Questões de Concurso
Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português
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Texto para o item abaixo.
Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.
A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.
A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.
Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.
Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.
Internet:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudo citado por vinte e cinco anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado
Um estudo publicado há cerca de vinte e cinco anos, que afirmava que o agrotóxico glifosato não oferecia riscos à saúde humana nem causava câncer, foi excluído em dezembro da revista científica que o havia divulgado. O artigo, produzido no fim da década de 1990, tornou-se por décadas uma das principais referências para embasar decisões regulatórias favoráveis ao uso do produto.
O glifosato é um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Amplamente associado ao cultivo de soja transgênica, o herbicida teve papel decisivo na expansão da produção agrícola brasileira e na consolidação do país como maior produtor mundial do grão.
Segundo comunicado da revista, a exclusão ocorreu devido a problemas considerados graves o suficiente para comprometer a integridade acadêmica do trabalho e a confiabilidade de suas conclusões. Entre as falhas apontadas estão a participação de funcionários da Monsanto na elaboração do artigo e o fato de ele se apoiar essencialmente em um único estudo produzido pela própria empresa, historicamente a principal fabricante do glifosato, comercializado sob a marca Roundup e hoje pertencente à Bayer.
A publicação reconheceu que o artigo exerceu influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas. A retratação foi justificada pela falta de transparência sobre a autoria de trechos do texto e pela incerteza quanto à independência das conclusões, especialmente na afirmação de que o glifosato não apresenta potencial cancerígeno. Também foram mencionadas decisões judiciais que indicam a possibilidade de compensação financeira aos autores, informação que não constava no artigo original.
No Brasil, em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato e decidiu manter sua autorização de uso, alegando inexistência de evidências científicas conclusivas de que cause câncer, mutações genéticas ou má-formação fetal. Nos Estados Unidos, o produto segue considerado seguro pelas autoridades ambientais, com nova reavaliação prevista para 2026 após ações judiciais de entidades ambientais e de defesa de trabalhadores. Na União Europeia, a aprovação do glifosato foi renovada por mais dez anos em 2023.
Essas posições contrastam com a conclusão da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno" com base em ampla revisão de estudos científicos.
Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a indenizar um trabalhador que atribuiu o desenvolvimento de câncer ao uso de produtos à base de glifosato. Desde então, a Bayer firmou acordos bilionários para encerrar milhares de processos relacionados ao Roundup, sem admissão de culpa, e manteve a comercialização do herbicida.
O glifosato é o princípio ativo de diversos herbicidas. Introduzido no mercado na década de 1970, teve sua patente expirada em 2000 e passou a ser fabricado por diferentes empresas. É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas industriais e em jardins, embora alguns países e cidades tenham restringido ou proibido seu uso em espaços públicos. Por ser não seletivo, elimina a maioria das plantas, o que levou ao desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas para resistir à substância, como a soja. Sua aplicação costuma ocorrer antes do plantio, para reduzir a competição com plantas daninhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko.adaptado.
A publicação "reconheceu" que o artigo "exerceu" influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas.
Conjugando os verbos destacados no futuro do pretérito do indicativo e no pretérito imperfeito do subjuntivo, respectivamente, tem-se: (considere alterações se necessário)
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
No trecho “Vozes sertanejas também nos falaram como superaram a fome, a sede, a miséria, a mortalidade infantil, o saque, a migração, com obras pequenas, no pé de suas casas, como as cisternas de produção e de consumo humano, que guardam a água coletada das chuvas.” a forma verbal “guardam” poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, por guardem, já que ambas remetem ao tempo presente.
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
No trecho “Vozes sertanejas também nos falaram como superaram a fome, a sede, a miséria, a mortalidade infantil, o saque, a migração, com obras pequenas, no pé de suas casas, como as cisternas de produção e de consumo humano, que guardam a água coletada das chuvas.” a forma verbal “guardam” poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, por guardem, já que ambas remetem ao tempo presente.
“Você só seria atendido novamente se ______________ uma nova avaliação do processo e ______________ o seu direito. Quando ___________ isso, tudo vai ser resolvido.”
I - A ausência de artigo definido confere estilo mais direto e uma generalização em relação ao agente da ação (qualquer inteligência artificial e não um tipo específico), alinhando-se ao padrão utilizado em títulos e manchetes de textos jornalísticos.
II - O uso do modalizador “pode” confere um tom de possibilidade em relação à transformação tecnológica aludida, evitando uma responsabilização por parte do locutor perante a afirmação dada como um fato que será efetivamente consumado.
III - O emprego das reticências serve ao propósito de aproximar o texto de um estilo coloquial, denotando uma ideia de dúvida por parte do locutor em relação ao enunciado apresentado.
IV - A escolha lexical pela locução verbal “pode extinguir” reforça a ideia de desaparecimento radical e definitivo de diversas profissões, gerando uma incoerência entre a radicalidade do enunciado (verbo “extinguir”) e a incerteza inerente à modalização (verbo “poder”).
Assinale a alternativa CORRETA:
“Se ando cheio, me dilua.
Se estou no meio, conclua.
Se perco o freio, me obstrua.
Se me arruinei, reconstrua.”
(Arnaldo Antunes)
Analisando essa composição, assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as lacunas abaixo:
“A primeira parte de cada verso se inicia com um(a) _______ de sentido _______, e a segunda parte apresenta um verbo no modo _______ exprimindo _______.”

Disponível em .<https://educador.com.br/cartaz-sobre-o-meio-ambiente-para-imprimir/>.
É correto afirmar, em relação à grafia oficial das palavras relacionadas ao cartaz acima, que:
- Quando você _______ aqui, _______-me e eu atenderei imediatamente.
- Se você _______ o desentendimento entre eles, será gratificado.
- Isso somente acontecerá se eu não me _______ a vocês e se eu não _______ aquilo que já havia sido mencionado antes.
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Kiko Welbber, Talco e Show. Disponível em: https://developerslife.tech)
Assinale a alternativa com o verbo adequado para dar sequência à fala reescrita da personagem, no 2o quadrinho.
Você já parou pra pensar se seria possível que mais de uma pessoa
A respeito dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
A forma verbal “viveram”, em “Viveram felizes para sempre”, está conjugada no pretérito mais‑que‑perfeito do indicativo.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
