Questões de Concurso Sobre estrutura das palavras: radical, desinência, prefixo e sufixo em português

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Q3158588 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que crianças pequenas gostam de ver os mesmos desenhos e ler os mesmos livros


É um sentimento familiar para muitos pais. Não importa o que você sugira, seu filho em idade pré-escolar só quer assistir aquele episódio de Bluey de novo, e não importa que ele tenha acabado de assistir. E, na hora de dormir, tem que ser um livro que você tenha lido com frequência suficiente para ter desenvolvido um repertório de vozes específicas para cada personagem.


Estes interesses profundos e repetitivos em um determinado episódio de desenho animado, jogo ou tema podem ser frustrantes para os pais que querem apenas assistir a algo diferente. Mas esta repetição, na verdade, oferece grandes benefícios para o aprendizado e o bem-estar das crianças.


Uma razão para isso é o que podemos chamar de "efeito input", que não é um conceito novo na ciência cognitiva.


Em busca de padrões


Pense no cérebro como um órgão que faz seu melhor para descobrir o que é normal em nossas vidas — o que faz parte de um padrão regular, e o que não faz. Os pesquisadores descobriram um fenômeno conhecido como "aprendizagem estatística". De acordo com esta ideia, as crianças são muito sensíveis à ocorrência de regularidades e padrões em suas vidas.


É interessante notar que os bebês são particularmente hábeis em compreender certos tipos de informação, como a probabilidade de certos sons na fala que dirigimos a eles. Mas eles precisam ser expostos a muitos exemplos disso para detectar regularidades.


Por exemplo, em todas as línguas, e o inglês não é exceção, os sons incluídos nas palavras tendem a seguir determinados padrões. Por exemplo, algumas das combinações mais comuns de três letras em inglês são "the", "and" e "ing". Faz sentido que o cérebro das crianças busque a repetição — neste exemplo, isso vai ajudá-las a aprender o idioma.


Portanto, quando as crianças pequenas voltam a assistir ao mesmo programa, o que elas estão fazendo, quer saibam ou não, é motivado pelo desejo de detectar e consolidar os padrões do que estão assistindo, ouvindo ou lendo.


Conforto familiar


Além de apoiar o aprendizado, a repetição também oferece benefícios para as emoções das crianças, no que estamos chamando aqui de "efeito de bem-estar".


A principal tarefa da infância é o aprendizado, e isso significa buscar ativamente novas experiências e estímulos. No entanto, ter que processar e se adaptar a coisas novas pode ser exaustivo, mesmo para uma criança pequena com energia inesgotável.


O mundo também pode ser um lugar mais estranho e estressante para as crianças do que para os adultos. Como adulto, você terá aprendido o que esperar e como se comportar em determinados contextos, mas as crianças estão constantemente se deparando com situações novas pela primeira vez.


Estímulos bem conhecidos, como aquele episódio de desenho animado que elas já assistiram inúmeras vezes, podem proporcionar uma fonte de conforto e segurança que protege contra esse estresse e incerteza.


Interesses profundos em uma atividade específica também podem proporcionar benefícios de bem-estar por meio de uma sensação de controle e domínio.


As crianças estão constantemente sendo desafiadas em relação ao que sabem e entendem na creche, na escola e em outros lugares. Isso é fundamental para o aprendizado, mas também representa uma ameaça aos seus sentimentos de competência.


A capacidade de relaxar durante uma atividade na qual se sentem bem, como um jogo favorito, atende a essas necessidades de competência.


Além disso, o fato de poderem optar por uma atividade de que gostam permite que tenham um senso de autonomia e controle sobre suas vidas, que, de outra forma, podem se resumir a serem levadas para lá e para cá pelos pais.


É claro que nem todas as crianças têm a mesma probabilidade de desenvolver estes tipos de interesses repetitivos. Por exemplo, crianças com autismo geralmente apresentam interesses particularmente específicos.


A repetição tem um valor enorme em termos de aprendizado e bem-estar. Portanto, embora você não deva forçá-las a assistir novamente aos programas, também não precisa se preocupar se isso for algo que elas próprias estão buscando.


No entanto, pode se tornar problemático se afetar a capacidade da criança de se envolver em outros aspectos importantes da sua vida, como sair de casa na hora certa, interagir com outras pessoas ou praticar exercícios físicos.


É claro que não existe uma regra de ouro que possa ser aplicada a todas as crianças em todos os contextos.


Como pais, só podemos ficar atentos à situação e tomar uma decisão. Mas, ao colocar Frozen mais uma vez, pense nos efeitos de input e bem-estar, e tente deixar de lado a preocupação de que seu filho deveria estar fazendo algo — qualquer outra coisa! — diferente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0lg061w184o
"No entanto, ter que processar e se adaptar a coisas novas pode ser exaustivo, mesmo para uma criança pequena com energia inesgotável."

O prefixo 'in' da palavra 'inesgotável' representa sentido contrário.

Em uma das alternativas a seguir o prefixo NÃO está de acordo com o seu significado. Identifique-o.
Alternativas
Q3157490 Português


Modo Avião

Por Pedro Guerra


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/12/modoaviao-cm4mwzdin019r0126jgaqd169.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a palavra primitiva da qual a palavra “sintomático” (l. 34) se originou.
Alternativas
Q3156607 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença

      Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel, o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878 -1934) entrou para a história com uma marca até hoje não superada. Ele foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa. Isso significa que ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.
     Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.
      Chagas não levou o Nobel, mas acabou reconhecido com diversas outras honrarias nacionais e internacionais. Tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Medicina e recebeu o doutorado honoris causa das universidades de Harvard e Paris.
     Nasceu em Oliveira, município de Minas Gerais, em uma família de cafeicultores. Formou-se em 1902 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
     Quando pesquisava para sua tese de conclusão de curso, acabou indo até o Instituto Soroterápico Federal, conhecido como Manguinhos, que era dirigido por Oswaldo Cruz. Foi o primeiro contato de ambos e o início de uma amizade. Chagas não só fez sua pesquisa de graduação, sobre o ciclo evolutivo da malária, como ganhou lá o seu primeiro emprego.
     A partir de 1905, a carreira de Carlos Chagas passou a se voltar para o combate a doenças em campanhas de saneamento. Cruz o convidou para atuar em trabalhos de controle da malária no interior paulista. Seu trabalho foi bem-sucedido e acabou servindo de protocolo para outras iniciativas pelo país.
     Quando trabalhava em Minas, em 1907, identificou um protozoário no sangue de um sagui, batizado por ele de Tripanosoma minasensis. Na mesma época, um engenheiro que trabalhava na construção de uma ferrovia na região da cidade de Lassance, perto do Rio São Francisco, contou a ele que havia ali a infestação de um inseto hematófago chamado de barbeiro. Após análises, o médico concluiu que se tratava de outro protozoário, parecido com o que atacava os macacos. Batizou o parasita de Trypanosoma cruzi. A descoberta do brasileiro foi publicada em uma revista acadêmica alemã, em 1909. A notícia repercutiu em todo o continente europeu.
    Nos anos seguintes, Chagas seguiu examinando pessoas atacadas pelo parasita, até compreender na totalidade o complexo ciclo da doença e suas consequências para os humanos. A enfermidade acabou chamada de doença de Chagas, mas o próprio cientista recusava o rótulo. Seguia denominando-a de tripanossomíase americana.
    Três dias após a morte de Oswaldo Cruz, Chagas foi nomeado seu sucessor na direção do instituto que hoje leva o nome do primeiro.
     Quando o Brasil foi acometido pela gripe espanhola, em 1918, a presidência da República o convidou para que ele dirigisse as ações de contenção da epidemia. Em 1919, foi nomeado pelo presidente Epitácio Pessoa (1865-1942) como diretor geral de Saúde Pública, acumulando este cargo com o do instituto que já dirigia. Ele centralizou os sistemas sanitários e focou esforços em campanhas para controle e erradicação de epidemias como a malária e o mal de Chagas.

VEIGA, E. BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o

Um dos processos de formação em comum nas palavras “cientista”, “sanitarista”, “infectologista” e “bacteriologista”, que ocorrem no texto — “o cientista, médico sanitarista, infectologista, bacteriologista, professor e pesquisador [...] — é a derivação. O elemento mórfico indicativo desse processo, apresentado em todas as palavras dadas, é o(a):
Alternativas
Q3148951 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão,


A fila do mineiro



Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.


O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.


Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.


De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.


A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.


Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.


Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.


 É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.


É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.


Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.


Fabrício Carpinejar


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro

Com base no texto "A fila do mineiro", de Fabrício Carpinejar, analise a estrutura da palavra "desrespeito" no contexto em que é utilizada na frase:

"Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor."

Qual das alternativas abaixo classifica corretamente os elementos morfológicos da palavra "desrespeito"?
Alternativas
Q4139469 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


EUA descobrem megarreserva de hélio


Reserva afasta receio de esgotamento desse gás - que é o segundo elemento mais abundante do Universo, mas escasso na Terra 

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A empresa americana Pulsar Helium anunciou ter encontrado uma reserva de hélio a 671 metros de profundidade na cidade americana de Babbitt. 

A quantidade exata ainda não foi determinada, mas promete ser imensa: os primeiros testes indicaram que o gás natural enterrado ali contém 12,4% de hélio, uma concentração 25 vezes mais alta que a usual (0,3% a 0,5%).

O hélio é um gás inerte com diversas aplicações científicas e tecnológicas: ele é usado para refrigerar as máquinas de ressonância magnética nos hospitais (cada uma usa 2 mil litros de hélio), ou para pressurizar os tanques de hidrogênio líquido de foguetes espaciais antes do lançamento, por exemplo. 

O hélio é o segundo elemento mais abundante do universo, mas na Terra é relativamente raro: está presente, em pequena porcentagem, nas reservas de gás natural. Por isso, há décadas os cientistas debatem a possibilidade de que ele vá acabar. 

"[...] mas na Terra é relativamente raro [...]."


O vocábulo destacado no trecho acima é formado por:

Alternativas
Q3545730 Português

Por que e como utilizar narrativas indigenas na alfabetização?


Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças  


Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem à sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


Foi somente com a Constituição Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito às suas línguas, inclusive no âmbito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministério da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indigena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística. 


O referencial assegurou a chamada alfabetização intercultural, isto é, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as préticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memorias histéricas e reafirmar suas identidades. 


“A lingua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takud, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequização, com os jesuitas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”  


Panorama da alfabetização indígena 


Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondônia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Então, geralmente, no 1° ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2° ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.  


A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na região onde atua, na Terra Indígena Rio Negro  Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alterndncia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e têm dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna 


Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena está diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler o mundo que nos rodeia”, conta. 


Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Então, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia.  


Outra questão são os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocéntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatório o estudo da histéria e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteúdos ainda trazem estereótipos de uma concepção única do que é ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC é uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não é na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia. 


© Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ihttps://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povosindigenas-alfabetizacaog, 

 A palavra “estereótipo” é formada por dois radicais gregos que significam, respectivamente:  
Alternativas
Q3416945 Português
O maior primata que já viveu foi extinto por causa das mudanças climáticas
Com 3 metros de altura, o Gigantopithecus blacki, que mantinha uma dieta vegetariana, viu seu habitat se tornar escasso em alimentos

Publicada na revista Nature no último dia 10, uma pesquisa sugere que o maior primata que já existiu tenha sido extinto entre 295 mil e 215 mil anos atrás devido a mudanças climáticas. Parecidos com os orangotangos atuais, os Gigantopithecus blacki viveram por cerca de 2 milhões de anos na região de Guangxi, no sul da China, até serem extintos no final do Pleistoceno médio.
Com 3 metros de altura e podendo pesar até 300 quilos, a espécie se alimentava de frutos e flores nas florestas tropicais, até que o ambiente em que viviam começou a mudar. “É um animal enorme – muito, muito grande”, disse Renaud JoannesBoyau, pesquisador da Southern Cross University da Austrália, em comunicado. “Quando a comida começa a ficar escassa, ele fica tão grande que não consegue subir em árvores para explorar novas fontes de alimento.” Não há nenhum esqueleto completo dessa espécie em seu arquivo fóssil, mas os pesquisadores analisaram fósseis de dentes, ossos da mandíbula inferior e amostras de pólen e sedimentos de cavernas em Guangxi para entender como as florestas passaram a produzir menos frutas por volta de 600 mil anos atrás, quando ocorreram mais períodos de secas. Há 2,3 milhões de anos, o ambiente que esses primatas habitavam era um “mosaico de florestas e gramíneas”. Segundo a pesquisa, durante a janela de extinção do G. blacki, o aumento da sazonalidade levou ao aumento da variabilidade ambiental, o que causou uma mudança da comunidade vegetal e o crescimento de ambientes de floresta aberta. Cascas de árvores, juncos, flores e outros alimentos não nutritivos tornaram-se os alimentos dessa espécie que, diferente de outros primatas menores, não conseguia escalar árvores em busca de comida.
“Embora seu parente próximo, o Pongo weidenreichi, tenha conseguido adaptar suas preferências alimentares e seu comportamento a essa variabilidade, o G. blacki apresentou sinais de estresse crônico e populações em declínio”, escrevem os cientistas.
Registros fósseis mostram que, entre cerca de 2 milhões e 22 milhões de anos atrás, dezenas de espécies de grandes primatas habitavam a África, a Europa e a Ásia. Atualmente, restam apenas gorilas, chimpanzés, bonobos, orangotangos e humanos.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meioambiente/noticia/2024/01/o-maior-primata-queja-viveu-foi-extinto-por-causa-das-mudancasclimaticas.ghtml
Em relação às classes gramaticais, as palavras “nenhum”, “menos”, “mais” e “secas”, no contexto dado, classificam-se, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3414436 Português
Leia este trecho e responda a seguir.

“A democracia e a educação são irmãs gêmeas. Ambas fazem parte do mesmo processo civilizatório desde a Grécia antiga.” http://portal.mec.gov.br

A palavra “democracia” é formada pelos radicais –demo e –cracia e significa governo do povo. Está incorreta a correspondência apresentada em:
Alternativas
Q3414427 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.

A obra de Paulo Freire em novo projeto gráfico.


Pedagogia da autonomia reafirma o profundo compromisso ético de Paulo Freire na defesa da existência digna. Neste seu último livro publicado em vida, em 1996, o educador aprofunda sua teoria-ética de uma vida voltada para a liberdade, a verdade e a autenticidade dos sujeitos, contra a lógica do capital. A partir do amor revolucionário e do rigor crítico, reflete sobre o que o ato de ensinar exige de educadores e educandos.

“Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que serei justo, que respeitarei os outros, que não mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no mundo me incomoda e me enraivece. Gosto de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida. Que o meu ‘destino’ não é um dado, mas algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir. Gosto de ser gente porque a história em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades, e não de determinismo. Daí que insista tanto na problematização do futuro e recuse sua inexorabilidade.”

https://www.record.com.br/produto/pedagogia-daautonomia-3
“Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas provieram do latim e do grego, línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios, portanto como vocábulos autônomos.”
A palavra “Inequívoco”, empregada no texto, é um exemplo em que figura o prefixo in- que indica “Negação”. Esse assunto é tratado na seguinte parte da gramática:
Alternativas
Q3398812 Português
Gastos de turistas no Brasil em 2023 superam ano de Copa e chegam a US$ 6,9 bilhões, diz governo


    A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) informou nesta segunda-feira (5) que os gastos de turistas de outros países no Brasil em 2023 atingiram US$ 6,9 bilhões, representando, segundo o órgão, o maior valor no período de um ano.


    Segundo a Embratur, até então, o recorde havia sido registrado em 2014, quando os turistas gastaram no Brasil US$ 6,8 bilhões (em valores corrigidos). A série histórica do Banco Central para o indicador, utilizado pela Embratur, tem início em 1995.


    Naquele ano, o país sediou a Copa do Mundo de futebol em mais de uma dezena de cidades, entre as quais Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador.


    Na comparação com 2022, quando os turistas de outros países gastaram no Brasil US$ 4,9 bilhões, o crescimento em 2023 foi de US$ 2 bilhões, segundo os dados oficiais. A meta, de acordo com a Embratur, é alcançar em 2027 o montante de US$ 8,1 bilhões.


    Em nota, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, avaliou que o resultado tem relação com a reaproximação do Brasil com outros países do mundo, acrescentando que o setor de turismo tem capacidade de gerar emprego e renda à medida em que aumentarem os números de turistas e de gastos no país.


    De acordo com a agência, o país registrou a entrada de 6 milhões de turistas, o que representa número próximo ao registrado pré-pandemia de Covid.


Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/02/05/gastos-de-turistasno-brasil-em-2023-superam-ano-de-copa-e-chegam-a-us-69-bilhoes-dizgoverno.ghtml(adaptado).
Considerando a expressão "pré-pandemia de Covid", qual é o significado implícito do prefixo "pré-"?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Lorena - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Enfermagem | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico Agrícola | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico de Cadastro Imobiliário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico de Laboratório | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Enfermagem do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Farmácia | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Radiologia | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Informática | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Técnico em Topografia | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Saneamento | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Trânsito | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Atendimento Especial | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Almoxarife | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Agente de Controle de Vetores | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar Administrativo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar de Legislação | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar de Saúde Bucal - 40H | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Auxiliar de Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Fiscal de Meio Ambiente | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Lorena - SP - Fiscal de Obras e Posturas |
Q3394503 Português
Leia o texto para responder à questão.


Megaestrutura cósmica com formato de anel desafia teorias sobre o universo

Estrutura localizada a 9,2 bilhões de anos-luz da Terra, perto da constelação de Boötes, ultrapassa o limite de tamanho considerado teoricamente viável no cosmos


Astrônomos descobriram uma megaestrutura cósmica em formato de anel que desafia as teorias existentes sobre o universo. O chamado "Grande Anel no Céu" ("Big Ring on the Sky") aparece como um enorme crescente de galáxias quase simétrico e tem dimensões inimagináveis: seu diâmetro é de cerca de 1,3 bilhão de anos-luz e sua circunferência mede aproximadamente 4 bilhões de anos-luz. A descoberta foi apresentada em 10 de janeiro por Alexia Lopez, doutoranda da Universidade de Lancashire Central (UCLan), no Reino Unido, na 243ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS).

Em 2021, Lopez já havia detectado outra megaestrutura: o “Arco Gigante no Céu” (Giant Arc on the Sky). Com 3,3 bilhões de anos-luz de largura, este achado está na mesma vizinhança cosmológica do Grande Anel no Céu, que fica a 9,2 bilhões de anos-luz da Terra. Ambas as megaestruturas são vistas à mesma distância, no mesmo tempo cósmico, e estão separadas em apenas 12 graus no nosso céu.


Desafio à cosmologia

Nenhuma das duas estruturas ultragrandes “é fácil de se explicar em nossa compreensão atual do universo”, segundo Lopez conta em comunicado. A cientista supôs que o Grande Anel possa estar relacionado às Oscilações Acústicas de Bárions (BAOs, na sigla em inglês). Segundo ela, esses padrões “surgem de oscilações no início do universo e hoje deveriam aparecer, pelo menos estatisticamente, como cascas esféricas na disposição das galáxias”. No entanto, sua análise do Grande Anel revelou que a estrutura não condiz com essa explicação; isso porque ela é muito grande e não é esférica. Embora lembre um anel quase perfeito, Lopez descobriu que o Grande Anel no Céu tem mais a forma de uma bobina, como um parafuso, alinhada de frente para a Terra.

Tanto o “anel” quanto o Arco Gigante no Céu desafiam o Princípio Cosmológico devido aos seus tamanhos. Este princípio assume que o universo que podemos enxergar é uma "amostra justa" do que esperamos que o restante dos cosmos seja, segundo explica a pesquisadora. “Esperamos que a matéria seja distribuída uniformemente em todo o espaço quando vemos o universo em grande escala, então não deveria haver irregularidades perceptíveis acima de um certo tamanho”, conta Lopez. O limite teórico atual de tamanho estimado por cientistas é de 1,2 bilhão de anos-luz. Mas o Arco Gigante é quase três vezes maior que isso e a circunferência do Grande Anel é comparável ao comprimento do arco. Como as duas estruturas ultragrandes estão muito próximas uma da outra, é possível que elas formem juntas um sistema cosmológico ainda mais extraordinário, conforme a pesquisadora.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/ noticia/2024/01/megaestrutura-cosmica-comformato-de-anel-desafia-teorias-sobre-ouniverso.ghtml
Analise as palavras apresentadas a seguir, que ocorrem no texto, quanto aos elementos mórficos que as constituem. Assinale aquela que apresenta um sufixo derivacional formador de advérbios de modo na língua portuguesa.  
Alternativas
Q3382793 Português
Analise o cartaz abaixo.
6.png (183×228)
No trecho “Protejam o Padre Júlio Lancellotti”, a forma verbal destaca contém: 
Alternativas
Q3379862 Português
'Não sei onde vamos parar', diz cientista sobre frequência de eventos climáticos extremos.

Especialistas ouvidos pelo Terra alertam que as consequências do aquecimento global podem antecipar projeçõe s sobre extinção da vida humana.

17 maio 2024
Hugo Barbosa

    O agravamento do aquecimento global, nos últimos anos, aliado aos eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes que atingiram 458 cidades no estado do Rio Grande do Sul, no início de maio, levanta várias questões no meio científico, incluindo a possibilidade de uma extinção em massa da humanidade devido às variações de temperatura no planeta. Especialistas ouvidos pelo Terra alertam, no entanto, que as mudanças climáticas podem ser mais extremas, catastróficas e, o que é pior, mais rápidas do que o projetado.
    Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a população humana deve se preparar para cenários pessimistas decorrentes do aquecimento global em um período mais curto do que o projetado em meios acadêmicos. "Existem projeções de aquecimento do planeta para daqui até o fim do século, não precisa nem ir tão longe assim, de milhões de anos, não", comenta, referindo-se à pesquisa da Universidade de Bristol, cujos modelos climáticos indicam que os mamíferos serão extintos em 250 milhões de anos.  
    "Podemos chegar ao aquecimento médio de temperatura no planeta de aproximadamente 4 graus, se nada for feito e se continuarmos acelerando a emissão de gases. Com 4 graus, a extinção em massa de espécies no planeta é algo seguro e garantido. Não há dúvida.", alerta Márcio Astrini, do Observatório do Clima. Astrini cita como base o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que conta com mais de 600 cientistas para estudar, debater e projetar os impactos das mudanças climáticas. O documento, divulgado em 2023, detalha as consequências devastadoras do aumento das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo: a destruição de casas, a perda de meios de subsistência e a extinção de comunidades.
    Astrini cita ainda a perda de espécies inteiras em todo o ecossistema marinho, dificuldade de produzir comida na quantidade que produzimos hoje e escassez da água potável. "O ser humano vai ter baixa capacidade adaptativa e alguns vão sobreviver, outros não. É isso que vai acontecer se continuarmos assim", diz.
De acordo com o relatório, cerca de metade da população global já vive, por exemplo, em situações de escassez severa de água, durante pelo menos um mês por ano, enquanto as altas temperaturas facilitam a disseminação de doenças vetoriais, como a malária.
     Na mesma linha de Astrini, Francisco Milanez, diretor científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), ressalta que a pior catástrofe socioambiental da história do Rio Grande do Sul é um alerta de como as consequências das mudanças climáticas já são uma realidade. Segundo ele, a realidade gaúcha afasta a ideia de aquecimento global como um problema abstrato e distante da vida da população do planeta. "Tanto o planeta como o Brasil estão emitindo alertas constantes por meio desses eventos climáticos extremos. Nunca vimos isso na história do País", afirma.
    Milanez cita um estudo realizado por pesquisadores do ClimaMeter, que indica que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, especialmente a emissão de gases do efeito estufa liberados com a queima de combustíveis fósseis, tornaram as chuvas no Rio Grande do Sul mais intensas.
    "Se continuarmos assim, nesse ritmo, não sei onde vamos parar. Não será preciso milhões de anos, se permanecermos assim", completa.

https://www.terra.com.br/planeta/meio-ambiente
Na formação e estruturação de palavras da Língua Portuguesa, essas podem apresentar radicais e afixos, como se observa no seguinte grupo: 
Alternativas
Q3357593 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Quando quebrei a Cara.


Quando iniciei a docência no ensino superior, atribuíram-me aulas de Sociologia e de Filosofia. Afastei-me das aulas de História, área em que concluíra o mestrado, mas continuei pensando numa maneira de facilitar a leitura de textos de ciências humanas e sociais. Esbocei projeto de extensão universitária: uma oficina de criação literária que indicaria o caminho da escrita clara, objetiva e coesa aos alunos e, em segundo momento, aos interessados da comunidade.


O projeto naufragou. Com ele, o desejo de apresentar escritores contemporâneos que seriam lidos, analisados, criticados e reescritos pelos eventuais alunos. Joguei os rabiscos na gaveta sem esperança de retomá-los. Até que, recebendo as aulas de Filosofia e de Sociologia no curso de Pedagogia em Presidente Epitácio (S.P), acrescentei nova atividade: seminários.


As alunas escolheriam um dos títulos. Fariam uma leitura superficial (posteriormente complementada de maneira mais profunda por mim), análise sociológica, reflexão filosófica, impressões pessoais. Os autores Luiz Antônio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Cyro dos Anjos, Autran Dourado, Josué Guimarães e Sérgio Faraco. Dezesseis romances resgataram minha paixão de trabalhar com Literatura, aplicando conceitos sociológicos e temas filosóficos discutidos nas aulas.


Os romancistas selecionados escrevem fluentemente. Guardam o máximo de significado na economia das frases. A opção pelos títulos considera a qualidade literária - comprovada por teses e prêmios -, o preço acessível, a diagramação, o convite gráfico, a disponibilidade nas redes de livrarias virtuais e o cuidado de possuir, no máximo, duzentas páginas. Cautelas indispensáveis na tentativa de convencer as alunas a efetivamente lerem os enredos. 


A possibilidade de resumos na internet tirou-me o sono. Preparei-me com unhas, dentes, falas e fúrias para desmontar as expositoras com arguições violentas. Entretanto, as arguições violentas cederam lugar ao espanto: as meninas não apenas leram os livros, mas também recorreram a filmes e críticas literárias, comprovando pormenorizadamente a análise sociológica (grupos sociais, processos de aproximação, de distanciamento e de isolamento, fato Social, Papéis Sociais) e a reflexão filosófica (felicidade de Epicuro, questionamentos socráticos, ideias platônicas, aquisição aristotélica da virtude, interpretações de Santo Agostinho e de Santo Tomás de Aquino, niilismo de Nietzsche).


Compartilhei minhas intenções malignas e reconheci-lhes a capacidade: uma felicidade indizível me invadiu quando, nas comemorações festivas de encerramento do semestre, confessei que - ainda bem! quebrara a cara em meus objetivos perversos.

(Vicentônio Regis do Nascimento Silva, 66 Conhecimento Prático Literatura)



Identifique a alternativa em que os prefixos indicam “ação contrária” e “negação”, respectivamente:
Alternativas
Q3355955 Português

Sobre o plural, com base na norma-padrão do português, analisar os itens.



I. Limões.


II. Portãos.


III. Cidadãos.


IV. Pães.



Está CORRETO o que se afirma:

Alternativas
Q3355390 Português
Qual das palavras abaixo é feminina? 
Alternativas
Q3333518 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Silvio Santos: o dono do auditório

Silvio Santos vai ser sempre lembrado como referência na história da TV mundial. Como apresentador, passou por todas as fases da TV brasileira
Artigo de Cláudio Ferreira, jornalista e estudioso de televisão*

    Todas as reverências são poucas para homenagear Silvio Santos. Mesmo quem o considerava brega, ultrapassado, muitas vezes inconveniente tem que reconhecer: ele foi um empreendedor nato, desafiou vários padrões da televisão brasileira e pode ser considerado, sem medo, sinônimo do gênero programa de auditório.

    Como apresentador, passou por todas as fases da TV brasileira: em preto e branco ou em cores, ao vivo ou gravado, com poucos ou muitos recursos tecnológicos. Ele era sempre a atração principal, dividindo os holofotes seja com artistas conhecidos, seja com os calouros anônimos ou as “colegas de trabalho”. Paletós com padronagens estranhas, o microfone pendurado no peito, o cacoete da língua nos lábios. Nosso amigo íntimo.

    Como empresário de TV, não descansou até conseguir montar sua rede de emissoras e lutou pela liderança de audiência — na maior parte do tempo, ficou com a vice ou o terceiro lugar. Era conhecido pela interferência direta na programação, o que provocava uma inconstância de horários de exibição e a retirada repentina de programas do ar. Mas deixava claro: quem mandava era ele.

    Consolidou o programa de auditório como atração televisiva. A fórmula certeira — carisma do apresentador + atrações variadas + plateia animada — foi exaustivamente copiada e assimilada. Chegou a ficar 12 horas no ar aos domingos, tornando-se, junto com a missa e a macarronada, parte do cardápio do fim de semana.

    Quem era criança a partir dos anos 1960 com certeza tem lembranças dos vários programas que Silvio Santos apresentou ao longo da carreira gigantesca. A narração sempre exagerada, o desfile de artistas populares, o jeito espontâneo — muitas vezes, até demais —, são muitas as características da presença do apresentador na TV. Tanto que o Rei dos Domingos povoa a internet com memes, que já existiam antes de serem batizados com essa expressão.

    Mesmo antes da TV fechada e dos streamings, muita gente já torcia o nariz para os exageros da TV aberta. E Silvio Santos era sinônimo de exagero: a cobertura jornalística da morte dele, que ocupou a programação de várias emissoras [...], destacou cenas hilárias, com o apresentador montando um burro no palco, caindo n’água ou escorregando num tapete.

    Era essa a mágica. O mesmo homem de bilhões de reais parecia o tiozão do pavê, aquele que dá vexame no fim da festa de casamento. Ao mesmo tempo em que exaltava o tamanho dos estúdios do SBT às margens da Via Anhanguera, em São Paulo, ele falava com o público como se estivesse dentro da casa das pessoas.

    Arriscou-se na política, sempre foi alinhado aos governos conservadores, colocou no ar, durante alguns anos, a Semana do Presidente, programete que resumia os feitos dos presidentes da República. Por outro lado, sempre abriu espaço para os artistas LGBTQIA + nos seus programas, o que só veio a acontecer em outras emissoras muito tempo depois. Incoerente total.

    Sei que muita gente agora vai dizer que “nunca assistiu Silvio Santos”. Humm. Desconfie. Que atire a primeira pedra quem não tentou adivinhar as melodias ocultas do Qual é a Música. Ou os mais jovens, que, no fim do domingo, completaram mentalmente alguma palavra do Roda a Roda Jequiti. Fora os da minha geração, que se lembram, com certeza, do Boa Noite, Cinderela, da infância, ou da Porta da Esperança, da juventude.

    Silvio Santos vai ser sempre lembrado como referência na história da TV mundial: o dono de emissora que cultivou no brasileiro o gosto por novelas mexicanas mesmo diante de uma produção nacional de qualidade reconhecida ou o multiempresário que, a partir da TV, fez negócios de sucesso, como a Telessena e os perfumes da Jequiti, que arrebatam até os artistas das concorrentes.

    Eu tenho um arsenal de lembranças, outro de críticas, mas, como estudioso de televisão, seria injusto deixar de reconhecer o valor de SS. Os acadêmicos já se debruçaram sobre essa história, há livros publicados sobre o fenômeno, registrando a grande herança de Silvio Santos: a capacidade de se comunicar com o público. Que me perdoem os influenciadores do presente, mas, nisso, ele era o mestre maior.

FERREIRA, Cláudio. Silvio Santos: o dono do auditório. Correio Braziliense, 18 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6922583-odono-do-auditorio.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Qual dos vocábulos abaixo, extraídos do texto, apresenta um prefixo?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Unoesc Órgão: Prefeitura de Maravilha - SC Provas: Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Enfermeiro | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Fonoaudiólogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Médico EMAD | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Odontólogo Saúde da Família | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Pedagogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Anos Iniciais | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Arte | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Ciências | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Atletismo e Paradesporto | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futebol de Campo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futsal Feminino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Ginástica Rítmica | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Handebol Feminino e Masculino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Taekwondo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Tênis de Mesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Voleibol | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Especial | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Física | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Infantil | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Geografia | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor História | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Inglês | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Língua Portuguesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Matemática |
Q3320527 Português
Inteligência artificial, o Prêmio Nobel e a soberania brasileira


    Em 2024, os prêmios Nobel de Física (John Hopfield, da Universidade de Princeton, EUA)e o de Química (Geoffrey Hinton, da Universidade de Toronto, Canadá), destacaram o papel crescente da inteligência artificial (IA) em diversas áreas do conhecimento.

    Fato é que a ficção científica sempre expandiu os limites da nossa imaginação. Hoje, a IA, que foi apresentada ao grande público em filmes como "Eu, Robô" e "Her", já faz parte do nosso cotidiano, desde a otimização de cidades até diagnósticos médicos. À medida que a tecnologia avança, a fronteira entre ficção e realidade se torna mais tênue, levando-nos a refletir sobre o futuro que desejamos.

    Sua contribuição à física e ao estudo de sistemas complexos ajudou a moldar os fundamentos teóricos que permitiram o avanço das redes neurais e da IA moderna. Desenvolveu a rede de Hopfield, uma IA inspirada no cérebro humano, capaz de armazenar e recuperar memórias, mesmo com informações incompletas ou distorcidas [...] Seu trabalho serviu de base para GeoffreyHinton, que criou a máquina de Boltzmann, uma rede que usa conceitos de física estatística.

    Por que isso é relevante? Esses avanços são fundamentais para o desenvolvimento de modelos de IA, como o ChatGPT, que está transformando nossa forma de interagir com a tecnologia. Esses modelos foram construídos com base em conceitos de energia e probabilidade, essenciais na física para descrever sistemas complexos. Assim, fica claro porque o prêmio de física reconheceu um trabalho tão fundamental para a humanidade.

    Mas o que [...] esses prêmios têm a ver com inteligência artificial? Hassabis e Jumper desenvolveram o AlphaFold, uma IA que usa redes neurais profundas, [...] para prever estruturas de proteínas com alta precisão, revolucionando áreas como o design de medicamentos. [...] Em2021, a DeepMind liberou gratuitamente o código do AlphaFold e os dados para treinar o modelo, promovendo a ciência aberta e o progresso social, além de destacar a importância dos softwares livres.

    Onde o Brasil se encaixa nisso tudo? A IA é fundamental para a soberania do país, impulsionando a independência tecnológica em setores como defesa e agricultura. Com centros como o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), a COPPE/UFRJeoC4IA/USP, o Brasil tem potencial. Porém, para competir globalmente, é essencial investir em infraestrutura e capacitação, como prevê o Plano Brasileiro de IA (PBIA). A questão é: o Brasil tem um projeto sólido para de fato competir nesse campo?



(Folha de SP, Fábio Santos é engenheiro, professor e pesquisador no Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ. https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ciencia-fundamental/2024/10/inteligencia-artificial-o-premio-nobel-e-a-soberania-brasileira.shtml acesso em 29/out/2024, adaptado especialmente para essa prova)
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são formados por derivação prefixal (prefixo).
Alternativas
Q3285069 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


MÃE DA MINHA MÃE


A mãe da minha mãe chegou sem se anunciar. Eu não a conhecia, embora soubesse da sua existência. Ela veio e foi bem recebida por mim. Como poderia ser diferente em se tratando da mãe daquela que me gerou durante nove meses, se maquiou e se perfumou na hora de ir à maternidade ganhar neném? E a neném era eu saindo de sua barriga e entrando no mundo indefesa e necessitada de proteção.


Como não oferecer hospitalidade, não dizer "entre, a casa é sua" para a mãe daquela que me banhou, trocou as minhas fraldas, me deu colo, me penteou os cabelos, olhou para mim como se eu fosse um milagre pelo qual ela havia esperado toda a vida?


Ainda que eu não tivesse convivido antes com a mãe da minha mãe, reconheci de imediato a disposição para o cuidar que passa de uma mãe a outra, em ininterrupta corrente geracional, pulsão de ancestralidade que não pede licença para dar palpites na alimentação, lembrar o horário dos remédios, recomendar sapatos mais confortáveis, conferir se as horas de sono foram suficientes e restauradoras.


A mãe da minha mãe me avisou que deve ouvir mais do que falar, pois ela veio para isso, para acompanhar a minha mãe nas recordações da infância, da juventude, do casamento, de quando eu e minha irmã éramos crianças, de quando adolescemos e viramos adultas.


A mãe da minha mãe me ensinou a importância dessa escuta, de afinar a sensibilidade para entender que a minha mãe, aos 91 anos, faz o balanço da vida e precisa de quem lhe ouça, chore e ria com ela, jogue luz nos momentos bons e, se preciso, trapaceie na contabilidade afetiva para mostrar que houve mais felicidade do que tristeza e que, no final das contas, o saldo de viver é positivo.


A essas alturas, quem abriu a porta para a mãe da sua mãe ou para o pai do seu pai ou para ambos entendeu tudo que está escrito neste texto e nem precisa ler as últimas palavras desta crônica para dizer — com certeza já disse — que a mãe da minha mãe não é a minha avó, sou eu.


Disponível em: https://mais.opovo.com.br/.

"[...] e entrando no mundo indefesa necessitada de e proteção."
O prefixo formador da palavra  indefesa tem o mesmo sentido que esse afixo destacado em
Alternativas
Q3285059 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


MÃE DA MINHA MÃE


A mãe da minha mãe chegou sem se anunciar. Eu não a conhecia, embora soubesse da sua existência. Ela veio e foi bem recebida por mim. Como poderia ser diferente em se tratando da mãe daquela que me gerou durante nove meses, se maquiou e se perfumou na hora de ir à maternidade ganhar neném? E a neném era eu saindo de sua barriga e entrando no mundo indefesa e necessitada de proteção.


Como não oferecer hospitalidade, não dizer "entre, a casa é sua" para a mãe daquela que me banhou, trocou as minhas fraldas, me deu colo, me penteou os cabelos, olhou para mim como se eu fosse um milagre pelo qual ela havia esperado toda a vida?


Ainda que eu não tivesse convivido antes com a mãe da minha mãe, reconheci de imediato a disposição para o cuidar que passa de uma mãe a outra, em ininterrupta corrente geracional, pulsão de ancestralidade que não pede licença para dar palpites na alimentação, lembrar o horário dos remédios, recomendar sapatos mais confortáveis, conferir se as horas de sono foram suficientes e restauradoras.


A mãe da minha mãe me avisou que deve ouvir mais do que falar, pois ela veio para isso, para acompanhar a minha mãe nas recordações da infância, da juventude, do casamento, de quando eu e minha irmã éramos crianças, de quando adolescemos e viramos adultas.


A mãe da minha mãe me ensinou a importância dessa escuta, de afinar a sensibilidade para entender que a minha mãe, aos 91 anos, faz o balanço da vida e precisa de quem lhe ouça, chore e ria com ela, jogue luz nos momentos bons e, se preciso, trapaceie na contabilidade afetiva para mostrar que houve mais felicidade do que tristeza e que, no final das contas, o saldo de viver é positivo.


A essas alturas, quem abriu a porta para a mãe da sua mãe ou para o pai do seu pai ou para ambos entendeu tudo que está escrito neste texto e nem precisa ler as últimas palavras desta crônica para dizer — com certeza já disse — que a mãe da minha mãe não é a minha avó, sou eu.


Disponível em: https://mais.opovo.com.br/.

"[...] embora soubesse da sua existência [...]"
segmentação mórfica do verbo destacado se A encontra corretamente estruturada e classificada na alternativa 
Alternativas
Respostas
141: A
142: A
143: B
144: C
145: E
146: B
147: E
148: D
149: B
150: C
151: E
152: D
153: C
154: C
155: B
156: A
157: D
158: A
159: C
160: B