Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Ano: 2022 Banca: Instituto Consulplan Órgão: Itaipu Parquetec Provas: Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Administrativa | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Ambiental com Foco em Geoprocessamento | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Auditor | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Designer Gráfico | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Educacional | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Fiscal | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Laboratório | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Negócios e Inovação | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Projetos | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Analista Jr - Secretária Executiva | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Ambiental | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Arquiteto | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Automação | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Computação | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Energia | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Geólogo | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Mecânica | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Obras/Fiscalização | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Simulação | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de Engenharia Jr - Telecomunicação | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de TIC Jr - Sistemas | Instituto Consulplan - 2022 - Itaipu Parquetec - Profissional de TIC Jr - Suporte |
Q4047340 Português
    A popularização das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) recria as experiências na sociedade, proporcionando diferentes práticas sociais e meios de comunicação. As mídias digitais, principalmente a Internet, deixam de ser exclusivas do computador desktop e passam a ocupar outros espaços, como ruas, praças, bancos, restaurantes etc. Passam a contribuir, portanto, para a organização do cotidiano da vida urbana e seus espaços públicos.

    A cidade contemporânea, rodeada de tecnologias, vem experimentando diferentes formas de relações sociais entre os seus usuários. As redes sociais digitais possibilitam que os indivíduos interajam com outros usuários da rede, que leiam notícias, opinem, reivindiquem, produzam seu próprio conhecimento, divulguem informações e até mesmo se mobilizem coletivamente. São novas maneiras de compartilhar, usufruir e fazer parte da sociedade em que vivem.

    Levando em consideração estes aspectos, o usuário das sociedades contemporâneas deve estar envolvido nestas transformações sociais que o espaço vem sofrendo com os avanços tecnológicos. Entretanto, não se deve desprezar que ainda há indivíduos que não participam de forma plena deste novo panorama, muitas vezes vivendo à margem de práticas sociais realizadas por meios digitais. Como resultado, a infoinclusão social deste indivíduo – como consequência da inclusão na sociedade da informação – é necessária para contribuir com o desenvolvimento da sua cidadania.


(Elaine Vasquez Ferreira de Araújo, Márcio Luiz Corrêa Vilaça – Tecnologia, sociedade e educação na era digital (livro eletrônico) Duque de Caxias, Unigranrio, 2016. Adaptado.)
Dentre os elementos destacados a seguir, indique o que contribui para a coesão textual sem que retome um referente:
Alternativas
Q4046651 Português
Por que jovens estão fazendo tanta cirurgia plástica?

Estudo aponta que a procura por procedimentos de nariz e queixo aumentou por conta das distorções de características faciais causadas pelas selfies.

        Com distorções irreais de características faciais, as “selfies” causam um efeito que pode gerar um aumento nos pedidos de cirurgia plástica desnecessárias. É o que mostra um estudo recente publicado na Plastic & Reconstructive Surgery.
    
        “Os jovens são mais afetados por este fenômeno”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Chefe do Setor de Rinologia da UNIFESP e cirurgião instrutor do DallasRinoplasthy. “O fato de se ter uma câmera nas mãos a todo momento é um convite para o autorretrato de todos os ângulos e em todas as situações. Isso gera frustração, pois sempre existe um ângulo que desagrada, principalmente se compara com fotos de outras pessoas nas redes sociais ignorando o fato de que muitas delas são produzidas e manipuladas digitalmente”, completa.
   
        O estudo aponta, inclusive, que pacientes utilizam cada vez mais as fotografias tiradas de câmeras de smartphone para discutir com um cirurgião plástico. Há uma relação documentada entre o aumento de selfies e os pedidos de rinoplastia – ou cirurgia para alterar a aparência do nariz – principalmente entre os mais jovens, assim como a mentoplastia, já que esses retratos costumam alterar a aparência do nariz e do queixo.
    
        Mas como as câmeras podem distorcer as imagens, especialmente quando são tiradas de perto, as selfies podem não refletir a verdadeira aparência de um indivíduo, segundo a pesquisa. Outro ponto apontado pelo trabalho que influencia o crescimento de procedimentos estéticos é a excessiva quantidade de horas observando imagens milimetricamente editadas para atingir a “perfeição”. “A adolescência é uma fase na qual a autoestima ainda depende muito de uma boa aparência, logo, aparecer bem nas selfies torna-se quase que uma obrigação”, pontua Farinazzo.” Isso leva o jovem a procurar formas de se sentir melhor e a cirurgia é uma delas”, acrescenta. Sem contar que os adolescentes estão cada vez mais informados e seguros daquilo que os incomodam e o que pode ser mudado. “Isso é influência de um mundo conectado e com grande disponibilidade de informação. As selfies apenas realçam o objeto do incômodo”, diz o médico.
    
        (...) “Quando um paciente percebe, por conta de sua foto, um nariz maior do que realmente é, cabe ao médico, em uma conduta ética e correta, tentar fazê-lo entender que aquilo não corresponde à realidade.” Para o caso em que há uma indicação cirúrgica de fato, o cirurgião plástico argumenta que não existe problema em fazer cirurgia em adolescentes. “A indicação está mais ligada ao problema do que à idade do paciente. Mas é importante uma boa conversa com o médico antes de qualquer procedimento. As pessoas estão cada vez mais críticas, e isso gera uma expectativa maior em relação aos resultados de uma cirurgia. Procure um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e busque também recomendações”, finaliza Farinazzo.

(BLANES. Simone. Por que jovens estão fazendo tanta cirurgia plástica? Veja, 2022. Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento/ por-que-jovens-estao-fazendo-tanta-cirurgia-plastica/. Acesso em: 13/05/2022. Adaptado.)
Observe esta passagem: “Estudo aponta que a procura por procedimentos de nariz e queixo aumentou por conta das distorções de características faciais causadas pelas selfies” (subtítulo). Em qual alternativa o termo que apresenta a mesma função do que destacado no trecho anterior? 
Alternativas
Q4046153 Português
Após a leitura do texto abaixo, responda à questão:

POTÊNCIAS VERDES

A indústria automotiva aposta em itens feitos com materiais sustentáveis para agradar a consumidores e apagar a fama de ser uma das mais poluentes do planeta

    Assim como conforto e beleza, luxo é um conceito que muda com a passagem dos anos. Casacos de pele já foram considerados símbolos de requinte. Hoje, nenhuma mulher se atreve a desfilar com a peça sob pena de ser criticada por ostentar uma vestimenta criada à custa da morte de um animal. Em certa medida, a mesma lógica vem se aplicando aos carros produzidos por marcas que há décadas fazem parte de um pedaço do mercado aberto a poucos, mas venerado por muitos. Nomes como a inglesa Bentley, a sueca Volvo e a alemã BMW perceberam que, agora, luxo mesmo, indispensável, é fabricar modelos com materiais sustentáveis, no espírito de nosso tempo.
     O setor tem se mostrado bastante criativo na incorporação de compostos verdes aos novos veículos. O Volvo XC60 T8 Inscription, por exemplo, tem acabamento feito a partir de garrafas PET recicladas. Até 2025, a marca espera que 25% dos materiais utilizados sejam recuperados e, portanto, pouco agressivos ao meio ambiente. Para 2030, a meta é não usar mais nada de couro. No BMW i3, o plástico derivado de petróleo presente no interior do carro (mais especificamente nos elegantes painéis laterais e nos bancos) deu lugar a fibras de Kenaf, vegetal usado como matéria-prima na indústria do papel e que ajuda a capturar gás carbônico da atmosfera.
     A Bentley foi mais longe: o EXP100 GT tem seu interior montado como material composto de cascas de uva. Além disso, a nova versão usará uma forração parecida com couro, mas constituída a partir da raiz de cogumelos. Utilizado também na moda, o tecido é incrivelmente resistente. Os elegantes modelos da inglesa Jaguar serão lançados com tapetes e detalhes produzidos a partir de lixo encontrado nos oceanos e em aterros santitários, de forma que não será preciso produzir ainda mais plático.
     A virada verde das grifes de luxo da indústria automobilística é uma entre várias tentativas recentes do setor de mudar sua imagem. Há muito tempo ele é considerado uma das maiores fontes de poluição do mundo. Estima-se, por exemplo, que um carro médio emita cerca de 4,6 toneladas de dióxido de carbono todos os anos. Atualmente, o transporte rodoviário é responsável por aproximadamente um quinto dos gases de efeito estufa que são lançados na atmosfera por todo o planeta. [...] (Veja, 27/10/21)
Observe o emprego do QUE nos fragmentos abaixo relacionados, e em seguida indique a alternativa na qual este item introduz oração substantiva com função de sujeito.
Alternativas
Q4044176 Português
Em "As pessoas QUE desejam o bem são mais felizes" a palavra "QUE", no contexto em que foi empregada, é classificado como:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Buriticupu - MA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Psicopedagogo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor de Atendimento Educacional Especializado | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Biologia | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor de Ensino Fundamental Nível I | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Inglês | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Matemática | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Língua Portuguesa | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - Geografia | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Ensino Fundamental - História | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Instrutor de Língua Brasileira de Sinais | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Intérprete de Libras | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2022 - Prefeitura de Buriticupu - MA - Professor Transcritor de Braile |
Q4005906 Português
TEXTO I


A síndrome do impostor


Todos nós usamos “máscaras”. E isso não quer dizer que tenhamos a intenção de enganar o mundo


A síndrome do impostor é, na verdade, o conflito interno que denuncia a distância entre o nosso íntimo e a forma como nos projetamos no mundo.


Todos nós usamos “máscaras”. E isso não quer dizer que tenhamos a intenção de enganar o mundo, mas apenas que existe, dentro de nós, a necessidade de sermos aceitos.


Somos cercados de protocolos: a receita pronta do sucesso profissional, o modelo perfeito de família, o padrão estético massificado, as convenções sociais sobre o que é certo e errado, ou sobre o que é nobre e fútil, valoroso ou inútil. E nos desdobramos para fazer nossas peças se encaixarem no quebra-cabeça dessas formatações, porque, no fundo, queremos pertencer.


A necessidade de pertencer é, inclusive, legítima. Somos seres sociais, afinal de contas. O problema começa quando colocamos a vontade de sermos aceitos à frente das nossas verdadeiras pulsões. E, assim, para nos adaptarmos ao senso comum, criamos um personagem.


É natural modificarmos sutilmente nossas atuações quando se altera o contexto. Mas, no momento em que as adaptações se tornam afrontas à nossa própria liberdade, estamos caindo na cilada de vestir a fantasia do personagem.


É razoável alterarmos sutilmente nossas condutas quando estamos num ambiente profissional, por exemplo. Mas não é equilibrado, por exemplo, ser uma pessoa em casa e outra radicalmente diferente no trabalho.


As adaptações feitas por bom senso e respeito aos ambientes que nos cercam são válidas. Mas adaptações sutis não geram efeito colateral. O que nos adoece por dentro é a dose errada de transformação que nos dispomos a fazer na tentativa de pertencer.


Quanto menor for a distância entre quem somos e a forma como nós atuamos no mundo, mais livres, autênticos e inteiros vamos nos sentir. E, quanto mais distante for o nosso universo interno das duas atuações no mundo externo, maiores as chances de nos sentirmos impostores.


Um impostor habilidoso pode convencer o mundo, mas não há performance boa o suficiente para enganar a si. Aplausos seduzem o ego, mas não acalmam os estragos que a falta de integridade provoca na essência. Quanto mais espessa for a máscara, maior a dose de solidão quando as cortinas se fecham. Porque solidão, ao contrário do que muitos pensam, não é falta do outro, é falta de si. E nada nos distancia mais de nós mesmos do que nos projetarmos no mundo de uma forma que, no íntimo, nem somos.


O Yoga ensina que, quando o falar e o agir estão em sintonia com o sentir, é sinal de que estamos inteiros. E desse alinhamento nasce um tipo de autoestima que não é baseado em imagem, e sim em integridade. E não existe melhor remédio para a tal síndrome do impostor do que ser em público o mais próximo possível de quem se é no privado.


Autora: Carol Rache

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/filosofadas/asindrome-do-impostor-1.2571776
Em todos os trechos a seguir, retirados do texto, o termo “que” é classificado como pronome relativo, exceto em: 
Alternativas
Q2678935 Português

Leia o texto 1 e responda às questões de 31 a 34.


São Paulo inicia comemorações da Semana de Arte Moderna de 22


A cidade de São Paulo completa 468 anos nesta terça-feira (25) e inicia as celebrações em torno do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, comemorado em 13 de fevereiro. A programação traz como proposta mostrar a periferia como realizadora do “novo modernismo”.

“Em 1922, quem apresentou o modernismo foi a classe intelectual. Hoje, 100 anos depois de os modernistas reivindicarem arte verdadeiramente nossa, quem apresenta o modernismo é a periferia pujante. Não precisa ser da academia para desenvolver cultura. A cultura da periferia exala nos poros, e não só nos livros”, destaca a secretária de Cultura de São Paulo, Aline Torres.

Palco da Semana de Arte Moderna de 1922, o tradicional Theatro Municipal de São Paulo estará presente nas festividades do centenário, mas, desta vez, vai dividir as atenções com outros palcos espalhados pela periferia da cidade. Segundo a secretária, a intenção é fazer o público do centro conhecer os artistas das regiões mais afastadas e vice-versa.

“A ideia é trazer artistas da periferia para tocar nos palcos centrais e levar os artistas que costumam tocar nesses palcos para os da periferia. É fazer essa troca e, assim, promover, de verdade, a formação de público, o fomento cultural, esse intercâmbio de cultura. A gente vai ter muita programação incrível no Theatro, mas, ao mesmo tempo, atividades mostrando o modernismo da Brasilândia”, acrescenta Aline

Ela destaca que a intenção de aproximação não vai ser somente geográfica, mas também de linguagem. “Quando você pergunta a um adolescente de ensino médio, principalmente na escola pública, ‘você sabe o que é a semana do modernismo? ’, ele vai falar não, isso não é para mim, não sei o que é isso. E o que a gente quer é aproximar o modernismo falando a linguagem da juventude, a linguagem da periferia, mostrando que ele também faz parte desse novo modernismo”.


https://aloalobahia.com/notas

Sobre a análise do fragmento: “Ela destaca que a intenção de aproximação não vai ser somente geográfica, mas também de linguagem”, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2674873 Português

Polarização política é obstáculo para cobertura ambiental no jornalismo


  1. Uma pesquisa recente do instituto Pew Research Center mostrou que a vasta maioria dos americanos apoia novas
  2. medidas de combate ao aquecimento do planeta.
  3. Mais de dois terços são a favor de incentivos para o uso de veículos elétricos ou híbridos e da criação de impostos para
  4. corporações com base em suas emissões de carbono. Nova regulação obrigando o aumento do uso de energia de recursos
  5. renováveis teria o apoio de 72%, e 79% favorecem incentivos fiscais do governo para ajudar empresas em projetos de captura e
  6. armazenamento de carbono.
  7. A preocupação com o ambiente vem crescendo na última década e, em junho, uma pesquisa da empresa
  8. YouGovAmerica revelou que hoje 56% da população se identifica como "ambientalista". Então, por que só 30% dos americanos
  9. se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente?
  10. A polarização política nos EUA — e também a corrupção de políticos comprados por interesses especiais — ajuda a
  11. explicar como o país está rachado ao meio no apoio à encolhida agenda ambiental de Joe Biden, que sofre assaltos não só de
  12. ultraconservadores na Suprema Corte como do próprio partido. O senador Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, vendido ao lobby
  13. do carvão, quase matou um pacote legislativo ambiental ligado ao plano BBB (Build Back Better) antes de voltar atrás nesta
  14. quarta (27).
  15. É difícil manter a atenção do público já assediado por más notícias sobre economia e saúde com previsões apocalípticas.
  16. Mas os desinformados, consumindo uma dieta negacionista como a servida nos EUA pela Fox News, não são os maiores
  17. responsáveis pela falta de apoio ao combate ao aquecimento global; são os narradores da mídia que tratam a ciência como
  18. ideologia.
  19. A agência federal de ambiente dos EUA foi criada por Richard Nixon, um conservador cristão. O correspondente do setor
  20. da rede CNN comparou recentemente os âncoras da rede de Rupert Murdoch a sabotadores que bloqueiam a saída de um teatro
  21. pegando fogo.
  22. Se o jornalismo quer ser tratado como serviço público, cabe ao jornalismo contribuir melhor para desembaralhar a falácia
  23. de que a ciência ambiental é "de esquerda". Se no primeiro semestre de 2020 a catástrofe da pandemia jogou repórteres de todos
  24. os setores na cobertura de um vírus, chegou a hora de parar de setorizar a reportagem de ambiente.
  25. Toda a cobertura tem um aspecto ambiental num mundo em que eventos relacionados ao clima já matam 5 milhões por
  26. ano e devastam economias de qualquer porte.
  27. Um obstáculo evidente é que a reportagem cientifica requer um grau maior de especialização. Outro é articular melhor
  28. o relato de fatos no contexto da destruição ambiental. O comentarista financeiro que descreve só as cifras quando o governo
  29. precisa intervir no mercado de seguros da Luisiana porque as tempestades e os furacões tornaram 600 mil residências
  30. inafiançáveis não deve omitir como a ciência explica a debacle econômica.
  31. A narrativa ambiental nunca teve à disposição tantas notícias promissoras com o progresso científico na proteção
  32. ambiental. Equilibrar o noticiário entre os sacrifícios e as recompensas é um poder que o jornalismo tem de resgatar a ciência
  33. refém dos autocratas populistas.


(Lúcia Guimarães. https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/lucia-guimaraes/2022/07/polarizacao-política-e-obstaculo-para-cobertura-ambiental-no-jomalismo.shtml Folha de S.Paulo, 27 jul.2022)

Assinale a alternativa em que, no texto, o QUE se classifique como pronome relativo.

Alternativas
Q2674555 Português

Texto para as questões 1 a 25


Por que é importante diversidade no sequenciamento genético


1___Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9%

2 das sequências de DNA humano são idênticas entre si.

3___O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis"

4 eram responsáveis pelas diversas caracteristicas humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido

5 desoxirribonucleico, ou DNA.

6___Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo

7 material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?

8___Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0,1% de diferença entre as sequências de DNA, Essa diferença

9 aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotideos) que compõem o

10 genoma humano.

11___Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem

12 a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer

13 informações vitais sobre o risco de um individuo ou população desenvolver uma doença específica.

14___Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao indivíduo

15 ou à região.

16___Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e

17 familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.

18___Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas

19 outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.

20___Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a

21 hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.

22___Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis

23 por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a

24 uma população muito restrita.

25___Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos

26 cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.

27___É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes

28 genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em

29 pacientes não incluídos no estudo original”.

30___"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com

31 diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.

32___Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que

33 cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano

34 (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.

35___Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos

36 por 10% de asiáticos e 2% de africanos.

37___Como resultado, os potenciais benefícios da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias

38 doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.

39___O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan

40 Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova

41 York, EUA.

42___"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende

43 sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas

44 informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."

45___Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas

46 a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional,

47___Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento

48 de relações de confiança e de respeito, no longo prazo, entre as comunidades e os pesquisadores.


(Sushmitha Ramakrishnan. https:/Awaw? folha. uol com. briciencia/2022/07/por-que-e-importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25,jul. 2022)

Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. (linhas 42 e 43)


As ocorrências do QUE no período acima se classificam, respectivamente, como

Alternativas
Q2672287 Português

Leia o texto abaixo:


No ritmo atual da destruição, uma espécie se extingue a cada 20 minutos. Há muito para ser feito, mas o tempo é curto. Por onde começar, então? Muitos acreditam que bastam dados alarmantes para a conscientização das pessoas. Especialistas em comunicação advertem, no entanto, que pode acontecer o contrário: a grandiosidade do problema talvez provoque a imobilização e o conformismo nas pessoas. Segundo Michael Soulé, professor da Universidade de Recursos Naturais de Michigan, “a realidade mostra que as más notícias, quando apresentadas sem perspectivas de saída, criam uma repulsão pelo tema”.

As organizações não governamentais, que dependem do apoio público para sobreviver, há muito descobriram a importância de propor estímulos positivos enquanto denunciam a devastação. “É preferível o otimismo das ações ao pessimismo das ideias”, sustentam os militantes do Greenpeace, num dos seus slogans prediletos. Essas ideias são compartilhadas por Mário Mantovani, diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, hoje com mais de 23.000 associados. “Reforçamos os fatos positivos. Mostrar uma área da Mata Atlântica que tenha se regenerado depois de praticamente destruída prova para as pessoas que a luta vale a pena.”

“Não conseguiremos ensinar às pessoas o amor à vida com argumentos econômicos e raciocínio lógico”, sentencia Michael Soulé. Para ele, a conscientização depende de um sentimento de comunhão com a natureza. Para amá-la, é preciso um contato direto, o pé na trilha, a caminhada na praia, o pôr do sol na praça. “Não há argumento que substitua a experiência direta com o mundo natural”, assegura.

“É quase uma experiência religiosa”, disse o biólogo Russel Mittermeier, presidente da organização Conservation International, à revista Time. Esses momentos podem ser precedidos por informações colhidas em livros, revistas, filmes ou mesmo exposições. Mittermeier conta que aprendeu a amar a natureza com os livros de Tarzan. Porém, esses contatos indiretos só são sedimentados nos momentos de real comunhão, ao vivo. “Se quiser convencer alguém da importância da biodiversidade, em vez dos números, tenha a coragem de contar uma experiência emocional concreta sua com a natureza”, sugere o professor Michael Soulé. O amor pela diversidade da vida continua sendo a nossa melhor arma.


ALVES, Liane Camargo de Almeida. Um mundo por conhecer e preservar. Terra, São Paulo, v.8, n. 5, p. 29, maio 1999, adaptação


Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

Alternativas
Q2671207 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


O ERP e a gestão empresarial


  1. Os primeiros passos para se chegar a ferramentas tão tecnológicas como temos hoje no
  2. âmbito da administração de empresas foram dados em 1950. Naquela década, foi utilizado o
  3. primeiro mainstream, que tinha como objetivo a automatização de controle de estoques. Esse
  4. foi um passo inicial para a evolução desse mecanismo que, até então, tornava-se muito caro
  5. para as empresas e ainda era bastante lento. Nos anos 1970, a evolução do sistema de gestão
  6. trouxe para o mercado o Material Requirement Planning (MRP). Esse cenário se ............... até a
  7. década de 80, em que as redes de computadores vieram para resolver dois problemas:
  8. possibilitar o uso de servidores (redução de custo em relação aos mainframes) e estreitar a
  9. comunicação entre os famosos departamentos das empresas, seja via software ou visibilidade
  10. de informação. Na década de 90, com o salto nas redes de computadores e a queda nos
  11. investimentos em hardware, os softwares de gestão já se tornavam um diferencial nas grandes
  12. corporações, uma ferramenta de controle e gestão indispensável. O Gartner Group é responsável
  13. pelo termo ERP que conhecemos hoje. Eles entenderam que a evolução e transformação do MRP
  14. conversando com sistemas de outras áreas (RH, Financeiro, Vendas, Logística, etc.) permitia
  15. controlar transversalmente uma empresa inteira de forma assertiva. Gradativamente, esse
  16. conceito foi sendo aperfeiçoado ao longo do tempo para chegar até os ERPs que temos hoje,
  17. com um nível gerencial apurado e .................... por segmento.
  18. Dentro de uma organização, o ERP (Planejamento dos Recursos da Empresa, na tradução
  19. para o português) é um sistema de gestão empresarial que auxilia nos processos internos,
  20. automatizando operações manuais e transformando-as em processos de software, garantindo
  21. ___ guarda das informações em seu banco de dados. O ERP funciona como um software de
  22. gestão para unificar informações e facilitar o fluxo de trabalho entre ___ áreas. Levando-se em
  23. consideração que cada departamento necessita de uma ferramenta própria para poder gerar
  24. seus relatórios e executar tarefas rotineiras, o ERP passa a ter um papel fundamental,
  25. funcionando como um centralizador do fluxo de trabalho, alinhando a comunicação de todas as
  26. áreas e facilitando a tomada de decisão. Desta forma, ao invés de cada área possuir um software
  27. isolado, o ERP concentra todas as informações de forma integrada e inteligente, dando ___
  28. empresa autonomia na execução de tarefas rotineiras e tornando a comunicação interligada.
  29. Imagine que, por exemplo, o departamento que trata das finanças possa saber em tempo real
  30. o status de seus ganhos e destinar o dinheiro de maneira assertiva, tendo controle total do fluxo
  31. de caixa. É possível, com o ERP, ter essa visão de forma rápida e facilitada.
  32. Existem vários sistemas utilizados na gestão de empresas e, muitas vezes, as que ainda
  33. não adotaram um ERP acabam precisando de vários softwares para garantir a visibilidade de
  34. todas as frentes de negócio. Ou seja, os responsáveis pela gestão precisam navegar entre
  35. diferentes programas, coletando informações de vários painéis para só então analisar os dados
  36. e tomar decisões. As pessoas sabem que, neste cenário, as informações se perdem e os dados
  37. copiados podem ser utilizados de forma errada. Resumindo: muitas vezes há dor de cabeça e
  38. tempo gasto para localizar um problema de fácil resolução. O ERP tem como principal objetivo
  39. organizar todo o volume de informação gerado pela empresa. Dotado de uma estrutura robusta,
  40. o sistema de gestão é capaz de auxiliar todos os departamentos com funcionalidades que
  41. auxiliam em diferentes frentes de rotinas diárias, como, por exemplo, controle financeiro,
  42. administração de suprimentos e gestão de colaboradores.
  43. Os sistemas de ERP são oferecidos pelo mercado em diversas modalidades.
  44. Diferentemente de outros programas e sistemas de computador, o sistema de gestão não está
  45. à venda em gôndolas de lojas e, em sua maioria, não é um sistema pronto para instalação e uso.
  46. Por ser um software robusto, ele requer processos para que tudo comece a rodar em perfeitas
  47. condições. Além disso, por abranger tantos departamentos da empresa, o ERP pode ser
  48. comprado em módulos, ficando sob medida em relação às necessidades da companhia.


Disponível em: https://www.senior.com.br/sistema-erp-o-que-e-e-como-funciona

– texto adaptado especialmente para esta prova.

O termo “que” é classificado morfologicamente como pronome relativo quando de sua utilização no texto na linha:

Alternativas
Q2671049 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como pronome relativo.

Alternativas
Q2670011 Português

Leia o texto para responder às questões a seguir.


Salão do Artesanato da Paraíba começa nesta quarta e deve atrair mais de 100 mil pessoas em Campina


Todos os caminhos do artesanato paraibano estão em direção a Campina Grande, onde, nesta quarta-feira (08), será aberto o 34º Salão do Artesanato Paraibano – o primeiro presencial após dois anos de pandemia severa da covid-19. A expectativa é de que sejam batidos os números de 2019, quando o evento teve a visita de mais de 100 mil pessoas e a venda superior a R$ 1,3 milhões. Toda a estrutura foi montada no Museu de Arte Contemporânea (MAC) e funcionará das 15h às 22h, até o dia 03 de julho. A entrada é gratuita, com arrecadação voluntária de alimentos não perecíveis para posterior doação a instituições filantrópicas.

O tema do Salão do Artesanato em 2022 será “Bordados que contam histórias” e, além da exposição dos trabalhos de 400 artesãos, representando as diferentes tipologias de artesanato produzidas em todas as regiões estado, em especial de João Pessoa, Campina Grande, Alagoa Nova, Galante, Serra Redonda e Gurinhém, o clima de confraternização e calor humano certamente serão um dos principais diferenciais para o sucesso do evento que acontece ainda em clima dos festejos juninos.

O calor humano, o entusiasmo visto nos olhos, a expectativa desse retorno presencial já são marcas do evento, conforme a gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Marielza Rodriguez. “Todos estavam morrendo de vontade de se abraçar novamente, de se conectar, e esse momento chegou”. Sobre a estimativa de vendas, a gestora explicou que os números não são mensuráveis, tendo em vista os artesãos receberem encomendas durante todo o ano.

A escolha pelo bordado, segundo Marielza Rodrigues, foi do próprio governador da Paraíba, João Azevêdo, que adotou o critério de potencializar todas as tipologias que, por algum motivo, estejam longe dos holofotes das pessoas. O bordado é uma técnica milenar utilizada para ornamentar tecidos, fruto do talento e da habilidade com linha e agulha. “Além dos trabalhos, o Salão irá contar histórias dessas bordadeiras, que narram as suas vidas e de sobrevivência explorando o talento e a agilidade com as mãos na produção das peças”.

Para a presidente da PBTur (Empresa Paraibana de Turismo), Ruth Avelino, a realização do Salão do Artesanato em Campina Grande em pleno São João serve de maior estímulo para que as pessoas, da Paraíba e do Brasil, visitem o local. O artesanato, conforme a executiva, é um dos diferenciais que o paraibano tem e muito valorizado até mesmo fora do país. “O artesanato mexe com basicamente toda a cadeia produtiva, gerando novos empregos e injetando milhões de reais na economia local”, pontuou.

Ruth Avelino destacou ainda, que por uma ação do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Campina Grande, a Azul Linhas Aéreas começou a operar voos dedicados (fretados) para o Maior São João do Mundo, desde a quinta-feira (02), com saída do Aeroporto de Campinas, interior de São Paulo. As frequências serão operadas quatro vezes por semana, às segundas, quartas, sextas e domingos, em parceria com a Azul Viagens. As aeronaves são um Airbus A320neo, com capacidade para até 174 clientes, serão responsáveis por cumprir o trajeto que vai durar quase três horas.


https://www.pbtur.pb.gov.br/2022/06/07

“Sobre a estimativa de vendas, a gestora explicou que os números não são mensuráveis, tendo em vista os artesãos receberem encomendas durante todo o ano.”


Assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2666743 Português

UM ABRAÇO EM PELÉ


1 Eu ainda não tive o prazer de lhe ser apresentado, meu caro Pelé, mas agora, com o fato de termos sido condecorados juntos pelo governo de França - você no grau de Cavaleiro e eu no de Oficial: e mais justo me pareceria o contrário - vamos certamente nos conhecer e tornar amigos. Ninguém mais que você merece tão alta distinção, sobretudo por ter sido conferida espontaneamente - pois ninguém mais que você tem levado o nome do Brasil para fora de nossas fronteiras. Da Sibéria à Patagônia todo mundo conhece Pelé; e eu estou certo de que você entraria fácil na lista das dez personalidades mais famosas de nossos dias.

2 Não posso disfarçar o orgulho que a condecoração me causa, embora seja, de natureza, avesso a honrarias; e orgulho tanto maior porque nela estamos juntos: preto e branco (as cores do meu Botafogo!) e também as cores irmãs de nossa integração racial. Sim, caro Pelé, nós representamos, em face da comenda que nos é conferida, o Brasil racialmente integrado, o Brasil sem ódio e sem complexos, o Brasil que olha para o futuro sem medo porque, apesar dos pesares, é bom de mulher, bom de música, bom de poesia, bom de pintura, bom de arquitetura e bom de bola. Particularmente por isso considero-me feliz de estar a seu lado no momento em que nos colocarem no peito a condecoração.

3 Que você tenha sido distinguido pela Ordem Nacional do Mérito da França nada me parece mais natural. A França sempre deu um alto valor ao gênio, e você, meu grande Pelé, é um gênio completo, porque o seu futebol representa um reflexo imediato de sua cabeça nos seus pés. Eu não sou gênio, não. Eu tenho que pensar um bocado para que a mão transmita direito o que a cabeça lucubrou. Meus gols são mais raros que os seus. Você é com justa razão chamado o Rei. Quanto a mim, que rei sou eu?

4 Mas nada disso turva a satisfação que sinto em ser o seu Coutinho nesta nova investida do Brasil na área internacional. Parabéns, meu caro Pelé. Parabéns e o melhor abraço aqui do seu irmãozinho!


Disponível em: https://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/prosa/um-abraco-em-pele

“Quanto a mim, que rei sou eu?” A função morfológica do termo destacado no segmento oracional foi corretamente identificado na opção:

Alternativas
Q2665557 Português

Quanto a pronomes relativos, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.


( ) O pronome relativo que retoma substantivos que designam pessoas, objetos, lugares e períodos de tempo.

( ) O pronome o qual (e flexões) tem a mesma função de que, mas é usado, em geral, para evitar ambiguidades.

( ) O pronome relativo quem retoma substantivos que se referem a pessoas, é antecedido por preposição.

( ) O pronome quanto (e flexões) forma as locuções tudo quanto, todo(s) quanto(s) e toda(s) quanta(s).

( ) O pronome cujo (e flexões) estabelece, normalmente, relação de posse.

( ) O pronome onde equivalente a em que, retoma substantivos que se referem a lugares.

( ) O pronome quando equivalente a em que, é precedido por antecedente que se refere à noção de tempo.

( ) O pronome como equivalente a com que, é geralmente precedido pelas palavras modo, maneira e semelhantes.

Alternativas
Q2408242 Português

Texto para responder às questões 1 a 8.


Ucrânia e o mundo civilizado


Cobertura ocidental sobre Ucrânia. Na CBS: "Este não é um lugar como o Iraque ou o Afeganistão. Esta é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia". Na ITV britânica: "O impensável aconteceu. Esta não é uma nação em desenvolvimento do terceiro mundo-esta é a Europa!". Na BBC: "É muito emocionante para mim porque vejo europeus com olhos azuis e cabelos loiros sendo mortos".

Há quase meio milhão de refugiados da Ucrânia, metade deles para a Polônia, a mesma que há pouco mandava tropas para bater em refugiados. Há relatos de africanos e de brasileiros barrados em trens fugindo da Ucrânia. Enfatizar que nossa dor é seletiva -geográfica e racialmente -não apaga a realidade da dor (na Ucrânia, é real e cruel); apenas ressalta que nossa empatia é proporcional à humanidade que concedemos a quem sofre.

Raça é uma fronteira, nos lembra Achiume em "Racial Borders". Regimes formais (status de refugiado) e informais (ser aceito em um trem) conferem privilégios raciais a uns e imobilidade a outros. A quem chamamos civilizados, a compaixão. Aos bárbaros, a penúria. O maior campo de refugiados do mundo, no Quênia, continua ameaçado de fechar. Sanções econômicas dos EUA continuam a levar o Afeganistão à fome.

No livro "History of White People", Painter nos lembra que o reconhecimento de povos do Leste Europeu como igualmente brancos no Ocidente foi objeto de disputa. Foi por ter admirado a beleza de um crânio oriundo das montanhas do Cáucaso na Rússia, aliás, que Blumenbach, em 1795, classificou o grupo europeu como caucasiano.

A anedota persiste e nos lembra que raça é, ao mesmo tempo, arbitrária e poderosa. No mesmo século 18, o termo "civilização" era inventado para separar europeus dos bárbaros colonizados (nós, no caso). Por baixo do derramar de sangue da guerra, desumano e inútil, reside paradoxalmente a chave para compreender a nossa humanidade: todos sangramos, nós que somos seletivos no olhar.

Thiago Amparo Folha de São Paulo, 03/03/2022

"Enfatizar que nossa dor é seletiva - geográfica e racial mente-não apaga a realidade da dor'' (2° parágrafo)


No trecho, a palavra "que" introduz uma oração com a função de:

Alternativas
Q2407915 Português

Texto l


A prata é pior do que o bronze?


Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.

Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.

A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.

O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.

Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.

Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.

Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.

É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.

Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.

Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.


Marina lIzidro

(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)

A palavra “se” é uma conjunção com valor condicional em:

Alternativas
Q2407913 Português

Texto l


A prata é pior do que o bronze?


Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.

Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.

A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.

O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.

Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.

Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.

Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.

É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.

Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.

Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.


Marina lIzidro

(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)

A palavra “que” é um pronome relativo, retomando elemento anterior, no seguinte trecho:

Alternativas
Q2407867 Português

Texto para as questões de 1 a 4.


1-----------Vivo só, com um criado. A casa em que moro é

----própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo

----tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há

4---bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a

----casa em que me criei na antiga rua de Matacavalos,

----dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que

7---desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as

----indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três

----janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e

10--salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é

----mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e

----grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a

13--espaço. Nos quatro cantos do teto, as figuras das estações,

----e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto,

----Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a

16--razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de

----Matacavalos, já ela estava assim decorada; vinha do

----decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter

19--sabor clássico e figuras antigas em pinturas americanas.

----O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha,

----flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro.

20--Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como

----outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é

----pacata, com a exterior, que é ruidosa.


---------------------------------------Machado de Assis. Dom Casmurro.

---------------------------------------Internet: <machado.mec.gov.br>.

A palavra “que” (linha 8) retoma o termo

Alternativas
Q2403648 Português

Texto 5 para responder às questões de 56 a 59.


----------------------------O riso


1------Eis a verdade: — o que sustenta, o que nutre, o que

-----dinamiza o futebol é a vaidade. Vejamos o juiz. É um

-----crucificado vitalício. Seja ele o próprio Abrahão Lincoln, o

4----próprio Robespierre, e a massa ignara e ululante o chamará

-----de gatuno. Dirá alguém que ele percebe um bom salário.

-----Nem assim, nem assim. Não há dinheiro que o compense e

7----redima, nenhum ordenado que o lave, que o purifique. E, no

-----entanto, ele não renuncia às suas funções nem por um

-----decreto. Pergunto: — por que esta obstinação? Amigos, a

10---vaidade o encouraça, a vaidade o torna inexpugnável, a

-----vaidade o ensurdece para as 200 mil bocas que urram: —

-----“Ladrão! Ladrão! Ladrão!”.

13-----O mesmo acontece com o craque, com o paredro,

-----com o técnico. O futebol os projeta e pendura nas

-----manchetes, e esta publicidade histérica constitui uma delícia

16---suprema. E ninguém é modesto, ninguém. Qualquer

-----jogador, ou qualquer dirigente, ou qualquer técnico tem a

-----torva e a vaidade de uma prima-dona gagá, cheia de

19---pelancas e de varizes. Eu disse que ninguém é modesto no

-----futebol. Em tempo retifico: — há, sim, uma única e escassa

-----figura, que, no meio do cabotinismo frenético e geral,

22---constitui uma exceção franciscana. Refiro-me ao esquecido,

-----ao desprezado, ao doce massagista.

1------A imprensa e o rádio falam de tudo, numa sádica e

25---minuciosa cobertura. Jamais, porém, um locutor, um

-----repórter lembrou-se de mencionar a atuação de um

-----massagista. Ele não merece, ao menos, uma citação

28---desprimorosa. Um bandeirinha consegue ser vaiado. Não o

-----massagista, que não inspira nada: — nem amor, nem ódio.

-----Dir-se-ia que o gandula é mais importante. E, no entanto,

31---apesar da humildade sufocante de suas funções, o

-----massagista pode ser uma dessas figuras capitais, que

33---resolvem o destino das batalhas.


-----------RODRIGUES, Nelson. À sombra das chuteiras imortais: crônicas

----de futebol. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 27 (fragmento).

No período “Não o massagista, que não inspira nada” (linhas 28 e 29), a palavra “que” tem função de

Alternativas
Q2400099 Português

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica abaixo.


1. Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.

2. Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu − e sua falta é mais importante para mim do que as reformas do ministério.

3. Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.

4. O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.

5. Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio − cor incomum em gatos comuns − e se dispunha a ajudarme na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.

6. Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio, pensei, dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.

7. Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, sim, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.

8. Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato “funciona” em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.

9. Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não sequestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.


(ANDRADE, Carlos Drummond. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020)

Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra (3o parágrafo).


No trecho acima, o pronome relativo “que” retoma o seguinte termo antecedente:

Alternativas
Respostas
881: B
882: C
883: B
884: D
885: A
886: B
887: D
888: A
889: E
890: B
891: C
892: D
893: D
894: A
895: C
896: D
897: D
898: A
899: A
900: B