Questões de Concurso
Sobre formas nominais do verbo (particípio, gerúndio, infinitivo) em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país.
Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a Associação Cresce-DF, já emitiu mais de 411 mil ingressos desde 2024, ampliando oportunidades para quem sonha com uma vaga no serviço público ou no ensino superior
Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Associação Cresce-DF, o projeto alcançou a marca de 126.209 estudantes atendidos somente no primeiro semestre de 2026. Desde sua criação, em julho de 2024, já foram emitidos mais de 411 mil ingressos para os aulões gratuitos voltados à preparação para concursos públicos e vestibulares, consolidando a iniciativa como uma das maiores ações de capacitação gratuita do país.
Voltado a estudantes de nível médio e superior, o Aprova DF oferece acesso gratuito a conteúdos especializados ministrados por professores experientes em disciplinas tradicionalmente cobradas nos principais certames do país, como língua portuguesa, matemática, redação, raciocínio lógico, informática, direito constitucional, direito administrativo, atualidades e realidade brasileira.
Com o objetivo de ampliar ainda mais as chances de aprovação dos participantes, a iniciativa passou por aprimoramentos em 2026. Entre as novidades está a inclusão da disciplina de Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), conteúdo considerado essencial para quem pretende disputar vagas em concursos públicos locais. A medida atende a uma demanda recorrente dos estudantes e reforça o compromisso do projeto com uma preparação cada vez mais alinhada às exigências dos certames.
Além das aulas, os participantes recebem material didático, apostilas impressas, kits escolares e alimentação, fatores que contribuem para a permanência dos estudantes e para o melhor aproveitamento do aprendizado. Os encontros são realizados aos fins de semana, possibilitando a participação de trabalhadores e de pessoas que precisam conciliar os estudos com outras atividades.
As inscrições são abertas por disciplina e podem ser feitas pelo site oficial do projeto (https://aprovadf.com.br) ou presencialmente no local das aulas. Caso ainda haja vagas disponíveis, os interessados também podem se inscrever nos dias de realização das atividades.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania. Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país. Sejus-DF, Brasília, jun. 2026. Disponível em: https://www.sejus.df.gov.br/w/aprova-df-ultrapassa-126-mil-estudantesem-2026-e-se-consolida-como-uma-das-maiores-iniciativas-gratuitas-d e-preparacao-para-concursos-do-pais. Acesso em: 20 ago. 2026.
"Voltado a estudantes de nível médio e superior, o Aprova DF oferece acesso gratuito a conteúdos especializados ministrados por professores experientes."
Considerando as regras de concordância verbal e nominal, analise as asserções a seguir:
I.O vocábulo 'voltado', particípio do verbo 'voltar', está flexionado corretamente no singular.
PORQUE
II. Por estar empregado no particípio e ser seguido da preposição 'a', o vocábulo 'voltado' permanece invariável, não estabelecendo concordância com nenhum termo da oração.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
Leia a tirinha abaixo para responder à questão a seguir.

transcrição do texto de cada quadrinho da tirinha:
• Primeiro quadrinho:
"Querido amigo de correspondência, me desculpe por não escrever seguidamente."
• Segundo quadrinho:
"Eu notei que tenho perdido muito tempo assistindo à TV."
• Terceiro quadrinho:
"A partir de agora eu vou utilizar o meu tempo melhor, fazendo coisas como ler livros e escrever cartas."
• Quarto quadrinho:
"Tenho que terminar agora porque meu programa favorito vai começar. Seu amigo, Charlie Brown."
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
'El Niño de proporções gigantescas': o alerta da ONU para fenômeno que põe planeta em 'águas desconhecidas'.
O mundo entrou em uma “zona de perigo de eventos climáticos extremos” à medida que os efeitos do El Niño começam a ser sentidos globalmente, alertou António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, divulgou os dados mais recentes sobre o fenômeno natural indicando que este El Niño pode ser o mais forte em mais de 70 anos e durar pelo menos até fevereiro de 2027.
O El Niño altera os padrões climáticos em diferentes partes do mundo, provocando secas em algumas regiões e tufões mais intensos e enchentes em outras. São esperadas, por exemplo, chuvas acima da média em partes do leste da África, do sul do Brasil e do sul dos Estados Unidos, aumentando o risco de enchentes.
Meteorologistas também afirmam que o El Niño elevará as temperaturas em alguns lugares, somando-se ao aumento da temperatura global provocado pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana.
“O El Niño está ganhando proporções gigantescas diante dos nossos olhos. A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão ficando mais quentes”, disse Guterres, da ONU.
A BBC conversou com governos e cientistas sobre as medidas adotadas em diferentes partes do mundo para reduzir o risco de mortes, deslocamentos de populações e danos ambientais. Sistemas de alerta precoce foram reforçados, assim como o envio preventivo de assistência médica, mas a intensidade deste episódio preocupa especialmente devido aos riscos para grupos mais vulneráveis.
A OMM, agência da ONU, afirmou ter realizado uma “grande mobilização” para fazer com que suas previsões sobre possíveis eventos climáticos extremos associados ao El Niño cheguem ao maior número possível de comunidades.
“O El Niño tem potencial para causar um enorme impacto em comunidades e economias de todo o mundo”, alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM. O El Niño é um fenômeno natural que se desenvolve no oceano Pacífico e está associado a uma mudança nos padrões dos ventos. Essa alteração permite que águas quentes avancem para leste e liberem calor na atmosfera.
A temperatura do mar nas regiões central e leste do Pacífico tropical subiu acentuadamente nos últimos meses — um sinal claro de que o El Niño está se intensificando.
Na principal região do Pacífico usada para acompanhar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar ficou mais de 2°C acima da média nas últimas semanas, nível que já colocaria este episódio na categoria de “muito forte”.
E a expectativa é que ultrapasse até mesmo esse patamar. As previsões indicam que, na média mensal, a temperatura da superfície do mar pode chegar perto de 4°C acima da média.
Isso faria deste o El Niño mais forte desde pelo menos 1950 — e possivelmente com grande folga em relação aos anteriores.
Abaixo da superfície do Pacífico, as temperaturas são ainda mais excepcionais: em alguns locais, estão mais de 8°C acima da média.
Temperaturas do mar acima do normal também são esperadas em outras partes do mundo, entre elas o oceano Índico, o Atlântico tropical e regiões próximas à costa da Austrália.
Por causa da rica vida marinha da Austrália, as alterações na temperatura dos oceanos são motivo de especial preocupação no país.
Nos últimos anos, a Austrália tem sido atingida por ondas de calor marinhas, impulsionadas pelas mudanças climáticas.
O El Niño é um fenômeno natural, mas tende a provocar o tipo de calor extremo que também contribui para esses desastres, disse à BBC Alistair Hobday, pesquisador-chefe da agência científica da Austrália.
Neste ano, as previsões de ondas de calor marinhas indicam que a Grande Barreira de Corais será poupada das condições mais severas, dando aos corais mais tempo para se recuperar.
"[Mas] o sul da Austrália vem sofrendo impactos severos”, disse Hobday.
Na última vez em que uma onda de calor marinha atingiu o sul da Austrália e a Tasmânia, pinguins ficaram sem alimento, houve mortandade de peixes, proliferação de algas que reduziu os níveis de oxigênio na água e aumento na presença de águas-vivas.
A Austrália adotou recentemente sistemas de alerta antecipado para eventos extremos no mar. Com isso, é possível, por exemplo, organizar apoio financeiro ao setor pesqueiro, transferir espécies essenciais para áreas mais seguras e reforçar o monitoramento dos corais.
Mas este episódio caminha para ser sem precedentes — e Hobday admite estar bastante preocupado.
STALLARD, Esme; POYNTING, Mark; DALE, Becky. 'El Niño de proporções gigantescas': o alerta da ONU para o fenômeno que põe planeta em 'águas desconhecidas'. BBC News Brasil, 3 set. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2q5nl0pg3o. Acesso em: 17 set. 2026.
"A temperatura do mar nas regiões central e leste do Pacífico tropical subiu acentuadamente nos últimos meses — um sinal claro de que o El Niño está se intensificando."
Considerando o sentido assumido pela palavra 'intensificando' no contexto, assinale a alternativa que apresenta um termo que pode substituí-la sem prejuízo do sentido essencial.
Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.
No texto, os “deveres simples” (segundo parágrafo) que o avô cumpria, voltados para o tratamento do gado e a criação dos filhos, são descritos por formas verbais no infinitivo.

Leia o período:
"É necessário que os setores responsáveis mantenham atualizados os registros e que permaneçam disponíveis as informações solicitadas pela auditoria."
Considerando a estrutura sintática do período e as regras de concordância da norma-padrão, assinale a alternativa CORRETA.
Considerando os vícios de linguagem tradicionalmente classificados pela norma de uso formal da língua portuguesa, analise a oração acima e identifique o vício de linguagem presente na construção.
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão
As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial?
Por Leonardo Assis, pesquisador do Laboratório de Cultura, Informação e Sociedade da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP
Nos últimos anos, a inteligência artificial generativa deixou de ser apenas uma curiosidade tecnológica para ocupar um papel crescente na produção da informação. O primeiro impacto desse fenômeno foi percebido no campo da comunicação científica. A partir de 2022, artigos, resumos, revisões de literatura e diferentes tipos de textos passaram a ser produzidos com auxílio desses sistemas, inaugurando um novo momento na história da produção do conhecimento.
Agora, essa mesma discussão chega a outro espaço. Ela sai do ambiente predominantemente digital da produção informacional e alcança uma dimensão concreta e pública: os acervos das bibliotecas.
Recentemente, um estudo realizado nos Estados Unidos com cerca de 700 bibliotecas públicas procurou compreender como essas instituições estão lidando com materiais produzidos por inteligência artificial. Os resultados revelaram um cenário de incertezas. Algumas bibliotecas declararam não aceitar esse tipo de material em seus acervos. Outras ainda tentam entender como identificar, avaliar e organizar essas produções.
A questão parece simples: obras produzidas por inteligência artificial devem ou não fazer parte dos acervos das bibliotecas? Mas talvez essa não seja a pergunta mais interessante.
A simples exclusão pouco acrescenta ao debate. É compreensível que bibliotecas estejam preocupadas com a qualidade da informação, a confiabilidade dos conteúdos e os critérios utilizados para selecionar aquilo que será preservado e disponibilizado ao público. No entanto, a recusa não responde a uma questão mais profunda: o que torna uma obra digna de ser preservada?
Se olharmos para a história das bibliotecas, perceberemos que a autoria nunca foi o único critério utilizado para legitimar uma obra. Diversos textos filosóficos chegaram até nós com autoria incerta ou contestada. O mesmo pode ser dito de obras religiosas que atravessaram séculos sendo traduzidas, reinterpretadas e transmitidas por diferentes grupos sociais. Ainda assim, continuam presentes em bibliotecas do mundo inteiro.
O que garantiu a permanência desses documentos não foi apenas a certeza sobre quem os escreveu. Foi o significado que adquiriram ao longo do tempo. Talvez a pergunta não seja “quem escreveu esta obra?”, mas “por que esta obra é significativa para uma comunidade?”. Essa mudança de perspectiva desloca o debate da tecnologia para a cultura.
Ao longo da história, inúmeras obras foram preservadas porque determinados grupos sociais lhes atribuíram relevância intelectual, religiosa, política, científica ou simbólica. Bibliotecas não preservam apenas autores. Bibliotecas preservam significados.
Também é importante reconhecer que a produção intelectual contemporânea já ocorre em ambientes profundamente mediados por tecnologias. Editores de texto corrigem frases automaticamente.
Softwares sugerem estruturas narrativas. Programas editam imagens. Algoritmos organizam conteúdos e influenciam processos criativos. A inteligência artificial não inaugura essa mediação tecnológica da cultura. Ela amplia sua escala e sua capacidade de intervenção.
Isso não significa ignorar os riscos. Obras produzidas por inteligência artificial exigem mecanismos de avaliação, transparência e contextualização. Bibliotecas precisam desenvolver formas de identificar esses materiais, compreender seus processos de produção e estabelecer critérios adequados para sua seleção e organização. Trata-se de uma preocupação legítima e necessária. Mas a simples recusa talvez seja insuficiente.
Se determinadas produções passarem a influenciar comunidades, formar opiniões, registrar experiências, expressar identidades ou representar momentos históricos específicos, elas inevitavelmente se tornarão objetos de interesse para bibliotecas, pesquisadores e instituições de memória. Nesse ponto, a discussão deixa de ser apenas tecnológica. O que está em jogo é a própria construção do valor cultural.
Uma obra não se torna relevante apenas porque foi produzida por um ser humano. Ela se torna relevante quando uma sociedade passa a reconhecê-la como importante para compreender o mundo, transmitir conhecimentos, construir identidades ou preservar memórias. Por essa razão, a questão central não parece repousar na aceitação ou rejeição desses materiais. A questão central está em compreender quais deles serão capazes de adquirir significado social ao longo do tempo.
Bibliotecas sempre preservaram aquilo que diferentes sociedades consideraram relevante para sua memória e para sua produção simbólica. O desafio colocado pela inteligência artificial é decidir se algumas dessas novas produções também serão reconhecidas dessa forma.
No fundo, essa não é apenas uma discussão do campo dos Estudos da Informação. É uma discussão da própria sociedade sobre confiança, legitimidade, memória e cultura. O que estamos debatendo não é apenas a presença da inteligência artificial nas bibliotecas, mas quais produções serão consideradas significativas para nossa experiência coletiva e, consequentemente, dignas de serem preservadas para as próximas gerações.
Talvez o verdadeiro desafio não seja descobrir se uma inteligência artificial pode produzir uma obra. O desafio talvez seja compreender quais produções geradas por inteligência artificial a sociedade decidirá transformar em patrimônio cultural.
Fonte: https://jornal.usp.br/artigos/as-bibliotecas-devem-recusar-obras-produzidas-por-inteligencia-artificial/ Acesso em 15 ago. 2026. (Adaptado)
“Isso não significa ignorar os riscos. Obras produzidas por inteligência artificial exigem mecanismos de avaliação, transparência e contextualização. Bibliotecas precisam desenvolver formas de identificar esses materiais, compreender seus processos de produção e estabelecer critérios adequados para sua seleção e organização. Trata-se de uma preocupação legítima e necessária. Mas a simples recusa talvez seja insuficiente.”
Assinale a alternativa que indica corretamente as classes de palavras destacadas no texto, tendo em vista o contexto frasal.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.
A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.
Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."
É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".
Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".
O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.
Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.
Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.
"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.
Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.
Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.
Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.
Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".
Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.
"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.
Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.
Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.
Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.
A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.
"Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele 'ficou viciado' e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais."
Assinale a alternativa que reescreve de forma CORRETA o trecho, empregando tempos verbais coerentes com a norma-padrão e mantendo o sentido.
A era da atenção fragmentada
A economia digital transformou a atenção em um dos ativos mais valiosos do mundo contemporâneo. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos foram projetados para manter usuários engajados o maior tempo possível através dos princípios da economia da atenção, isto é, não apenas capturando atenção, mas aprendendo continuamente como sustentá-la.
Como consequência, milhões de pessoas passaram a alternar constantemente entre mensagens, notificações, vídeos, e-mails e múltiplas tarefas simultâneas. O resultado é um cérebro submetido a fragmentação contínua da atenção.
A concentração profunda tornou-se mais difícil. O silêncio mental tornou-se raro. E o cansaço cognitivo passou a fazer parte da rotina de muitas pessoas. O cérebro humano não foi desenvolvido para permanecer tantas horas por dia exposto a estímulos rápidos, variáveis e ininterruptos. Ansiedade, irritabilidade, fadiga mental, dificuldade de foco e sensação constante de esgotamento passaram a aparecer cada vez mais cedo, inclusive, entre adolescentes e jovens adultos.
A hiperconectividade também dissolveu fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Em muitos ambientes profissionais, estar disponível o tempo todo deixou de ser exceção e passou a funcionar como expectativa silenciosa.
Mensagens chegam fora do expediente, reuniões ocupam espaços antes destinados ao descanso e a sensação de urgência tornou-se permanente. Mesmo nos momentos de pausa, muitas pessoas continuam emocionalmente conectadas ao trabalho. Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.
Esse padrão impede períodos reais de recuperação psíquica. O corpo pode até parar, mas a mente permanece em estado de alerta mesmo aos finais de semana. Com o tempo, essa dinâmica favorece exaustão emocional, queda de produtividade, dificuldade de concentração e sintomas associados ao burnout.
A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo. O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar mundial em tempo de exposição às telas digitais. Em média, cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.
A tecnologia, por si só, não é a inimiga. Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, atendimento psicológico on-line, redes de apoio, flexibilização do trabalho e recursos voltados ao bem-estar emocional. O desafio contemporâneo não é abandonar a tecnologia, mas aprender a construir uma relação mais saudável com ela.
As plataformas continuarão disputando nossa atenção. Mas nenhuma sociedade permanece emocionalmente saudável quando perde a capacidade de silêncio, profundidade e presença.
(Por Cristiano Nabuco. Disponível em: https://www.saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra. Acesso junho de 2026. Fragmento.)
Com base no processo de formação do período acima, analise as afirmativas:
I.O período é composto porque apresenta duas orações: a principal, organizada em torno do verbo 'destinou' e uma oração reduzida de gerúndio, introduzida pelo verbo 'tornando', que indica a consequência da ação praticada pela Santos Brasil.
II.O período é simples porque, apesar de apresentar o gerúndio 'tornando', essa forma verbal não constitui uma oração independente, sendo apenas um complemento do verbo principal 'destinou', o que mantém o período com uma única oração.
III.Se a construção fosse 'A Santos Brasil é uma grande empresa', haveria apenas uma frase, pois a forma verbal 'é' é de ligação e não expressa ação, não sendo suficiente para formar uma oração.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano de 2025. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026. As perdas correspondem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix. Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.
O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas. A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.
“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital.”
O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações. Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)
( ) O vocábulo perdedor pertence à mesma família de palavras do termo perda, pois compartilha o mesmo radical e origem morfológica.
( ) Na norma padrão escrita do português, a expressão foi uma grande perca financeira é considerada correta, sendo perca um substantivo equivalente a perda.
( ) A palavra perdido (como em dinheiro perdido) também é um elemento cognato que pertence à mesma família morfológica de perder.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Texto para o item.
Inteligência artificial ajuda a entender e
combater o comportamento sedentário
Quando um novo ano começa, muita gente coloca, entre suas resoluções, vencer o sedentarismo. Esse problema está relacionado, sobretudo, ao excesso de tempo em comportamentos de baixo gasto energético. Uma pessoa pode, por exemplo, passar de oito a dez horas sentada no trabalho e ainda frequentar a academia regularmente. Nesse caso, ela é fisicamente ativa, mas apresenta um alto nível de comportamento sedentário.
Pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artificial da Unicamp investigam aplicações de IA para saúde e bem‑estar, incluindo a detecção do comportamento sedentário por meio de dispositivos vestíveis, como smartwatches e anéis inteligentes. O objetivo é emitir alertas preventivos antes que ocorram problemas críticos de saúde.
Embora sensores estimem os níveis de atividade física, o grande desafio é identificar com precisão o comportamento sedentário no cotidiano, já que pequenos gestos repetitivos das mãos podem confundir os aparelhos. Para solucionar esse problema, pesquisadores desenvolveram a rede neural XNet, um modelo que analisa não apenas o movimento bruto, mas também a repetição e a frequência desses gestos.
A detecção automática do comportamento sedentário abre caminho para intervenções personalizadas, como alertas para pausas ativas e metas diárias adaptadas à rotina de cada pessoa. Mais do que estimular a prática de exercícios, essas estratégias valorizam pequenas mudanças no cotidiano, reduzindo o tempo contínuo que o indivíduo passa sentado.
Do ponto de vista fisiológico, o comportamento sedentário é definido por atividades com gasto energético muito baixo, geralmente abaixo de 1,5 MET (múltiplo equivalente metabólico). A quantificação em METs permite classificar as atividades do dia a dia, enquadrando o ato de permanecer sentado ou deitado por longos períodos no nível mais baixo dessa escala.
Em uma rotina de escritório, o ideal é levantar‑se a cada hora, por cerca de três minutos, para caminhar um pouco. Assim, os sistemas de monitoramento funcionam como aliados para que o usuário estabeleça metas, permitindo que ele faça escolhas mais saudáveis a partir do próprio histórico de dados.
Internet: <jornal.unicamp.br>

CAZO. Feriado na quinta. Disponível em <https://www.instagram.com/stories/highlights/1822396
5331127643/>.
Que elemento linguístico é responsável pela produção do humor na charge acima?
“Além de entrar na cadeia alimentar por meio de frutos do mar, as pessoas podem inalar microplásticos do ar, ingeri-los na água e os absorver através da pele”.
É correto afirmar que a forma verbal destacada está no:
Em relação aos verbos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
