Questões de Concurso Sobre flexão verbal de número (singular, plural) em português

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Q4246188 Português
Assinale a alternativa cuja lacuna pode ser preenchida corretamente pela forma verbal "chegaram", no plural, de acordo com a concordância lógica.
Alternativas
Q4246187 Português
"Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta." (Fernando Pessoa)

Reescrevendo a parte destacada do pensamento acima fazendo referência a "elas" (terceira pessoa do plural no feminino), fica correta a seguinte construção: 
Alternativas
Q4245997 Português
Texto para o item.

Césio‑137: acidente em Goiânia deixou lições que continuam orientando a proteção a trabalhadores expostos à radiação

    O acidente ocorreu em setembro de 1987, quando uma cápsula contendo Césio‑137 foi retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos, pessoas manusearam o material radioativo, que se espalhou por diversos locais, provocando uma emergência sanitária de grandes proporções.
    Para o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei 10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na avaliação do diretor‑presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura de segurança radiológica. “Consolidou‑se o entendimento de que a segurança depende de mecanismos permanentes de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes radioativas”, explica.
    Desde então, foram ampliadas as exigências relacionadas ao licenciamento de instalações, rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento, transporte, monitoramento individual de trabalhadores, qualificação profissional e preparação para emergências.
    A evolução da segurança radiológica também foi influenciada por acidentes internacionais, como os de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão, em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram a importância da cultura de segurança, da transparência institucional, da preparação para emergências e da revisão contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure, a principal lição desses acidentes é que a segurança não é uma condição permanente. Quase 40 anos após o Césio‑137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui. 

Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.

No trecho “Consolidou‑se o entendimento de que a segurança depende de mecanismos permanentes de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes radioativas.”, caso a palavra “entendimento” fosse substituída por orientações, as formas verbais “consolidou” e “depende” deveriam ser flexionadas no plural.
Alternativas
Q4244280 Português
O texto seguinte servirá para responder à questão.


A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em risco. 


Um avião da Força Aérea Real Britânica (RAF), que transportava o Secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, sobrevoava a Estônia perto da fronteira com a Rússia na semana passada quando algo estranho aconteceu.

De acordo com dados de voo analisados pelo Serviço Mundial da BBC, o transponder da aeronave repentinamente começou a indicar que ela estava em território russo, a 300 quilômetros de distância de onde estava segundos antes.

Supostamente, o avião estava voando a apenas 11 quilômetros por hora sobre um lago perto de São Petersburgo. Mas nada disso era verdade. O sistema de navegação da aeronave havia sido afetado por um ataque cibernético. Isso ocorre quando uma área é inundada por sinais de rádio que imitam os de GPS.

Como os sinais de satélite são relativamente fracos quando chegam à Terra, um transmissor terrestre pode emitir sinais falsificados mais fortes, que podem ser captados por sistemas de navegação, incluindo os de aeronaves.

A prática, conhecida como spoofing, é normalmente realizada por militares que buscam reduzir a precisão de armas inimigas que usam navegação por GPS, como mísseis de longo alcance e pequenos drones.

Muitas forças armadas possuem unidades especializadas que constroem transmissores em bases fixas ou os instalam em veículos. Mas voos comerciais agora estão sendo afetados por essa guerra eletrônica.

Pilotos da Força Aérea Real foram forçados a guiar a aeronave usando um sistema de navegação mais antigo e menos preciso, que opera em paralelo com o GPS. O Ministério da Defesa britânico declarou que a segurança da aeronave não foi comprometida.

Na verdade, não foi a única aeronave na área afetada naquele dia. Dados compartilhados com a BBC pela consultoria de aviação SkAI Data Services mostram que mais de cem aeronaves com passageiros a bordo estavam transmitindo localizações incorretas como resultado de falsificação de sinal.

Os mesmos dados indicam que a falsificação e o bloqueio de sinal — outro tipo de interferência que mascara os sinais de satélite para impedir o funcionamento do GPS — estão se tornando cada vez mais comuns em áreas próximas a zonas de guerra ou onde há muita atividade militar, como a região do Mar Báltico, o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, a Índia, o Paquistão e a área ao redor de Mianmar.

No Golfo Pérsico, por exemplo, houve um aumento repentino no número de voos que relataram falsificação de GPS após o início da guerra entre os Estados Unido se Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Em março, 5.381 voos relataram falsificação, um aumento em relação aos 99 de fevereiro e aos 14 de janeiro, segundo a SkAI Data Services.

Os casos na região do Báltico dispararam de 17.243 em2024 para 59.447 em 2025, ainda de acordo com a SkAI Data Services.

Esse aumento coincide com o crescente uso de ataques com drones no conflito entre a Rússia e Ucrânia.

Outras rotas aéreas movimentadas na Europa, no Oriente Médio e na Ásia também sofreram com falsificação ou interferência de GPS, com uma média demais de 800 voos afetados diariamente em todo o mundo neste ano.

Considerando que a tecnologia necessária para isso é facilmente encontrada na maioria dos países, especialistas temem que esse fenômeno se torne generalizado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyv2zpv85n2o

Os mesmos dados indicam que a falsificação e o bloqueio de sinal — outro tipo de interferência que mascara os sinais de satélite para impedir o funcionamento do GPS — estão se tornando cada vez mais comuns em áreas próximas a zonas de guerra ou onde há muita atividade militar, como a região do Mar Báltico, o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, a Índia, o Paquistão e a área ao redor de Mianmar.


“O sistema de navegação da aeronave havia sido afetado por um ataque cibernético.”


Com base nas regras de concordância verbal e nominal, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas. 



( ) O verbo “haver”, em “havia sido afetado por um ataque”, está flexionado no singular por se tratar de verbo impessoal, que deve permanecer nessa forma por integrar uma oração sem sujeito explícito.


( ) A forma verbal “estão” está flexionada no plural para concordar com “sinais de satélite”, que também se encontra no plural, sendo o núcleo o termo “sinais”.


( ) Os verbos “mascarar” e “impedir” relacionam-se ao mesmo referente semântico, sendo que “mascarar” aparece flexionado em concordância com o sujeito da oração, enquanto “impedir” permanece no infinitivo por integrar uma oração reduzida que expressa finalidade.


( ) O verbo “haver”, em “há muita atividade militar”, admite substituição por “existir” sem prejuízo da correção gramatical; todavia, diferentemente de “haver”, o verbo “existir” não é impessoal, devendo ser flexionado no plural, na forma “existem”.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.

Alternativas
Q4244059 Português
Farmar Aura: Pertencimento e juventude na Era Digital


    Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso. Pois bem. A expressão combina um termo usado pelos jogadores ou gamers (farmar, vem do verbo em inglês to farm, cultivar em uma fazenda, mas nos jogos é usado como sinônimo de acumulação de recursos), somada a uma palavra ligada ao campo do simbólico (aura, ou atmosfera transmitida por alguém), revelando muito mais do que uma simples brincadeira. Ela oferece uma oportunidade para compreendermos como a linguagem se transforma, como os grupos sociais constroem identidades coletivas e como as novas gerações produzem seus próprios códigos culturais.

    As gírias podem ser consideradas como sinais de empobrecimento da língua, mas representam um fenômeno complexo e profundamente humano. São manifestações da criatividade linguística, da necessidade de pertencimento e dessa renovação cultural da sociedade. Nas redes digitais, percebe-se o fluxo contínuo de novas palavras, expressões e significados.

    Por mais que exista a ideia de que a linguagem seja apenas um instrumento para transmitir informações, diversos estudiosos demonstraram que ela é muito mais do que isso. Porque ela não só descreve a realidade, mas participa da sua construção.

    O filósofo e teórico russo Mikhail Bakhtin defendia que toda palavra nasce em um contexto social e carrega marcas dos seus interlocutores. Para ele, a linguagem é dialógica, a partir de diferentes vozes, perspectivas e experiências. É necessário compreender quem fala, para quem fala e o contexto da fala. Nenhuma palavra é neutra, todas trazem valores, memórias e significados.

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que as gírias estão sempre surgindo. Elas não são desvios da língua, são criações de novos sentidos para acompanhar os novos tempos e as transformações sociais. Quando jovens utilizam expressões como “farmar aura”, não estão apenas criando uma moda passageira; estão criando um discurso com elementos da cultura digital desse tempo de jogos eletrônicos e das redes sociais; criando expressão que comunicam experiências.

    As gírias sempre existiram. Cada geração desenvolveu seu próprio repertório: bacana, legal, maneiro, massa ou irado foram, em algum momento, expressões específicas de grupos e tribos. O que mudou nas últimas décadas foi a velocidade que circulam essas novidades. Antes, uma gíria podia levar anos para se espalhar por uma região ou país, mas atualmente, uma expressão criada no meio virtual pode se difundir em questão de dias.

    As plataformas digitais funcionam como laboratórios permanentes de criação linguística. Influenciadores, criadores de conteúdo, jogadores, músicos e usuários comuns produzem diariamente novas palavras que circulam em vídeos, memes, comentários e mensagens instantâneas. As palavras estão vivas, se reinventando a cada geração, ganhando novos significados de acordo com as mudanças culturais e tecnológicas. Cancelar virou rejeitar publicamente alguém; viralizar agora é espalhar um conteúdo rapidamente na internet; stalkear é investigar as redes sociais de alguém, e por aí vai. A linguagem contemporânea está rápida e dinâmica, o que reflete a própria velocidade das interações digitais.

    Minha compreensão desse fenômeno não vem apenas da leitura de autores que estudam a linguagem. Ela também nasce da convivência cotidiana com meu filho Matias, de 12 anos. Foi por meio dele que ouvi pela primeira vez expressões como “farmar aura” e tantas outras que surgem e desaparecem com rapidez nas redes sociais.

Num primeiro momento, essas expressões podem soar estranhas para quem pertence a outra geração. Porém, ao observá-las mais atentamente, percebi que elas cumprem uma função importante na construção das relações entre os adolescentes. Mais do que palavras, elas representam formas de acolhimento, reconhecimento, pertencimento e compartilhamento de experiências. Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais. Os jovens se identificam entre si, constroem referências comuns e expressam suas vivências nesse mundo conectado virtualmente.

    Essa experiência em casa me levou a compreender que, muitas vezes, os adultos podem observar as transformações da linguagem com desconfiança, quando talvez devessem enxergá-las também como oportunidades para compreender melhor essas novas gerações. Em vez de representar uma ameaça à língua, percebemos que a invenção de novas expressões revela a criatividade e a vitalidade da cultura juvenil.

    A linguagem desempenha papel fundamental na adolescência, que é um período marcado pela busca de identidade. Nessa fase, meninos e meninas procuram referências para compreenderem quem são e a qual grupo pertencem. Quando adolescentes utilizam as mesmas gírias, buscam identificação, demonstram familiaridade com um conjunto comum de referências culturais. Funciona como uma espécie de senha simbólica que comunica esse pertencimento a um grupo.

    Além disso, as gírias fortalecem vínculos afetivos. Piadas internas, memes e formas específicas de falar criam um sentimento de proximidade que favorece a formação de amizades e comunidades, construindo laços sociais. Entretanto, a linguagem não é apenas um instrumento de integração. Ela também pode produzir distinções e exclusões.

    Nesse âmbito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu demonstrou que diferentes formas de falar possuem valores distintos dentro da sociedade. Segundo ele, existe aquilo que chamou de capital linguístico: determinadas maneiras de se expressar são mais  valorizadas socialmente do que outras. Essa reflexão ajuda a compreender por que algumas gírias são celebradas enquanto outras são estigmatizadas. Muitas vezes, os julgamentos sobre a linguagem não estão relacionados à qualidade das palavras em si, mas aos grupos sociais que as utilizam.

    Ademais, as próprias gírias podem funcionar como mecanismos de inclusão e exclusão. Ao mesmo tempo que fortalecem o sentimento de pertencimento entre aqueles que compartilham os mesmos códigos, podem gerar estranhamento ou afastamento para quem não os conhece. Assim, a linguagem revela-se um espaço de negociação constante entre identidade, poder e reconhecimento social.

    Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, que também oferece contribuições valiosas para essa discussão, aprender a linguagem envolve muito mais do que decodificar palavras. Trata-se de aprender a ler o mundo. Segundo Freire, as palavras ganham sentido a partir da experiência concreta das pessoas. Por isso, toda linguagem está ligada à cultura, à história e às condições de vida dos sujeitos.

    Sob essa perspectiva, as gírias juvenis não devem ser vistas apenas como fenômenos da linguagem, mas como expressões de uma geração que busca interpretar sua realidade e construir formas próprias de comunicação. Ao criar novas palavras, os jovens não estão apenas modificando a língua. Estão também produzindo novas maneiras de compreender suas relações sociais, seus valores e suas experiências no mundo.

    As gírias constituem muito mais do que modismos passageiros. Elas revelam processos profundos de transformação cultural, construção de identidade e interação. Expressões como farmar aura demonstram como a linguagem acompanha as mudanças tecnológicas e culturais de cada época, incorporando referências dos jogos eletrônicos, das redes sociais e da vida digital. Ao mesmo tempo, mostram como os jovens utilizam a criatividade linguística para fortalecer vínculos, construir pertencimento e expressar novas formas de ver o mundo.

    Autores como Bakhtin, Bourdieu e Paulo Freire ajudam a compreender que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço onde identidades são construídas, relações de poder são negociadas e culturas são continuamente reinventadas.

    Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade. Afinal, uma língua viva é aquela que continua sendo recriada por seus falantes. E, nesse processo permanente de invenção, cada geração deixa sua marca na história da linguagem.


Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/farmar-aura-pertencimento-e-juventude-na-era-digital/. Acesso em: 2 jul. 2026. Adaptado. 
Tendo por base a oração “As gírias sempre existiram”, aponte a alternativa correta, dentre os itens a seguir, acerca da norma-padrão do processo de concordância verbal.
Alternativas
Q4243516 Português
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a alternativa que tem todas as formas em destaque corretamente flexionadas é:
Alternativas
Q4243136 Português
Fé e Esperança
Zeca Pagodinho

É o fim do mundo
Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto
É o fim do mundo
É o fim do mundo

Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto

Fazer o bem
O bem pra todos sem discriminar ninguém
Ajoelhar, agradecer, dizer Amém
E entender que todos nós somos irmãos
Irmãos

É tanta guerra
É a doença, é a desgraça e a fome
E tudo isso é o mal que nos consome
Mas com esperança, nós podemos reverter
Basta querer
Com muito amor

[...]

Considere o período:

"Comeram o fruto e cometeram o pecado capital."

Sobre a concordância verbal presente nesse trecho, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4234020 Português
Texto CB2A1

        A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.

        Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional.

        No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina.

        A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.

Internet: <https://legale.com.br>  (com adaptações).

Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o seguinte item.


No trecho "A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável" (segundo parágrafo), o emprego da forma verbal "é" na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância do verbo com o termo "capacidade".

Alternativas
Q4231732 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Sêneca inclui seu interlocutor no próprio texto, valendo-se para tanto de verbo na segunda pessoa do singular, em:
Alternativas
Q4230856 Português
Saiba como evitar a autossabotagem


Por Erica Sweeney


Q1_20.png (686×572)
Q1_20_.png (682×233)
(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2026/02/o-que-acontece-no-cerebroquando-procrastinamos-saiba-como-evitar-a-autossabotagem – texto adaptado especialmente para esta prova).
Conforme as normas de flexão verbal e acentuação gráfica, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:

•  “comportamentos que parecem protetores no momento [...] podem impedir que as pessoas alcancem os objetivos que mais lhes importam, muitas vezes sem que elas se _____ conta”.
•  “Muitos desses ciclos de medo apenas os ______ estagnados ou até mesmo os fazem regredir”.
•  “Muitas pessoas também ‘simplesmente ___ muita dificuldade em associar ações a resultados’”.
Alternativas
Q4229498 Português

Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas:


“Durante uma reunião da equipe, o coordenador fez um comunicado aos colaboradores: os novos procedimentos já foram apresentados, e toda a equipe _______ preparada para colocá-los em prática. Além disso, _______ documentos importantes que deverão ser assinados ainda hoje." 

Alternativas
Q4229193 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Observe o período: "Estudos genéticos recentes demonstraram que os vikings possuíam grande diversidade étnica." Caso o sujeito da oração principal fosse substituído por "Mais de um estudo genético recente", a forma verbal adequada seria:
Alternativas
Q4228484 Português
Assinale a alternativa cuja forma verbal destacada se encontra de acordo com a concordância lógica em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4228271 Português

Texto CG1A1


Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%.

Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças.

De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%.

Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%.

O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

“O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann.


Internet: (com adaptações).

Julgue os itens a seguir, relativos ao seguinte período do segundo parágrafo do texto CG1A1: “O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE).”.
I A segunda oração do período tem função adjetiva e se caracteriza como restritiva.
II A forma verbal “ocupam” está flexionada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “daqueles”, que funciona como sujeito gramatical da oração constituída por tal forma verbal.
III Estariam mantidas a correção gramatical do período e as relações sintáticas nele estabelecidas caso o trecho “daqueles que ocupam os quadros de liderança” fosse reescrito como àqueles ocupantes dos quadros de liderança.
Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q4228143 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta
Alternativas
Q4228061 Português

Texto CG1A1-II 

A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preços vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam — diz-se — o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água. 

Mas com essas notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será circundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: se você trabalha oito horas por dia como minerador de ágatas ônix crisóprasos, a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo.

Italo Calvino. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 15-16 (com adaptações).

Assinale a opção correta em relação à concordância verbal e nominal do texto CG1A1-II. 
Alternativas
Q4228004 Português
quanto tempo falta pra gente se ver hoje

quanto tempo falta pra gente se ver logo

quanto tempo falta pra gente se ver todo dia

quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre

quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não

quanto tempo falta pra gente se ver às vezes

quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos

quanto tempo falta pra gente não querer se ver

quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais

quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu

quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer

quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.) 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
Alternativas
Q4227711 Português
TEXTO 1


Para que as cidades sejam mantidas em perfeito funcionamento, seus governantes têm que organizar formas para que isso aconteça.


Todas as pessoas que trabalham devem pagar impostos, pois esta é uma das formas do governo arrecadar dinheiro, verbas para con servar as cidades e manter os serviços públicos.


Chamamos de serviços públicos todos os trabalhos executados por pessoas contratadas do governo. Essas pessoas recebem o nome de funcionários públicos, que devem ser contratados através de concursos, provas que selecionam os melhores profissionais.


Os funcionários públicos podem ser municipais (das Cidades), es taduais (dos Estados) ou federais (do País). ESCOLA KIDS. Serviços públicos. Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/geogra fia/servicos-publicos.htm. Acesso em: 6 jul. 2026. 
"Essas pessoas recebem o nome de funcionários públicos." A palavra “recebem” é: 
Alternativas
Q4227515 Português
Cartão amarelo desconta do salário dos jogadores?


Por Ana Clara Caielli Barreiro


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(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/cartao-amarelo-desconta-do-salario-dos-jogadoresentenda/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No trecho retirado do texto “Neymar recebeu um cartão amarelo”, se “Neymar” for substituído por “Nós”, como deverá ficar a frase? 
Alternativas
Q4226025 Português


UNIÃO. [Sem título]. Ilustração. Ponte Jornalismo, [s.d.]. Disponível em: https://ponte.org. Acesso em: 1 jul. 2026. 

Observe as falas da charge:
"Eu vou contar a história do Brasil!!" "Nós vamos contar a história do Brasil!"
A mudança de "vou contar" para "vamos contar" ocorre por causa da alteração de quais elementos gramaticais do verbo?
Alternativas
Respostas
41: B
42: C
43: E
44: A
45: C
46: B
47: C
48: C
49: D
50: A
51: C
52: A
53: C
54: A
55: E
56: A
57: E
58: A
59: C
60: C