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Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.231 questões

Q3961074 Português

    Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência, pela sensação e pelo movimento, e que o cérebro era uma espécie de “radiador” que servia apenas para resfriar o coração.
    Passados 2.500 anos, essa hipótese pode ser refutada imediatamente por estudos na área das neurociências: é o cérebro que, por meio da complexidade de suas rugas, dobras e tipos celulares, coordena as funções cognitivas e as “automáticas”, como os batimentos do coração e a respiração. Uma reviravolta sem tamanho em relação ao que postulava o filósofo grego. Como disse Karl Popper, um dos maiores filósofos da ciência, “a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas”.
    Hoje, se você perguntar a qualquer pessoa (incluindo neurocientistas) qual é o “chefe” do nosso corpo, a resposta muito provavelmente vai ser: o cérebro. Porém, novos estudos têm posto em dúvida sua hegemonia como órgão de controle, e quem vem ganhando força é uma região quase tão misteriosa quanto o cérebro: o intestino.
    O intestino tem sido chamado de “o nosso segundo cérebro”, e de fato existe uma abundância de células nervosas vivendo em nossas entranhas. Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o cérebro, podendo ter impacto em nosso comportamento.
    O cérebro e o intestino podem trabalhar juntos ditando nossos pensamentos e ações. Então é possível dizer que o intestino interfere no funcionamento do cérebro e vice-versa, e atualmente até existe uma área de pesquisa voltada somente para o tão falado eixo intestino-cérebro.
    Mas essa história de eixo cérebro-intestino tem potencial de ficar ainda mais interessante: existem evidências científicas de que as bactérias intestinais comandariam o sistema nervoso intestinal e o central. O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles vem se confirmando, pois estudos demonstram que a microbiota intestinal é capaz de modular nosso comportamento. O intestino humano é colonizado por nada mais nada menos do que surpreendentes 100 trilhões de microrganismos vivos, em sua grande maioria bactérias.
    Estudos recentes reforçam a ideia de que a microbiota intestinal influencia o cérebro e podem provocar uma revolução no tratamento de distúrbios mentais, especialmente diante das dificuldades da neurofarmacologia em fazer medicamentos atravessarem as barreiras cerebrais. A possibilidade de atuar indiretamente no cérebro por meio do intestino, utilizando bactérias e seus metabólitos como mediadores, abre novos caminhos para o desenvolvimento de fármacos. Esse cenário leva até a questionar o conceito de livre-arbítrio, já que organismos microscópicos podem exercer um controle silencioso sobre nossos pensamentos e comportamentos.

Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado.
A respeito da distinção entre conjunção integrante e pronome relativo, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Conjunção integrante.
(2) Pronome relativo.

( ) “Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência [...]” (1º parágrafo).
( ) “[...] e que o cérebro era uma espécie de ‘radiador’ [...]” (1º parágrafo).
( ) “‘[...] a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas’.” (2º parágrafo).
( ) “O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles [...]” (6º parágrafo).
Alternativas
Q3957955 Português
    Não é possível falar de autonomia de professores sem fazer referência ao contexto trabalhista, institucional e social em que os professores realizam o seu trabalho. Seu desenvolvimento não é apenas uma questão de vontade e livre pensamento por parte dos docentes. As condições reais de desenvolvimento de sua tarefa, bem como o clima ideológico que a envolve, são fatores fundamentais que a apoiam ou a entorpecem. E sem as condições adequadas, o discurso sobre a autonomia pode cumprir apenas duas funções: ou é uma mensagem de resistência, de denúncias, de carências para um trabalho digno e com possibilidades de ser realmente educativo, ou é uma armadilha para os professores, que só pretende fazê-los crer falsamente que possuem condições adequadas de trabalho e que, portanto, o problema é só deles.

CONTRERAS, José. Autonomia de professores. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez, 2002.

A respeito dos mecanismos de coesão gramatical, observe os vocábulos destacados no fragmento de texto e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3957928 Português
Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, eu quero chegar antes
Pra sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/. Acesso em: 19 fev. 2026.

Em se tratando dos aspectos que envolvem o emprego dos pronomes relativos, dadas as afirmativas,

I. No que diz respeito a verbos seguidos de preposição, a construção dos versos “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” é aceita pela tradição gramatical no processo de relativização.
II. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome” encontra-se em desacordo com as gramáticas normativas. Deveria ser substituída por “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome delas”, forma chamada pelos linguistas de “relativa copiadora”.
III. A construção “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, procedimento rejeitado pela gramática normativa, é chamada pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o verbo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.
IV. Em: “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, há um procedimento rejeitado pela gramática normativa, chamado pelos linguistas de “relativa cortadora”. Recebe esse nome porque a preposição que o substantivo rege é “cortada”, ou seja, é apagada na segunda oração.

verifica-se que está/ão correta/s apenas
Alternativas
Q3955461 Português

“Estas são todas as coisas que precisava guardar.”


O pronome destacado no período acima pode ser substituído corretamente por: 

Alternativas
Q3953754 Português

Japonês que gastou R$ 75 mil em fantasia de cachorro faz

seu primeiro passeio



Toko-San aparece farejando outros cachorros em um parque.


    Um japonês que gastou R$ 75 mil em uma fantasia de cachorro compartilhou com seus seguidores sua primeira caminhada na rua com o adereço. Em maio de 2022, ele mostrou o resultado final da roupa que o transformou em um cão da raça Collie. 


    Em seu canal do YouTube, Toko publicou vídeos em que é visto pela primeira vez sendo levado para passear na coleira. O amante dos cães aparece farejando outros cachorros em um parque e rolando no chão. 


    Toko-San se apresentou como o Collie em abril, quando estreou seu canal no YouTube. Ele já publicou diversos vídeos. Nas imagens, reproduz ações do animal, brinca com uma bolinha e também dá a patinha. 


    Segundo o jornal Daily Mail, Toko encomendou a roupa de uma agência chamada Zeppet, empresa produtora de fantasias para filmes e propagandas de TV. A peça demorou 40 dias para ficar pronta. 


    Apesar de ser identificado como Toko-San, ainda não se sabe quem é a pessoa por trás da fantasia de Collie. Ao jornal, ele afirmou que “não está pronto para tirar a máscara”. 



Fonte: G1. Adaptado. 

No título “Japonês que gastou R$ 75 mil em fantasia de cachorro faz seu primeiro passeio.”, o pronome relativo destacado poderia ser substituído, mantendo o mesmo sentido e a correção gramatical, por:
Alternativas
Q3953717 Português
    Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência, pela sensação e pelo movimento, e que o cérebro era uma espécie de “radiador” que servia apenas para resfriar o coração. 
    Passados 2.500 anos, essa hipótese pode ser refutada imediatamente por estudos na área das neurociências: é o cérebro que, por meio da complexidade de suas rugas, dobras e tipos celulares, coordena as funções cognitivas e as “automáticas”, como os batimentos do coração e a respiração. Uma reviravolta sem tamanho em relação ao que postulava o filósofo grego. Como disse Karl Popper, um dos maiores filósofos da ciência, “a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas”.
    Hoje, se você perguntar a qualquer pessoa (incluindo neurocientistas) qual é o “chefe” do nosso corpo, a resposta muito provavelmente vai ser: o cérebro. Porém, novos estudos têm posto em dúvida sua hegemonia como órgão de controle, e quem vem ganhando força é uma região quase tão misteriosa quanto o cérebro: o intestino.
    O intestino tem sido chamado de “o nosso segundo cérebro”, e de fato existe uma abundância de células nervosas vivendo em nossas entranhas. Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o cérebro, podendo ter impacto em nosso comportamento.
    O cérebro e o intestino podem trabalhar juntos ditando nossos pensamentos e ações. Então é possível dizer que o intestino interfere no funcionamento do cérebro e vice-versa, e atualmente até existe uma área de pesquisa voltada somente para o tão falado eixo intestino-cérebro.
    Mas essa história de eixo cérebro-intestino tem potencial de ficar ainda mais interessante: existem evidências científicas de que as bactérias intestinais comandariam o sistema nervoso intestinal e o central. O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles vem se confirmando, pois estudos demonstram que a microbiota intestinal é capaz de modular nosso comportamento. O intestino humano é colonizado por nada mais nada menos do que surpreendentes 100 trilhões de microrganismos vivos, em sua grande maioria bactérias.
    Estudos recentes reforçam a ideia de que a microbiota intestinal influencia o cérebro e podem provocar uma revolução no tratamento de distúrbios mentais, especialmente diante das dificuldades da neurofarmacologia em fazer medicamentos atravessarem as barreiras cerebrais. A possibilidade de atuar indiretamente no cérebro por meio do intestino, utilizando bactérias e seus metabólitos como mediadores, abre novos caminhos para o desenvolvimento de fármacos. Esse cenário leva até a questionar o conceito de livre-arbítrio, já que organismos microscópicos podem exercer um controle silencioso sobre nossos pensamentos e comportamentos.

Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado.  
A respeito da distinção entre conjunção integrante e pronome relativo, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Conjunção integrante.
(2) Pronome relativo. 

(   ) “Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência [...]” (1º parágrafo). 
(  ) “[...] e que o cérebro era uma espécie de ‘radiador’ [...]” (1º parágrafo).
(   ) “‘[...] a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas’.” (2º parágrafo).  
(  ) “O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles [...]” (6º parágrafo). 
Alternativas
Q3952984 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Não sou igual a você



Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.


Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.


O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.


Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?



CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 

O primeiro "que" introduz oração subordinada substantiva objetiva indireta exigida pelo verbo "saber", enquanto o segundo "que" funciona como pronome relativo que retoma "pessoa" e estabelece relação de dependência semântica.
Alternativas
Q3952759 Português
TEXTO BASE PARA A QUESTÃO.


Banco Central lança Agenda de Pesquisa para o ciclo 2026–2029


Duas áreas estratégicas orientam a Agenda: Macroeconomia e Finanças, e Sistema Financeiro Nacional. A Agenda 2026–2029 incentiva a colaboração externa, fomentando projetos e compartilhamento de conhecimento. A nova Agenda dá continuidade ao ciclo 2021–2024, quando o BC consolidou sua estrutura de pesquisa e obteve resultados relevantes.


Publicado 26/12/2025 às 18:50 Atualizado 29/12 às 08:33


O Banco Central (BC) apresentou a Agenda de Pesquisa 2026–2029, documento que estabelece os temas prioritários e estratégicos que orientarão a produção científica da Instituição nos próximos quatro anos. A iniciativa reafirma o compromisso do BC com a excelência técnica, a inovação metodológica e a transparência, consolidando a pesquisa como instrumento essencial para a formulação e o aprimoramento das políticas públicas sob sua responsabilidade.

[...]

Disponível em: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20987/noticia. Acesso em: 29 de dezembro de 2025.
No trecho “O Banco Central (BC) apresentou a Agenda de Pesquisa 2026-2029, documento que estabelece os temas prioritários e estratégicos que orientarão a produção científica da instituição nos próximos quatro anos”, o elemento sublinhado é classificado como  
Alternativas
Q3951396 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

A palavra “que” pode desempenhar diferentes funções na língua portuguesa, dependendo da relação sintática que estabelece na oração. No trecho “música é a chave que sempre me escancara a alma”, o vocábulo destacado classifica-se como: 
Alternativas
Q3949890 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A importância da validação emocional mútua

Ignorar os sentimentos de quem está ao redor é um caminho rápido para o isolamento em qualquer esfera da vida. A validação emocional consiste em reconhecer a experiência do outro sem necessariamente concordar com ela, promovendo um espaço de acolhimento. Sem esse suporte básico, as pessoas sentem que suas emoções não possuem importância, o que gera mágoa profunda e persistente.

Praticar a empatia cognitiva ajuda a entender o ponto de vista alheio sem julgamentos precipitados ou defesas armadas antecipadamente. Quando validamos a dor ou a alegria de um amigo, reforçamos que aquela conexão é prioridade em nossa rotina diária. Esse investimento afetivo cria uma rede de apoio sólida que resiste às pressões da vida moderna de forma equilibrada e resiliente.


SILVA, Patrick. Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações. Correio Braziliense, 15 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-afastar-pessoas-ao-seu-redor-sem-notar-segundo-a-psicologi a-das-relacoes/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
No período "Esse investimento afetivo cria uma rede de apoio sólida que resiste às pressões da vida moderna de forma equilibrada e resiliente", a palavra "que" integra a estrutura de um segmento que amplia o sentido do termo antecedente e contribui para manter a progressão informativa do enunciado. Considerando sua função sintática e classificação morfológica, assinale a alternativa CORRETA quanto ao uso do "que".
Alternativas
Q3947467 Português

O que mais importa



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/01/o-quemais-importa-cmkvh43f4033b013g5ly98wv7.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Aquilo que não falamos, nos aprisiona” (l. 12), o termo “que” exerce a função de: 
Alternativas
Q3946955 Português

Leia o texto abaixo, para responder à questão


TEXTO I


Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância


Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China


        Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.


        Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]


        No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder. 


        Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.


        Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos. 


Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.


Nos fragmentos textuais abaixo relacionados, cada um dos itens gramaticais em destaque é responsável por introduzir um tipo específico de oração.

“[...] O resultado: “companheiros digitais” que (1) prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções.

[...] A leitura ajuda a explicar por que (2) a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho.

[...] Nada disso, no entanto, significa que (3) as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde (4) também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais.

[...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que (5) a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. [...]”

Indique a alternativa que faz a correspondência CORRETA entre a classificação dos itens gramaticais e da oração por eles introduzida.
Alternativas
Q3946858 Português
Leia o Texto I para responder a questão.


Viajante espacial: por que cometa 3I/Atlas continua a intrigar?

Recentemente, o objeto acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria

Internacional| Do R7 06/11/2025 - 02h00 (Atualizado em 06/11/2025 - 02h00)


    Desde que foi avistado no início de julho, o cometa 3I/Atlas tem despertado curiosidade entre astrônomos do mundo todo. Detectado por um telescópio no Chile, o corpo celeste logo se destacou por apresentar características diferentes das de um cometa comum, sugerindo que foi formado em outro sistema estelar.


      Com velocidade e trajetória que indicam que ele não está preso à gravidade do Sol, o 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar já confirmado pela ciência. Enquanto alguns cientistas o consideram um cometa qualquer, outros chamam atenção para seu comportamento único.


    Novos debates surgiram após a aproximação do cometa com o Sol no final de outubro. Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria. Essa anomalia fez muitos cientistas reavaliarem o comportamento de cometas. Isso porque, geralmente, eles se deslocam mais lentamente, movidos pelos gases liberados de suas superfícies geladas.


        Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor, passando de um tom avermelhado para um azul intenso. A alteração chamou atenção, já que, normalmente, os cometas ficam com uma coloração vermelha devido à luz solar. Ele também apresentou um aumento repentino de brilho, indicando que grandes quantidades de material estavam sendo ejetadas, possivelmente por conta da vaporização do gelo em sua superfície, causada pelo calor.


        Astrônomos estimam que ele seja cerca de 3 bilhões de anos mais antigo que o Sistema Solar, tornando-o talvez o cometa mais velho já observado. Suas imagens mais recentes foram obtidas pelo espectrógrafo infravermelho do James Webb, que detectou grandes concentrações de dióxido de carbono em sua composição.


        As imagens do telescópio espacial mostraram que o cometa interestelar passou por uma transformação ao longo dos bilhões de anos vagando pela Via Láctea, desenvolvendo uma crosta irradiada de dezenas de metros após ser exposto a tanta radiação cósmica.


        O 3I/Atlas atingiu o periélio, ponto mais próximo do Sol, no dia 29 de outubro. Ele continua em órbita ao redor da estrela, enquanto especialistas esperam que a radiação exponha suas camadas internas. Dessa forma, será possível estudar a composição original do corpo, expandindo o que se sabe sobre cometas.


     Apesar da repercussão sobre as características estranhas do corpo celeste, a Nasa garantiu que ele não representa nenhuma ameaça para a Terra e permanecerá distante.


Fonte: Viajante espacial: por que cometa 3I/Atlas continua a intrigar? R7 Internacional, 06 nov. 2025. Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/viajante-espacial-por-que-cometa-3iatlas-continua-a-intrigar-06112025/ Acesso em: 10 nov. 2025. 

Analise as assertivas que seguem, com base no fragmento do Texto I:


“Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria.”


I - A palavra "que" é um pronome relativo.


II - A palavra "que" introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.


III - O termo "que" é classificado como conjunção integrante.


IV - O pronome "ele" funciona como complemento do verbo “acelerou”.


V - O pronome "ele" exerce a função sintática de sujeito da oração subordinada.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


Alternativas
Q3944561 Português
01/02 - Dia do Publicitário

    O profissional da área da comunicação responsável pelo planejamento, criação e execução de campanhas publicitárias e de propaganda chama-se publicitário. O objetivo de uma campanha publicitária é obter lucro para o anunciante, para aumentar as vendas do produto anunciado. É preciso, pois, criar uma imagem do produto e divulgá-la, de modo a despertar o interesse do consumidor, ou seja, fazê-lo desejar o produto. O publicitário conhece as técnicas necessárias para que esse processo tenha êxito e supere a concorrência de outros produtos.
      Até 1965, a profissão de publicitário era exercida pelos jornalistas, os quais, por terem conhecimento e prática na divulgação de mensagens dirigidas às massas, eram os mais requisitados pelos anunciantes para trabalharem a imagem de seus produtos. Em 18 de junho de 1965, foi promulgada a lei n° 4.680, que regulamentou a profissão, em razão de terem surgido cursos superiores na área da Comunicação Social, com especialização em publicidade e duração de quatro anos. Dessa forma, hoje, o publicitário possui ampla formação na área de ciências humanas — psicologia, sociologia e antropologia — e em matérias específicas como redação publicitária, linguagem publicitária e criação que complementam os conhecimentos necessários para lidar com o público-alvo de seus futuros clientes.
  Para fiscalizar o exercício da profissão, foi criado em 1980 o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), organização não governamental que [1] zela pela ética no meio publicitário, impedindo "que [2] a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas". Qualquer consumidor que [3] se sinta lesado por alguma publicidade pode contatar o CONAR, que [4], mediante um Conselho formado pelos conselheiros da organização, irá analisar a denúncia e ordenar, caso seja pertinente, a retirada do anúncio ou a modificação de seu conteúdo, "com total e plena garantia de direito de defesa aos responsáveis pelo anúncio".
     O campo de atuação do publicitário são as agências de publicidade e propaganda ou as empresas. Nas agências, ele pode se especializar em diversas áreas: na área do atendimento, faz contato com o cliente e leva as instruções deste para a agência executar o trabalho. Na área da criação, desenvolve o anúncio propriamente dito. Pode também optar pela redação publicitária ou pela direção de arte, ou por outras áreas, como a do planejamento, em que avalia pesquisas de mercado e determina a melhor forma de comunicação para o cliente. Na área de mídia, ele determina em quais meios (TV, rádio, cinema, impressos ou internet) e em que periodicidade o anúncio deve ser veiculado.

Fonte: Livro “Datas Comemorativas cívicas e históricas”, Paulinas Editora. - Adaptado.
No 3º parágrafo, estão enumeradas quatro ocorrências da palavra “que”. Analisando o contexto morfossintático, assinalar a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3944305 Português
MOSQUITOS: OS ANIMAIS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO


    Tudo começou em um dia de junho de 2007, com febre súbita e vômitos intensos. David Hancock conta que deveria ter ido imediatamente ao hospital, mas achou que se tratava de alguma pequena infecção. Mesmo assim, tinha a sensação de que algo estava errado, não parecia se tratar de uma gripe.

    E realmente algo grave estava por vir. Levou dez dias para que o homem de 49 anos fosse diagnosticado. Neste tempo, ele entrou em coma, seu coração parou várias vezes, seus pulmões se encheram de líquido e seu cérebro inflamou. “Eu estava com um pé em outro mundo, podemos dizer”, conta David.

    Finalmente, os médicos conseguiram chegar a um diagnóstico definitivo: David havia sido infectado pelo vírus do Nilo Ocidental. Tudo por causa de uma simples picada de mosquito, bem em frente à sua casa em Glendale, uma cidade próxima a Phoenix, nos Estados Unidos.

    Diferentemente da malária, da dengue, da febre amarela e do Zika, o vírus do Nilo Ocidental não é transmitido por uma espécie de mosquito invasora, como o Aedes aegypti, mas principalmente pelo gênero Culex (pernilongo), nativo do hemisfério norte.

    O vírus do Nilo Ocidental, no entanto, é originalmente tropical. Foi descrito pela primeira vez em 1937 na região do Nilo Ocidental, no norte de Uganda, e recebeu esse nome por causa do local onde foi encontrado. Ele se multiplica especialmente bem em aves. Graças a elas, conseguiu deixar a África – aves migratórias levaram o vírus para a Europa e para os EUA. Em 1999, foi registrado pela primeira vez nos Estados Unidos. Hoje, é a principal causa de doenças transmitidas por mosquitos no país.

    Isso porque o vírus tropical encontrou o Culex pipiens, o mosquito comum. Nativo da Europa e da América do Norte, ele é um vetor particularmente eficiente para o vírus do Nilo Ocidental: quando pica uma ave infectada, absorve o vírus e o transmite para outra vítima – que pode ser outra ave, um cavalo ou uma pessoa, como foi o caso de David.

    Embora a infecção geralmente passe despercebida e sem sintomas, nos EUA cerca de 1.300 pessoas por ano desenvolvem formas graves da doença e 130 morrem. Em 18 de junho de 2007, David não teve somente febre e vômitos. Ele também não conseguia engolir. Sua esposa, Teri, o levou diretamente ao hospital. Um erro. 

    “Deveríamos ter chamado uma ambulância, assim eu teria prioridade na triagem. Em vez disso, esperamos horas na emergência, o que quase custou a minha vida”, explica David. Teri precisou voltar para casa para alimentar o cachorro. Quando voltou, descobriu que o coração de David já havia parado duas vezes, e que ele estava na UTI, com ventilação mecânica. A febre era tão alta que o quarto foi resfriado ao máximo. Os médicos achavam que ele morreria a qualquer momento.

    Teri reuniu toda a família. Seus pais, os pais de David e seu irmão Bob, que, é biólogo e, por ironia do destino, pesquisa há décadas o comportamento dos mosquitos. “Quando souberam que David tinha sido infectado pelo vírus do Nilo Ocidental, todos perguntaram: ‘Tem certeza que é o David?’”, conta Bob.

    Afinal, é Bob quem vive cercado de mosquitos e prefere estar no meio do mato estudandoos. “Eu amo meu objeto de estudo. Não pesquiso mosquitos para exterminá-los. Eles me interessam”.

    A história dos dois irmãos mostra o quão diferente podem ser os resultados de uma picada de mosquito: a maioria delas é inofensiva, e só são contabilizados os casos clínicos, “ou seja, quando alguém precisa ir ao médico ou ao hospital”, explica Bob. Ou quando a infecção é fatal. Por isso, a subnotificação de pessoas que são infectadas sem perceber é provavelmente muito alta.

    Ao mesmo tempo, os riscos são reais, assim como as consequências. Teri também ficou traumatizada e ainda chora ao lembrar dos dias em que o marido esteve entre a vida e a morte.

    “Eu teria sido perfeitamente feliz sendo apenas aquele entusiasta de mosquitos, interessado em observar os mosquitos da selva voando por aí e fazendo coisas legais”, diz ele. Mas, desde então, ele se concentrou principalmente na transmissão de doenças por mosquitos. “Eu me tornei o entomologista médico que sou hoje.”

    Em sua profissão, Bob observa atentamente as mudanças nos EUA. Por exemplo, a espécie Aedes levou dez anos para se espalhar do sul da Califórnia até São Francisco. Como bem sabemos no Brasil, esses mosquitos tropicais são potentes transmissores de doenças como dengue, febre amarela e Zika. As mudanças climáticas oferecem condições cada vez melhores para que mosquitos e vírus tropicais sobrevivam e se espalhem em regiões mais ao norte. “Não há razão para pensar que os mosquitos virão, mas as doenças não.”

    David mudou desde 18 de junho de 2007. Quando saiu do coma, não conseguia respirar nem falar sozinho. Estava muito magro e precisou reaprender a andar. Levou nove meses para voltar ao trabalho. Até hoje não consegue engolir sozinho. Teri diz que ele ficou mais introvertido, diferente do homem com quem se casou. Provavelmente devido aos danos que o vírus causou em seu cérebro.

    Mas uma coisa não mudou: David ainda é picado por mosquitos com frequência. A única coisa que ajuda é usar muito repelente. “Odiamos eles profundamente”, dizem David e Teri. Já Bob... “Eu continuo amando os mosquitos. Eles só tentam encontrar alimento e cuidar da prole. Eu poderia odiar os pássaros também, não? Afinal, o mosquito que infectou meu irmão pegou o vírus de um pássaro.”


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/mosquitos-osanimais-mais-perigosos-do-mundo/a-75114552>. Adaptado. Acesso em 05 de janeiro. 2026.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o termo destacado em: “quando pica uma ave infectada, absorve o vírus e o transmite para outra vítima – que pode ser outra ave”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CONSULPAM Órgão: Prefeitura de Franco da Rocha - SP Provas: CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Assistente Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Atividade Física Preventiva | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Basquete | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Farmacêutico | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Dança | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Fisioterapeuta | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Natação | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Fonoaudiólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Esportes com Raquetes | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Esporte para Pessoas com Deficiência | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Futsal | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Médico Veterinário | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Luta (Jiu-Jitsu/Judô/Taekwondo) | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Vôlei | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Handebol | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Xadrez e Dama | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Terapeuta Ocupacional | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Atletismo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Técnico Desportivo - Ginástica (Artística/Rítmica e Estética de Grupo) | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Franco da Rocha - SP - Dentista |
Q3944255 Português
TEXTO


SONHOS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO


   Os seres humanos não têm certificado, podem dar errado. Essa noção de que a humanidade é predestinada é bobagem. Nenhum outro animal pensa isso. Os Krenak desconfiam desse destino humano, por isso que a gente se filia ao rio, à pedra, às plantas e a outros seres com quem temos afinidade. É importante saber com quem podemos nos associar, em uma perspectiva existencial mesmo, em vez de ficarmos convencidos de que estamos com a bola toda. Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser.

   É mais ou menos o seguinte: se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe uma qualidade humana especial. Ora, se essa qualidade existisse, nós não estaríamos hoje discutindo a indiferença de algumas pessoas em relação à morte e à destruição da base da vida no planeta. Destruir a floresta, o rio, as paisagens, assim como ignorar a morte das pessoas, mostra que não há parâmetro de qualidade nenhum na humanidade, que isso não passa de uma construção histórica não confirmada pela realidade.

    O século XX, com todas as suas guerras, demonstra bem isso. Foi preciso fazer uma espécie de armistício, porque nos armamos a tal ponto que seríamos capazes de destruir o planeta – várias vezes. Se nossa técnica nos levou a isso, de fato já demos prova suficiente de nossa desqualificação, de nosso abuso dos outros seres: todos estão ofendidos com a nossa grosseria. Na biosfera há milhões de seres olhando a nossa baixaria e perguntando: “O que esses humanos estão fazendo?”. Estamos vivendo uma tragédia global. Mesmo que alguns coletivos humanos pensem para além da linha-d’água, são apenas uma amostra grátis dessa humanidade. Precisamos evocar, do meio disso, alguma visão para sairmos desse pântano.

    Isso que as ciências política e econômica chamam de capitalismo teve metástase, ocupou o planeta inteiro e se infiltrou na vida de maneira incontrolável. Mas, se enxergarmos que estamos passando por uma transformação, precisaremos admitir que nosso sonho coletivo de mundo e a inserção da humanidade na biosfera terão que se dar de outra maneira.


KRENAK, Ailton. A vida não é útil. Disponível em: <https://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/LAPRAFE/Acervo/Ailton%20Krenak%20-%20A%20vida%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20%C3%BAtil.pdf.>. Adaptado. Acesso em: 05 jan. 2026.
Em “Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser.”, as funções morfossintáticas dos termos destacados são, CORRETA e respectivamente:
Alternativas
Q3942339 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações


A dificuldade de manter conexões duradouras muitas vezes resulta de hábitos inconscientes que prejudicam a percepção de proximidade e confiança mútua. Compreender os mecanismos da psicologia das relações interpessoais permite identificar falhas na comunicação e nos vínculos afetivos. Este conhecimento é essencial para quem busca fortalecer laços sociais e evitar o isolamento emocional provocado por condutas prejudiciais recorrentes e comuns.


O desenvolvimento de uma maior segurança interna permite que a pessoa se sinta confortável em demonstrar vulnerabilidade sem medo de rejeição. Equilibrar a autonomia pessoal com a necessidade de conexão é o segredo para relacionamentos saudáveis. Reconhecer as próprias inclinações emocionais ajuda a mitigar reações automáticas que protegem o ego, mas isolam o indivíduo do saudável convívio social e humano.


SILVA, Patrick. Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações. Correio Braziliense, 15 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz-em-voce-afastar-pessoas-ao-seu-redor-sem-notar-segundo-a-psicologia-das-relacoes/. Acesso em: 18 fev. 2026. 

No período "A dificuldade de manter conexões duradouras muitas vezes resulta de hábitos inconscientes que prejudicam a percepção de proximidade e confiança mútua", quanto à classificação morfológica e à função sintática, o vocábulo "que" empregado em "hábitos inconscientes que prejudicam" deve ser corretamente analisado como:
Alternativas
Q3936403 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Acerca das relações morfológicas e sintáticas estabelecidas no trecho “A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs” (4º parágrafo), extraído do Texto I, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3935160 Português
Projeto de ressocialização do CASE Sinop abre novos caminhos para jovens em conflito com a lei


Um jovem que antes carregava em sua trajetória um ato infracional gravíssimo, passou mais de dois anos internado no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Sinop. Durante esse tempo, sua vida tomou outro rumo: concluiu o Ensino Médio, participou ativamente de projetos como o xadrez e o Vida Organizada, aprendeu a respeitar regras e a conviver em harmonia. Ao sair da unidade, decidiu mudar de cidade, conquistou um emprego lícito, ingressou em novos planos de estudo e até removeu tatuagens que o ligavam a uma organização criminosa. Hoje, leva uma vida diferente, distante do crime.

O relato é da juíza Melissa de Lima Araújo, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo (GMF) em Sinop, que acompanha de perto o trabalho desenvolvido na unidade. Para ela, histórias como essa traduzem a importância do CASE na construção de novas perspectivas para adolescentes em conflito com a lei.

"É por meio das atividades desenvolvidas na unidade que os adolescentes adquirem novas perspectivas de futuro, aprendem a seguir regras, socializar, participar de atividades socioculturais e a se preparar para uma vida afastada da criminalidade quando forem beneficiados com medidas em meio aberto", destacou a magistrada.

No CASE Sinop, diversas iniciativas socioeducativas são desenvolvidas para fortalecer habilidades emocionais, promover a cidadania e abrir horizontes. Entre elas está o Projeto Ponto de Esperança, criado em 2021, que utiliza a técnica do crochê como ferramenta pedagógica. O trabalho manual desenvolve paciência, organização, criatividade e autonomia. Hoje, são os próprios internos que ensinam os recém-chegados a confeccionar peças, em um ciclo de cooperação e solidariedade.

Outro destaque é o Clube do Livro − Descobrindo Novos Mundos, que promove rodas de leitura e debates sobre obras literárias escolhidas coletivamente. A proposta amplia o repertório cultural, estimula a reflexão crítica e fortalece a empatia entre os jovens. Na área ambiental, o projeto Verde do Amanhã implantou uma horta agroecológica dentro da unidade. Além de incentivar hábitos saudáveis, ensina técnicas de cultivo sustentável, compostagem e uso racional da água, despertando nos adolescentes consciência ecológica e responsabilidade social.

O projeto Xadrez − Estratégia para a Vida também tem se mostrado um aliado na formação dos socioeducandos, fortalecendo raciocínio lógico, concentração, disciplina e respeito às regras. Já a Brinquedoteca Temporária garante um espaço humanizado para visitas de filhos e familiares, reforçando vínculos afetivos.

Segundo a juíza Melissa Araújo, muitos adolescentes chegam ao CASE oriundos de contextos em que o crime faz parte da realidade. Nesse cenário, a unidade atua como um contraponto, apresentando alternativas de vida por meio da educação, da cultura, do esporte e da profissionalização. "Compete à unidade socioeducativa demonstrar que o estudo pode oportunizar melhores condições socioeconômicas e que o trabalho lícito é viável, desde que esses jovens estejam dispostos a abraçar essa nova realidade fora do ambiente institucional", explicou.

O CASE Sinop conta com apoio do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, universidades e comunidade local, que contribuem para o fortalecimento das ações. Para o futuro, a expectativa é ampliar os projetos já existentes e criar novas oportunidades. "Está em fase de estruturação, por exemplo, uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Sinop e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente para ensinar os internos a produzir mudas de árvores, que serão utilizadas em plantios na cidade", comentou a juíza.

A magistrada comentou sobre a necessidade de que o Estado forneça cursos profissionalizantes e um plano sociopedagógico amplo, para que os jovens saiam da unidade com uma alternativa de estudo e trabalho lícito. "Fortalecer e ampliar parcerias é essencial para que o tempo dentro do CASE seja aproveitado ao máximo para o crescimento humano e social desses adolescentes", reforçou.


https://www.tjmt.jus.br/noticias/2025/10/projeto-ressocializacao-case-si
nop-abre-novos-caminhos-para-jovens-em-conflito-a-lei

"Hoje, são os próprios internos que ensinam os recém-chegados a confeccionar peças, em um ciclo de cooperação e solidariedade."
O 'que' empregado no trecho é: 
Alternativas
Q3929324 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

Não informa o momento da partida/desse trem da desgraça “que” aparece... A análise gramatical do termo destacado é: 
Alternativas
Respostas
161: A
162: D
163: C
164: C
165: A
166: A
167: D
168: B
169: C
170: D
171: D
172: D
173: C
174: D
175: A
176: A
177: E
178: C
179: A
180: E