Questões de Concurso Sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

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Q4099658 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a alternativa com análise incorreta. 
Alternativas
Q4099320 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q4092866 Português
A HORA DA HISTORINHA

Heloísa é a professora de uma turma de crianças de seis anos de idade. Todas da mesma faixa etária. Ela adora contar histórias para seus alunos, no final do horário, as crianças sentam-se no chão de frente para a professora, ficam quietinhas e curiosas, aguardando para ouvir a historinha.

A professora começa a história dizendo:

- A história de hoje é "A hiena teimosinha"

A professora conta a história, mostra as gravuras do livro e faz perguntas para seus alunos.

Hélio diz: - Que história legal, professora conta outra.

Heloísa responde: - Hoje não há mais tempo, amanhã vocês conhecerão a história do "hipopótamo comilão", combinado? Oba! Novamente teremos: "A HORA DA HISTORINHA"!


(Autora, Graça Boquet) - (escolaeducacao.com.br) - (Acesso 29.10.2022) - (Adaptado)
Analise as informações seguintes:

I.O texto apresenta palavras no grau diminutivo. As palavras: "de", "para" são preposições essenciais. Os verbos: "conhecerão" e "teremos" estão conjugados no futuro do presente do modo indicativo.
II.A numeração crescente da frase: "Hoje ¹ não ² há mais³ tempo" - identifica: advérbio de tempo e advérbio de negação, uma palavra que significa o contrário de "menos".
III.O pronome "todas " é indefinido variável, o pronome " ela " é pronome pessoal do caso reto de terceira pessoa do singular, o pronome "seus " é possessivo.
IV.Na expressão: "hipopótamo comilão", temos um substantivo polissílabo proparoxítono e um adjetivo trissílabo oxítono.


Marque a alternativa com todas as informações corretas.
Alternativas
Q4092805 Português
O GRILO PROFESSOR E SEUS DISCENTES GRILINHOS


(1º§) Lá, bem distante, em tempos muito remotos, num dos mais quentes dias do Inverno, o Diretor da Escola Maviosa entrou, inesperadamente, na sala onde o Grilo dava aos grilinhos a sua aula sobre a arte de cantar, precisamente no momento da exposição em que lhes explicava que a voz do Grilo era a melhor e a mais bela de todas as vozes, uma vez que se produzia mediante a adequada fricção das asas contra as costas.


(2º§) Enquanto a voz do grilo era produzida mediante a adequada fricção das asas contra as costas, diferentemente deles, os Pássaros cantavam tão mal porque se empenhavam em fazê-lo (seu canto) com a garganta. Evidentemente, o órgão do corpo humano menos indicado para emitir sons doces e harmoniosos, eram usados pelos pássaros.


(3º§) Na sua experiência extraordinária, o Grilo explicou tudo o que pôde. Ao ouvir aquilo, o Diretor da Escola Maviosa, que era um Grilo muito sábio, assentiu várias vezes com a cabeça e retirou-se, satisfeito de que na Escola Maviosa tudo continuasse como nos velhos tempos.



(Augusto Monterroso, A ovelha negra e outras fábulas, p. 67) - (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q4088220 Português
Certa vez, uma grande festa no céu reuniu muitos convidados. Naturalmente, para chegar até lá, em uma festança nas alturas, era necessário saber voar. Por isso, somente as aves poderiam participar. O sapo, porém, cismou que também iria à festa; mas, como sapo não sabe voar, foi elaborado um plano envolvendo um grande urubu.

No dia da festa, a enorme ave negra foi visitar o sapo, que a havia convidado exatamente para poder executar seu plano. À vontade, o urubu conversava entretido com a sapa. Enquanto isso, com a desculpa de ter que ir para a festa na frente, pois anda muito devagar, o sapo se enfiou sorrateiramente na viola que o urubu levaria para animar a festa. E, pacientemente, aguardou a hora de viajar.

Sem desconfiar da trama do sapo, o urubu alçou voo com a viola a tiracolo, rumo ao céu. Chegando à festa, em um momento de distração do feliz urubu, o sapo espertalhão saltou para fora da viola e surpreendeu a todos com sua presença no folguedo celeste. Durante toda a noite, divertiu-se bastante. Quando a festança chegava ao final, o maroto aproveitou a confusão e meteu-se de novo na viola do urubu, mas, cansado de esperar e impaciente para chegar logo em casa, o sapo começou a se mexer dentro da viola.

Durante o voo, um barulho estranho chamou a atenção do urubu. Percebendo que havia alguma coisa dentro da viola, imediatamente virou o instrumento de boca para baixo e, espantado, observou o sapo despencar como uma pedra das alturas. A queda foi tremenda. Um verdadeiro tombo do céu. O bicho ainda tentou voar, mas, como sapo não voa, esborrachou-se ao chão. Desde então ficou assim: boca enorme de tanto gritar, olhos esbugalhados de pavor e o corpo todo amassado, cheio de dobras e manchas, o que restou do maior tombo de sua vida.


(Adaptado de: https://dana.com.br/social/nossosprojetos/lendas-brasileiras/a-festa-no-ceu/ – Acesso em: 17/10/2022)
“O sapo se enfiou sorrateiramente na viola que o urubu levaria para animar a festa.”

O verbo sublinhado na sentença acima expressa que a sua ação se realiza depois de uma outra. Essa outra ação é indicada:
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Q4087908 Português

Natal



    É noite de Natal, e estou sozinho na casa de um amigo, que foi para a fazenda. Mais tarde talvez saia. Mas vou me deixando ficar sozinho, numa confortável melancolia, na casa quieta e cômoda. Dou alguns telefonemas, abraço à distância alguns amigos. Essas poucas vozes, de homem e de mulher, que respondem alegremente à minha, são quentes, e me fazem bem. “Feliz Natal, muitas felicidades”; dizemos essas coisas simples com afetuoso calor; dizemos e creio que sentimos, e como sentimos, merecemos. Feliz Natal!

    Desembrulho a garrafa que um amigo teve a lembrança de me mandar ontem; vou lá dentro, abro a geladeira, preparo um uísque, e venho me sentar no jardinzinho, perto das folhagens úmidas. Sinto‐me bem, oferecendo‐me este copo, na casa silenciosa, nessa noite de rua quieta. Este jardinzinho tem o encanto sábio e agreste da dona da casa que o formou. É um pequeno espaço folhudo e florido de cores, que parece respirar; tem a vida misteriosa das moitas perdidas, um gosto de roça, uma alegria meio caipira de verdes, vermelhos e amarelos.

    Penso, sem saudade nem mágoa, no ano que passou. Há nele uma sombra dolorosa; evoco‐a neste momento, sozinho, com uma espécie de religiosa emoção. Há também no fundo da paisagem escura e desarrumada desse ano, uma clara mancha de sol. Bebo silenciosamente a essas imagens da morte e da vida; dentro de mim elas são irmãs. Penso em outras pessoas. Sinto uma grande ternura pelas pessoas; sou um homem sozinho, numa noite quieta, junto de folhagens úmidas, bebendo gravemente em honra de muitas pessoas.

    De repente um carro começa a buzinar com força, junto ao meu portão. Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal ou convidar para ir a algum lugar. Hesito ainda um instante; ninguém pode pensar que eu esteja em casa a esta hora. Mas a buzina é insistente. Levanto‐me com certo alvoroço, olho a rua, e sorrio; é um caminhão de lixo. Está tão carregado, que nem se pode fechar; tão carregado como se trouxesse todo o lixo do ano que passou, todo o lixo da vida que se vai vivendo. Bonito presente de Natal!

    O motorista buzina ainda algumas vezes, olhando uma janela do sobrado vizinho. Lembro‐me de ter visto naquela janela uma jovem mulata de vermelho, sempre a cantarolar e espiar a rua. É certamente a ela quem procura o motorista retardatário; mas a janela permanece fechada e escura. Ele movimenta com violência seu grande carro negro e sujo; parte com ruído, estremecendo a rua.

    Volto à minha paz, e ao meu uísque. Mas a frustração do lixeiro, e a minha também, quebraram o encanto solitário da noite de Natal. Fecho a casa e saio devagar; vou humildemente filar uma fatia de presunto e de alegria na casa de uma família amiga.



(Rubem Braga. In: 200 Crônicas Escolhidas. Editora Record, 2010. Adaptado.) 

Os verbos destacados encontram-se conjugados no presente do indicativo, EXCETO:
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Q4087150 Português
Para que ninguém a quisesse


    Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
      Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
        Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
        Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
           Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
         Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(Marina Colasanti. Livro “Um espinho de marfim e outras histórias”. Porto Alegre: L&PM, 1999.)
Considerando o trecho “Mas do desejo inflamado que tivera por ela.” (4º§), é possível deduzir que a ação verbal expressa um fato:
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Q4086317 Português
Isso é mesmo terapia?



     Em seu site, a Woebot promete “automatizar o processo e o conteúdo da terapia”, mas Alison tem o cuidado de não chamar o uso do Woebot de tratamento médico ou mesmo de terapia formal.
     Em vez disso, afirma, o bot oferece “terapêutica digital”. E os termos de serviço do Woebot o chamam de programa de “pura autoajuda” que não se destina a emergências. De fato, no caso de uma crise severa, o Woebot diz que está programado para reconhecer a linguagem suicida e advertir os usuários a procurar uma alternativa humana.
     Nesse sentido, o Woebot não se aproxima da terapia real. Como muitos aplicativos de saúde mental, a versão gratuita atual do Woebot não está sujeita à supervisão rigorosa da Food and Drug Administration (FDA), porque se enquadra na categoria de produto de “bem-estar geral”, recebendo apenas orientação da FDA.
     Mas a Woebot está se esforçando para ir além disso. Com US$ 22 milhões de capital de risco em mãos, a Woebot está buscando autorização da FDA para desenvolver seu algoritmo para ajudar a tratar dois diagnósticos psiquiátricos, depressão pós-parto e depressão adolescente; e, depois, vender o programa aos sistemas de saúde.
       A ideia, diz Darcy, não é substituir os terapeutas humanos por bots; ela acha que é importante ter os dois. “Isso é como dizer que toda vez que você estiver com fome, deve ir a um restaurante com estrela Michelin, quando, na verdade, um sanduíche vai ser uma boa alternativa”, disse ela. “O Woebot é um sanduíche. Um sanduíche muito bom.”


(Por ‘Redação O Sul’. Saúde. Acesso em: 01/08/2021. Adaptado.)
“[...] o bot oferece ‘terapêutica digital’.” (2º§). Na transposição do trecho do enunciado para a voz passiva, a correta forma verbal resultante é:
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Q4086312 Português
O seu próximo terapeuta pode ser um robô



    “Entendi que você está passando por um problema de relacionamento. Tenho habilidades muito poderosas que posso te ensinar. Mas você precisa estar disposto a aceitar 100% da sua responsabilidade pela mudança.” Essa fala talvez lembre uma sessão de terapia, mas, nesse caso, quem deu o conselho foi o Woebot, um chatbot terapêutico no qual o sofá do psiquiatra foi substituído pela tela do smartphone. O aplicativo se define como um terapeuta automatizado para os usuários que não podem se consultar com um profissional de verdade, seja por uma impossibilidade logística ou por dificuldade financeira.
    A demanda por terapeutas não para de crescer. Durante a pandemia, cerca de 4 em cada 10 adultos nos Estados Unidos relataram ter tido sintomas de ansiedade ou depressão, de acordo com a Fundação Kaiser Family. Em paralelo, o governo federal americano tem alertado a respeito da grave escassez de terapeutas e psiquiatras. Segundo a ONG MentalHealthAmerica, quase 60% daqueles com doenças mentais não receberam tratamento no último ano.
      A Woebot Health diz que a pandemia aumentou a demanda por seus serviços. O número de usuários diários do aplicativo dobrou e agora está na casa das dezenas de milhares, disse a presidente e fundadora da empresa, Alison Darcy, que é psicóloga.
     “Se pudermos oferecer algumas das coisas que um ser humano oferece, então nós poderemos de fato criar algo que seja verdadeiramente ajustável, e tenha a capacidade de reduzir a incidência de sofrimento na população”, disse Alison.


(Por ‘Redação O Sul’. Saúde. Acesso em: 01/08/2021. Adaptado.)
“Se pudermos oferecer algumas das coisas que um ser humano oferece, então nós poderemos de fato criar algo que seja verdadeiramente ajustável, [...]” (4º§). Substituindo-se a expressão destacada no enunciado por “se pudéssemos oferecer algumas das coisas que um ser humano oferece”, a complementação correta deverá ser “então nós ______________ de fato criar algo que seja verdadeiramente ajustável.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.  
Alternativas
Q4085970 Português
O padeiro


      Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o quê do governo.

      Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
               — Não é ninguém, é o padeiro!
            Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
           “Então você não é ninguém?”
       Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
      Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.


(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro. Record. 1977. Adaptado.)
Em “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento (...)” (1º§), as formas verbais destacadas expressam: 
Alternativas
Q4080022 Português
Analise a frase a seguir: Se ele comesse menos, seria um bom começo para a dieta dele. 
Assinale a alternativa que indica a classificação do tempo verbal corresponde.
Alternativas
Q4073992 Português
Considere a seguinte pergunta:
Como você ________ se fosse atacado?
A forma verbal que preenche corretamente a lacuna é: 
Alternativas
Q4073561 Português

'Parece' um contrassenso usar carros para combater o aquecimento.


Transpondo o verbo destacado para o pretérito imperfeito do indicativo, tem-se:

Alternativas
Q4070102 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos


Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de resíduos de ópio em peças de cerâmica de 3.500 anos, uma prova que apoia a teoria que esta droga alucinógena era utilizada em rituais funerários.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012, quando as escavações na cidade de Yehud, no centro, revelaram uma série de tumbas da Idade do Bronze.

Os pesquisadores encontraram recipientes de cerâmica que se assemelhavam às flores da papoula-dormideira, a qual se deriva o ópio, que datavam do século XIV a.C.

Logo examinaram se haviam servido de recipiente para a droga que, de acordo com escritos anteriores, era utilizada nos rituais funerários em Canaã, e encontraram "resíduos de ópio em oito recipientes", disseram os investigadores em um comunicado.

É provável que esses recipientes "eram colocados nas tumbas para cerimoniais - ritos e rituais realizados pelos vivos para seus familiares mortos", disse Ron Be'eri, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades.

Durante essas cerimônias, "os membros da família ou um sacerdote em seu nome tentavam convocar o espírito de seus familiares mortos e entrar em um estado de êxtase através do uso do ópio", contou Be'eri.

No entanto, o arqueólogo reconheceu que o uso da droga nos tempos antigos é muito desconhecido. "Só podemos especular sobre o que se fazia com o ópio", afirma o pesquisador.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos (msn.com). Adaptado.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012.



Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4069124 Português
 O asteroide que caiu na região do golfo do México desencadeou poderosos tremores de terra. 
Transpondo a frase para o pretérito mais que perfeito do indicativo, tem-se:
Alternativas
Q4068961 Português
Culto do espelho

    Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu”, descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu”.
    O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar‐se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.
    Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar‐ -se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.
    O celular tornou‐se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz‐se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.
    O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo‐nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer” em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.
    Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição”. Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência” tem algo de bizarro, talvez com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Culto do espelho. Selfie e narcisismo contemporâneo. Revista Cult. Edição 194. Adaptad
Dos trechos transcritos do texto, assinale o que denota ação verbal inacabada, transmitindo ideia de continuidade.
Alternativas
Q4068933 Português
Primavera

    A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
   Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
    Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
    Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
   Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
    Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.
    Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
    Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
    Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

(MEIRELES, Cecília. Obra em Prosa. Volume 1. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1998. Pág. 366. Adaptado.)
Analise os trechos transcritos do texto e assinale o que evidencia ação verbal precisa ou provável de decorrer.
Alternativas
Q4068893 Português
Texto para responder à questão.

Ergo os olhos e admiro a estante. Deste ângulo, vista assim, de baixo para cima, ela é de uma beleza quase opressiva. As prateleiras de madeira preta, com frisos dourados já um tanto gastos, dividem a parede na horizontal, cortadas pela presença de uma enorme escada, também de madeira escura, presa a um trilho. E, dispostos sobre as prateleiras por toda a parte – os livros.

(SEIXAS, Heloisa. A biblioteca. In: SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, p. 45.)
Em relação a esse excerto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A finalidade principal desse excerto é construir com palavras uma imagem mental de uma biblioteca.
( ) A presença de poucos recursos linguísticos expressivos revela apenas uma visão geral do ambiente.
( ) Levando em conta o foco narrativo, conclui-se que o narrador optou por caracterizar a biblioteca de um ponto objetivo.
( ) Do ponto de vista morfológico predominam, nesse excerto, verbos no presente, a fim de relevar como são os elementos no momento da fala, ou seja, no momento em que estão sendo observados.
A sequência correta está em
Alternativas
Q4068702 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
“A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação.” (2º§) Sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos desse excerto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O segundo período estabelece, em relação ao primeiro, uma relação semântica implícita de consequência.
( ) A locução verbal “está diminuindo” indica uma ação finalizada, mas que perdurou por um longo espaço de tempo.
( ) Esse excerto é, sintaticamente, formado por dois períodos e ambos são classificados como períodos compostos.
( ) Do ponto de vista morfológico, nota-se a presença de formas verbais flexionadas no modo indicativo, mas em dois tempos diferentes: pretérito perfeito e presente.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q4068326 Português

O contágio 'pode' ocorrer pelas mãos ou pela boca, diretamente conectados ao aparelho.



Conjugando o verbo destacado no pretérito imperfeito do indicativo, a nova frase é:

Alternativas
Respostas
1441: B
1442: D
1443: A
1444: C
1445: A
1446: D
1447: D
1448: A
1449: D
1450: C
1451: B
1452: E
1453: D
1454: B
1455: C
1456: X
1457: D
1458: A
1459: A
1460: B