Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português
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O pronome relativo “que”, na linha 2, introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa.
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a função desempenhada pelo “que” nas passagens a seguir.
( ) No verso “Que triste pátria delida”, a palavra “que” funciona como advérbio.
( ) A palavra “que” é um substantivo no verso “Os que vivem no Cosmo há milênios”.
( ) No verso “cicatrizes de rios que não renascem”, o “que” é um pronome relativo.
( ) Em “mais armada que amada”, a palavra “que” faz referência a um termo antecedente e, por isso, exerce a função de preposição.
( ) Em “menos antigo que os mitos da Amazônia”, o “que” é um pronome adjetivo que acompanha o substantivo, funcionando como adjunto adnominal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
I. Um sujeito que luta contra a democracia não é digno de respeito. II. O professor que eu era deu lugar a um terrível crítico. III. A faca com que ele cortava a carne foi-lhe roubada. IV. Os insetos por que fomos picados são inofensivos. V. Não creio mais nos mesmos princípios em que acreditava quando jovem.
nas orações, o que exerce, respectivamente, as funções de
I. A partícula “que” é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva.
II. “informa” é verbo transitivo direto, portanto, a oração que lhe segue é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. “é proibido segurar ou mexer no aparelho celular” tem o sujeito inexistente “nós”, recuperado pelo verbo “mexer”.
Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item.
Na oração “Estudar o DNA em uma gota de água do mar,
por exemplo, pode revelar todas as criaturas que
viveram em um trecho de oceano” (linhas de 23 a 25), o
pronome relativo “que” introduz uma oração
subordinada adjetiva explicativa.


O texto a seguir é referência para a questão.
Geopolítica, a hora do retorno
Há discussões acadêmicas que, infelizmente, são colocadas em segundo plano até o momento __________ ocorre um evento catastrófico e toda aquela bagagem teórico-conceitual é acionada para tentar entender o que o empírico impõe. Foi preciso, mais uma vez, __________ uma superpotência militar demonstrasse na prática que a geopolítica está viva, __________ geógrafos e outros colegas voltassem para os debates que estavam cobertos por uma poeira empobrecedora.
Não somente na academia, mas é visível como o público em geral está buscando, nos últimos anos, literatura que o ajude a compreender algo que parecia distante no tempo e no espaço: superpotências que rivalizam, não somente no campo simbólico e comercial, mas também em conflitos territoriais, que, ou eram percebidos como distantes no tempo, circunscritos às aulas de história, ou em espaços mundiais periféricos, __________ atenção, em geral, é marginalizada pela grande mídia e intelectuais.
[...] O que está em jogo é a revalorização da geografia como modo de se pensar o Estado, em suas questões internas e, ao mesmo tempo, na formulação de políticas externas. Em outras palavras, a complexidade da localização é acionada para formular teorias e projetos de ação voltados às relações de poder entre os estados. Sob um olhar repaginado (às vezes nem tanto) do realismo político, o território é visto novamente como não apenas produto de relações de poder, mas também “fonte” de poder.
A geopolítica sempre foi uma mistura de conhecimento e técnica, uma espécie de consciência geográfica do Estado, como afirmava a importante geógrafa brasileira Bertha Becker (1930-2013). Os elementos geográficos – posição, distâncias, recursos naturais, concentração e dispersão da população, massa territorial, fronteiras e limites, grau de conexão etc. – precisam ser levados em consideração, seja para interpretar os movimentos nesse jogo War do mundo real, seja para traçar estratégias aplicadas para o Estado-nação em sua constante e necessária (re)construção territorial. É nesse sentido __________ a crise atual pode ser entendida.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/geopolitica-a-hora-do-retorno/. (Adaptado)
Leia a tira que segue:

Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/
Na fras "Acham QUE eu devia ser feliz", a palavra em destaque é classificada gramaticalmente como:
Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/
Na frase "Acham QUE eu devia ser feliz", a palavra em destaque é classificada gramaticalmente como:
A substituição da oração destacada acarreta ERRO de regência em:
Assinale a alternativa que apresenta a indicação INCORRETA:
"Só quero que você seja feliz Com ou sem mim E quando der saudade e for dormir Com ou sem mim"
No trecho: "Só quero QUE você seja feliz" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada, é classificada como:
No entanto, como regra geral, ter em consideração o posicionamento e até mesmo o sentido de tais palavras nas frases, pode ser de grande ajuda.
Nesse contexto, assinale a alternativa cujo o "QUE" seja conjunção:
Analise a frase abaixo para responder à questão.
Certamente não suspeita “que” um desconhecido o vê e o admira porque ele está nadando em uma praia deserta.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?
Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.
Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser?
KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14.


