Questões de Concurso Sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

Foram encontradas 4.638 questões

Q4076481 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.

Ferramentas de inteligência artificial em registros de violência contra a mulher

    A Polícia Civil começou a adotar, em todas as delegacias do Estado, um serviço de digitalização e análise por inteligência artificial (lA) com base no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar). O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial com mais rapidez na prevenção de novas agressões às mulheres. A ferramenta foi lançada pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP).

    Atualmente o Fonar é preenchido quando a vítima registra ocorrência em uma delegacia física ou na Delegacia Online (DOL). Na Polícia Civil gaúcha, o Fonar está disponível no módulo Ocorrência do Sistema de Polícia Judiciária (SPJ) e na DOL. No atendimento presencial, o Fonar pode ser completado pelo policial civil diretamente no SPJ (forma já difundida), ou preenchido de forma híbrida (documento impresso e sistema). Impresso, o formulário será respondido pela vítima à caneta. Depois, será escaneado e, caso necessário, será complementado com as respostas dos policiais diretamente no SPJ, com apoio de inteligência artificial. A ferramenta atuará como recurso interpretativo das respostas no processo de digitalização. 

    Como resultado, todas as respostas geradas no contexto de violência doméstica e familiar no Estado serão armazenadas de forma mais adequada e estruturada. Elas irão compor ferramentas estatísticas, relatórios, mapas e outros documentos, a fim de subsidiar decisões e políticas públicas nos âmbitos estadual e nacional, de forma a ampliar as ações da Secretaria da Segurança Pública, oferecendo mais proteção às vítimas. 

    A digitalização do formulário auxiliará os policiais na coleta e na análise de dados gerados durante o registro de ocorrências. Compreender melhor os crimes relacionados à Lei Maria da Penha permite identificar fatores de risco, bem como apontar sua gravidade.

    Para a diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da DOL, o Fonar é um avanço estratégico na proteção de mulheres no Brasil. A Polícia Civil vem aprimorando suas atividades com tecnologia e, agora, concretiza a aplicação da IA ao seu principal sistema, auxiliando a prestação do serviço policial, fortalecendo a utilização de instrumentos que qualificam as políticas públicas relacionadas à proteção às mulheres. "A ferramenta vem trazer mais proteção, prevenção e cuidado com as mulheres. A vítima responde ao formulário no seu tempo e, com o novo sistema, a análise, a interpretação e a estruturação dos dados podem facilltar o atendimento, além de agilizar o encaminhamento ao judiciário. A digitalização e a análise fortalecem ainda o compartilhamento de informações e a atuação integrada das forças de segurança", disse.

    O documento é parte da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e das políticas públicas implementadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Foi instituído em 2020 por uma resolução que definiu a finalidade e as formas de aplicação e destinação. É composto por questões objetivas e subjetivas. Deve ser preferencialmente aplicado pela Polícia Civil no registro da ocorrência ou, em sua impossibilidade, pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário, por ocasião do primeiro atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar.

    Apos a coleta dos dados, o formulário passa a integrar inquéritos e procedimentos relacionados aos crimes, subsidiando pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPU), medidas cautelares, bem como outros encaminhamentos da rede de proteção para gestão integrada dos riscos.

Adaptado de: https://estado.rs.gov.brlpolicia-civil-vai-usar-ferramenta-de-lntelígencia-a rtificial-em- reg istros-de-violencia-contra-a-mu lher-apartir-de-segunda-1 1.
Considere a frase A digitalização do formulário auxiliará os policiais na coleta e na análise de dados gerados durante o registro de ocorrências e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4076209 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
A reescrita que preserva o sentido e transpõe corretamente para a voz passiva analítica o trecho “chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência” (linhas 4 a 6), é: 
Alternativas
Q4076058 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


FJP realiza diagnóstico estratégico para geração de valor público e desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais


   Realizar um amplo estudo diagnostico com a identificação de tendências e a proposição de políticas públicas para a geração de valor público com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado. Esta é a proposta do projeto Minas 2025-2050, iniciativa do Governo de Minas coordenada pela Fundação João Pinheiro (FJP).

   Já em andamento, o projeto é dividido em cinco eixos: Economia, Políticas Sociais, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública e Governo. Para uma cobertura mais ampla do diagnóstico e a análise de perspectivas de médio e longo prazos, cada uma dessas áreas foi subdividida em temas que estão sendo trabalhados individualmente, como conjuntura e relações entre economia e meio ambiente; saúde, educação e assistência social; logística, saneamento, habitação, energia e espaço urbano; administração da justiça, sistemas prisional e socioeducativo e mapa da violência; finanças públicas, gestão de pessoas, governança e custo regulatório.

   O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados, além de eventos temáticos ao longo do ano.

   No final da década de '1960, Minas Gerais passava por um processo amplo de modernização cujo intuito era incentivar o desenvolvimento econômico do estado. Na época, o Sistema Estadual de Planejamento foi criado tendo a Fundação João Pinheiro como um de seus atores centrais. Esse sistema foi gradualmente ampliado ao longo da década seguinte e a instituição participou da construção do II Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (PMDES). Nesse período, o estado passou a crescer, apresentando taxas médias anuais superiores às do país.

   Mais tarde, em 1989, o artigo 174 da Constituição de Minas Gerais definiu o PMDI como instrumento básico de planejamento do estado. Destaque no país pela elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo, o estado inovou mais uma vez em 2002, com o projeto Minas Gerais do Século XXI, que apresentava um diagnostico da realidade estatal e as tendências mundiais em diversas áreas da administração pública.

   Agora, com o projeto Minas 2025-2050, o estado apresenta uma proposta que também inova ao articular a produção de evidências atualizadas com a proposição de diretrizes gerais para subsidiar o novo planejamento de longo prazo do governo mineiro. Com isto, os produtos resultantes da iniciativa não serão meramente acadêmicos, mas também guias práticos para proposição de políticas públicas arrojadas e com mais potencial de geração de valor público.


Adaptado de: https://úp.mg.gov.brlfjp-realiza-diagnosticoestrategico-para-geracao-de-valor-publico-e-desenvolvimentosocioeconomico-de-minas-gerais/.
Considere o seguinte trecho do terceiro parágrafo: O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados. A substituição da forma verbal irão abranger por uma forma simples, mantendo-se a correção gramatical e a concordância, resultaria em: 
Alternativas
Q4074545 Português
A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais



(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).
Ao converter a oração “Valle compartilhou conselhos práticos”, retirada do texto, para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Alternativas
Q4074495 Português
População brasileira é a 7ª mais feliz do mundo, diz pesquisa


Por Redação g1

Q1_15.png (700×481)


(Disponível em: g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/20/pesquisa-felicidade-brasil.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “43% consideram a situação econômica boa”, retirado do texto, o verbo flexionado “consideram” está empregado em qual tempo verbal?
Alternativas
Q4073992 Português
Considere a seguinte pergunta:
Como você ________ se fosse atacado?
A forma verbal que preenche corretamente a lacuna é: 
Alternativas
Q4073561 Português

'Parece' um contrassenso usar carros para combater o aquecimento.


Transpondo o verbo destacado para o pretérito imperfeito do indicativo, tem-se:

Alternativas
Q4072309 Português
Durante a revisão das diretrizes operacionais do cartaz (texto), um oficial reescreveu o segundo tópico iniciando-o por “O atendimento emergencial será garantido logo que o agente [...]” e tendo que continuar com uma oração iniciada pelo verbo VER flexionado adequadamente.

Para garantir o rigor linguístico exigido na redação de documentos oficiais, a complementação do período com a forma verbal CORRETA é: 
Alternativas
Q4071892 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os mistérios de uma antiga civilização avançada ainda pouco conhecida

Casas de tijolos com vários andares, ruas organizadas e um sistema de drenagem eficiente, com estruturas semelhantes a vasos sanitários com descarga, poderiam lembrar cidades atuais. No entanto, essa descrição refere-se aos centros urbanos da antiga civilização do Vale do Indo, que existiu há milhares de anos e já apresentava elevado nível de desenvolvimento.

Essa civilização, contemporânea do antigo Egito e da Mesopotâmia, é considerada altamente sofisticada, embora ainda seja pouco compreendida. Parte desse desconhecimento decorre do fato de sua escrita não ter sido decifrada, além da possibilidade de sua organização social ter sido mais igualitária do que a de outras sociedades da época.

Seu período mais desenvolvido ocorreu entre 2600 a.C. e 1900 a.C., embora suas origens remontem a cerca de 4000 a.C. Estendia-se ao longo do rio Indo, em regiões que hoje correspondem ao Paquistão e à Índia, sendo formada por comunidades agrícolas e mais de mil e quatrocentas cidades e povoados.

Um de seus aspectos mais notáveis era o planejamento urbano. As cidades possuíam construções de tijolos padronizados, ruas retas e organizadas em ângulos, além de sistemas de esgoto avançados e espaços destinados a banhos. Esses elementos indicam preocupação com higiene e saúde. A organização urbana também favorecia o comércio, incluindo trocas com outras regiões, como a Mesopotâmia, envolvendo matérias-primas e tecidos.

Outro ponto relevante é a forma de governança. As evidências sugerem uma administração coletiva e estruturada, responsável pela manutenção das cidades, sem sinais claros de poder concentrado, como palácios ou grandes monumentos. Isso diferencia essa civilização de outras da mesma época, nas quais o poder era centralizado e visível.

Apesar dos avanços, muitos aspectos permanecem desconhecidos. Isso se deve, em parte, ao fato de vários sítios ainda não terem sido escavados e ao uso predominante de materiais menos duráveis, como tijolos de barro. Além disso, a escrita encontrada em selos ainda não foi compreendida, o que dificulta o acesso a informações sobre a cultura, as crenças e a organização dessa sociedade.

Essa escrita é composta por poucos símbolos e não possui equivalentes conhecidos que auxiliem sua interpretação. Estudos indicam que há uma estrutura organizada, o que sugere a existência de regras, mas ainda não há consenso sobre seu significado. Caso seja decifrada, poderá revelar informações importantes sobre essa civilização.

Quanto ao seu declínio, uma das principais explicações está relacionada a mudanças ambientais, especialmente alterações no regime de chuvas. Evidências indicam que as populações abandonaram as cidades por volta de 1900 a.C. devido a inundações e dificuldades de adaptação ao novo ambiente.

O estudo dessa civilização oferece reflexões importantes para o presente. Sua organização social e urbana demonstra alto nível de planejamento, mas também revela que fatores ambientais influenciam profundamente o destino das sociedades. Com os recursos tecnológicos atuais, há maior capacidade de compreender esses processos e buscar formas de garantir a sustentabilidade das civilizações contemporâneas.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c248qzqvzqpo.adaptado.

As cidades "possuíam" construções de tijolos padronizados, ruas retas e organizadas em ângulos, além de sistemas de esgoto avançados e espaços destinados a banhos.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no: 
Alternativas
Q4070102 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos


Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de resíduos de ópio em peças de cerâmica de 3.500 anos, uma prova que apoia a teoria que esta droga alucinógena era utilizada em rituais funerários.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012, quando as escavações na cidade de Yehud, no centro, revelaram uma série de tumbas da Idade do Bronze.

Os pesquisadores encontraram recipientes de cerâmica que se assemelhavam às flores da papoula-dormideira, a qual se deriva o ópio, que datavam do século XIV a.C.

Logo examinaram se haviam servido de recipiente para a droga que, de acordo com escritos anteriores, era utilizada nos rituais funerários em Canaã, e encontraram "resíduos de ópio em oito recipientes", disseram os investigadores em um comunicado.

É provável que esses recipientes "eram colocados nas tumbas para cerimoniais - ritos e rituais realizados pelos vivos para seus familiares mortos", disse Ron Be'eri, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades.

Durante essas cerimônias, "os membros da família ou um sacerdote em seu nome tentavam convocar o espírito de seus familiares mortos e entrar em um estado de êxtase através do uso do ópio", contou Be'eri.

No entanto, o arqueólogo reconheceu que o uso da droga nos tempos antigos é muito desconhecido. "Só podemos especular sobre o que se fazia com o ópio", afirma o pesquisador.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos (msn.com). Adaptado.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012.



Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4069124 Português
 O asteroide que caiu na região do golfo do México desencadeou poderosos tremores de terra. 
Transpondo a frase para o pretérito mais que perfeito do indicativo, tem-se:
Alternativas
Q4068961 Português
Culto do espelho

    Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu”, descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu”.
    O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar‐se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.
    Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar‐ -se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.
    O celular tornou‐se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz‐se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.
    O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo‐nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer” em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.
    Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição”. Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência” tem algo de bizarro, talvez com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Culto do espelho. Selfie e narcisismo contemporâneo. Revista Cult. Edição 194. Adaptad
Dos trechos transcritos do texto, assinale o que denota ação verbal inacabada, transmitindo ideia de continuidade.
Alternativas
Q4068933 Português
Primavera

    A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
   Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
    Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
    Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
   Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
    Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.
    Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
    Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
    Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

(MEIRELES, Cecília. Obra em Prosa. Volume 1. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1998. Pág. 366. Adaptado.)
Analise os trechos transcritos do texto e assinale o que evidencia ação verbal precisa ou provável de decorrer.
Alternativas
Q4068893 Português
Texto para responder à questão.

Ergo os olhos e admiro a estante. Deste ângulo, vista assim, de baixo para cima, ela é de uma beleza quase opressiva. As prateleiras de madeira preta, com frisos dourados já um tanto gastos, dividem a parede na horizontal, cortadas pela presença de uma enorme escada, também de madeira escura, presa a um trilho. E, dispostos sobre as prateleiras por toda a parte – os livros.

(SEIXAS, Heloisa. A biblioteca. In: SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, p. 45.)
Em relação a esse excerto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A finalidade principal desse excerto é construir com palavras uma imagem mental de uma biblioteca.
( ) A presença de poucos recursos linguísticos expressivos revela apenas uma visão geral do ambiente.
( ) Levando em conta o foco narrativo, conclui-se que o narrador optou por caracterizar a biblioteca de um ponto objetivo.
( ) Do ponto de vista morfológico predominam, nesse excerto, verbos no presente, a fim de relevar como são os elementos no momento da fala, ou seja, no momento em que estão sendo observados.
A sequência correta está em
Alternativas
Q4068702 Português
Recuperação da educação brasileira, possíveis caminhos

Durante o último ano tenho conversado com formuladores de políticas, diretores escolares, professores e estudantes sobre as suas experiências durante a pandemia de Covid-19. Do Chile à Coreia do Sul, surgem questões comuns: são muitas as situações de aceleração da digitalização; por outro lado, as perdas de aprendizagem e as desigualdades aumentaram. 

O Brasil não é exceção, mas existem particularidades que merecem atenção. Nas últimas décadas, a educação tem sido parte vital do progresso do País. Porém mesmo antes da pandemia o crescimento econômico e o progresso social tinham estagnado, até mesmo retrocedido. A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação. O risco não é apenas o fim do progresso, mas também de conquistas feitas serem perdidas.

Este é um momento crítico para a educação no Brasil. É um momento que exige que os brasileiros olhem para o futuro, para a educação e o futuro que desejam para suas crianças; para dentro, aprendendo com experiências passadas e presentes e, para fora, procurando inspiração de pares internacionais.

Olhar para o futuro requer uma visão estratégica de longo prazo para o Brasil. Significa enfrentar os desafios profundamente enraizados da qualidade e equidade. No Pisa 2018, metade dos brasileiros de 15 anos não atingiram a proficiência básica em leitura. As desvantagens socioeconômicas e o status da escola ainda têm impacto maior no sucesso escolar dos estudantes do que na maioria dos países da OCDE.

Olhar para dentro também oferece caminhos para o futuro. A aprovação do novo Fundeb é uma vitória para o Brasil e prova de compromisso contínuo com a educação e a equidade. No entanto, as escolas desfavorecidas ou rurais ainda são mais propensas a enfrentar a escassez de recursos do que outras no Brasil mesmo e do que seus pares da OCDE.

Melhorar a distribuição de recursos para chegar aos que mais necessitam e onde os maiores ganhos podem ser obtidos exigirá que os Estados e municípios repensem os seus mecanismos de alocação. O Ceará fornece um exemplo poderoso, alinhando indicadores de desempenho e transferências intergovernamentais com medidas para elevar a alfabetização. O sistema descentralizado brasileiro oferece tais oportunidades de inovação local; é importante identificar boas práticas, replicando-as em todo o sistema.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é crucial na promoção da equidade e qualidade, definindo as competências que todos os estudantes devem adquirir. O fechamento de escolas complicou sua implantação, mas a Covid-19 é também uma oportunidade para reacender o ímpeto da reforma: a BNCC será fundamental para a recuperação da aprendizagem. Da mesma forma, o novo ensino médio, prometendo maior flexibilidade curricular e relevância no mercado de trabalho, poderá reengajar os alunos após meses fora da escola. Mas para que essas oportunidades sejam concretizadas será necessária uma liderança eficaz, forte cooperação e monitoramento constante.

Olhar para fora pode servir de inspiração. Sistemas escolares bem-sucedidos mostram que a qualidade deles depende da qualidade de seus professores. O Brasil tem trabalho a fazer nessa área, selecionando e formando cuidadosamente os docentes e estruturando sua remuneração e sua trajetória profissional para refletir os padrões profissionais esperados. As novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores são um passo positivo, mas esforços complementares ainda serão necessários.

Durante a última década, muitos países da OCDE deram prioridade à educação da primeira infância, vista como uma forma de igualar as condições de educação e da vida. No Brasil, apesar da elevada participação entre as crianças mais velhas, em 2018 apenas cerca de dois terços das crianças de 3 anos estavam matriculadas nesse nível, com uma lacuna preocupante entre os mais ricos e os mais pobres. A qualidade também precisa de atenção: o impacto da participação nesse nível nos futuros resultados de aprendizagem não é tão positivo no Brasil como é na média da OCDE.

Há muito a fazer. Três novos relatórios da OCDE – Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional; Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas nacionais e subnacionais; e Education Policy Outlook: Brasil, com foco em políticas internacionais –, publicados com apoio do Todos Pela Educação e do Itaú Social, podem oferecer perspectivas para apoiar o Brasil nesse esforço.

Em 2021, a resposta e a recuperação da covid-19 continuarão a dominar a agenda. Mas para que a educação possa apoiar o desenvolvimento do País o progresso alcançado não só tem de ser sustentado, como também acelerado. O Brasil precisa equilibrar o urgente e o importante, considerando prioridades imediatas e reformas estruturais como parte de uma estratégia de recuperação coerente.

(SCHLEICHER, Andreas. Recuperação da educação brasileira: possíveis caminhos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, n. 46642, 30 jun. 2021. Espaço Aberto, p. A2.) 
“A pandemia levou a mais de um ano de fechamento de escolas. Está diminuindo a capacidade das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, de apoiar a educação dos seus filhos, e desafiando a capacidade do governo de financiar a educação.” (2º§) Sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos desse excerto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O segundo período estabelece, em relação ao primeiro, uma relação semântica implícita de consequência.
( ) A locução verbal “está diminuindo” indica uma ação finalizada, mas que perdurou por um longo espaço de tempo.
( ) Esse excerto é, sintaticamente, formado por dois períodos e ambos são classificados como períodos compostos.
( ) Do ponto de vista morfológico, nota-se a presença de formas verbais flexionadas no modo indicativo, mas em dois tempos diferentes: pretérito perfeito e presente.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q4068326 Português

O contágio 'pode' ocorrer pelas mãos ou pela boca, diretamente conectados ao aparelho.



Conjugando o verbo destacado no pretérito imperfeito do indicativo, a nova frase é:

Alternativas
Q4068306 Português
Notívagos podem ter maior risco de diabetes e doenças cardíacas do que madrugadores.

Assinale a opção cuja frase encontra-se no futuro do pretérito do indicativo.
Alternativas
Q4067973 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:


                                                               


(Kiko Welbber, Talco e Show. Disponível em: https://developerslife.tech)

Assinale a alternativa com o verbo adequado para dar sequência à fala reescrita da personagem, no 2o quadrinho.


Você já parou pra pensar se seria possível que mais de uma pessoa

Alternativas
Q4066984 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A água é um bem natural que _________ a todos nós. É um bem que não pode faltar, pois significa vida e, quando limpa, livre de poluição, é saúde. A água é importante para o desenvolvimento do país e é um bem que não se renova. É ____________ para a maioria da população e, se as fontes, os mananciais, não forem preservados, corremos o risco de ver a água acabar.

Sujar rios, lagoas e nascentes, assim como fazer desmatamentos, barragens ou furar poços em lugares não autorizados, são atitudes que comprometem a qualidade da água. A água é um produto nobre, especialmente quando tratada, e por isso deve ser usada de forma racional.


Disponível em: http://samae.com.br/pagina/111_Nossa-Agua.html. Acesso em: 27/dez/2021. [adaptado]
Assinale a alternativa que contém CORRETA e respectivamente os tempos e os modos dos verbos "pode" e "renova", retirados do texto:
Alternativas
Q4066787 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Humanos e máquinas


    Humanos e máquinas poderão se fundir tão completamente que os humanos não serão capazes de sobreviver se estiverem desconectados da rede. Estarão conectados desde o útero, e, se em algum momento da vida você optar por se desconectar, as companhias de seguro talvez se recusem a lhe fazer um seguro de vida, empregadores talvez se recusem a empregá-lo, e serviços de saúde talvez se recusem a cuidar de você. Na grande batalha entre saúde e privacidade, a saúde provavelmente vencerá sem muito esforço.

    À medida que, através de sensores biométricos, cada vez mais dados fluírem de seu corpo e de seu cérebro para máquinas inteligentes, será fácil para corporações e agências do governo conhecer você, manipular você e tomar decisões por você. Mais importante ainda, eles serão capazes de decifrar os mecanismos profundos de todos os corpos e cérebros, e com isso adquirir o poder de fazer a engenharia da vida. Se quisermos evitar que uma pequena elite monopolize esses poderes, que parecem divinos, e se quisermos impedir que a humanidade se fragmente em castas biológicas, a questão-chave é: quem é dono dos dados? Os dados do meu DNA, meu cérebro e minha vida pertencem a mim, ao governo, a uma corporação ou ao coletivo humano?

    Melhor será invocar juristas, políticos, filósofos e artistas para que voltem sua atenção para esta charada: como regular a propriedade de dados? Essa talvez seja a questão política mais importante de nossa era.


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 questões para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 109-110)
Na reconstrução de uma frase do texto, há adequada correlação entre os tempos e modos verbais em:
Alternativas
Respostas
341: A
342: D
343: B
344: D
345: D
346: E
347: D
348: E
349: B
350: B
351: C
352: X
353: D
354: A
355: A
356: B
357: D
358: B
359: E
360: B