Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Advogado | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista de Comunicação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Anaista de Controle Interno | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista de Recursos Humanos | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista Financeiro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Arquiteto e Urbanista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Assistente Social | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Auditor Interno | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Contador | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Designer Gráfico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Terapeuta Ocupacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico do Trabalho | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Intérprete de Libras | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Nutricionista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Psicólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro de Tráfego | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Inteligência de Dados | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Segurança da Informação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Redes e Infraestrutura de TI | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Sistemas de Informação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Obras II | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fisioterapeuta |
Q2070159 Português
Texto 2

Das conchas à restinga: impactos ambientais do alargamento da praia de Balneário Camboriú

Obra começou há cerca de uma semana e tanto moradores quanto turistas e internautas questionam os impactos trazidos pela obra.

O alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú deve, sim, trazer diversos impactos ambientais para a orla. Mas, conforme a secretária de Meio Ambiente da cidade, Maria Heloisa Lenzi, todos os impactos foram medidos e analisados pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente) durante o processo de licenciamento da obra.

“Impactos existem em toda obra. Desde o barulho, ruído sonoro, até o impacto na fauna, na qualidade do ar, da água. As conchas, por exemplo”, explica. Segundo Lenzi, tudo isso foi medido e, para tentar diminuir esses impactos, projetos ambientais foram criados.

Assim que as conchas apareceram na praia, a equipe analisou estes itens para saber se os animais que normalmente ocupam as conchas estavam lá ou não. Mas, segundo a secretária, esse material foi retirado de uma camada no fundo do mar, onde os animais já não estão mais. Portanto, não houve impacto aos moluscos e outros animais que “moram” nessas conchas.

A secretária explica que uma equipe multidisciplinar, com 50 profissionais de 14 áreas, foi contratada para fazer o levantamento dos impactos ambientais, estudo necessário para obtenção das licenças.

O início dos estudos para o licenciamento foi em 2012, e, para Lenzi, foi tão rigoroso que o processo no IMA começou apenas dois anos depois, em 2014. O processo ainda continuou lento, com uma análise minuciosa do órgão estadual, que liberou a primeira licença apenas em 2018


SALLES, Kassia. Disponível em: < https://ndmais.com.br/infraestru
tura/das-conchas-a-restinga-impactos-ambientais-do-alargamen-
to-da-praia-de-balneario-camboriu/>. Acesso em: 21 de nov. 2022.
Publicado em 30 de ago. 2021. Adaptado.
Sobre o texto 2, assinale a alternativa em que o termo sublinhado pode ser substituído pelo termo indicado entre parênteses sem que o significado do texto seja alterado.
Alternativas
Q2069926 Português


                                   

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item. 

O pronome relativo “que”, na linha 2, introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa.
Alternativas
Q2066995 Português


                                     

No trecho “Essa dinâmica traz implicações para a produção de políticas públicas, pois decisões e recursos passam a ser ‘filtrados’ pela lógica da manutenção do apoio político – a qual nem sempre é congruente com objetivos programáticos de longo prazo – além de ampliar as dificuldades da coordenação intergovernamental.” (linhas de 27 a 33), a expressão sublinhada pode ser substituída, sem alteração na correção gramatical, por 
Alternativas
Q2062092 Português
O FIM QUE SE APROXIMA

Milton Hatoum*
Amazonas: mito grego
menos antigo que os mitos da Amazônia.
Os que vivem no Cosmo há milênios
são perseguidos por mãos de ganância,
olhos ávidos: minério, fogo, serragem, fim.

Quem são vocês,
incendiários desde sempre,
ferozes construtores de ruínas?

Os que queimam, impunes, a morada ancestral,
projetam no céu mapas sombrios:
manchas da floresta calcinada,
cicatrizes de rios que não renascem.

Qual Brasil se esconde atrás da humanidade amazônica?

Que triste pátria delida,
mais armada que amada:
traidora de riquezas e verdades.

Quando tudo for deserto,
o mundo ouvirá rugidos de fantasmas.
E todos vão escutar, numa agonia seca, o eco.

Não existirão mundos, novos ou velhos,
nem passado ou futuro.

No solo de cinzas:
o tempo-espaço vazio.

*Escritor, tradutor e professor, nasceu em Manaus, em 1957. Suas obras
pertencem à literatura brasileira contemporânea.

Disponível em: https://amazonialatitude.com/2020/02/28/o-fim-quese-aproxima/
Entre as classes gramaticais, a palavra “que” exerce diferentes funções.
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a função desempenhada pelo “que” nas passagens a seguir.

( ) No verso “Que triste pátria delida”, a palavra “que” funciona como advérbio.
( ) A palavra “que” é um substantivo no verso “Os que vivem no Cosmo há milênios”. 
( ) No verso “cicatrizes de rios que não renascem”, o “que” é um pronome relativo.
( ) Em “mais armada que amada”, a palavra “que” faz referência a um termo antecedente e, por isso, exerce a função de preposição.
( ) Em “menos antigo que os mitos da Amazônia”, o “que” é um pronome adjetivo que acompanha o substantivo, funcionando como adjunto adnominal.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q2057804 Português
Com relação à morfossintaxe, dadas as orações,
I. Um sujeito que luta contra a democracia não é digno de respeito. II. O professor que eu era deu lugar a um terrível crítico. III. A faca com que ele cortava a carne foi-lhe roubada. IV. Os insetos por que fomos picados são inofensivos. V. Não creio mais nos mesmos princípios em que acreditava quando jovem.
nas orações, o que exerce, respectivamente, as funções de
Alternativas
Q2055366 Português
Texto 2

A infração que mais incomoda o motorista é a mesma que cresce anualmente em SP

(Texto modificado especificamente para este concurso.
Texto original de Maurício Oliveira, no jornal
O Estado de S. Paulo, 29-09-22-
Economia e Negócios – B7)

   1º § O uso do celular é um problema para o trânsito nacional. A infração gravíssima aumenta o risco de acidentes em até 400%, atrapalha o tráfego e ______ (tem - têm) crescido anualmente. Ao mesmo tempo, é apontada como a atitude que mais incomoda outros condutores.

    2º § Levantamento divulgado pela concessionária CCR na última semana indica que para 31% dos motoristas o que mais irrita no trânsito é ver outra pessoa ao telefone enquanto ______ (dirige - dirije). O estudo foi realizado em 11 praças de pedágio no Estado de São Paulo e ouviu 8.979 pessoas.

   3º § Se incomoda ver o outro ao celular, ______ (porque - por que) grande parte da população não deixa de cometer essa infração gravíssima? O número de multas no Estado de São Paulo pelo uso do telefone ao volante quase dobrou, saltando de 6,9% no primeiro semestre de 2021 para 12,5% no mesmo período de 2022. Nada menos que 77,7% dessas multas foram registradas na capital, na qual 600 motoristas são flagrados por dia cometendo a irregularidade.
   
    4º § Apesar do nível semelhante de risco, o ato de usar celular ao volante ainda não sofre a mesma pressão social que dirigir alcoolizado e a prerrogativa legal é mais branda”, avalia Mauro Voltarelli, gerente de Educação Para o Trânsito do Detran-SP.
   
   5º § Essa infração gera sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 293,47. A autuação pode ser combinada com outro tipo de infração, a condução de veículo sem as duas mãos ao volante, com valor de R$ 130,16 e mais cinco pontos na carteira.
   

    6º § Voltarelli informa que, para quem está dirigindo, é proibido não apenas segurar o celular, mas também mexer no aparelho mesmo quando ele está no suporte instalado no painel. Outro ponto importante é que estar parado no semáforo ou em ritmo lento durante um congestionamento não são situações que liberam o uso do celular.

        Estudo

     7º § Qualquer distração acrescenta ao ato de dirigir uma série de variáveis que fogem do controle do motorista — e o celular se tornou a mais comum e perigosa das distrações. Conduzir um veículo é tarefa que exige atenção plena. “Infelizmente, muita gente ainda resiste a esse entendimento básico”, observa o médico Antônio Meira Jr., presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) (...). 
Observe os períodos a seguir e, a partir das afirmativas, assinale a alternativa correta (6º§): “Voltarelli informa que é proibido segurar ou mexer no aparelho celular enquanto dirigimos”.
I. A partícula “que” é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva.
II. “informa” é verbo transitivo direto, portanto, a oração que lhe segue é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. “é proibido segurar ou mexer no aparelho celular” tem o sujeito inexistente “nós”, recuperado pelo verbo “mexer”.
Alternativas
Q2054046 Português

                 

                                 

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item.


Na oração “Estudar o DNA em uma gota de água do mar, por exemplo, pode revelar todas as criaturas que viveram em um trecho de oceano” (linhas de 23 a 25), o pronome relativo “que” introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Alternativas
Q2035266 Português
Mercados institucionais: garantia de desenvolvimento rural
sustentável e segurança alimentar e nutricional 

texto_8 - 11.png (382×573) 

Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rk/a/Tzf5kSjySvbvgcghgdgZBdH/>.
 Acesso em: 22 dez. 2022.
Assinale a alternativa na qual o termo sublinhado exerce a mesma função sintática da palavra “que” nas duas ocorrências em “Os programas voltados à estruturação de mercados institucionais se encontram no cerne do combate à desigualdade social ao fortalecerem a agricultura familiar, reduzirem a pobreza rural e fornecerem alimentos de qualidade para os cidadãos que se encontram em situação de múltiplas vulnerabilidades e que são abrangidos por estes programas.” (linhas de 1 a 7). 
Alternativas
Q2029278 Português
Texto para responder a questão

Reforma dos canais de irrigação garante segurança para produzir 



Disponível em: <https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2022/11/07/
reforma-dos-canais-de-irrigacao-garante-seguranca-para-produzir/>.
Acesso em: 20 dez. 2022, com adaptações. 
Assinale a alternativa na qual o termo sublinhado exerce a mesma função sintática da palavra “que” no trecho “Em alguns canais revitalizados, havia produtores que não viam água dos canais em suas propriedades há mais de dez anos.” (linhas de 22 a 24).
Alternativas
Q4370170 Português

O texto a seguir é referência para a questão.



Geopolítica, a hora do retorno 


Há discussões acadêmicas que, infelizmente, são colocadas em segundo plano até o momento __________ ocorre um evento catastrófico e toda aquela bagagem teórico-conceitual é acionada para tentar entender o que o empírico impõe. Foi preciso, mais uma vez, __________ uma superpotência militar demonstrasse na prática que a geopolítica está viva, __________ geógrafos e outros colegas voltassem para os debates que estavam cobertos por uma poeira empobrecedora.


Não somente na academia, mas é visível como o público em geral está buscando, nos últimos anos, literatura que o ajude a compreender algo que parecia distante no tempo e no espaço: superpotências que rivalizam, não somente no campo simbólico e comercial, mas também em conflitos territoriais, que, ou eram percebidos como distantes no tempo, circunscritos às aulas de história, ou em espaços mundiais periféricos, __________ atenção, em geral, é marginalizada pela grande mídia e intelectuais.


[...] O que está em jogo é a revalorização da geografia como modo de se pensar o Estado, em suas questões internas e, ao mesmo tempo, na formulação de políticas externas. Em outras palavras, a complexidade da localização é acionada para formular teorias e projetos de ação voltados às relações de poder entre os estados. Sob um olhar repaginado (às vezes nem tanto) do realismo político, o território é visto novamente como não apenas produto de relações de poder, mas também “fonte” de poder.


A geopolítica sempre foi uma mistura de conhecimento e técnica, uma espécie de consciência geográfica do Estado, como afirmava a importante geógrafa brasileira Bertha Becker (1930-2013). Os elementos geográficos – posição, distâncias, recursos naturais, concentração e dispersão da população, massa territorial, fronteiras e limites, grau de conexão etc. – precisam ser levados em consideração, seja para interpretar os movimentos nesse jogo War do mundo real, seja para traçar estratégias aplicadas para o Estado-nação em sua constante e necessária (re)construção territorial. É nesse sentido __________ a crise atual pode ser entendida.  


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/geopolitica-a-hora-do-retorno/. (Adaptado) 

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto. 
Alternativas
Q4367477 Português

Leia a tira que segue: 



Imagem associada para resolução da questão




Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/


Na fras "Acham QUE eu devia ser feliz", a palavra em destaque é classificada gramaticalmente como: 

Alternativas
Q4365382 Português
Leia a tira que segue:

Q4.png (435×137)
Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/

Na frase "Acham QUE eu devia ser feliz", a palavra em destaque é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q4301128 Português
“As escolas que pais, alunos e professores elogiam são aquelas que entendem a dinamicidade imposta pelo mercado cada vez mais global e competitivo.”
A substituição da oração destacada acarreta ERRO de regência em:
Alternativas
Q4251410 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar”. 
Alternativas
Q4239886 Português
Enquanto conjunção, "que" faz a ligação entre diferentes elementos de uma frase, e pode indicar: explicação, causa, finalidade, concessão, integração, comparação, consequência e tempo.
Assinale a alternativa que apresenta a indicação INCORRETA:
Alternativas
Q4239042 Português
Observe um trecho da música "Com Ou Sem Mim" interpretada por Gustavo Mioto:
"Só quero que você seja feliz Com ou sem mim E quando der saudade e for dormir Com ou sem mim"
No trecho: "Só quero QUE você seja feliz" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada, é classificada como:
Alternativas
Q4239000 Português
A melhor forma de diferenciar os usos de "que" e "quê" é através da identificação da classificação gramatical que cada um pode exercer.
No entanto, como regra geral, ter em consideração o posicionamento e até mesmo o sentido de tais palavras nas frases, pode ser de grande ajuda.

Nesse contexto, assinale a alternativa cujo o "QUE" seja conjunção:
Alternativas
Q4226828 Português

Analise a frase abaixo para responder à questão.


Certamente não suspeita “que” um desconhecido o vê e o admira porque ele está nadando em uma praia deserta. 

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto às classes de palavras, assinale a alternativa em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical que “que” destacada na frase acima. 
Alternativas
Q4200436 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



Na oração explicativa “porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser”, o pronome relativo que introduz uma
Alternativas
Q4170367 Português
No trecho "Eu queria muito que você me entendesse" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada pertence a seguinte classe gramatical:
Alternativas
Respostas
1121: D
1122: C
1123: B
1124: E
1125: A
1126: D
1127: E
1128: C
1129: D
1130: E
1131: A
1132: B
1133: E
1134: D
1135: B
1136: A
1137: D
1138: C
1139: A
1140: B