a lama seca formou um cimento que obstruiu a passagem de oxigênio e luz à terra, o que sufocou as raízes e infertilizou a região. [...] 

As tragédias trouxeram ao debate público duas questões: a necessidade de se fazer uma fiscalização menos burocrática e mais eficiente; a celeridade na punição dos responsáveis pelo desastre. [...]

Os casos de Mariana e Brumadinho impõem a necessidade de reflexão sobre os limites da ação humana em relação à natureza. (Filosofia – Ciência e vida, ed. 150 – 2019)

Compare a versão original do período que inicia o 2º parágrafo do texto e a paráfrase correspondente, com atenção para o trecho em destaque.


Versão original:


“Essa ressalva é necessária porque eventos como os desastres ambientais em Minas só SE entendem adequadamente quando SE compreende a relação entre a sociedade humana e a natureza que a envolve.


Paráfrase:


“Essa ressalva é necessária porque eventos como os desastres ambientais em Minas só são entendidos adequadamente quando a relação entre a sociedade humana e a natureza que a envolve é compreendida.” 



Considerando a alternância das estruturas, como se classifica sintaticamente o item SE, da versão original, em cada uma das ocorrências?

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Ano: 2023 Banca: CPCON Órgão: UEPB Provas: CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Desenvolvimento e Ensaios de Medicamentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Patologia Oral e Biologia Molecular - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Cromatografia Líquida, Iônica e Gasosa - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química e Fertilidade do Solo - CAMPUS II e IV) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Análise das Águas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico de Prótese Dentária - CAMPUS I | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises Clínicas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises de Peçonhas e Toxinas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Esterelização - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório (Fitopatologia - CAMPUS II) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Física - CAMPUS VII e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Agropecuária - Produção de Mudas - CAMPUS II | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Informática - CAMPUS VI | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Geotecnia - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Manutenção de Equipamentos Odontológicos - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Radiologia - CAMPUS I e VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Atendente de Consultório Dentário - CAMPUS VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Hidráulica - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Microbiologia de Alimentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Morfofisiologia - CAMPUS VIII) |
Q3557625 Português
Indique em qual dos fragmentos citados na sequência, a partícula SE funciona como índice de indeterminação do sujeito. (Trechos da matéria Cavalheiros do apocalipse - Carta Capital - 05/02/20). 
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Q3545289 Português
LEIA A MÚSICA PARA RESPONDER À QUESTÃO.

Aonde Quer Que Eu Vá

Os Paralamas do Sucesso

Olhos fechados
Pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar

Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição

E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Longe daqui
Longe de tudo

Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar

Larará! Lararára!
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição

E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!

Aonde quer que eu vá
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá


Fonte:https://www.letras.mus.br/os-paralamas-dosucesso/30129/Acesso em: 06 out. de 2023.
Na frase, "Se é intuição" é correto afirmar que a palavra em destaque é uma:
Alternativas
Q3489636 Português
Em quais assertivas a palavra “se” é empregada corretamente:
I - Se 3/5 dos deputados comparecerem, haverá quórum para votação.
II – Se aproximaram um do outro e ignoraram-se.
III – Calcula-se que menos da metade dos convidados estará presente.
IV – Se ofendiam e se xingavam reciprocamente.
V – Se se aplicasse corretamente o direito, não existiriam injustiças. 
Alternativas
Q3477178 Português
Assinale o item em que há erro quanto ao emprego dos pronomes SE, SI ou CONSIGO:
Alternativas
Q3475217 Português
1. Se hoje eu sou estrela
2. Amanhã já se apagou
3. Se hoje eu te odeio
4. Amanhã lhe tenho amor
5. Lhe tenho amor
6. Lhe tenho horror
7. Lhe faço amor
8. Eu sou um ator
(RAUL SEIXAS. Metamorfose Ambulante. Rio de Janeiro. Universal Music: 1973.)

Neste recorte da música Metamorfose Ambulante, Raul Seixas repete a palavra "Se" nos três primeiros versos, conforme grifado acima. Acerca deste termo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3472653 Português
Considerando o trecho “No modelo anterior, calcado na perspectiva médica, a incapacidade, a ineficiência e as limitações centravam-se na pessoa”, assinale a alternativa que apresenta sua correta reescrita, mantendo-se o sentido original, ao suprimir-se a palavra “se”.
Alternativas
Q3469249 Português

O clube



― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…


― E gordos…


― Você está enorme.


― Você também.


― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.


― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.


― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?


― Você não se lembra? Não há mais criados.


― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.


― Mas eu vivo só para estas reuniões.


― Eu também. Não há mais nada.


― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.


― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.


― Ali se sentava o… Como era mesmo?


― O Gastão.


― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…


― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.


― É engraçado. Não consigo me lembrar…


― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.


― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.


― Ali, sentava o doutor Malvino.


― Camarões com molho de nata.


― Não. Musse de salmão.


― Exato. Divina. E do lado dele…


― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.


― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.


― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…


― Lamentável, lamentável.


― E quando morreu o Parreirinha?


― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.


― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.


― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.


― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]


― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.


― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.


― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…


― Cuidado. Assim. Epa.


― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.


― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.


― Olha a garrafa!


― Caiu embaixo da mesa.


― O fogo já chegou no chão.


― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.


― Salva as panquecas! Salva as panquecas!


― Tarde demais.


― Acho que devíamos chamar alguém para…


― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.


― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?


― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.


― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.


― Ai.


― Hein?


― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?


― Bisque de lagosta.


― Pena, pena. Enfim…


― O pior é morrer assim, queimado.


― Você preferia como?


― Pelo menos mal-passado. 



Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011. 

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “― Você não se lembra? Não há mais criados.”


II. “― Ali se sentava o… Como era mesmo?”


III. “― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…”



Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua como conjunção condicional apenas em: 

Alternativas
Q3454715 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados.”, a palavra ‘se’ atua como:
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Q3247831 Português
    No luto, ninguém aguenta sua tristeza, a sua falta de vontade. Nem passou um mês da perda e os amigos já querem que você saia. Já querem que você converse animadamente. Já querem o seu riso de volta. Não entendem o processo. Não respeitam a solidão.

    O que mais você escuta é que deve seguir adiante. Para onde? Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu. Não tem como tratar a morte de um ente querido, como se fosse um simples aborrecimento.

    Nossa vida não é mais a mesma, não tem como seguir como era antes. Quando morre quem você ama, quem você era morre junto. Você já é uma outra pessoa. Nem você mais se conhece.

    No luto, você vê que é uma mentira social, que as pessoas se habituam com a dor. Pois você sofre cada vez mais de saudade. O sofrimento de um mês da perda não muda depois de cinco anos, aliás só aumenta, pois você vai percebendo que a falta do ente querido é irreversível.

    Você cuida do canteiro estreito de uma lápide por não poder mais cuidar da extensão infinita de uma vida. No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.

    “A morte desconstrói as nossas crenças, as nossas certezas, as nossas convicções. Você deixou de existir para alguém. E essa pessoa continua cada vez mais viva dentro de você.”

Fabrício Carpinejar 19/09/2023


(Disponível em https://www.em.com.br/app/noticia/ pensar/2023/09/15. Acesso em 13/10/2023)
No trecho “Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu.”, a palavra SE é
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Q3042186 Português
No segundo quadro, a personagem faz a pergunta em relação ao uso do “se” ou do “a menos que” porque
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Q2808600 Português

TEXTO II


A casa que educa


71 ____ Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é

72 um navegador. Navega num barco a vela. Vela é

73 uma armadilha para pegar o vento. O vento tem

74 força. Os barcos a vela navegam movidos pela

75 força do vento. O vento vem, bate nas velas e

76 empurra o barco. Mas o que fazer quando o

77 navegador quer ir para o sul e o vento sopra para

78 o norte? Peça a um professor para lhe explicar

79 isto. Antes das velas era preciso remar para o

80 barco navegar. Dava muita canseira. Mas aí um

81 dos nossos antepassados descobriu que o vento

82 faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer

83 outras coisas…

84 ____ Toda a nossa história passada, desde os

85 tempos das cavernas, é a história dos homens

86 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por

87 eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o

88 arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

89 ____ O Amyr Klink disse que as crianças

90 aprendem “construindo” uma casa. Concordo.

91 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As

92 crianças da ilha Faroe aprendiam o que

93 precisavam saber para viver construindo uma

94 casa! Mas não será muito difícil construir uma

95 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode

“96 imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo

97 o que a gente faz começa na imaginação: um

98 quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-

99 Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica

100 cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… –

101 tudo começa na imaginação.

102 ____ Quando vou fazer um papagaio, a primeira

103 coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há

104 papagaios do tamanho de uma casa!), as suas

105 cores, as ferramentas de que vou precisar e os

106 materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra,

107 linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A

108 primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse

109 pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os

110 edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa

111 que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê

112 com os olhos da imaginação.

113 ____ Imagine a casa que você gostaria de

114 construir. Terá um ou dois andares? As telhas

115 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão?

116 Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma

117 lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado

118 estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do

119 sul? E do oeste? Onde nasce o sol? Onde se põe?

120 Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É

121 importante saber onde estão os pontos cardeais

122 por causa da luz do sol. Aí é preciso desenhar essa

123 casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros

124 saibam como a imaginei. O desenho torna a

125 imaginação visível. Quem faz esse desenho é o

126 arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos

127 materiais que você terá de usar para construir sua

128 casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e

129 sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do

130 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai

131 e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.


ALVES, Rubem. A casa que educa. In: Educação. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 27 fev. 2023.

Atente para o seguinte trecho:


“Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas […]” (linhas 80-83)


Assinale a opção que apresenta a correta classificação do período e o efeito de sentido decorrente dessa organização.

Alternativas
Q2808590 Português

TEXTO I


Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades


01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias

02 digitais da informação e comunicação, também

03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas

04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de

05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido

06 incorporadas às práticas docentes como meio para

07 promover aprendizagens mais significativas, com o

08 objetivo de apoiar os professores na

09 implementação de metodologias de ensino ativas,

10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à

11 realidade dos estudantes e despertando maior

12 interesse e engajamento dos alunos em todas as

13 etapas da Educação Básica.

14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e

15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar

16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não

17 se esgotam aí. É necessário promover a

18 alfabetização e o letramento digital, tornando

19 acessíveis as tecnologias e as informações que

20 circulam nos meios digitais e oportunizando a

21 inclusão digital.

22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum

23 Curricular contempla o desenvolvimento de

24 competências e habilidades relacionadas ao uso

25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto

26 de forma transversal – presentes em todas as áreas

27 do conhecimento e destacadas em diversas

28 competências e habilidades com objetos de

29 aprendizagem variados – quanto de forma

30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento

31 de competências relacionadas ao próprio uso das

32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou

33 seja, para o desenvolvimento de competências de

34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas

35 práticas sociais.

[...]

36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que

37 incorporar as tecnologias digitais na educação não

38 se trata de utilizá-las somente como meio ou

39 suporte para promover aprendizagens ou despertar

40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os

41 alunos para que construam conhecimentos com e

42 sobre o uso dessas TDICs.

[...]

43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas

44 pedagógicas e no currículo como objeto de

45 aprendizagem requer atenção especial e não pode

46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É

47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o

48 olhar de utilização das tecnologias e recursos

49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e

50 suporte à implementação de metodologias ativas e

51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto

52 como um fim, promovendo a democratização ao

53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.

54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a

55 proposta pedagógica da escola e investir na

56 formação continuada de professores.

57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à

58 prática do ensino, como apresentações digitais,

59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento

60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das

61 TDICs para promover a criação de conteúdos

62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de

63 softwares para a elaboração de histórias em

64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na

65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.

66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os

67 alunos podem criar áudios e vídeos para

68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou

69 sequência didática. Que tal conhecer algumas

70 dessas possibilidades?


MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.

Relacione corretamente os termos destacados com as respectivas funções sintáticas, numerando os parênteses abaixo de acordo com a seguinte indicação: 1. sujeito; 2. adjunto adverbial; 3. complemento nominal; 4. Objeto direto.


( ) “Ao longo das últimas décadas, as tecnologias digitais da informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender.” (linhas 01-05)

( ) “As razões pelas quais as tecnologias e recursos digitais devem, cada vez mais, estar presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não se esgotam aí.” (linhas 14-17)

( ) “Nesse contexto, é preciso lembrar que incorporar as tecnologias digitais na educação não se trata de utilizá-las somente como meio ou suporte para promover aprendizagens ou despertar o interesse dos alunos [...]” (linhas 36-40)

( ) É preciso repensar os projetos pedagógicos com o olhar de utilização das tecnologias e recursos digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e suporte à implementação de metodologias ativas e à promoção de aprendizagens significativas, quanto como um fim[...]” (linhas 46-52)


A sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Respostas
621: A
622: A
623: E
624: A
625: E
626: C
627: C
628: A
629: E
630: C
631: C
632: C
633: C
634: B
635: C
636: A
637: B
638: E
639: B
640: C