Questões de Concurso Sobre estrutura das palavras: radical, desinência, prefixo e sufixo em português

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Q223052 Português
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
que segue.

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Isso talvez nos explique por que os gregos, estes que teriam inventado a democracia ocidental com seus valores, na verdade, legaram-nos apenas um valor
fundamental: a suspeita de si.


O que se destaca na frase acima está grafado em conformidade com o padrão culto escrito, assim como o está o destacado em:
Alternativas
Q221653 Português

Um peixe 

            Virou a capanga de cabeça para baixo, e os peixes espalharam-se pela pia. Ele ficou olhando, e foi então que notou que a traíra ainda estava viva. Era o maior peixe de todos ali, mas não chegava a ser grande: pouco mais de um palmo. Ela estava mexendo, suas guelras mexiam-se devagar, quando todos os outros peixes já estavam mortos. Como que ela podia durar tanto tempo assim fora d'água?...

        Teve então uma ideia: abrir a torneira, para ver o que acontecia. Tirou para fora os outros peixes: lambaris, chorões, piaus; dentro do tanque deixou só a traíra. E então abriu a torneira: a água espalhou-se e, quando cobriu a traíra, ela deu uma rabanada e disparou, ele levou um susto – ela estava muito mais viva do que ele pensara, muito mais viva. Ele riu, ficou alegre e divertido, olhando a traíra, que agora tinha parado num canto, o rabo oscilando de leve, a água continuando a jorrar da torneira. Quando o tanque se encheu, ele fechou-a.

– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu faço com você?...

Enfiou o dedo na água: a traíra deu uma corrida, assustada, e ele tirou o dedo depressa.

        – Você tá com fome?... E as minhocas que você me roubou no rio? Eu sei que era você; devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está aí, né?... Tá vendo o resultado?...

    O peixe, quieto num canto, parecia escutar.

    Podia dar alguma coisa para ele comer. Talvez pão. Foi olhar na lata: havia acabado. Que mais? Se a mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia – a mãe era boa para dar ideias. Mas ele estava sozinho. Não conseguia lembrar de outra coisa. O jeito era ir comprar um pão na padaria. Mas sujo assim de barro, a roupa molhada, imunda? – Dane-se – disse, e foi.

        Era domingo à noite, o quarteirão movimentado, rapazes no footing , bares cheios. Enquanto ele andava, foi pensando no que acontecera. No começo fora só curiosidade; mas depois foi bacana, ficou alegre quando viu a traíra bem viva de novo, correndo pela água, esperta. Mas o que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não faria isso. Se ela já estivesse morta, seria diferente; mas ela estava viva, e ele não queria matá-la. Mas o que faria com ela? Poderia criá-la; por que não? Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe uma vez mandara fazer para criar patos. Estava entupido de terra, mas ele poderia desentupi-lo, arranjar tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que faria. Deixaria a traíra numa lata d'água até o dia seguinte e, de manhã, logo que se levantasse, iria mexer com isso. 

        Enquanto era atendido na padaria, ficou olhando para o movimento, os ruídos, o vozerio do bar em frente. E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura. Era até meio besta como ele estava alegre com aquilo. E logo um peixe feio como traíra, isso é que era o mais engraçado.

        Toda manhã – ia pensando, de volta para casa – ele desceria ao quintal, levando pedacinhos de pão para ela. Além disso, arrancaria minhocas, e de vez em quando pegaria alguns insetos. Uma coisa que podia fazer também era pescar depois outra traíra e trazer para fazer companhia a ela; um peixe sozinho num tanque era algo muito solitário. 

A empregada já havia chegado e estava no portão, olhando o movimento. – Que peixada bonita você pegou...

– Você viu?

– Uma beleza... Tem até uma trairinha.

– Ela foi difícil de pegar, quase que ela escapole; ela não estava bem fisgada.

– Traíra é duro de morrer, hem?

– Duro de morrer?... Ele parou.

        – Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d'água... Quando eu cheguei, ela estava toda folgada, nadando. Você não está acreditando? Juro. Ela estava toda folgada, nadando. 

    – E aí?

    –Aí? Uai, aí eu escorri a água para ela morrer; mas você pensa que ela morreu? Morreu nada! Traíra é duro de morrer, nunca vi um peixe assim. Eu soquei a ponta da faca naquelas coisas que faz o peixe nadar, sabe? Pois acredita que ela ainda ficou mexendo? Aí eu peguei o cabo da faca e esmaguei a cabeça dele, e foi aí que ele morreu. Mas custou, ô peixinho duro de morrer! Quê que você está me olhando? 

– Por nada.

– Você não está acreditando? Juro; pode ir lá na cozinha ver: ela está lá do jeitinho que eu deixei. Ele foi caminhando para dentro.

– Vou ficar aqui mais um pouco

– disse a empregada.

– depois vou arrumar os peixes, viu?

– Sei.

    Acendeu a luz da sala. Deixou o pão em cima da mesa e sentou-se. Só então notou como estava cansado.

 

(VILELA, Luiz. . O violino e outros contos 7ª ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 36-38.) 

VOCABULÁRIO:

Capanga: bolsa pequena, de tecido, couro ou plástico, usada a tiracolo. 

Footing :passeio a pé, com o objetivo de arrumar namorado(a).

Guelra: estrutura do órgão respiratório da maioria dos animais aquáticos.

Vozerio: som de muitas vozes juntas. 

Observe o uso do diminutivo nas frases:

1. “(...) E então pensou na traíra, sua TRAIRINHA, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura.(...)”

2. “(...) – Uai, essa que você pegou estava VIVINHA na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d'água(...)”

A respeito da flexão sofrida pelas palavras em destaque, analise os itens a seguir:

I. O uso da forma sintética do diminutivo, na frase 1, atribui ao substantivo flexionado um sentido conotativo, contribuindo para a manifestação da afetividade do protagonista emr elação ao peixe.

II. Na frase 2, o diminutivo intensifica a ideia de vivo. Vivinho =muito vivo, bem vivo, saudável.

III. Em ambas as frases os termos flexionados têm valor denotativo, pois o sufixo diminutivo atribui a eles sua significação normal, apesar de diminuída sua intensidade.

Assinale a alternativa que aponta o(s) item(ns) correto(s).
Alternativas
Q791804 Português
Assinale a opção que contém os elementos que estruturam a palavra “indefinível”, linha 63, separados e classificados corretamente.
Alternativas
Q791798 Português
O plural do diminutivo das palavras “renovação”, linha 19, e “sinal”, linha 38, está corretamente escrito em
Alternativas
Ano: 2011 Banca: CCV-UFC Órgão: UNILAB Prova: CCV-UFC - 2011 - Unilab - Administrador |
Q667411 Português
Assinale a alternativa em que se segmenta corretamente o vocábulo em seus elementos mórficos.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: CCV-UFC Órgão: UNILAB Prova: CCV-UFC - 2011 - Unilab - Administrador |
Q667410 Português
Assinale a alternativa cuja palavra contém sufixo com o mesmo valor semântico do presente em “positivismo” (linha 02).
Alternativas
Q596224 Português
Assinale a alternativa em que a segmentação do vocábulo em seus elementos mórficos está correta.
Alternativas
Q596222 Português
O prefixo de interlocução (linha 39) está empregado conforme as regras do Novo Acordo Ortográfico em:
Alternativas
Q596220 Português
Assinale a alternativa que indica corretamente o significado do sufixo –ado, presente na palavra eleitorado (linha 03).
Alternativas
Q432492 Português
Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação INCORRETA quanto à formação das palavras.
Alternativas
Q425392 Português
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BANDEIRA, Manuel. Antologia poética: Manuel Bandeira. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961. p. 56-57.

VOCABULÁRIO:
Alimária: animal irracional; bruto.
Aniagem: tecido grosseiro.
Cangalhas: peça de madeira forrada de couro em cujas hastes se dependuram sacos.
Encarapitado: posto no alto, em cima; empoleirado.
Relho: chicote de cabo de madeira.

Em qual das frases abaixo o elemento -inho(s) tem a mesma ideia contida no verso “Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais (...)” ( l. 15)?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FEPESE Órgão: CELESC Prova: FEPESE - 2011 - CELESC - Advogado |
Q297615 Português
Assinale a alternativa gramaticalmente correta.

Alternativas
Q276155 Português
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Com referência a palavras e expressões empregadas no texto, julgue
os próximos itens.
No vocábulo “zombavam” (L.24), além do radical zomb-, identificam-se o morfema temático de primeira conjugação a e o morfema modo-temporal -vam.
Alternativas
Q262648 Português
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Com relação às ideias e estruturas morfossintáticas do texto acima,
julgue os próximos itens.

As palavras “desertor” (L.13) e “integrantes” (L.22) são ambas formadas por processo de derivação sufixal em que os respectivos sufixos evidenciam o sentido de agente.

Alternativas
Q261088 Português
A palavra próprios, na expressão “eles próprios,” (L. 36) apresenta o mesmo sentido em:

Alternativas
Q251817 Português
Por precaução, a maioria dos médicos recomenda evitar a combinação de bebida e remédios”.

A preposição “por”, no fragmento acima, tem valor de:

Alternativas
Q251814 Português
Assinale a alternativa em que os vocábulos destacados nos dois segmentos selecionados do texto III não possuem o mesmo valor.

Alternativas
Q251810 Português
Assinale a alternativa em que o vocábulo “mais” não apresenta valor superlativo.

Alternativas
Q236777 Português
A alternativa abaixo em que o termo destacado NÃO está empregada em função adjetiva é:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: PGE-RO Órgão: PGE-RO Prova: PGE-RO - 2011 - PGE-RO - Procurador do Estado |
Q214201 Português
Atenção: As questões de números 89 e 90 baseiam-se no poema abaixo.

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Considerando-se o emprego de pronomes no poema, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Respostas
1361: D
1362: C
1363: A
1364: C
1365: B
1366: E
1367: C
1368: E
1369: C
1370: B
1371: A
1372: D
1373: E
1374: C
1375: E
1376: E
1377: C
1378: A
1379: C
1380: E