Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
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Uma psicóloga clínica que fez parte da equipe que trabalhou para retirá-la da instituição contou ao programa de rádio da BBC sobre o processo que se estendeu por longos nove anos.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cdelz9jwp8do.adaptado)
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
A divisão silábica segue regras fonológicas e ortográficas que determinam como as palavras são separadas em sílabas (KREIDLER, 2016).
Assinale a alternativa correta em relação à divisão silábica.
Os impactos ambientais da computação
Intensivo em uso de energia e água, o setor responde por 1,7% das emissões de carbono na atmosfera; uma nova área de pesquisa surge para lidar com o problema
Parte essencial da vida moderna, a computação
está em todos os lugares. É difícil imaginar o
cotidiano sem os recursos do mundo digital, como
internet, redes sociais, streaming de vídeo,
programas de inteligência artificial e os mais variados
aplicativos. Governos, organizações e empresas de
diversos setores dependem cada vez mais das
tecnologias da informação e comunicação (TIC). O
crescente aumento da demanda computacional,
contudo, gera impactos no meio ambiente. Estima-se
que entre 5% e 9% da energia elétrica consumida no
mundo se destine à infraestrutura de TI e
comunicações em geral e ao seu uso. A Agência
Internacional de Energia (IEA) alerta para uma
tendência de forte aumento nessa demanda. O gasto
energético de data centers, instalações com robusto
poder de armazenamento e processamento de dados,
e dos setores de inteligência artificial (IA) e
criptomoedas, segundo a entidade, poderá dobrar no
mundo em 2026 em relação a 2022, quando foi de
460 terawatts-hora (TWh) – naquele mesmo ano, o
Brasil consumiu 508 TWh de energia elétrica.
“O uso de energia é inerente à computação”, constata a cientista da computação Sarajane Marques Peres, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e pesquisadora do Centro de Inteligência Artificial C4AI, financiado por FAPESP e IBM. [...]
“Todas as nossas atividades digitais, como navegar na internet, acessar redes sociais, participar de videoconferências e enviar fotos para os amigos, têm, em última instância, efeitos sobre o ambiente”, aponta a cientista da computação Thais Batista, presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e professora do Departamento de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A energia destinada aos data centers é usada não apenas para a operação dos servidores, mas também para manter em funcionamento seu sistema de refrigeração. “Por trabalharem sem parar em processamento numérico, os computadores aquecem, emitem calor e precisam ser resfriados e mantidos em uma temperatura razoavelmente baixa”, ressalta o cientista da computação Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. “A depender da matriz que produz essa energia, haverá mais ou menos efeitos nocivos no ambiente”, afirma Peres, referindo-se à emissão de dióxido de carbono (CO₂) quando são queimados combustíveis fósseis para a obtenção da energia elétrica utilizada.
Google, Microsoft, Apple, Amazon e outras grandes multinacionais de tecnologia, as chamadas big techs, comprometeram-se a zerar suas emissões de carbono até 2030 – segundo especialistas ouvidos pela reportagem, não há indícios de que esse objetivo possa ser atingido. Em 2023, último ano com dados disponíveis, as emissões dessas companhias cresceram principalmente por causa dos sistemas de inteligência artificial, que demandam grande poder de processamento – e, portanto, elevada carga energética – para serem treinados e funcionar.
O aumento do consumo de energia e da emissão de carbono não é o único fator que preocupa. O uso intensivo de água por data centers para manter em operação seus sistemas de refrigeração, bem como a emissão de calor no ambiente, também acendem um sinal de alerta. “O consumo hídrico é uma preocupação mais recente, visto que a maioria dos grandes data centers usa refrigeração líquida para seus equipamentos de grande porte”, ressalta o bacharel em computação científica Álvaro Luiz Fazenda, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de São José dos Campos. Uma das soluções é usar fontes de água não potável para realizar os processos de resfriamento.
A exploração muitas vezes insustentável de elementos terras-raras e outros minerais, como silício, cobre e lítio, usados para a produção de discos rígidos, chips e baterias, e o descarte de computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos que rapidamente se tornam obsoletos, também elevam a pressão da computação sobre os ecossistemas. [...]
Buscando enfrentar o problema, uma nova área de estudos, conhecida como computação verde ou sustentável, tem ganhado força no Brasil e no mundo. “Ela se refere ao conjunto de práticas, técnicas e procedimentos aplicados à fabricação, ao uso e ao descarte de sistemas computacionais com a finalidade de minimizar seu impacto ambiental”, explica o pesquisador da UFABC.
A fim de alcançar esse objetivo, várias práticas têm sido propostas, como elevar a eficiência energética de hardwares e softwares, permitindo que realizem as mesmas operações consumindo menos energia. Projetar sistemas mais duradouros, reparáveis e recicláveis, que reduzam a geração de lixo eletrônico, é outra abordagem, assim como priorizar o emprego de materiais sustentáveis na produção e operação de dispositivos computacionais e o uso de energias renováveis em data centers. [...]
Reduzir o gasto energético dos sistemas de inteligência artificial foi o que tentaram fazer os pesquisadores da startup chinesa DeepSeek. O chatbot DeepSeek-V3, lançado no fim de janeiro, causou surpresa ao apresentar desempenho comparável ao dos modelos da OpenAI e do Google, mas com custo substancialmente menor.
“O DeepSeek é um exemplo de que é possível desenvolver IA de boa qualidade usando menos recursos computacionais e energia”, ressalta o cientista da computação Daniel de Angelis Cordeiro, da EACH-USP. “Investir em pesquisa de algoritmos mais eficientes e em melhorias na gestão dos recursos computacionais usados nas etapas de treinamento e inferência pode contribuir para a criação de uma IA mais sustentável.” [...]
Adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactosambientais-da-computacao/ Acesso em: 15 mar. 2025.
Qual das afirmações a seguir apresenta a definição mais precisa sobre sílaba e divisão silábica?
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
"Sem arte, a vida fica muito triste": como a prática de atividades culturais melhora a saúde mental
Por William Mansque

(Disponivel em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2025/04/sem-arte-a-vida-fica-muito-tristecomo-a-pratica-de-atividades-culturais-melhora-a-saude-mental.html - texto adaptado especialmente para esta prova).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como é por dentro outra pessoa?
-
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
-
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Sobre os aspectos fonológicos presentes nas palavras do texto, considere as assertivas a seguir.
I. Na palavra "verdadeiro", ocorre um encontro consonantal imperfeito e um ditongo decrescente.
II. A palavra "outrem" apresenta um hiato.
III. A palavra "possível" contém um dígrafo.
IV. Na palavra "alma", há um encontro consonantal perfeito.
V. Na palavra "sonhar", há dígrafo.
Está CORRETO o que se afirma em:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por que no clima frio é mais difícil para o corpo combater doenças respiratórias
“Pois a chegada do inverno resolve as doenças do verão, e a chegada do verão elimina as do inverno”, escreveu o homem considerado “o pai da medicina”, o médico e filósofo grego Hipócrates, em 400 a.C.
Esse relato é considerado o mais antigo estudo registrado sobre a variabilidade sazonal de uma doença, a saber, a gripe. Entretanto, o motivo pelo qual algumas doenças são periódicas foi um mistério que intrigou os cientistas até a era moderna.
Especialmente no inverno, o ar frio e seco e a falta de luz solar afetam negativamente nossa capacidade de evitar infecções respiratórias, como os vários tipos de vírus influenza, que causam a gripe ou o coronavírus da Convid-19.
Respirar um ar mais frio e seco de fato altera o funcionamento do sistema imunológico, afirma Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale e pesquisadora do Howard Hughes Medical Institute, nos Estados Unidos.
Em um artigo de 2015, Iwasaki e seus colegas demonstraram que no clima frio as células que revestem as vias aéreas de camundongos produziam menos moléculas chamadas interferons quando estavam mais frias. Os interferons são uma classe de proteínas que soam o alarme de um vírus, chamando as células imunológicas, que com sorte, conseguem interromper o processo de infecção.
“Desde que esse estudo foi publicado, tenho dito aos meus filhos para usarem um lenço em volta do nariz — e atualmente, obviamente, máscaras – porque isso permite que a temperatura permaneça mais quente no nariz”, diz Iwasaki.
Mais recentemente, Iwasaki e sua equipe descobriram que a baixa umidade também pode diminuir a primeira linha de defesa do corpo: o muco nasal. As vias aéreas são revestidas com a substância viscosa (o muco) e, abaixo dela, com cílios, que servem como pequenas pás semelhantes a dedos usadas em todo o reino animal para se movimentar.
Esses dois componentes trabalham juntos como uma correia transportadora: O muco retém a sujeira e os cílios batem juntos para mover o muco para fora do corpo pelo nariz e pela boca. Alguém precisa de um lenço?
Esse processo é chamado de depuração mucociliar, e o ar frio e seco não é seu amigo. Como a baixa umidade, as camadas de muco ficam mais em nossos rostos e gargantas, ela interrompe o movimento dos cílios, tornando mais difícil para o corpo expulsar qualquer vírus invasor.
“Então, essas coisas acontecem quando inalamos ar seco e, combinadas com o ar frio, estamos realmente sobrecarregando a resposta imunológica do hospedeiro, de modo que não somos mais capazes de combater bem essas infecções virais”, explica Iwasaki.
Iwasaki recomenda comprar um umidificador e manter sua casa com 40 a 60% de umidade. “Dessa forma, não apenas ajudamos nossa resposta imunológica aos patógenos, mas também, no ar úmido, as partículas que contêm vírus acumulam água”, diz ela. “Em vez de serem transportadas pelo ar, elas caem no chão.”
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/06/por-queno-clima-frio-e-mais-dificil-para-o-corpo-combater-doencas-respiratorias (adaptado).
Leia o texto para responder à próxima questão.
Soneto a tua volta. (J.G. de Araújo Jorge).
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
Leia o texto para responder à próxima questão.
Soneto a tua volta. (J.G. de Araújo Jorge).
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
Leia o texto para responder à próxima questão.
A beleza da simplicidade. (Isaías Costa).

https://www.google.com.br/search?q
Eu li um pequeno texto de autoria desconhecida e fiquei refletindo a respeito da simplicidade, algo que está sendo cada vez mais posto de lado no mundo de hoje, um mundo consumista, que coloca a felicidade nas coisas e na conta bancária, mas será que a felicidade está nisso? Eu vejo que nós buscamos tanta coisa que não é essencial, mas supérflua, nem nos damos conta que aquilo poderia não ser buscado e a nossa vida ainda assim continuaria a mesma, ou até melhor. Acho que devemos parar para refletir. O que é realmente essencial na minha vida? Será que eu realmente preciso do produto x para ser mais feliz? Será que eu não estou me sacrificando por algo que não vai me satisfazer de verdade? Será que eu não estou deixando de valorizar as pequenas coisas da vida em detrimento do meu trabalho? Pense sobre isso… Eis então o texto.
“O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.
A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções. Ela experimenta a alegria de ser, apenas. Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância. Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida. Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer. A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.”
A ideia central desse texto é sobre o ESSENCIAL. Acho que todos devem conhecer a frase mais famosa do livro O pequeno príncipe, que diz: “O essencial é invisível aos olhos”. Linda frase, mas que a maior parte das pessoas não põe em prática na vida. Por que o essencial é invisível aos olhos? Porque o essencial são os relacionamentos interpessoais, o amor pelos pais, pelos irmãos, pela família, pelo marido, pela esposa, pelos filhos. O essencial é aquele aconchego de uma bela casa, aquela caminha macia que você se deita todas as noites para dormir, aquele café da manhã com cheirinho de orvalho, aquele sorriso no rosto da pessoa amada etc. Isso é o essencial, que faz a nossa vida ter sentido e alegria. Os que ficam achando que o essencial é aquele belo carro importado, ou aquele casarão de frente pro mar, ou aquele restaurante chique que se paga até para espirrar, ou aquele computador, iphone, smartphone e o diabo a quatro de parafernálias eletrônicas que se vendem por aí, vão ficar velhos gagás e vão continuar infelizes, buscando a felicidade em lugares e coisas que nunca vão achar. Portanto, amigos, vamos colocar essa linda frase do pequeno príncipe na nossa vida e deixar de ficar apenas no discurso bonito, apenas ficar repetindo essa frase por aí não quer dizer muita coisa. É a vida que diz o que é essencial ou não.


Leia o Texto II e responda à questão.
Texto II

Disponível em: <https://www.instagram.com>. Acesso em: 27 out. 2024.