Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

Foram encontradas 1.162 questões

Q3899364 Português
     
         A região da Capadócia, localizada no centro da Turquia, apresenta formações geológicas singulares originadas há milhões de anos, através de atividade vulcânica e processos erosivos. Ao observar os vales e as “chaminés de fada”, os geólogos podem identificar depósitos de cinzas vulcânicas.
 
      Estudos científicos registram alterações na cobertura do solo, na vegetação e nos processos erosivos, atribuindo-lhes relevância para compreender os impactos ambientais. Esses registros permitem avaliar a resiliência do ecossistema; ao que tudo indica, havia adaptações naturais que possibilitavam à flora e fauna manterem-se em equilíbrio nas regiões de solo vulcânico e clima semiárido, demonstrando a capacidade de sobrevivência do ambiente frente a perturbações externas.

      Além disso, a análise da morfologia do terreno e da distribuição das formações rochosas permite observar padrões de erosão e sedimentação, o que contribui para estudos topográficos e geológicos detalhados. A Capadócia, assim, representa um modelo de estudo integrativo, no qual geologia, ecologia e processos naturais se entrelaçam, oferecendo informações valiosas para pesquisas científicas e à preservação da região.
O termo “se” junto ao verbo “manter” agrega qual voz ao trecho?
Alternativas
Q3861717 Português
TEXTO 1


Cidades inteligentes e inteligência artificial: como a inovação tem transformado serviços públicos


Publicado em 22/11/2025 – Por Régis de Oliveira Júnior*


O uso da inteligência artificial (IA) já se consolidou nas cidades brasileiras. O objetivo é claro: qualificar os serviços públicos e entregar uma experiência melhor para o cidadão. Num país com tanta burocracia barrando o acesso a direitos, qualquer avanço tecnológico impacta demais o nosso dia a dia. A pergunta principal mudou. Já não se discute quando a IA vai chegar, mas, sim, como vamos usá-la. A chave é garantir que essa aplicação seja feita com responsabilidade, eficácia e, o mais importante, focada na população.


Desde 2023, a digitalização das prefeituras acelerou bastante. Isso rolou por causa da internet que melhorou, das políticas de smart cities que ganharam força e porque os municípios agora têm mais capacidade de analisar um volume enorme de dados. A IA está em tudo: saúde, mobilidade urbana, segurança, educação e zeladoria. O cidadão, que vivia em longas filas, se deslocando muito ou preso em processos chatos, agora consegue respostas bem mais rápidas e vê menos obstáculos no caminho.


Curitiba é a prova viva dessa inovação. A Muralha Digital tem cerca de 1.600 câmeras e usa visão computacional para ajudar no trânsito e na segurança. O 156 também mudou graças à IA: o sistema consegue reconhecer fotos que os moradores mandam (tipo uma árvore que caiu ou lixo acumulado) e encaminha o pedido certo na hora. A capital paranaense mostra uma integração clara entre tecnologia, planejamento e governança.


Paralelamente, cidades de todos os portes estão testando soluções preditivas para problemas graves. No Recife, o Conecta Recife já tem mais de 650 serviços digitais. Lá, a IA analisa exames e dados de pacientes para avisar sobre riscos, diminuir as faltas e organizar melhor as consultas. Em Rio do Sul, Santa Catarina, um sistema de previsão acertou quase 100% dos casos de evasão escolar, dando tempo para a prefeitura agir antes.


Pessoas que entendem de governança digital dizem que os modelos de machine learning (até os mais básicos) analisam padrões em prontuários, frequência, infraestrutura e mobilidade. Quando operados com a devida supervisão humana, esses algoritmos têm a capacidade de antecipar riscos, organizar melhor as filas, cortar desperdícios e aprimorar significativamente a gestão pública. No entanto, o desafio crucial reside na transparência sobre o funcionamento desses sistemas, exigindo uma prestação de contas contínua à população.


Para ilustrar a amplitude dessas aplicações, listamos dez municípios que já colocam a IA em prática: Curitiba, com a Muralha Digital e o 156 inteligente; Recife, usando o Conecta Recife e a análise de exames; São Paulo, com o SP156 e reconhecimento de imagem; Rio Grande do Sul, com o sistema preditivo contra evasão escolar; Cascavel, que automatiza a triagem de documentos; Porto Alegre, com IA para identificar buracos nas ruas; Belo Horizonte, monitorando pontes com sensores inteligentes; São Caetano do Sul, oferecendo assistentes virtuais 24 horas; Vitória, otimizando o trabalho e cortando custos; e Mogi das Cruzes, que aplica a análise preditiva em segurança e mobilidade.


O avanço das cidades inteligentes impõe, por consequência, novas responsabilidades. A inclusão digital segue como um obstáculo imenso para milhões de brasileiros, especialmente em regiões periféricas ou rurais. Para que a IA seja uma ferramenta democrática, é imperativo ampliar o acesso à internet, promover a alfabetização digital e esclarecer, de forma simples e acessível, como os dados do cidadão serão de fato utilizados.


A privacidade se configura como um dos pontos mais sensíveis da discussão. Sistemas que mexem com dados sensíveis, como histórico de saúde ou de onde a pessoa se desloca, precisam seguir protocolos de proteção e auditoria muito rigorosos. O viés algorítmico também é motivo de preocupação: se os dados usados para alimentar os modelos tiverem falhas ou virem de um histórico de desigualdades, a IA corre o risco de reforçar injustiças sociais ou raciais. Além disso, a regulação da IA ainda está crua no Brasil. Isso cria lacunas que a gente precisa debater: não tem legislação específica, não dá para prever direito os custos a longo prazo e a dependência de empresas privadas é uma dor de cabeça. É importantíssimo que universidades, gestores públicos, gente da ética e a sociedade civil se envolvam na construção de políticas públicas para a IA.


Olhar para fora só mostra o quanto precisamos disso. Países como Estônia, Coreia do Sul e Reino Unido avançaram muito porque juntaram tecnologia com leis fortes. Por lá, as cidades inteligentes não são só sobre inovar; elas também exigem governança aberta e participação das pessoas. O Brasil pode ir por um caminho parecido, desde que a aplicação da IA no setor público seja guiada por dados concretos, tenha metas claras e, claro, um forte compromisso humano.


A IA está transformando o serviço público no Brasil. Se for usada com responsabilidade, ela diminui a burocracia, melhora o acesso, aumenta a eficiência e, no fim das contas, devolve tempo para o cidadão. O que vai definir o jogo não é só a tecnologia. É a governança de como ela é aplicada. Prefeituras têm que digitalizar mais rápido, treinar o pessoal, serem transparentes e abraçar a responsabilidade ética que vem com essa inovação.


A inteligência artificial pode virar o jogo na relação entre o povo e o governo. Para que essa promessa saia do papel, a inovação precisa ser guiada por dados confiáveis, ética e pelas necessidades reais de quem mora na cidade. O futuro urbano do Brasil não será determinado pelo código dos algoritmos, mas sim pela qualidade do compromisso ético e prático de quem administra o setor público.


* Jornalista e especialista em Inteligência Artificial pela ESPM Tech

Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/cidades-inteligentes-e-inteligencia-artificial-como-a-inovac-o-tem-transformado-servicos-publicos-1.1093671. Acessado em 09.12.2025.
Observe a relação de coesão estabelecida pela conjunção “se” no período: “O viés algorítmico também é motivo de preocupação: se os dados usados para alimentar os modelos tiverem falhas ou virem de um histórico de desigualdades, a IA corre o risco de reforçar injustiças sociais ou raciais”. Assinale a alternativa que também apresenta um período em que a relação de sentido transmitida pelo “se” esteja presente. 
Alternativas
Q3831362 Português
Pequenas pausas no trabalho previnem impactos negativos na saúde

Mesmo quem se exercita pode sofrer os efeitos do sedentarismo ocupacional. Entre um e-mail e outro, levantar-se vira um ato de saúde

Por trás das longas horas em frente ao computador, existem vários efeitos negativos para o corpo e a mente. Chamado de sedentarismo ocupacional, comum entre quem passa o dia sentado no trabalho, o comportamento é fator de risco para quem não inclui pausas ativas durante os expedientes − mesmo que faça algum exercício físico depois. [...] E esse padrão se tornou ainda mais comum após a consolidação do home office.

De acordo com Daniel Sandy, especialista em Ciência da Motricidade Humana e fundador da Pausa Ativa Ocupacional, o perigo está justamente naquilo que parece inofensivo: "O sedentarismo ocupacional é muitas vezes confundido apenas com a ausência de prática esportiva, mas também se manifesta nos longos períodos de inatividade diante do computador", explica.

Os riscos desse tipo de sedentarismo até são comparados com os do fumo. "Nos anos 80, fumar era amplamente aceito, e só depois de muita conscientização os riscos foram reconhecidos. Atualmente, ocorre o mesmo com o comportamento sedentário. Não percebemos o quanto ele é prejudicial." [...] Os efeitos vão muito além das dores musculares. De acordo com Sandy, o comportamento sedentário está ligado a um aumento expressivo dos riscos cardiometabólicos, dores de coluna, cefaleia, transtornos mentais como ansiedade e depressão, além de síndrome de burnout, diabetes, doenças autoimunes e até demência.

A quantidade de tempo segura para permanecer sentado é de 30 minutos, intercaladas por pausas ativas, sem nunca ultrapassar uma hora sem se levantar. As chamadas pausas ativas são breves intervalos de movimento, entre 2 e 10 minutos, como alongamentos, exercícios respiratórios, caminhadas curtas ou pequenos deslocamentos dentro do escritório. "Essas pausas quebram o ciclo do sedentarismo, ativando músculos, oxigenando o cérebro e prevenindo doenças crônicas. Além disso, ajudam a aliviar o estresse, promovem disposição e podem reduzir o risco de burnout", comenta Sandy. [...] "todo movimento conta": caminhar rápido, subir escadas, alongar-se, fazer agachamentos, flexões de panturrilha, polichinelos ou mesmo corrida estacionária são gestos simples, mas eficazes. O segredo está na intenção e na regularidade.

Para além dos benefícios fisiológicos, Sandy acredita que as pausas ativas têm um papel simbólico: elas rompem com a cultura de exaustão. "Além dos danos físicos, ficar sentado por longos períodos gera impactos sociais e culturais, perpetuando ambientes de trabalho pouco saudáveis", afirma. Quando um funcionário se levanta para se mover, ele também envia uma mensagem silenciosa de que produtividade e autocuidado podem coexistir.

(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/pequenas-pausas-no-trabalho-pr evinem-impactos-negativos-na-saude/. Acesso em: 09 nov. 2025. Adaptado.)
A respeito da colocação pronominal no português brasileiro, analise as sentenças a seguir:

I. "Mesmo quem se exercita pode sofrer os efeitos do sedentarismo ocupacional": a próclise, colocação do pronome átono antes do verbo, é a posição mais comum no português no Brasil. Nesse excerto, ela ocorre porque a palavra que antecede imediatamente o verbo é um pronome relativo e exerce a função de conectivo de subordinação.
II. "Entre um e-mail e outro, levantar-se vira um ato de saúde": observa-se que a autora do texto optou pela posição enclítica, ou seja, pronome átono após o verbo, o que confere mais formalidade ao texto. Nesse contexto, a autora poderia ter optado pela próclise, uma vez que com verbos no infinitivo, soltos, as duas colocações são aceitas.
III. "E esse padrão se tornou ainda mais comum após a consolidação do home office": é característica do português do Brasil a preferência pela próclise em orações absolutas (que formam um período por si só), principais ou coordenadas, por isso, o pronome átono antes do verbo "tornou". Isso não impede que se opte pelo uso mais formal, após o verbo. 

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3825256 Português
Para que ninguém a quisesse


Marina Colasanti



Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

        Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

       Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos. Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. In: Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. P. 111-2. 
Leia o trecho:

"Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher.

Mas do desejo inflamado que tivera por ela." Sobre as palavras destacadas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3824189 Português
   Um brasileiro estava em Lisboa e, numa sexta-feira, perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou à loja e deu com a cara na porta.
   Na segunda-feira, ele, irritado, perguntou ao português:
   - O senhor não disse que não fechava no sábado?
   O homem respondeu:
   - Como íamos fechar se não abrimos?

Fonte: https://tirodeletra.com.br/piadas/Lusitanos.ht [adaptado]
No período “Um brasileiro estava em Lisboa e, numa sexta-feira, perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado”, retirado da piada apresentada, o termo em destaque trata-se de:
Alternativas
Q3820875 Português

Fadiga visual: a visão na era do excesso de telas


Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.


A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.


À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.


Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até cinquenta por cento dos usuários de computador desenvolvem a chamada fadiga ocular digital.


Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação, visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.


Ela indica problemas crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.


A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os confinamentos e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela em uma escala sem precedentes.


Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.


O que acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?


A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.


Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.


Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.


Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.


Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.


Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.


Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.


Como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?


A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no.adaptado.

A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-"se" um grande problema de saúde pública.


De acordo com as regras de colocação pronominal, é correto afirmar que, morfologicamente, o vocábulo destacado trata-se de:

Alternativas
Q3813392 Português
Em qual das alternativas abaixo a partícula "SE" possui a mesma classificação sintática que apresenta em:
"O professor QUEIXOU-SE da falta de recursos"? 
Alternativas
Q3812957 Português
Em "Em contextos de alta vulnerabilidade social, não se deve esperar resultados imediatos da intervenção pedagógica", a partícula "SE" está classificada como: 
Alternativas
Q3810399 Português
Texto para a questão.


ENTENDA O QUE MUDA NO CORPO DOS ASTRONAUTAS QUE FICAM MUITO TEMPO NO ESPAÇO

Médicos da Nasa monitoram retorno de astronautas após nove meses em órbita, destacando alterações corporais desde o DNA até a altura durante missões espaciais


    Os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams estão retornando à Terra após quase nove meses no espaço e em breve vão precisar se readaptar à vida com a gravidade.

    Até em seu DNA, os corpos dos astronautas podem sofrer alterações estranhas e às vezes significativas, principalmente durante um voo longo acima da Terra: eles começam a se alongar, frequentemente desenvolvendo uma “altura espacial” e, como os corpos humanos são compostos principalmente de líquidos, a redistribuição de fluidos também pode lhes dar “pernas de galinha” e “cabeça inchada”. Quando retornam, tudo isso começa a se reajustar.

    Os médicos manterão tudo isso em mente enquanto os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams retornam nesta terça-feira (18) após quase nove meses no espaço. Os médicos da Nasa conversaram com os dois pouco antes de iniciarem sua jornada de volta, e eles disseram que estão “muito bem” em termos de saúde, disse à CNN Joe Dervay, um dos cirurgiões de voo da Nasa.

    Os cientistas ainda estão descobrindo os efeitos de longo prazo na saúde ao passar muito tempo no espaço, mas décadas de dados mostram que os astronautas sofrem mudanças físicas, mesmo após um breve período. A maioria dessas mudanças se reverterá pouco depois do retorno à Terra.

    “Existe alguma variabilidade individual sobre a rapidez com que se recuperam, mas é bastante impressionante ver como eles viram a página e realmente se adaptam rapidamente”, disse Dervay. “Frequentemente, se você olhar para eles alguns dias depois, você realmente não tem ideia do que eles acabaram de fazer nos últimos meses.”

    Sem a atração da Terra, os astronautas podem perder densidade óssea, e seus músculos começam a atrofiar. Eles podem perder controle motor, coordenação e equilíbrio no espaço, desenvolvendo um tipo de enjoo, mostram os estudos.

    A falta de gravidade também pode afetar seus sistemas imunológico e cardiovascular, sua visão e seu próprio DNA.

    A maioria dos efeitos parece ser de curta duração — apenas alguns problemas de saúde foram encontrados até agora com efeitos duradouros — e os astronautas podem esperar muitos exercícios de reabilitação na Terra para recuperar seus ossos e músculos.

    Embora Wilmore e Williams não fossem inicialmente esperados para permanecer na Estação Espacial Internacional por tanto tempo – sua viagem inicial deveria durar apenas oito dias – os líderes da Nasa não acreditam que os dois terão problemas de saúde incomuns por causa disso.

    “Não vemos necessidade de nenhuma precaução especial”, disse Dina Contella, gerente adjunta do Programa da Estação Espacial Internacional da Nasa, na sexta-feira (14). “Como qualquer astronauta que retorna, há um período de aclimatação, e isso variará por membro da tripulação”.

    Sem gravidade para o corpo se movimentar contra e com o corpo exposto à radiação no espaço, a atrofia e a disfunção muscular podem acontecer até com o astronauta mais em forma. A Nasa descobriu que os corpos dos astronautas podem experimentar redução de um terço no tamanho das fibras musculares em menos de duas semanas.

    Em um único mês no espaço, um astronauta também pode perder até 1,5% de sua massa óssea – aproximadamente tanto quanto uma mulher na pós-menopausa que não está em tratamento perde em cerca de um ano. Essa perda pode tornar as pessoas vulneráveis a fraturas e levar à osteoporose prematura, mas mais pesquisas são necessárias para saber se a perda óssea persiste muito tempo após o voo espacial. 

    Para ajudar a mitigar problemas ósseos e musculares, os astronautas seguem uma dieta especial e fazem cerca de 2 horas e meia de exercícios diariamente, em média. Eles podem usar uma esteira ou uma bicicleta ergométrica, mas também têm um Dispositivo Avançado de Exercício Resistivo especial que imita o levantamento de peso na Terra.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/entenda-o-que-muda-no-corpo-dos-astronautas-que-ficam-muito-tempo-no-espaco/. Acesso em: 18. mar. 2025.
“Existe alguma variabilidade individual sobre a rapidez com que¹ se² recuperam [...]”

A função desempenhada pelas classes de palavras enumeradas anteriormente é
Alternativas
Q3809323 Português
Não existe uma idade certa para introduzir as crianças na educação musical, mas sim fases propícias e requisitos físicos e psicológicos que variam de acordo com cada instrumento [...]. "O ideal é combinar a exposição precoce (lúdica) com avaliação individualizada para o início formal. Sugiro não atrasar este período por medo de 'perder a janela', mas também não é válido forçar se perceber que a criança não está pronta", destaca Moisés Cantos, maestro e educador musical.
(Disponível em: https://vidasimples.co/morar/quando-comecar-educacao-musical-na-inf ancia/. Acesso em 20 nov. 2025. Adaptado.)
I."Se" pode ser tanto pronome, por exemplo, complementando o verbo e expressando reflexividade, quanto conjunção, estabelecendo relações e sentidos diversos entre as orações. No excerto, não é possível compreendê-lo como pronome que completa o verbo "forçar", uma vez que ele é uma conjunção, estabelecendo uma relação condicional, hipotética na construção do período.
II.A partir da leitura do excerto, é possível inferir que a expressão "perder a janela" não se refere à janela como objeto, mas tem o sentido de interstício, de intervalo temporal que compreende um período da infância.
III.O professor propõe uma série de fatores que, em conjunto, ajudam a definir o melhor momento para introduzir crianças na educação musical. Esses fatores são temporais, físicos e psicológicos dessas crianças, relacionados aos instrumentos musicais pretendidos.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3806205 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O poder da mente na cura de doenças


Ao comprar um remédio você pode pensar que pagou pela cura, mas estudos mostram que a ação de um medicamento vai muito além de sua fórmula: o poder da mente é um auxiliar na cura de doenças.


Não é difícil deparar com histórias de pacientes que apresentam uma melhora acima da esperada, o fato de acreditar na cura é que explica tal situação, é o que os cientistas denominam de “efeito Placebo”. 


Os testes clínicos de novas drogas utilizam os placebos a um nível de comparação. São dois grupos: um utiliza as pílulas com o novo medicamento e o outro as pílulas de farinha. Por incrível que pareça, 30% dos participantes que ingerem os placebos (pílulas falsas) apresentam melhoria, esse fenômeno não pode ser explicado na teoria e a explicação na prática você confere agora:


Este efeito ganhou atenção científica no início deste século, pesquisas comprovaram que é realmente efetivo. Tudo porque o paciente, ao botar fé que o tratamento vai funcionar, favorece uma série de reações em seu corpo capazes de minimizar dores e melhorar a resposta do sistema imunológico. Mas que reações são essas que provocam tantos benefícios?


Estudos realizados em diversas áreas sugerem uma explicação: a expectativa de se sentir melhor aumenta no cérebro a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e bem-estar. Alguns estudos apontam para a redução do hormônio cortisol como explicação: este hormônio é liberado em situação de estresse e inibe o funcionamento das defesas do organismo.


Em geral, a mente auxilia na cura das doenças ligadas a distúrbios psicológicos (depressões leves), estresse, asma e impotência.


Por Líria Alves

Fonte: BRASIL ESCOLA Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-poder-mente-na-cura-doencas.htm  

No trecho “Estudos realizados em diversas áreas sugerem uma explicação: a expectativa de se sentir melhor aumenta no cérebro a liberação de dopamina…” (5º parágrafo) a palavra destacada exerce a função de: 
Alternativas
Q3804304 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


O perigo de se apegar a animais de estimação, segundo a psicologia


    Um estudo desenvolvido por estudantes de psicologia da PUC-RS relaciona o apego excessivo a animais de estimação a riscos psicológicos como neuroticismo, depressão, ansiedade e uma maior vulnerabilidade emocional.
    De acordo com a pesquisa, realizada com mais de 2,6 mil usuários em uma pesquisa conduzida de forma remota, “gostar demais” dos animais de estimação, como cães e gatos, costuma estar relacionado a uma tendência de substituição de relações humanas próximas por elos familiares com pets, chamados de “vínculos ultrafusionalmente dependentes”.
    Esse quadro pode acentuar sintomas depressivos e a ansiedade, além de promover o isolamento social, indicam os pesquisadores. Situações de alerta podem envolver hábitos como dormir frequentemente ou diariamente com o pet na cama, tratá-lo de forma excessivamente “humanizada” e reduzir interações sociais para passar mais tempo com os bichinhos, diz a pesquisa.
    A relação assimétrica também contribui com comportamentos neuróticos e com o encobrimento de problemas interpessoais nos donos, que costumam “transferir” funções psicológicas fornecidas por relações humanas ao animal.
    Mas os sintomas não são só humanos: o apego ansioso com os animais pode se manifestar comportamentalmente nos próprios bichinhos, que desenvolvem síndromes ansiosas, como a do abandono, ao serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Chamada “síndrome da ausência do dono”, esse fenômeno tem origem na “dependência extrema” do contato humano.
    Enquanto vínculos equilibrados tendem a melhorar o bem-estar humano e a promover situações de mais extroversão e sociabilidade, os vínculos ansiosos e a preocupação excessiva com os pets aumentam o risco de depressão.
    De acordo com um relatório desenvolvido na França, Baromètre Facco-Odoxa 2024, até 85% dos donos de pets do país consideram que seus animais de estimação melhoram sua saúde mental, mas cerca de 26% admitem ser “emocionalmente dependentes” deles.
    Isso significa que mesmo eventos naturais, como uma viagem ou, mais grave, a eventual morte dos bichinhos, podem ser traumáticos e difíceis de serem superados pelos donos mais ansiosos, que praticam essa espécie de “hiperapego”.
    De acordo com o relatório, alguns sinais devem ser observados no caso de uma socialização desequilibrada com os animais:

    • Você não suporta a ideia de deixar seu animal de estimação, mesmo que por algumas horas.
    • Você reduziu suas interações sociais para ficar com ele.
    • Você sente angústia emocional só de pensar que ele pode envelhecer ou morrer.
    • Você fala mais com seu animal de estimação do que com as pessoas ao seu redor.
    • Você o humaniza a ponto de lhe dar emoções ou responsabilidades que não lhe pertencem.

(SILVA. Anne. https://www.msn.com/pt-br/saude/other/o-perigo-de-se-apegar-a-animais-de-estimação)
Analise a frase a seguir: "O apego ansioso com os animais pode se manifestar comportamentalmente nos próprios bichinhos." Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3796293 Português
Analise o período a seguir.
Os pareceres que se lhes apresentou, embora rigorosos, não agradaram tanto quanto os que se lhes haviam prometido.
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à análise sintática (concordância, regência e colocação pronominal): 
Alternativas
Q3795965 Português
“O professor de Português tem função primordial e colaborativa na ampliação das potencialidades comunicativas dos alunos, é necessário que este educador se empenhe no processo de mudança, investindo em verdadeiras práticas políticas e planejamento para que estes sejam ferramentas colaborativas no exercício consciente e pleno da verdadeira cidadania. O professor deve ter iniciativa para que a aprendizagem se concretize verdadeiramente. Adotar uma atividade pedagógica que implique nas mudanças de atitudes, na reflexão da situação real, tanto do aluno quanto de sua posição social, já é um grande passo para a formação integral do mesmo. Segundo o PCN (1998) de Língua Portuguesa o ensino do Português deve pautar-se em um ensino crítico, em que o professor possa abordar com liberdade as variantes linguísticas e dessa forma, o aluno possa adquirir a competência linguística, no qual defenderá seu ponto de vista, e apresentará críticas, além de compartilhar seus conhecimentos no meio social onde vive.”
Disponível em: https://edoc.ufam.edu.br (adaptado)
Sobre o texto, acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3794988 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.  



O sagrado da mesa



    Quando sentamos para comer, existe algo de reverência nesse gesto. Aqui, em nossa região de colonização italiana, esse costume está enraizado no coração das pessoas. As famílias se juntam não só para saciar a fome, mas para partilhar o tempo, o riso, as preces, as histórias e o pão. A mesa torna-se um altar do cotidiano, onde se celebra a vida.



    Muitas vezes minha mãe dizia para nunca jogar comida fora, _____ o alimento é sagrado. Pela casa, repetia com voz mansa e presença firme: “Cuidado para não desperdiçar, ______ um dia pode faltar.” Eram pequenas lições temperadas com afeto e sabedoria que servia entre o fogão e a mesa, ensinando-nos a valorizar e a respeitar o que nos sustenta.



    Mas o que tem acontecido é que muitas famílias estão entregando esse momento ao automatismo. As conversas cederam às telas; o barulho dos talheres se mistura ao som da televisão, e o silêncio foi substituído pelas distrações. Cada um come apressado, sozinho, no seu canto. E assim, o alimento perde o sentido que tinha: o de reunir. Nesse mesmo descuido, revela-se outra contradição dolorosa: enquanto sobra comida em algumas mesas, falta em tantas outras. No Brasil, cerca de 30% de tudo o que se produz é jogado fora, o que representa mais de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano. Um verdadeiro absurdo diante da fome e da desigualdade.



    Em 2022, o país voltou ao mapa da fome, com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. Três anos depois, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), o Brasil deixou novamente esse mapa, mas a realidade permanece alarmante. O que os números revelam vai além das estatísticas: somos uma nação que, apesar de sua imensa capacidade de produção, ainda não consegue garantir alimento para todos. A fome não é um destino inevitável e, sim, o resultado das escolhas e prioridades que fazemos ao distribuir e consumir alimentos. Grande parte do desperdício nasce do cotidiano: nas feiras, nos restaurantes, nas casas, onde o olhar se acostumou a descartar o que ainda poderia ser aproveitado. E enquanto o lixo se enche de comida, o prato de muita gente segue vazio. A abundância não redime a fome se não houver partilha.



    Talvez o problema esteja justamente no que esquecemos de celebrar. A refeição deixou de ser encontro, deixou de ser consciência. Quando se perde o sentido do alimento, de onde vem, o que custou, quem plantou, perde-se também o vínculo com o outro. E esse vínculo que, se refeito, pode transformar de novo a mesa em espaço de cuidado. Porque o sagrado de comer juntos está menos no prato e mais na presença. E, no fim das contas, é dela que a humanidade ainda tem fome.



Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). 

Considerando o período “A abundância não redime a fome se não houver partilha.”, analise as assertivas quanto à classificação morfológica das palavras destacadas. 

I. redime é forma verbal do verbo redimir, classificada como verbo transitivo direto, pois exige complemento sem preposição.

II. se funciona como conjunção subordinativa explicativa, estabelecendo relação de condição para o período.

Das assertivas, pode-se afirmar que:  
Alternativas
Q3787194 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

No enunciado “Se lesse, mudaria algo?”, o elemento “se” estabelece uma relação semântica específica entre as orações, atribuindo ao período um vínculo que orienta a interpretação global do enunciado. Considerando essa relação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3786496 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Encanto ou Ilusão

Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!

André corria e gritava:

— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.

Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.

A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.

ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
No trecho do texto "Encanto ou Ilusão" — "porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças" — a palavra "se", no contexto em que foi empregada, atua como:
Alternativas
Q3784102 Português

Texto para a questão abaixo.


Marcus Lucius


    Era um comício numa praça da cidade. O prefeito exaltava, orgulhoso, a retomada do crescimento, as cores da bandeira, o hino municipal e o escambau. De repente, o chão começou a tremer. Uma enorme fenda abriu‑se no chão. Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram.


    A guarda acalmou os ansiosos e afastou os curiosos. Os sábios da cidade reuniram‑se rapidamente e aconselharam o prefeito: era necessário que um munícipe corajoso saltasse voluntariamente para o abismo e a fenda fechar‑se‑ia. Então, levantou‑se Marcus Lucius, olhou nos olhos de todos e disse: “façam por merecer”. E simplesmente saltou para nunca mais ser visto.


Internet: (com adaptações). 

O acréscimo da palavra “jamais” após a palavra “fenda” no trecho “a fenda fechar‑se‑ia” teria como resultado a
Alternativas
Q3780757 Português

Violência: Problema social que afeta multidões Registros aumentam 




(Disponível em: https://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_diversidade/violencia-problema-social-que-afetamultidoes – texto adaptado especialmente para esta prova).


Para responder à questão, considere o seguinte fragmento do texto:

“‘Imagem associada para resolução da questão uma mulher, um idoso ou quem quer que seja não tem acesso, ao extrato bancário, por exemplo, mesmo quando a conta é conjunta, ela é uma vítima de violência patrimonial’, conta a psicóloga. ‘Imagem associada para resolução da questão alguém pega seu celular, ou te impede de participar do orçamento familiar, Imagem associada para resolução da questão alguém te nega recurso para uma necessidade pessoal, você está sendo vítima de violência patrimonial’”.

Analise as seguintes proposições e a relação proposta entre elas:

I. As palavras “se” hachuradas poderiam ser substituídas pela palavra “caso” sem alterar o sentido do trecho.

PORÉM

II. O fragmento sofreria alteração em sua estrutura e outras alterações morfossintáticas deveriam ser realizadas a fim de manter a correção gramatical.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3780756 Português

Violência: Problema social que afeta multidões Registros aumentam 




(Disponível em: https://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_diversidade/violencia-problema-social-que-afetamultidoes – texto adaptado especialmente para esta prova).


Para responder à questão, considere o seguinte fragmento do texto:

“‘Imagem associada para resolução da questão uma mulher, um idoso ou quem quer que seja não tem acesso, ao extrato bancário, por exemplo, mesmo quando a conta é conjunta, ela é uma vítima de violência patrimonial’, conta a psicóloga. ‘Imagem associada para resolução da questão alguém pega seu celular, ou te impede de participar do orçamento familiar, Imagem associada para resolução da questão alguém te nega recurso para uma necessidade pessoal, você está sendo vítima de violência patrimonial’”.



As ocorrências da palavra “se” hachuradas no fragmento representam: 

Alternativas
Respostas
121: D
122: C
123: E
124: A
125: B
126: A
127: D
128: A
129: A
130: E
131: C
132: B
133: A
134: E
135: B
136: A
137: C
138: A
139: A
140: B