Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

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Q4123651 Português
“Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimentos. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nesses dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas”. (Trecho de “Olhos d’água, de Conceição Evaristo).  
Considere o trecho: "As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago (...)." Em relação aos recursos expressivos empregados nesse fragmento, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4123582 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Papagaios aprendem a provar novos alimentos copiando outras aves


As crianças humanas costumam copiar as preferências dos amigos por brinquedos ou roupas, enquanto os adultos tendem a aderir a dietas populares ou tendências de estilo de vida. Agora, descobriu-se que esse tipo de imitação não é exclusivo da nossa espécie, já que papagaios selvagens aprendem a experimentar novos alimentos copiando seus semelhantes, sugere um novo estudo.


Animais que vivem em ambientes urbanos frequentemente encontram recursos novos ou incomuns, como lixo, árvores de rua, plantas exóticas ou espécies invasoras.


Para os animais nessas paisagens urbanas em constante mudança, expandir sua dieta para incluir novos itens alimentares pode ser crucial, de acordo com o estudo publicado na revista PLOS Biology.


No entanto, eles costumam ser cautelosos ao experimentar alimentos desconhecidos, pois podem ser venenosos ou conter parasitas, disseram os pesquisadores da Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Suíça.


Uma ferramenta que alguns animais usam para descobrir se vale a pena correr o risco é a aprendizagem social, que eles realizam observando ou interagindo com outros animais ou com seus pertences.


Essa estratégia foi observada em gralhas-pretas e corvos-marinhos selvagens. Estudos de laboratório com ratos na Noruega também mostraram que os ratos podem adquirir preferências alimentares ao cheirar o hálito de indivíduos mais atentos.


No entanto, segundo os pesquisadores, as estratégias de aprendizagem social têm sido pouco estudadas em contextos reais em comparação com os laboratórios.


Para descobrir se os papagaios selvagens usam essa técnica, os pesquisadores estudaram mais de 700 cacatuas-de-crista-amarela selvagens em cinco comunidades de dormitórios no centro de Sydney.


Dois papagaios de uma comunidade em Balmoral Beach e dois de uma comunidade em Clifton Gardens foram treinados − depois de inicialmente se mostrarem muito avessos − a comer amêndoas que foram tingidas artificialmente de azul ou vermelho, respectivamente.


Em seguida, um dispensador de alimentos contendo amêndoas de ambas as cores foi introduzido nas comunidades em sessões diárias durante 10 dias.


Após observarem os papagaios treinados consumindo as amêndoas coloridas, indivíduos curiosos começaram a comê-las na comunidade de Balmoral Beach em sete minutos, e na comunidade de Clifton Gardens em menos de um minuto, de acordo com o estudo. Em ambos os locais de reprodução, os papagaios comeram amêndoas de ambas as cores desde o primeiro dia.


Em uma terceira comunidade, onde não havia cacatuas treinadas, os papagaios demoraram quatro dias a experimentar os novos alimentos. Mas depois de uma ave − que se mudara da comunidade de Balmoral Beach, onde vira outras comerem as amêndoas 130 vezes − se arriscar, outros 15 papagaios também comeram as amêndoas em 10 minutos.


Os pesquisadores ampliaram o experimento para incluir mais dois locais de pouso.


Ao final do experimento de 20 dias, 349 indivíduos em cinco comunidades estavam consumindo amêndoas coloridas, de acordo com o estudo.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/papagaios-aprendem-a-provar-novos-alimentos-copiando-outras-aves/

"Uma ferramenta que alguns animais usam para descobrir se vale a pena correr o risco é a aprendizagem social."


O emprego do vocábulo 'ferramenta' no trecho configura uma figura de linguagem denominada:

Alternativas
Q4123050 Português
Captura_de tela 2026-06-17 191702.png (673×353)


Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026. 
Na frase "as pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho" (linhas 09-10), o autor: 
Alternativas
Q4119613 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Feiras como ambientes de aprendizagem

    A feira e um fenômeno na historia econômica e sociocultural da modernidade. precedida pelo mercado, pode ser interpretada como um fenômeno social total, cuja análise sobre o exercício da troca desde as antigas civilizações e sugestiva quando se examina o potencial de aprendizagem de feiras.
    O fenômeno da troca está arraigado nas práticas sociais desde as civilizações mais antigas e representa muito mais que um interesse econômico: as trocas são fenômenos sociais 'totais' e expressam ao mesmo tempo e de uma só vez todas as espécies de instituições: religiosas, jurídicas e morais.
   Feiras são eventos que representam um microcosmo das indústrias que representam, abrigando variadas ações de compradores e vendedores, provedores de serviços, parceiros, organismos setoriais e regulatórios, que expõem e analisam produtos e/ou serviços para a realização de negócios.
    As feiras criam um ambiente especial, social, lúdico, que muitas vezes sugere lazer, no qual os membros de uma organização podem interagir intensamente com clientes, competidores e fornecedores. Esses traços conferem _ feiras a qualidade de um contexto favorável aprendizaoem.
  Identifica-se nas feiras um ambiente propício ao estabelecimento da justaposição entre ordem e desordem, humor e emoção, reconhecidos facilitadores da aprendizagem. A aprendizagem organizacional é facilitada quando a ordem está justaposta à desordem, pois é nesses momentos que as pessoas conseguem perceber o que é, geralmente, imperceptível. Tais momentos não são obvios nem podem ser confundidos com as atividades formalmente voltadas à aprendizagem.
  Existem facilitadores da aprendizagem, os quais estão implícitos em mensagens complexas transmitidas em situações de humor, improvisação, pequenas vitórias etc. São ocasiões que representam momentos de aprendizado, mas que geram consequências importantes para a organização.
    Cabe ainda observar que, na base da valorização do contexto social na aprendizagem, estão as ideias do construtivismo social, que considera a existência na mente dos aprendizes de uma Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa a diferença entre o que o aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz de atingir através da interação social, cultural e contextual.
    A ideia da ZDP sugere, em cada momento do desenvolvimento cognitivo de uma pessoa, a existência de uma 'janela de aprendizagem" que pode ser mais ou menos estreita. A aplicação dessa ideia no desenho de contextos de aprendizagem implica prover às pessoas um leque diversificado de atividades e de conteúdos, de modo que cada uma possa personalizar suas aprendizagens dentro da estrutura das metas e objetivos de um determirrado programa de aprendizagem.
    No caso específico das Íeiras, estas se configuram em oportunidades em que profissionais e especialistas de uma determinada área se agrupam, permitindo a qualquer interessado aprender não só de forma objetiva, mas também de forma tácita, a respeito de diferentes conteúdos e habilidades vinculados ao seu trabalho.
     Em suma, as feiras, expressão da cultura dos negócios, constituem-se como um evento social com amplo potencial de aprendizado para as empresas.

Adaptado de: Jefferson Setubal e yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.
A expressão janela de aprendizagem, destacada no oitavo parágrafo do texto, constitui uma figura de linguagem no contexto da oração. Diante disso, assinale a alternativa que indica o nome dessa figura.
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Q4118195 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Em “[...] uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia.”, a expressão em destaque é um exemplo de qual figura de linguagem? 
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Q4117695 Português
Texto 1


Tô bem de baixo pra poder subir

Tô bem de cima pra poder cair

Tô dividindo pra poder sobrar

Desperdiçando pra poder faltar


Devagarinho pra poder caber

Bem de leve pra não perdoar

Tô estudando pra saber ignorar

Eu tô aqui comendo para vomitar


Eu tô te explicando pra te confundir

Eu tô te confundindo pra te esclarecer

Tô iluminado pra poder cegar

Tô ficando cego pra poder guiar


[...]


Suavemente pra poder rasgar

Olho fechado pra te ver melhor

Com alegria pra poder chorar

Desesperado pra ter paciência


Carinhoso pra poder ferir

Lentamente pra não atrasar

Atrás da vida pra poder morrer

Eu tô me despedindo pra poder voltar


TOM ZÉ. Tô. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tom-ze/164918/. Acesso em: 17 jan. 2026.
Na canção “Tô”, os versos “Tô estudando pra saber ignorar” e “Tô ficando cego pra poder guiar”, assim como outros trechos, demandam do leitor/ouvinte um processo interpretativo que extrapola a literalidade. A produção de sentido nesses enunciados depende centralmente de 
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Q4113867 Português
‘‘O rato roeu a roupa do rei de Roma’’ é um clássico trava-línguas brasileiro que explora a sonoridade por meio da repetição de sons semelhantes. Esse re curso expressivo é identificado pela figura de linguagem denominada: 
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Q4105218 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I. A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II. 1- Esta encomenda pesa uma tonelada. 2- Sentia uma alegria triste ao lembrar da namorada. 3- Meu namorado é um gato. 4- A chuva dançava no telhado. 5- Fechou os olhos para sempre.
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Q4104162 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I. A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II. 1- Gastei rios de dinheiro lá. 2- O Bem e o Mal vivem dentro de nós. 3- Aquela menina é uma flor. 4- O mar cantava uma melodia triste. 5- Seu avô virou uma estrelinha.
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Q4103113 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Vida corrida


    Na minha rotina diária, assim como na de todos os relés plebeus dessa era, eu corro. Esse verbo, o correr, tem o seu sentido rasgado e exposto para qualquer situação que precise dele. Corro para não chegar atrasado no meu compromisso, corro atrás do que eu quero, corro para manter minha saúde, corro dos meus problemas e pensamentos. Atualmente, tenho flexionado o correr para a sua forma adjetiva também: para os meus amigos, minha vida está corrida e não posso sair com eles; enquanto para mim, meus dias estão corridos e não tenho tempo para nada.


    Mas, mesmo assim, acho tempo para correr. Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra. O tempo, maldito tempo que ora passa depressa, ora devagar. Maldito tempo que não corre como eu. Maldito eu que não corre como o tempo. Maldito sou, nesse tempo parado.


    Entre a correria da faculdade e a monotonia dopada nos fins de semana, encontro minha lástima no ônibus: a ponte entre uma corrida e a outra. Olho ao redor, pessoas correndo olhos e dedos em seus celulares. Minha mão corre ao bolso, e pega o retângulo metálico. Não tenho mensagens, nem números indicando algo de interesse. Corro imediatamente, dessa vez para o bolso do meu casaco, e dou função ao meu fone de ouvido. (...)


    Finalmente parei de correr para longe dos pensamentos. Como se eu passasse a semana inteira correndo deles, para então, num ônibus qualquer, ser preso e forçado a parar de correr. Os belos ruídos que saíam de um violão, sem voz nenhuma para atrapalhar, continuavam a me envolver, mantendo o absoluto controle. Encarei os meus pensamentos, e para minha surpresa, como se fosse um plano deles em parceria com a música, vi os meus braços livres. Mais precisamente, os meus polegares, que correram para escrever essas palavras. Palavras corridas, mas de sentimentos enraizados em um homem inerte ao seu mundo.


HENNING, Vinícius Rutes. Vida corrida. Mafuá. Disponível em <https://mafua.ufsc.br/2017/dois-contosvida-corrida-e-velhos-amigos/>

"Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra."


Qual figura de linguagem se encontra presente no trecho destacado do enunciado acima?

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Q4102633 Português

“No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho...”


— Carlos Drummond de Andrade, do poema No Meio do Caminho.

No poema, a repetição da palavra “pedra” ajuda a transmitir a ideia de:
Alternativas
Q4101919 Português
 No tocante a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II.
1- Morri de tanto estudar. 2- A relação deles era baseada no amor e no ódio. 3- Seus olhos são faróis que me encantam. 4- O vento assobiava na janela. 5- João tem um histórico de problemas com a lei. 
Alternativas
Q4101729 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Cartas entre Freud e Einstein buscaram entender as

guerras, diz filósofo


    O filósofo Denis Lerrer Rosenfield apresentou uma análise sobre a correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud, que buscava compreender as causas da guerra e da violência entre sociedades consideradas civilizadas. Em entrevista ao WW Especial da CNN Brasil, Rosenfield falou sobre seu livro "Reflexões filosóficas sobre a guerra", que examina essas cartas históricas.


    "Eu fiquei fascinado pela correspondência do Einstein e do Freud. E sobretudo eu fiquei fascinado porque são dois pensadores que se perguntam precisamente pelo porquê", destacou o filósofo. Segundo ele, ambos os intelectuais abandonaram o "conforto" de acreditar em um desenvolvimento histórico sempre voltado para maior humanidade e se confrontaram com um fenômeno para o qual não tinham respostas prontas: a recorrência das guerras.


    De acordo com Rosenfield, enquanto Einstein demonstrava perplexidade diante da guerra, sem conseguir elaborar instrumentos intelectuais para compreendê-la, Freud tentou desenvolver novas categorias para analisar esse fenômeno. "O Freud é perplexo, mas tem uma vantagem nesse sentido. Ele quer elaborar a categoria. Como é que eu vou pensar esse novo fenômeno?", explicou o filosofo.


A partir dessa reflexão, Freud desenvolveu os conceitos de pulsão de vida (Eros) e pulsão de morte (Thanatos), concluindo que a violência e a guerra estão enraizadas na natureza humana. "Ele diz o seguinte: a guerra está enraizada na natureza humana. A guerra faz parte da natureza humana, a violência faz parte da natureza humana", relatou Rosenfield, acrescentando que Freud passou a analisar esses impulsos não apenas no âmbito individual, mas também coletivo.


    O filosofo também destacou como essa correspondência reflete a frustração de uma geração que acreditava que o século XX seria marcado pela superação da violência entre sociedades civilizadas. Ele mencionou o escritor Stefan Zweig, que em sua obra "O mundo de ontem" expressa nostalgia por uma época de cultura e refinamento que foi irremediavelmente perdida com as guerras. "Ele tem uma nostalgia daquele mundo. É o homem de Viena, de Paris, da literatura e da música. E ele sabe que aquele mundo está irremediavelmente perdido", observou Rosenfield.


    Segundo o filosofo, tanto Einstein quanto Freud tiveram que abandonar categorias voltadas para a formação de uma humanidade melhor e confrontar o "fato bruto" da recorrência da guerra ao longo da história. Essa análise revela como dois dos maiores intelectuais do século XX foram forçados a repensar suas concepções sobre a natureza humana diante da realidade dos conflitos que marcaram sua época.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.brlinternacional/cartas-entre-

freud- e-einstein- buscaram-entender-as-guerras-diz-filosofo/

(com adaptações).

No quarto parágrafo, o texto expõe a estrutura teórica desenvolvida por Freud para explicar a recorrência dos conflitos armados: A partir dessa reflexão, Freud desenvolveu os conceitos de pulsão de vida (Eros) e pulsão de morte (Thanatos), concluindo que a violência e a guerra estão enraizadas na natureza humana. Considerando a expressão sublinhada, pode-se afirmar que ocorre a figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q4101694 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Eufemismo. B- Antítese. C- Hipérbole. D- Metáfora. E- Prosopopeia.
Coluna II.
1- Esperei por esta notícia a vida inteira. 2- Ela riu primeiro, depois chorou. 3- Tal notícia foi um banho de água fria. 4- A água não para de chorar. 5- Sua namorada tem excesso de peso.
Alternativas
Q4100935 Português
Texto III


Estrela, estrela


Estrela, estrela

Como ser assim?

Tão só, tão só

E nunca sofrer


Brilhar, brilhar

Quase sem querer

Deixar, deixar

Ser o que se é


É bom saber que és parte de mim

Assim como és parte das manhãs


Eu canto, eu canto

Por poder te ver

No céu, no céu

Como um balão


Eu canto e sei que também me vês

Aqui, aqui com essa canção


Fonte: RAMIL, Vítor [Compositor]. Estrela, estrela. Intérprete: Gal Costa.In: Fantasia . Rio de Janeiro: Polygram/Phillips, 1981.
Nos versos “Eu canto e sei que também me vês / Aqui, aqui com essa canção”, qual é a figura de linguagem predominante?
Alternativas
Q4099365 Português
Ciclo da Água

        A água no planeta é encontrada nos estados sólido, líquido e gasoso, distribuída em diferentes reservatórios. A água no estado sólido ocorre nas geleiras; na forma gasosa, como vapor, está na atmosfera, em nuvens. Acima da superfície do solo, a água no estado líquido corre em rios, lagos e oceanos. Abaixo da superfície, a água é armazenada nos poros e outras aberturas existentes nas rochas. Além disso, os seres vivos — animais e plantas — também reservam água. No corpo de um adulto, cerca de 60% da massa corporal total é água, podendo variar de 45 a 75%, dependendo da idade e do sexo.

        Estes reservatórios de água estão em permanente intercâmbio, e a energia solar é o principal motor desta circulação. Assim, uma molécula de água que forma uma nuvem pode cair na forma de chuva, infiltrar-se no solo, ser captada por um poço e estar dentro de você um tempo depois. Este movimento da água entre diferentes reservatórios é o que chamamos de ciclo da água.

        Existem diversos processos que controlam esta circulação, como a precipitação da água contida nas nuvens na forma de chuva, granizo e orvalho, ou mesmo como neve nas regiões frias ou com elevada altitude. Outro processo é o escoamento superficial, no qual a água que precipita como chuva ou provém do degelo da neve e de geleiras escoa no terreno em direção às porções mais baixas, como rios e lagos, em fluxo contínuo até encontrar o oceano.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Adaptado.
O eufemismo é uma figura de linguagem que suaviza uma ideia, expressão ou informação que poderia ser desagradável, chocante ou rude. Nesse sentido, assinalar a sentença que foi escrita a partir de um eufemismo.
Alternativas
Q4099160 Português
Assinale a alternativa que apresenta, de forma INEQUÍVOCA, um exemplo de personificação ou prosopopeia:
Alternativas
Q4095665 Português
As figuras de linguagem estão ligadas ao modo como alguém trabalha de forma criativa e expressiva com a língua. Elas aparecem principalmente em textos do gênero lírico, porque esse tipo de texto costuma usar a linguagem de forma conotativa, ou seja, transmitindo sentimentos, sensações e significados mais subjetivos, além do sentido literal das palavras.

Com base nisso, analise os enunciados a seguir:

"Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta."
"Caiu para frente, sem apoio, no chão, com a face de encontro ao pé da cama."

A figura de linguagem observada nos enunciados acima é denominada:
Alternativas
Q4092690 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Um inseto sentimental


     A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...

      No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zoa com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.

   Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e a três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.

   Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de umа crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegar a caneta e escrevera primeira frase, quase sempre a mais difícil.


(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)
Entre os recursos da elaboração deste texto, pode-se afirmar que
Alternativas
Q4091326 Português
Atenção: Considere o texto de Sérgio Rodrigues para responder à questão.


    Para a maioria dos brasileiros a pronúncia é "récorde", proparoxítona, e não, como recomendam dez entre dez sábios, "recórde", paroxítona. Estamos diante de um caso clássico de desobediência civil, em que a língua da vida real vai para um lado e a dos sábios, para o outro.

    Recorde, termo adaptado do inglês record, pode ser substantivo - significando a melhor marca esportiva, o desempenho a ser superado - ou adjetivo - com sentido equivalente: "tempo recorde", "velocidade recorde”. Quanto a isso, estamos todos de acordo. A divergência começa na hora de definir a prosódia da palavra. Em seu Dicionário de palavras & expressões estrangeiras, Luís Augusto Fischer observa com irreverência que há "duas pronúncias: a que os gramáticos preferem, 'recórde', ou a do resto da humanidade, 'récorde". É mais ou menos isso. Basta trocar, na frase de Fischer, "o resto da humanidade" por "a maioria dos brasileiros" que ela fica perfeita. Em Portugal, a inclinação por "recórde" parece inquestionável. Aqui, ocorre o inverso.

    Sempre pronunciei "récorde". Puxando pela memória, não consigo pensar em ninguém que não o faça. Se, como em tantos casos, nossos dicionários e gramáticas ainda se aferram de maneira um tanto acrítica à preferência lusitana, isso é um problema deles, que precisa ser - e certamente será - corrigido um dia. O Houaiss foi o primeiro a abrir a porta. Veja a tímida mas significativa nota que constava ao pé do verbete recorde na edição de 2001: “Pelo menos no Brasil, ocorre também como palavra proparoxítona: récorde." Mais tarde, o dicionário suprimiu a nota, mas passou a trazer o verbete récorde como variação de recorde.

    Uma explicação provável para o descompasso: os portugueses tendem a manter a pronúncia que record ganhou na França, de onde importaram o anglicismo por tabela, enquanto os falantes brasileiros estabeleceram ligação direta com o idioma de origem, no qual o acento (no caso em que record é substantivo, e não verbo) recai na primeira sílaba. No dia em que a língua brasileira dissolver mais este preconceito, é evidente que a grafia será forçada a seguir atrás: escreveremos récorde, com acento. E tudo ficará mais harmônico entre som e traço, como deve ser.


(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Viva a língua brasileira! São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 73-75)
Em seu Dicionário de palavras & expressões estrangeiras, Luís Augusto Fischer observa com irreverência que há “"duas pronúncias: a que os gramáticos preferem, 'recórde', ou a do resto da humanidade, 'récorde". (2º parágrafo)

Ao vincular a pronúncia "récorde" ao "resto da humanidade", Luís Augusto Fischer faz uso da figura de linguagem denominada
Alternativas
Respostas
81: C
82: D
83: B
84: C
85: C
86: C
87: D
88: D
89: C
90: D
91: A
92: C
93: D
94: A
95: D
96: D
97: A
98: C
99: E
100: E