Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Q3641240 Português
Português foi língua líder em exame de acesso a universidades dos EUA em 2023

Nova Iorque, Estados Unidos, 16 set 2023 (Lusa) – O português foi este ano a língua líder no ‘National Examinations in World Languages’ (NEWL), que confere créditos para acesso ao ensino superior norte-americano, com um número de inscrições superior aos restantes idiomas oferecidos.

 À Lusa, o coordenador do ensino português nos Estados Unidos da América (EUA), João Caixinha, apontou que 376 alunos do ensino secundário, provenientes de 26 estabelecimentos de ensino de todo o país – entre eles escolas americanas e escolas comunitárias portuguesas – realizaram o exame NEWL de Português no passado dia 26 de abril.

Ao registar o maior número de inscrições, o português ultrapassou as restantes línguas que integram o NEWL, nomeadamente o russo, o coreano e o árabe.


“Estes números demonstram o crescente interesse no exame e na valorização e certificação dos conhecimentos e proficiência na Língua Portuguesa. Este também é o total de alunos que receberam certificados com resultados finais, que se traduzem em créditos para apresentarem às universidades americanas no acesso ao ensino superior em 2023/2024”, segundo um comunicado oficial.


Um erro técnico de contagem da ‘American Councils for International Education’ (AC), que é a organização que desenvolveu estes exames em diversas línguas, havia resultado na indicação de que 577 alunos se tinham inscrito para a realização do exame. Contudo, após a retificação dos dados, verificou-se que 409 inscreveram-se este ano, sendo que 376 realizaram efetivamente o exame.


A Coordenação do Ensino Português nos EUA (CEPE-EUA) considera que o saldo final é “muito positivo”.


“Segundo dados facultados pela AC à CEPE-EUA, cerca de 80% desses 376 alunos testaram uma proficiência alta no exame NEWL de Português, o que na prática se traduz numa colocação mais avançada em cursos de português nas universidades americanas, ou seja, estes alunos que agora iniciaram o ensino superior terão poupado dinheiro nas propinas, pois ingressaram em cursos intermédios e avançados de português em vez de começarem em cursos de iniciação, graças aos resultados obtidos neste exame”, destacou a CEPE-EUA.

 
Dos 376 alunos que realizaram o exame, 186 são considerados “alunos de herança – sobretudo lusodescendentes e brasileiros –”, sendo que os lusodescendentes receberam bolsas do Instituto Camões e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que custearam a propina do exame (97 dólares, ou seja, cerca de 90 euros).


De acordo com João Caixinha, a grande adesão registada este ano é fruto de um trabalho e investimento que vêm sendo feitos ao longo dos últimos anos por entidades que vão desde o instituto Camões, à FLAD, passando pela rede diplomática e consular nos EUA, e pela equipa de Coordenação do Ensino de Português.


Os exames NEWL avaliam as competências linguísticas – compreensão de texto, compreensão oral, produção escrita e produção oral – dos alunos a partir do 9.º ano – quando podem realizar o exame para testar as suas capacidades e conhecimentos -, até ao 12.º ano, quando podem usar o exame para conseguir créditos de acesso ao ensino superior.


O exame NEWL de Português foi criado em 2017 e é reconhecido pelo Programa de ‘Advanced Placement’ do College Board – que confere os créditos de acesso ao ensino superior nos Estados Unido – pelas universidades norte-americanas.


Fonte: https://observalinguaportuguesa.org/portugues-foi-lingua-lider-em-examede-acesso-a-universidades-dos-eua-em-2023/. Adaptado. Acesso em 28/09/2023
Em “Ao registar o maior número de inscrições, o português ultrapassou as restantes línguas que integram o NEWL, nomeadamente o russo, o coreano e o árabe” (3º parágrafo), a palavra destacada introduz uma oração subordinada:
Alternativas
Q3639515 Português
Leia o texto a seguir.


Amor proibido


    Fernanda, bela, carismática, filha de uma família muito rica.

   Ele, belo, sem nome, simples, de uma família pobre. Pobre não tem nome; tem apelido.

  Conheceram-se na praça. Apaixonaram-se na praça.     

    Começaram a escrever uma história de amor. Todavia, foram vistos pelo irmão dela e, este ao contar para os pais, aquela história foi dada como ponto final. Para os dois, fez-se em reticências............

   Reticências estas que denunciaram, em fuga, a continuação daquela história de amor.


Fabiana e Otávio – Alunos do Ensino Médio de uma escola pública
“Reticências estas que denunciaram, em fuga, a continuação daquela história de amor”. A palavra destacada: 
Alternativas
Q3637873 Português
No período: “Os cadernos que comprei estavam sujos, a partícula “que” funciona como______________. 
Alternativas
Q3635635 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”
    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).
    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.
    O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bate-estacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…
    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…
    “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”

Acerca dos aspectos linguísticos do texto, marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo.


(___) A partícula “se” em “onde se registravam as entradas” é uma conjunção integrante.


(___) A partícula “se” em: “Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes” e em “é assim que cada verso se inicia” exercem a mesma função morfossintática.


(___) Na oração “Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta!” o termo em destaque exerce a função de pronome relativo.


(___) Em “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia” o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “poder”, que exige preposição, e pela presença de artigo definido feminino.


(___) Em “Os poetas são seres muito estranhos” encontramos uma oração coordenada assindética. O tipo de sujeito da oração é denominado de sujeito simples. Desse modo, os vocábulos “poetas” e “são” são termos essenciais da oração.


(___) A partícula “que” em “dinheiro que não era mais seu” e em “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” possuem a mesma função.


(___) A substituição do vocábulo “têm” em “Os outros têm de aprender” por “tem” prejudicaria a correção gramatical do texto.


(___) Em “Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem” a partícula “que” é pronome relativo e exerce, na oração, função anafórica.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q3635195 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as afirmações abaixo:



I. Em “ (...) “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem (...)” o termo em destaque exerce função anafórica.


II. Em “para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os diferentes” o termo em destaque classifica-se como pronome relativo.


III. Em “utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais (...)” o termo em destaque é conjunção integrante.



Assinale: 

Alternativas
Q3635105 Português
Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

“Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

“Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…” 
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo.

(___) A partícula “se” em “onde se registravam as entradas” é uma conjunção integrante.
(___) A partícula “se” em: “Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes” e em “é assim que cada verso se inicia” exercem a mesma função morfossintática.
(___) Na oração “Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta!” o termo em destaque exerce a função de pronome relativo.
(___) Em “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia” o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “poder”, que exige preposição, e pela presença de artigo definido feminino.
(___) Em “Os poetas são seres muito estranhos” encontramos uma oração coordenada assindética. O tipo de sujeito da oração é denominado de sujeito simples. Desse modo, os vocábulos “poetas” e “são” são termos essenciais da oração.
(___) A partícula “que” em “dinheiro que não era mais seu” e em “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” possuem a mesma função.
(___) A substituição do vocábulo “têm” em “Os outros têm de aprender” por “tem” prejudicaria a correção gramatical do texto.
(___) Em “Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem” a partícula “que” é pronome relativo e exerce, na oração, função anafórica.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3628830 Português
Assinale a alternativa na qual o “que” sublinhado NÃO é classificado como pronome relativo.  
Alternativas
Q3628491 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS


Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Considere o seguinte fragmento:
“É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito (...)”

No fragmento acima, os termos destacados têm respectivamente valor de conjunção integrante e pronome relativo; fato similar ocorre em:
Alternativas
Q3628134 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

     O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

   “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo.

(___) A partícula “se” em “onde se registravam as entradas” é uma conjunção integrante.

(___) A partícula “se” em: “Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes” e em “é assim que cada verso se inicia” exercem a mesma função morfossintática.

(___) Na oração “Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta!” o termo em destaque exerce a função de pronome relativo.

(___) Em “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia” o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “poder”, que exige preposição, e pela presença de artigo definido feminino.

(___) Em “Os poetas são seres muito estranhos” encontramos uma oração coordenada assindética. O tipo de sujeito da oração é denominado de sujeito simples. Desse modo, os vocábulos “poetas” e “são” são termos essenciais da oração.

(___) A partícula “que” em “dinheiro que não era mais seu” e em “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” possuem a mesma função.

(___) A substituição do vocábulo “têm” em “Os outros têm de aprender” por “tem” prejudicaria a correção gramatical do texto.

(___) Em “Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem” a partícula “que” é pronome relativo e exerce, na oração, função anafórica.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3627462 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Considere a seguinte oração:
Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema

Considerando a classificação da palavra QUE na oração acima, assinale a alternativa em que a palavra QUE não tem a mesma classificação da destacada na oração acima. 
Alternativas
Q3625346 Português
“Talvez você não queira fazer o bichano dar a patinha, mas só evitar que ele te acorde de madrugada ou faça xixi no chão. Neste caso, espalhe caixas de areia pela casa, longe da comida, e calibre o relógio biológico do gato: determine horários fixos para as refeições, e reserve um tempo de manhã e à noite para brincadeiras que gastem energia”. Sobre o emprego do termo que sublinhados no trecho acima, analise as assertivas a seguir: 

1. O primeiro “que” introduz uma oração que completa o sentido do verbo “evitar”. II. O segundo “que” introduz uma oração que retoma o nome “brincadeiras”. III. O primeiro “que” é um pronome relativo.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3621776 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como árvores podem se transformar em baterias de carga rápida


Cerca de oito anos atrás, um importante produtor de papel na Finlândia percebeu que o mundo mudava.


O crescimento das mídias digitais, a queda do uso de papel nos escritórios e a redução da popularidade do envio de objetos e papéis pelo correio, entre outros fatores, significava que o consumo de papel passou a enfrentar um declínio constante.


A empresa finlandesa Stora Enso é um dos maiores proprietários de florestas particulares do mundo. Ou seja, ela possui muitas árvores, que são usadas para fabricar produtos de madeira, papel e embalagens. E, agora, ela também quer produzir baterias de veículos elétricos que possam ser carregadas em até oito minutos.


A empresa contratou engenheiros para analisar a possibilidade de uso da lignina, que é um polímero encontrado nas árvores. A lignina compõe cerca de 30% das árvores, dependendo da espécie, enquanto o restante é basicamente celulose.


"A lignina é a cola das árvores, ela adere as fibras de celulose entre si e também faz com que as árvores fiquem muito rígidas", explica Lauri Lehtonen, chefe da Lignode, a solução de baterias baseadas em lignina da Stora Enso.


A lignina é um polímero e contém carbono. E o carbono é um ótimo material para produzir um componente vital das baterias, chamado ânodo. A bateria de íons de lítio do celular tem um ânodo de grafite. E o grafite é uma forma de carbono com estrutura estratificada.


Os engenheiros da Stora Enso descobriram que podem extrair lignina da polpa residual que já é produzida em algumas das suas fábricas e processar essa lignina para fabricar material de carbono para os ânodos das baterias.


A empresa já firmou parceria com a companhia sueca Northvolt e planeja começar a fabricar baterias em 2025.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-64243702. Adaptado. 

A empresa contratou engenheiros para analisar a possibilidade de uso da lignina, 'que' é um polímero encontrado nas árvores.


O termo destacado trata-se de:

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Q3597795 Português

Fui bater nas Filipinas


Por uma dessas curvas que as tecnologias abrem todos os dias, fui bater nas Filipinas. E tive a surpresa de ser apresentado a um xará, com apetrechos informativos iguais ao nome e sobrenome de quem assina este artigo. Surpreso, vi-me habitando o país de Imelda Marcos (lembram-se?), a mulher do ditador Ferdinando, aquela que tinha uma coleção de 1,2 mil pares de sapatos. Um fenômeno de reencarnação, coincidência ou um drible perpetrado pela comunicação tecnológica nesses tempos de falsidades e meias verdades?

A jogadora que tentou me driblar tem o nome de IA, Inteligência Artificial. Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros, mesmo os indistinguíveis na sopa de letras com que são nomeados, ela confessou não ter emoções e, portanto, não iria responder a protocolar pergunta, “como está você”? Absolutamente racional, impunha limites para se comportar na linguagem.

Limites que se apresentaram no início do papo. Propus que me ajudasse a caminhar pelos jardins que circundavam a Academia de Platão, na vizinhança de Atenas. Meu sonho era dialogar um pouquinho com o filósofo. Resposta frustrante: não posso lhe ajudar. Não tenho poder para transportar pessoas ao passado ou ao futuro. Mas posso lhe ajudar com informações sobre o que Plato (assim mesmo) pensava. Aceitei e engatilhamos a conversa.

Continuo a perguntar: qual a diferença ou semelhança entre os tempos de Platão e os dias de hoje em matéria de corrupção? Sem grandes diferenças, respondeu. Desde sempre, os políticos agem de acordo com seus interesses, deixando de cumprir os deveres funcionais. Os verdadeiros estadistas, lembrou, devem ser motivados pelo desejo de servir o povo com profunda compreensão de justiça. Corruptos, então, como se deduz, existiam ontem e existem hoje.

Indaguei da senhora, equipada de artificial inteligência, como lembrou, se corremos o risco de vivenciar uma III Guerra Mundial. Mais uma vez, foi peremptória: não tem condição para garantir essa probabilidade, porque não dispõe de capacidade de prever o futuro. Foi um gesto de modéstia e sinceridade, conclui. Mas fez a ressalva de que é possível trabalhar para soluções pacíficas e evitar conflitos, usando-se, para tanto, ferramentas da diplomacia e da cooperação entre Nações. A interlocutora, desse modo, abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como “catastróficos”. E clamou: temos de estar cientes de riscos potenciais e tomar medidas para mitigá-los.

No terreno do conhecimento sobre este figurante, a gentil madame pisou em falso. Fui parar nas Filipinas, na figura de um consultor político. Ocorre que a teia informativa que abrigava o filipino encaixava-se plenamente em minha trajetória. Por isso, reagi: quero saber sobre o fulano nascido em Luis Gomes, RN, Brasil. A senhora deve estar errada. Imediatamente, ela pediu desculpas, reconheceu que se confundiu e passou novas informações, incluindo as tarefas de jornalista, que também desenvolvo. Mesmo com palavras novas, o conteúdo foi o mesmo.

Sabia que o ChatGPT 4, mais avançado, abrigava a possibilidade de criar imagens a partir de uma situação descrita. Tanto que um amigo acionou a jovem senhora IA, que lhe mandou impressionantes desenhos de descrições para imagens que ele pediu: gatos brancos, de olhos amarelados; gatos pretos, de olhos esverdeados; um gato na praia chuvosa, usando guarda-chuva, a par de fotos de nossos ancestrais. Desenhos fantásticos.

Tenho poucas incertezas. Entre elas, a de que a IA, mesmo com a ligeireza para alinhavar trilhões de referências e encaminhar respostas em segundos para curiosos, não será capaz de se esquivar do cérebro humano. Que terá condição de distinguir entre a obra do autor e o plágio. Peguei no pé da aclamada IA quando contestei o painel sobre o tal pensador filipino. E leio que pegaram na mentira a última modelagem do ChatGPT, que usou informações falsas para cumprir rapidamente a tarefa que lhe foi pedida. Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos. Ufa!

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/fui-bater-nas-filipinas-1.2911720. Acesso em 24 jun.2023.

Considerando as relações estabelecidas no trecho em destaque entre termo regente e termo regido, para que a correção de acordo com a norma padrão seja preservada, está correta a substituição do “que” no seguinte segmento frasal: “abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como ‘catastróficos”. 
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Q3584373 Português
Leia o texto a seguir:


Faixa seletiva da Avenida Brasil já tem mais de 34 mil multas aplicadas em um mês


Motoristas, que são proibidos de trafegar no local, foram flagrados no espaço, tentando fugir do esquema de segurança


Rio - Em apenas um mês de funcionamento, a faixa seletiva da Avenida Brasil já tem registradas pouco mais de 34 mil multas aplicadas para motoristas que foram flagrados circulando irregularmente no espaço. A infração é considerada gravíssima, no valor de R$ 293,47.


O valor total de multas aplicadas no período de 7 a 31 de outubro chega aos R$ 10 milhões, sendo 60% de carros, 30% de motos e 10% outros veículos. A faixa tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento no transporte público e de ser uma preparação para o BRT Transbrasil.


Na seletiva, só podem circular ônibus interestaduais, intermunicipais e ônibus urbanos. É autorizada também para veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito, ambulâncias, de policiamento ostensivo ou de preservação da ordem pública.


A faixa exclusiva é localizada mais à esquerda em cada direção com 22 km de extensão, entre as estações do BRT Guadalupe e Caju. O limite de velocidade é de 70 km/h e a fiscalização é feita por 19 radares fixos e oito lombadas eletrônicas.


Para tentar fugir do esquema de segurança, motoristas fazem bandalhas no decorrer da via. A maior parte deles segue pela seletiva e, ao chegar perto da próxima fiscalização, voltam para a faixa normal. Ao passarem do radar ou da lombada, retornam para a faixa, que é proibida para táxis, carros de passeio e vans.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737369-faixa-seletiva-da-avenida-brasil-ja-tem-mais-de-34-mil-multas-aplicadas-em-um-mes.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “Em apenas um mês de funcionamento, a faixa seletiva da Avenida Brasil tem registradas pouco mais de 34 mil multas aplicadas para motoristas que foram flagrados circulando irregularmente no espaço” (1º parágrafo), as palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como: 
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Q3582050 Português
Leia o texto a seguir:


Falta de sono por uso de telas afeta aprendizado de crianças e adolescentes


Professores observam dificuldade de foco na sala de aula; médicos recomendam limitar o uso de aparelhos antes de dormir


    Manter a concentração dos alunos nas aulas de Português tem sido um desafio para Vanessa Soares, professora da rede estadual de São Paulo há 12 anos. O problema não é, necessariamente, o desinteresse pela matéria. Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares.

    "Vemos muitos alunos com muito sono, e, quando a gente pergunta, eles foram dormir duas horas da manhã jogando na internet, usando o celular. Os pais têm dificuldade de controlar", relata.

    Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula.

    A dificuldade já existia antes da pandemia, mas piorou após o período de isolamento. Um estudo canadense, publicado na Jama Pediatrics em novembro de 2022, identificou que o tempo de tela de jovens até 18 anos aumentou em média 52% durante a pandemia.

   "No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas", aponta o pediatra Gustavo Moreira, especialista do Instituto do Sono. "Estudos mostram que três horas por dia já têm um efeito negativo."

  As consequências do uso excessivo de celulares, tablets e computadores ainda estão sendo estudadas. Oftalmologistas acreditam, por exemplo, que o hábito esteja ligado ao aumento do número de casos de miopia em jovens.

   A relação da luminosidade das telas com a dificuldade de dormir, porém, é facilmente explicada pela ciência.

   Letícia Soster, responsável pelo laboratório de Sono Infantil do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP e membro da ABS (Associação Brasileira do Sono), aponta que o organismo humano tem uma série de mecanismos para determinar o ciclo de sono, incluindo fatores comportamentais e o gasto de energia.

   Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores.

   "O nosso olho não entende a diferença entre a luz do sol e a luz de telas", pontua Soster. "Acriança que usa telas no fim do dia tende a empurrar o horário do início do sono."

   É por isso que no período letivo muitos têm dificuldade de se adaptar aos horários e os efeitos são percebidos em sala de aula.

   "A privação de sono tem vários efeitos neurológicos", afirma o pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. Para crianças e adolescentes, dormir menos de nove horas por dia pode causar alterações de humor, dificuldade de memorização e de concentração.

 Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada. Moreira ressalta que, enquanto crianças tendem a ser mais matutinas, adolescentes são vespertinos: sentem sono mais tarde à noite e têm mais dificuldade para acordar cedo.

   "O horário da escola, que começa às 7h, é muito cedo para o adolescente", reforça Soster. Segundo a neurologista infantil, experiências em outros países mostram que atrasar o começo das aulas pela manhã pode ajudar os alunos a melhorar o rendimento.

   A privação de sono associada ao uso de telas em excesso causa dificuldades no aprendizado e diminui o foco dos estudantes em sala de aula. Além disso, professores e especialistas têm observado um comportamento imediatista e ansioso.

   Ana Paula Aoletta, professora de Língua Portuguesa em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, diz que em resposta ao comportamento dos alunos, os professores precisam dinamizar "muito" as aulas, pois "qualquer atividade ou explicação que se prolongue um pouco, percebo que eles começam a dispersar".

   Aoletta é professora há 19 anos e já ensinou crianças e adolescentes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em escolas municipais da região do ABC Paulista. A profissional relata que, ao mesmo tempo que os alunos têm o raciocínio mais lento e a atenção prejudicada, também demonstram certa impaciência e dificuldade de aguardar respostas.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/02/falta-de-sono-poruso-de- telas-afeta-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.shtml . Acesso em 11/02/2023.
Em “Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula” (3º parágrafo), o pronome destacado faz referência direta a:
Alternativas
Q3577994 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I. As testemunhas intimadas vão ter que jurar contar a verdade.
II. Que trágico isso pode ser!
III. Ela sempre soube que os riscos eram enormes.
IV. Que argumento é esse que este homem acabou de proferir?
Em quais das afirmativas acima o termo em destaque é um pronome?
Alternativas
Q3573434 Português

Sobre o período: "Acredite que você é um usuário da língua portuguesa que se impõe pelo discurso brilhante, isto porque dentro de você existe um ser humano forte, comprometido com seus propósitos profissionais. Continue assim mesmo". (Grifo do elaborador) − marque a alternativa com a análise incorreta.

Alternativas
Q3563270 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de responder.


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Analise as partículas “que” (I e II) destacadas no trecho abaixo retirado do Texto:



“[...], promove a conscientização sobre o tema, destacando que (I) o entendimento errôneo de que (II) o vitiligo é contagioso contribui para a discriminação dos pacientes.” (linhas 9 a 12).



Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3563269 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de responder.


texto.png (420×617)

Analise o período a seguir:


“gradativa da pigmentação devido a formação de linfócitos T que destroem os melanócitos, [...]” (linhas 22 e 23).


O termo destacado poderia ser CORRETAMENTE substituído por: 

Alternativas
Q3561942 Português
TEXTO II
Leia a charge e responda à questão proposta.

Captura_de tela 2025-08-26 125915.png (424×457)

(https://www.coladaweb.com/redação/charge. Acesso em: 07 maio, 2023.)

Analise as assertivas.

I - A oração "...se as ruas que sempre alagam..." é uma oração subordinada integrante.
II - A oração "... ou o que nossas autoridades sempre alegam!" é uma oração coordenada alternativa.
III - O vocábulo "que", empregado três vezes na linguagem verbal, é um pronome relativo.

Marque a alternativa que apresenta todos os itens corretos.
Alternativas
Respostas
1201: A
1202: B
1203: D
1204: X
1205: A
1206: X
1207: C
1208: C
1209: A
1210: D
1211: D
1212: D
1213: C
1214: A
1215: B
1216: A
1217: A
1218: A
1219: D
1220: B