Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q2040886 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 O plástico nos oceanos: uma questão que preocupa

Dos grandes acúmulos de lixo visíveis na superfície ao leito mais profundo do oceano, o plástico está por toda parte no ambiente marinho. Estima-se que há acumulado entre 86 milhões e 150 milhões de toneladas (t) do material, em seus inúmeros formatos, composições e tamanhos, que podem demorar séculos para se decompor. Só o Brasil lança potencialmente no ambiente 3,44 milhões de t de sacolas plásticas, garrafas PET, canudos, embalagens de xampu e isopor a cada ano, segundo um recém-divulgado estudo do projeto Blue Keepers realizado pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil. Como seu uso é relativamente recente, popularizando-se apenas depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e intensificando-se a partir dos anos 1970, muitos dos efeitos sobre organismos e ecossistemas ainda são desconhecidos, em especial os das partículas menores. Mas um robusto corpo de evidências aponta para consequências importantes e graves.

Na Conferência do Oceano, promovida pela ONU no fim de junho em Lisboa, a poluição marinha por plástico ganhou destaque. Especialistas ressaltaram a sua ligação com as mudanças climáticas, já que 4,5% das emissões de carbono estão relacionadas à produção e ao descarte de material polimérico - por exemplo, como resultado da lenta decomposição química do lixo despejado no mar. "Nossos oceanos se encontram em um estado crítico e numerosas ações são necessárias", disse o secretário de Estado da Suécia para a Mudança Climática e o Ambiente, Anders Grönvall, na abertura de um dos eventos da conferência que buscou tratar de inovações para combater esse tipo de poluição. "Não podemos ignorar que os plásticos são a maior parte do lixo marinho. Oitenta por cento do lixo de plástico encontrado no oceano tem origem terrestre e a previsão é de que ele triplique até 2040 se não houver uma ação significativa".

A ONU declarou o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável - ou a Década do Oceano. Embora a poluição por plásticos seja a mais preocupante, os ambientes marinhos também são impactados por outras fontes, como derramamento de petróleo, despejo de rejeitos de mineração e lançamento de esgoto doméstico e industrial sem tratamento.

No primeiro semestre deste ano, a organização não governamental (ONG) internacional WWF divulgou um relatório, elaborado pelo Instituto Alfred Wegener - Centro Helmholtz para Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, com uma conclusão desalentadora. Mesmo se toda a poluição por plástico cessasse hoje, o nível de microplástico, aqueles que não passam de 5 milímetros (mm) de tamanho, dobraria até 2050 nos oceanos. Isso ocorreria porque os plásticos já existentes nesse ambiente vão se partindo em fragmentos cada vez menores, sem ter sua estrutura principal modificada. O documento faz uma revisão de 2.592 estudos científicos que tratam do impacto desse tipo de poluição sobre as espécies, a biodiversidade e os ecossistemas marinhos. Dezenas de artigos citados têm como autores pesquisadores brasileiros.

"Em algumas épocas do ano, há mais microplástico do que larva de peixe em suspensão na água junto com o plâncton", comenta o ecólogo marinho Mário Barletta, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que assina, pelo menos, 10 trabalhos mencionados pelo relatório. Especialista em ecologia de estuário, Barletta investiga o ambiente aquático de transição entre o rio Goiana, na porção norte de Pernambuco, e o mar. "Tomo esse estuário como referência para explicar o fenômeno para todos os estuários tropicais. E olha que o local é muito bem preservado."

Retirado e adaptado de: JONES, Frances. Brasil lança 3,44 milhões de toneladas de lixo plástico no mar por ano. Pesquisa FAPESP. Disponível em: -deelxxoo-paastco-nommmar-po-anno /brasil-lanca-344-milhoes-de-toneladas-de-lixo-plastico-no-mar-por-ano/
Acesso em: 03 nov., 2022.
Em relação às figuras de linguagem, analise as afirmações a seguir:
I.Na sentença "Os microplásticos são ótimos, vão acabar com a vida nos oceanos", temos uma ironia.
II.Na oração "Gostaria de embarcar em um foguete e encontrar um planeta menos poluído", há a figura de linguagem conhecida como personificação.
III.Na sentença "Sem a poluição, como perceber a pureza?", há a presença de um paradoxo.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2037437 Português
Estudo traça as diversas ameaças ambientais à Floresta Amazônica

Pesquisadores examinaram os impactos causados pelas alterações provocadas por humanos em duas regiões do Pará — Santarém e Paragominas. Postado em 28/06/2022

Um grande estudo sobre as mudanças da paisagem na Amazônia brasileira lança uma nova luz sobre as muitas ameaças ambientais que o bioma enfrenta, mas, segundo os autores, também oferece oportunidades para a sustentabilidade na floresta tropical com maior biodiversidade do mundo. A pesquisa, publicada na revista Pnas, foi conduzida por uma equipe internacional de cientistas do Brasil e do Reino Unido. Eles examinaram os impactos causados pelas alterações provocadas por humanos em duas regiões do Pará — Santarém e Paragominas.

As descobertas são críticas porque, à medida que a Amazônia se aproxima de um ponto de inflexão — quando os estragos não têm mais volta —, elas fornecem uma base de evidências para apontar as prioridades de conservação e regeneração na floresta. Os autores mostram que os ganhos podem ser alcançados por meio de uma série de ações — incluindo, mas não se limitando a, deter o desmatamento.

"Embora o foco até agora tenha sido o desmatamento, sabemos que as paisagens das florestas tropicais são alteradas por uma gama muito mais ampla de atividades humanas", disse o pesquisador principal, Cássio Alencar Nunes, da Universidade Federal de Lavras, no Brasil, e da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. "Essas modificações incluem o desmatamento e a degradação da floresta primária, por exemplo, por meio de corte seletivo e incêndios. Mas mesmo as paisagens desmatadas estão mudando à medida que o abandono da agricultura leva ao crescimento da floresta secundária. Como resultado, muitas paisagens tropicais são, agora, um mosaico de usos não florestais da terra, florestas secundárias em regeneração e florestas primárias degradadas", resume.

Os pesquisadores identificaram as transições que são comuns e têm altos impactos ecológicos, bem como aquelas que são tão prejudiciais quanto, mas ocorrem com menos frequência. "Nossos resultados revelaram uma compreensão mais rica de como as pessoas estão afetando a Amazônia e seu ecossistema", disse Alencar Nunes. Com dados de 310 parcelas de terra, os cientistas analisaram como as mudanças afetam a biodiversidade, examinando mais de 2 mil espécies de árvores, cipós, pássaros e insetos. Eles também avaliaram as propriedades do carbono e do solo. Além disso, utilizaram informações referentes aos anos 2006 a 2019 sobre a rapidez com que o cenário mudou em pouco mais de uma década.

As transições de florestas primárias e secundárias para pastagens por meio do desmatamento totalizaram 24 mil quilômetros quadrados por ano. Além disso, a riqueza de espécies de quase todos os grupos de biodiversidade diminuiu entre 18% e 100% nas regiões onde a floresta primária ou secundária foi convertida em pastagem ou em agricultura mecanizada. Esse segundo cenário provocou o maior impacto ecológico, mas ocorreu com menos frequência do que a conversão em pasto.

O estudo também revelou oportunidades de ação, por exemplo, destacando a importância de proteger as florestas secundárias e permitir que elas amadureçam. Os cientistas descobriram que a diversidade de grandes árvores dobrou, enquanto que a de espécies menores aumentou 55% quando as florestas secundárias jovens atingiram mais de 20 anos. "São descobertas importantes, pois mostram que felizmente há uma infinidade de ações que podem ser tomadas para proteger e melhorar a ecologia da Amazônia", destaca o pesquisador brasileiro.
https://www.correiobraziliense.com.br
“Como resultado, muitas paisagens tropicais são, agora, um mosaico de usos não florestais da terra [...].” 3º§
Nessa frase, o autor do texto usou o seguinte tipo de figura de linguagem:
Alternativas
Q2037396 Português
Leia o parágrafo a seguir.
“O livro é mercadoria que se registra nos gêneros de primeira importância. É vital como o oxigênio, como a água, como uma proteína. Devia haver uma lei que obrigasse toda casa a consumir pelo menos cada semana um livro, que nem precisava ser tamanho família, podia ser um livro de bolso mesmo.”
FERREIRA, Jurandir. O livro e seus magníficos chavões. In: Da inquieta substância dos dias. São Paulo: IMS, 1991. p. 353-355.
Ao justificar, no segundo período desse parágrafo, a essencialidade do livro na vida dos cidadãos, o autor se vale da seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027115 Português
Analise as afirmativas abaixo.
1. Em “Sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira” (Chico Buarque), temos presença de metáfora.
2. Em “Embora tenhamos cumplicidade, não podemos revelar nossos segredos”, temos uma coesão estabelecida por conjunção que denota sentido de concessão em oposição à oração principal.
3. Em ” Tristeza não tem fim/Felicidade sim (…)” (Vinícius de Moraes), temos o uso de paradoxo, nas palavras: “tristeza e felicidade”.
4. Em “José chegou triste! Não lhe faltou consolo” não há o uso de elemento para estabelecer coesão. As orações estão apenas justapostas.
5. Em “Seu olhar era doce e macio!”, as palavras “doce e macio” emprestam à frase uma figura de linguagem chamada sinestesia.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027107 Português
Leia o texto abaixo:
A beleza é um grito, é um fruto, a beleza é um vício, é um mergulho vivo - no infinito.
(Romano A. Sant’anna in: Os melhores poemas)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q2026512 Português
Sobre o texto 02, é CORRETO afirmar que


I. a temática nele abordada estabelece relação com argumentos apresentados no texto 01. II. o uso da expressão “mais um” significa que fazer relatórios é uma atividade bem rotineira. III. os verbos usados no gerúndio indicam ações do passado que foram totalmente finalizadas. IV. a palavra “motivado” foi usada com sentido positivo, pois a tarefa a ser feita trará satisfação. V. a onomatopeia, usada no segundo quadro, contribui para a construção semântica do texto.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q2026460 Português
A lixeira

     Um dia, quando lhe perguntarem onde é que nasceu, a moça poderá responder, sorrindo: “na lixeira”. Pois realmente foi ali que a jogaram, entre cascas de banana e borra de café, para que não vivesse; e foi dali que a retiraram, viva, para que desse testemunho: até numa lixeira a vida pode começar.
     O suposto nascimento anterior, num quarto, não vale para essa menina da rua Pedro América; ele se consumou na clandestinidade, a contragosto da mãe, talvez sem que o pai tivesse notícia, e mesmo sem que a mãe tivesse notícia do pai. Não era desejado, não veio precedido de amor, mas de vergonha, medo, angústia, recriminação. Quem nasce sob tais condições negativas é como se não nascesse, e a lixeira foi o instrumento providencial que ocorreu à mãe dessa menina errada, para anular, em escala individual, o efeito da explosão demográfica. Enquanto não se decide a construção de crematórios para os que acabam regularmente, aí está, para os que começam irregularmente, o incinerador do lixo doméstico. Nem seria preciso queimar a menina, com os demais detritos da casa. A morte viria logo — necessária, oportuna, benfazeja.
     Mas, naquele dia, a lixeira reagiu de forma imprevista, abstendo-se de cumprir a missão que já tantas mães solteiras, desesperadas ou não, lhe confiaram. Ficou surda aos argumentos sociais, morais e econômicos que demonstram a inconveniência de salvar-se uma vida de origem equívoca e de custeio incerto. Guardou a menina como lixeira pode guardar, sem qualquer cuidado higiênico ou resquício de conforto, mas guardou-a. Não lhe abafou o chorinho com o desmoronamento de um pacote de restos de cozinha, ou a queda de uma lata vazia de pessegada sobre a cabeça. Na verdade, estimulou-a a chorar e bradar, dando-lhe ar pútrido e temperatura de fornalha, para que melhor protestasse e atraísse, pelo sofrimento revoltado, a atenção do faxineiro.
     E chegou o faxineiro e tirou daquelas entranhas estranhas a recém-nascida, como o obstetra faz o parto. Estava nascendo, na porcaria, uma criança; e outro menino não nasceu, faz muito tempo, num cocho de comida de animais, no estábulo, entre o farelo e o milho? A lixeira pode fazer as vezes de maternidade, berçário moderno para a vida que quer manifestar-se de qualquer modo e não encontra outra saída. O obscuro humanitarismo, a piedade e a simpatia dessa lixeira, não salvaram, criaram a vida. Foi lá que a criança verdadeiramente nasceu, quando os seres humanos, a ordem econômica e os últimos preconceitos lhe negaram ou lhe impediram a existência.
     A menina, mais tarde, poderá dizer com alegria reconhecida: “devo a vida a uma lixeira, foi nela que vim ao mundo”. E nós também devemos alguma coisa a essa lixeira: a lição de respeito à vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão. In Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988. Adaptado.)
Assinale a citação textual na qual é possível identificar linguagem que atribui sensações e sentimentos humanos a objeto inanimado.
Alternativas
Q2023738 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere.


Texto 01



Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/triste-fim-relacoes-afetivas/. Acesso em: 18 set. 2022.

Na fala do terceiro quadro, especificamente na expressão “encontro de corações”, em que o termo “corações” representa uma parte que substitui o todo, “pessoas”, verifica-se o uso do recurso de expressão denominado  
Alternativas
Q2023734 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere.


Texto 01



Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/triste-fim-relacoes-afetivas/. Acesso em: 18 set. 2022.

Na fala “as relações afetivas estão agonizando, Joana!”, percebe-se o uso do recurso de expressão chamado
Alternativas
Q2022653 Português
Na frase, “a luta por um modelo de atendimento e serviço gratuito para toda população começou ainda nos anos 70.”, qual figura de linguagem se verifica?
Alternativas
Q2019832 Português
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue os itens a seguir.
I O trecho “Examina, cheira, fuça e vem com um grego: ‘Rinite atrófica” (linhas 9 e 10) apresenta a figura de linguagem gradação, de modo que uma sequência de palavras intensifica a ideia de investigação até culminar em um diagnóstico.
II Infere-se do trecho “Voltamos para Taubaté, muito desapontados” (linhas 12 e 13) que o narrador se decepcionou com a atitude do especialista com quem Edgard se consultou.
III A oração ‘O melhor é ver um especialista em São Paulo’ (linhas 7 e 8) classifica-se como adverbial comparativa, estando um dos termos da comparação implícito.
IV Quanto à tipologia textual, predominam no texto o tipo narrativo, na medida em que se relatam acontecimentos em ordem cronológica, e o tipo argumentativo, uma vez que o narrador defende um ponto de vista a respeito da homeopatia.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2018835 Português

Texto 01

Você é feliz no seu trabalho?

     Tenho percebido, nos últimos tempos, índices muito altos de pedidos de demissão. O que antigamente eram reclamações corriqueiras, hoje viraram razões concretas para esses pedidos. Motivados por insatisfações com a remuneração, cultura da empresa, atitudes da liderança, eminência de burnout e pela filosofia de que podemos trabalhar com o que gostamos, centenas de milhares de brasileiros deixaram os seus empregos nos últimos meses. Isso nos traz uma sensação de liberdade. Entretanto, quando cruzamos essa linha, nos deparamos com uma pergunta inevitável: “E agora?” [...]

     De forma concreta, não sabemos aonde essa vontade de mudar de emprego vai nos levar. O que sabemos, sim, é que mudanças desse tipo, por muitas vezes, depois de um tempo, colocam-nos no mesmo lugar de insatisfação profissional do qual partimos. Criamos, assim, um ciclo sem fim, que só pode ser interrompido com um olhar profundo sobre as nossas carreiras.

     Sem esse olhar, seguiremos fugindo, buscando soluções milagrosas para que o trabalho seja mais prazeroso e nos traga felicidade, quando, na verdade, em grande parte das vezes, a possibilidade de um trabalho que nos ofereça uma vida feliz já está ao nosso alcance, mas ainda não conseguimos encontrar [...].

Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/analise. Acesso em: 12 jun. 2022. Adaptado. 



Texto 2


Sobre o texto 02, é CORRETO afirmar que
I. a temática nele abordada estabelece relação com argumentos apresentados no texto 01. II. o uso da expressão “mais um” significa que fazer relatórios é uma atividade bem rotineira. III. os verbos usados no gerúndio indicam ações do passado que foram totalmente finalizadas. IV. a palavra “motivado” foi usada com sentido positivo, pois a tarefa a ser feita trará satisfação. V. a onomatopeia, usada no segundo quadro, contribui para a construção semântica do texto.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2016139 Português
Assinale a frase cujo interesse humorístico se apoia em um aparente paradoxo. 
Alternativas
Q2016085 Português
Sobre figuras de linguagem, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Comparação: Aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos, feitos, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem. ( ) Sinédoque: Substituição de um termo por outro, havendo ampliação. Encontramos sinédoque no todo pela parte e vice-versa; no singular pelo plural e vice-versa; no indivíduo pela espécie [nome próprio pelo nome comum]. ( ) Antonomásia: Quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica, ou fato que a distingue. Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha, ou cognome. ( ) Apóstrofe: Invocação de uma pessoa, ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente, ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão. ( ) Anástrofe: Inversão da posição do adjetivo [uma qualidade que pertence a um objeto é atribuída a outro, na mesma frase]. ( ) Hipálage: Simples inversão de palavras vizinhas [determinante x determinado]. 
Alternativas
Q2014120 Português
Na frase: A igreja é o coração da cidade de Roseira, encontramos a figura de linguagem:
Alternativas
Q2007234 Português
Leia o texto que é um excerto do conto “Amor” de Clarice Lispector.

O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão – e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.
Analise o texto abaixo em relação à coesão textual. As rupturas da coesão textual podem ser................... (1)...... e........ (2).............. . Como exemplo desta, temos.......... (3).......... .
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
Alternativas
Q2006850 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:

Eu nasci há dez mil anos atrás

Eu nasci há dez mil anos atrás

e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais


Eu vi Cristo ser crucificado

O amor nascer e ser assassinado

Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,

Eu vi,

Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho

Vi Maomé cair na terra de joelhos

Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho

Eu vi,


Eu vi as velas se acenderem para o Papa

Vi Babilônia ser riscada do mapa

Vi conde Drácula sugando o sangue novo

e se escondendo atrás da capa

Eu vi,

Eu vi a arca de Noé cruzar os mares

Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares

Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta

pro quilombo dos palmares

Eu vi,


Eu vi o sangue que corria da montanha

quando Hitler chamou toda a Alemanha

Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha


Eu li,

Eu li os símbolos sagrados de Umbanda

Eu fui criança para poder dançar ciranda

E, quando todos paraguejavam contra o frio,

eu fiz a cama na varanda


Eu tava junto com os macacos na caverna

Eu bebi vinho com as mulheres na taverna

E quando a pedra despencou da ribanceira

Eu também quebrei a perna

Eu também,

Eu fui testemunha do amor de Rapunzel

Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu

E pra aquele que provar que eu estou mentindo

eu tiro o meu chapéu

Raul Seixas

Para dar mais verossimilhança ao seu relato, Raul Seixas repete a palavra “Eu”, no começo da maioria dos versos da canção. Essa figura de linguagem, que nesta canção tem o objetivo de convencer o interlocutor das ações do eu-lírico recebe o nome de:
Alternativas
Q2006849 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:

Eu nasci há dez mil anos atrás

Eu nasci há dez mil anos atrás

e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais


Eu vi Cristo ser crucificado

O amor nascer e ser assassinado

Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,

Eu vi,

Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho

Vi Maomé cair na terra de joelhos

Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho

Eu vi,


Eu vi as velas se acenderem para o Papa

Vi Babilônia ser riscada do mapa

Vi conde Drácula sugando o sangue novo

e se escondendo atrás da capa

Eu vi,

Eu vi a arca de Noé cruzar os mares

Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares

Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta

pro quilombo dos palmares

Eu vi,


Eu vi o sangue que corria da montanha

quando Hitler chamou toda a Alemanha

Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha


Eu li,

Eu li os símbolos sagrados de Umbanda

Eu fui criança para poder dançar ciranda

E, quando todos paraguejavam contra o frio,

eu fiz a cama na varanda


Eu tava junto com os macacos na caverna

Eu bebi vinho com as mulheres na taverna

E quando a pedra despencou da ribanceira

Eu também quebrei a perna

Eu também,

Eu fui testemunha do amor de Rapunzel

Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu

E pra aquele que provar que eu estou mentindo

eu tiro o meu chapéu

Raul Seixas

Na mesma frase da questão anterior o compositor, provavelmente motivado por questões de métrica poética se vale de um recurso/vício de linguagem chamado:
Alternativas
Q2001685 Português
ASSINALE A RESPOSTA CORRETA.

As palavras e as coisas

                                                        Antônio Prata                  
                
     Entre as sugestões que vieram da editora sobre meu novo livro, havia a de trocar "índios" por "indígenas". Sempre fui um defensor do politicamente correto. Algumas mudanças na ética verbal, porém, me parecem contraproducentes.
    Em certo momento dos anos 90, "favela" virou "comunidade". "Favelado" era um termo pejorativo e é compreensível que os moradores destas áreas não quisessem ser chamados assim, mas mudar para "morador de comunidade", embora amacie na semântica, não leva água encanada, esgoto e luz para ninguém. Pelo contrário. 
     A gente ouve "comunidade" e dá a impressão de que aquelas pessoas estão todas de mãos dadas fazendo uma ciranda em torno da horta orgânica, não apinhando-se em condições sub-humanas, sem esgoto, asfalto, educação, saúde.
   Talvez fosse bom deixarmos o incômodo nos tomar toda vez que disséssemos ou ouvíssemos "favela" ou "favelados". Nosso objetivo deveria ser dar condições de vida decente praquela gente, não nos sentirmos confortáveis ao mencioná-la.
     O mesmo vale para "morador em situação de rua". Parece que o cara teve um problema pra voltar pra casa numa terça, dormiu "em situação de rua" num 4 ponto de ônibus e na quarta vai retornar ao conforto do lar. É mentira. A pessoa que mora na rua tá ferrada, é alguém que perdeu tudo na vida, até virar "mendigo".
     "Mendigo" é um termo horrível não porque as vogais e consoantes se juntem de forma deselegante, mas pelo que ele nomeia: gente que dorme na calçada, revira lixo pra comer, não tem sequer acesso a um banheiro. Mas quando a gente fala "morador em situação de rua" vem junto o mesmo morninho no coração de "comunidade": essa situação, pensamos, é temporária. Vai mudar. Logo, logo, ele estará em outra.
     Não, não estará se não nos indignarmos com a indigência e agirmos. Algumas palavras têm que doer, porque a realidade dói. Do contrário, a linguagem deixa de ser uma ferramenta que busca representar a vida como ela é e se torna um tapume nos impedindo de enxergá-la.
     Sobre "índios" e "indígenas", li alguns textos. Os argumentos giram em torno do fato de "índio" ter se tornado um termo pejorativo, ligado aos preconceitos que os brancos sempre tiveram com os povos originários da América: preguiçosos, atrasados, primitivos.
   Tá certo. Mas o problema, pensei, não tá no termo "índio", tá no preconceito do branco. Outro dia ouvi num podcast americano um escritor judeu indignado porque ele, que sempre chamou os de sua religião de "jews" (judeus), agora tinha que dizer "jewish people" (pessoas judias). Como se houvesse algo de errado em ser judeu, ele disse. Como se a mudança na nomenclatura incorporasse o preconceito, quando deveria ser justamente o contrário, feito os negros americanos dos anos 70 dizendo "say it loud, I’m black and I’m proud!" ("diga alto, sou preto e tenho orgulho!").  
   Eu estava errado. Fui salvo da ignorância por minha querida prima antropóloga, Florência Ferrari, e pelo mestre Sérgio Rodrigues. "Indígena" vem de "endógeno", aquele que pertence a um lugar. Ou seja: "povos indígenas" dão uma ideia da multiplicidade de etnias que aqui estavam. "Índio" é uma generalização preconceituosa, tipo "paraíba", no Rio, para se referir a qualquer nordestino ou nortista. Maravilha. Sai "índio". Entra "indígena". Viva a Paraíba.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2022/07/aspalavras-e-as-coisas.shtml (Adaptado) Acesso em: 22 set. 2022,
Há linguagem figurada em:
Alternativas
Q1999895 Português
Atenção: Leia a fábula “O cabrito e o lobo flautista”, de Esopo, para responder à questão.

    Um cabrito que ficou por último atrás do rebanho estava sendo perseguido por um lobo. Então ele se virou para o lobo e disse: “Lobo, estou conformado em ser sua comida. Mas, para que eu não morra de forma indigna, toque uma flauta para eu dançar.” E o lobo se pôs a tocar flauta e o cabrito, a dançar. Entretanto, os cães o ouviram e saíram no encalço do lobo. Então este se voltou e disse ao cabrito: “Isso é benfeito para mim, pois eu, que sou magarefe*, não devia me pôr a imitar um flautista.”

(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)

*magarefe: indivíduo que abate e esfola as reses nos matadouros; açougueiro, carniceiro. 
Na construção da fábula, Esopo recorre fundamentalmente à seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Respostas
1761: C
1762: A
1763: A
1764: D
1765: C
1766: A
1767: D
1768: B
1769: D
1770: C
1771: A
1772: A
1773: A
1774: D
1775: C
1776: B
1777: A
1778: D
1779: B
1780: A