Questões de Concurso
Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português
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I. O receptor envia a mensagem e o emissor a recebe.
II. A função referencial considera o contexto em primeiro lugar e busca transmitir uma informação objetiva.
III. Na função emotiva o contexto sempre é destacado e os verbos são empregados na terceira pessoa do singular.
Está correto o que se afirma em:

I. Há a presença da função apelativa da linguagem.
II. A imagem sugere que o carro proporcionará um modo melhor de se conhecer o mundo.
Está correto o que se afirma em
As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças sendo pequenas, sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas. Quem me dera saber escrever essas histórias, mas nunca fui capaz de aprender, e tenho pena.Além de ser preciso saber escolher as palavras, faz falta um certo jeito de contar, uma maneira muito certa e muito explicada, uma paciência muito grande – e a mim falta-me pelo menos a paciência, do que peço desculpa.
Se eu tivesse aquelas qualidades todas poderia contar, com pormenores, uma linda história que um dia inventei,mas que, assim como a vão ler, é apenas o resumo de uma história, que em duas palavras se diz …
(SARAMAGO, José. A Maior Flor do Mundo. [Ilustração: João Caetano] Lisboa: Editorial Caminho,
2001)
Texto 2
VISITA
Sobre a minha mesa, na redação do jornal, encontrei-o, numa tarde quente de verão. É um inseto que parece um aeroplano de quatro asas translúcidas e gosta de sobrevoar os açudes, os córregos e as poças de água. É um bicho do mato e não da cidade. Mas que fazia ali, sobre a minha mesa, em pleno coração da metrópole?
Parecia morto, mas notei que movia nervosamente as estranhas e minúsculas mandíbulas. Estava morrendo de sede, talvez pudesse salvá-lo. Peguei-o pelas asas e levei-o até o banheiro. Depois de acomodá-lo a um canto da pia, molhei a mão e deixei que a água pingasse sobre a sua cabeça e suas asas. Permaneceu imóvel. É, não tem mais jeito — pensei comigo. Mas eis que ele se estremece todo e move a boca molhada. A água tinha escorrido toda, era preciso arranjar um meio de mantê-la ao seu alcance sem, contudo afogá-lo. A outra pia talvez desse mais jeito. Transferi-o para lá, acomodei-o e voltei para a redação.
Mas a memória tomara outro rumo. Lá na minha terra, nosso grupo de meninos chamava esse bicho de macaquinho voador e era diversão nossa caçá-los, amarrá-los com uma linha e deixá-los voar acima de nossa cabeça. Lembrava também do açude, na fazenda, onde eles apareciam em formação de esquadrilha e pousavam na água escura. Mas que diabo fazia na avenida Rio Branco esse macaquinho voador? Teria ele voado do Coroatá até aqui, só para me encontrar? Seria ele uma estranha mensagem da natureza a este desertor?
Voltei ao banheiro e em tempo de evitar que o servente o matasse. “Não faça isso com o coitado!” “Coitado nada, esse bicho deve causar doença.” Tomei-o da mão do homem e o pus de novo na pia. O homem ficou espantado e saiu, sem saber que laços de afeição e história me ligavam àquele estranho ser. Ajeitei-o, dei-lhe água e voltei ao trabalho. Mas o tempo urgia, textos, notícias, telefonemas, fui para casa sem me lembrar mais dele.
GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris e outras crônicas. Para gostar de ler, 31. São Paulo: Ática, 2001. p. 88-89
I. A expressão “cá entre nós” (linha16) é característica do registro coloquial.
II. Há desvio quanto ao padrão culto em “aos quais ficamos hoje atracados o dia inteiro” (linhas 5-6).
III. Na passagem “Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da eletrônica” (linhas 19-21), predomina a função metalinguística.
IV. A função expressiva é evidenciada no seguinte fragmento de texto “não estou com a menor pressa de aderir à ‘nuvem’. Ainda gosto de manusear, apalpar, acariciar” (linhas 16-17).
Está correto o que se afirma em
I. Apesar de poder ser compreendida por todos os tipos de leitores, apresenta termos característicos de algumas áreas.
II. Caracteriza-se por ser absolutamente formal e rebuscada.
III. Prevalece, no texto dos quadrinhos, sua função fática.
Está correto o que se afirma em:
Verdade ou mentira, o que eu vou contar aqui é meio esquisito e merece ser lido com alguma atenção. [...]
Por mais impressionante que seja a história,procure controlar os nervos. [...]
Houve uma mulher que amou um amor de verdade.
Por mais estranho que pareça, foi isso que me contaram exatamente.
Um dia ela conheceu um homem, então descobriu que seu amanhecer já não era o mesmo, e os dois trocaram juras eternas, e, o que é mais fantástico ainda, essa mulher, pelo que consta, amou mesmo esse homem, só a ele,muito e sempre.
Parece que ele não era especialmente bonito,rico nem inteligente, era boa gente apenas e (segundo fontes seguras) tinha um sorriso engraçado.
Ela também era uma pessoa normal (pelo menos aparentemente) e só apresentou esse comportamento estapafúrdio em toda a sua vida.
Os motivos que levaram essa mulher a amar tanto esse tal homem, de forma tão descabida e excessiva, nunca ficaram provados.
Primeiro levantaram a hipótese de um surto de loucura passageiro. (Um atestado de insanidade resolveria a questão sem a necessidade de uma análise mais apurada.)Não era. [...]
O fato foi tomando proporções maiores à medida que o tempo passava e o amor daquela mulher não diminuía. [...]
Houve quem apostasse que aquele amor todo era mentira da mulher, com a clara intenção de aparecer na mídia. [...]
A mulher foi ficando meio assustada com aquela agonia de gente e flashes de repórter, confere daqui, examina de lá, até que acabou fugindo,coitada.Aquilo já estava impossível.
O homem ficou muito triste, é óbvio, por perder um amor assim tão interessante.
Há quem garanta que até hoje ele passa o dia bebendo na esquina e chora constantemente.
Dela, nunca mais se teve notícia.Possivelmente se auto exilou em algum lugar ignorado.
FALCÃO, Adriana. O doido da garrafa. São Paulo: Planeta,2003. p. 43-44. (Fragmento)
Ao dirigir-se ao leitor no último parágrafo do texto, o autor emprega a função referencial da linguagem, cujo objetivo é referir-se ao seu interlocutor, incentivando-o a tomar partido de uma opinião expressa no texto.
No texto, predomina a função fática, uma vez que o autor utiliza recursos da língua para chamar a atenção do leitor que é provavelmente o dono do cachorrinho.
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
-A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
- É .
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
Pode-se afirmar que a função de linguagem que predomina nesse trecho é a:

I. Há a presença da função apelativa da linguagem.
II. A imagem sugere que o carro proporcionará um modo melhor de se conhecer o mundo.
Está correto o que se afirma em
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, ASSINALE A ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE AS QUESTÕES DE 01 A 10.
Julgue as afirmações abaixo com base nas noções de níveis de língua e funções da linguagem.
I. Há desvio quanto ao padrão culto em “Até se pode dizer...” (linha 19).
II. No quinto parágrafo do texto (linhas 19-21), predomina a função metalinguística.
III. O verbo “começara” (linha 2) poderia ser substituído, sem prejuízo para o sentido e a correção gramatical, por “havia começado”.
IV. No primeiro parágrafo do texto (linhas 1-5), o autor transmite uma informação com base em dados e fatos históricos, sem tecer avaliações subjetivas. Por isso, pode-se afirmar que, nesse parágrafo, predomina a função referencial.
Está correto o que se afirma em





