Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

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Q4252978 Português
Leia o texto para responder as questões.



Tia Ciata: a matriarca do samba

Como Hilária Batista de Almeida se tornou uma figura
essencial para o surgimento do samba?


     O samba é uma das maiores expressões culturais do Brasil, e sua popularização deve muito a uma mulher que, mesmo sem ser musicista, exerceu papel fundamental em sua origem. Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata ou Aciata, nasceu em 13 de janeiro de 1854, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Desde jovem, a religiosidade esteve presente em sua vida, e aos 16 anos, ela foi uma das fundadoras da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira (Bahia). Filha de Oxum e iniciada no Candomblé, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 22 anos, com o marido, e teve 14 filhos. Lá, deu continuidade aos preceitos religiosos na casa de João Alabá, tornando-se Mãe-Pequena, importante cargo na Umbanda.

      Tia Ciata sempre foi uma mulher cuja vida se entrelaçava com o trabalho e a religião, desempenhando um papel fundamental na construção da tradição das baianas quituteiras no Rio de Janeiro. Com suas roupas majestosas, adornadas com colares e pulseiras, ela simbolizava a força e a presença de uma cultura afro-brasileira rica e vibrante. Suas atividades profissionais eram sempre acompanhadas de uma profunda conexão com suas crenças, o que a tornava uma figura respeitada tanto na comunidade religiosa quanto na sociedade carioca.

       [...]


    Essas festas se tornaram uma verdadeira tradição, sempre seguidas de uma cerimônia religiosa, muitas vezes precedida por uma missa cristã. Após os rituais, músicos e capoeiristas amigos da casa armavam um pagode, com violões, pandeiros, ganzás e muito samba, criando uma atmosfera única de celebração. Sua casa se tornava um centro cultural, onde eram promovidos saraus com chorões (músicos de choro) e bailes dançantes no salão da frente, enquanto, no fundo do quintal, o samba fluía sem parar. E, para encerrar as festividades, sempre havia a cerimônia de candomblé, que unia todas essas manifestações culturais e religiosas em uma celebração completa.

     Foi nesses encontros, que duraram por 20 anos e se concentraram nas proximidades da Praça Onze, no Rio de Janeiro, perto da Sociedade Recreativa Paladinos da Cidade Nova e, mais tarde, da Sociedade Carnavalesca Kananga do Japão (fundada em 1910 como rancho), que se formou um dos maiores núcleos de músicos negros brasileiros. Nomes como Donga, João da Baiana, Chico da Baiana, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Sinhô, Caninha, Didi de Gracinda, Marinho que Toca, Mauro de Almeida, João da Mata, Mirandella, Mestre Germano, China, Catulo da Paixão Cearense, entre outros, frequentavam essas festas, inicialmente ainda crianças e depois já consagrados artistas, trocando experiências e criando laços que ajudaram a moldar a música popular brasileira.

      Contudo, no início do século XX, apenas alguns anos após a abolição da escravidão, a comunidade negra ainda enfrentava um forte preconceito cultural, e a discriminação era uma realidade constante. As rodas de samba, por exemplo, eram frequentemente alvo de repressão. A polícia, alegando “vadiagem”, encerrava as festas com o pretexto de que essas reuniões eram proibidas pelas autoridades. No entanto, esse cenário de hostilidade começou a mudar após um episódio específico que transformou a dinâmica dessas celebrações e possibilitou uma maior liberdade para o samba se expandir. 

       O presidente da época, Venceslau Braz, que governou o Brasil entre 1914 e 1918, enfrentava um problema de saúde grave: uma ferida na perna que, apesar dos esforços dos melhores médicos do país, não apresentava sinais de cura. Já sem alternativas na medicina tradicional, Venceslau Braz, sabendo da fama de curandeira de Tia Ciata, decidiu chamá-la ao Palácio do Catete para tratar de sua enfermidade. E, como que por milagre, dias depois a ferida cicatrizou. Em agradecimento, o presidente não apenas autorizou todas as festas promovidas por Ciata, mas também deu um emprego a seu marido, nomeando-o Chefe de Gabinete na polícia, além de ordenar que dois soldados realizassem a segurança das reuniões. Com esse apoio oficial, as festas passaram a ser mais seguidas e frequentadas, e os músicos, agora com mais liberdade, começaram a se sentir mais à vontade para criar e inovar.

     Foi nesse contexto que, no final de 1916 e início de 1917, na casa de Tia Ciata, surgiram os primeiros sinais do que seria o primeiro samba gravado no Brasil: Pelo Telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida. Esse samba, composto durante uma das muitas reuniões que aconteciam na casa de Tia Ciata, é considerado um marco na história da música brasileira.

     As raízes africanas e a influência adquirida por Tia Ciata tiveram um impacto profundo e duradouro na história da música brasileira, alterando para sempre o curso do samba e o status cultural que ele possui atualmente. A importância de Hilária Batista de Almeida, tanto para a popularização do samba quanto para a preservação e evolução das tradições culturais afro-brasileiras, é inquestionável. Seu legado permanece vivo nos terreiros, nas escolas de samba, nas rodas de choro e samba, e em cada aspecto da cultura negra brasileira que continua a florescer e a enriquecer o país. Tia Ciata não apenas ajudou a moldar o samba, mas também garantiu que as tradições afro-brasileiras seguissem sendo celebradas e respeitadas, mantendo-se vibrantes nas gerações seguintes.


Disponível em https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/blog-espaco/tiaciata-a-matriarca-do-samba/ 
Se o texto dissesse que os músicos “intervieram” na história da música brasileira, o verbo “intervir” estaria conjugado corretamente com base na sua origem no verbo “vir”. Se o autor quisesse usar o futuro do subjuntivo, a forma correta seria 
Alternativas
Q4252894 Português
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Planos não podem mais limitar sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros
Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias

        A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começa valer a partir de desta segunda-feira, 1º para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998 ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames. 

        A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência. 

        “Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.

        Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.

        Consumidor

        Para a coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, essa resolução ocorre após intensa cobrança de diferentes instituições de pacientes e consumidores que já chamavam a atenção para a “abusividade” de limitar o número de consultas com essas categorias.

        “Antes, essa lista limitava o número de consultas com esses profissionais a 12 no ano. Se precisasse mais, o consumidor pagava ou acionava a Justiça, que, na maioria dos casos, determinava a cobertura pelo plano de saúde”, disse Ana Carolina.

        A especialista lembra que se o plano negar a cobertura ou impuser algum limite a consultas e sessões com as quatro categorias profissionais, o consumidor deve tentar resolver em primeiro lugar com a operadora. “Se isso não resolver, aí deve fazer uma reclamação no Procon do seu estado ou município ou então diretamente na própria ANS”.

        Quem vinha fazendo as terapias e pagando o limite ultrapassado não terá direito a reembolso para consultas realizadas antes da validação da nova regra. 

        Tem direito a consultas sem limites estabelecidos pelos planos, todo usuário que receber encaminhamento médico para tais terapias. Todas as doenças que fazem parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) estão cobertas pela nova regra que obriga os planos de saúde a ofertarem os tratamentos com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

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Assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do trecho a seguir no Presente do Indicativo: “Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.”
Alternativas
Q4252787 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

Considere o período abaixo e marque a alternativa correta quanto aos tempos e aos modos dos verbos sublinhados:
“Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país”.
Alternativas
Q4252526 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “Um futuro neurodivergente?”, o autor utiliza o verbo “propor” na primeira pessoa: “proponho aqui pensarmos...”. De acordo com as regras de flexão verbal de verbos derivados de “pôr”, caso a ideia fosse expressa no futuro do subjuntivo na 3ª pessoa do plural, a forma correta seria
Alternativas
Q4251791 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Os usos do esquecimento



Autor: Moacyr Scliar (adaptado).

Se o trecho não podemos lembrar tudo (l.14) fosse reescrito no pretérito imperfeito do indicativo como ficaria?

Alternativas
Q4251004 Português
Leia o texto a seguir.


As redes sociais anestesiam sentimentos


Perdemos a capacidade de refletir e até curtir a solidão. O celular
traz desconexão. E o feed, ruptura


Ruth de Aquino



      Tristeza, raiva, desejo, inveja, humor e choque...em menos de 30 segundos de feed. Você abre o Instagram. Vê uma guerra. Depois um casal feliz. Um meme. Um corpo perfeito. Violência. Um cachorro fofo. Alguém chorando. Propaganda. Ódio político. Tudo em menos de 1 minuto. Mas nosso cérebro não foi feito para sentir tudo ao mesmo tempo.

     [...] A constatação é da psicóloga Fernanda Soibelman [...]. Sem conseguir elaborar emoções na velocidade do feed, nossos sentimentos dão um nó. A tristeza vira anestesia. A indignação vira cansaço. O desejo vira comparação. E o choque vira rotina.

     Tédio. Estou com tédio, dizem crianças e adolescentes quando sentem falta de um celular, um jogo, um iPad para se comunicar ou se divertir.

     Ok, o tédio ensina. Mas ficar entediado virou insuportável. Esperar virou angústia. Silêncio virou vazio. Como diz Fernanda, “estamos desaprendendo a sustentar experiências que não estimulam imediatamente”. Daí a dificuldade de ler qualquer texto mais longo.

     No momento, viajo sozinha na Europa. Estar só é uma posição privilegiada para observar o mundo. E refletir. Fico escandalizada com a onipresença do celular nas ruas, nos ônibus, nos metrôs, nos restaurantes, nos aeroportos, nos jardins. 

     No Rio e em SP, todo mundo tem medo de assalto e por isso, na rua, o celular não é tão visível. Mas em Paris, Londres, ou qualquer cidade europeia, o celular tornou-se uma extensão da mão – não importa a classe social, o figurino, o destino.

      O olhar deixou de mirar em volta. As pessoas esbarram forte umas nas outras e o tal “eye contact” virou uma quimera. Ninguém enxerga ninguém. Só o aparelhinho. Um desperdício. Não olham a paisagem, a arquitetura, a moda de rua, as pessoas. No Rio, você pode até acabar engolido por um bueiro.

    O maior efeito das redes não é nos tornar mais distraídos, diz Fernanda. Mas transformar nossa vida emocional num feed: rápido, fragmentado e incapaz de permanecer em algo ou alguém por muito tempo.

     Noreena Hertz, britânica, autora do livro “O século da solidão”, diz que as pessoas vivem um distanciamento perigoso. Estão mais solitárias do que nunca. Noreena falou à jornalista Cecilia Malan. “As pessoas sentem que não são vistas nem ouvidas. Sem conexão”. É uma contradição, num mundo tão conectado.


Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/ruth-de-aquino/coluna/2026/06/as-redes-sociaisanestesiam-sentimentos.ghtml. Excerto.Acesso em 04/06/2026 
No título do texto (“As redes sociais anestesiam sentimentos”), a forma verbal em destaque está flexionada no:
Alternativas
Q4250885 Português
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Poluição nos oceanos já atinge até mar profundo


Gabriel Stefanelli Silva explica ser muito difícil saber exatamente de onde os poluentes estão vindo, porque podem chegar ao oceano profundo por diferentes caminhos


    Um estudo do Instituto Oceanográfico da USP investigou a presença de microplásticos e poluentes persistentes na bacia de Santos, litoral de São Paulo. Através da análise de sedimentos de peixes e invertebrados que vivem entre 400 e 1.500 metros de profundidade, foram identificados a presença de fibras plásticas e poluentes orgânicos.

   Gabriel Stefanelli Silva, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, explica que o mar profundo ainda é pouco explorado devido à sua complexidade. Ele conta que os primeiros registros de lixo em mar profundo são de 2013 e que ainda existe pouca pesquisa nessa área por conta de questões envolvendo fi nanciamento e tecnologia.

Como foi feita a análise

    As amostras foram coletadas em expedições na Bacia de Santos, com ajuda do navio do Instituto Oceanográfi co, o Alfa Cruzes. Os pesquisadores utilizaram um equipamento capaz de retirar porções intactas do sedimento marinho e redes de arrasto para capturar peixes e invertebrados.

   Em laboratório, analisaram o conteúdo digestivo dos animais e os sedimentos em busca de microplásticos e poluentes orgânicos persistentes, compostos químicos que podem permanecer no ambiente por décadas.

Lixo no mar profundo

     Stefanelli explica que é muito difícil saber exatamente de onde esse material está vindo, porque eles podem chegar ao oceano profundo por diferentes caminhos. O lixo das cidades é bastante responsável pela presença desses materiais no fundo do mar. Os resíduos, intencionalmente ou não, acabam indo parar nos rios, que em sua maioria desaguam no mar.

     Além disso, os microplásticos, por serem muito leves, também acabam sendo levados pelo ar. “Uma corrente de vento pode levar esse material por grandes distâncias, inclusive, na atmosfera. Mas também tem a questão do aporte de material que já está no oceano. Então, em embarcações, por exemplo, em plataformas off shore, também geram lixo, também geram esse resíduo que já está ali no ambiente.”


Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/poluicao-nos-oceanos-ja-atinge-ate-marprofundo/. Excerto. Acesso em 04/06/2026
No trecho "compostos químicos que podem permanecer no ambiente por décadas" (4º parágrafo), o verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q4250115 Português
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Tetracampeões em 1994 dão dicas para Seleção acabar com
jejum de 24 anos


Romário, Bebeto e Jorginho contam o que jogadores precisam para superar pressão e desconfiança


      Brasil disputa uma Copa do Mundo nos Estados Unidos e com 24 anos sem conquistar o torneio. É impossível não relacionar a edição de 2026 que começa em uma semana com aquela histórica de 1994, quando jogadores do nível de Romário, Bebeto, Jorginho e Taffarel conviveram com uma pressão enorme pelo tetra diante do mesmo jejum.

      Situação parecida vivem os comandados de Carlo Ancelotti, que não sofrem tanto com ataques da torcida, mas veem uma desconfiança ainda maior.

     "Acho que a seleção de 94 foi a que saiu mais desacreditada do Brasil até então. A pressão era gigantesca, pouca gente levava fé. Mas nós acreditávamos. Pelo menos para mim, e acho que pra maioria também, aquilo serviu de combustível e de motivação”, relembra Romário.

     Uma diferença marcante entre essas duas seleções brasileiras está justamente no principal nome de cada elenco. Romário vivia seu auge em 1994 e foi tratado como a grande esperança de um time burocrático, forte defensivamente e criticado por não apresentar grande futebol. E o Baixinho chamou a responsabilidade à época, prometeu aos brasileiros a conquista e não só cumpriu como foi o cara do tetra ao lado de Bebeto.

     Já em 2026, o principal nome do elenco nem sequer sabe se estará em campo. Neymar dividiu o país e em seu pior momento na carreira e é uma grande incógnita por causa da lesão na panturrilha direita. Mas também é uma das esperanças para muitos.

    A outra é Vini Jr, que pela primeira vez pode ter a responsabilidade de ser a referência do país na busca pelo hexa e, enfim, desabrochar com a amarelinha.

   "Não tem de driblar a pressão, pelo contrário, tem de usá-la a seu favor. A pressão faz parte. Em 94, eu cumpri o prometido e fomos tetra. Agora, o Neymar sabe a responsabilidade que tem, como maior craque, de liderar tecnicamente o time e trazer o hexa", aposta o Baixinho. 


Fonte: https://odia.ig.com.br/esporte/copa-do-mundo/2026/06/7260280- tetracampeoes-em-1994-dao-dicas-para-selecao-acabar-com-jejum-de-24-anos. html. Excerto. Acesso em 04/06/2026

No trecho “Romário, Bebeto e Jorginho contam o que jogadores precisam para superar pressão e desconfiança”, o verbo em destaque está flexionado no:
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Q4250061 Português

Texto para a questão.


Escrever ainda é humano?


    Um texto gerado por inteligência artificial (IA) é gramaticalmente correto, costuma ter alguma clareza e é eficiente. Com poucas palavras, é possível gerar um e‑mail educado, uma publicação “viralizável” ou uma apresentação corporativa.


    Não há tarefa textual que uma IA não aceite executar. Juntar palavras com base em probabilidade e fazer o resultado soar humano e coerente, afinal, é o que esses sistemas foram projetados para fazer. Isso inclui revisar, editar, sugerir, pesquisar ou criar algo do zero.


    Quanto menor é a intervenção humana, mais evidente é a origem. Alguns formatos argumentativos já são tão comuns quanto cansativos. Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança “silenciosa”, um processo “invisível” e um problema sempre “oculto”. Isso sem falar na insistência por alguns recursos estilísticos, como o excesso do uso de travessões.


    Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma “padronização” ou “pasteurização” da escrita humana, que influencia também quem não usa IA. A lógica é a de que a repetição torna determinadas expressões socialmente aceitas, levando as pessoas a reproduzi‑las.


    Além da forma mais direta de copiar e colar um texto completamente gerado por uma IA, a produção com essas ferramentas assume formatos variados. Há o texto feito pela inteligência artificial a partir de alguns comandos e depois editado e adaptado pelo usuário, e também existe o contrário: o rascunho humano lapidado por ela.


    O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues define a produção das máquinas como uma antiliteratura, o oposto da arte feita com palavras. O autor também avalia que máquinas não produzem arte, mesmo que romances feitos por robôs enganem leitores menos exigentes.


    O professor Cal Newport, da Georgetown University, chama o momento atual de uma “crise cognitiva”, que começou com interrupções constantes de e‑mails e mensagens, degringolou com as redes sociais e agora se aprofunda com a IA. O resultado é que conseguimos pensar com cada vez menos profundidade e manter a concentração em algo. Contra isso, uma das propostas dele é: escreva. Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.

Ao redigir atas de reunião, todo assistente administrativo deve atentar para a correta correlação entre os tempos e os modos verbais, a fim de evitar problemas de interpretação em documentos. Diante disso, considerando o trecho “Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma ‘padronização’ ou ‘pasteurização’ da escrita humana, que influencia também quem não usa IA.”, assinale a opção que apresenta corretamente a justificativa para o emprego da forma verbal “estaríamos” no contexto do período analisado.
Alternativas
Q4249274 Português
EUA querem treinar ucranianos para missões ultrassecretas de inteligência


   O Pentágono pediu ao Congresso americano a retomada do financiamento de dois programas ultrassecretos de inteligência na Ucrânia, suspensos antes da invasão da Rússia. Se aprovada, a medida permitirá que militares do setor de Operações Especiais dos EUA treinem agentes ucranianos para monitorar os movimentos militares russos no front e executar missões de contrainformação, além de retomar o cultivo de fontes de inteligência no terreno.

   As missões implicariam um maior envolvimento americano no conflito, num momento em que a ajuda militar de Washington está crescendo. Os programas podem ser retomados em 2024, embora ainda não esteja claro se o governo de Joe Biden permitirá que militares dos EUA voltem à Ucrânia para supervisionar o trabalho ou se terão de fazer isso de um país vizinho. Funcionários do Congresso disseram que é difícil prever o resultado da votação, especialmente com os republicanos divididos sobre as vastas somas gastas na Ucrânia. Outros argumentam que a despesa relativamente pequena dos programas – US$ 15 milhões (cerca de R$ 79 milhões) anuais para tais atividades em todo o mundo – é uma pechincha em comparação com as dezenas de bilhões de dólares comprometidos para treinar e armar as forças ucranianas e reabastecer os estoques dos EUA.

   Oficiais militares estão ansiosos para reiniciar as atividades na Ucrânia para garantir que fontes de inteligência conquistadas com dificuldade não sejam perdidas à medida que a guerra avança, disse Mark Schwartz, general da reserva. Serviços de inteligência americanos por muitos anos pagaram unidades militares e paramilitares estrangeiras selecionadas no Oriente Médio, Ásia e África, empregando-as como “substitutas” em operações de contraterrorismo contra a AlQaeda, o Estado Islâmico e afiliados. Programas mais recentes, como os usados na Ucrânia, são considerados uma forma de “guerra irregular”. Eles são destinados ao uso contra adversários, como a Rússia e a China, com quem os EUA estão em competição, não em conflito aberto.

   Críticos dizem que tais atividades aumentam o risco de levar os EUA a um papel mais direto na guerra da Ucrânia. Mas oficiais de defesa sustentam que, ao contrário do esforço maior e mais aberto do Pentágono para armar os militares ucranianos, os programas secretos não contribuiriam diretamente para a capacidade de combate da Ucrânia, pois os agentes envolvidos e seus financiadores dos EUA seriam restritos a realizar apenas as tarefas não violentas que haviam assumido até sua suspensão no ano passado.


Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO apresente desinência modo-temporal: 
Alternativas
Q4247200 Português
Assinale a alternativa em que cada uma das três formas verbais apresentadas preenche corretamente a lacuna a seguir:

"Tudo seria mais fácil se você                ."
Alternativas
Q4247193 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem:

         uma mão naquilo que você puder.
- Peço que           no que for necessário.
- Eu jamais           do que você fez por nós.
Alternativas
Q4246834 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Crônica da conexão


    Um doido dia resolveu mudar e o dia doido era eu. Tomei uma decisão:

    Eu não quero me conectar. Hoje eu quero um afastamento da tela do celular, da televisão, das redes sociais. Há de haver algum lugar no espaço ao meu alcance onde a conexão seja natural e não dependa de senhas.

    Assim como o sol quando eu olho ao sentir o brilho e percebo o relento. Preciso de uma conexão no meu espaço físico, na quantidade dos livros guardados chorando por mim. Conectar com histórias contadas em verso e prosa que eu abandonei há sete meses, e hoje é o dia do encontro. Ou reencontro, ou muito encanto. A gente precisou muito da conexão no caos diário, mas a gente se esgota. Pira, estranha, chora, e de repente a conexão se fez diferente. 

    Dei um basta. Respirei. Reaprendi a dialogar com as pessoas da minha vida real: filho, marido, cachorro, barulhos brandos, vozes, era nossa vez de escutar nosso cotidiano. E fazer planos, e cantar e sonhar. Nos reconectar e nos sentir vivos.

    Mas voltei para minha conexão virtual de todos os dias. Minha irmă usa apenas mensagem de áudio pra se comunicar. Por causa da minha irmã, minha filha, minha tia, eu me reconecto. Por carinho à causa. Um dia desses em que eu resolvi não olhar notificações, recebi um áudio:

     - Você não usa o telefone?

    Era minha irmã, sentindo minha falta.

    - Você quer falar comigo pelo telefone? Perguntei preocupada.

    - Quero falar com você por aqui mesmo. Pra gente conversar muito.

    Comecei a conversar com ela quatro, cinco vezes pelo WhatsApp navegável. Do jeitinho que ela gosta. É amor. E de amor estamos todos precisando. Em doses cavalares.

    Que restabeleça em mim a importância da conexão. Sem nunca perder a vontade de se desconectar por alguns momentos.


MODESTO, Sandra. Crônica da conexão. Revista Cult. Disponível em <https://revistacult.uol.com.br/home/cronica-daconexao/>.
"(l) de haver(2) algum lugar no espaço ao meu alcance onde a conexão seja natural e não dependa de senhas."

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta das duas formas verbais identificadas por números no enunciado acima.
Alternativas
Q4246233 Português
"Venha aqui quando você                    ."

Assinale a alternativa em que cada uma das duas formas apresentadas completa corretamente a lacuna acima.
Alternativas
Q4246192 Português
Assinale a alternativa em que todos os tempos e modos verbais estão sendo empregados corretamente, pela norma-padrão.
Alternativas
Q4245640 Português
A economia circular incentiva a reutilização de materiais e a redução do desperdício. Nesse contexto, complete a lacuna com a alternativa CORRETA:
"Se as empresas ______ práticas sustentáveis, haverá menor impacto ambiental."
Alternativas
Q4244975 Português
Leia o texto a seguir.


Jantar para emagrecer e desinchar

após as festas de fim de ano


Ajustes simples no jantar ajudam a reduzir o inchaço,

melhorar a digestão e retomar o equilíbrio alimentar

após os excessos das festas de fim de ano


    Com a alimentação típica das festas de fim de ano, é comum o corpo reter mais líquido, o intestino ficar um pouco mais lento e o peso subir. A nutricionista e coordenadora do curso semipresencial de Nutrição da UNINASSAU Recife, Julyanne Goes, destaca que o segredo não é passar fome, mas fornecer ao corpo os nutrientes certos para ajudar a filtrar os excessos de uma alimentação rica em açúcares, sódio, gorduras e, muitas vezes, álcool. A profissional orienta como montar uma alimentação para emagrecer e desinchar [...]

   Um jantar eficiente precisa ser leve e nutritivo. É indicado visualizar o seu prato e dividi-lo em partes. A base deve ser 25% do prato de proteína magra, como filé de peixe, peito de frango grelhado ou ovos mexidos. Essa refeição ajuda na saciedade e na recuperação muscular. Complete o restante com 50% do prato de fibras, sendo legumes e verduras, de preferência cozidos ou no vapor, pois facilitam a digestão noturna, como abobrinha, chuchu, vagem, brócolis ou folhas verde-escuras.

   Todos eles são ricos em fibras, água e minerais que auxiliam na redução do inchaço. Por fim, complete 25% do prato com carboidratos na medida certa, ajustados à rotina e ao gasto energético de cada pessoa. Batata-doce, arroz, macaxeira (conhecida como aipim e mandioca), inhame, cará e até mesmo o cuscuz, desde que sem exageros nas quantidades, são ótimas opções. [...]


Fonte: https://receitas.globo.com/blog/alimentacao-e-saude/jantar-para-emagrecere-desinchar-apos-as-festas-de-fim-de-ano.ghtml. Acesso em 10/06/2026. Excerto
“Um jantar eficiente precisa ser leve e nutritivo” (2º parágrafo). A forma verbal em destaque está flexionada no:
Alternativas
Q4244808 Português

Radioactive: quem foi Marie Curie, cientista retratada no novo sucesso da Netflix


Personagem principal do filme “Radioactive”, Marie Curie tem uma história impressionante. Conheça a trajetória dessa cientista!



    Cientista premiada nas categorias Física e Química, Marie Curie é a única mulher a ter recebido dois prêmios Nobel e a única pessoa a ser premiada em duas áreas científicas diferentes. Um dos motivos pelos quais Marie Curie se tornou conhecida como uma grande cientista foi quando estudou o urânio, com seu marido, Pierre Curie. Marie usou, pela primeira vez, o termo “radioatividade”, referindo-se à descoberta feita pelo cientista Henri Becquerel. Os Curie descobriram que o urânio emitia radiação pelos próprios átomos, não por alguma interação molecular. Marie Curie prosseguiu na pesquisa com os minérios de urânio e, em 1898, descobriu dois novos elementos químicos, o polônio, nomeado em homenagem a seu país natal, e o rádio.

    Sua pesquisa lhe rendeu o prêmio Nobel de Física e também o de Química. Em 1903, Marie Curie recebeu a honra com seu marido, Pierre Curie, e com o cientista segunda premiação veio em 1911, pela descoberta dos elementos polônio e rádio.

    Rapidamente, Marie Curie desenvolveu aplicações médicas para suas descobertas. Na Primeira Guerra Mundial, Curie montou unidades móveis de raio-x. Estima-se que o esforço de Curie tenha sido o responsável pelas radiografias de mais de um milhão de soldados. Suas histórias de guerra são relatadas no livro Radiologia na Guerra, lançado em 1919.

    Seus trabalhos foram um sucesso e suas pesquisas corriam a todo vapor, mas não se sabia ainda do perigo de ter contato com a radiação. Assim, Marie Curie não tomava nenhum cuidado específico ao lidar com os elementos. Andava com tubos de ensaio com amostras de rádio em seu bolso de jaleco, fazia diversas radiografias sem a devida proteção e com isso passou anos sendo contaminada.

    Após anos de contaminação, Curie faleceu. Algumas fontes atribuem sua morte à leucemia, outras à anemia a plástica, mas a própria Curie atribuía a doença à exposição aos raios-x durante a guerra. De fato, uma análise de seus restos mortais em 1995 mostrou que seu corpo não apresentava vestígios de Rádio. Os livros de anotações de Marie Curie, por outro lado, contam com alto nível de radiação e devem ser pegos com a devida proteção.

A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.



Na oração “Conheça a trajetória dessa cientista!”, a forma verbal imperativa “conheça” expressa comando, o que é reforçado pelo uso do ponto de exclamação.

Alternativas
Q4237333 Português
Texto II


“Se você ouvir uma voz dizendo ‘não faça’, isso significa que você deve fazê-lo, acima de tudo. A voz vai se calar.”


(Vicent Van Gogh)
Ainda em referência ao pensamento de Vicent Van Gogh, o verbo que foi empregado no modo imperativo em algum momento no texto é: 
Alternativas
Q4236819 Português
Considerando o emprego dos verbos no trecho abaixo, retirado do texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

“Lembro do meu pai me chamando para conversar, dizendo que era para que eu ficasse atenta, pois um fiscal viria à nossa casa entregar uma autorização para o corte do pinheiro”.

( ) O trecho apresenta duas formas verbais no gerúndio.
( ) O trecho apresenta três formas verbais no infinitivo.
( ) Há verbos conjugados no modo indicativo e no modo subjuntivo.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Respostas
41: D
42: A
43: D
44: A
45: B
46: D
47: A
48: A
49: D
50: B
51: E
52: E
53: C
54: A
55: C
56: A
57: C
58: C
59: C
60: D