Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
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(Autor: Pietro Soldi)

(Autor: Pietro Soldi)
I.As palavras 'ouro', 'ator' e 'istmo' são dissílabas.
II.As palavras 'pneu', 'reis' e 'breu' são monossílabas.
III.As palavras 'revista', 'cirurgião' e 'escrivão' são trissílabas.
IV.'Subscrito' é uma palavra trissílaba.
Estão corretas:
I.Averiguar = a-ve-ri-guar = polissílaba.
II.Doido = doi-do = dissílaba.
III.Parceria = par-ce-ri-a = polissílaba.
IV.Ruptura = ru-ptu-ra = trissílaba.
V.Queijo = que-i-jo = trissílaba.
Estão corretas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cuidado com o Pé de Garrafa
Nem bem entraram na mata, os homens foram surpreendidos por um assovio muito alto, tão alto que doeu os ouvidos: fiiiuuú!!! Todos que estavam agachados, deixando suas ferramentas no chão, ficaram de pé, em alerta, assustados. "O que foi isso?", disse um deles, e os outros deram de ombros. Os olhos de todos estavam arregalados, e os corpos quentes, em alerta, estavam prontos para correr. Mas, por que esse pânico todo? Primeiro, porque sabiam que o que iriam fazer na floresta não era certo. Afinal, eles tinham uma fileira de árvores para derrubar e um monte de bichos para caçar. Segundo, porque se lembraram de uma história horripilante contada pelos habitantes locais, a história do Pé de Garrafa!
Quem é esse? Nem queira saber! Mas quem mora lá pelas bandas do Mato Grosso do Sul sabe bem quem é. O Pé de Garrafa é um monstro que não se parece com nada que conhecemos. Não é gente, nem é bicho. Na cabeça, no lugar de cabelo, traz uns trapos de pano podre. Tem uma perna só, com o pé com um casco que deixa um rastro redondo por onde passa, como o fundo de uma garrafa. Por isso, claro, é conhecido como Pé de Garrafa.
Às sextas-feiras, por volta da meia-noite, é o momento preferido do monstro aparecer. Mas, se ele sente que a mata vai ser invadida, ele aparece a qualquer hora. Primeiro, dá o seu assobio, que é ouvido somente por caçadores ou pessoas mal-intencionadas. Quem escuta se confunde, pois o som ecoa para todos os lados. É aí que armadilha começa. A pessoa se perde na floresta, fica desorientada com o assobio e se embrenha na mata.
Quem voltou para contar diz que sentiu um vento nas costas enquanto corria sem parar, parecia um bater de asas muito pesadas ou encharcadas de água. Dizem que o Pé de Garrafa voa e parece ter asas de ema. Do alto, ele grita, e grita forte, por umas duas horas sem parar. É para todo mundo ouvir, da mata ou da cidade.
*O Pé de Garrafa é uma lenda brasileira, contada por moradores do Mato Grosso do Sul, mas que também é conhecida em outros estados brasileiros. Em algumas versões, ele ganha o nome de Troá, além de pernas de aves, pelos e espinhos. Esta versão foi livremente adaptada pela CHC.
(https://chc.org.br/artigo/cuidado-com-o-pe-de-garrafa/)
Leia o texto e responda à questão que se segue.

Releia os trechos com enumerações a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
I.“Ferro, latão, carvão, tudo serve para o favelado”.
II.“Via o céu, as arvores, as aves tudo amarelo”.
III.“Cascas de banana, casca de melancia e até casca de abacaxi”.
Canção para os fonemas da alegria
Thiago de Mello
Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.
Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.
Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano,
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas
são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis gerando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.
Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:
porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir
a própria vida no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas um modo de amar — e de ajudar
o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:
ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte,
contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.
Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:
canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.
Thiago de Mello. Faz escuro mas eu canto. São Paulo: Global Editora, 2017.
No terceiro verso da terceira estrofe, “ti-jo-lo” apresenta-se separado em suas unidades mínimas significativas, denominadas sílabas.
Os vocábulos que estão grafados corretamente com o mesmo dígrafo 'ch' da palavra destacada no texto são:
Aprendermos a aceitar a realidade da vida. (Autor desconhecido).
“Por vezes custa muito aceitarmos a realidade da vida. Lutamos para que tudo seja perfeito e acabamos percebendo que poucas coisas são como esperamos. A verdadeira sabedoria está em sabermos lidar com tudo o que o dia a dia nos reserva e tirarmos proveito daquilo que realmente vale a pena.
que realmente vale a pena. As pessoas que nos rodeiam, por mais que nos amem, acabam sempre por nos magoar. Até a melhor das amizades em algum momento nos decepciona. Aprendermos a perdoar o que os outros nos fazem é o primeiro passo para vivermos em paz conosco. Sentiremos ao longo do tempo que tudo muda e que aqueles que nos são importantes também. Percebermos que a imprevisibilidade da nossa existência fará de nós humanos mais estáveis. Nada estranharemos à medida que formos crescendo e acumulando mais experiência. Por mais dolorosos que sejam certos acontecimentos, eles sempre nos ensinarão algo e nunca serão em vão.”
https://leouve.com.br/comportamento/mensagem-do-dia-aprendermos-a-aceitar-a-realidade da-vida/ - adaptado.
"A burrice urbana galopa sem rédeas, e a inteligência parece engatar a marcha à ré."
Sobre os aspectos fonéticos, assinale a alternativa cuja palavra NÃO possui dígrafo:
I.A análise fonológica se preocupa com a articulação levando em conta as variações, ou seja, os alofones, enquanto a análise fonética se preocupa somente com o fonema
II.Na língua portuguesa, a base da sílaba ou o elemento silábico é a vogal e os elementos assilábicos são a consoante e a semivogal.
III.Os ditongos nasais são sempre fechados, enquanto os orais podem ser abertos (pai, céu) ou fechados (meu, doido, veia).
IV.O vocábulo '"coordenação" possui 11 letras e 11 fonemas e o vocábulo "queixa" possui 6 letras e 5 fonemas.
V.Dígrafo é a sequência de duas letras que representam, na palavra, um único fonema, exemplificados nos vocábulos: queda, ombro, chuva, aguar, equino.
Estão corretas:


