Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Q4152908 Português
Leia o texto para responder a questão.

Brasil tem alta de Síndrome Respiratória Aguda Grave em bebês

Principal causa da doença é infecção pelo vírus sincicial respiratório

Por Tâmara Freire

    Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos estão em alta em todo o Brasil, principalmente por causa do aumento das infecções pelo vírus sincicial respiratório - VSR. O vírus é o principal causador da bronquiolite, inflamação na ramificação dos pulmões que atinge principalmente bebês menores de dois anos. As outras faixas etárias estão estáveis com relação à SSRAG. Nas quatro últimas semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico confirmado para algum vírus foram causados por VSR. Em seguida, vem a Influenza A com 27,2% e o rinovírus com 25,5%. Os dados são do Boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
    O boletim também alerta que os casos de Influenza A continuam aumentando nos três estados da Região Sul, e ainda em Roraima e Tocantins, na Região Norte e em São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste. Esse tipo do vírus da gripe foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo das última quatro semanas, ocorridas principalmente em idosos. Esses dois cenários colocam todos as unidades federativas do Brasil em situação de alerta, sendo que em dez delas a situação é de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.  
Além disso, em 14 Unidades da Federação a tendência é de aumento de casos nas próximas semanas: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No final do mês passado, a Organização Panamericana de Saúde alertou para o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com destaque para Influenza A H3N2 e VSR.
    Prevenção
  A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz alerta sobre a importância da imunização. A vacina contra a gripe oferecida pelo Sistema Único de Saúde protege contra o tipo A e está sendo aplicada em todo o país, com prioridade para idosos, gestantes, crianças com menos de 6 anos e pessoas com comorbidades ou que fazem partes de grupos vulneráveis, que têm maior propensão a desenvolver quadros graves da doença. Já a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana, com o objetivo de proteger os bebês após o nascimento. Além disso, o SUS disponibiliza um anticorpo monoclonal contra o VSR para bebês prematuros, que têm alto risco de complicações. Ao contrário da vacina, que estimula o corpo a produzir anticorpos contra a doença, esse medicamento é constituído de anticorpos prontos.
     Casos
    Em 2026 foram notificados 57.585 casos de SRAG no Brasil, e 45,7% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. O mais prevalente ao longo do ano foi o rinovírus, presente em 36,1% das amostras identificadas, seguido pela Influenza A com 26,3%, VSR com 25,3% e covid-19 com 7,4%. Mas a proporção de cada um desses vírus entre os óbitos é diferente. Foram registradas 2.660 mortes por SRAG, sendo 1.151 com resultado laboratorial positivo. As infecções por Influenza A respondem por 39,6% desses registros, seguidas pelas de covid-19 com 26%, rinovírus com 21,3% e VSR com 6,4%.

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/brasiltem-alta-de-sindrome-respiratoria-aguda-grave-em-bebes 
No trecho “O vírus é o principal causador da bronquiolite... que atinge principalmente bebês...”, a palavra “que” classifica-se morfologicamente como um pronome relativo e refere-se sintaticamente à/ao/aos 
Alternativas
Q4150294 Português
        A trajetória das mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, do inglês science, technology, engineering and math) é marcada por inúmeros desafios que começam na educação básica e se estendem até o ambiente profissional.

        Apesar dos avanços significativos na inclusão feminina em diversas áreas, as disciplinas de STEM continuam a apresentar uma notável disparidade de gênero, resultante de uma combinação complexa de fatores socioculturais e institucionais.

        Um dos principais obstáculos enfrentados pelas mulheres nas áreas de STEM são os persistentes estereótipos de gênero. As noções preconcebidas sobre o que são consideradas profissões “masculinas” ou “femininas” são cultivadas desde cedo na sociedade e reforçadas por influências familiares, educacionais e midiáticas. 

        Esses estereótipos podem desencorajar meninas e jovens mulheres a perseguir interesses em campos dominados por homens, subestimando suas próprias capacidades em matemática e ciências, mesmo quando demonstram aptidão equivalente ou superior à dos seus colegas masculinos.

        Além disso, a falta de modelos femininos em posições de liderança e visibilidade em STEM é outro fator a ser considerado. Sem suficientes representações de sucesso feminino nessas áreas, as aspirantes a cientistas, engenheiras e tecnólogas muitas vezes têm dificuldades para visualizar suas próprias carreiras e seu sucesso.

        Modelos de papel não apenas inspiram, mas também oferecem uma rede de apoio e mentorias cruciais para a navegação em ambientes frequentemente hostis ou isoladores.

        A predominância masculina nos campos de STEM também pode levar a uma cultura de trabalho que desencoraja a participação feminina. Isso pode incluir tudo, desde viés inconsciente em contratações e promoções até um ambiente de trabalho que não leva em consideração as necessidades específicas das mulheres, como equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e políticas de maternidade.

        Além disso, mulheres nas áreas de STEM frequentemente enfrentam maior escrutínio sobre suas habilidades e seus resultados do que seus colegas homens, o que pode afetar negativamente sua confiança e suas aspirações profissionais.

        Estudos de caso e estatísticas ilustram claramente essas disparidades. Por exemplo, um relatório da UNESCO de 2021 apontou que, embora as mulheres representem cerca de 33% dos pesquisadores globais, em áreas como engenharia e tecnologia, esse número cai drasticamente. Em muitos países, as mulheres são apenas uma pequena fração dos graduados em programas de engenharia e tecnologia da informação (TI).

        Para enfrentar essas barreiras, é essencial que tanto instituições educacionais quanto empregadores nos campos de STEM implementem políticas proativas de inclusão, desde programas de incentivo e bolsas de estudo para mulheres até treinamentos contra vieses inconscientes e a promoção de uma cultura de trabalho mais inclusiva. Essas medidas são cruciais para criar um ambiente em que mulheres que atuam em STEM possam prosperar igualmente.

Internet: (com adaptações).
No primeiro período do último parágrafo do texto CG1A1, a oração “que tanto instituições educacionais quanto empregadores nos campos de STEM implementem políticas proativas de inclusão” exerce sintaticamente a função de
Alternativas
Q4149474 Português
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” esteja sendo empregada como conjunção integrante que introduz uma oração cuja função é de objeto direto. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q4148278 Português
Leia o texto a seguir, observando as palavras em destaque.

Lançamento do Livro “A Nossa Oktoberfest Blumenau” celebra 40 anos da maior festa alemã das Américas

2 de fevereiro, 2026

A Oktoberfest Blumenau nasceu de histórias, pessoas e encontros que, ao longo de quatro décadas, transformaram a festa em um dos maiores símbolos culturais do Brasil. Preservar essa trajetória e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro, foi a proposta do lançamento do livro “A Nossa Oktoberfest Blumenau”, que teve como produtor, o publicitário José Geraldo Reis Pfau e que ocorreu nesta segunda-feira, dia 2, no Frohsinn.
A obra reúne entrevistas com personagens que fizeram parte da construção da festa ao longo dos anos, registrando diferentes olhares, desafios e conquistas que ajudaram a consolidar a Oktoberfest como a festa mais alemã das Américas. As histórias apresentadas no livro dão voz a quem viveu e ajudou a escrever cada capítulo dessa trajetória.
https://oktoberfestblumenau.com.br/2026/02/02/lancamento-do-livro-a-nossaoktoberfest-blumenaucelebra-40-anos-da-maior-festa-alema-das-americas/

Em um texto, pronomes podem funcionar como importantes mecanismos de coesão, ao retomarem termos anteriores e evitarem repetições desnecessárias.

Considerando o uso dos pronomes relativos marcados no texto, assinale a opção em que se identifica corretamente o elemento retomado pelo pronome destacado.
Alternativas
Q4147956 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que dipirona é vendida no Brasil, mas proibida nos EUA e em parte da Europa?

 

A dipirona é um dos remédios mais populares no Brasil para aliviar febre e dor. Presente no mercado há mais de um século, ela aparece entre os medicamentos mais vendidos do país e é comprada sem receita médica. Em outras partes do mundo, porém, a situação é bem diferente: nos Estados Unidos e em alguns países europeus, a substância foi proibida há décadas por causa da preocupação com um possível efeito colateral raro e grave chamado agranulocitose, uma alteração no sangue que reduz as células de defesa do organismo.

Criada nos anos 1920, a dipirona rapidamente se espalhou por vários países. Mesmo sendo utilizada há tanto tempo, os cientistas ainda não entendem completamente como ela age no corpo humano. A principal hipótese é que o medicamento atue sobre mecanismos ligados à inflamação e ao sistema nervoso, ajudando a reduzir febre, dores e desconfortos.

A grande polêmica envolvendo a dipirona começou entre as décadas de 1960 e 1970, quando pesquisas passaram a relacionar substâncias semelhantes ao remédio com casos de agranulocitose. A partir dessas suspeitas, autoridades de saúde dos Estados Unidos decidiram retirar a dipirona do mercado. Outros países adotaram a mesma postura pouco tempo depois.

Com o passar dos anos, porém, novos estudos apresentaram resultados diferentes. Algumas pesquisas identificaram um risco extremamente baixo de desenvolver a alteração sanguínea em pessoas que utilizam o medicamento. Outras encontraram números mais elevados, principalmente em determinadas populações europeias.

Especialistas acreditam que essa diferença pode estar ligada a fatores genéticos, além do uso prolongado ou em doses muito altas. Há indícios de que algumas populações tenham maior predisposição ao problema, o que ajudaria a explicar por que o remédio é considerado mais seguro em alguns países do que em outros.

Na América Latina, estudos envolvendo milhões de pessoas apontaram poucos casos da complicação. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu que os riscos associados à dipirona são baixos e semelhantes aos de outros medicamentos usados contra dor e febre.

Por isso, atualmente não existe discussão sobre retirar a dipirona do mercado brasileiro. Além do Brasil, ela também continua liberada em países como Alemanha, Espanha, Índia, Rússia, Israel, Argentina e México.

Além da discussão sobre segurança, a eficácia da dipirona também foi analisada em diversos estudos. Pesquisas mostram que ela possui ação forte contra dores moderadas e febre, sendo usada até em hospitais para aliviar dores mais intensas. Em alguns casos, o efeito do medicamento chega a competir com remédios mais potentes.

Mesmo assim, especialistas reforçam que a dipirona deve ser usada com responsabilidade. Assim como qualquer medicamento, ela pode provocar efeitos colaterais, principalmente quando utilizada em excesso ou por longos periodos.

Entre os problemas possíveis estão alergias, queda de pressão, alterações nos rins e no fígado, além de sintomas como enjoo, tontura e sonolência. O risco da agranulocitose é considerado raro no Brasil, mas continua sendo acompanhado pelas autoridades de saúde.

Também é importante prestar atenção às doses recomendadas, já que muitos medicamentos populares combinam dipirona com outras substâncias, o que pode levar ao consumo exagerado sem que a pessoa perceba.

Especialistas destacam que a dipirona é considerada segura quando usada de maneira correta, principalmente em casos agudos de dor e febre. No entanto, ela não deve ser utilizada de forma constante por semanas ou meses sem orientação médica, já que até medicamentos comuns trazem riscos quando usados de forma inadequada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgrky6rmlyo.adaptado.

Também é importante prestar atenção às doses recomendadas, já que muitos medicamentos populares combinam dipirona com outras substâncias, o “que” pode levar ao consumo exagerado sem “que” a pessoa perceba.
Sobre a classificação gramatical dos vocábulos destacados, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q4147328 Português

Considere o texto a seguir para a questão:



    A prefeitura de Marechal Cândido Rondon, por meio da Secretaria de Planejamento e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, realizará no dia 8 de abril uma audiência pública para apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do exercício de 2027. O encontro acontecerá às 16h, no auditório do Paço Municipal Arlindo Alberto Lamb.

    A audiência pública tem como principal objetivo garantir a transparência e a participação popular na definição das prioridades do orçamento público. Na ocasião, serão apresentadas à população as metas e diretrizes que irão orientar o orçamento do município para o próximo ano, além de abrir espaço para sugestões, questionamentos e contribuições da comunidade em relação às propostas da administração pública.

    A iniciativa também assegura o cumprimento da legislação, especialmente da Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê a realização desse tipo de evento, e contribui para a definição das prioridades da gestão, como investimentos em áreas essenciais, a exemplo de saúde, educação e infraestrutura. Além disso, fortalece o controle social, ampliando a transparência na aplicação dos recursos públicos.

    A LDO é uma etapa fundamental do planejamento público, pois orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e deve estar alinhada ao Plano Plurianual (PPA). Por isso, a audiência pública representa um importante momento de aproximação entre o poder público e a comunidade, garantindo que as decisões reflitam as reais necessidades da população.

    Toda a comunidade rondonense está convidada a participar do evento.



Fonte: https://marechalcandidorondon.atende.net

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta deste trecho: “Na ocasião, serão apresentadas à população as metas e diretrizes que irão orientar o orçamento do município para o próximo ano [...]”.
Alternativas
Q4146641 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Miséria


“Esse quarto já sentiu a energia de muita alma jovem com muita vontade de viver e pouco espaço. O sangue e as lágrimas mancharam as paredes, os gritos e risadas ecoaram pelos vértices e as paixões consumiram tudo o que viram pela frente.”


    Esse é um trecho do texto que eu escrevi quando me mudei da minha primeira casa em São Paulo. Era uma kitnet na Corifeu, com uma janela pequena lá no alto. Não ventilava, não dava pra ver a rua. Era tudo branco, novo, nunca tinha sido usado. Era oco e não tinha história. De certa forma, a única história daquela casa era a minha, eu fui mudando junto com aquele espaço.

    Vendo aquela casa vazia na mudança, um filme passou pela minha cabeça, cheio de sentimentos agridoces. Ali eu ficava sozinha com os meus pensamentos, lidando com o mundo novo que era São Paulo. O meu sonho de estudar jornalismo na USP, os treinos da atlética, as aulas de línguas, a agenda cheia, tudo isso era parte da minha rotina. Assim como a solidão, a exclusão, a ansiedade, a dependência emocional, o medo de não fazer amigos e todas as outras dores de crescer e tentar descobrir quem eu era. É, não existe amor em SP.

    Essa música aparece logo no trailer do filme “A Voz do Silêncio”, um drama de 2018 dirigido por André Ristum. O longa gira em torno da vida de sete pessoas que moram em São Paulo, convivendo com as angústias e a solidão diária de morar em uma das maiores cidades do mundo, onde todo mundo está sempre com pressa e a empatia está sempre em falta.

     Uma das histórias que mais me tocou no filme foi a da personagem Maria Cláudia, interpretada por Marieta Severo. O único orgulho que ela tinha era o filho, interpretado pelo ator Arlindo Lopes, que sempre mandava cartões postais dizendo que estava em um lugar diferente do mundo. Na verdade, o filho morava em São Paulo mesmo, e trabalhava como atendente de telemarketing para sobreviver. Morava em um canto qualquer, e nunca nem saía para se divertir. Todo dia era sempre igual. E assim era para os outros personagens: o trabalho doído, com quase nenhuma folga e absolutamente nenhum descanso da dor das próprias angústias, de não fazer nada que dê prazer, de fazer tudo no automático.

    Depois de ver esse filme e sentir todos aqueles sentimentos tão reais junto com os personagens, fiquei pensando que a miséria sobre a qual Victor Hugo escreveu não tinha nada a ver com dinheiro. Miserável. Em português, e até mesmo em francês, língua original da obra “Les Misérables”, essa palavra pode nos fazer lembrar muito mais da miséria física, falta de dinheiro, falta de comida. Mas em inglês, “miserable” se refere muito mais a um estado emocional, quando você se sente péssimo, um lixo. Gosto mais desse sentido.

    O Jean Valjean, personagem dessa célebre obra francesa, foi preso por roubar um pão, e mesmo depois de ganhar dinheiro e tentar fazer o bem, o guarda Javert só pensava em condená-lo por seu passado. Tanta foi a culpa, que Javert cometeu suicídio. Éponine morreu pelo homem que amava e que a via apenas como uma amiga e Gavroche, com apenas 12 anos, morreu lutando uma luta que não devia ser sua. A miséria deles era de dignidade, de liberdade, assim como a miséria da Maria Cláudia e do seu filho, assim como a nossa miséria diária.

     Da minha posição de previlégio, nem imagino como devem ser as misérias de tantas outras pessoas durante a pandemia. Mas eu sinto a minha miséria, quando vejo as mortes na TV, o mau caratismo dos políticos e a dor das pessoas, pensando que não posso fazer nada, ou quase nada. Penso nos dias de quarentena que passei trancada em casa, lidando com a depressão, tentando achar uma saída e um sentido nisso tudo. Sinto que estou perto, apesar de não ter ideia de quando vou chegar lá. 

    Mas de uma coisa eu sei, e peço desculpas se fui muito dura lá no início, porque existe sim amor em SP. Eu descobri isso com os amigos da minha república, fazendo fogueira na garagem de casa no meio do Butantã, tomando banho de chuva ao som de Vanessa da Mata e fazendo cinema no quintal, tudo isso em plena pandemia. Existe amor em SP, mas é uma coisa que nós precisamos buscar e construir, dia após dia. A cidade é só uma cidade. Assim como a minha kitnet era só um lugar qualquer, pintado de branco, e que eu colori com a minha história, que era ruim, mas também era boa.

    Existe poesia nessas esquinas duras, como cantou Caetano, mas é preciso procurá-la ativamente, antes que a mesmice, a rotina e a indiferença nos consumam. Se as paredes da cidade podem pintar nossa cabeça de cinza e fazer um baita estrago, talvez nós também possamos colorir as paredes, de alguma forma.


CAIADO, Marina Faleiro. Miséria. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (Org.). Crônicas para ler e ouvir: volume 1. São Paulo: ECA-USP, 2021. p. 13-15. (Série Crônicas para ler e ouvir). DOI: 10.11606/9786588640579. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/730. Acesso em: 5 maio 2026. Adaptado.
No trecho “O único orgulho que ela tinha era o filho, interpretado pelo ator Arlindo Lopes, que sempre mandava cartões postais dizendo que estava em um lugar diferente do mundo”, o pronome relativo “que” (em “que sempre mandava cartões postais”):
Alternativas
Q4145898 Português
No trecho a seguir, retirado do texto, a locução conjuntiva “para que” introduz a ideia de ______________, podendo ser substituída por ______________, _____________ necessárias alterações para que se mantenha a correção do período.
“as escolas devem garantir tempos, espaços e condições para que toda criança possa brincar livremente”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q4144600 Português
• Texto para a questão.


INFODEMIA E FAKE NEWS NA SAÚDE: DESAFIOS E IMPACTOS


   A disseminação de informações falsas sobre saúde nas redes sociais representa um grave problema de saúde pública, denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de infodemia. No Brasil, esse fenômeno ganhou proporções alarmantes durante a pandemia de COVID-19, quando mentiras sobre vacinas, tratamentos e medidas sanitárias circularam livremente em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

   Uma pesquisa da Avaaz, realizada em 2020, revelou que 73% dos brasileiros acreditavam em ao menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. Dados da Fiocruz apontaram que 91% dos profissionais de saúde entrevistados consideraram as fake news um obstáculo no combate ao vírus, e 76,1% atenderam pacientes influenciados por desinformação.

   O Brasil possui atualmente cerca de 480milhões de dispositivos digitais (FGV), emais de 140milhões de pessoas se conectaram à internet entre março e agosto de 2024 (Cetic.br), o que amplia o alcance de conteúdos sem comprovação científica. Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem, proporção que cai para 31% entre pessoas com Ensino Fundamental.

    A CPI da Covid, instaurada pelo Senado Federal em 2021, concluiu que a desinformação contribuiu para ao menos 400 mil mortes evitáveis. Como resposta, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Ministério da Saúde e outras instituições lançaram plataformas digitais de combate à desinformação, como o Cofenplay e o Saúde com Ciência, buscando levar conteúdo científico verificado à população. A escolha por essas plataformas como tecnologia educacional foi estratégica, porque a geração atual está, cada vez mais, imersa em dispositivos digitais. O enfrentamento à infodemia exige educação midiática, regulação das redes sociais e valorização da ciência como instrumento de cidadania e proteção da vida.


LOPES, Iberê. Infodemia: notícias falsas sobre saúde dominam redes sociais, induzem ao erro e desafiam autoridades. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Brasília, 27 jan. 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/infodemia-noticias-falsas-sobre-saude-dominam-redes-sociais-induzem-ao-erro-edesafiam-autoridades/. Acesso em: 06 maio 2026. Texto Adaptado.
No trecho “mais de 140 milhões de pessoas se conectaram à internet entre março e agosto de 2024 (Cetic.br), o que amplia o alcance de conteúdos sem comprovação científica”, o pronome relativo “que”:
Alternativas
Q4144470 Português
Texto para a questão.


8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens


    A educação financeira tem sido apontada por especialistas como uma ferramenta importante para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade entre crianças e adolescentes. Em um cenário marcado pelo aumento do consumo digital e pela facilidade de acesso ao crédito, famílias e escolas passaram a discutir com maior frequência estratégias capazes de estimular hábitos financeiros mais conscientes desde cedo.

    Segundo educadores consultados pela reportagem, o aprendizado relacionado ao dinheiro não deve ocorrer apenas em momentos de dificuldade econômica. A orientação financeira pode ser incorporada ao cotidiano por meio de práticas simples, como planejamento de gastos, diferenciação entre necessidade e desejo, organização de metas e acompanhamento de despesas. Além disso, especialistas destacam que o exemplo dado pelos adultos exerce influência significativa sobre o comportamento financeiro dos jovens.

    Outro aspecto mencionado refere-se ao impacto das redes sociais sobre o consumo impulsivo. A exposição constante a padrões de vida idealizados contribui para o aumento da ansiedade e para a construção de hábitos de compra pouco sustentáveis. Nesse contexto, a educação financeira é apresentada como mecanismo de formação cidadã, pois favorece decisões mais equilibradas e maior compreensão sobre planejamento econômico.

    A reportagem também destaca que a abordagem do tema nas escolas pode contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e da responsabilidade social. Para especialistas, ensinar educação financeira não significa incentivar acúmulo de riqueza, mas ampliar a capacidade de tomada de decisões conscientes relacionadas ao consumo, à poupança e ao uso responsável dos recursos disponíveis.


Adaptado de CNN BRASIL. 8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens. São Paulo, 6 jan. 2026. Disponível em: CNN Brasil Educação. Acesso em: 11 maio 2026.
No segmento “especialistas destacam que o exemplo dado pelos adultos exerce influência significativa sobre o comportamento financeiro dos jovens”, a organização das orações e o emprego das classes de palavras seguem a norma-padrão. Sobre essa estrutura, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4144197 Português

    Texto CG1A1


    Onde não houver alimento, não haverá paz. Essa afirmação, simples e poderosa, carrega uma sabedoria ancestral: a agricultura sustenta vidas, estrutura territórios, garante estabilidade política, social e econômica e molda o destino das nações. Quando a produção agrícola prospera, comunidades florescem, mercados se fortalecem e sociedades avançam. Quando falha, a fome se instala, conflitos emergem e as estruturas sociais se fragilizam.



    Em um mundo marcado por transformações aceleradas — crises climáticas, pressões energéticas e desigualdades persistentes —, a agricultura permanece no centro do debate global não apenas por alimentar bilhões de pessoas, mas por conectar, de forma indissociável, o que produzimos e consumimos, a energia que utilizamos e as condições climáticas que moldam nosso cotidiano.



    Garantir segurança alimentar para uma população que ultrapassará 9,7 bilhões de pessoas até 2050 exige produzir mais e melhor, de forma sustentável, resiliente e inclusiva. Acelerar a transição energética tornou-se imperativo diante da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões. Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais. Reduzir desigualdades sociais implica democratizar o acesso a oportunidades, tecnologias e mercados — sobretudo no meio rural, onde milhões de agricultores familiares e comunidades tradicionais ainda enfrentam vulnerabilidades estruturais.



    Esses desafios não podem ser tratados isoladamente. Segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social são agendas interdependentes: nenhuma avança sem as demais. Sistemas alimentares resilientes são essenciais para mitigar emissões; energia limpa é indispensável para sustentar a produção agrícola; inclusão social é condição para o progresso das pessoas e ampliação da adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Quando articuladas, essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos e fortalecem a resiliência global.



    Nesse contexto de interdependências, os trópicos ocupam posição estratégica. O cinturão tropical, que abrange as Américas, a África e a Ásia, concentra cerca de 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, distribuídas em regiões de cerrados, savanas e florestas tropicais, uma heterogeneidade que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta.



    A riqueza natural confere aos países tropicais um potencial produtivo extraordinário, capaz de alimentar populações locais e contribuir decisivamente para a segurança alimentar global. Ao mesmo tempo, essas mesmas regiões enfrentam elevada vulnerabilidade climática. Secas prolongadas, chuvas irregulares, ondas de calor, enchentes e a intensificação de pragas e doenças ameaçam safras, reduzem produtividade e ampliam a insegurança alimentar em escala regional. Transformar essa combinação de riqueza e vulnerabilidade em prosperidade duradoura exige ciência aplicada, cooperação internacional e políticas públicas consistentes. Exige, sobretudo, reconhecer que a agricultura tropical não é parte do problema, mas parte essencial da solução. Práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o uso de bioinsumos, a produção de bioenergia e o reaproveitamento de coprodutos e resíduos em processos de circularidade comprovam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e mitigação de emissões. 



Internet: (com adaptações). 

No quinto parágrafo do texto CG1A1, o pronome relativo “que”, na oração “que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta” (final do segundo período), retoma a expressão
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Q4142694 Português

Texto 1A16

A ética climática pode ser definida como o ramo de conhecimento que examina os fundamentos morais e os princípios de justiça relacionados às mudanças climáticas e suas consequências, abrangendo questões de equidade intra e intergeracional, justiça ambiental e responsabilidade diferenciada entre nações.

Esse campo de estudo procura resolver dilemas morais complexos, como a distribuição justa dos custos e benefícios das ações climáticas, a proteção de populações vulneráveis contra desastres climáticos e a alocação de responsabilidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Tendo em vista essa disparidade econômico-regional e a vulnerabilidade por ela gerada, em 2001 as 194 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) decidiram criar o Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF) — um dos únicos mecanismos dessa natureza dedicado a ajudar os países a se adaptarem às novas realidades climáticas. O LDCF, juntamente com o Fundo Especial para a Mudança do Clima (SCCF), deve servir ao Acordo de Paris. Ambos os fundos são geridos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.

No âmbito da hermenêutica jurídica, a ética climática pode ser instrumental na interpretação e na aplicação do direito para a resolução de casos concretos que chegam ao Poder Judiciário. Ao interpretar normas ambientais ou decidir sobre litígios que envolvem questões climáticas, os intérpretes podem, ainda, fazer a vinculação conceitual com o princípio da precaução, que sugere a adoção de medidas preventivas diante de riscos de danos graves ou irreversíveis, mesmo na ausência de certeza científica plena.

Esse princípio está alinhado com a ideia de justiça intergeracional, que busca garantir que as gerações futuras tenham acesso a um ambiente seguro e saudável. Além disso, a consideração da justiça ambiental pode levar à adoção de decisões que priorizem a proteção das populações mais vulneráveis, frequentemente as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

A hermenêutica jurídica também pode incorporar a noção de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, reconhecendo que os países desenvolvidos, por terem historicamente contribuído mais para a emissão de gases de efeito estufa, têm uma responsabilidade maior em mitigar os efeitos das mudanças climáticas e ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a lidar com esses desafios.

Esse também foi o expresso pensamento de Al Gore quando declarou, em 2006, que as mudanças climáticas ― não são tanto um problema político quanto o é uma questão ética‖, destacando a necessidade de que os países mais desenvolvidos economicamente assumam responsabilidade por essas demandas. Estudos apontam também que é um problema de difícil mensuração, solução e articulação, uma vez que envolve nações independentes e controvérsias de natureza científica, econômica, legal e de relações internacionais.

Não obstante o conceito de ética no âmbito das relações internacionais, é possível interpretar também a ética da vulnerabilidade de pessoas e comunidades que sejam mais suscetíveis aos efeitos climáticos. Há iniciativas, inclusive, que buscam apurar tais vulnerabilidades com base em critérios objetivos, como o índice de vulnerabilidade climática, que algumas cidades e municípios brasileiros têm adotado.

Revista CNJ, v. 8, n.º 1, jul. – dez./2024. Internet: <http://www.cnj.jus.br/> (com adaptações).

No trecho "os intérpretes podem, ainda, fazer a vinculação conceitual com o princípio da precaução, que sugere a adoção de medidas preventivas" (quarto parágrafo do texto 1A16), o referente do pronome "que" é
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Q4137684 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brain rot: vício em telas e o “apodrecimento” do cérebro

O membro da Comissão Organizadora do XV Congresso Paulista de Neurologia fala sobre o longo tempo gasto em telas e em conteúdos não estimulantes

    “Brain rot” foi eleita a expressão mais procurada do último ano, de acordo com o Dicionário Oxford. Ao pé da letra, o significado é “cérebro apodrecido” e está relacionado às consequências do vício em telas – principalmente entre crianças e adolescentes – ao consumir conteúdos pouco desafiadores e superficiais. Os efeitos desta condição são graves e preocupantes, já que estão diretamente atrelados ao desenvolvimento de transtornos mentais e prejudicam as interações sociais dos indivíduos.
Nesta edição, a Revista da APM conversou com o neurologista Marcel Simis, membro da Comissão Organizadora do XV Congresso Paulista de Neurologia, para esclarecer alguns pontos fundamentais sobre o tema. Ele demonstra como o brain rot pode potencializar distúrbios já existentes, de que forma se desenvolve, como evitar a condição e como tratá-la. Confira a seguir.

Como se caracteriza o brain rot e quais são os seus efeitos?

    Brain rot foi eleita a palavra do ano de 2024 pela Oxford University Press, mas é importante destacar que este não é um termo e nem um diagnóstico médico, já que não está incluído no DSM-5, que é o Manual Diagnóstico Estatístico dos Transtornos Mentais, e nem no CID10, que é o Manual das Doenças, então é um termo que não é um diagnóstico clínico. Porém, é um termo interessante que, inclusive, serve como importante alerta para a sociedade, porque está associado ao consumo excessivo de materiais e conteúdos online que são considerados triviais ou pouco desafiadores para a atividade cognitiva cerebral.
    Então, em tese, o termo coloca como se fosse um “apodrecimento cerebral” por uma exposição excessiva de conteúdos on-line que não geram maior engajamento mental ou maior atividade intelectual. No entanto, temos que tomar cuidado em dizer a expressão “apodrecimento cerebral”, porque, para alguns, pode soar que verdadeiramente acontece dos neurônios e das células cerebrais morrerem e apodrecerem, e não é isso. É até um termo que eu, pessoalmente, não gosto, por passar uma ideia como se fosse um dano estrutural dos neurônios que, na verdade, não acontece desta maneira. Todavia, embora não aconteça o dano estrutural, é algo, sim, preocupante, visto que o excesso de exposição a este tipo de conteúdo on-line pode trazer prejuízos para a vida da pessoa. 

Como o brain rot pode potencializar transtornos já existentes, como ansiedade, depressão e síndrome do pânico?

    Já existem estudos mostrando que a exposição excessiva a telas e diferentes conteúdos on-line está relacionada com a depressão, ansiedade, estresse e alteração na qualidade do sono. É interessante que não gera um dano neuronal, mas gera uma disfunção de circuitos neuronais. Um circuito que comumente é relatado, e há artigos científicos sobre o assunto, é um circuito dopaminérgico, ou seja, o que está relacionado com aspectos de recompensa e de reforço, que são associados à motivação, à vontade de perseguir algum objetivo. No caso, esse tipo de exposição a, por exemplo, vídeos curtos em aplicativos como YouTube e TikTok, entre outros, faz com que a pessoa fique engajada naquela atividade por muito tempo, buscando, então, essa rápida recompensa. Assim, bagunçando e desregulando o circuito dopaminérgico, a pessoa desenvolve algo semelhante mesmo a um vício dessa atividade online. É essa desregulação dos circuitos que predispõe a transtornos mentais nas pessoas que têm esse uso excessivo de telas.

Há algum tratamento para conseguir reverter esta situação? Quais as possibilidades?

    A boa notícia é que isso é tratável, então são alterações reversíveis. Na questão da criança é mais preocupante, porque não se sabe o quanto esse tipo de alteração pode ser duradoura ao longo da vida. Mas, já se sabe que muito desse processo é reversível, então com a pessoa deixando de ficar exposta à tela, essas alterações de circuitos dopaminérgicos, entre outros circuitos neuronais, tendem a se reestabelecer e aí reverte esse processo. Então, como tratar? É reduzindo, e muito, o tempo de exposição a esse tipo de conteúdo. Esse seria o principal tratamento, se fiscalizar e os pais fiscalizarem as crianças e os adolescentes em relação a esse conteúdo e, realmente, retirar, evitar essa exposição abrangente a celulares, tablets, televisões e computadores.


Fonte: Matéria publicada na edição 749 (Março/Abril de 2025) da Revista da APM. Disponível em: https://www.apm.org.br/brain-rotvicio-em-telas-e-o-apodrecimento-do-cerebro/ Acesso em 14 de maio de 2026.
No trecho “Já existem estudos mostrando que a exposição excessiva a telas e diferentes conteúdos on-line está relacionada com a depressão...”, a oração introduzida por “que” exerce função de:
Alternativas
Q4135564 Português
De Apollo a Artemis II, uma cientista brasileira na Nasa

Por Elisa Martins






(Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/de-apollo-a-artemis-ii-uma-cientista-brasileira-na-nasa/ –texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos abaixo, retirados do texto, assinale a alternativa em que o vocábulo “que” NÃO exerce a função de pronome relativo.
Alternativas
Q4135217 Português
        Que reviravolta linda! Shay Taylor, uma funcionária que atuou por anos como faxineira na limpeza de um hospital nos Estados Unidos, vai retornar ao mesmo local em uma nova função: como médica residente.

         A mudança de carreira não seguiu um caminho tradicional. Após concluir o ensino médio com bom desempenho, Shay não teve condições de pagar uma universidade nem teve acesso a programas de auxílio financeiro, o que a levou a ingressar diretamente no mercado de trabalho.

        Foi um problema de saúde na família, mais especificamente de sua mãe, que a fez mudar de ideia e ingressar em um curso de medicina. Hoje, já formada, ela troca de função, mas não de local de trabalho. E com muito orgulho!

(Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/03/26/ mulher-trabalhou-faxineira-hospital-volta-medica- -10-anos-depois. Adaptado)
No trecho “Foi um problema de saúde na família, mais especificamente de sua mãe, que a fez mudar de ideia e ingressar em um curso de medicina.” (3º parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, mantendo-se o sentido, por:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Macaé - RJ Provas: FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista - Pacientes com Necessidades Especiais | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Protesista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Diarista Infectologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Enfermeiro do Trabalho | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Neurologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Diarista Pediatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Cardiologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Pneumologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico da Estratégia Saúde da Família | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I - Diarista Endocrinologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Geriátrico | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Mastologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Proctologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Psiquiatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Bucomaxilofacial Diarista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Estomatologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Odontopediatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Patologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Reumatologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Plantonista Endoscopista Digestivo | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Endodontista |
Q4132648 Português
“Quando o assunto é a saúde da tireoide, um nutriente se destaca como o mais essencial: o iodo. Ele é a matéria-prima usada pela glândula para produzir hormônios que controlam o metabolismo, a energia e o funcionamento de praticamente todos os órgãos do corpo.”
Sobre a estruturação desse segmento, assinale a afirmativa correta
Alternativas
Q4129816 Português
Fortaleça sua voz: Dia Mundial e Nacional da Voz

        O Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, teve início, no Brasil, em 1999 como uma data comemorativa em âmbito nacional, resultado de uma iniciativa mista de médicos, fonoaudiólogos e professores de canto.

        A campanha anual tem como principais objetivos aumentar a conscientização pública sobre a importância da voz e alertar sobre os problemas vocais. A voz é o som que acompanha os indivíduos em todas as fases da vida, desde o nascimento, por meio do choro.

        Ao longo do tempo, a voz se modifica naturalmente, pois acontecem mudanças na frequência fundamental, que é o número de vezes por segundo em que as pregas vocais vibram. Essas alterações ocorrem em virtude das transformações da maturação e do envelhecimento das estruturas responsáveis pela produção vocal.

        Por meio da voz, revelam‑se diversas características individuais que possibilitam identificar e reconhecer pessoas, suas emoções, sua personalidade, sua intenção e até mesmo suas características físicas. Ela é considerada “o tato a distância”, sendo, muitas vezes, descrita como aveludada, áspera, crepitante, macia, brilhante, colorida, metálica, entre outras qualidades.

        A voz é a principal ferramenta de comunicação e o instrumento de trabalho para muitos profissionais. Apesar de exercer um importante papel no dia a dia, nem sempre recebe a atenção e os cuidados adequados.

Atos como gritar, falar em excesso, pigarrear e não se hidratar são alguns comportamentos que prejudicam a capacidade vocal. Sintomas de alteração vocal, como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão que durem mais de duas ou três semanas, merecem ser avaliados por um profissional de saúde.

        Estima‑se que em torno de 20% da população apresente algum tipo de alteração nas pregas vocais, a maior parte benigna e de fácil solução clínica ou cirúrgica. Os problemas benignos mais comuns são nódulos, pólipos, cistos vocais e edemas.

        No Brasil, o Dia Nacional da Voz foi instituído oficialmente pela Lei nº 11.704/2008. Em alusão à data, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) promove a campanha anual Amigos da Voz, que, em 2025, completou 20 anos, trazendo como tema “Sua Voz Informa”, cujo objetivo foi enfatizar o papel fundamental da voz na comunicação humana e nas interações cotidianas.


Internet:<bvsms.saude.gov.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No período “A voz é o som que acompanha os indivíduos em todas as fases da vida, desde o nascimento, por meio do choro”, o pronome relativo “que” retoma o antecedente “som” e poderia ser substituído por o qual sem prejuízo da correção gramatical.

Alternativas
Q4127451 Português
Na sentença “O réu não sairá daqui sem que antes me confesses tudo”, a conjunção em destaque exprime:
Alternativas
Q4126105 Português

Texto 02





(Texto adaptado de: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Inteligência Artificial na Educação Básica: Documento orientador sobre caminhos curriculares e práticas éticas de uso de IA nas escolas. Escolas Conectadas, 2026, p. 8. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/ia-educacao-basica.pdf Acesso em 27 de maio de 2026).

A propósito das quatro ocorrências do vocábulo que no texto 02, é correto afirmar somente que: 
Alternativas
Q4125942 Português

O estigma social que envolve a saúde masculina: a

conscientização sobre a importância do cuidado ainda

enfrenta obstáculos entre os homens



    A ciência comprova e a experiência da vida demonstra na prática: ter uma boa saúde, mais do que genética, é consequência das escolhas. Hábitos saudáveis são o caminho para viver bem e envelhecer com qualidade. A prevenção também faz parte dessa fórmula de sucesso: inúmeras doenças possuem grandes chances de cura quando diagnosticadas precocemente. 


    De um lado as evidências, do outro os estigmas sociais. A saúde masculina, mesmo nos dias de hoje, ainda é repleta de tabus. Os homens costumam dar menos atenção à saúde e, consequentemente, buscam com menos frequência os serviços médicos. Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado. 


    De acordo com dados do Ministério da Saúde, homens brasileiros vivem, em média, 7 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares. Por esse motivo, a campanha de conscientização Novembro Azul, que fala sobre a conscientização sobre o câncer de próstata, ampliou o seu leque. 


    O movimento quer conscientizar ainda mais a população masculina sobre a necessidade de cuidar do seu corpo e também da mente. Praticar atividade física, ter uma alimentação adequada e saudável, manter o peso saudável, não fumar, praticar sexo seguro e cuidar da saúde mental são fundamentais para a promoção da saúde e para a prevenção de doenças. O que inicialmente era uma campanha sobre o câncer de próstata, hoje aborda todas as principais doenças que acometem os homens, como o diabetes mellitus e as doenças cardiovasculares.


    De acordo com Paulo Salustiano, médico urologista e preceptor no ambulatório de uro-oncologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os homens morrem mais e mais cedo que as mulheres em qualquer lugar do mundo. E existem teorias para isso, sendo uma delas que eles se expõem mais aos riscos desde a juventude. A outra é a resistência do homem em ir ao médico. Essa resistência maior em procurar os serviços de saúde pode ter como causa o medo de descobrir uma possível doença. 


    O profissional explica ainda que as mulheres geralmente têm um acesso mais rápido e mais precoce ao médico. Elas iniciam esse cuidado na infância, quando passam pelas consultas de puericultura, e, após a puberdade, passam a manter um acompanhamento de saúde periódico para a realização do exame preventivo (citopatológico). Sendo assim, desde a adolescência são estimuladas a se cuidarem. Os homens, por outro lado, costumam ter uma perda de seguimento depois da fase de puericultura.


    As campanhas ajudam muito a conscientizar o público masculino sobre a necessidade e a importância de buscar a sua equipe de saúde periodicamente. Além do câncer de próstata, outras condições que podem acometer a população masculina e que merecem atenção são: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, hiperplasia benigna da próstata, alterações hormonais e a andropausa.  


    Isso sem falar também das questões que envolvem a saúde mental. Diversos fatores podem causar alterações emocionais, como responsabilidades familiares, frustrações financeiras e problemas no trabalho. É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e que o tratamento com psicoterapia ou medicamentos pode ser necessário. 


Fonte: Gov. Adaptado.


 

"As coisas [...] que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo." (João, 12:50). Sobre a estruturação sintática desse pensamento, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
121: C
122: B
123: C
124: A
125: D
126: C
127: B
128: A
129: D
130: B
131: A
132: B
133: C
134: C
135: C
136: C
137: C
138: B
139: B
140: A