Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

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Q4190213 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Maria às vezes fica pensando...


— A luz que entra pela janela ilumina todo o quarto. Quando acendo a luz à noite, tudo fica claro. Meu pai sempre acende o abajur para ler. Minha avó sempre chega perto da janela para enfiar a linha na agulha. Será que as coisas têm luz? Mas, se fosse assim, eu veria tudo no escuro. Quanto mais perto da lâmpada estão as coisas, mais elas ficam iluminadas. Se eu coloco minha mão, que é pequena, perto da lâmpada, minha mão não deixa a luz passar. Mas, se coloco minha mão cada vez mais longe da lâmpada, ela quase não faz sombra... A luz vai de um lugar a outro, mas não passa através de certos objetos. Ela ilumina mais ou menos, dependendo de onde está.


E assim Maria acabou imaginando umas experiências que viraram brincadeiras. E eram brincadeiras com sombra e luz, que a menina usou para brincar com sua irma, Elisa, e uma amiga.



https://chc.org brfartigo/luz-e-sombra/

"Quanto mais perto da lâmpada estão as coisas, mais elas ficam iluminadas."



Os verbos do trecho foram empregados no tempo presente indicando que:

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Q4188308 Português
Frases feitas Certas frases, de tão repetidas, viraram uma fórmula pronta para expressar uma ideia. Estão tão assimiladas ao idioma que às vezes, sem querer, pronto: soltamos uma frase feita. Às vezes, elas querem dizer uma coisa bem diferente do que pensamos ao ouvi-las pela primeira vez. Mas até isso mostra a riqueza e a poesia dessas expressões. Alguns exemplos são: 1. “Dar uma colher de chá”, 2. “Conversa mole para boi dormir”, 3. “Dor de cotovelo”, 4. “Minhoca na cabeça”.


Fonte: AZEVEDO, Ricardo. Bazar do folclore: tradição popular. São Paulo: Ática, 2001. (com alterações)
Assinale a alternativa que apresenta o tempo e o modo verbal predominantes no texto.
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Q4187809 Português

TEXTO I 


O fim da política.

 Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações


Roberto Motta 


O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.


Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.


O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.


Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.


Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.


Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.


Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.


Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/  

De acordo com as regras da Gramática normativa, analise as afirmações abaixo sobre elementos constitutivos do Texto I, antes de julgar o que se pede.


I. Em “...a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica.” (2º par.), o adjetivo em destaque foi formado por derivação parassintética, exercendo função de Predicativo do Sujeito.


II. No terceiro parágrafo, nota-se um desvio de regência no seguinte fragmento: “Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos”, sendo que sua reescrita adequada seria “Tudo do que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos”, haja vista a classificação do verbo “precisar” no contexto.


III. Em “Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis.” (5º par.), as marcas verbais em destaque se encontram conjugadas no Modo Imperativo, direcionando sua ação para um Sujeito Desinencial representado pelo pronome “tu”.


IV. Em “Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.” (6º par.), a expressão em destaque foi utilizada para expressar valor semântico de concessão.


Pode-se dizer que se encontra correto o que foi afirmado somente em:

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Q4187652 Português
Texto para responder à questão


    De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de pessoas indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas distintas. Esses números indicam a enorme diversidade social e cultural existente entre os povos indígenas. Reconhecer essa pluralidade é um passo essencial para que a escola compreenda que a abordagem dessa temática exige sensibilidade, conhecimento e não pode ser tratada de forma simplificada.


    Segundo Delmira de Almeida Peres, coordenadora adjunta do Programa Saberes Indígenas na Escola, Núcleo UNILA, e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), quando reproduz estereótipos, a escola ensina exclusão ao invés de cidadania intercultural.


    “Os estereótipos produzem impactos profundos: reforçam o racismo estrutural e epistemológico, naturalizam a invisibilização dos povos indígenas, impedem estudantes de compreenderem a diversidade brasileira, produzem preconceito e discriminação nas escolas e formam cidadãos com visão histórica incompleta do país”, diz.


    Em março de 2008, foi homologada a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro- -brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Entretanto, não há essa obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de formação de professores (licenciaturas), o que reflete no que é ensinado na escola.


(Por: Nairim Bernardo. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: junho de 2026. Fragmento. Adaptado.)
As formas verbais apresentadas no texto indicam, predominantemente, tempo e modo verbais no: 
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Q4187306 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tomar colágeno mantém elasticidade da pele, mas não previne rugas


O consumo diário de suplementos de colágeno melhora a elasticidade e a hidratação da pele, contribuindo para uma aparência mais jovem. Entretanto, evidências científicas indicam que essa suplementação não impede o surgimento de rugas. Uma revisão recente de estudos avaliou os dados disponíveis e concluiu que cápsulas ou pó de colágeno trazem benefícios moderados à pele quando utilizados de forma contínua, embora não representem uma solução imediata para o envelhecimento cutâneo. 


Os resultados também sugerem que esses suplementos ajudam a reduzir desgaste, dor e rigidez nas articulações associados à artrite. A análise reuniu dados de mais de uma centena de estudos envolvendo milhares de participantes, investigando os possíveis efeitos do colágeno sobre diferentes aspectos da saúde. 


O colágeno é uma proteína produzida naturalmente pelo organismo e exerce papel estrutural importante ao fornecer suporte e resistência à pele, às unhas, aos ossos e a tecidos conjuntivos como tendões e cartilagens. Com o passar do tempo, porém, a produção dessa proteína diminui, enquanto o colágeno já existente sofre degradação mais acelerada. Esse processo é intensificado por fatores como tabagismo e exposição frequente ao sol. Durante a menopausa, por exemplo, a pele feminina perde cerca de um terço do colágeno existente, o que contribui para alterações visíveis na estrutura cutânea.


No mercado, existem diferentes tipos de suplementos, incluindo versões de origem marinha, bovina e alternativas voltadas ao público vegano. A revisão científica, no entanto, não encontrou evidências suficientes para afirmar que algum desses tipos seja mais eficaz do que os demais. 


Os pesquisadores destacam que muitas investigações sobre suplementos de colágeno receberam financiamento da indústria do setor, o que exige cautela na interpretação dos resultados. Ainda assim, a revisão que reuniu esses dados avaliou de forma ampla as evidências disponíveis. 


De acordo com os autores, o colágeno não deve ser considerado uma solução universal contra o envelhecimento. Quando utilizado de forma contínua ao longo do tempo, traz benefícios consistentes para aspectos como hidratação e tônus da pele, além de auxiliar em condições articulares. Esses efeitos contribuem para uma aparência mais jovem, mas não eliminam completamente os sinais do envelhecimento.


Nesse contexto, o colágeno deve ser visto como parte de uma estratégia mais ampla de cuidado com a pele  envelhecida ou afetada pela exposição solar, e não como um tratamento capaz de impedir o aparecimento de rugas.


Especialistas em nutrição também destacam a importância da alimentação para a saúde da pele. Nutrientes como a vitamina C participam da formação de colágeno e são obtidos por meio de alimentos como frutas cítricas, frutas vermelhas, vegetais verdes, pimentões e tomates. O zinco, presente em carnes, aves, frutos do mar, nozes, sementes e grãos integrais, também contribui para a produção dessa proteína pelo organismo.


Especialistas em dermatologia ressaltam que são necessários mais estudos específicos e metodologicamente robustos para confirmar os efeitos atribuídos à suplementação de colágeno.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo.adaptado. 


 

Nutrientes como a vitamina C participam da formação de colágeno e "são" obtidos por meio de alimentos como frutas cítricas.


Conjugando o verbo destacado no pretérito imperfeito do indicativo, tem-se: 

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Ano: 2026 Banca: IBADE Órgão: CRO - MA Prova: IBADE - 2026 - CRO - MA - Advogado |
Q4185704 Português

A devolução impossível: a epopeia do “só mais um procedimento”


Eu entrei na loja com uma sacola e um sonho pequeno: devolver um produto. Nem queria briga, nem queria drama. Queria paz, estorno e vida seguindo. O produto, um fone “premium”, tinha decidido morrer no terceiro dia. Não foi uma morte trágica. Foi uma morte burocrática. Ele simplesmente parou, como quem bate ponto e some.

Na minha cabeça, a lógica era infantil e perfeita: comprei, não funcionou, devolvo. Na vida real, a lógica vem com rodapé.

A atendente sorriu com a energia de quem já recebeu cem “casos simples” antes do almoço.

— Boa tarde. Em que posso ajudar?

— Quero devolver. Está com defeito.

Ela pegou o fone como se fosse uma prova em tribunal e, sem olhar para mim, perguntou:

— Tem nota?

A nota, claro. O documento sagrado. Eu tirei do bolso com a reverência de quem apresenta identidade.

Ela leu, digitou, clicou e disse a frase que inaugura toda epopeia:

— Então... pela nossa política, a troca é com a assistência.

Eu ouvi “nossa política” e senti que havia entrado numa constituição paralela, com artigos invisíveis e sanções emocionais.

— Mas eu quero devolver.

— Devolver é só em até sete dias e desde que esteja sem uso.

— Eu usei três dias. Para descobrir que não funciona. Ela sorriu de novo. O sorriso tinha a delicadeza de um carimbo.

— Entendo. Mas o sistema entende diferente.

Quando alguém diz que o sistema entende, você percebe que está discutindo com uma entidade abstrata. E entidades abstratas não têm culpa, não têm rosto e não erram. No máximo, “apresentam instabilidade”.

Eu tentei ser razoável. Fiz a pergunta que sempre parece inocente até virar armadilha:

— E qual é o procedimento?

Ela apontou para um papel. O papel tinha um QR code e uma promessa: “Rápido e fácil”.

— Você abre um chamado.

— Eu abro agora?

— Você abre pelo site.

— E depois?

— Depois aguarda.

— Aguarda quanto?

Ela respirou como quem consulta uma norma não escrita.

— Até quinze dias úteis.

Quinze dias úteis. Tempo suficiente para o fone ressuscitar por remorso ou para eu me acostumar ao silêncio.

Eu tentei outra rota.

— Não dá para resolver aqui?

— Só com laudo.

Laudo. A palavra “laudo” é mágica: ela transforma um fone em paciente e eu em parte interessada. Em dois segundos, eu não era mais cliente. Eu era “demandante”.

— E se o laudo disser que é defeito?

— Se for defeito, a assistência avalia.

— E se não for defeito?

— Se não for defeito, pode haver cobrança.

Cobrança. Outra palavra mágica. Ela faz o problema parecer culpa sua, mesmo quando o fone morreu sozinho, quietinho, sem plateia.

Eu senti vontade de dizer “isso é um absurdo”. Mas percebi que o absurdo não funciona contra um procedimento. O procedimento sempre ganha por cansaço. Ele não precisa estar certo. Ele só precisa continuar existindo.

A atendente, vendo minha cara, tentou uma gentileza:

— Posso ajudar você a abrir o chamado no seu celular.

Eu abri o site. Ele pediu login. Eu não lembrava. Pediu e-mail. Pediu senha. Pediu confirmar no e-mail. O e-mail demorou. O Wi-Fi da loja era filosófico: existia, mas questionava a própria existência.

Quando finalmente consegui, o formulário perguntou:

“Descreva o defeito em até 200 caracteres.” Eu pensei em escrever: “O defeito é acreditar em slogans.” Mas escrevi algo técnico, porque a vida exige seriedade em momentos ridículos.

Enviei.

A atendente olhou e disse:

— Pronto. Agora é só aguardar.

— E o que eu faço com o fone?

— Você guarda. Não pode usar.

Eu guardei o fone na sacola e tive uma iluminação amarga: a devolução impossível não é um evento. É um método. Uma forma elegante de adiar o óbvio até ele virar desistência.

Saí da loja com um número de protocolo e uma sensação estranha. Eu não tinha resolvido nada, mas tinha participado de um ritual. E, no mundo moderno, às vezes é isso que chamam de atendimento: você não sai com solução. Você sai com processo.


Fonte: Banca Examinadora

Marque a alternativa que transpõe “Você abre um chamado.” para discurso indireto, iniciando por “A atendente disse que…”, mantendo sentido de ordem, sem usar “para” e sem empregar “dever/precisar”. 
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Q4184676 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Censo Escolar: Brasil reduz índices de reprovação, abandono e atraso

        Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os novos dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (lnep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país. 

        De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da a criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

        Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Enlre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro. 

        O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. "Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando."

        Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino medio já beneficiou 7,2 milhôes de estudantes, desde sua criação em 2024. A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brleduc acao /noticia/2026- 06/censo-escolar-brasil-reduz-reprovacao abandono-e-atrasoestudantil (adaptado)

No segmento ...se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria..., as formas verbais sublinhadas estabelecem uma correlação temporal específica. Sobre essa estrutura, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4178696 Português
Atriz de ‘Game of Thrones’ sofre ataque gordofóbico

Emilia Clarck, que interpretou Daereys Targaryen na série Game of Thrones, foi alvo de comentários preconceituosos do CEO da TV australiana Foxtel, Patrick Delany. Durante discurso no lançamento de A Casa do Dragão, em Sidney, Delany assim se referiu à atriz: “Que série é essa, com essa personagem baixinha e cheinha que anda sobre o fogo, pensei a primeira vez que assisti à Game of Thrones?”. Repercutiu muito mal, o que o fez se desculpar publicamente. Delany disse que “foi mal compreendido e não queria ofender ninguém”.

(Texto adaptado. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/)
O texto é uma notícia com características próprias do gênero, inclusive mudanças de tempo verbal. A relação correta entre o tempo verbal e a explicação ocorre em:
I- O verbo no presente do indicativo indica uma ação habitual no momento em que ela ocorre, na fala da personagem.
II- O pretérito perfeito exprime um fato concluído e caracteriza a matéria noticiada.
III- A alternância de tempos verbais se faz para dar dinamicidade ao texto, relatando os acontecimentos e a voz da personagem.
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Q4177693 Português
A forma imperativa negativa de “Incendeia o lixo” é:  
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Q4177484 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


No trecho “Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais...”, o verbo está flexionado no 
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Q4177384 Português
Leia o texto para responder a questão.


Animal mais letal do mundo é menor do que se pensa

Um milhão e meio de mortes por ano são causadas por

animais, mais de metade é devido a apenas um tipo deles


Por Paloma Lazzaro


    Tubarão, jacaré e onças são alguns dos animais que vêm à mente das pessoas quando o assunto é espécies mortíferas. No entanto, eles estão longe do topo da lista de bichos que causam mais mortes no planeta. Juntos, tubarões e crocodilos são responsáveis por apenas 156 óbitos anuais, de acordo com dados de organizações de saúde compilados pelo Our World in Data. O ser humano, que em si é a causa de morte de 600 mil membros da própria espécie por ano, também não é o primeiro colocado, mas o segundo. E o animal mais mortífero do mundo é bem menor que qualquer uma das espécies listadas previamente. Mosquitos são os responsáveis por mais mortes no mundo  

    No planeta, aproximadamente 760 mil pessoas por ano têm suas mortes causadas por mosquitos. Claro, uma picada em si não é o motivo desses óbitos, mas as doenças transmitidas pelos insetos. A malária é, por uma grande margem, a mais fatal de todas, sendo responsável por de 80% dessas mortes. Ela é transmitida e disseminada pelo mosquito Anopheles, e ainda mata cerca de meio milhão de crianças todos os anos. Outras 100 mil fatalidades anuais se devem a outras doenças, como a dengue e febre amarela, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, e encefalite japonesa, transmitida pelo mosquito Culex.  

    Cobras matam 100 mil pessoas por ano

    As cobras já são causa de medo em diversas pessoas, e os dados corroboram esse temor. Os répteis são responsáveis por, aproximadamente, 100 mil mortes por ano. Essa alta fatalidade se deve a como os ataques de cobras peçonhentas ocorrem. Boa parte deles se dá em áreas rurais, onde antídotos e tratamento rápido, necessários à sobrevivência no caso de uma picada, estão pouco disponíveis.

    Cachorros são 800 vezes mais fatais que que aranhas 

    O quarto colocado da lista de animais mortíferos é o melhor amigo do homem. Mortes causadas por cachorros somam 40 mil casos anuais. Assim como os mosquitos e as cobras, os cachorros não matam humanos por meio de feridas diretas ou os devorando, mas indiretamente. A raiva, doença viral com taxa de mortalidade próxima a 100%, é o grande pivô por trás de tantos óbitos. Atualmente, existe tratamento para a raiva feito com o soro antirrábico. Porém, assim como o tratamento para mordidas de cobra, ele deve ser administrado rapidamente, o que é difícil em regiões com pouca cobertura dos sistemas de saúde.


Disponível em https://exame.com/ciencia/animal-mais-letal-do-mundo-emenor-do-que-sepensa/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento  
No trecho: “O soro antirrábico deve ser administrado rapidamente”, a forma verbal “deve” indica 
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Q4177281 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Sentir-se ocupado atende a uma demanda de culpa comum


    O fato ocorreu. Uma aluna de um curso livre reclamou que tivera uma massagem pela manhã, minha palestra sobre arte depois do almoço e, ainda, enfrentaria um jantar com amigas à noite. Fazia ar de cansada. Um dia com três compromissos! Eu soltei uma ironia: “Não sei como a senhora aguenta”. Ela sorriu e leu como solidariedade minha frase. Mais tarde, pensei que minha resposta era filha de uma inveja ressentida. Eu ministrava 64 aulas por semana, inclusive aos sábados à tarde. Tinha de prepará-las e deslocar-me pela cidade. Se me oferecessem uma jornada com massagem matinal, lindas imagens numa sala climatizada à tarde e comida de forma abundante à noite, eu teria um dia livre e feliz. A senhora, em questão, sentia genuíno esgotamento. 


    Cansaço é relativo. Diz respeito às potências do sujeito e dos seus hábitos. Quem dá 64 aulas por semana olha para alguém que leciona 30 como um quase vagabundo. Existem especificidades também: há pessoas que vão ao supermercado e entram em coma, logo em seguida. O curioso não parece estar na variedade infinita do gênero humano, todavia no fato de que quase todo mundo se considera muito ocupado. 


    Meu pai trabalhou bastante. Houve um momento em que ele cursava Direito em Porto Alegre, lecionava latim, português em escolas maristas e era vereador em São Leopoldo (RS). Estudava nos ônibus. Emagrecia devido ao esforço. Depois, já com o título jurídico, atendia até a noite. Dizia a todos: “Minha agenda é por minuto”. Era verdade pelas audiências, viagens, consultas e compromissos. Passaram-se os anos, ele se concentrou apenas no escritório, abandonou o magistério e a política. Casal tradicional, ele nada fazia no nosso lar. Minha mãe providenciava tudo. Nos últimos dez anos da sua existência, deixou de advogar e entrou no merecido descanso. Curiosidade: a expressão “minha agenda é por minuto” permaneceu. Aos 75 anos, seus compromissos eram ler jornais, alimentar-se, ir à missa e jogar xadrez. O dia se esgarçava, lânguido. Sua consciência de homem atarefado sobreviveu. Morreu tranquilo, sem grandes atividades. Entrou na eternidade, com os minutos contados e agenda imaginária repleta. A família adotou com ironia o lema paterno: repetimos “minha agenda é por minuto” para lembrar nosso amado pai e a relatividade da fala. 


    Sentir-se ocupado atende a uma demanda de culpa comum. Temos a dificuldade que a aristocracia superou há séculos: existir sem compromissos. Melhor – a nobreza entende como agenda o que a classe trabalhadora imagina ser lazer. 


    Volto à minha simpática aluna, paulista quatrocentona. Cada atividade implica preparar-se, vestir-se, ocupar a mente e enfrentar um novo ambiente. Eu entendo como compromisso de fato o que gera dinheiro. Não nasci duque. Um jantar está em escaninho diferente no cérebro. Para ela e para a Condessa Viúva da série Downton Abbey (feita pela genial Maggie Smith), emerge a dúvida: o que é um fim de semana? Todos os dias são tomados de jantares, eventos, aulas. Interessante: se alguém desejar marcar algo para a próxima semana, ela responderá como o mais ocupado dos pediatras de um posto do SUS: “Não posso!” Agenda é uma concepção psíquica e cultural.


    Exagero? Você já se encontrou com alguém que assume o ócio, afirma que nada faz e diz que possui o tempo todo livre? Deve ser alguém raro... Tente marcar um teatro para hoje à noite. Todos dirão que é muito em cima da hora, mesmo não tendo quaisquer compromissos no horizonte. Quase todos nos consideramos extremamente ocupados. E ainda ficamos ao celular nos elevadores para deixar claro ao mundo que a vida nos absorve por completo.


    Sim, eu sei, querida leitora e estimado leitor, vocês têm muitos afazeres. Quem trabalha fora enfrenta o caos do mundo. Quem fica em casa descobre uma rotina de Penélope, a rainha da Ítaca que tinha de tecer todo dia e desfazer à noite o realizado. Uma casa é um buraco negro de tempo. Apesar disso, já pararam para pensar que sempre alegamos mais ocupações do que, de fato, temos? Identifico um discurso que nem sempre se casa com o real. É considerado chique no mundo da glamourização do cansaço (denunciada por Byung-Chul Han) andar rápido e consultar o celular como se nele houvesse os códigos das armas nucleares. Sim, somos atarefados. A pergunta: por que aumentamos ainda mais nossa ocupação? Do que nos defendemos quando encarnamos a figura do ser sem tempo para coisa alguma?


    Convidei no fim da tarde um casal querido para um happy hour. Meu amigo respondeu: “Com prazer, desde que você não nos considere fáceis”. Aparentemente, ter tempo para a felicidade pode ser visto com desconfiança, pois a pessoa poderá ser classificada como “fácil”. Acredite: existe gente que, podendo, aceita um convite no dia e permite-se a alegria sem medo do julgamento. Tenho esperança em gente fácil. Os difíceis podem ter problemas cardíacos bem mais cedo... Boa semana para ocupados e para felizes. 


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado). 

No trecho “lecionava latim, português em escolas maristas”, a forma verbal lecionava está flexionada no: 
Alternativas
Q4176392 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


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Se colocarmos no singular a oração "algumas pequenas atitudes podem ajudar" (linhas 3-4), sem alteração do modo e do tempo verbal, o resultado será o seguinte: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CONSULPAM Órgão: Prefeitura de Pindorama - SP Provas: CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Assistente Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Médico Plantonista | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Licitações e Contratos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Compras | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Tecnologia da Informação - Redes e Data Center | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Educador Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Nutricionista | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Psicólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Neuropsicólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Farmacêutico | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Técnico de Compras | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Tesoureiro | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Fisioterapeuta | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Fonoaudiólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Técnico de Licitações e Contratos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Lançador | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Terapeuta Ocupacional | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Recursos Humanos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Contador | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Coordenador do CRAS | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Enfermeiro | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Engenheiro Civil | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Veterinário |
Q4176087 Português
TEXTO 2


FATOS SOBRE OS PAPAGAIOS


   Você já parou para pensar em como seria o nosso mundo sem os papagaios? Seria tão monótono, sem suas penas deslumbrantes iluminando as paisagens, né? Mas essas aves têm muito mais do que apenas sua boa aparência.

  Os papagaios são grandes comunicadores, mímicos, companheiros leais e fazem um trabalho fantástico de apoio aos nossos ecossistemas. Isso porque, por serem comedores desordenados, as sementes e frutas que eles soltam e “jogam fora” ajudam a regenerar as florestas e a alimentar animais maiores.

   Atualmente, existem mais de 350 espécies de papagaios na Terra – entre eles estão os periquitos, araras, calopsitas e cacatuas. Para serem classificados como papagaios, as aves devem ter bicos curvos e os pés devem ser zigodáctilos (ou seja, aves com quatro dedos em cada pé, sendo que dois dedos são voltados para a frente e dois para trás).

   Os papagaios têm muitas formas e tamanhos diferentes, sendo que a maioria vive nos climas quentes do hemisfério sul. O menor é o papagaio-pigmeu-de-cara-amarela, que pode ser encontrado na Nova Guiné e na Nova Bretanha. Ele pesa entre 10 e 15 gramas e mede cerca de 8,5 centímetros de comprimento. Esta pequena ave é completamente ofuscada pelo maior papagaio do mundo, a arara-azul da América do Sul, que mede entre 90 e 100 centímetros. Já o papagaio mais pesado é o kakapo noturno da Nova Zelândia, que não voa e pode pesar até 4 quilos – similar ao peso de um gato doméstico!

  Frutas, flores, sementes, bagas, nozes e pequenos insetos são alimentos naturais para os papagaios, mas as dietas podem variar de espécie para espécie e de região para região. Os bicos dos papagaios permitem que eles abram cascas de nozes, enquanto suas línguas fortes os ajudam a chegar às sementes dentro. Alguns hábitos alimentares dos papagaios podem parecer um pouco incomuns, como o fato de as araras-azuis procurarem no esterco de gado por nozes de palmeira não digeridas para comer. Algumas espécies comem argila que ocorre naturalmente ao redor das margens dos rios e costas. Os cientistas ainda estão pesquisando o motivo dos papagaios fazerem isso, mas a maioria acredita que a argila seja um importante suplemento nutricional para eles. Além disso, os papagaios são comedores desordenados – ou seja, jogam muita comida no chão –, fazendo com que eles tenham um importante papel no ecossistema.

  As frutas caídas, sementes e sementes não digeridas em seus excrementos podem ajudar a regenerar as florestas e os restos de suas comidas ajudam a alimentar animais menores que vivem no solo. Os excrementos dos papagaios também são importantes para o meio ambiente, nutrindo o solo que sustenta o crescimento das florestas e pastagens.

   As cores nas penas de um papagaio não são apenas bonitas de se ver – elas desempenham um papel importante na vida destas aves. Em um estudo de 2011, pesquisadores expuseram penas de papagaios a uma cepa de bactérias que danificam as penas e descobriram que os pigmentos protegiam as penas, que é formada por Psitacofulvinas, um pigmento resistente a bactérias.

   Os papagaios são, geralmente, monogâmicos. Os papagaios-cinzentos africanos ficam prontos para encontrar um parceiro quando têm entre 3 a 5 anos de idade. Quando isso acontece, eles se estabelecem, juntos, em sua própria árvore entre grandes bandos de até 10.000 aves. Eles acasalam e põe ovos uma ou duas vezes por ano, com até quatro ovos em cada ninhada. A fêmea incuba os ovos, enquanto seu parceiro a alimenta. Quando os filhotes nascem, após cerca de 30 dias, a fêmea passa as duas primeiras semanas alimentando-os com a comida que o macho fornece regurgitando em seu bico. Os filhotes ficam no ninho por cerca de 12 semanas e, depois, se juntam aos pais e ao grupo familiar por vários anos. Mas atenção: nem todos os papagaios constroem seus ninhos em árvores. Algumas espécies põem seus ovos em túneis e cavidades rochosas. Outras, como o papagaio de ombros dourados da Austrália, o fazem em cupinzeiros.

    Se eles não forem mortos como presas ou caçados, a expectativa de vida de algumas espécies de papagaios pode ser semelhante à dos humanos – os kakapos podem viver por até 95 anos e as araras-vermelhas entre 40 e 50 anos. Geralmente, quanto maior a espécie de papagaio, maior a sua vida útil. Entre os predadores de papagaios estão: as pessoas, aves de rapina (como falcões, águias e corujas), cobras, felinos selvagens (como onças e jaguatiricas), macacos e morcegos. Quando ameaçado, o primeiro instinto de um papagaio é voar para longe. Mas, uma vez capturado, ele lutará com seu forte bico e garras para tentar escapar. Quando os predadores estão em seu território, uma tática comum de defesa do papagaio é ficar em silêncio e, de repente, explodir, guinchando das árvores para assustá-los.

   Os papagaios são animais muito sociais, grandes comunicadores. Eles usam as penas de suas caudas e vozes para transmitir mensagens. Alguns também “coram” para comunicar emoções como brincadeira, raiva e excitação. Eles podem imitar outros animais e podem até construir vocabulários de palavras humanas. Para se comunicar uns com os outros, os papagaios – dependendo da espécie – podem usar uma variedade de gritos, assobios, pios e até sons de beijos. 


Disponível em:
<https://www.worldanimalprotection.org.br/maisrecente/blogs/descubra-9-fatos-sobre-os-papagaios/>.
Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
Em “Eles podem imitar outros animais e podem até construir vocabulários de palavras humanas.”, o verbo destacado expressa:
Alternativas
Q4175096 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde

Até o final de 2026, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

A proposta foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (lTpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (lrpS).

“Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo - como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação -, além de garantir articulação com a sociedade civil”, completou.

Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-'19.

“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.

Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.

“Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.

Uma das funções do centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).

“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude (adaptado)

No fragmento ...para que os mesmos erros não se repitam, a forma verbal sublinhada encontra-se flexionada no: 
Alternativas
Q4173675 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

O verbo destacado em “Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos.” (2º§) está conjugado no:
Alternativas
Q4173166 Português
Considerando-se os tempos e modos verbais, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
Quando tu ___________, sentirei saudade.
Alternativas
Q4170204 Português


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/julia-cameron-arte-da-escuta – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa na qual a forma verbal esteja conjugada no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Penedo - AL Provas: FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Assistente Social | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Endodontista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Médico Generalista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Periodontista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Educação Física | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de História | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Língua Inglesa | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Psicólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Terapeuta Ocupacional | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Médico Veterinário | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Turismólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Geografia | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Nutricionista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro em Segurança do Trabalho | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Farmacêutico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Fisioterapeuta | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Fonoaudiólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Biomédico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Jornalista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Bucomaxilo Facial | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Enfermeiro | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Enfermeiro do Trabalho | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro Civil | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro de Pesca | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Matemática | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Língua Portuguesa | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Séries Iniciais 25h (Polivalente) |
Q4166667 Português
Ah, se eu não fizesse nada unicamente por preguiça! Meu Deus, como eu me _______ (respeitar)! E me ________ (respeitar) precisamente porque ________ (ter) a capacidade de possuir ao menos a preguiça; pelo menos ________ (haver) em mim uma característica quase positiva, que eu mesmo _________ (saber) que a possuía.

DOSTOIEVSKI, Fiodor. Notas do subsolo. Porto Alegre: L&pm POCKET, 2011, р. 28.

Ao lado de cada lacuna há um verbo entre parênteses. Considerando que a oração destacada nos remete a uma condicionalidade, assinale a alternativa cuja conjugação dos verbos obedeça à possibilidade do futuro condicional.
Alternativas
Q4164185 Português
Pior que o 7 x 1


Por Rafael Battaglia Popp

Q1_10.png (697×489)

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/pior-que-o-7-x-1/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho retirado do texto “Meu avô acompanhou a Copa de 1958 no radinho da oficina em que trabalhava”, em qual tempo e modo o verbo “trabalhava” está conjugado?
Alternativas
Respostas
121: D
122: B
123: D
124: A
125: A
126: B
127: A
128: D
129: D
130: D
131: B
132: A
133: C
134: D
135: C
136: D
137: B
138: B
139: D
140: B