Questões de Concurso Sobre encontros consonantais: dígrafos em português

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Q4362355 Português
Assinale a alternativa cujas duas palavras possuam dígrafos: 
Alternativas
Q4330310 Português

Texto



A CAUSA DA CHUVA



    Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.

    – Chove só quando a água cai do teto do meu galinheiro, esclareceu a galinha.

    – Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.

    – Como assim? disse a lebre. Está visto que chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que tem dentro.

    Nesse momento começou a chover.

    – Viram? gritou a galinha. O teto do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!

    – Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.

    – Mas, como assim? tornava a lebre. Parecem cegos? Não veem que a água cai das folhas das árvores?



MORAL: Todas as opiniões estão erradas.



(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.)

“– Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.” (7º parágrafo)


No trecho acima, há quantos dígrafos?

Alternativas
Q4323486 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Olhar histórico sobre a valorização docente no Brasil


Por Stephanie Kim Abe

Q1_10.png (877×631)

(Disponível em: https://www.cenpec.org.br/noticias/olhar-historico-sobre-a-valorizacao-docente – texto adaptado especialmente para esta prova).
A letra “x” pode representar os seguintes fonemas: /ch/, /z/, /s/, /cs/, e /ss/. Com base nessa informação, assinale a alternativa que apresenta a grafia INCORRETA de uso da letra “x”.
Alternativas
Q4271372 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou
Anne Frank aos nazistas


Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.


      Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

      A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

      Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]


Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Marque a alternativa em que há APENAS encontros DÍGRAFOS nas palavras sublinhadas: 
Alternativas
Q4264985 Português
França registra recorde de animais abandonados em abrigos durante o verão


       A cada ano cerca de 100 mil pets são levados a abrigos na França, 60% dos casos ocorrem durante os meses de verão. O país ocupa a primeira posição na Europa no abandono de animais de companhia.

     Todos os verões, a trágica situação se repete: ao saírem de férias, milhares de franceses abandonam seus bichos de estimação. Para lidar com a superlotação de abrigos, ONGs e associações reforçam campanhas para conscientizar a população contra os maus-tratos aos animais. "Entre sacrificar suas férias e abandonar seu bicho de estimação, as pessoas não vão refletir, não querem nem mesmo pensar em uma solução para essa questão", afirma Jacques-Charles Fombonne, presidente da Sociedade Protetora dos Animais (SPA) da França.

      Se neste verão o recorde de abandono - registrado no ano anterior - não deve ser batido, os centros de acolhimento de bichos registram superlotação desde junho. Nos albergues da SPA, há mais de 8.800 pets esperando pela adoção, um número inédito após um aumento de 7% em relação a 2021. "Começamos o verão com os refúgios quase lotados. Isso é um verdadeiro problema, porque somos obrigados a manter esses animais em condições que não são ideais. Eles ficam em locais ainda mais apertados do que o normal", ressalta Fombonne.


Fonte:https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/09/franca-registra-recordede-animais-abandonados-em-abrigos-durante-o-verao.ghtml Fonte 10 de Agosto de 2022.
Assinale a alternativa cuja palavra não possua dígrafo:
Alternativas
Q4264302 Português
Estudante de Curitiba nota mil na redação do Enem é aluna de escola pública


   Tirar uma nota 1.000 (pontuação máxima) na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é difícil (para não dizer quase impossível) e a estudante de Curitiba Emily Moraes de Oliveira, 19 anos, sentiu essa alegria extrema ao descobrir, na última sexta-feira (11), que ela havia alcançado o feito. O resultado do Enem 2021 foi publicado na quarta-feira (9) e a jovem até tinha esperança de atingir uma boa média. Só não poderia prever que sua nota seria surpreendente.

   A Emily sempre estudou em escola pública. Apenas os anos de Ensino Médio ela concluiu no Colégio Sesc São José, no Centro da capital, onde entrou depois de passar em um teste para bolsa de estudos e conseguir 100% de desconto. Ela se formou no ano passado. Além do “dez na redação”, o bom desempenho na área de linguagens da prova do Enem e a dedicação nos estudos das outras áreas lhe renderam 756,4 na pontuação geral.

   “Contei primeiro para minha avó, que ficou extremamente feliz com a notícia, já que sempre me viu estudar por horas e horas e sempre ouvia minhas redações depois de prontas. Acessei o resultado na sexta-feira e, imediatamente, comuniquei para as minhas professoras do Ensino Médio, pelo Instagram, que ficaram admiradas e orgulhosas também pelo resultado. Meu colégio até me convidou a dar uma palestra para conversar com os alunos sobre a importância da rotina de estudos, de manter a constância, de praticar, de tirar dúvidas”, contou a jovem em um papo com a Tribuna.

   Segundo ela, a nota máxima na redação chegou após muito esforço. “Não era tão boa em redação, mas melhorei com muito esforço, fazendo cerca de duas redações por semana, fora as obrigações do colégio. Quanto ao tema, eu tinha estudado em casa alguns meses antes da realização do Enem. Isso me ajudou. Vi que há uma extrema necessidade de conhecer o que realmente é cobrado na redação”, destaca. O tema da redação da Emily foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

   O sonho para o futuro é entrar na área da Saúde. “Quero fazer Medicina na UFPR. Sempre tive uma imensa admiração pela profissão”, conta. E o vestibular para o curso ela fez na semana passada, junto com milhares de estudantes que tentam uma vaga nos cursos da UFPR. “Estou no aguardo do resultado definitivo que sai no dia 14 de março. A redação eu achei tranquila”, brinca ela, após a reportagem perguntar se a redação do vestibular estava mais difícil ou mais fácil do que a do Enem.

   A gestora pedagógica do Sesc São José, Marlene Kochinski, disse que a instituição sente um imenso orgulho da Emily Moraes. “É uma estudante que faz parte de um projeto social do colégio em parceria com o Sesc/PR e o Grupo Educacional Bom Jesus, com alunos bolsistas, e ela sempre se destacou. Para nós, um aluno nota mil é sensacional. Estamos torcendo para ela passar em Medicina”, ressalta a gestora. A Katia Dell’Aira, assessora pedagógica, ainda explicou que a Emily é esforçada, dedicada nas atividades e sempre respondeu bem aos professores. “Lembrando que ainda tivemos dois anos de aula virtual. Não foi fácil e ela conseguiu uma nota alta na redação e na pontuação do Enem”, disse.

   O Sesc São José confirmou o convite feito para a Emily participar de um bate-papo com alunos do último ano do Ensino Médio. Por causa da pandemia, a conversa será virtual. “É uma prática comum do colégio. Sempre trazemos, em alguns momentos do ano, ex-alunos para conversar, dar dicas de estudos, falar sobre a experiência nos cursos superiores que escolheram, Enem, vestibular. Tudo para a troca de experiências”, finaliza a Marlene Kochinski.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/estudante-decuritiba-nota-mil-na-redacao-do-enem-e-aluna-de-escola-publica/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO possua dígrafo:
Alternativas
Q4263569 Português
Leilão dos apartamentos do “prédio giratório” de Curitiba acontece nesta sexta


    Os apartamentos do edifício Suite Vollard, conhecido como o prédio giratório de Curitiba, vão a leilão nesta sexta-feira (18). Os 10 imóveis, que ficam no bairro Mossunguê, poderão ser habitados pela primeira vez desde sua inauguração, em 2004. Neste primeiro momento, os apartamentos têm lance inicial de R$ 1,4 milhões cada, preço bem menor comparado aos valores iniciais, quando custavam cerca de R$ 2,3 milhões.

    Caso não sejam vendidos, um novo leilão está marcado para o dia 24 de fevereiro, com lance inicial de R$ 849 mil, equivalente a 60% do valor avaliado, um desconto de 40%. Quem comandará as vendas é o leiloeiro público Helcio Kronberg.

    De acordo com Kronberg, o juízo determinou a venda de vários apartamentos. Entretanto, caso o valor da execução seja atingido antes de todos os lofts serem leiloados, o leilão poderá ser finalizado. Portanto, quem tiver interesse já deve registrar seus lances previamente. O leilão iniciará pelos apartamentos dos andares mais altos para os mais baixos. 

    O município de Curitiba, credor em mais de R$ 1 milhão pelo IPTU devido, e alguns outros credores dos proprietários, já estão requerendo ao juízo da 21ª Vara Cível de Curitiba a reserva de seus créditos, o que poderá favorecer a venda de mais unidades. Para participar, os interessados precisam fazer um cadastro prévio no site da Kronberg Leilões. Os lances podem ser feitos à vista ou parcelados, com entrada de 25% e o remanescente em até 30 parcelas. Essa é primeira vez que os imóveis serão vendidos após as diversas tentativas feitas em 2018, quando não houve nenhum comprador.

    A história do prédio é bastante famosa na capital paranaense. O projeto pioneiro, feito em 1997, saiu do papel em 2004 e atraiu olhares do mundo todo, com espaço até em uma matéria exclusiva do The New York Times e uma citação no The Economist. Na estrutura há um anel externo que gira impulsionado por um motor de 40 cavalos. Apesar do sucesso de mídia, os apartamentos nunca foram habitados. Na época, o motivo apontado foi o alto valor da venda para um empreendimento desse porte, além de problemas judiciais enfrentados pela Construtora Moro, responsável pela obra.

    Cada andar pode se mover de maneira independente nos sentidos horário ou anti-horário, de acordo com a preferência do morador, e há pouco atrito no movimento. Os únicos aposentos fixos são a cozinha e o banheiro, por causa do encanamento. O giro completo do Suíte Vollard é feito em uma hora e pode ser ativado por comandos de voz, ou por um painel eletrônico instalado na parede, que controla também luz, ar-condicionado e sistemas de segurança.

    Os apartamentos são cercados de janelas e oferecem vista 360° da cidade, além de receberem luz do sol a qualquer hora do dia. O prédio conta com 11 lofts de 270 metros quadrados cada.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/leilao-dosapartamentos-do-predio-giratorio-de-curitiba-acontece-nesta-sexta/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022. 
Assinale a alternativa na qual as duas palavras possuam dígrafo: 
Alternativas
Q4251995 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO possua dígrafo:
Alternativas
Q4251832 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Marque a alternativa em que os encontros (vocálicos ou consonantais) sublinhados são dígrafos, isto é, duas letras e um som: 
Alternativas
Q4251404 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Assinale a alternativa cuja letra em destaque represente o mesmo fonema representado pela letra “g” na palavra estratégico: 
Alternativas
Q4248181 Português

Texto 3 para a questão. 

Imagem associada para resolução da questão

4

https://www.google.com/search?q=mensagens+de+cora+coralina+&tb Acesso em 14.07.2022.



Assinale a alternativa cuja lacuna do termo em parênteses deve ser preenchida CORRETAMENTE com a(s) letra(s) do termo sublinhado. 

Alternativas
Q4173167 Português
Assinalar a alternativa cuja palavra apresenta encontro consonantal:
Alternativas
Q4168784 Português
Assinalar a alternativa cuja palavra NÃO possui encontro consonantal:
Alternativas
Q4164923 Português
Texto

"A boa alimentação se reflete na qualidade de vida e do aprendizado" Em uma sociedade tão focada na questão estética, a tendência quando falamos em alimentação é relacioná-la à batalha de gordura versus magreza ou à contagem de calorias. Mas por mais que prevenir a obesidade seja sim importante, evitando o surgimento de muitas doenças, a realidade é que o que comemos exerce uma influência bem mais ampla, afetando diversos outros âmbitos da vida. É inegável: a qualidade da alimentação está diretamente relacionada à qualidade de vida. Além de influenciar diretamente nossa saúde e nossa longevidade, o que ingerimos durante as refeições se reflete inclusive em nosso humor e em nossa capacidade de trabalhar, estudar e sentir prazer. E não podemos nos esquecer que, ao falarmos de escolas, estamos falando em crianças e adolescentes, indivíduos em plena fase de desenvolvimento! Obviamente, portanto, nesse momento é ainda mais importante que os nutrientes necessários estejam presentes nas refeições.


Fonte: Disponível em : http://novosalunos.com.br Acesso em: 18 maio 2018 
"Além de influenciar diretamente 'NOSSA SAÚDE' ". As palavras destacadas apresentam, respectivamente: 
Alternativas
Q4164890 Português
Assim como a palavra “lanches”, assinale a palavra abaixo que possui um dígrafo. 
Alternativas
Q4164620 Português

Instrução: A questão refere - se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Dicas para ser mais feliz no ambiente de trabalho



(Disponível em: https://www.cieepr.org.br/blog/7-dicas-para-ser-mais-feliz-no-ambiente-de-trabalho/– texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa em que ocorre um encontro consonantal.
Alternativas
Q4164616 Português

Instrução: A questão refere - se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Dicas para ser mais feliz no ambiente de trabalho



(Disponível em: https://www.cieepr.org.br/blog/7-dicas-para-ser-mais-feliz-no-ambiente-de-trabalho/– texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que apresenta um dígrafo (duas letras que emitem um mesmo som), assim como a palavra “pessoal”. 
Alternativas
Q4105526 Português

Homeschooling

Por Audry Branco



(Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/homeschooling.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir, a respeito da palavra “flexibiliza”, retirada do texto, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Apresenta 1 dígrafo.
( ) Apresenta 12 fonemas e 11 letras.
( ) Apresenta o mesmo número de letras e fonemas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4105248 Português
Melhore o ambiente de trabalho com as cores certas

Por Leonardo Grandchamp


(Disponível em: https://www.jornalcontabil.com.br/melhore-o-ambiente-de-trabalho-com-a-escolhacerta-de-cores/ – texto adaptado especialmente para essa prova). 
Assinale a alternativa que apresenta dígrafo, assim como a palavra “acesso”.
Alternativas
Respostas
501: C
502: D
503: E
504: B
505: D
506: D
507: B
508: D
509: E
510: B
511: A
512: A
513: D
514: C
515: C
516: C
517: E
518: D
519: A
520: X