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Questões de Concurso Sobre fonologia em português

Foram encontradas 6.092 questões

Q3228952 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um comportamento fascinante

Aprisionar o ar em bolhas para respirar debaixo d'água é um movimento praticado por alguns tipos de insetos e aracnídeos, como besouros aquáticos e aranhas-de-sino-mergulhadoras. Até agora, os anolis são os únicos animais com espinha dorsal conhecidos por respirar usando bolhas.

"Este é um comportamento fascinante em lagartos", disse o Dr. Earyn McGee, um herpetologista especializado em lagartos e coordenador de engajamento de conservação no Zoológico de Los Angeles. "Este tipo de pesquisa aumentará nossa compreensão de como esses lagartos e possivelmente outros animais desenvolveram suas técnicas de respiração subaquática."

Para dar uma olhada mais de perto no método de respiração de bolhas dos anolis, Swierk coletou animais da espécie Anolis aquaticus na Estação Biológica de Las Cruces, na Costa Rica. O destino deles era uma "arena" próxima — um tanque de plástico transparente contendo água de riacho e pedras.

Em um grupo de anolis, os pesquisadores cobriram os focinhos e cabeças dos répteis (evitando cobrir as narinas) com uma fina camada de emoliente hidratante para evitar que bolhas de ar aderissem às cabeças dos anolis. Os cientistas então submergiram os anolis e os filmaram na arena até que eles emergissem.

No grupo de controle sem hidratante, todos os anolis produziram grandes bolhas que eles repetidamente usavam para respirar, a uma taxa de cerca de seis por minuto. Alguns anolis no grupo tratado com emoliente também produziram bolhas, mas elas eram muito menores e não grudavam na pele dos lagartos, como as bolhas de ar que puderam ser inaladas.

Em ambos os grupos, os anolis realizaram uma ação de bombeamento na garganta chamada bombeamento gular, que muitos tipos de lagartos usam para suplementar seus pulmões com oxigênio.

Para anolis mergulhadores, o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar.

No entanto, essa tática de mergulho tem uma desvantagem.

"Um dos custos do mergulho é que eles ficam muito frios", disse Swierk. Riachos de montanha geralmente são frios e, como ectotérmicos, os anolis regulam a temperatura corporal por meio de seu ambiente.

"Eles pagam um custo de temperatura quando mergulham", ela disse. Estar muito frio "poderia reduzir sua capacidade de correr rapidamente, defender seus territórios contra invasores, cortejar companheiros ou digerir sua comida".

Outra desvantagem pode ser que, se um lagarto submerso ainda estiver visível, um predador pode simplesmente esperar que ele ressurja, disse McGee.

"Os lagartos só podem ficar submersos por um tempo", ela disse. "Como o lagarto sabe quando é seguro sair — ou eles apenas esgotam todo o ar e então emergem?"

O mecanismo da respiração de bolhas dos anolis é algo que Swierk espera entender por meio de colaborações com vários grupos de pesquisa. Uma parte do quebra-cabeça é se os formatos da cabeça dos anolis ou as estruturas microscópicas em suas escamas afetam o volume de ar que preenche suas bolhas. Outra questão não resolvida é como os anolis mergulhadores armazenam e circulam oxigênio enquanto estão debaixo d'água.

"Até onde sabemos agora, o oxigênio que o lagarto está usando, ele leva para debaixo d'água com ele", disse Swierk. Esse oxigênio pode ser armazenado em seus pulmões, em outras partes do sistema respiratório ou em bolsas de ar aderidas à sua pele, que são então incorporadas à bolha da cabeça.

O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha a partir da água. "Mas não sabemos disso com certeza", Swierk acrescentou "Ainda estamos trabalhando nisso."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/

(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/) 

"O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha".

Os vocábulos destacados acima possuem em sua forma dígrafo, fenômeno linguístico que consiste na união de duas letras que, juntas, representam um único fonema. A seguir, identifique a alternativa que apresenta todas as palavras grafadas corretamente com dígrafos:
Alternativas
Q3228945 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um comportamento fascinante

Aprisionar o ar em bolhas para respirar debaixo d'água é um movimento praticado por alguns tipos de insetos e aracnídeos, como besouros aquáticos e aranhas-de-sino-mergulhadoras. Até agora, os anolis são os únicos animais com espinha dorsal conhecidos por respirar usando bolhas.

"Este é um comportamento fascinante em lagartos", disse o Dr. Earyn McGee, um herpetologista especializado em lagartos e coordenador de engajamento de conservação no Zoológico de Los Angeles. "Este tipo de pesquisa aumentará nossa compreensão de como esses lagartos e possivelmente outros animais desenvolveram suas técnicas de respiração subaquática."

Para dar uma olhada mais de perto no método de respiração de bolhas dos anolis, Swierk coletou animais da espécie Anolis aquaticus na Estação Biológica de Las Cruces, na Costa Rica. O destino deles era uma "arena" próxima — um tanque de plástico transparente contendo água de riacho e pedras.

Em um grupo de anolis, os pesquisadores cobriram os focinhos e cabeças dos répteis (evitando cobrir as narinas) com uma fina camada de emoliente hidratante para evitar que bolhas de ar aderissem às cabeças dos anolis. Os cientistas então submergiram os anolis e os filmaram na arena até que eles emergissem.

No grupo de controle sem hidratante, todos os anolis produziram grandes bolhas que eles repetidamente usavam para respirar, a uma taxa de cerca de seis por minuto. Alguns anolis no grupo tratado com emoliente também produziram bolhas, mas elas eram muito menores e não grudavam na pele dos lagartos, como as bolhas de ar que puderam ser inaladas.

Em ambos os grupos, os anolis realizaram uma ação de bombeamento na garganta chamada bombeamento gular, que muitos tipos de lagartos usam para suplementar seus pulmões com oxigênio.

Para anolis mergulhadores, o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar.

No entanto, essa tática de mergulho tem uma desvantagem.

"Um dos custos do mergulho é que eles ficam muito frios", disse Swierk. Riachos de montanha geralmente são frios e, como ectotérmicos, os anolis regulam a temperatura corporal por meio de seu ambiente.

"Eles pagam um custo de temperatura quando mergulham", ela disse. Estar muito frio "poderia reduzir sua capacidade de correr rapidamente, defender seus territórios contra invasores, cortejar companheiros ou digerir sua comida".

Outra desvantagem pode ser que, se um lagarto submerso ainda estiver visível, um predador pode simplesmente esperar que ele ressurja, disse McGee.

"Os lagartos só podem ficar submersos por um tempo", ela disse. "Como o lagarto sabe quando é seguro sair — ou eles apenas esgotam todo o ar e então emergem?"

O mecanismo da respiração de bolhas dos anolis é algo que Swierk espera entender por meio de colaborações com vários grupos de pesquisa. Uma parte do quebra-cabeça é se os formatos da cabeça dos anolis ou as estruturas microscópicas em suas escamas afetam o volume de ar que preenche suas bolhas. Outra questão não resolvida é como os anolis mergulhadores armazenam e circulam oxigênio enquanto estão debaixo d'água.

"Até onde sabemos agora, o oxigênio que o lagarto está usando, ele leva para debaixo d'água com ele", disse Swierk. Esse oxigênio pode ser armazenado em seus pulmões, em outras partes do sistema respiratório ou em bolsas de ar aderidas à sua pele, que são então incorporadas à bolha da cabeça.

O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha a partir da água. "Mas não sabemos disso com certeza", Swierk acrescentou "Ainda estamos trabalhando nisso."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/

(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/) 

Em relação à separação de sílabas e à classificação quanto ao número de sílabas dos vocábulos retirados do texto, analise as afirmativas abaixo:

I.O vocábulo 'zoológico' é uma palavra trissílaba.
II.A separação silábica de ' experimentos' é 'ex-pe-rim en-tos'.
III.'Microscópicas' é uma palavra polissílaba.
IV.'submersos' e 'compreensão' têm o mesmo número de sílabas.
V.'até' e 'cheias' são palavras dissílabas.

Estão corretas:
Alternativas
Q3228074 Português
Como aumentar sua flexibilidade, a arma do corpo para a longevidade

A flexibilidade pode não ser a primeira coisa que vem à mente quando você pensa em saúde e preparo físico, mas é um dos aspectos mais importantes para manter o bem-estar do corpo como um todo.

Em resumo, a flexibilidade tem a ver com a facilidade com que seus músculos e articulações são capazes de se esticar e se mover. Até mesmo movimentos simples do dia-a-dia, como alcançar algo em uma prateleira mais alta ou se abaixar para amarrar o sapato, exigem um certo nível de flexibilidade.

A flexibilidade é fundamental para manter seu corpo em ótima forma, desempenhando um papel importante na sua saúde geral e na maneira como seu corpo funciona diariamente.

A seguir, compartilhamos alguns exemplos de por que ela é importante — e damos dicas de como manter sua flexibilidade:

Uma boa circulação é essencial para nossa saúde como um todo — e os exercícios de flexibilidade podem ajudar a melhorar este aspecto.

Quando você alonga, você aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos, o que os ajuda a se recuperarem mais rápido e a se manterem saudáveis. A melhora da circulação também beneficia seu coração, e pode ajudar a prevenir problemas de saúde de longo prazo, como doenças cardiovasculares.

Pesquisas indicam que praticar exercícios de flexibilidade, especialmente alongamento, com regularidade pode aumentar a circulação e contribuir para uma melhor saúde cardiovascular.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wnn9155y4o-adaptado)
A alternativa que apresenta vocábulos, retirados do texto, com classificação quanto ao número de sílabas ou separação silábica INCORRETA é: 
Alternativas
Q3203317 Português
Assinale a alternativa que apresenta a sílaba tônica da palavra “brasilidade”.
Alternativas
Q3203316 Português
A palavra “noite” contém um encontro vocálico do tipo ditongo. Qual das palavras abaixo também contém esse tipo de encontro vocálico?
Alternativas
Q3203315 Português
A palavra “carro” contém um dígrafo. Qual das palavras abaixo também contém um dígrafo?
Alternativas
Q3199177 Português

Analise as assertivas abaixo:



I. A palavra “Água-de-colônia” leva hífen porque é uma palavra composta.


II. As palavras “cachorro” e “menino” têm seis fonemas cada.


III. A palavra “país” é acentuada conforme a regra do hiato.



Quais estão corretas?

Alternativas
Q3193174 Português
O encontro vocálico encontrado em “pedreira” é um ditongo decrescente. O mesmo tipo de ditongo também se encontra em:
Alternativas
Q3191878 Português
O tipo de encontro vocálico que ocorre na palavra “efeito”, retirada do texto apresentado, é o mesmo que ocorre em:
Alternativas
Q3188235 Português
Considere a frase "Setembro Amarelo é um mês dedicado à conscientização sobre a importância da saúde mental e à prevenção do suicídio, lembrando que falar é o primeiro passo para salvar vidas" e assinale a alternativa cuja palavra foi corretamente separada.
Alternativas
Q3188029 Português
A palavra a seguir que apresenta exatamente seis sílabas é:
Alternativas
Q3187491 Português

Leia a notícia e responda a questão de 1 a 7.


    Mãe e filha estudam juntas e são aprovadas em

universidade federal



   Estudando juntas, mãe e filha foram aprovadas no mesmo curso na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), agora elas serão colegas de sala e vão cursar Ciências: Biologia e Química.

    Sara, a mãe, e Kate Ribeiro, a filha, foram aprovadas pelo Enem/Sisu e vão viver a experiência de cursarem a graduação juntas. Sara, que estava fora de sala há 10 anos, decidiu que queria conquistar o diploma de ensino superior.

    Já Kate, vai para segunda graduação. Seu objetivo é se qualificar ainda mais para o mercado de trabalho. “Estou terminando Pedagogia porque quero ser professora e, para melhorar o currículo, eu fiz Biologia e Química”, disse.
A palavra “Biologia” possui:
Alternativas
Q3187489 Português

Leia a notícia e responda a questão de 1 a 7.


    Mãe e filha estudam juntas e são aprovadas em

universidade federal



   Estudando juntas, mãe e filha foram aprovadas no mesmo curso na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), agora elas serão colegas de sala e vão cursar Ciências: Biologia e Química.

    Sara, a mãe, e Kate Ribeiro, a filha, foram aprovadas pelo Enem/Sisu e vão viver a experiência de cursarem a graduação juntas. Sara, que estava fora de sala há 10 anos, decidiu que queria conquistar o diploma de ensino superior.

    Já Kate, vai para segunda graduação. Seu objetivo é se qualificar ainda mais para o mercado de trabalho. “Estou terminando Pedagogia porque quero ser professora e, para melhorar o currículo, eu fiz Biologia e Química”, disse.
 A divisão silábica da palavra "universidade" é:
Alternativas
Q3186424 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como o cérebro se comporta quando estamos doentes

Se alguém nos diz que vamos pegar uma gripe, a primeira coisa que pensamos são os sintomas físicos: dores musculares, tosse e febre.

Porém, o que realmente nos impacta numa infecção dessas é o cansaço extremo, a apatia, a irritabilidade e aquele "nevoeiro mental" que parece ficar conosco para sempre.

Esse conjunto de sintomas é conhecido como "comportamento de doença" e, embora seje desagradável, tem um propósito bastante importante.

Descobertas recentes apontam que os sintomas comuns durante uma infecção viral ou bacteriana não são simplesmente efeitos secundários da doença, mas têm uma função benéfica

Eles permitem que nosso corpo redirecione a energia para combater os agentes patogênicos que nos invadiram. Em outras palavras, nos sentimos mal para nos sentirmos bem depois.

No entanto, esse mecanismo também pode se tornar um efeito colateral indesejado em pacientes com câncer ou doenças autoimunes.

Essas pessoas são tratadas com medicamentos que atuam no sistema imunológico, conhecidos como interferons. Os tais interferons são naturalmente produzidos e liberados pelas células do nosso sistema de defesa quando sofremos uma infecção.

Porém, o uso terapêutico deles pode desencadear esses sintomas desagradáveis típicos do comportamento de doença.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c625xz4eqx3o adaptado) 
"Porém, o que realmente nos impacta numa infecção dessas é o cansaço extremo, a apatia, a irritabilidade e aquele "nevoeiro mental" que parece ficar conosco para sempre."
Analise as afirmativas a seguir, em relação à separação silábica e a classificação quanto ao número de sílabas do período acima:

I.'irritabilidade' = ir·ri·ta·bi·li·da·de = polissílaba.
II.há pelo menos 7 palavras dissílabas.
III.'infecção' = in-fe-cção = trissílaba.
IV.'cansaço', 'conosco' e 'nevoeiro' são trissílabas.
V.'impacta' é trissílaba.

Estão corretas:
Alternativas
Q3182193 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



Analise as afirmativas a seguir, em relação à separação silábica:

I.'guarda' é dissílaba, assim como 'istmo'.
II.'Características' = ca-rac-te-rís-ti-cas = polissílaba.
III. 'pudéssemos' é polissílaba, assim como 'convicção .
IV. 'há' é monossílaba, assim como 'cães'.
V.'pragas', 'muitos' e 'além' são dissílabas.

Estão corretas:
Alternativas
Q3182189 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



"Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros."

Os espaços das alternativas abaixo podem ser preenchidos com o mesmo dígrafo destacado do vocábulo do trecho acima, EXCETO em:
Alternativas
Q3179712 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que acontece quando o corpo é exposto a temperaturas extremas

Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série  de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.

No caso da exposição ao calor, primeira reação do organismo é dissipar calor através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberar calor para o ambiente.

No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao super-aquecimento corporal, insolação e possíveis  danos aos órgãos.

"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência  cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz,  clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. 

Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), a sede intensa e fadiga.

"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro pode evoluir para choque térmico, com confusão mental, convulsões, e seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica ele, que é coordenador do Núcleo de Medicina de  Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos o aumento da mortalidade relacionado com o  calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.

Apenas na Europa, em 2022, ocorreram 61.672 mortes atribuíveis ao calor entre 30 de maio e 4 de setembro de 2022, segundo uma análise recente publicada na Nature Medicine.

Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor  ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que por algum motivo os tornem mais vulneráveis ao calor.

"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos, por exemplo. Eles naturalmente já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw02gy1jeelo adaptado)
Em relação a separação silábica, analise as afirmativas abaixo:
I. 'exposto' = ex-pos-to = trissílaba.
II. 'atribuídas' é polissílaba, assim como 'juízes'.
III. excessivo = ex-ces-si-vo= polissílaba.
IV. 'choque' e 'órgãos são dissílabas, assim como 'pneu'.
V. 'periféricos' e fisiológicas' são palavras polissílabas, assim como 'subscrito'.
VI. 'estresse' e 'dissipar' são trissílabas, assim como 'invicto' e 'convicção'.
Estão corretas:
Alternativas
Q3178163 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No trecho "Não é à toa que suspira 'trem' para qualquer 'treco'", o uso das palavras "trem" e "treco" permite uma análise fonética e fonológica das semelhanças entre os dois termos.

Sobre a relação sonora e fonológica entre as palavras no contexto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Respostas
2141: D
2142: C
2143: B
2144: D
2145: E
2146: D
2147: E
2148: A
2149: E
2150: A
2151: D
2152: C
2153: B
2154: A
2155: D
2156: A
2157: B
2158: D
2159: A
2160: C