Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

Foram encontradas 1.654 questões

Q3475217 Português
1. Se hoje eu sou estrela
2. Amanhã já se apagou
3. Se hoje eu te odeio
4. Amanhã lhe tenho amor
5. Lhe tenho amor
6. Lhe tenho horror
7. Lhe faço amor
8. Eu sou um ator
(RAUL SEIXAS. Metamorfose Ambulante. Rio de Janeiro. Universal Music: 1973.)

Neste recorte da música Metamorfose Ambulante, Raul Seixas repete a palavra "Se" nos três primeiros versos, conforme grifado acima. Acerca deste termo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3472653 Português
Considerando o trecho “No modelo anterior, calcado na perspectiva médica, a incapacidade, a ineficiência e as limitações centravam-se na pessoa”, assinale a alternativa que apresenta sua correta reescrita, mantendo-se o sentido original, ao suprimir-se a palavra “se”.
Alternativas
Q3471845 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil.”


II. “― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.”



Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua, respectivamente, como:

Alternativas
Q3469249 Português

O clube



― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…


― E gordos…


― Você está enorme.


― Você também.


― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.


― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.


― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?


― Você não se lembra? Não há mais criados.


― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.


― Mas eu vivo só para estas reuniões.


― Eu também. Não há mais nada.


― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.


― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.


― Ali se sentava o… Como era mesmo?


― O Gastão.


― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…


― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.


― É engraçado. Não consigo me lembrar…


― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.


― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.


― Ali, sentava o doutor Malvino.


― Camarões com molho de nata.


― Não. Musse de salmão.


― Exato. Divina. E do lado dele…


― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.


― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.


― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…


― Lamentável, lamentável.


― E quando morreu o Parreirinha?


― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.


― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.


― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.


― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]


― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.


― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.


― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…


― Cuidado. Assim. Epa.


― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.


― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.


― Olha a garrafa!


― Caiu embaixo da mesa.


― O fogo já chegou no chão.


― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.


― Salva as panquecas! Salva as panquecas!


― Tarde demais.


― Acho que devíamos chamar alguém para…


― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.


― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?


― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.


― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.


― Ai.


― Hein?


― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?


― Bisque de lagosta.


― Pena, pena. Enfim…


― O pior é morrer assim, queimado.


― Você preferia como?


― Pelo menos mal-passado. 



Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011. 

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “― Você não se lembra? Não há mais criados.”


II. “― Ali se sentava o… Como era mesmo?”


III. “― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…”



Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua como conjunção condicional apenas em: 

Alternativas
Q3454715 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados.”, a palavra ‘se’ atua como:
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Q3247831 Português
    No luto, ninguém aguenta sua tristeza, a sua falta de vontade. Nem passou um mês da perda e os amigos já querem que você saia. Já querem que você converse animadamente. Já querem o seu riso de volta. Não entendem o processo. Não respeitam a solidão.

    O que mais você escuta é que deve seguir adiante. Para onde? Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu. Não tem como tratar a morte de um ente querido, como se fosse um simples aborrecimento.

    Nossa vida não é mais a mesma, não tem como seguir como era antes. Quando morre quem você ama, quem você era morre junto. Você já é uma outra pessoa. Nem você mais se conhece.

    No luto, você vê que é uma mentira social, que as pessoas se habituam com a dor. Pois você sofre cada vez mais de saudade. O sofrimento de um mês da perda não muda depois de cinco anos, aliás só aumenta, pois você vai percebendo que a falta do ente querido é irreversível.

    Você cuida do canteiro estreito de uma lápide por não poder mais cuidar da extensão infinita de uma vida. No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.

    “A morte desconstrói as nossas crenças, as nossas certezas, as nossas convicções. Você deixou de existir para alguém. E essa pessoa continua cada vez mais viva dentro de você.”

Fabrício Carpinejar 19/09/2023


(Disponível em https://www.em.com.br/app/noticia/ pensar/2023/09/15. Acesso em 13/10/2023)
No trecho “Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu.”, a palavra SE é
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Q3042186 Português
No segundo quadro, a personagem faz a pergunta em relação ao uso do “se” ou do “a menos que” porque
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Q2658342 Português

Cartão vermelho contra o preconceito

Por Ernesto Neves


  1. O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
  2. superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
  3. dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
  4. conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
  5. livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
  6. até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
  7. execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
  8. quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
  9. campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
  10. Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
  11. exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
  12. atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
  13. discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
  14. autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
  15. desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
  16. na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
  17. Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
  18. de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
  19. mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
  20. o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
  21. atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
  22. problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
  23. compliance antidiscriminatório.
  24. A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
  25. a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
  26. intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
  27. Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
  28. promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
  29. na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
  30. Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
  31. clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
  32. cânticos embalados pela intolerância.
  33. Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
  34. Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
  35. Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
  36. interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
  37. tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
  38. Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
  39. — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
  40. próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
  41. dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
  42. as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
  43. sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
  44. “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
  45. aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
  46. governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.


(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “Sua atitude, de expor a questão sem desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só na Europa, como também no Rio de Janeiro”, a oração destacada estabelece uma relação de sentido de:

Alternativas
Q2658339 Português

Cartão vermelho contra o preconceito

Por Ernesto Neves


  1. O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
  2. superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
  3. dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
  4. conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
  5. livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
  6. até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
  7. execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
  8. quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
  9. campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
  10. Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
  11. exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
  12. atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
  13. discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
  14. autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
  15. desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
  16. na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
  17. Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
  18. de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
  19. mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
  20. o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
  21. atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
  22. problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
  23. compliance antidiscriminatório.
  24. A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
  25. a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
  26. intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
  27. Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
  28. promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
  29. na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
  30. Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
  31. clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
  32. cânticos embalados pela intolerância.
  33. Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
  34. Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
  35. Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
  36. interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
  37. tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
  38. Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
  39. — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
  40. próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
  41. dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
  42. as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
  43. sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
  44. “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
  45. aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
  46. governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.


(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas, superando diferenças de credo, raça e classe”, o trecho destacado da oração cumpre, sintaticamente, a função de:

Alternativas
Q2658302 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “A humanidade enfrenta um futuro intolerável”, analise as assertivas a seguir:


I. A oração apresenta adjunto adnominal do sujeito.

II. A expressão “um futuro intolerável” é classificada como objeto direto.

III. Há predicativo do sujeito na oração.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2649370 Português

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 07.


Dengue prevista


A dengue é uma doença periódica e cíclica: os casos crescem no verão e há picos epidêmicos a cada 4 ou 5 anos. Trata-se, portanto, de enfermidade de atuação previsível. Supõe-se que o poder público se adiantaria com medidas de prevenção e tratamento. Contudo, há décadas os números de casos e mortes só aumentam no Brasil.

Entre 2000 e 2010, foram registrados 4,5 milhões de ocorrências e 1.869 óbitos. Na década seguinte, os números saltaram para 9,5 milhões e 5.385, respectivamente. O primeiro semestre deste ano registra 1,4 milhão de casos, ante 1,5 milhão em 2022. A tendência é piorar.

Segundo a OMS, urbanização descontrolada e sistema sanitário precário contribuem para o descontrole da moléstia.

No Brasil, cerca de 50% da população não tem acesso a redes de esgoto, em grande parte devido à ineficiência estatal, que só agora começa a mudar com o novo marco do setor. E o desmatamento para a construção de moradias irregulares grassa nos grandes centros. A dimensão de áreas verdes derrubadas para esse fim na cidade de São Paulo atingiu, nos primeiros dois meses de 2023, 85 hectares.

Neste ano, o município já conta com 11 444 casos de dengue – 3,7% a mais em relação ao mesmo período de 2022. Dez pessoas morreram, o maior número em oito anos, quando houve pico epidêmico.

A OMS ressaltou a importância da vacinação. Mas, devido à burocracia, o Brasil protela a distribuição do imunizante japonês Qdenga – já aprovado para venda pela Anvisa – no sistema público de saúde.

O combate à dengue deve ser contínuo, não apenas no verão, e em várias frentes complementares (saúde, infraestrutura e moradia). Com o alerta da OMS, espera-se que o poder público, local e federal, se prepare para receber as consequências do fenômeno climático El Niño.


(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.07.2023. Adaptado)

Na passagem do primeiro parágrafo do texto – Supõe-se que o poder público se adiantaria com medidas de prevenção e tratamento. Contudo, há décadas os números de casos e mortes só aumentam no Brasil. –, o trecho destacado e o trecho posterior expressam, correta e respectivamente, sentidos de

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Q2647795 Português

O que é aporofobia?


Aporafobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre. E o preconceito ainda pouco estudado com o fato de uma pessoa viver em estado de pobreza. O que significa que, além de não ter dinheiro, essa pessoa parece ser uma desamparada, isto é, carente de recursos, direitos, oportunidades, ou até capacidades para deixar de ser pobre.


A aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato. O pobre é o verdadeiramente diferente. Não pelo fato de viver com muito pouco dinheiro, mas porque ele nada tem de atrativo para oferecer aos outros. O pobre do qual se tem medo é aquele visto como incapaz de contratar ou ser contratado em qualquer esfera social.


É este tipo de desprezo que caracteriza atitudes aporófobas. É o rechaço a quem não pode entregar nada em troca ou ao menos parece não poder. E por isso é excluído da condição de contrato político, econômico ou social desse mundo de dar e receber no qual só podem entrar os que parecem ter algo de interessante para dar em retorno.


https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm

Sobre o período, "Aporofobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre", há falha de análise em:

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Q2647794 Português

O que é aporofobia?


Aporafobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre. E o preconceito ainda pouco estudado com o fato de uma pessoa viver em estado de pobreza. O que significa que, além de não ter dinheiro, essa pessoa parece ser uma desamparada, isto é, carente de recursos, direitos, oportunidades, ou até capacidades para deixar de ser pobre.


A aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato. O pobre é o verdadeiramente diferente. Não pelo fato de viver com muito pouco dinheiro, mas porque ele nada tem de atrativo para oferecer aos outros. O pobre do qual se tem medo é aquele visto como incapaz de contratar ou ser contratado em qualquer esfera social.


É este tipo de desprezo que caracteriza atitudes aporófobas. É o rechaço a quem não pode entregar nada em troca ou ao menos parece não poder. E por isso é excluído da condição de contrato político, econômico ou social desse mundo de dar e receber no qual só podem entrar os que parecem ter algo de interessante para dar em retorno.


https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm

"Aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato". Analisa corretamente o excerto:

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Q2647272 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a oração destacada do texto se classifica como adjetiva explicativa.

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Q2647117 Português

“Por essas características e pela incapacidade do poder público em regulá-la, a grilagem tornou-se, também, um dos motores da concentração fundiária no país.”


Considerando o trecho acima, é CORRETO afirmar que:

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Ano: 2023 Banca: IDIB Órgão: Prefeitura de Trindade - GO
Q2646716 Português

Texto para as questões de 1 a 20.


Drogas e tratamentos


Antônio Carlos Prado


1 Existem três modalidades no campo da institucionalização de dependentes

químicos. A internação compulsória é aquela determinada pela Justiça e ocorre, sobretudo,

quando o usuário de substância psicoativa comete algum grave ato dissocial – homicídio,

por exemplo. Nesse caso, se comprovado cientificamente que o delito aconteceu devido à

5dependência que retirou do autor a capacidade de crítica e _________¹, o juiz pode

considerar o indivíduo irresponsável pelo crime — ou seja, o delito lhe é inimputável.

Em vez de sentença penal condenatória é aplicada, então, medida de segurança

com encaminhamento a hospital de custódia.

Quanto à internação involuntária: o dependente químico, mesmo já colocando em

10risco a sua vida e a de outras pessoas, recusa-se a ser internado. Nesse caso, basta

autorização de um médico e de um parente direto para a institucionalização se consumar.

Finalmente, existe a voluntária: o usuário concorda em ir para uma instituição com

a finalidade de ser tratado e largar definitivamente o uso nocivo e abusivo.

Embora seja a mais discutida no País, a chamada Cracolândia, na cidade de São

15Paulo, onde dependentes químicos se drogam dia e noite a céu aberto, não é a única do

Brasil — o assunto aqui abordado tem, portanto, interesse nacional. Ao que se assiste na

capital paulista, porém, é a Prefeitura tomar atitudes com boas intenções (afinal, quer

salvar vidas), mas que terão poucos resultados. Circulam pela Cracolândia traficantes que

deveriam ser presos — basta uma semana de operações e o tráfico acaba. Seria possível,

20então, cuidar dos dependentes que perambulam perdidos em um mundo no qual não mais

percebem o quanto aceleram o próprio passo para a morte.

A Prefeitura defende a internação involuntária de usuários que usam drogas há mais

de cinco anos – nesse espaço de tempo, em se falando de crack, os pulmões estão

lesados.

25 É sabido, no entanto, que internações involuntárias podem ou não surtirem bons

efeitos, e não devem elas estar fundamentadas somente em doenças pulmonares.

A internação não voluntária, importante repetir, vale em situações em que o usuário

coloca em risco a sua vida ou a de terceiros. Esse aspecto registra-se em não mais que

6% dos cerca de seis mil atendimentos feitos anualmente pela Unifesp.

30 É preciso, isso sim, que se enviem médicos especializados diariamente ao local e

que se prendam os traficantes. São necessárias ações de convencimento para tratamentos

ambulatoriais ou internações voluntárias. O problema é de dificílima solução, a Prefeitura

paulistana está empenhada com seriedade e boa vontade em encontrar soluções, mas o

caminho seguido não é o mais adequado.


Disponível em: https://istoe.com.br/drogas-e-tratamentos/. Acesso em 09/02/2023

No período “A internação compulsória é aquela determinada pela Justiça e ocorre, sobretudo, quando o usuário de substância psicoativa comete algum grave ato dissocial” é correto afirmar sobre a palavra em destaque que ela

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Q2646604 Português

Texto para as questões 1 a 10

Pesquisadores da Dinamarca e dos EUA descobrem nova estrutura no cérebro

1 Pesquisadores de instituições dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram uma nova

estrutura cerebral. Trata-se de uma fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio

que parece contribuir para a defesa do cérebro.

A nova estrutura, batizada de slym (subarachnoidal lymphatic-like membrane), foi descrita

5 --nesta quinta-feira (5) na revista Science e encontrada em um estudo que se concentra nas

meninges, compostas de camadas dura-máter, aracnoide e pia-máter.

O primeiro autor, Kjeld Møllgård, professor de neuroanatomia na Universidade de

Copenhague, levantou a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio (camada

que reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do coração, protegendo os

10 --órgãos)? O estudo, em parceria com diversos cientistas, mostrou que sim.

A slym divide o espaço abaixo da camada aracnoide e, segundo os pesquisadores, ajuda a

controlar o fluxo de líquido cefalorraquidiano, contribuindo para o transporte e a remoção de

resíduos do cérebro.

Fina e delicada, a estrutura consiste em apenas uma ou algumas células de espessura.

15 --Ainda assim, ao permitir o influxo de líquido cefalorraquidiano fresco e a saída de proteínas tóxicas,

os cientistas avaliam que ela possa estar associada ao Alzheimer e a outras doenças neurológicas.

De acordo com o estudo, a integridade da slym impede a entrada de células de defesa

externas – o sistema nervoso central mantém sua própria população de células de defesa. Além

disso, a estrutura parece concentrar células que examinam o líquido cefalorraquidiano em busca

20 de sinais de infecção.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/pesquisadores-da-dinamarcae-dos-eua-descobrem-nova-estrutura-no-cerebro.shtml. 5.jan.2023.)

Na linha 11, a palavra “segundo” introduz um segmento com valor de

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Q2646603 Português

Texto para as questões 1 a 10

Pesquisadores da Dinamarca e dos EUA descobrem nova estrutura no cérebro

1 Pesquisadores de instituições dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram uma nova

estrutura cerebral. Trata-se de uma fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio

que parece contribuir para a defesa do cérebro.

A nova estrutura, batizada de slym (subarachnoidal lymphatic-like membrane), foi descrita

5 --nesta quinta-feira (5) na revista Science e encontrada em um estudo que se concentra nas

meninges, compostas de camadas dura-máter, aracnoide e pia-máter.

O primeiro autor, Kjeld Møllgård, professor de neuroanatomia na Universidade de

Copenhague, levantou a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio (camada

que reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do coração, protegendo os

10 --órgãos)? O estudo, em parceria com diversos cientistas, mostrou que sim.

A slym divide o espaço abaixo da camada aracnoide e, segundo os pesquisadores, ajuda a

controlar o fluxo de líquido cefalorraquidiano, contribuindo para o transporte e a remoção de

resíduos do cérebro.

Fina e delicada, a estrutura consiste em apenas uma ou algumas células de espessura.

15 --Ainda assim, ao permitir o influxo de líquido cefalorraquidiano fresco e a saída de proteínas tóxicas,

os cientistas avaliam que ela possa estar associada ao Alzheimer e a outras doenças neurológicas.

De acordo com o estudo, a integridade da slym impede a entrada de células de defesa

externas – o sistema nervoso central mantém sua própria população de células de defesa. Além

disso, a estrutura parece concentrar células que examinam o líquido cefalorraquidiano em busca

20 de sinais de infecção.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/pesquisadores-da-dinamarcae-dos-eua-descobrem-nova-estrutura-no-cerebro.shtml. 5.jan.2023.)

Ainda assim, ao permitir o influxo de líquido cefalorraquidiano fresco e a saída de proteínas tóxicas, os cientistas avaliam que ela possa estar associada ao Alzheimer e a outras doenças neurológicas. (linhas 15 a 16)

O segmento sublinhado no período acima apresenta, no texto, circunstância de

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Q2646601 Português

Texto para as questões 1 a 10

Pesquisadores da Dinamarca e dos EUA descobrem nova estrutura no cérebro

1 Pesquisadores de instituições dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram uma nova

estrutura cerebral. Trata-se de uma fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio

que parece contribuir para a defesa do cérebro.

A nova estrutura, batizada de slym (subarachnoidal lymphatic-like membrane), foi descrita

5 --nesta quinta-feira (5) na revista Science e encontrada em um estudo que se concentra nas

meninges, compostas de camadas dura-máter, aracnoide e pia-máter.

O primeiro autor, Kjeld Møllgård, professor de neuroanatomia na Universidade de

Copenhague, levantou a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio (camada

que reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do coração, protegendo os

10 --órgãos)? O estudo, em parceria com diversos cientistas, mostrou que sim.

A slym divide o espaço abaixo da camada aracnoide e, segundo os pesquisadores, ajuda a

controlar o fluxo de líquido cefalorraquidiano, contribuindo para o transporte e a remoção de

resíduos do cérebro.

Fina e delicada, a estrutura consiste em apenas uma ou algumas células de espessura.

15 --Ainda assim, ao permitir o influxo de líquido cefalorraquidiano fresco e a saída de proteínas tóxicas,

os cientistas avaliam que ela possa estar associada ao Alzheimer e a outras doenças neurológicas.

De acordo com o estudo, a integridade da slym impede a entrada de células de defesa

externas – o sistema nervoso central mantém sua própria população de células de defesa. Além

disso, a estrutura parece concentrar células que examinam o líquido cefalorraquidiano em busca

20 de sinais de infecção.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/pesquisadores-da-dinamarcae-dos-eua-descobrem-nova-estrutura-no-cerebro.shtml. 5.jan.2023.)

Trata-se de uma fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio que parece contribuir para a defesa do cérebro. (linhas 2 a 3)

No período acima, o SE classifica-se como

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Q2646597 Português

Texto para as questões 1 a 10

Pesquisadores da Dinamarca e dos EUA descobrem nova estrutura no cérebro

1 Pesquisadores de instituições dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram uma nova

estrutura cerebral. Trata-se de uma fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio

que parece contribuir para a defesa do cérebro.

A nova estrutura, batizada de slym (subarachnoidal lymphatic-like membrane), foi descrita

5 --nesta quinta-feira (5) na revista Science e encontrada em um estudo que se concentra nas

meninges, compostas de camadas dura-máter, aracnoide e pia-máter.

O primeiro autor, Kjeld Møllgård, professor de neuroanatomia na Universidade de

Copenhague, levantou a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio (camada

que reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do coração, protegendo os

10 --órgãos)? O estudo, em parceria com diversos cientistas, mostrou que sim.

A slym divide o espaço abaixo da camada aracnoide e, segundo os pesquisadores, ajuda a

controlar o fluxo de líquido cefalorraquidiano, contribuindo para o transporte e a remoção de

resíduos do cérebro.

Fina e delicada, a estrutura consiste em apenas uma ou algumas células de espessura.

15 --Ainda assim, ao permitir o influxo de líquido cefalorraquidiano fresco e a saída de proteínas tóxicas,

os cientistas avaliam que ela possa estar associada ao Alzheimer e a outras doenças neurológicas.

De acordo com o estudo, a integridade da slym impede a entrada de células de defesa

externas – o sistema nervoso central mantém sua própria população de células de defesa. Além

disso, a estrutura parece concentrar células que examinam o líquido cefalorraquidiano em busca

20 de sinais de infecção.

(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/01/pesquisadores-da-dinamarcae-dos-eua-descobrem-nova-estrutura-no-cerebro.shtml. 5.jan.2023.)

O primeiro autor, Kjeld Møllgård, professor de neuroanatomia na Universidade de Copenhague, levantou a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio (camada que reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do coração, protegendo os órgãos)? (linhas 7 a 10)

O segmento sublinhado no período acima, em relação ao segmento anterior, desempenha papel de

Alternativas
Respostas
581: C
582: B
583: C
584: C
585: A
586: B
587: E
588: D
589: B
590: D
591: B
592: C
593: B
594: B
595: C
596: E
597: D
598: A
599: C
600: A