Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
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A alternativa abaixo que apresenta palavras grafadas corretamente com o mesmo dígrafo da palavra destacada no texto é:
Vegetais quentinhos
Não estamos falando de legumes recém-cozidos, mas de plantas que podem gerar seu próprio calor!
Muitas reações químicas que ocorrem dentro dos corpos dos seres vivos liberam energia na forma de calor. Quando sentimos frio, por exemplo, trememos para que nossos músculos liberem calor ao se contraírem. Alguns organismos aproveitam esse calor metabólico para controlar a temperatura do próprio corpo, sendo chamados endotérmicos. Ao fazerem isso, eles conseguem manter estáveis importantes funções vitais, como a digestão, mesmo em dias muito frios.
Mas o que poucas pessoas sabem é que também existem plantas endotérmicas!
Para muitas espécies de plantas, é importante manter as flores aquecidas. As flores são órgãos reprodutivos e, por isso, muito importantes para a planta. E a temperatura é um fator fundamental para o crescimento e o desenvolvimento da flor, para a germinação do pólen e até mesmo para atrair polinizadores.
As plantas geralmente se aquecem usando o calor do Sol, e muitas desenvolveram flores com características (tamanho, posição, direcionamento, forma e cores) que favorecem a captação da radiação solar. Mas algumas espécies, de pelo menos 11 famílias de plantas diferentes, se aquecem por conta própria.
A maioria das flores endotérmicas usa o calor para garantir a polinização, já que as flores quentinhas atraem insetos que buscam se aquecer. Em alguns casos, o calor também ajuda a dispersar o cheiro das flores, atraindo polinizadores a maiores distâncias. Um detalhe interessante é que muitas dessas flores endotérmicas são polinizadas por moscas e besouros saprófagos − que se alimentam de restos de animais e vegetais − e, por isso, o perfume que espalham lembra carne podre ou fezes frescas. Não é que espalhar fedor pode ter lá suas vantagens?!
(https://chc.org.br/artigo/vegetais-quentinhos/)
Assinale a opção correta quanto à divisão silábica dos vocábulos mencionados.
Assinale a opção em que todos os vocábulos possuem apenas encontro vocálico oral.
Assinale a opção em que todos os vocábulos possuem dígrafo consonantal.
Etólogo(a)!
Quem tem um cachorro ou um gato adoraria descobrir o que passa na cabeça desses bichinhos. É ou não é? E quem nunca desejou saber por que outros animais, como macacos ou golfinhos, se comportam de determinada forma, ou quis entender o que eles sentem e do que gostam? Pois existem pessoas que usam métodos de pesquisa muito criativos e eficientes para poder responder a essas perguntas! São os(as) etólogos(as), profissionais que se dedicam a estudar o comportamento, a inteligência e as emoções animais.
Observação dos animais
A palavra etologia vem do grego e quer dizer "estudo do hábito ou do costume", que já diz muito sobre a profissão: "Cada vez mais a ciência reconhece a importância de entendermos o comportamento dos animais. A partir desses estudos, conseguimos entender a evolução, o desenvolvimento, a função e o funcionamento de várias capacidades dos bichos, além de sugerir melhores formas de lidar com eles", explica a bióloga e etóloga Natalia de Souza Albuquerque, doutora, pela Universidade de São Paulo (USP), em comportamento animal.
Natalia já trabalhou com cachorros, gatos, cabras, tartarugas marinhas, macacos-prego e até golfinhos selvagens! Cada projeto traz sua experiência e aprendizado. Mas, em comum, o que define os(as) etólogos(as) é a observação dos outros animais. "Seja com binóculos ou com câmeras de vídeo, observamos o que os bichos estão fazendo em situações como alimentação, reprodução, interação com outro animal etc., e depois analisamos esses registros", conta.
Com programas cada vez mais avançados de computador, os(as) etólogos(as) verificam, segundo a segundo, as imagens gravadas. Foi assim no projeto mais recente da Natalia, que pesquisava a expressão de emoções em cães domésticos. "Passamos alguns meses codificando os vídeos, quer dizer, utilizamos programas específicos que nos ajudam a olhar em detalhes tudo o que o indivíduo fez durante nosso teste. Depois, analisamos os resultados das nossas observações", explica.
(https://chc.org.br/artigo/etologoa/)
Em relação à separação silábica dos vocábulos retirados do texto, analise as afirmativas:
I. São trissílabas 'programas', 'nossas' e 'imagens'.
II. 'Observações' = o-bser- va-ções = polissílaba.
III. 'cães' = cã-es = dissílaba.
IV. 'tudo' é dissílaba, assim como 'meio'.
V. 'interação', 'alimentação' e ' emoções' são polissílabas.
Estão corretas:
Assinale que corresponde a ordem correta dos encontros vocálicos nos substantivos dos trechos:
1. “Brincava com nossas crianças’’.
2. ‘‘Deixou boas impressões por aqui”
3. “Eu não posso descrever o efeito do álcool.”
4. “Saio para a rua.”
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:

(Autor: Pietro Soldi)

(Autor: Pietro Soldi)
I.As palavras 'ouro', 'ator' e 'istmo' são dissílabas.
II.As palavras 'pneu', 'reis' e 'breu' são monossílabas.
III.As palavras 'revista', 'cirurgião' e 'escrivão' são trissílabas.
IV.'Subscrito' é uma palavra trissílaba.
Estão corretas:
I.Averiguar = a-ve-ri-guar = polissílaba.
II.Doido = doi-do = dissílaba.
III.Parceria = par-ce-ri-a = polissílaba.
IV.Ruptura = ru-ptu-ra = trissílaba.
V.Queijo = que-i-jo = trissílaba.
Estão corretas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cuidado com o Pé de Garrafa
Nem bem entraram na mata, os homens foram surpreendidos por um assovio muito alto, tão alto que doeu os ouvidos: fiiiuuú!!! Todos que estavam agachados, deixando suas ferramentas no chão, ficaram de pé, em alerta, assustados. "O que foi isso?", disse um deles, e os outros deram de ombros. Os olhos de todos estavam arregalados, e os corpos quentes, em alerta, estavam prontos para correr. Mas, por que esse pânico todo? Primeiro, porque sabiam que o que iriam fazer na floresta não era certo. Afinal, eles tinham uma fileira de árvores para derrubar e um monte de bichos para caçar. Segundo, porque se lembraram de uma história horripilante contada pelos habitantes locais, a história do Pé de Garrafa!
Quem é esse? Nem queira saber! Mas quem mora lá pelas bandas do Mato Grosso do Sul sabe bem quem é. O Pé de Garrafa é um monstro que não se parece com nada que conhecemos. Não é gente, nem é bicho. Na cabeça, no lugar de cabelo, traz uns trapos de pano podre. Tem uma perna só, com o pé com um casco que deixa um rastro redondo por onde passa, como o fundo de uma garrafa. Por isso, claro, é conhecido como Pé de Garrafa.
Às sextas-feiras, por volta da meia-noite, é o momento preferido do monstro aparecer. Mas, se ele sente que a mata vai ser invadida, ele aparece a qualquer hora. Primeiro, dá o seu assobio, que é ouvido somente por caçadores ou pessoas mal-intencionadas. Quem escuta se confunde, pois o som ecoa para todos os lados. É aí que armadilha começa. A pessoa se perde na floresta, fica desorientada com o assobio e se embrenha na mata.
Quem voltou para contar diz que sentiu um vento nas costas enquanto corria sem parar, parecia um bater de asas muito pesadas ou encharcadas de água. Dizem que o Pé de Garrafa voa e parece ter asas de ema. Do alto, ele grita, e grita forte, por umas duas horas sem parar. É para todo mundo ouvir, da mata ou da cidade.
*O Pé de Garrafa é uma lenda brasileira, contada por moradores do Mato Grosso do Sul, mas que também é conhecida em outros estados brasileiros. Em algumas versões, ele ganha o nome de Troá, além de pernas de aves, pelos e espinhos. Esta versão foi livremente adaptada pela CHC.
(https://chc.org.br/artigo/cuidado-com-o-pe-de-garrafa/)