Questões de Concurso Sobre fonologia em português

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Q3386578 Português

Leia o texto e responda a questão. 



Sem novidades no front 


Marina Colasanti 


        Esperava que o marido voltasse da guerra. Durante os primeiros anos, quando ele certamente não chegaria, preparou compotas. Depois, a partir do momento em que o regresso se tornava uma possibilidade iminente, assou pães, e a cada semana uma torta de peras, enchendo a casa com o perfume açucarado que, antes mesmo do seu sorriso, lhe daria as boas-vindas. 


        Um dia chegou o vizinho da frente. No outro chegou o vizinho do lado. E seu marido não chegou. Voltaram os gêmeos morenos. Voltaram os três irmãos louros. E seu marido não voltou. Aos poucos, todos os homens da pequena cidade estavam de volta a suas casas. Menos um. O seu.


           Paciente, ainda assim ela espanava os vidros de compotas, abria em cruz a massa levedada, e descascava peras.


        Há muito a guerra havia terminado, quando a silhueta escura parou hesitante frente ao seu portão. Antes que sequer batesse palmas, foi ela recebê-lo, de avental limpo. E puxando-o pela mão o trouxe para dentro, fez que lavasse o rosto na pia mesmo da cozinha, sentasse à mesa, enfim um homem no espaço que a ele sempre fora dedicado. 


        Encheu-lhe o copo de vinho, serviu-lhe a fatia de torta. Profunda paz a invadia enquanto o olhava comer esfaimado. E esforçando-se para não perceber que aquele não era o seu marido, começou a fazer-lhe perguntas sobre o front.

Quanto à palavra “vizinho”, marque a alternativa correta.  
Alternativas
Q3386381 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Mal secreto. (Raimundo Correia).  


 


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Se a cólera que espuma, a dor que mora

Na alma, e destrói cada ilusão que nasce,

Tudo o que punge, tudo o que devora

O coração, no rosto se estampasse;


Se se pudesse o espírito que chora,

Ver através da máscara da face,

Quanta gente, talvez, que inveja agora

Nos causa, então piedade nos causasse!


Quanta gente que ri, talvez, consigo

Guarda um atroz, recôndito inimigo,

Como invisível chaga cancerosa!


Quanta gente que ri, talvez existe,

Cuja ventura única consiste

Em parecer aos outros venturosa!

Marque a alternativa devida, de acordo com a correta separação de sílabas das palavras do texto (piedade, causasse, estampasse).
Alternativas
Q3386380 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Mal secreto. (Raimundo Correia).  


 


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Se a cólera que espuma, a dor que mora

Na alma, e destrói cada ilusão que nasce,

Tudo o que punge, tudo o que devora

O coração, no rosto se estampasse;


Se se pudesse o espírito que chora,

Ver através da máscara da face,

Quanta gente, talvez, que inveja agora

Nos causa, então piedade nos causasse!


Quanta gente que ri, talvez, consigo

Guarda um atroz, recôndito inimigo,

Como invisível chaga cancerosa!


Quanta gente que ri, talvez existe,

Cuja ventura única consiste

Em parecer aos outros venturosa!

Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto (causa, então, outros) são respectivamente: 
Alternativas
Q3386315 Português

Relacionando-se à classificação das palavras, quanto ao número de sílabas, marque a alternativa correta.  

Alternativas
Q3386314 Português

Aludindo-se a encontros consonantais, marque a alternativa indevida.  

Alternativas
Q3386313 Português

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Marque a alternativa, onde não temos um dígrafo.

Alternativas
Q3386311 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Profissão de fé. (Carvalho Júnior). 


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Odeio as virgens pálidas, cloróticas,

Beleza de missal que o Romantismo

Hidrófobo apregoa em peças góticas

Escritas nuns acessos de histerismo.


Sofismas de mulher, ilusões óticas,

Raquíticos abortos de lirismo,

Sonhos de carne, complexos eróticos,

Desfazem-se perante o Realismo.


Não se servem esses vagos ideais

Da fina transparência dos cristais;

Almas de santa e corpo de alfenim.


Prefiro a exuberância dos contornos,

As belezas da forma, seus adornos,

A saúde, a matéria, a vida enfim.  


Marque a alternativa devida, de acordo com a correta separação de sílabas, das palavras do texto, (ideais, exuberância, matéria).

Alternativas
Q3386310 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Profissão de fé. (Carvalho Júnior). 


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Odeio as virgens pálidas, cloróticas,

Beleza de missal que o Romantismo

Hidrófobo apregoa em peças góticas

Escritas nuns acessos de histerismo.


Sofismas de mulher, ilusões óticas,

Raquíticos abortos de lirismo,

Sonhos de carne, complexos eróticos,

Desfazem-se perante o Realismo.


Não se servem esses vagos ideais

Da fina transparência dos cristais;

Almas de santa e corpo de alfenim.


Prefiro a exuberância dos contornos,

As belezas da forma, seus adornos,

A saúde, a matéria, a vida enfim.  


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Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto (Realismo, transparência, saúde) são respectivamente: 

Alternativas
Q3386079 Português
Arco-íris: entenda como esse fenômeno é formado

    O arco-íris é resultado de um efeito ótico que ocorre quando a luz solar entra em contato com gotículas de água que se formaram com a chuva. Mas, para que o arco-íris seja visto, é preciso que o Sol esteja posicionado atrás de você. Por isso, é mais fácil observar esse fenômeno perto do nascer ou do pôr do sol, por exemplo.
    A luz solar é branca, formada pela união das sete cores dos raios solares, que podem ser vistas em um arcoíris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Quando os raios solares passam por dentro de gotículas de água que estão no ar (por causa de uma chuva), eles mudam de direção, em um efeito chamado de refração. Isso faz com que a luz se divida nas sete cores do arco-íris, que vemos no céu.
    As sete cores sempre ficam na mesma ordem, pois cada uma delas tem um comportamento diferente. Por exemplo: o vermelho está sempre na parte superior, pois se espalha mais rápido do que as demais cores. Já o violeta fica na parte inferior, por ser a cor que se propaga mais lentamente.
    Não é possível ver um arco-íris toda vez que chove e há Sol porque mais condições são necessárias para que ele fique visível. O arco-íris some quando não há mais gotículas de água suspensas no ar e quando o ângulo da luz do sol (que passa pelas gotículas) muda.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa com a separação CORRETA de sílabas:
Alternativas
Q3384141 Português

Texto 8

Amar dói amar

Cansei de amar,

quero ser amado.

Não quero estar no mapa,

quero ser encontrado.


Se o coração está seco

de nada adianta beijo molhado.

Grande coisa um belo olhar

se você não é notado.

[...]


VAZ, Sérgio. Flores de alvenaria. São Paulo: Global, 2016.

No título do texto, a palavra “dói” é acentuada porque trata-se de uma
Alternativas
Q3382145 Português
Qual dos trios de vocábulos abaixo se apresenta corretamente quanto à separação silábica? 
Alternativas
Q3381897 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder à questão:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.

Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto dado, é trissílaba apenas: 
Alternativas
Q3381893 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A separação silábica das palavras “recém-nascido”, “voluptuoso” e “necessidades”, que ocorrem no texto, está correta apenas em:
Alternativas
Q3381145 Português
Em qual das alternativas a separação silábica dos pares de palavras está correta?
Alternativas
Q3381143 Português
Nas palavras TUNGSTÊNICO, ABSORTO, QUENTE, GUARDIÃO e EXCEPCIONAL, temos:
Alternativas
Q3381050 Português
“Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginado nós dois [...]” Assinale a alternativa na qual a palavra apresenta o mesmo número de letras e fonemas que “silêncio”. 
Alternativas
Q3380066 Português
Quanto aos fonemas, assinale a alternativa em que a posição da letra “N” não acrescenta um fonema à palavra.
Alternativas
Q3380065 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.


O Dilúvio

(Lenda Kaiapó)


    Certa vez, um caçador de tatu, cavando a terra, descobriu um grosso cipó. Esse cipó era a veia prin    cipal da Terra e quando foi cortado pelo caçador, jorrou uma quantidade tão grande de água, que o mundo ficou todo inundado. Os animais morreram e os indígenas treparam nas árvores mais altas, que não ficaram submersas.


    As águas demoraram muito a baixar e os sobreviventes ficaram magrinhos e fracos, pois não conseguiam descer das árvores. Não morreram, mas se transformaram em cupins e vespões, que passaram a fazer suas casas nos topos das árvores, revelando sua origem humana.


    Desse dilúvio, salvaram-se apenas uma velha e um casal de crianças, porque a senhora entrou em um enorme pilão, junto com as crianças, que depois lacrou com cera. Não se esqueceu também de colocar várias cabacinhas contendo sementes de alimentos amarrados ao redor do pilão, para fazer roça quando tudo voltasse ao normal.


    Os indígenas que vieram depois do dilúvio são descendentes dos que se salvaram. 

A palavra “indígena” é uma proparoxítona, ou seja, possui a penúltima sílaba tônica. O mesmo ocorre em:
Alternativas
Q3379100 Português
Considere as palavras “rescindência”, “fictício” e “pseudociência”. A separação silábica dessas palavras está correta em:
Alternativas
Q3378761 Português
O tipo de encontro vocálico que ocorre em “antologia” é o mesmo que em:
Alternativas
Respostas
2101: D
2102: A
2103: B
2104: B
2105: D
2106: C
2107: A
2108: A
2109: C
2110: E
2111: D
2112: B
2113: D
2114: D
2115: B
2116: A
2117: A
2118: A
2119: B
2120: B