Questões de Concurso
Sobre figuras de linguagem em português
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TEXTO BASE PARA A QUESTÃO.
CESTA BÁSICA APONTA REDUÇÃO

J. BOSCO/O LIBERAL. Disponível em: https://www.oliberal.com/charges/cesta-basica-aponta-reducao-1.718299 . Acesso em: 09 de outubro de 2023
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gigante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. (CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. São Paulo: Abril Cultural, 1982.)
Considerando o contexto, a expressão grifada permite reconhecer o emprego de uma figura de linguagem que também aparece no trecho destacado a seguir; indique-a.

Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>. Acesso em: 06 abr.
2023.
Leia os textos a seguir com atenção e responda à questão.
Texto I - A ESTRELA POLAR - Vinícius de Moraes:
“Eu vi a estrela polar
Chorando em cima do mar
Eu vi a estrela polar
Nas costas de Portugal!
Desde então não seja Vênus
A mais pura das estrelas
A estrela polar não brilha
Se humilha no firmamento
Parece uma criancinha
Enjeitada pelo frio
Estrelinha franciscana
Teresinha, mariana
Perdida no Polo Norte
De toda a tristeza humana.”
Texto II - Céu de Santo Amaro - Canção de Caetano Veloso e Flávio Venturini
“Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...”

Disponível em: http://educacao.globo.com/portugues/assunto/figuras-de-linguagem/eufemismo.html. Acesso em: 18 set 2023.
Na tira, temos a tentativa de produzir um efeito de tornar a expressão menos agressiva. A figura de linguagem que tem por finalidade suavizar expressões, tornando-as menos impactantes é
E tinha a cabeça cheia deles
Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.
Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.
Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.
Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.
(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)
Leia o texto.
TEXTO III

(Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-antes-e-depois-3/. Acesso em: 04 ago. 2023.)
Soneto de Fidelidade
(Vinicius de Moraes.)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.