Questões de Concurso Sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

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Q3155192 Português
    Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgar fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgar. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados.
    Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72.)
Todas as opções a seguir, retiradas do texto, apresentam formas flexionadas no mesmo tempo verbal, EXCETO:
Alternativas
Q3155118 Português

O amor não acaba, nós é que mudamos



    Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?


    O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado a nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantêm os mesmos.


    Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.


    O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.


(MEDEIROS, Martha. Almas gêmeas. Em: outubro de 2022.)

Em “O amor não acaba.” (4º§), é possível afirmar que:
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Q3155064 Português

[ritual] 



   Tenho gostado de me presentear com rituais de solidão.

   Tomar banho e me encontrar. Pele e água.

   Toalha e calor.

   Estudo delicado e cuidadoso de quem eu sou e do quanto cabe infinito neste um metro e tanto.

  Um prato um garfo uma faca e o ato demorado de comer. Eu mereço um vinho. Eu mereço comprar um chocolate. Eu mereço tudo que eu serviria caso estivesse recebendo visitas.

   Eu abro o pacote de guardanapos decorados.

   Eu abro o frasco de perfume. Eu abro o sabonete em forma de pétalas. Eu acendo a vela perfumada. Eu mereço me tratar bem. Eu gasto tempo comigo. Demorando em coisas de amor. Eu gasto o amor comigo. Esticando o tempo que sou. Eu mereço todas as coisas que eu guardei para alguém que nunca chegou.


(FERRAZ, Liana. Sede de me beber inteira. São Paulo: Planeta. p. 197. 2022.)

O pretérito perfeito do indicativo indica uma ação que já ocorreu. Os verbos conjugados nesse tempo verbal estão corretamente destacados em:
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Q3154253 Português
A mesóclise (colocação dos pronomes oblíquos átonos no meio do verbo) ocorre em quais tempos verbais? 
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Q3153279 Português
Os computadores quânticos "funcionam" de uma maneira diferente dos telefones ou notebooks tradicionais...
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0q0188yzq7o. adaptado)

Conjugando o verbo destacado no futuro do subjuntivo, tem-se:
Alternativas
Q3148412 Português
    Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás, antes da seca, longe. Num dia de apuro recorrera ao porco magro que não queria engordar no chiqueiro e estava reservado às despesas do Natal: matara-o antes do tempo e fora vendê-lo na cidade. Mas o cobrador da prefeitura chegara com o recibo e atrapalhara-o. Fabiano fingira-se desentendido: não compreendia nada, era bruto. Como o outro lhe explicasse que, para vender o porco, devia pagar imposto, tentara convencê-lo de que ali não havia porco, havia quartos de porco, pedaços de carne. O agente se aborrecera, insultara-o, e Fabiano se encolhera. Bem, bem, Deus o livrasse de história com o governo. Julgava que podia dispor de seus troços. Não entendia de imposto. — Um bruto, está percebendo? Supunha que o cevado era dele. Agora se a prefeitura tinha uma parte, estava acabado. Pois ia voltar para casa e comer a carne. Podia comer a carne? Podia ou não podia? O funcionário batera o pé agastado e Fabiano se desculpara, o chapéu de couro na mão, o espinhaço curvo: — Quem foi que disse que eu ia brigar? O melhor é a gente acabar com isso. Despedira-se, metera a carne no saco e fora vendê-la noutra rua, escondido. Mas, atracado pelo cobrador, gemera no imposto e na multa. Daquele dia em diante não criara mais porcos. Era perigoso criá-los.


Graciliano Ramos. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 1977, p. 100-101.

A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item.



As formas verbais no pretérito mais-que-perfeito, a exemplo de “recorrera”, “matara” e “fora” (segundo período), expressam acontecimentos anteriores ao tempo da recordação relatada no texto.

Alternativas
Q3147773 Português
Índios

Legião Urbana
Quem me dera, ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha
(...)

Quem me dera, ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente

Quem me dera, ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
(...)

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir
Nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, que apresenta um trecho da letra da canção Índios, interpretada pela banda Legião Urbana, julgue o próximo item. 


Nos dois últimos versos, as formas verbais flexionadas na primeira pessoa do singular estão no mesmo tempo verbal.  

Alternativas
Q3147686 Português
        Cléber de Souza, empresário e ex-garçom, acordou mais cedo que de costume. Cumpriu sua rotina matinal, se vestiu e partiu para uma das raras lojas que ainda revelam fotografias em Jaraguá do Sul (SC), onde mora. Pagou por uma única foto, tirada 21 anos atrás. Nela, aparece de camisa branca e gravataborboleta ao lado de um sorridente senhor de barbas brancas, que vestia uma camisa rosa estampada com coqueiros. Era Francis Ford Coppola. O cineasta americano visitou Curitiba em 2003, ano da foto. Em uma estada de três semanas, passou cinco vezes no restaurante italiano onde Souza trabalhava. Foi tietado pelos funcionários e até criou uma pizza personalizada, feita em massa grossa com muçarela, molho de tomate fresco, azeite e manjericão. O sabor é servido até hoje, com seu nome.

         Coppola circulava pela capital do Paraná, naquele ano, em busca de inspirações para o filme que vinha tentando produzir desde a década de 1980: Megalópolis. A película acaba de ser lançada e por isso o diretor resolveu retornar à cidade, que o atraiu anos atrás graças a seus dotes urbanísticos. Desta vez, permaneceu por apenas um dia. Souza, ansioso por reencontrar o antigo freguês na estreita janela de 24 horas, pegou a fotografia e percorreu, na tarde de 31 de outubro de 2024, os 160 quilômetros que conectam Jaraguá do Sul a Curitiba.

Plínio Lopes. O poderoso busão. In: Revista Piauí.
Internet:<piaui.folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado.


O encadeamento de acontecimentos expressos por verbos no pretérito perfeito, como ocorre no primeiro parágrafo, é um dos elementos que caracterizam o texto como narrativo.

Alternativas
Q4372008 Português

Assinale a alternativa o verbo em parênteses, adequado à conjugação e ao tempo verbal referentes a cada frase desta anedota. 


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q4372004 Português
Leia as frases e observe a palavra destacada. Depois marque a frase que a conjugação do verbo está no futuro.
Alternativas
Q4371697 Português
Qual alternativa preenche corretamente os espaços?
Já __________ anos, __________ neste local árvores e flores. Hoje, só __________ ervas daninhas.
Alternativas
Q4371120 Português

Complete as frases a seguir, empregando no pretérito perfeito e no presente, respectivamente, os verbos defectivos indicados entre parênteses.


• Ontem eu ___________ meus mapas. (colorir)


• No passado eu não me _________ ao sair à noite. (precaver-se)


• Quando era jovem, muitas vezes eu_________. (falir)


• Em tempos de progresso, eu __________ muitos prédios. (demolir)


Assinale a alternativa correta

Alternativas
Q4371118 Português

Complete as frases a seguir, empregando o verbo entre parênteses no modo e no tempo adequado ao contexto.


• Ontem, nós e eles ________ os assuntos de formatura. (resolver)


• Eu e tu __________ de modo diferente. (pensar)


• _____________ a discussão, em sala de aula, o professor e o representante do 9º ano. (coordenador)


• Quem vai dar a boa notícia _____________ eu. (ser)


Assinale a questão correta: 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDECAN Órgão: SES-PB Prova: IDECAN - 2024 - SES-PB - Advogado |
Q4361582 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA NA FRANÇA ENCONTRA MENSAGEM DE ARQUEÓLOGO DO SÉCULO XIX



Uma equipe francesa de arqueologia, ao escavar um sítio arqueológico romano com cerca de 2000 anos, encontrou uma mensagem num frasco de vidro. Era uma nota deixada por um arqueólogo que escavou a área há 200 anos.


O grupo de voluntários, dirigido pelo arqueólogo Guillaume Blondel, estava escavando o que resta de um sítio arqueológico no topo de um penhasco perto de Dieppe (Seine-Maritime), em Bracquemont.


O sítio arqueológico é interpretado como um recinto fortificado do período gaulês, mas também é conhecido como área onde César teria instalado um breve acampamento romano há mais de 2000 anos. E, desde o início da escavação, foram encontrados vários artefatos que datam do período gaulês — a maioria peças de cerâmica com cerca de dois mil anos.


Blondel, que chefia o serviço arqueológico da cidade de Eu, realizava trabalhos de emergência, por causa da erosão do penhasco, quando Pierre, um voluntário que estuda história em Caen, descobriu um objeto estranho no topo de uma trincheira.


Blondel foi investigar e rapidamente concluiu que não se tratava de nenhuma cerâmica da época romana. Em seguida, verificou que também não se tratava de um dispositivo explosivo da Segunda Guerra Mundial. Tomadas as devidas precauções, Blondel e os voluntários extraíram o pote da terra.


"Este recipiente continha um copo envidraçado. Podia ver-se um objeto de vidro transparente", descreveu Blondel. O investigador concluiu que o pote datava do século XIX.


Eis que o objeto de vidro era afinal "uma garrafa de sais aromáticos como a usada no pescoço das mulheres, que o respiravam para evitar desmaiar dentro do corpete apertado" que era moda na época, explica.


Dentro do frasco de vidro rolhado estava um papel enrolado, preso com um cordel, com uma mensagem. Entre as muitas suposições do que poderia constar no escrito, o arqueólogo brincou: "Que tal uma receita de torta de maçã?".


(...)



https://www.rtp.pt/noticias/mundo/escavacao-arqueologica-em-franca-e ncontra-mensagem-de-arqueologo-do-seculo-xix_n1601499 

"[...] também é conhecido como área onde César teria instalado um breve acampamento romano [...]"



O verbo realçado indica

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Q4359497 Português
Por meio do emprego dos tempos e modos verbais, podemos alterar o sentido dos textos que produzimos. Por exemplo, na oração. "O Brasil perdeu 25 pessoas que atuavam na proteção ao ambiente em 2023. Um número horrível, mas mesmo assim menor do que as 27 pessoas que o país tinha perdido em 2022." O sentido só permanece exatamente o mesmo na opção
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Q4354090 Português
Em “Se quiséssemos rever, ________ porém, se eles quisessem “intervir _________” as formas verbais que completam corretamente a frase são
Alternativas
Q4296305 Português

A PALAVRA FEIA DE ALBERTO


(1º§) Uma tarde, numa festa muito elegante, o jovem Alberto ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes. A palavra ficou flutuando como uma pequena nuvem cinzenta. Era muito feia e coberta de pelos negros e duros. Com um rápido movimento de pulsos, Alberto pegou a palavra no ar e colocou-a dentro de seu bolso traseiro.


(2º§) Foi quando começou a confusão. O Sr. Hilário atirou seu taco de críquete para o alto (...) o taco aterrissou bem em cima do dedão de Alberto. O garoto abriu a boca para gritar, mas a palavra feia saiu primeiro, muito maior e mais horrorosa do que antes. Todos os convidados ficaram chocados. Eles não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.


(3º§) – Venha comigo, rapazinho! – Disse a mãe de Alberto.


(4º§) No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão. Enquanto Alberto esfregava a língua, a palavra feia sentou-se no ombro do garoto e ficou rindo maldosamente.


(5º§) Alberto sabia que alguma coisa precisava ser feita. A palavra fica escondida, esperando pacientemente enquanto a festa continua, e quando Alberto admirava a tia Isabella cantar ópera, a palavra encolheu e voou até a boca de Alberto.


(6º§) De repente aconteceu uma confusão, o mordomo Chives derrubou uma bandeja de ovos condimentados em cima do vestido da madame Friatta, que derrubou o coquetel na careca do Sr. Hilário, que atirou seu taco de críquete para o alto, que por fim aterrissou em cima do dedão de Alberto que gritou a palavra feia que estava em sua boca.


(7º§) Todos ficaram horrorizado, então, Alberto saiu correndo e foi bater na casa do jardineiro.


(8º§) O jardineiro, que também era um mágico praticante, abriu a porta com um sorriso. O mágico jardineiro ficou logo sabendo que Alberto tinha pegado uma palavra feia. (...) Puxou uma gaveta repleta de palavras que estalavam e cintilavam.


(9º§) – Algumas vezes precisamos de palavras muito fortes – explicou – para mostrar como estamos nos sentindo.


(10º§) Use estas palavras aqui e talvez você não tenha mais problemas. E entregou um dicionário para Alberto. (...)


(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/mod_ii_vol2unid2.pdf)     

Marque a alternativa com análise incorreta. 
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Q4268454 Português
Inteligência Artificial impacta empregos no mundo e no Brasil


A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirma que na maioria dos cenários, a IA provavelmente piorará a desigualdade geral. Ela diz que os políticos precisam abordar essa tendência preocupante para evitar que a tecnologia alimente ainda mais as tensões sociais.


A proliferação da inteligência artificial tem despertado um debate sobre os seus benefícios e riscos. O FMI disse que a inteligência artificial afetará uma proporção maior de empregos − estimada em cerca de 60% − nas economias avançadas. Em metade destes casos, os trabalhadores podem esperar se beneficiar da integração da inteligência artificial, o que aumentará a sua produtividade.


Em outros casos, a inteligência artificial terá a capacidade de realizar tarefas importantes que são atualmente executadas por humanos. Isso poderá reduzir a procura de mão de obra, afetando salários e até mesmo erradicando empregos, segundo a avaliação.


Ao mesmo tempo, o FMI prevê que a tecnologia afetará apenas 26% dos empregos nos países de baixa renda.


Georgieva disse que muitos destes países não têm infraestrutura ou mão de obra qualificada para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, aumentando o risco de que, com o tempo, a tecnologia possa piorar a desigualdade entre as nações.


De um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens e com renda mais elevada perceberão um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial. Os trabalhadores com renda mais baixa e os mais velhos correm o risco de ficarem obsoletos, afirma o FMI.


"É crucial que os países estabeleçam redes de segurança social abrangentes e ofereçam programas de reciclagem para trabalhadores vulneráveis", disse Georgieva. "Ao fazer isso, tornaremos a transição para a IA mais inclusiva, protegendo os meios de subsistência e reduzindo a desigualdade."


A análise do FMI vem no momento em que líderes empresariais e políticos globais se reúnem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A IA é um tópico de discussão, após o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT.


A tecnologia enfrenta a crescente regulamentação em todo o mundo. No mês passado, as autoridades da União Europeia chegaram a um acordo provisório sobre as primeiras leis abrangentes do mundo para regular o uso da IA. O Parlamento Europeu votará as propostas da Lei da IA no início deste ano, mas nenhuma legislação entrará em vigor antes de 2025.


Os EUA, o Reino Unido e a China ainda não publicaram  suas próprias diretrizes de IA.


Embora o Brasil tenha iniciado debate no Congresso sobre o assunto, ainda não possui regulamentação sobre o tema.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgekv170k0eo. Adaptado.
Ao mesmo tempo, o FMI 'prevê' que a tecnologia afetará apenas 26% dos empregos nos países de baixa renda.
Conjugando o verbo destacado no pretérito perfeito do indicativo, tem-se:
Alternativas
Q4267929 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.
Um dos motivos é que os cientistas 'acreditavam' que a coceira 'seria' apenas uma forma suave de dor.
Os verbos destacados estão conjugados, respectivamente, no:
Alternativas
Q4253409 Português

Leia o texto para responder a questão.


Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?


    Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.


    É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.


    “Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”


    É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.


    Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.


    Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.



Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/ 

Assinale a alternativa que apresenta uma conclusão correta dos vocábulos “há” e “houvesse”. 
Alternativas
Respostas
501: A
502: A
503: A
504: C
505: B
506: C
507: E
508: C
509: A
510: A
511: D
512: B
513: D
514: C
515: B
516: A
517: D
518: D
519: B
520: A