Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Q4046516 Português
Por que jovens estão fazendo tanta cirurgia plástica?

Estudo aponta que a procura por procedimentos de nariz e queixo aumentou por conta das distorções de características faciais causadas pelas selfies.

        Com distorções irreais de características faciais, as “selfies” causam um efeito que pode gerar um aumento nos pedidos de cirurgia plástica desnecessárias. É o que mostra um estudo recente publicado na Plastic & Reconstructive Surgery.
    
        “Os jovens são mais afetados por este fenômeno”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Chefe do Setor de Rinologia da UNIFESP e cirurgião instrutor do DallasRinoplasthy. “O fato de se ter uma câmera nas mãos a todo momento é um convite para o autorretrato de todos os ângulos e em todas as situações. Isso gera frustração, pois sempre existe um ângulo que desagrada, principalmente se compara com fotos de outras pessoas nas redes sociais ignorando o fato de que muitas delas são produzidas e manipuladas digitalmente”, completa.
    
        O estudo aponta, inclusive, que pacientes utilizam cada vez mais as fotografias tiradas de câmeras de smartphone para discutir com um cirurgião plástico. Há uma relação documentada entre o aumento de selfies e os pedidos de rinoplastia – ou cirurgia para alterar a aparência do nariz – principalmente entre os mais jovens, assim como a mentoplastia, já que esses retratos costumam alterar a aparência do nariz e do queixo.
    
        Mas como as câmeras podem distorcer as imagens, especialmente quando são tiradas de perto, as selfies podem não refletir a verdadeira aparência de um indivíduo, segundo a pesquisa. Outro ponto apontado pelo trabalho que influencia o crescimento de procedimentos estéticos é a excessiva quantidade de horas observando imagens milimetricamente editadas para atingir a “perfeição”. “A adolescência é uma fase na qual a autoestima ainda depende muito de uma boa aparência, logo, aparecer bem nas selfies torna-se quase que uma obrigação”, pontua Farinazzo.” Isso leva o jovem a procurar formas de se sentir melhor e a cirurgia é uma delas”, acrescenta. Sem contar que os adolescentes estão cada vez mais informados e seguros daquilo que os incomodam e o que pode ser mudado. “Isso é influência de um mundo conectado e com grande disponibilidade de informação. As selfies apenas realçam o objeto do incômodo”, diz o médico.
    
        (...) “Quando um paciente percebe, por conta de sua foto, um nariz maior do que realmente é, cabe ao médico, em uma conduta ética e correta, tentar fazê-lo entender que aquilo não corresponde à realidade.” Para o caso em que há uma indicação cirúrgica de fato, o cirurgião plástico argumenta que não existe problema em fazer cirurgia em adolescentes. “A indicação está mais ligada ao problema do que à idade do paciente. Mas é importante uma boa conversa com o médico antes de qualquer procedimento. As pessoas estão cada vez mais críticas, e isso gera uma expectativa maior em relação aos resultados de uma cirurgia. Procure um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e busque também recomendações”, finaliza Farinazzo.

(BLANES. Simone. Por que jovens estão fazendo tanta cirurgia plástica? Veja, 2022. Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento/ por-que-jovens-estao-fazendo-tanta-cirurgia-plastica/. Acesso em: 13/05/2022. Adaptado.)
Observe esta passagem: “Estudo aponta que a procura por procedimentos de nariz e queixo aumentou por conta das distorções de características faciais causadas pelas selfies” (subtítulo). Em qual alternativa o termo que apresenta a mesma função do que destacado no trecho anterior?
Alternativas
Q4046153 Português
Após a leitura do texto abaixo, responda à questão:

POTÊNCIAS VERDES

A indústria automotiva aposta em itens feitos com materiais sustentáveis para agradar a consumidores e apagar a fama de ser uma das mais poluentes do planeta

    Assim como conforto e beleza, luxo é um conceito que muda com a passagem dos anos. Casacos de pele já foram considerados símbolos de requinte. Hoje, nenhuma mulher se atreve a desfilar com a peça sob pena de ser criticada por ostentar uma vestimenta criada à custa da morte de um animal. Em certa medida, a mesma lógica vem se aplicando aos carros produzidos por marcas que há décadas fazem parte de um pedaço do mercado aberto a poucos, mas venerado por muitos. Nomes como a inglesa Bentley, a sueca Volvo e a alemã BMW perceberam que, agora, luxo mesmo, indispensável, é fabricar modelos com materiais sustentáveis, no espírito de nosso tempo.
     O setor tem se mostrado bastante criativo na incorporação de compostos verdes aos novos veículos. O Volvo XC60 T8 Inscription, por exemplo, tem acabamento feito a partir de garrafas PET recicladas. Até 2025, a marca espera que 25% dos materiais utilizados sejam recuperados e, portanto, pouco agressivos ao meio ambiente. Para 2030, a meta é não usar mais nada de couro. No BMW i3, o plástico derivado de petróleo presente no interior do carro (mais especificamente nos elegantes painéis laterais e nos bancos) deu lugar a fibras de Kenaf, vegetal usado como matéria-prima na indústria do papel e que ajuda a capturar gás carbônico da atmosfera.
     A Bentley foi mais longe: o EXP100 GT tem seu interior montado como material composto de cascas de uva. Além disso, a nova versão usará uma forração parecida com couro, mas constituída a partir da raiz de cogumelos. Utilizado também na moda, o tecido é incrivelmente resistente. Os elegantes modelos da inglesa Jaguar serão lançados com tapetes e detalhes produzidos a partir de lixo encontrado nos oceanos e em aterros santitários, de forma que não será preciso produzir ainda mais plático.
     A virada verde das grifes de luxo da indústria automobilística é uma entre várias tentativas recentes do setor de mudar sua imagem. Há muito tempo ele é considerado uma das maiores fontes de poluição do mundo. Estima-se, por exemplo, que um carro médio emita cerca de 4,6 toneladas de dióxido de carbono todos os anos. Atualmente, o transporte rodoviário é responsável por aproximadamente um quinto dos gases de efeito estufa que são lançados na atmosfera por todo o planeta. [...] (Veja, 27/10/21)
Observe o emprego do QUE nos fragmentos abaixo relacionados, e em seguida indique a alternativa na qual este item introduz oração substantiva com função de sujeito.
Alternativas
Q4044176 Português
Em "As pessoas QUE desejam o bem são mais felizes" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada, é classificado como:
Alternativas
Q4044049 Português
Em "As pessoas QUE desejam o bem são mais felizes" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada, é classificado como:
Alternativas
Q4043562 Português
Em "As pessoas QUE desejam o bem são mais felizes" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada, é classificado como:
Alternativas
Q4016852 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a luz solar pode transformar água do mar em potável

Um verão de calor extremo e seco em todo o mundo tem sido um lembrete de que a escassez de água é uma questão urgente e que só piorará com as mudanças climáticas.

Para alguns países, as usinas de dessalinização oferecem uma solução - remover o sal da água do mar para satisfazer suas necessidades de água doce. O Oriente Médio tem a maior concentração dessas usinas no mundo.

Mas essas usinas, ainda abastecidas por combustíveis fósseis, consomem muita energia e o processo cria um efluente extremamente salgado conhecido como salmoura, que pode danificar ecossistemas marinhos e animais quando é bombeado de volta ao mar.

É por isso que algumas startups e pesquisadores atualizam a tecnologia de destilação que usa apenas a luz solar na purificação da água. 

Embora a tecnologia ainda esteja longe de produzir o volume de água doce gerado pelas usinas de dessalinização, ela pode ser valiosa para comunidades costeiras.
A startup Manhat, com sede em Abu Dhabi, fundada em 2019, desenvolve um dispositivo flutuante que destila água sem precisar de eletricidade ou criar salmoura.

Consiste em uma estrutura de estufa que flutua na superfície do oceano: a luz do sol aquece e evapora a água sob a estrutura, separando-a dos cristais de sal que são deixados para trás no mar, e à medida que as temperaturas esfriam, a água se condensa em água doce e é recolhida no seu interior.

Ao contrário dos tradicionais alambiques solares, o dispositivo de Manhat flutua no oceano, retirando água diretamente do mar. O sal não se acumula no aparelho e o ângulo do cilindro coletor evita que as gotas de água evaporem de volta ao mar.

Disponível em:https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-a-luz-solar-pode -transformar-agua-do-mar-em-potavel-para-populacao-costeira/. Adaptado.
Algumas startups e pesquisadores atualizam a tecnologia de destilação que usa apenas a luz solar.
O pronome relativo presente na frase substitui o termo:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Buriticupu - MA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Psicopedagogo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor de Atendimento Educacional Especializado | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Biologia | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor de Ensino Fundamental Nível I | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Inglês | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Matemática | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Língua Portuguesa | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Geografia | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - História | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Instrutor de Língua Brasileira de Sinais | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Intérprete de Libras | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Transcritor de Braile |
Q4005906 Português
TEXTO I


A síndrome do impostor


Todos nós usamos “máscaras”. E isso não quer dizer que tenhamos a intenção de enganar o mundo


A síndrome do impostor é, na verdade, o conflito interno que denuncia a distância entre o nosso íntimo e a forma como nos projetamos no mundo.


Todos nós usamos “máscaras”. E isso não quer dizer que tenhamos a intenção de enganar o mundo, mas apenas que existe, dentro de nós, a necessidade de sermos aceitos.


Somos cercados de protocolos: a receita pronta do sucesso profissional, o modelo perfeito de família, o padrão estético massificado, as convenções sociais sobre o que é certo e errado, ou sobre o que é nobre e fútil, valoroso ou inútil. E nos desdobramos para fazer nossas peças se encaixarem no quebra-cabeça dessas formatações, porque, no fundo, queremos pertencer.


A necessidade de pertencer é, inclusive, legítima. Somos seres sociais, afinal de contas. O problema começa quando colocamos a vontade de sermos aceitos à frente das nossas verdadeiras pulsões. E, assim, para nos adaptarmos ao senso comum, criamos um personagem.


É natural modificarmos sutilmente nossas atuações quando se altera o contexto. Mas, no momento em que as adaptações se tornam afrontas à nossa própria liberdade, estamos caindo na cilada de vestir a fantasia do personagem.


É razoável alterarmos sutilmente nossas condutas quando estamos num ambiente profissional, por exemplo. Mas não é equilibrado, por exemplo, ser uma pessoa em casa e outra radicalmente diferente no trabalho.


As adaptações feitas por bom senso e respeito aos ambientes que nos cercam são válidas. Mas adaptações sutis não geram efeito colateral. O que nos adoece por dentro é a dose errada de transformação que nos dispomos a fazer na tentativa de pertencer.


Quanto menor for a distância entre quem somos e a forma como nós atuamos no mundo, mais livres, autênticos e inteiros vamos nos sentir. E, quanto mais distante for o nosso universo interno das duas atuações no mundo externo, maiores as chances de nos sentirmos impostores.


Um impostor habilidoso pode convencer o mundo, mas não há performance boa o suficiente para enganar a si. Aplausos seduzem o ego, mas não acalmam os estragos que a falta de integridade provoca na essência. Quanto mais espessa for a máscara, maior a dose de solidão quando as cortinas se fecham. Porque solidão, ao contrário do que muitos pensam, não é falta do outro, é falta de si. E nada nos distancia mais de nós mesmos do que nos projetarmos no mundo de uma forma que, no íntimo, nem somos.


O Yoga ensina que, quando o falar e o agir estão em sintonia com o sentir, é sinal de que estamos inteiros. E desse alinhamento nasce um tipo de autoestima que não é baseado em imagem, e sim em integridade. E não existe melhor remédio para a tal síndrome do impostor do que ser em público o mais próximo possível de quem se é no privado.


Autora: Carol Rache

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/filosofadas/asindrome-do-impostor-1.2571776
Em todos os trechos a seguir, retirados do texto, o termo “que” é classificado como pronome relativo, exceto em: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Buriticupu - MA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Procurador do Município | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Analista de Sistemas | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Assessor Jurídico | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Zootecnista | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Engenheiro Agrônomo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Geólogo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Enfermeiro | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Fonoaudiólogo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Assistente Social | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Médico Clínico Geral | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Farmacêutico Bioquímico | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Cirurgião Dentista | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Médico Veterinário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Nutricionista | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Terapeuta Ocupacional | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Fisioterapeuta | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Psicólogo |
Q4005051 Português
TEXTO I


A síndrome do impostor


Todos nós usamos “máscaras”. E isso não quer dizer que tenhamos a intenção de enganar o mundo


A síndrome do impostor é, na verdade, o conflito interno que denuncia a distância entre o nosso íntimo e a forma como nos projetamos no mundo.

Todos nós usamos “máscaras”. E isso não quer dizer que tenhamos a intenção de enganar o mundo, mas apenas que existe, dentro de nós, a necessidade de sermos aceitos.

Somos cercados de protocolos: a receita pronta do sucesso profissional, o modelo perfeito de família, o padrão estético massificado, as convenções sociais sobre o que é certo e errado, ou sobre o que é nobre e fútil, valoroso ou inútil. E nos desdobramos para fazer nossas peças se encaixarem no quebra-cabeça dessas formatações, porque, no fundo, queremos pertencer.

A necessidade de pertencer é, inclusive, legítima. Somos seres sociais, afinal de contas. O problema começa quando colocamos a vontade de sermos aceitos à frente das nossas verdadeiras pulsões. E, assim, para nos adaptarmos ao senso comum, criamos um personagem.

É natural modificarmos sutilmente nossas atuações quando se altera o contexto. Mas, no momento em que as adaptações se tornam afrontas à nossa própria liberdade, estamos caindo na cilada de vestir a fantasia do personagem.

É razoável alterarmos sutilmente nossas condutas quando estamos num ambiente profissional, por exemplo. Mas não é equilibrado, por exemplo, ser uma pessoa em casa e outra radicalmente diferente no trabalho.

As adaptações feitas por bom senso e respeito aos ambientes que nos cercam são válidas. Mas adaptações sutis não geram efeito colateral. O que nos adoece por dentro é a dose errada de transformação que nos dispomos a fazer na tentativa de pertencer.

Quanto menor for a distância entre quem somos e a forma como nós atuamos no mundo, mais livres, autênticos e inteiros vamos nos sentir. E, quanto mais distante for o nosso universo interno das duas atuações no mundo externo, maiores as chances de nos sentirmos impostores.

Um impostor habilidoso pode convencer o mundo, mas não há performance boa o suficiente para enganar a si. Aplausos seduzem o ego, mas não acalmam os estragos que a falta de integridade provoca na essência. Quanto mais espessa for a máscara, maior a dose de solidão quando as cortinas se fecham. Porque solidão, ao contrário do que muitos pensam, não é falta do outro, é falta de si. E nada nos distancia mais de nós mesmos do que nos projetarmos no mundo de uma forma que, no íntimo, nem somos.

O Yoga ensina que, quando o falar e o agir estão em sintonia com o sentir, é sinal de que estamos inteiros. E desse alinhamento nasce um tipo de autoestima que não é baseado em imagem, e sim em integridade. E não existe melhor remédio para a tal síndrome do impostor do que ser em público o mais próximo possível de quem se é no privado.


Autora: Carol Rache

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/filosofadas/asindrome-do-impostor-1.2571776 
Em todos os trechos a seguir, retirados do texto, o termo “que” é classificado como pronome relativo, exceto em: 
Alternativas
Q3999000 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Manhã inútil


Drauzio Varella

Q_1_10.png (613×608)
Q1_10_.png (608×245)


Disponível em < https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/manha-inutil-artigo/> (adaptado).
Observe a frase abaixo:

“Sozinho, em casa, o dia inteiro para me dedicar ao livro que não consigo terminar de escrever.”

O pronome sublinhado exerce a função de 
Alternativas
Q3998995 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Manhã inútil


Drauzio Varella

Q_1_10.png (613×608)
Q1_10_.png (608×245)


Disponível em < https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/manha-inutil-artigo/> (adaptado).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 08, 16 e 23.
Alternativas
Q3957295 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Como seriam as coisas se a humanidade tratasse a mudança climática como uma emergência real 


Q1_20.png (684×553)Q1_20_.png (681×309)Q1_20_.png (681×309)

(Disponível em: https://climainfo.org.br/2022/11/22 – texto especialmente adaptado para esta prova).
Sobre as ocorrências da palavra ‘que’, devidamente salientadas no texto, avalie as seguintes assertivas:

I. Nas linhas 01 e 12, a palavra ‘que’ é conjunção integrante.
II. Nas linhas 03 e 21, a palavra ‘que’ funciona como pronome relativo.
III. Nas ocorrências das linhas 43 e 49, a palavra ‘que’ poderia ser substituída, respectivamente, por ‘os quais’ e ‘a qual’, sem provocar erro aos períodos em que estão inseridas.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3798362 Português
TEXTO I

Analfabetismo - Crônica de 15 de agosto de 1876

Q1_17.png (740×382)

Machado de Assis
O que poderia ser considerado em seu valor expletivo (de realce) em
Alternativas
Q3286850 Português
Difíceis identidades contemporâneas

Considere o uso do item “que” no trecho: “Muitas vezes ele mergulha em um clima de tensão, de inquietude, de dúvida, que torna difícil sua vida” (linhas 13-14). Em qual construção o elemento “que” é usado com a mesma função?
Alternativas
Q3267533 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

TEXTO 1

Renovação da língua, neologismos e estrangeirismos

Companheira dos seus usuários, a língua participa dos acontecimentos e mudanças históricas por que eles passam, sucessos ou fracassos. A língua portuguesa, transplantada à América pelos nossos descobridores e colonizadores, chega ao Brasil no século XVI num momento auspicioso para a humanidade. A vontade e a força indomáveis de heroicos navegadores fazem singrar por mares até então desconhecidos caravelas pouco favorecidas pela ciência náutica da época, mas, impulsionadas por acalentados sonhos de poder e de ambição, revelam novas terras e aproximam povos de variadas línguas e culturas. Nessa empresa têm papel relevante os portugueses, que, na frase feliz de Alexandre Humboldt, duplicaram o mundo até então conhecido. A florescente terra brasileira, depois dos obstáculos a serem vencidos na árdua tarefa de descobrir e fixar-se na nova terra, alargando-lhe os limites e enraizando as bases da nova nação, chega ao século XVIII, independente, ávida por acertar os passos civilizatórios com as nações europeias de mais prestígio na época.

A nova atmosfera cultural impulsiona o falante da língua a criar vocábulos novos, conhecidos pelo nome de neologismos. Os neologismos podem começar por utilizar a prata da casa, alargando a família da palavra com a utilização de prefixos e sufixos: pátria, patriotismo, patriotada, etc. Outros neologismos vêm do contato com outras línguas, caso em que são chamados empréstimos. Uma concepção antiga de língua “pura” via com maus olhos esses empréstimos exóticos, oriundos de outras línguas, fazendo exceção àquele que viesse do latim e do grego. Ocorre que não há língua de cultivo puro, sem o auxílio do patrimônio de outras línguas, com as quais um idioma entra em contato. Os filólogos, gramáticos e escritores de boa formação não entram no rol desses puristas. Mais adiante vamos ver como José de Alencar põe nos devidos termos a boa orientação em face dos estrangeirismos, especialmente os francesismos ou galicismos, isto é, os que nos chegam da França.

Na feliz declaração do nosso historiador Capistrano de Abreu, José de Alencar foi quem melhor teve a intuição da vida colonial brasileira, e é esse romancista que, em 1872, na “Bênção paterna” aos sonhos douro, denuncia o anseio da sociedade dessa fase da vida brasileira:

Notam-se aí, através do gênio brasileiro, umas vezes embebendo-se dele, outras invadindo-o, traços de várias nacionalidades adventícias; é a inglesa, a italiana, a espanhola, a americana, porém especialmente a portuguesa e francesa, que todas flutuam, e a pouco e pouco vão diluindo-se para infundir-se n’alma da pátria adotiva, e forma a nova e grande nacionalidade brasileira.

Vê-se por essa passagem que a língua de nacionalidade brasileira, consubstanciada nos dois séculos anteriores com o enriquecimento da contribuição das línguas indígenas e africanas, passou a receber também a contribuição de outras nações que vieram ajudar os brasileiros a construir a nova sociedade. A contribuição espraiava-se nos vários domínios culturais, desde os degraus da ciência até aquele do dia a dia do cidadão comum. Entre essas novidades ocupavam lugar preeminente os fatos da língua, conhecidos, como já vimos, pelo nome técnico empréstimos. Entre a variada gama das variantes linguísticas (as fonéticas, morfológicas, sintáticas e lexicais), as mais suscetíveis de novas aquisições são as lexicais, porque o vocabulário é a mais larga porta do idioma para contato com o mundo exterior, com os laços culturais com outras nações. José de Alencar está atento a esses contactos linguísticos, e sobre eles assim se expressa no mesmo texto já citado, reclamando dos seus críticos:

Tachar-se estes livros (Lucíola, Diva, A pata da gazela e Sonhos d’ouro) de confeição estrangeira, é, relevem os críticos, não conhecer a fisionomia da sociedade fluminense, que aí está a faceirar-se pelas salas e ruas com atavios parisienses, falando a algemia universal, que é a língua do progresso, jargão eriçado de termos franceses, ingleses, italianos e agora também alemães.

Os termos e locuções de fontes estrangeiras eram trazidos por pessoas que sabiam os idiomas, ou que tinham sobre eles alguma informação de pronúncia e grafia; por isso, se vestiam com as feições originárias. Admitidos na linguagem diária, muitos desses estrangeirismos mais usados podiam ser acomodados à pronúncia e grafia do português, que os recebia; aportuguesavam-se, apesar da crítica de juízes mais exigentes. Alencar, sempre sintonizado com o que ele chamou “língua do progresso”, perpetrou tais nacionalizações e assim se manifestou numa polêmica travada com Joaquim Nabuco, em 1875:

Notou ainda o crítico a palavra grog, de origem inglesa, por mau aportuguesamento em grogue. Podia notar outras como tílburi, piquenique, lanche; ou crochete e champanhe, do francês. Desde que termos estrangeiros são introduzidos em um país pela necessidade e tornam-se indispensáveis nas relações civis, a língua, que os recebe em seu vocabulário, reage, por uma lei natural sobre a composição etimológica, para imprimir-lhe o seu próprio caráter morfológico. A pronúncia e a ortografia alteram-se, em alguns casos profundamente; mas sempre conforme as leis fonéticas, estudadas por Jacob Grimm e seus continuadores. Em português nós já temos de outros tempos, redingote de redingoat; jaqueta de jacket inglês ou jaquette francês; pichelingue e escolteto do flamengo Flessing e schout, dessér, trumó, do francês dessert e trumeau e muitos outros. As línguas estrangeiras também por sua vez corrompem ou antes sujeitam ao seu molde os nossos vocabulários brasileiros. Assim os franceses mudaram goiaba em goiave, caju em acajou, mandioca em manioc; e o mesmo acontece com outros povos acerca de várias palavras americanas. A iniciativa dessa nacionalização filológica do vocábulo exótico há de partir de alguém, mas será o primeiro a dar-lhe o cunho brasileiro; e por que não pode ser este seu escritor?

Todo esse trecho de Alencar antecipa de quase 150 anos as questões de que hoje tratam linguistas, filólogos, gramáticos, escritores e jornalistas. As propostas do escritor cearense pouco diferem das apresentadas agora, embora tenha de haver bom senso no processo de nacionalização, porque muitos desses termos estrangeiros pertencem ao rol daqueles que Sérgio Correia da Costa chamava “palavras sem fronteiras”, que pertencem a terminologias técnicas e que na forma estrangeira correm mundo em todas ou quase todas as línguas; a nacionalização pode segregar o idioma em face do internacional generalizado.

Na história dos estrangeirismos merecem atenção especial as palavras de torna-viagem, isto é, aquelas que depois de passar por uma língua a outra, retornam à primeira sob roupagem exótica da 2ª; aconteceu isso com o português feitiço, que passou para o francês fétiche e depois foi tomado do francês para o português sob a forma fetiche, com o derivado fetichismo.

No tempo de Alencar, com vigência até nossos dias, os empréstimos do francês — os galicismos — eram repelidos com veemência por todos os puristas de plantão, portugueses e brasileiros, gramáticos e escritores. O nosso romancista encontrou a razão da rejeição, mostrando a sem-razão do procedimento, antecipando-se de anos à lição exarada pelos filólogos Adolf Noreen e Michel Bréal, segundo a qual esse repúdio continuava dissensões e desavenças políticas entre povos, com as quais, apesar de justas, os estudos linguísticos nada têm a ver. Assim os filólogos gregos proscreviam as palavras turcas, como os tchecos as alemães, os alemães as francesas e os portugueses as francesas, aqui para vingar a invasão de Portugal pelas tropas de Junot. Leia-se o comentário certeiro de Alencar em defesa dos galicismos que ele emprega em suas obras: “Mas a mania do classicismo, que outro nome não lhe cabe, repele a mínima afinidade entre duas línguas irmãs, saídas da mesma origem. Temos nós a culpa do ódio que semearam em Portugal os exércitos de Napoleão?”

(In: BECHARA, Evanildo. Análise e história da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2022. p. 245-247.)
Há um que com função de conjunção integrante em:
Alternativas
Q2681736 Português

Texto.


AFINIDADE


Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem a todo e qualquer tempo. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.

É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.

Quando realmente há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação no exato ponto em que foi interrompido. Retoma também o diálogo, a conversa, o afeto.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.

É muito raro ter afinidade.

Mas quando existe não se precisa de códigos verbais para se expressar.

Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

O que você tem dificuldade de expressar a um afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.

É ficar conversando sem trocar palavras.

Afinidade é jamais "sentir por".

Quem "sente por", confunde afinidade com masoquismo, mas quem "sente com", avalia sem se contaminar.

(...)

Compreende sem ocupar o lugar do outro.

Aceita para poder questionar.

Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.

É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retornar à relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.

Porque tempo e separação nunca existiram.

Foram apenas oportunidades dadas ou tiradas pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.

E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.


Do livro: "Alguém que já não fui" Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros - Adaptado Fonte: https://www.contandohistorias.com.br/cgi-bin/ch.cgi

No período “Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam”, a palavra QUE, no contexto em que foi empregada, é classificada como:

Alternativas
Q2678935 Português

Leia o texto 1 e responda às questões de 31 a 34.


São Paulo inicia comemorações da Semana de Arte Moderna de 22


A cidade de São Paulo completa 468 anos nesta terça-feira (25) e inicia as celebrações em torno do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, comemorado em 13 de fevereiro. A programação traz como proposta mostrar a periferia como realizadora do “novo modernismo”.

“Em 1922, quem apresentou o modernismo foi a classe intelectual. Hoje, 100 anos depois de os modernistas reivindicarem arte verdadeiramente nossa, quem apresenta o modernismo é a periferia pujante. Não precisa ser da academia para desenvolver cultura. A cultura da periferia exala nos poros, e não só nos livros”, destaca a secretária de Cultura de São Paulo, Aline Torres.

Palco da Semana de Arte Moderna de 1922, o tradicional Theatro Municipal de São Paulo estará presente nas festividades do centenário, mas, desta vez, vai dividir as atenções com outros palcos espalhados pela periferia da cidade. Segundo a secretária, a intenção é fazer o público do centro conhecer os artistas das regiões mais afastadas e vice-versa.

“A ideia é trazer artistas da periferia para tocar nos palcos centrais e levar os artistas que costumam tocar nesses palcos para os da periferia. É fazer essa troca e, assim, promover, de verdade, a formação de público, o fomento cultural, esse intercâmbio de cultura. A gente vai ter muita programação incrível no Theatro, mas, ao mesmo tempo, atividades mostrando o modernismo da Brasilândia”, acrescenta Aline

Ela destaca que a intenção de aproximação não vai ser somente geográfica, mas também de linguagem. “Quando você pergunta a um adolescente de ensino médio, principalmente na escola pública, ‘você sabe o que é a semana do modernismo? ’, ele vai falar não, isso não é para mim, não sei o que é isso. E o que a gente quer é aproximar o modernismo falando a linguagem da juventude, a linguagem da periferia, mostrando que ele também faz parte desse novo modernismo”.


https://aloalobahia.com/notas

Sobre a análise do fragmento: “Ela destaca que a intenção de aproximação não vai ser somente geográfica, mas também de linguagem”, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2674873 Português

Polarização política é obstáculo para cobertura ambiental no jornalismo


  1. Uma pesquisa recente do instituto Pew Research Center mostrou que a vasta maioria dos americanos apoia novas
  2. medidas de combate ao aquecimento do planeta.
  3. Mais de dois terços são a favor de incentivos para o uso de veículos elétricos ou híbridos e da criação de impostos para
  4. corporações com base em suas emissões de carbono. Nova regulação obrigando o aumento do uso de energia de recursos
  5. renováveis teria o apoio de 72%, e 79% favorecem incentivos fiscais do governo para ajudar empresas em projetos de captura e
  6. armazenamento de carbono.
  7. A preocupação com o ambiente vem crescendo na última década e, em junho, uma pesquisa da empresa
  8. YouGovAmerica revelou que hoje 56% da população se identifica como "ambientalista". Então, por que só 30% dos americanos
  9. se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente?
  10. A polarização política nos EUA — e também a corrupção de políticos comprados por interesses especiais — ajuda a
  11. explicar como o país está rachado ao meio no apoio à encolhida agenda ambiental de Joe Biden, que sofre assaltos não só de
  12. ultraconservadores na Suprema Corte como do próprio partido. O senador Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, vendido ao lobby
  13. do carvão, quase matou um pacote legislativo ambiental ligado ao plano BBB (Build Back Better) antes de voltar atrás nesta
  14. quarta (27).
  15. É difícil manter a atenção do público já assediado por más notícias sobre economia e saúde com previsões apocalípticas.
  16. Mas os desinformados, consumindo uma dieta negacionista como a servida nos EUA pela Fox News, não são os maiores
  17. responsáveis pela falta de apoio ao combate ao aquecimento global; são os narradores da mídia que tratam a ciência como
  18. ideologia.
  19. A agência federal de ambiente dos EUA foi criada por Richard Nixon, um conservador cristão. O correspondente do setor
  20. da rede CNN comparou recentemente os âncoras da rede de Rupert Murdoch a sabotadores que bloqueiam a saída de um teatro
  21. pegando fogo.
  22. Se o jornalismo quer ser tratado como serviço público, cabe ao jornalismo contribuir melhor para desembaralhar a falácia
  23. de que a ciência ambiental é "de esquerda". Se no primeiro semestre de 2020 a catástrofe da pandemia jogou repórteres de todos
  24. os setores na cobertura de um vírus, chegou a hora de parar de setorizar a reportagem de ambiente.
  25. Toda a cobertura tem um aspecto ambiental num mundo em que eventos relacionados ao clima já matam 5 milhões por
  26. ano e devastam economias de qualquer porte.
  27. Um obstáculo evidente é que a reportagem cientifica requer um grau maior de especialização. Outro é articular melhor
  28. o relato de fatos no contexto da destruição ambiental. O comentarista financeiro que descreve só as cifras quando o governo
  29. precisa intervir no mercado de seguros da Luisiana porque as tempestades e os furacões tornaram 600 mil residências
  30. inafiançáveis não deve omitir como a ciência explica a debacle econômica.
  31. A narrativa ambiental nunca teve à disposição tantas notícias promissoras com o progresso científico na proteção
  32. ambiental. Equilibrar o noticiário entre os sacrifícios e as recompensas é um poder que o jornalismo tem de resgatar a ciência
  33. refém dos autocratas populistas.


(Lúcia Guimarães. https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/lucia-guimaraes/2022/07/polarizacao-política-e-obstaculo-para-cobertura-ambiental-no-jomalismo.shtml Folha de S.Paulo, 27 jul.2022)

Assinale a alternativa em que, no texto, o QUE se classifique como pronome relativo.

Alternativas
Q2674555 Português

Texto para as questões 1 a 25


Por que é importante diversidade no sequenciamento genético


1___Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9%

2 das sequências de DNA humano são idênticas entre si.

3___O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis"

4 eram responsáveis pelas diversas caracteristicas humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido

5 desoxirribonucleico, ou DNA.

6___Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo

7 material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?

8___Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0,1% de diferença entre as sequências de DNA, Essa diferença

9 aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotideos) que compõem o

10 genoma humano.

11___Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem

12 a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer

13 informações vitais sobre o risco de um individuo ou população desenvolver uma doença específica.

14___Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao indivíduo

15 ou à região.

16___Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e

17 familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.

18___Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas

19 outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.

20___Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a

21 hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.

22___Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis

23 por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a

24 uma população muito restrita.

25___Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos

26 cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.

27___É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes

28 genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em

29 pacientes não incluídos no estudo original”.

30___"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com

31 diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.

32___Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que

33 cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano

34 (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.

35___Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos

36 por 10% de asiáticos e 2% de africanos.

37___Como resultado, os potenciais benefícios da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias

38 doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.

39___O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan

40 Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova

41 York, EUA.

42___"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende

43 sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas

44 informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."

45___Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas

46 a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional,

47___Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento

48 de relações de confiança e de respeito, no longo prazo, entre as comunidades e os pesquisadores.


(Sushmitha Ramakrishnan. https:/Awaw? folha. uol com. briciencia/2022/07/por-que-e-importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25,jul. 2022)

Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. (linhas 42 e 43)


As ocorrências do QUE no período acima se classificam, respectivamente, como

Alternativas
Q2672287 Português

Leia o texto abaixo:


No ritmo atual da destruição, uma espécie se extingue a cada 20 minutos. Há muito para ser feito, mas o tempo é curto. Por onde começar, então? Muitos acreditam que bastam dados alarmantes para a conscientização das pessoas. Especialistas em comunicação advertem, no entanto, que pode acontecer o contrário: a grandiosidade do problema talvez provoque a imobilização e o conformismo nas pessoas. Segundo Michael Soulé, professor da Universidade de Recursos Naturais de Michigan, “a realidade mostra que as más notícias, quando apresentadas sem perspectivas de saída, criam uma repulsão pelo tema”.

As organizações não governamentais, que dependem do apoio público para sobreviver, há muito descobriram a importância de propor estímulos positivos enquanto denunciam a devastação. “É preferível o otimismo das ações ao pessimismo das ideias”, sustentam os militantes do Greenpeace, num dos seus slogans prediletos. Essas ideias são compartilhadas por Mário Mantovani, diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, hoje com mais de 23.000 associados. “Reforçamos os fatos positivos. Mostrar uma área da Mata Atlântica que tenha se regenerado depois de praticamente destruída prova para as pessoas que a luta vale a pena.”

“Não conseguiremos ensinar às pessoas o amor à vida com argumentos econômicos e raciocínio lógico”, sentencia Michael Soulé. Para ele, a conscientização depende de um sentimento de comunhão com a natureza. Para amá-la, é preciso um contato direto, o pé na trilha, a caminhada na praia, o pôr do sol na praça. “Não há argumento que substitua a experiência direta com o mundo natural”, assegura.

“É quase uma experiência religiosa”, disse o biólogo Russel Mittermeier, presidente da organização Conservation International, à revista Time. Esses momentos podem ser precedidos por informações colhidas em livros, revistas, filmes ou mesmo exposições. Mittermeier conta que aprendeu a amar a natureza com os livros de Tarzan. Porém, esses contatos indiretos só são sedimentados nos momentos de real comunhão, ao vivo. “Se quiser convencer alguém da importância da biodiversidade, em vez dos números, tenha a coragem de contar uma experiência emocional concreta sua com a natureza”, sugere o professor Michael Soulé. O amor pela diversidade da vida continua sendo a nossa melhor arma.


ALVES, Liane Camargo de Almeida. Um mundo por conhecer e preservar. Terra, São Paulo, v.8, n. 5, p. 29, maio 1999, adaptação


Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

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Q2671207 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


O ERP e a gestão empresarial


  1. Os primeiros passos para se chegar a ferramentas tão tecnológicas como temos hoje no
  2. âmbito da administração de empresas foram dados em 1950. Naquela década, foi utilizado o
  3. primeiro mainstream, que tinha como objetivo a automatização de controle de estoques. Esse
  4. foi um passo inicial para a evolução desse mecanismo que, até então, tornava-se muito caro
  5. para as empresas e ainda era bastante lento. Nos anos 1970, a evolução do sistema de gestão
  6. trouxe para o mercado o Material Requirement Planning (MRP). Esse cenário se ............... até a
  7. década de 80, em que as redes de computadores vieram para resolver dois problemas:
  8. possibilitar o uso de servidores (redução de custo em relação aos mainframes) e estreitar a
  9. comunicação entre os famosos departamentos das empresas, seja via software ou visibilidade
  10. de informação. Na década de 90, com o salto nas redes de computadores e a queda nos
  11. investimentos em hardware, os softwares de gestão já se tornavam um diferencial nas grandes
  12. corporações, uma ferramenta de controle e gestão indispensável. O Gartner Group é responsável
  13. pelo termo ERP que conhecemos hoje. Eles entenderam que a evolução e transformação do MRP
  14. conversando com sistemas de outras áreas (RH, Financeiro, Vendas, Logística, etc.) permitia
  15. controlar transversalmente uma empresa inteira de forma assertiva. Gradativamente, esse
  16. conceito foi sendo aperfeiçoado ao longo do tempo para chegar até os ERPs que temos hoje,
  17. com um nível gerencial apurado e .................... por segmento.
  18. Dentro de uma organização, o ERP (Planejamento dos Recursos da Empresa, na tradução
  19. para o português) é um sistema de gestão empresarial que auxilia nos processos internos,
  20. automatizando operações manuais e transformando-as em processos de software, garantindo
  21. ___ guarda das informações em seu banco de dados. O ERP funciona como um software de
  22. gestão para unificar informações e facilitar o fluxo de trabalho entre ___ áreas. Levando-se em
  23. consideração que cada departamento necessita de uma ferramenta própria para poder gerar
  24. seus relatórios e executar tarefas rotineiras, o ERP passa a ter um papel fundamental,
  25. funcionando como um centralizador do fluxo de trabalho, alinhando a comunicação de todas as
  26. áreas e facilitando a tomada de decisão. Desta forma, ao invés de cada área possuir um software
  27. isolado, o ERP concentra todas as informações de forma integrada e inteligente, dando ___
  28. empresa autonomia na execução de tarefas rotineiras e tornando a comunicação interligada.
  29. Imagine que, por exemplo, o departamento que trata das finanças possa saber em tempo real
  30. o status de seus ganhos e destinar o dinheiro de maneira assertiva, tendo controle total do fluxo
  31. de caixa. É possível, com o ERP, ter essa visão de forma rápida e facilitada.
  32. Existem vários sistemas utilizados na gestão de empresas e, muitas vezes, as que ainda
  33. não adotaram um ERP acabam precisando de vários softwares para garantir a visibilidade de
  34. todas as frentes de negócio. Ou seja, os responsáveis pela gestão precisam navegar entre
  35. diferentes programas, coletando informações de vários painéis para só então analisar os dados
  36. e tomar decisões. As pessoas sabem que, neste cenário, as informações se perdem e os dados
  37. copiados podem ser utilizados de forma errada. Resumindo: muitas vezes há dor de cabeça e
  38. tempo gasto para localizar um problema de fácil resolução. O ERP tem como principal objetivo
  39. organizar todo o volume de informação gerado pela empresa. Dotado de uma estrutura robusta,
  40. o sistema de gestão é capaz de auxiliar todos os departamentos com funcionalidades que
  41. auxiliam em diferentes frentes de rotinas diárias, como, por exemplo, controle financeiro,
  42. administração de suprimentos e gestão de colaboradores.
  43. Os sistemas de ERP são oferecidos pelo mercado em diversas modalidades.
  44. Diferentemente de outros programas e sistemas de computador, o sistema de gestão não está
  45. à venda em gôndolas de lojas e, em sua maioria, não é um sistema pronto para instalação e uso.
  46. Por ser um software robusto, ele requer processos para que tudo comece a rodar em perfeitas
  47. condições. Além disso, por abranger tantos departamentos da empresa, o ERP pode ser
  48. comprado em módulos, ficando sob medida em relação às necessidades da companhia.


Disponível em: https://www.senior.com.br/sistema-erp-o-que-e-e-como-funciona

– texto adaptado especialmente para esta prova.

O termo “que” é classificado morfologicamente como pronome relativo quando de sua utilização no texto na linha:

Alternativas
Respostas
1421: C
1422: B
1423: D
1424: B
1425: B
1426: A
1427: A
1428: A
1429: B
1430: C
1431: E
1432: A
1433: C
1434: A
1435: A
1436: B
1437: D
1438: A
1439: E
1440: B