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Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.127 questões

Q3894955 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos.
Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).
(__)A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".
(__)O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".
(__)A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894701 Português

As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos.


Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).


(__) A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".


(__) O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".


(__) A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3893436 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos.

Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas: 

(__)A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).
(__)A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".
(__)O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".
(__)A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3891364 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Montanha


Rachel de Queiroz


    Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

    Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

    Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso. 

    Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos. (...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
“Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano.”

As palavras destacadas no trecho caracterizam a seguinte figura de linguagem e seu correspondente efeito de sentido:
Alternativas
Q3826866 Português
Com relação a figuras de linguagem, assinale a assertiva que estabelece vínculo CORRETO entre fenômeno expressivo e efeito de construção.
Alternativas
Q3820077 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo


Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional


O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma [...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp
erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris
mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
As sentenças a seguir tratam de figuras de linguagem. Analise-as tendo em consideração o fato de que as figuras de linguagem não valem por si mesmas, como elementos autônomos sem qualquer relação com a semântica do texto, logo, só podem ser compreendidas no contexto como um todo. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Em "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade [...]", tem-se uma elipse, figura de linguagem que consiste na omissão de um termo que o contexto ou a situação permitem facilmente identificar.
(__)Em "Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais.", tem-se uma outra manifestação da elipse que é a zeugma, a supressão de um termo já expresso no enunciado anterior.
(__)Em "Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", a palavra "respiro" constitui uma metáfora, produzindo o sentido de "folga, trégua".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3818733 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
As sentenças a seguir tratam de figuras de linguagem. Analise-as tendo em consideração o fato de que as figuras de linguagem não valem por si mesmas, como elementos autônomos sem qualquer relação com a semântica do texto, logo, só podem ser compreendidas no contexto como um todo. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Em "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade [...]", tem-se uma elipse, figura de linguagem que consiste na omissão de um termo que o contexto ou a situação permitem facilmente identificar.

(__)Em "Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais.", tem-se uma outra manifestação da elipse que é a zeugma, a supressão de um termo já expresso no enunciado anterior.

(__)Em "Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", a palavra "respiro" constitui uma metáfora, produzindo o sentido de "folga, trégua".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3796962 Português
Movimento dos barcos
“Estou cansado e você também Vou sair sem abrir a porta e não voltar nunca mais Desculpe a paz que eu lhe roubei E o futuro esperado que não dei É impossível levar um barco sem temporais E suportar a vida como um momento além do cais Que passa ao largo do nosso corpo Não quero ficar dando adeus às coisas passando Eu quero é passar com elas E não deixar nada mais do que as cinzas de um cigarro E a marca de um abraço no seu corpo Não, não sou eu quem vai ficar no porto chorando Lamentando o eterno movimento dos barcos”
Jards Macalé e Capinam
No poema acima, assinale a alternativa que contém uma figura de linguagem que estabelece uma equivalência explícita entre dois termos, através de um elo coesivo.
Alternativas
Q3794844 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dois mais dois



    O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.

    Contou a história do Supercomputador. Um dia, disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. (...)

    Um dia, um garoto perguntará ao pai:

    – Pai, quanto é dois mais dois?

    – Não pergunte a mim – dirá o pai –, pergunte a Ele.

    E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:

    – Como é que sei que a resposta é certa?

    – Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.

    – E se Ele estiver errado?

    – Ele nunca erra.

    – Mas se estiver?

    – Sempre podemos contar nos dedos.

    – O quê?

    – Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O Computador está certo.

    – Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:

    – Jamais saberemos ...

    O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e... Aí foi a vez da professora suspirar.



VERÍSSIMO, Luis Fernando. Dois mais dois. Disponível em .<https://www.culturagenial.com/cronicasengracadas-de-luis-fernando-verissimocomentadas/>.

“As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo.”



A repetição da palavra no trecho acima configura a existência da figura de linguagem conhecida como:

Alternativas
Q3788929 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias. Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
A frase “não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações” apresenta uma figura de linguagem caracterizada pela repetição intencional da conjunção “e”, recurso conhecido como assíndeto, que reforça o ritmo da frase e destaca os elementos listados.
Alternativas
Q3785053 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
O texto “Furto de Flor” apresenta uma metáfora ampliada que permite interpretá-lo como uma alegoria da condição humana, em que o gesto de “furtar” a flor representa simbolicamente a tendência do ser humano de dominar o que é belo ou natural, e a inevitável frustração que decorre da tentativa de preservar, em ambiente artificial, aquilo que só existe plenamente em seu espaço de origem.
Alternativas
Q3785052 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
A atribuição de emoções à flor no texto “Furto de Flor”, por meio da figura da prosopopeia, desvia completamente o foco da crítica ecológica e literária, limitando-se a um discurso lúdico e desvinculado de qualquer forma de simbolismo existencial ou antropocêntrico, configurando-se como exemplo típico de literatura infantil sem densidade filosófica.
Alternativas
Q3781547 Português
Papai e mamãe

        “Papai e mamãe resolvem isso para você”. Essa foi a frase que Pitter Jhonson mais ouviu em casa a vida inteira. Foi assim que não aprendeu a resolver nada sozinho. Os amigos eram servos, servos eram os professores, as namoradas serviam‑no e estavam a seu serviço todos, a exemplo dos pais.

        Aos 30 anos, descobriu que não foi jogar no Barcelona, não tem 10 milhões de seguidores em redes sociais e a vida não é um morango. Trabalhou até os 50 nas Lojas Americanas, quando encontrou uma mãe solteira e alcoólatra, com três filhos que o chamavam de pai. Viveram felizes para sempre, até os seus 63, quando morreu da hipertensão e do diabetes.

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).

A respeito dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.


A leitura do segundo parágrafo do texto permite identificar que uma figura de sintaxe foi empregada para evitar a repetição da palavra “anos”, mencionada no início do parágrafo.

Alternativas
Q3781539 Português
Papai e mamãe

        “Papai e mamãe resolvem isso para você”. Essa foi a frase que Pitter Jhonson mais ouviu em casa a vida inteira. Foi assim que não aprendeu a resolver nada sozinho. Os amigos eram servos, servos eram os professores, as namoradas serviam‑no e estavam a seu serviço todos, a exemplo dos pais.

        Aos 30 anos, descobriu que não foi jogar no Barcelona, não tem 10 milhões de seguidores em redes sociais e a vida não é um morango. Trabalhou até os 50 nas Lojas Americanas, quando encontrou uma mãe solteira e alcoólatra, com três filhos que o chamavam de pai. Viveram felizes para sempre, até os seus 63, quando morreu da hipertensão e do diabetes.

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos semânticos e de conteúdo do texto, julgue o item a seguir.


No trecho “Os amigos eram servos, servos eram os professores”, ocorre uma figura de linguagem conhecida como “quiasmo”.

Alternativas
Q3781396 Português
Tico‑tico no limoeiro

        Um tico‑tico (Zonotrichia capensis), muito confundido com o pardal (Passer domesticus), subiu no limoeiro do meu quintal. Com impressionante destreza, começou a comer pequenos insetos e larvas, movimentando o pescoço para isso e para observar o entorno e saber se estava seguro. Olhou‑me diretamente nos olhos, ameaçou voar e, como visse que eu não era lá uma ameaça, continuou alimentando‑se. Soube que era uma fêmea quando um macho da espécie a cortejou, deu‑lhe como que um beijo após meter o bico em um limão suculento e montou nela. Toda a cena do acasalamento não durou cinco segundos.

        A fêmea voou. O macho ficou batendo as asas e cantando (felicidade?). Eu observei o verde do limão chupado contra o azul do céu de outubro. Um azul vivo e quente como a vida que insiste em pulsar, apesar das agruras lá fora.

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos semânticos e de conteúdo do texto, julgue o item a seguir.


Uma figura de linguagem conhecida como “sinestesia” pode ser identificada no trecho “Um azul vivo e quente como a vida que insiste em pulsar, apesar das agruras lá fora”.

Alternativas
Q3777763 Português
Entre as figuras de linguagem há a sinestesia, uma forma de expressão em que vários sentidos se misturam, carregando uma experiência sensorial.
Dito isso, dentre as frases a seguir, retiradas de obras de Machado de Assis, aquela que contém sinestesia. 
Alternativas
Q3774632 Português

Leia o texto para responder à questão.


Inovação “made in China”


    A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


    Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51º lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


    A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


    Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


    O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


    Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


    Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


    A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a figura de linguagem presente no verbo destacado é uma prosopopeia e o pronome destacado expressa sentido demonstrativo.
Alternativas
Q3773592 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto

Em “[...] a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos” (6º parágrafo), ocorre figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3772512 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição


    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto

Em “[...] a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos” (6º parágrafo), ocorre figura de linguagem denominada:  
Alternativas
Q3768728 Português
Assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem utilizada na frase “Tenho medo que minha filha vá embora”.
Alternativas
Respostas
261: C
262: A
263: A
264: C
265: E
266: A
267: D
268: D
269: A
270: E
271: C
272: E
273: C
274: C
275: C
276: B
277: C
278: A
279: A
280: C